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Original subtitles

UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Meu Deus!

Não está baixando. Outra injeção.

-Por favor! -Outra!

Outra injeção!

Por favor!

O que houve?

Ele está melhor.

Ele está bem.

Temos quanto tempo?

Cinco segundos.

Portas destrancadas. Preparem-se. Vamos!

Preparem-se!

Coloquem as máscaras, agora!

Fumaça! Agora!

Silêncio!

Quietos!

É só fumaça.

Ainda não. Esperem.

Helicópteros, pousando em 30 segundos.

Agora. Vamos sair. Vamos!

Agora! Rápido. Todos para fora!

Vamos. Todos para fora!

Saiam, todos. Rápido.

Vamos! Saiam!

Vamos! Saiam!

Rápido!

Que merda é essa?

Não podemos entrar. Temos que abortar.

Não importa. Se os reféns estão na varanda,

derrube a porta.

Unidades armadas, avancem!

Vamos! Os safados estão na porta.

Vou abrir a porta. Você sai com as caixas.

É o que você acha, órfão?

Filho da puta...

Estão abrindo as portas.

Melhor ainda. Vamos entrar com tudo. Agora!

Mandei saírem.

Ninguém se move.

Saiam, agora!

A Força Especial está chegando. Ninguém se move.

O que vai fazer?

Vai nos matar, como seu pai morreu?

Quietos.

Denver! O que está fazendo?

Denver!

O que está fazendo?

Irmão, aqui está a grande surpresa. A que você já está pensando.

Bandeira branca!

Bandeira branca!

Bandeira branca!

O que está fazendo?

O que está fazendo?

Bandeira branca!

Bandeira branca!

Alvo confirmado.

Denver!

Eu o tenho na mira. Está na minha linha de fogo.

Peço permissão para atirar.

Solicito permissão para atirar.

O Estado pode aceitar que teve que colocar o exército nas ruas.

O Estado pode permitir que entre na Reserva Nacional e roube o ouro,

mas há algo que não podem permitir.

Ele não permite que descubram seus segredos.

Se pegarmos aquelas caixas vermelhas e eles as virem,

levará um segundo para que percebam o que temos,

e eles serão nossos.

Filhos da puta!

Porque nessas 24 caixas,

eles guardam os segredos do Ministério do Interior,

Ministério das Relações Exteriores, Inteligência e como gastam os recursos.

O esgoto do Estado!

Tudo que o sistema não pode permitir que seja descoberto,

ou iriam pelo ralo onde a própria sujeira está escondida.

Filhos da puta!

Parem o ataque!

Repito. Abortar. Respeitem a bandeira branca e se retirem.

É possível que estejam mergulhando na câmara?

Não sei, coronel.

-Eu não sei. -Meu Deus!

Isso!

Isso aí!

Isso!

Sexo gay é o melhor do mundo, sabe por quê?

É óbvio.

Porque não há mulheres.

Você não é homossexual, é misógino.

-Você nasceu de um caldeirão? -Não, senhorita.

Não confunda misoginia com biologia. São fatos. É simples.

Nós, homens, precisamos nos livrar de nosso veneno.

Sempre precisamos nos aliviar.

Depois rejeitamos o corpo que usamos.

Não importa qual corpo, sempre o rejeitamos.

Dizemos: "Ciao."

Bum, bum, ciao.

-Lindo. -Sexo homossexual.

Entre mulheres também é homossexual.

Bum, bum, ciao. Dois homens se encontram e se aliviam.

Bum, bum, ciao. Nem sabem seus nomes. Incrível.

Sabe o que é incrível?

O sexo bom que as mulheres podem fazer.

E podemos fazer dez vezes seguidas...

-Ou mais. -E orgasmos múltiplos.

Gozamos por horas, não em cinco segundos.

Não disse que não têm o poder de sentir prazer,

isso seria misógino.

Só estou dizendo que não precisam.

-Sei... -Não é uma necessidade orgânica

como a dos homens. Vou explicar.

O mundo é cheio de saunas onde os homens se encontram e se aliviam.

Parques, banheiros, nos encontramos e fazemos acontecer.

É altruísmo seminal.

E saunas para mulheres?

-Não precisamos. -Não precisam?

-Não. -Não existem.

Onde estão os banheiros públicos onde vocês se esfregam? Eles não existem.

Vou dizer por que, e é controverso.

É porque o sexo feminino é condicionado pela procriação.

De alguma forma, vocês procuram um homem para trocar genes.

Para formar uma família, o que é repugnante.

Vocês têm muita coisa na cabeça.

Nós temos apenas uma: ejacular.

Por isso fazemos o "bum, bum, ciao".

Bum, bum, ciao.

Sexo homossexual!

Bum, bum, ciao.

Sua teoria é uma porcaria, mas tem ritmo.

Não.

-Bum, bum, ciao. -Vou embora.

Bum, bum, ciao.

-Vamos! -Bum, bum, ciao.

-Vamos. -Bum, bum, ciao.

Professor!

Bum, bum, ciao.

Bum, bum, ciao.

-Bum, bum, ciao. -Despenteia!

-Se solte, Professor! -Bum, bum, ciao.

Bum, bum, ciao.

Bum, bum, ciao.

Boa noite.

Posso sair, se quiser.

Está bem.

Temos que ser práticos, Helsinki.

Você foi bom. É um titã. Verdade, posso dizer isso.

Mas somos profissionais.

Não como o resto dos idiotas dessa equipe, certo?

Certo.

Pode se imaginar entrando lá com uma carga emocional?

É absurdo, certo? Nos livramos do veneno.

Fizemos bum, bum. E agora...

Agora, ciao.

Sem carga.

Agora somos irmãos de sangue.

Brothers, camaradas, algo assim. Não somos?

Sim, brothers.

O que houve?

É melhor dormir aqui.

Amanhã é um grande dia.

Ele comeu e expulsou.

Que babaca nojento!

Homens são assim.

Você não é assim.

Viajei o mundo com você, e você é um ursinho.

E você ia preferir se pudesse passar as próximas horas abraçando-o.

Somos companheiros. Brothers.

Não é brother dele!

Helsinki!

Precisa se amar mais.

E ignorar esse idiota que desrespeita você.

Quando ele disser "bum, bum", você diz "ciao".

E que ele vá fazer "bum, bum" no inferno.

Está bem.

Helsi.

Está apaixonado?

Brothers...

Puta que pariu.

Há dias estranhos.

Deveria estar em uma reunião,

mas até há pouco estava morto e vestido de mergulhador.

Ainda usa o neoprene

e não sabe se está vivo ou morto.

Parece que está com a maior ressaca do mundo e se pergunta:

"Estou no Inferno?

O que fiz de errado?" Não fez nada de errado.

Bem, o mesmo que todos.

Estava no lugar errado...

na pior hora possível.

Governador?

Governador?

Governador?

Governador!

Seu coração quase explodiu.

Injetamos muito diazepam em você. Deite-se.

Estou muito bem.

Calma.

Cuidado.

Cuidado.

Se está bem,

venha comigo. Vou mostrar o que construímos.

Venha, governador. Veja!

O que sente? Cheire!

Que cheiro sente?

Isso mesmo! Não tem cheiro. Extratores industriais.

Os gases passam pela máquina e são liquefeitos.

E vão para o cofre.

Contaminação atmosférica: zero.

Mas tenha cuidado depois, porque haverá muito CO2.

Aqui...

estamos derretendo 52 lingotes por hora.

Já alcançamos a velocidade ideal.

É patrimônio do Estado.

Cada gota está aqui.

Já derretemos 1.600 quilos. Certo?

Quantos dias fiquei inconsciente?

Quatro horas.

Venha. Essa é a melhor parte.

Veja isso.

Veja, Mario. Essa é a melhor parte.

Veja.

Venha.

Veja como derrama.

Veja como derrama. Ali! Que beleza!

Que beleza!

Boa tarde, governador. Chorizo?

Aqui, transformamos o ouro derretido em grãos.

Pepitas, como grãos de arroz.

Fazemos com bolhas.

É viciante.

Veja só!

Sementes de ouro, governador.

Senhorita, o que está fazendo aqui trará inúmeras consequências.

Essa é a lição: nada é de graça.

Tudo que fazemos tem consequências.

Um milhão de pessoas cercam o Banco da Espanha.

O governo está sob grande pressão.

A dúvida, Sara Solomando:

o que havia nas caixas que fez com que a polícia e o exército parassem o ataque?

Cristina, nossas perguntas foram respondidas com silêncio.

Desde que o ataque foi abortado, muitos carros oficiais chegaram,

de altas patentes.

Entre eles, o ministro do Interior, a secretária de Relações Exteriores

e o chefe do Estado-Maior da Defesa.

A multidão atirou ovos em todos eles.

As consequências começaram a chegar.

O ministro do Interior, o chefe do Estado-Maior da Defesa,

todos chegaram à tenda

enquanto o governador estava inconsciente.

O primeiro-ministro quer que dispersem a multidão.

Diga que, se dispersarmos a multidão com canhões de água,

amanhã teremos o dobro de pessoas aqui.

A União Europeia exige informações.

Querem saber se as caixas podem implicá-los.

É claro que os implica, mas não podem saber.

Entendido?

Reduza a pressão diplomática para que eu faça meu trabalho.

Já desconfiam que possa ser algo grande.

Viram como a Espanha parou o ataque contra sete ladrões.

O coronel Tamayo tentou,

mas como em um jogo de xadrez,

o plano do Professor e do Berlim mudou tudo.

Um movimento,

e agora estavam sob a ameaça de xeque-mate

contra o rei e o resto das instituições do governo.

O conteúdo das caixas chegou em menos de uma hora ao Paquistão.

Nossos hackers criaram um e-mail seguro e indetectável

através de um satélite opaco.

Se publicássemos essas informações, estariam mortos.

E sabiam disso.

Qual é o tamanho do estrago?

Coronel?

Ministro.

O tamanho do estrago...

A Europa causando uma guerra na Líbia por interesses pessoais.

Pagamentos ao Marrocos em troca do abandono de imigrantes no deserto.

Acordo secreto para ignorar o Mediterrâneo.

Setenta e quatro naufrágios que poderiam ser evitados, centenas de mortos.

Todos os detalhes

sobre a criação de um grupo terrorista na França. Quer mais?

O conteúdo delas condena este governo e os anteriores.

Isso vai espirrar na Espanha, União Europeia e OTAN.

E o pior...

vamos ser atingidos também. Vocês e eu.

Querem acabar no tribunal? É isso que o primeiro-ministro quer?

Algum primeiro-ministro europeu quer ser preso?

Esse é o tamanho do estrago.

Não podemos negociar.

Sabem os segredos, são uma ameaça.

E então?

O que sugere?

Só se pode fazer uma coisa.

Sabe muito bem.

Boa tarde, sou Alicia Sierra, para quem não me conhece.

E serei responsável pelas negociações.

Que a festa comece.

Quero três coisas! Sei que conseguem.

Quero saber quanta gasolina tem para alimentar o gerador de emergência.

Segundo,

tragam a equipe subterrânea

para saber o que há lá embaixo.

Túneis, galerias, esgoto.

Certo? E terceiro,

Antoñanzas.

Antoñanzas?

Inspetora?

Donuts, alcaçuz, pirulitos e aquela goma de mascar de melão.

Meus hormônios gritam,

e preciso ser doce e empática

ao falar com o Professor.

Está tudo bem?

Perfeitamente. Você está no comando.

Certo. Vamos!

Martínez.

Inspetora, tentamos triangular as ligações.

Inspetora.

Em qual país estava detido? Por que foi trazido em um avião secreto?

A grávida torturadora.

Até os macacos de Madagascar irão me conhecer.

Ele caiu como uma boneca.

Vá comprar a goma de mascar.

SUPOSTO INTERROGATÓRIO ILEGAL

Pareço gorda.

Pareço gorda.

Ontem discutimos como ganhar tempo se formos presos aqui na Espanha.

Mas o que acontece se conseguirmos roubar a Casa da Moeda,

fugir com o dinheiro e depois

a Interpol nos prender em outro país?

Provavelmente, vão nos manter naquele país para...

Bem, para usar o que chamam de técnicas de interrogatório aprimoradas.

Tortura.

A única boa notícia é que,

em dado momento, podemos usá-la a nosso favor.

Tortura a nosso favor? Legal. Não imaginava.

Mesmo que evitem a lei

que garante nossos direitos, cedo ou tarde,

terão que nos trazer de volta à Espanha, com traslados, vans.

É o momento em que devem parecer completamente destruídos,

alguém sempre está vendo.

E se as pessoas virem e sentirem essa brutalidade...

teremos nossa chance de negociar.

Você estava no banheiro?

Sim.

Depositou seus detritos sólidos no banheiro compartilhado?

Cagar? Sim. Algum problema?

Todos usamos esse banheiro. E se eu precisar usar agora?

Então acenda um fósforo, idiota.

Ou tampe o nariz com esse dedo que não tira da bunda

e que te deixa mal-humorado. Tem opções.

Sabe o que é o odor?

Odor são partículas.

Partículas que estavam na sujeira dos seus intestinos,

voando tranquilamente, e que saíram

com seus detritos através de seu ânus, devastando tudo!

E agora isso vai entrar no meu nariz?

Então tampe o nariz.

Você não caga?

Todo dia, religiosamente como um relógio, mas de madrugada.

Primeiro, por privacidade, mas sobretudo, respeito.

-Você disse respeito? -Por respeito.

Ninguém precisa inalar as partículas da minha merda.

Parem com isso.

Se começar o tabu contra cagar,

vamos nos chamar por "senhor".

-Gosto disso. -Que surpresa.

Escute.

Sei que não sou elegante como o senhor.

Sei que não tenho tanto conhecimento como o senhor.

E só sei abrir buracos onde nem Deus se atreveria a abri-los.

Mas principalmente,

eu arriscaria minha vida pela minha equipe, se preciso.

E a questão é...

você é parte da minha equipe ou não?

Arriscaria minha vida por você?

Essa é a questão.

A resposta é que, apesar de seus hábitos aprendidos em um internato de merda

e seu gosto por enigmas, se entrarmos juntos...

sairemos juntos.

Então, somos amigos de novo? Sim?

Ótimo.

Estamos falando sobre algo importante.

Todos corremos o risco de ser presos.

Vamos ver.

Palermo? Enxerga alguma coisa com esse olho?

Vejo sua barba de russo ortodoxo, idiota.

Ou é Jeremiah Johnson?

Não estou vendo a mula. Onde a deixou?

Vejo bem, grandão.

O outro olho.

Veja...

Não se preocupe. Vamos curá-lo. Amanhã estará melhor.

Coloque o tapa-olho.

Vou buscar a bengala.

Palermo, está aí?

Estou aqui, Professor.

Tóquio está aí?

Sim, está aqui.

Professor.

Tóquio...

Rio está na Espanha.

Obrigada.

Espero poder abraçar você...

e agradecer pessoalmente.

Claro que sim.

Tóquio, ainda tem o mais difícil, mas vamos conseguir.

Vamos conseguir.

Todas as ações,

todas,

têm consequências.

E a polícia...

Coronel!

...no pior momento,

veria uma luz.

-Começamos a triangular o sinal. -De celular?

Não é tão preciso.

Temos receptores por todo o país.

O sinal aparece em Galiza, Alicante e pela Europa.

Mas tem maior intensidade no sul da península.

Creio que venha de lá.

Qual é a precisão?

Esse é o raio.

Comanda o assalto da praia? De férias com a prima Rosita?

Qual é!

Não faz sentido ficar próximo. Ele fez isso no roubo anterior.

Sabe que revistaremos os prédios perto do banco.

Então foram para Portugal Andaluzia, Marrocos?

É mais seguro que Madrid.

Só precisa de telefone e rádio.

Ele conhece os protocolos.

Não temos um para investigar um assalto a 600 quilômetros

da cena do crime.

O que acontece se for lá?

-Bem, a área é muito grande. -Dane-se, Ángel!

Precisamos reduzi-la.

Vá para lá, agora!

E seja discreto.

Prefiro que você esteja lá

em vez de guardas da cidade

que só os espantariam.

Martínez! Venha!

Sim.

Você vai trabalhar com ele.

Estude este sinal. Só isso.

Está bem.

Fica entre nós. Não digam a ninguém.

Adoraria fazer uma viagem como essa com você.

Sem ter que roubar nada.

Pode ser nossa lua de mel.

Sim.

Bem, primeiro temos que nos casar.

Já moro com sua mãe. Casar com você não será problema.

Como?

-O que foi isso? -Como assim?

Casar comigo não é problema?

Foi pedido de casamento de um cagão?

Atira a pedra, depois esconde a mão?

-Só comentei. -Esqueça.

Esqueça, só está piorando.

Chame Marselha.

Sim.

Ei...

Se quer se casar comigo,

peça minha mão corretamente.

Ache um lugar para parar.

Inspetora. É ele.

Professor.

Inspetora Sierra? Que ótimo! Queria falar com você.

Sim, sei que gosta de negociar com mulheres.

Quer saber o que estou vestindo?

Roupas de maternidade?

Como você é antiquado!

É daqueles que usam camisetas por baixo?

Na verdade, sim, mas...

os clássicos nunca morrem. Não acha?

Mas pode se parecer com Pablo Escobar com uma camiseta

ou Marlon Brando em seus filmes.

Touché.

Diga-me, então.

Você já se gravou fazendo amor?

Deixe-me pensar...

Na verdade, não.

Sempre tive receio, porque sou um homem tímido.

Nesse caso, posso ajudá-lo.

Raquel!

Está ouvindo?

Raquel?

Olá, Alicia. Quanto tempo.

Muito tempo, sim.

Fico surpresa que ele seja tímido para pedir que se gravem

transando.

Fez isso no segundo ano da Academia

com Ortigosa. Nossa!

Alicia, que decepção.

Escute.

Vou dizer o que está fazendo.

Está tentando tomar o controle da conversa

com uma postura amigável, e depois vai soltar uma bomba para nos dividir.

Negociação para leigos.

Nada disso. Estava só me divertindo.

Vou soltar a bomba agora.

São classificados como terroristas, então tenho a CIA, Interpol,

e todo mundo procurando sua mãe e sua filha.

Não sei onde estão,

mas acho que não fugiram para Noruega,

mas para um país com força policial pobre e ineficiente.

Sudeste Asiático, por exemplo.

É o que eu faria.

Sabe o que é ruim sobre esses países, Raquel?

Diga-me, Alicia.

As cadeias.

São nojentas.

Lotadas, com doenças,

drogas e assassinatos.

Todo tipo de coisa, e sua mãe lá.

Com a idade e a confusão dela. E Paula?

Paulinha?

Posso atrasar muito a extradição,

não posso imaginá-la chorando toda noite

em um orfanato em Jacarta. Pobre garota.

Parabéns, Raquel. Bom trabalho. Ganhou um covarde.

Só devem transar uma vez por mês, e você perdeu sua família.

Se me entregar o Professor, eu as deixo em paz.

Por que disse isso?

Porque isso é um jogo, e arrisquei tudo.

E agora estão ferrados. O jogo é sobre isso:

ferrá-los.

Não é?

Acalme-se.

Foi um blefe.

Ligou e perdeu o controle.

Você tomou o controle.

Ela estava jogando. Foi manipulado.

Eu?

-Parecia uma marionete! -Ela manipulou você!

Ela desligou e não fizemos nossa jogada.

Ela mirou em você, porque é mais fraca.

Ei, vira-lata!

Traga água.

Como me chamou?

Vira-lata.

Mas também posso chamar de döner kebab, cigana ou vendedora de melão.

Quer ficar cara a cara comigo e me irritar?

Não.

Nem quero imaginar quantas bundas essa cara já beijou.

É Gandía, não é?

É impressão minha ou o ambiente está carregado?

Baixas vibrações.

Me leve para falar com ele.

Deixe a gente sozinho.

Está sentado na sua frente.

Cheiro de enxofre.

Não vejo bem, mas...

Desenvolvi outros sentidos.

E minha intuição diz que você não nos respeita.

É o que idiotas mascarados merecem.

Não merecem respeito.

Um pensamento lógico vindo de alguém na sua posição,

mas está errado sobre mim.

Assistiu muita TV. Acha que somos Robin Hood?

Que somos ursinhos com máscaras de Dalí?

Acho que você é um filho da puta, sudaca, caolho e maricas.

Sudaca.

Sim, sou sudaca. É verdade.

Mas sou de escola alemã. De Berlim.

Quietos!

Adoro piñatas.

Quietos!

Filho da puta!

-Palermo! -Quietos!

Eu sou o sudaca que vai repatriar o ouro que vocês roubaram, idiota.

Denver, faça-o parar!

Quietos!

Palermo! Denver, pare-o!

Ouro banhado em sangue americano! Ritualista satânico!

-Babaca! -Pare!

Melhor me matar, ou vou arrancar seus intestinos

-com um alicate. -Vou matar você!

Filho da puta! Venha!

Vou matar você!

Não se movam!

Venha e bata mais forte! Bata mais forte! Filho da puta!

Filho da puta!

Venha!

Nos colocou no mesmo nível do Talibã.

O que queria provar?

Autoridade?

Bater em um cara que está amarrado?

Só provou que é um idiota!

Então solte-o, e eu vou espancá-lo só com uma mão! Desgraçado! Traga-o!

O Professor colocou esse psicopata no comando?

Não. Escute, Palermo. Aqui temos um plano e regras.

Regras do Professor.

E ele está no comando.

Onde está o Professor?

Onde está o Sr. Professor? Nunca está aqui!

Levante a mão quem tem o cetro de comando!

Eu tenho o cetro! Eu estou no comando!

Devagar.

Vou explicar algo sobre regras.

O filho da puta

que se atrever a insultar um membro da equipe terá a cabeça quebrada.

E você, vira-lata, cale a boca. Entendeu?

A menos que abra a boca para me agradecer

por defendê-la. O que me diz?

Não preciso que um babaca como você me defenda.

Não percebe que, da mesma forma que espancou um cara indefeso,

posso pegar o rifle, estourar sua cabeça, acabar com você...

e comandar.

Sério?

Helsinki, prenda-a.

Amarre as mãos e pés e leve-a para a forja. Agora.

Nem pense nisso. Helsi!

-Nairóbi. -Helsi.

"Helsi"?

Helsi. Perdão.

Está se dirigindo a ele com sua carga emocional. Certo?

Acha que pode ser a mulher de Helsinki?

Nairóbi? Seguindo um amor impossível? Por quê?

Está mentido para si? Ou quer fazer papel de mãe?

Lamento informar que o único papel que pode assumir agora é amiga do maricas.

Você é só uma amiga. Sinto muito. Helsinki me ama.

Sinto muito.

Vou dizer algo que precisa saber, já tem idade o bastante.

Em relacionamentos amorosos, temos o amante e o amado.

O amante vive o relacionamento com paixão, devoção e romantismo.

O amado...

apenas gosta de ser adorado.

Ser o amante não é ruim.

Não entenda mal, por favor.

Mas quer saber?

Amantes sofrem demais, querida.

Eu me divirto.

O único lucro que tenho é o sexo.

É a lei do amor, Nairóbi. Sinto muito. É assim.

O único miserável de toda essa história

é você.

Com seu discurso sobre amor e "bum, bum, ciao". Nossa!

É porque você é muito covarde para assumir a verdade.

A única verdade é a realidade.

E vou explicar para você. Veja. Você ama o grandão.

O grandão me ama.

E eu não amo ninguém. É por isso que...

você me odeia.

Você não ama ninguém?

É claro que não, querido.

Não tem coragem para isso.

O amor requer coragem.

Eu tenho coragem. Veja.

Helsi.

Eu amo você. Amo tanto...

que teria filhos com você.

Viu? Isso é coragem.

Eu sinto e digo.

E isso...

você não sabe fazer.

Faz quanto tempo?

Ficou dez anos apaixonado por Berlim?

E nunca teve coragem de dizer.

Claro. Você o adorava e o seguia como um cachorro.

E nada mais.

E agora?

Agora é impossível.

Ele morreu.

E você está vazio.

Agora só pode se esconder atrás desse discurso. Bum, bum, ciao.

Porque você sabe.

Você foi deixado para sempre, amigo.

Vamos trabalhar.

Legendas: Daniela Berzuini

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