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SĂł quero levar minha irmĂŁ pra casa. Onde ela estĂĄ?
-Ela estĂĄ na casa. -Que lugar Ă© esse?
A casa de veraneio.
Nossa pequena plantação no topo da cadeia alimentar.
Se nĂŁo comer proteĂna suficiente, o corpo come a si mesmo.
O que tem ali?
Contrabandistas construĂram a casa. HĂĄ tĂșneis antigos ali atrĂĄs.
O que era isso?
A sua doença. A evolução da sua loucura.
Vai se regenerar.
Precisa ser extraĂda.
Se, no fim, for o filho dele
contra uma famĂlia de monstros, ele vai me proteger.
VocĂȘ Ă© um idiota. Como pĂŽde ser tĂŁo burro?
De que lado estĂĄ?
Vamos brindar.
Ă famĂlia.
Ă famĂlia.
Hora de arcar com as consequĂȘncias, chefe.
Eu cantava no coro dessa igreja.
Foi um prazer conhecer vocĂȘ.
VocĂȘ Ă© a Zoe.
Depois minha voz mudou. Os desgraçados me expulsaram.
Vamos dar uma volta.
Abra...
a mente.
CHANNEL ZERO: BUTCHER'S BLOCK A PORTA VERMELHA
Joseph.
EstĂĄ perdendo tempo.
Se nĂŁo entregarmos a menina Ă meia-noite de amanhĂŁ,
ele nĂŁo serĂĄ misericordioso.
Estou ouvindo os batimentos.
Joseph.
NĂŁo Ă© com ela que deveria estar preocupado.
Pode parar de me encher? Vou achĂĄ-la.
E se nĂŁo achar?
NĂłs prometemos a menina.
NĂłs marcamos a menina. Temos que entregar a menina.
Ele me chutou.
VocĂȘ se acha intocĂĄvel, mas estamos ficando sem tempo.
Vai ser o nosso fim.
VocĂȘ e seu pai acreditam na famĂlia.
-Onde ele estĂĄ, chefe? -Acredito na famĂlia tambĂ©m.
Na famĂlia e na justiça.
Onde estĂĄ o meu irmĂŁo?
Meu filho...
Ele cometeu um erro terrĂvel.
Ele matou seu irmĂŁo.
Mas ele pagou o preço.
Eu fiz o que tive que fazer. Uma famĂlia por outra famĂlia.
EntĂŁo...
Podemos parar por aqui.
Para evitar que mais sangue seja derramado.
Tem dois corpos naquela cova.
VĂĄ. Olhe.
NĂŁo sabe mais contar?
O quĂȘ?
NĂŁo, vocĂȘ tem que acreditar em mim.
Eu cuidei disso.
Crianças, cheirem o sangue dele.
Elas vĂŁo achĂĄ-lo.
Meu irmĂŁo era um pouco mais velho do que vocĂȘ quando desapareceu.
Ă.
Minha vida girava em torno dele.
Ele fez a parte dele, sabe?
De vez em quando ficava sem as drogas,
arrumava um emprego, fazia e acontecia, sabe?
Nossa...
Mas ele sempre perdia o rumo.
Tinha recaĂdas todas as vezes.
Uma década disso, cara.
Na Ășltima vez em que ele estava morando comigo,
tivemos uma briga...
Uma briga daquelas, sabe?
Em que vocĂȘ fala coisas que nĂŁo devia dizer a ninguĂ©m.
Ele cuspiu em mim. Meu prĂłprio irmĂŁo.
Fui pra cima dele,
apontei o dedo na cara e disse: "Ajeite essa cabeça."
Ele me mordeu.
Mordeu a ponta do meu dedo e engoliu.
Depois...
Depois que ele desapareceu, eu percebi...
que fiquei aliviada.
NĂŁo dĂĄ pra se doar o tempo todo sem ganhar nada em troca.
Oi.
VocĂȘ estĂĄ acordado?
Sabe onde estĂĄ? Sabe quem eu sou?
Vai ficar um pouco grogue. Fique parado.
Por sorte, nossas meninas tĂȘm seus vĂcios...
entĂŁo menos dor pra vocĂȘ.
-Aonde foi? -Tem outra coisa nesta casa.
O quĂȘ?
Eu vi uma coisa.
NĂŁo Ă© um deles.
Ă uma coisa pior.
Eu acho que Ă©...
Pra quem eles rezam.
-Do que estĂĄ falando? -Tem uma porta.
NĂŁo Ă© igual Ă s outras. Ă uma porta vermelha.
Senti o ar em volta dela tremer,
parecia uma caldeira.
Achei que fosse uma saĂda.
Quando cheguei perto, ela me repeliu.
Temos que dar um jeito de sair.
-Vamos. -NĂŁo.
Ă fĂĄcil pra vocĂȘ falar.
Ele ainda nĂŁo disse o que vai se tornar.
Depois, quero dizer.
VocĂȘ vai ficar
com muita,
muita...
fome.
Qualquer coisa Ă© melhor do que ficar louca.
Eu sinto como se estivesse pegando fogo
em cĂąmara lenta.
Zoe, durante todas as nossas vidas
estivemos Ă beira de uma coisa terrĂvel.
VocĂȘ nĂŁo quer ser cuidada uma vez na vida?
Protegida?
Ă a mesma coisa que dizer que tem tanto medo de ser desfigurada
que vai deixar alguém arrancar a sua cara.
Acho que estou aqui por um motivo.
As coisas acontecem por um motivo.
Eu vou procurar uma porta
que nos leve lĂĄ pra baixo.
-Quem Ă© vocĂȘ? -Sou um jardineiro.
Isso é o que sou ou o que faço?
VocĂȘ gosta de perguntas?
Gosto de charadas.
O que tem atrĂĄs da porta vermelha?
Por que ela nĂŁo me deixa passar?
NĂŁo Ă© uma charada.
EstĂĄ bem.
LĂĄ vai.
NĂŁo sou um Peach,
nĂŁo sou uma mosca,
mas passo pela porta vermelha.
O que eu sou?
Uma criança.
Obrigada.
Izzy?
Pode me levar pra casa?
VocĂȘ tem que ficar escondida sĂł mais um pouco.
EstĂĄ bem?
Vou fazer a força.
Vai, Luke!
Demais nĂŁo. Demais nĂŁo.
Muito bem. Muito bem.
Ele fez isso com vocĂȘ.
Por sorte ele não pegou a artéria.
Cortou suas cordas vocais. NĂŁo, nem tente.
Olha...
Fique. Fique aqui.
Agora vocĂȘ vai levantar.
Pronto? Desça.
Desça.
Desça.
Desça.
Isso. Vamos lĂĄ.
Muito bem. Pronto.
Agora vocĂȘ vai sentar.
HĂĄ uma saĂda pelos tĂșneis dos contrabandistas.
Aguente mais um pouco.
Boa jogada.
Oi, Alice.
Junte-se a nĂłs.
No que estĂĄ pensando?
Ă a Izzy.
Ela voltou?
Achei mesmo que ela procuraria vocĂȘ.
Pode me levar até ela?
O que vocĂȘ vai fazer?
Alice, nós não comemos crianças.
Vou mandĂĄ-la pra casa e cuidar de vocĂȘ.
Onde ela estĂĄ?
Vou te mostrar.
Boa menina.
Vem, doçura.
Mal posso esperar pra vocĂȘ ver onde moro.
Tenho filhos da sua idade. VocĂȘs vĂŁo se dar muito bem.
Quer sentir a minha barriga? Vem.
Ele chutou pra vocĂȘ.
VocĂȘ Ă© uma graça. Vamos.
Ei. NĂŁo hĂĄ motivo pra ter medo, estĂĄ bem?
Ei.
Vamos pra casa.
Isso. Fica depois daquela linda porta vermelha.
Luke.
Veio terminar o que começou?
Ele veio atĂ© vocĂȘ? AtrĂĄs de ajuda?
Eu o achei onde o deixou morrendo.
Ele trouxe a cabeça.
Prova.
Vim pra acertar o que fiz. Deixe comigo.
Por cima do meu cadĂĄver.
Eu queria que fosse rĂĄpido.
Tive medo do que iam fazer com ele.
Pai do ano.
Isso nĂŁo Ă© a mĂĄfia, filho.
NĂŁo pode pedir ajuda para o FBI.
Entrei em pĂąnico.
E AGORA?
Agora?
Estamos os dois visados.
Temos que dar o fora e pensar no prĂłximo passo.
Dei um jeito neles.
Quer dizer que nĂŁo estĂŁo mortos.
Eles vĂŁo se levantar.
Temos que cortar as cabeças deles.
VocĂȘ estĂĄ com a gente ou com eles?
Vamos começar.
Estão procurando uma criança.
Precisam dela pra algo.
Mas nĂŁo Ă© o que acha.
Achei Izzy perdida aqui, e eles a deixaram ir.
Tem certeza disso?
Zoe...
à como se eu estivesse num prédio pegando fogo.
Posso queimar viva ou pular.
NĂŁo sei como vai ser se eu pular, mas sei que vĂŁo pegar lĂĄ embaixo.
EstĂĄ na hora de ir.
Ponha seu vestido.
Abra.
Peguei.
Pronto.
Pois Ă©! Que loucura!
Que Ăłtimo, vovĂł!
EstĂĄ tudo bem.
Fique comigo. Pronta? EstĂĄ tudo bem. Corra.
Corra.
VocĂȘ nĂŁo vem?
Tenho que buscar minha irmĂŁ.
Espere no seu esconderijo.
Se eu nĂŁo chegar antes do amanhecer,
vĂĄ pra Rua Dewlap, 421.
Rua Dewlap, 421.
-Repita. -Rua Dewlap, 421.
Isso. Ătimo.
Isso.
Vai.
Alice.
Alice.
Ele nĂŁo a mandou pra casa.
Eles iam dĂĄ-la de comer pra uma coisa.
VocĂȘ me ouviu?
Me lembro dessa sensação.
Senti a mesma coisa que vocĂȘ estĂĄ sentindo.
à como estar sem preocupaçÔes.
Não se importar com nada nem ninguém.
Eles mentiram sobre a Izzy.
Eu sei.
Vamos.
Alice?
Alice.
Alice, por favor, acorde. Alice!
O que estĂĄ fazendo?
Quero voltar a ser do jeito que eu era.
E agora?
Vamos dar o fora daqui.
PRA ONDE?
Qualquer lugar longe daqui.
AQUI?
O que vai ser das pessoas que moram aqui?
Se lembra daquela babĂĄ que vocĂȘ teve?
VocĂȘ tinha seis anos.
Carly, Christie, alguma coisa assim.
Um dia ela te disse
que vocĂȘ tinha que comer toda a comida,
porque havia milhÔes de crianças famintas no mundo.
Uma semana depois, o carteiro bateu na porta.
Ele disse que estava achando pacotes vazando na caixa de correio
endereçados às crianças famintas.
Tive que sentar com vocĂȘ
e dizer: "Garoto, vocĂȘ nĂŁo pode salvar todo mundo."
Entende o que quero dizer?
Estou dizendo que a compartimentalização
Ă© uma habilidade psicolĂłgica de sobrevivĂȘncia.
VocĂȘ tem que cuidar de quem vocĂȘ conhece,
de quem vocĂȘ ama.
Quem vocĂȘ nĂŁo ama nĂŁo Ă© prioridade.
Entende?
O que fez hoje, mamĂŁe?
Pensei em fazer uma boa caçarola...
Pobrezinha, vocĂȘ deve estar exausta depois de hoje.
E com fome.
Nesse lugar,
longe da loucura e da crueldade,
onde a famĂlia Ă© preciosa,
nĂłs ficamos mais fortes.
Bem-vinda, nossa filha adotiva,
Alice.
Um brinde Ă Alice.
Um brinde Ă Alice.
-Ă Alice. -Ă Alice.
Ora, ora...
Vamos, Alice.
Coma um pedaço.
Onde estĂĄ a Zoe?
Acho que foi embora.
Foi embora?
Estava toda estressada com a Izzy.
VocĂȘ vem?
O quĂȘ?
Deus.
Eu sou seu servo.
NĂŁo fique com raiva, por favor.
Por favor.
Vou trazĂȘ-la de volta.
A criança que marcamos.
Eu prometo.
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