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Escrevi o livro Yoni Shakti entre 2010 e 2012.
E o Yoni Shakti � um guia feminino para for�a e liberdade,
atrav�s do yoga e do tantra.
� sobre trazer as pessoas de volta a uma reconex�o respeitosa
com os ritmos da Terra e a vitalidade da vida.
Om
Eu estava interessada em ver quem mais se conectava a essas pr�ticas.
Foi assim que descobri a escola na Dinamarca.
Pensei: "Que interessante."
Fiz uma refer�ncia de duas linhas, quase uma nota de rodap�.
PROGRAMA DINAMARQU�S DE TANTRA-YOGA
E n�o pensei mais nisso at� 2020,
quando uma leitora entrou em contato expressando seu horror.
Porque ela tinha estudado nessa escola
e sabia das coisas terr�veis que tinham acontecido.
A partir da�, me liguei a outras pessoas
que tinham tido experi�ncias parecidas.
Todas diziam as mesmas coisas.
Descobri o site deles,
e um estudiozinho de yoga dinamarqu�s era parte de uma tal
Federa��o Internacional Atman.
ESCOLAS AFILIADAS DA ATMAN
Tem escolas no mundo todo.
Quando se observa, cada uma tem um nome diferente.
Na Rom�nia, � MISA.
MOVIMENTO DE INTEGRA��O ESPIRITUAL AO ABSOLUTO
Na Su�cia, tamb�m � Natha Yoga.
SU�CIA NATHA NATHA DINAMARCA
A� voc� v� na Inglaterra� Tara.
N�o tem como saber que elas t�m algo a ver.
A essa altura, eu pensei:
"Ai� meu� Deus.
Est� em todo lugar."
Era minha vida.
T�, comigo foi h� dez anos,
mas ainda tem mulheres passando por isso agora.
Alegaram que foi consensual
e me pintaram como mentirosa.
Voc� fez sexo com alguma seguidora do MISA?
Eu quis me mexer, sair da posi��o,
e ele agarrou meus dois pulsos
e os p�s na cama, tipo: "Fica quieta."
A sensa��o era: "Tenho que sair daqui."
N�o aguentava mais.
Ele �
retratado como sexualmente obcecado.
� o que vemos nos arquivos.
Paris. Rom�nia. Guru. Seita.
O depoimento da Ashleigh.
Ele era a pe�a que faltava.
Veja como se enroscam.
Come�ava e terminava�
com ele.
A SEITA SECRETA DE YOGA
CAP�TULO TR�S O GURU
HORSHAM, AUSTR�LIA
Em julho de 2019, quando sa� de Paris�
ASH ENTROU EM 2018, INGLATERRA
�acho que eu sabia que havia abuso sexual, mas n�o tinha,
�quela altura, juntado as pe�as do tr�fico de pessoas.
Mas eu estava numa febre constante de leitura.
Estava ficando mesmo obcecada por entender cada vez mais.
A escola ainda funcionava, estava tudo bem.
E eu sabia que, a cada dia, mais e mais mulheres
passavam pelas mesmas coisas e eram mandadas pra Paris.
ZIGGY ENTROU EM 2016, DINAMARCA
A Ashleigh me procurou
e basicamente revelou por que tinha sa�do da escola.
Eu fiquei: "Que porra est� rolando?"
Ent�o, confrontei os principais coordenadores da Su�cia,
e eles s� disseram: "� tudo mentira."
Acho que ele pensou que podia causar alguma mudan�a por dentro,
e que as pessoas talvez entendessem, se libertassem do Bivolaru
e continuassem as partes boas da escola.
Ele n�o conseguia identificar que o Bivolaru era a escola.
A resposta foi:
"Nossa cren�a � t�o forte que vamos fazer o que for preciso
e vamos apoi�-lo, seja como for."
Nesse momento, senti um arrepio
e um frio passando por mim, e pensei:
"Esse � o tipo de doutrina��o que faz as pessoas beberem Kool-Aid.
� a ideologia tipo Jonestown deles�
'Voc� est� alinhado a esse indiv�duo
a ponto de fazer qualquer coisa, a qualquer custo, pra proteg�-lo?'"
Eu fiquei muito assustado, pensei: "Caralho. Esses� Eles j� eram."
Foi mais ou menos em maio de 2020
que vim a p�blico pela primeira vez.
Oi, sou a Ashleigh, dona da p�gina de conscientiza��o sobre seitas.
� a primeira hist�ria que�
Tive muito medo de ser julgada ou mal-interpretada.
Na �poca, eu sentia muito medo,
ainda tentava entender o que tinha acontecido
e n�o tinha certeza de como estava, do que sentia.
Eu estava meio vacilante
sobre ter certeza de que tinha algo errado e ter sa�do de uma seita.
Em outros momentos, eu me perguntava se estava errada em sair
e se, talvez, teria abandonado um caminho espiritual.
Mas eu senti uma necessidade de�
Eu precisava falar algo.
Pergunte aos professores:
"Voc�s mandam mulheres para serem iniciadas com o guru?
Isso acontece?"
Veja como se enroscam. Ou v�o negar�
Achei que me sentiria muito boba
se simplesmente fosse � delegacia e dissesse:
"Ei, aconteceu tal coisa comigo na Fran�a. Podem me ajudar?"
Me sentia boba. N�o sabia aonde ir.
STROUD, INGLATERRA
Quando ouvi falar da experi�ncia das pessoas
na primeira escola, na Escandin�via,
me puseram em contato com a Ashleigh Freckleton.
E o que ela me mandou,
eu nunca esqueci. Recebi bem aqui.
UMA DINSMORE-TULI AUTORA E ATIVISTA
Lembro de chegar no email, e era o depoimento dela.
"A foto foi tirada na noite anterior ao meu tr�fico para outro pa�s,
para, na falta de palavra melhor, uma seita."
As pessoas n�o chegam a aulas de yoga
porque querem fazer o mal no mundo.
Elas est�o em busca de crescimento pessoal,
de serem melhores seres humanos. Por isso ela estava ali.
E ali estava ela, no meio de Londres, uma jovem bem vibrante,
que foi totalmente destru�da por essa experi�ncia.
� perversidade fazer isso, n�o �?
A Uma queria publicar meu depoimento anonimamente.
'N�O � CONSENTIMENTO SE VOC� TEM MEDO DE DIZER N�O.'
Foi a primeira vez� Senti que ela me deu voz.
Em maior escala. Mas a� foram atr�s dela.
Em abril de 2021, recebi uma notifica��o, uma carta jur�dica.
Basicamente diz que todas as alega��es que eu fiz s�o
"falsas, difamat�rias, graves."
E que iam causar, ao cliente deles, "Perda de alunos em potencial,
graves preju�zos financeiros." Essa � a preocupa��o principal.
A princ�pio, acho que senti descren�a,
e depois fiquei simplesmente aterrorizada.
Querem que eu conte a eles
"a identidade e o paradeiro de todas as partes que me forneceram
as informa��es para fazer as alega��es difamat�rias."
Querem ir atr�s das sobreviventes. O neg�cio � esse, n�o �?
Em todo o processo, acabei indo ao tribunal tr�s vezes,
e durou uns dois anos at� ser conclu�do.
No fim, o juiz decidiu que eles tinham perdido o prazo
e que havia tantos erros processuais
que eu consegui extinguir a demanda,
e ela n�o p�de prosseguir.
Foi um desastre.
Financeiramente desastroso, sim.
Mas eu ficava pensando, sabe?
O estresse em que eu estava n�o era nada se comparado com o sofrimento profundo
pelo qual aquelas jovens tinham passado.
O que senti foi uma sensa��o repugnante
de que esses ensinamentos essencialmente bons
tinham sido distorcidos para servir
� gan�ncia por poder
da pessoa que era respons�vel, que os ensinava.
As pessoas n�o falavam sobre ele como um ser humano,
era mais como um ser espiritual.
�ramos muito incentivadas a v�-lo
como algu�m iluminado, elevado e�
ANDREA ENTROU EM 2014, SU�CIA
�que ele s� ensinava a verdade.
Quase como se fosse Jesus.
Eu sabia que a escola tinha origem na Rom�nia.
Me disseram:
"Melhor nem pesquisar sobre ele, porque tem um�"
MIRANDA ENTROU EM 2017, INGLATERRA
"�longo hist�rico com a Rom�nia e persegui��o religiosa.
Ele come�ou a ensinar yoga quando era ilegal.
Ele foi perseguido e demonizado pelas autoridades romenas.
Voc� s� vai achar isso.
Ent�o, nem vale a pena."
BUCARESTE, ROM�NIA
Este � um bairro perif�rico de Bucareste
chamado Ferentari.
Sabemos disso porque as casas
usadas como ashrams pelo grupo MISA
eram localizadas, na maioria, nestas ruas.
D� pra ver que n�o h� janelas ou s�o pequenas�
ANDREEA POCOTILA REP�RTER INVESTIGATIVA
�cercas bem altas.
Muitas t�m antenas via sat�lite muito grandes.
E em 2004,
a pol�cia recebeu informa��es de que muitas outras coisas aconteciam
dentro dessas casas al�m de aulas normais de yoga.
18 DE MAR�O DE 2004
� �poca, fui o promotor designado para cuidar�
MARIAN DELCEA PROMOTOR
�da investiga��o do caso Bivolaru.
A pol�cia tinha recebido muitas reclama��es de pais
que disseram �s autoridades que as filhas tinham desaparecido,
porque tinham entrado para esse movimento, o MISA.
Estavam preocupados com as filhas
de repente fazerem parte de um movimento, de uma seita,
e acabarem rompendo com a fam�lia
sem uma explica��o muito clara.
Al�m do fato de se acreditar
que muitos menores morassem naqueles ashrams,
a pol�cia disse � imprensa que tinha informa��es
de que tr�fico de pessoas poderia estar acontecendo.
Que poderia haver atividades de crime organizado.
Houve algumas surpresas quando entramos.
Eu esperava encontrar gente do submundo criminal.
Uns caras grand�es, musculosos.
Mas n�o.
As mulheres responderam a todas as perguntas com sil�ncio.
N�o senti que elas eram livres.
Sinceramente, posso dizer que fiquei chocado.
Havia umas 20 camas.
Quinze delas, se n�o mais, tinham, na cabeceira,
uma foto de Bivolaru.
Nasci na Transilv�nia, que considero um lugar cativante e m�gico.
AGNES ENTROU EM 1999, ROM�NIA
Conheci o yoga atrav�s de conhecidos da minha m�e,
que buscavam espiritualidade.
Era um mundo mais atraente
ao qual os romenos n�o tinham acesso antes,
porque, no comunismo, a mentalidade era mais fechada
e n�o t�nhamos acesso a essas informa��es.
REP�BLICA ROMENA
Depois do comunismo, as pessoas precisavam se agarrar a algo,
precisavam de algo em que acreditar.
Para depositar suas esperan�as e ilus�es em outra pessoa.
Eu tinha uns 11 ou 12 anos quando minha m�e come�ou a fazer aulas.
Eu queria participar, estava curiosa.
Era muito cativante descobrir que havia um guru espiritual
que tinha criado a escola de yoga.
Algu�m com respostas para todas as nossas perguntas.
O simples fato de eu estar ali, perto do grande mestre,
parecia sagrado vivenciar algo t�o �ntimo.
As meninas viam o Grieg como o supremo Shiva,
s�mbolo da masculinidade e da energia masculina.
Como uma garota de 15 anos, tamb�m comecei a v�-lo como um deus.
Mesmo depois, quando a investiga��o come�ou,
ainda �ramos doutrinadas com a ideia
de que as pessoas de fora queriam nos prejudicar.
Que havia uma conspira��o contra n�s por sermos muito espirituais.
Logo depois das batidas que aconteceram,
o MISA come�ou a construir uma defesa e a organizar protestos.
E a�, bem no meio de todo o furor, quando todos os olhos estavam no MISA,
Gregorian Bivolaru resolveu aparecer
num programa de TV muito popular, o Marius Tuca�
alguns dias depois das batidas.
25 DE MAR�O DE 2004
ESC�NDALO DO MISA
Boa noite.
Gostaria de dizer, desde o in�cio,
que n�o sou o l�der do MISA,
mas apenas o mentor desse movimento.
Por que � chamado de guru?
S� sou chamado de guru pela imprensa e por aqueles que tentam me desmerecer.
Sempre me considerei
o professor de yoga Gregorian Bivolaru.
Voc� fez sexo com alguma simpatizante do MISA?
Nunca fa�o sexo com ningu�m,
porque fazer sexo � algo degradante.
Fez amor com alguma seguidora do MISA?
Se fiz amor? Sim, fiz amor.
N�o sexualmente degradante, mas rela��es amorosas naturais,
como todos conhecemos, baseadas no amor e no respeito m�tuo.
Fui iniciada no in�cio de 2000.
Eu era virgem.
N�o vou entrar em muitos detalhes,
mas n�o foi muito especial.
N�o senti nenhum prazer, muito pelo contr�rio.
Lembro que a cama ficou cheia de sangue, mas ele n�o se incomodou.
Lembro das l�grimas escorrendo pelo meu rosto.
Eu tinha 15 anos e seis meses, pois �.
Tudo � manifestado, tudo � harmonia.
Deus � o criador supremo de tudo que existe.
Devemos conhec�-lo o mais profundamente poss�vel
por meio da pr�tica do yoga, para atingirmos o estado divino.
Ele tinha um certo carisma.
Mas n�o era carisma f�sico. Ele nunca foi um homem atraente.
Constantemente o transfigur�vamos e o coloc�vamos num pedestal.
Certo, vou fazer isso para os que me acompanham, por um minuto.
Vou criar um estado de felicidade
para aqueles abertos a receber.
Atrav�s da minha conex�o com esferas infinitas de for�a ben�fica
que existem no macrocosmo.
Vou come�ar agora.
Ele disse que ia transmitir um estado de felicidade absoluta
aos espectadores abertos a acreditar na filosofia dele.
Come�amos a rir quando vimos.
Voc� come�ava a se perguntar se esse homem estava bem do ponto de vista mental.
ANGERS, FRAN�A
Combato
certos tipos de movimentos e seitas h� muitos anos.
HUGUES GASCAN INVESTIGADOR DE SEITAS
Foi assim que me interessei pelo MISA.
Eu queria entender o modus operandi.
O que estava acontecendo com o MISA na Fran�a.
E comecei a ler e a investigar devagar.
Era algo muito bem organizado e sempre igual.
Eles organizaram uma esp�cie de estrat�gia
em que pediam a mulheres de todas as partes do mundo,
exceto da Fran�a,
que viessem � Fran�a para a inicia��o,
para melhorar o desenvolvimento pessoal delas e tal.
Depois disso, elas voltavam a seus pa�ses.
Quando se est� a 1.000 km de dist�ncia, o que voc� pode fazer? Nada.
� dif�cil aceitar
que algu�m est� completamente sob o controle de outra pessoa.
Em primeiro lugar, voc� definitivamente precisa de depoimentos das v�timas.
E era uma esp�cie de prote��o para o Bivolaru
n�o ter queixas, na Fran�a, de v�timas francesas.
Eu tinha denunciado � Royal Charity Commission no Reino Unido.
Nada tinha acontecido.
Tinha informado ao Crime Stoppers International
e acompanhei umas duas vezes,
mas nunca foi pra frente. Ningu�m nunca me respondeu,
ningu�m nunca parecia querer ouvir meu depoimento.
SETEMBRO DE 2021
Pus alguns alertas no meu computador.
Paris. Rom�nia. Guru. Seita.
BUSCAR
E logo encontrei
uma mat�ria num jornal australiano.
Paris. Rom�nia. Guru. Seita.
O depoimento da Ashleigh.
ASHLEIGH FRECKLETON SOBREVIVEU A UMA SEITA.
"Ol�, Ashleigh,
gostaria de me apresentar�"
Na verdade � bem louco, porque, pelo meu ponto de vista,
naquele momento, ele era s� um aleat�rio da Fran�a.
Mesmo assim,
ele era a pe�a que faltava para me conectar � pol�cia estrangeira.
Entrei em contato com a Ashleigh e repassei o depoimento dela
para o departamento de pol�cia
respons�vel pelo que acontece em termos de seitas na Fran�a.
PARIS, FRAN�A
UNIDADE DE CRIMES DE SEITA, POL�CIA NACIONAL FRANCESA
Sab�amos que havia alguns problemas
com esse movimento, mas antes de 2021,
ainda n�o t�nhamos realmente come�ado a investigar.
FRANCK DANNEROLLE, SUPERINTENDENTE-CHEFE POL�CIA NACIONAL FRANCESA
O primeiro passo crucial � ouvir as v�timas.
A Caimades, uma unidade antisseita bastante especializada,
me procurou e disse que queria receber meu depoimento oralmente.
Perguntaram se eu queria abrir uma queixa formal.
E eu disse que sim.
Percebemos que havia uma possibilidade clara
de Gregorian Bivolaru estar em solo franc�s.
Mas era algo muito delicado, porque havia um risco
de que Gregorian Bivolaru escapasse.
E com a rede que tinha montada, ele teria desaparecido.
Gregorian Bivolaru est� sendo julgado por cinco acusa��es.
Elas incluem diversos crimes sexuais,
corrup��o sexual, tr�fico de menores,
rela��es sexuais com menores e tentativa de cruzar fronteiras ilegalmente.
Depois das batidas, Gregorian Bivolaru negou todas as acusa��es.
O que pretende fazer agora? Vai tentar se esconder?
N�o, n�o vou tentar me esconder. N�o tenho motivo para me esconder.
Mas a� um julgamento come�ou e ele sumiu.
N�o apareceu no tribunal.
A pr�xima not�cia que tivemos
foi que Gregorian Bivolaru tinha aparecido em algum lugar na Su�cia.
Capturado! Bivolaru,
o romeno mais procurado dos �ltimos tempos, foi detido na Su�cia.
Fazia s� 15 anos�
GREGORIAN BIVOLARU ASILO
�desde a queda do regime comunista.
ASILO DA SU�CIA A BIVOLARU
Ent�o, o MISA usava um argumento que ainda era sens�vel na Rom�nia.
Diziam que a Rom�nia ainda era um pa�s corrupto,
um pa�s em que a pol�cia usava a for�a.
Tudo para convencer
as autoridades suecas a recusar o pedido de extradi��o.
Duro golpe para a Justi�a.
Gregorian Bivolaru n�o pode ser extraditado.
Foi o que a Suprema Corte em Estocolmo decidiu hoje.
Ju�zes suecos temeram que o l�der espiritual do MISA
fosse ser perseguido na Rom�nia.
Em 2004, ele fugiu da Rom�nia e foi para a Su�cia.
Oficialmente, ele morava na Su�cia,
mas h� ind�cios de que, desde no m�nimo 2007,
ele tenha vindo � Fran�a e ficado aqui.
Tudo que eu fazia estava muito ligado � escola.
ANDREA ENTROU EM 2014, SU�CIA
Foi a minha vida durante uns bons anos.
Depois, comecei a namorar pessoas de fora da escola,
conheci uma pessoa e tive um beb�, ent�o meu foco mudou.
Fiquei bastante decepcionada, porque n�o houve muita compreens�o
de que a vida com um beb� exige enorme dedica��o e energia.
Me senti bastante abandonada.
Estava me dedicando de corpo e alma � maternidade.
Uma amiga me ligou e disse:
"Olha, quero te contar umas coisas."
Minha amiga veio aqui uma noite, sentou no sof�
MENG ENTROU EM 2013, SU�CIA
�e come�ou a me contar relatos de mulheres com experi�ncias horr�veis.
Pra mim, eu tinha entrado porque queria.
Eu queria muito mesmo.
Ent�o, nunca senti que tive que fazer algo contra minha vontade.
Foi 100% escolha minha.
Mas ao mesmo tempo,
havia uma enorme press�o velada para muitas pessoas fazerem coisas
contra elas mesmas, contra a vontade e os limites delas.
Porque, na verdade, n�o existia aquela seguran�a
de se dizer: "Na verdade, n�o quero fazer isso."
Webcams eram algo bem recente
quando cheguei ao n�cleo do MISA.
Oficialmente, eu n�o podia fazer trabalhos com webcams porque era menor,
mas era considerado totalmente normal fazer algumas apari��es
com o passaporte de outras meninas.
Se voc�s se parecessem, podia fazer qualquer coisa.
IMAGEM DE WEBCAM DE AGNES, C. 2002
DE OLHOS BAIXOS, EVITANDO A C�MERA,
EVOCA INOC�NCIA E SUTIL SEDU��O
Foi a� que entendi a magnitude. Vi que eles tinham uns 40 ashrams.
Compravam pr�dios inteiros, a sede e hot�is em Costine?ti.
Entendi que toda a prosperidade dessa organiza��o "sem fins lucrativos"
vinha dos sites e das webcams.
PRAGA, REP�BLICA TCHECA
Assinei um contrato, tiraram uma foto.
E disseram que um dos motivos�
MIRANDA, RELAXADA, COM UM OLHAR CONVIDATIVO,
POSA PARA A FOTO DE PERFIL DA WEBCAM
�pro lugar ser t�o especial era que o lucro do site ia pra ele.
Ia pro Grieg.
Em termos do nosso crescimento e desenvolvimento na escola,
come�ava e terminava com o Grieg.
BUCARESTE, ROM�NIA
Muitos professores da escola
eram incrivelmente inteligentes e carism�ticos.
E todos eram devotad�ssimos �quele ser humano.
Mas qualquer pessoa familiarizada com o s�mbolo do yin-yang
sabe que em toda luz h� sempre uma gota de escurid�o.
Como em toda escurid�o h� sempre uma gota de luz.
Acho que presumi
que a gota de escurid�o nele era muito pequena.
Mas por tudo que foi descoberto,
talvez a gota de escurid�o seja muito maior do que presumimos.
O MISA e o Gregorian Bivolaru
sempre o apresentaram tanto como v�tima quanto como her�i.
Que ele sempre foi oprimido, atacado, assediado,
preso, torturado, agredido
pela antiga pol�cia secreta da Rom�nia.
O nome dela � Securitate.
ARQUIVOS DA SECURITATE (POL�CIA SECRETA)
Durante o regime comunista, realmente viv�amos
em uma sociedade fechada e totalit�ria. Isso � verdade.
Mas agora, anos depois, podemos pesquisar nesses arquivos
e ver o que realmente aconteceu.
ARQUIVO - FICHA INFORMATIVA SOBRE GREGORIAN BIVOLARU
A primeira men��o
� Securitate vigiar Gregorian Bivolaru
data de 1971.
Na �poca, Gregorian Bivolaru tinha 19 anos
e estava no �ltimo ano do ensino m�dio.
Descobriram que ele estava em contato com cidad�os estrangeiros
para quem pedia material pornogr�fico,
como fotos, revistas.
Temos uma dessas cartas.
Acho que � de 72.
"Sei muitas coisas
sobre a liberdade sexual na Su�cia e gostaria de receber fotos."
FOTO EMBA�ADA MOSTRA UM BIVOLARU INOCENTE,
AO CONTR�RIO DE SUA ATIVIDADE � �POCA E DA NOTORIEDADE POSTERIOR
"Quer me mandar fotos e slides sensuais da Su�cia?"
Outra carta:
"Tenho grande simpatia pelo povo alem�o,
e, em suas fotos sensuais,
posso ver a compreens�o emancipada da sexualidade na Alemanha."
Depois, ele foi condenado � pris�o
por posse e distribui��o de material pornogr�fico.
Ele n�o foi preso por ser praticante de yoga.
� isso que vemos nos arquivos.
No ver�o de 1989,
a Securitate fez batidas em v�rias cidades da Rom�nia
para desmantelar grupos que praticavam yoga.
O yoga era proibido desde 1982.
O Bivolaru liderava um grupo desses, ent�o foi detido novamente.
Mas dessa vez a Securitate decidiu que o lugar dele n�o era na pris�o,
e sim numa unidade psiqui�trica.
Ele � basicamente retratado como�
sexualmente obcecado.
Nas palavras dele mesmo, em 1989,
ele disse aos agentes da Securitate:
"Um dia, em 1986 ou 1987,
conheci, perto de casa, uma menina morena de 12 anos,
acho que ela era cigana.
Pedi a uma amiga pr�xima
para ter rela��es �ntimas com a garota.
E, depois, para me apresent�-la,
para que eu pudesse inici�-la nos tantras sexuais."
Isso mostra um poss�vel interesse
em mulheres muito jovens desde muitos e muitos anos atr�s.
E continua dizendo que o Bivolaru, ao longo dos anos,
pediu a amigas que recrutassem outras mulheres para ele.
Ele foi submetido a um exame psiqui�trico,
que concluiu que ele n�o tinha capacidade mental
para avaliar as pr�prias a��es e necessidades.
E apenas alguns meses depois,
o regime comunista da Rom�nia caiu.
DEZEMBRO DE 1989
Pouco tempo depois, uma comiss�o especial dessa unidade psiqui�trica
decidiu liberar Gregorian Bivolaru.
Pouco depois, em 1990,
o grupo chamado MISA nasceu.
Depois de Praga, voltei para o Reino Unido
e comecei a perceber
o quanto os ensinamentos e pr�ticas da escola eram extremistas.
Havia um site feito por pessoas
que eram inimigas da escola.
Disseram que ele era demon�aco e que era melhor n�o olharmos.
SEITA MISA & CIA EXPOSTOS ENVIE SEU DEPOIMENTO
No Ano-Novo de 21 para 22, estava sozinha em casa, entrei e�
SOMOS UM GRUPO DE EX-MEMBROS DO MISA
�era como um espelho.
FRECKLETON HUMILHA MISA
S� confirmou o que eu j� estava sentindo.
MENTIRAS - ROUBO - FRAUDE DEPOIMENTOS
Todos os momentos�
MISS-PORN�
�de d�vida ou incongru�ncia agora faziam sentido.
E a palavra "seita", que antes
eu n�o estava disposta a aceitar.
Eu achava que era um termo usado para depreciar
a religi�o e a espiritualidade e afastar as pessoas delas.
Naquele momento, no Ano-Novo,
percebi, pela primeira vez, que tinha que sair.
E tinha que sair completamente.
Tinha que fazer alguma coisa, me manifestar.
E ent�o ficou bem claro
quem eles realmente eram e do que eram capazes.
Alegaram que tudo foi consensual e me pintaram como mentirosa.
Pessoas que eu acreditava serem minhas amigas
mentiam sobre mim e diziam que eu tinha me afastado do caminho.
Me entristeceu que toda� a funda��o da comunidade,
que tinha sido parte importante da minha perman�ncia l� naqueles anos,
n�o era nada aut�ntica.
N�o era uma comunidade real, n�o eram amizades reais.
E n�o havia oportunidade de algu�m ser ela mesma.
Recebi uma liga��o da Paula, a primeira com quem me relacionei � �poca.
De in�cio, ela n�o estava preparada pra discutir nada�
PAULA ENTROU EM 2014, DINAMARCA
�mas revelou tudo, e foi�
a confirma��o final, quando percebi que era o estopim.
A quarta e �ltima visita foi em outubro de 2019.
Eu quis me mexer, sair da posi��o,
e ele agarrou meus dois pulsos e os p�s na cama.
Tipo: "Fica quieta." A�, um pouco depois disso�
Ele n�o continuou, ele os p�s ali e depois tirou as m�os.
Alguns minutos depois,
comecei a chorar pra ele sair de cima de mim.
A� ele ficou gritando comigo por umas tr�s horas.
Disse que eu nunca mais seria convidada pra ir l�.
Porque eu n�o merecia, porque eu n�o o amava.
Depois que eu sa� do quarto e fui pra outro com as meninas,
ele entrou e continuou me falando coisas horr�veis.
Ele repetiu tudo que tinha dito no quarto, s� pra mim,
em frente das meninas.
Nesse momento eu disse: "Nunca mais volto aqui."
Tive uma clareza, tipo: "Isso �
Isso � o contr�rio de tudo que achei que seria."
Sabe?
"� supertraum�tico, n�o � nada prazeroso.
Estou sendo for�ada a fingir que quero fazer algo que n�o quero.
E estou sendo humilhada por n�o querer." Entende?
Isso foi a gota d'�gua.
Eu simplesmente n�o aguentava mais.
A sensa��o foi: "Tenho que sair daqui. N�o d� pra continuar."
PARIS, FRAN�A
Um investigador da Fran�a entrou em contato comigo.
Concordei em dar meu depoimento.
N�o � f�cil que v�timas de crimes de seita deponham.
Essas v�timas est�o sob o controle de outra pessoa.
Esse controle psicol�gico impede que elas se considerem v�timas.
Elas t�m que confiar nos investigadores para nos contar o que aconteceu.
T�m que sentir que ouvimos e entendemos.
Fui contatada por uma unidade especial.
Por meio das t�cnicas de interrogat�rio
e do uso da linguagem dessa unidade francesa,
eu percebi que eles entendiam.
Dei meu depoimento a eles.
Eu sabia que era o que tinha que fazer. N�o tinha outra escolha.
Quando me ouviram,
j� tinham colhido depoimentos de algumas outras.
O que eu sentia era: "T�, comigo foi h� dez anos�
BONNIE ENTROU EM 2012, DINAMARCA
�mas ainda tem mulheres passando por isso agora."
Eu sabia que era v�tima de tr�fico sexual e estupro,
e isso estava claro at� pela terapia que eu tinha feito
e por umas coisas que tinha lido at� ent�o.
Mas � diferente ouvir a pol�cia repetir isso,
depois de ouvir meus detalhes pessoais durante v�rios dias,
ouvir eles dizerem: "Sim, foi isso que aconteceu.
E � um crime muito grave pelas leis francesas,
que certamente vamos levar at� as �ltimas consequ�ncias."
No momento certo, com a permiss�o do magistrado,
iniciamos uma grande opera��o.
T�nhamos quase 170 investigadores em a��o.
Logo antes da opera��o, ainda t�nhamos algumas d�vidas.
O que encontrar�amos atr�s das portas,
atr�s das quais ningu�m tinha conseguido dar uma olhada?
28 DE NOVEMBRO DE 2023
S�o 175 policiais mobilizados. 40 pris�es simult�neas.
Todas ligadas a uma seita de yoga.
"Guru t�ntrico detido�"
HORSHAM, AUSTR�LIA
"�por abuso e explora��o sexual na Fran�a."
Ele � suspeito de ter abusado de dezenas de mulheres.
Simplesmente euf�rica. Sei l�. Eu n�o�
Sinceramente, quando o Ziggy me ligou, eu n�o tinha�
Eu n�o sei nem o que dizer.
O guru vivia nesse apartamento perto de Paris
onde foi detido ontem.
Parece que � o in�cio do acerto de contas
que todas quisemos ver acontecer.
Ele escolhia determinadas mulheres
do mundo todo para serem iniciadas.
Inicia��o sexual sob o pretexto de desenvolvimento pessoal.
A princ�pio, n�o sabia se era verdade.
Foi um grande misto de choque, espanto, gratid�o e al�vio.
Pode entrar.
Suspeito de ser o l�der de uma seita.
Acusado de estupro, tr�fico de pessoas e crime organizado.
Ainda n�o acabou. Esse � s� o primeiro passo
do que vai ser um processo bem longo.
Pelo menos, por�m, sabemos que ele n�o pode mais fazer isso.
Na �poca da opera��o,
as acusa��es contra o movimento foram:
Abuso de vulner�veis em estado de sugest�o psicol�gica,
tr�fico de pessoas e estupro.
Acha que ele � um criminoso culpado desses crimes?
Assim que tirei minhas experi�ncias
e o que aconteceu comigo do contexto do dogma deles
e pus no contexto das rea��es de outras pessoas normais,
dos meus sentimentos e experi�ncias, das defini��es jur�dicas,
percebi que o que tinha acontecido era tr�fico de pessoas e estupro.
Ʌ sim, no meu entendimento.
E a hist�ria tamb�m � complicada.
Mas, em �ltima inst�ncia, a responsabilidade�
� dele.
Pra mim, tinha sido s� uma experi�ncia ruim, at� ent�o.
A�, minha terapeuta disse:
"Olha, vamos chamar as coisas que aconteceram pelo nome delas.
Quando voc� foi sequestrada�"
Ela come�ou a usar essas palavras na terapia. Foi bem conflitante.
Foi tipo: "Ah, n�o quero ouvir isso."
"N�o foi isso."
E ela me ajudou muito
a come�ar a chamar as coisas que realmente�
A chamar as coisas que aconteceram pelo nome certo.
A�, quando vi as acusa��es imputadas a ele,
diziam "estupro".
E havia uma explica��o do que � estupro pela lei francesa.
Qualquer tipo de intera��o sexual
realizada por manipula��o ou coer��o
tamb�m � chamada de estupro.
PARIS, FRAN�A
JUNHO DE 2024
N�o temos que falar muito. S� temos que ler�
AUDI�NCIAS INVESTIGATIVA PR�VIA
�sua declara��o, para conferir se n�o h� erros�
Me preocupa o fato de eu ter resistido, em �ltima inst�ncia,
de ter dito n�o.
Eu sa� e n�o fui iniciada.
N�o sofri os mesmos horrores que outras sofreram.
Seria, ent�o, um indicativo de que o consentimento era v�lido,
porque eu pude dizer n�o?
OXFORD, INGLATERRA
Aqui � o come�o das lojas da Cowley Road.
D� pra ver a placa daqui. Est� vendo ali?
TARA YOGA CENTRE YOGA - TANTRA - ESPIRITUALIDADE
N�o v�o dizer que n�o aconteceu.
V�o dizer que todas consentiram.
E, portanto, n�o houve crime.
Esse � o debate do caso.
ADVOGADO DAS REQUERENTES
� o que o acusado alega: que todas eram livres.
Todas as filiais abertas quando eu sa� ainda est�o abertas.
O alvo preferido s�o estudantes.
� muito inc�modo pensar
que algu�m jovem e impression�vel, mas quase qualquer pessoa,
poderia simplesmente entrar naquele est�dio de yoga e fazer uma aula, como eu,
sem saber que est� ligada ao Bivolaru, ao MISA e �quele homem.
Posso ver, como advogado
que trabalha com casos desse tipo,
que todas essas mulheres estavam sob controle psicol�gico
quando vivenciaram os atos que relataram.
O que � ilegal na Fran�a � fazer parte de um grupo
e, por meio de certas t�cnicas de condicionamento,
ser privado de seu livre-arb�trio.
Se chegar a julgamento,
certamente n�o vai ser no ano que vem,
talvez demore mais que uns dois ou tr�s anos.
N�s esperamos.
Esperamos proativamente.
Como dizemos em franc�s, n�o sei se o tradutor vai entender:
"Esperamos com as armas aos p�s, como soldados.
Prontos para agir."
Foi uma loucura, na verdade.
Ainda estou tentando assimilar tudo.
Me reencontrar.
Sinto falta da comunidade, dos ensinamentos.
Sinto falta de me sentir incrivelmente inspirada.
E tamb�m aprendi que n�o podemos ficar olhando s� para a luz acima
quando estamos num monte de merda.
No tempo que passei l�, trabalhando junto
com outros membros da comunidade,
ainda sinto que h� um certo senso de realiza��o por tr�s disso tudo.
Me perguntei muitas vezes como teria sido minha vida
se eu n�o tivesse passado sete anos nessa organiza��o.
Talvez eu tivesse filhos, n�o sei.
Talvez eu estivesse num relacionamento longo, monog�mico nesse per�odo.
� bem dif�cil saber o que teria acontecido
ou como teria sido a vida.
Acho que � bom ser curiosa
sobre o porqu� de estarmos neste planeta incr�vel.
Mas a vida � dura, � dolorosa, � confusa.
Muitas coisas bem horr�veis acontecem,
e n�o temos explica��o do porqu�,
e talvez n�o devamos ter.
Alguns dos meus sonhos de crian�a foram despeda�ados
por essa seita e esse estilo de vida.
Acho que � nosso dever moral tomar atitude, ter voz
e n�o deixar que nos intimidem.
N�o temos motivo para sentir vergonha.
Como gosto de dizer em ingl�s:
s� perdendo seu medo voc� tem poder para tirar o poder deles.
Ainda estou tentando entender
minha posi��o no espectro espiritual.
Muito bem, Gill.
Existe um senso de espiritualidade, mas n�o sei mais
no que acredito, ainda estou tentando digerir isso.
Desde ent�o, percebi que tenho uma conex�o muito profunda
com a espiritualidade, se quisermos chamar de deus, universo ou a fonte.
Tenho uma experi�ncia t�o profunda que n�o preciso de um guru.
N�o preciso de mais ningu�m. Tudo isso existe dentro de mim.
A NATHA da Dinamarca diz seguir as leis do pa�s
e que n�o viabilizou encontros com Bivolaru,
nem � respons�vel por escolhas pessoais.
A NATHA da Su�cia diz ser independente
e seguir as leis do pa�s,
sem v�nculos institucionais com Bivolaru ou outras escolas Atman.
Diz que alunos que encontraram Bivolaru
o fizeram � revelia da escola
e que ela trata com seriedade preocupa��es,
sugest�es ou cr�ticas de alunos.
O Tara Yoga Centre diz que, devido a processos,
n�o pode comentar no momento.
A Atman diz n�o ser respons�vel
pela vida particular de funcion�rios ou alunos de afiliadas,
e que as alega��es est�o sob investiga��o e n�o foram provadas.
Todas dizem condenar toda forma de abuso.
Em declara��o, o MISA negou alega��es de tr�fico,
abuso, manipula��o ou coer��o,
afirmando que os processos em curso na Fran�a
derivam de um hist�rico de mal-entendidos
e discrimina��o contra seus ensinamentos,
em particular os que juntam espiritualidade e erotismo.
Enfatizou o desenvolvimento pessoal de milhares de alunos,
rejeitando as alega��es como ca�a �s bruxas
baseada no depoimento de pessoas descontentes.
Gregorian Bivolaru foi procurado atrav�s de representantes,
mas n�o respondeu.
Ele nega todas as acusa��es contra sua pessoa.
Tradu��o: Felipe Bini
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