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Original subtitles

Esses caras são loucos.

Completamente.

- Você sabia dessa Sonia? - Não.

Sonia!

Sonia!

A CAÇADA

Não sei, senhor prefeito.

Estou surpresa. Não esperava por essa proposta.

Nossa cidade precisa de uma equipe nova.

Conhece as pessoas de Allondaz. Elas confiarão em você.

É uma boa pessoa, Krystel.

Mulheres como você são feitas pra botar a mão na massa.

Fico honrada, mas já tenho muito trabalho com meus pacientes.

Não estou pedindo pra decepcioná-los. E nem pra dar sua resposta agora.

Vá à assembleia hoje à noite.

Aí você verá como é.

É hora de acabar com a violência no vale!

Ainda não sei se vou aceitar. Ele me convidou pra ir à assembleia hoje.

Você vai comigo?

MARCHA POR KEVIN ADOLESCENTE FOI MORTO

Os limões acabaram? Franck, está me ouvindo?

- O quê? - A assembleia hoje.

- Vai comigo? - Vou, claro.

Achei.

Ele não precisa de uma resposta agora, mas eu estava pensando.

Trabalhar em uma campanha com um emprego como o meu não deixará muito tempo livre.

Parabéns. Isso é ótimo.

Não me dê parabéns. Eu falei que ainda não me decidi.

- Desculpa. - É daqui a uma hora. Você vai?

- Vou, sim. - Tá bom. Até depois.

Olá, senhora.

Estou procurando por uma mulher chamada Sonia Dedekaer.

Parece que ela está internada aí.

Sim, eu espero.

Ótimo. Obrigado.

Isso. Dedekaer.

D-E-D-E-K-A-E-R. Sonia.

Não?

Eles estão roubando de nós.

Espancam as pessoas só por diversão.

Nunca tive tanto medo de andar na rua ou na floresta.

- E aí? - Quebraram minha vitrine

e levaram o que podiam.

Antes da vigilância comunitária.

É, mas alguns caçadores caçam quando e o que quiserem.

É verdade.

Ouvimos tiros à noite toda no campo, atrás de casa.

É verdade. Alguns dos meus vizinhos estão com medo.

Prestaram queixa, mas a polícia não faz nada.

Se acham donos daqui.

Territórios de caça é outro problema.

Sabemos que não há policiais o suficiente.

Foi por isso que assinamos um protocolo pra delinear a participação dos cidadãos.

Nomeamos alguns cidadãos que estão em contato com a polícia,

e cujo objetivo é denunciar situações anormais que testemunharem.

Estou ouvindo, mas vocês estão me assustando.

Aqui é Allondaz, e não Chicago.

Falou com a Estelle antes de ela sair?

- Sim. Me mandou mensagem. Está bem. - Ela disse como vai voltar pra casa?

Um amigo dela vai levá-la pra casa.

Um amigo?

Um namorado.

Que namorado?

Um namorado mais velho que ela, e que a leva passear de moto.

Espera. Como você sabe disso?

Eu vi eles uma noite.

Quero conhecer esse rapaz.

Sim, vamos fazer isso.

- E aí, Rudy? Como você está? - Tudo bem.

O que é isso?

Não te interessa, Rudy. Fica fora disso.

É você que vai dar isso pra ela?

Vaza daqui, cara.

Vai bancar o herói em outro lugar. Beleza?

Não é bem-vindo aqui.

Olha isso. Ninguém quer ficar perto de um pobretão como você.

Principalmente a Estelle. Nem sei por que ela te convidou.

Vamos lá.

Me fale quem são esses caçadores.

Entendeu? Uma mulher está em perigo.

Não tenho nada pra dizer, senhor.

Por favor, só me dê um nome.

Olha, eu falei tudo que eu queria dizer na assembleia.

Essa gente é estranha. Moro sozinha aqui.

- Pode acontecer algo comigo. - Exatamente.

Quer que isso termine? Me fale algo. Conhece eles? Sabe onde moram?

Não ligo se acha que vou abaixar a cabeça. E como sei que eles não te mandaram vir?

Você me conhece.

É, tá bom. Por favor, vá embora.

Olá.

ABRIGO

Oi.

- Ela está desaparecida há quatro dias! - Eu sei!

Flavie, já falei. Pega um agasalho na caixa dos agasalhos.

Você é um porre.

- Pois não? - Estou procurando a gerente.

- Palace. Ali. - Obrigada.

- Você não liga. - Eu não falei isso, Mado!

Só estou pedindo pra você não se preocupar!

Você é um pé no saco. Inacreditável.

- Oi. - Olá.

Chegou em uma ótima hora. É…

Está tudo bem?

Está, sim. Não é nada.

Analgésicos e absorventes pras meninas.

Muito obrigada.

Essas coisas estão sempre em falta, então eu agradeço.

Ninguém liga pro que fazemos aqui.

Nem mesmo os pais?

Ficamos melhores sem eles às vezes.

- E o serviço de assistência social? - O quê? Não.

Já trabalhei lá. Fiquei tão enojada com o que presenciei que abri este abrigo.

Do meu jeito.

- O Palácio. - Exatamente.

As meninas bolaram o nome.

"Vamos dormir na Palace. No Palácio."

Aí o nome pegou.

Não conseguiu voltar a dormir?

Não.

Chegou a tentar?

Vamos jantar no Franck hoje.

Você ficará bem?

Eu levantei.

Você tinha saído.

Falei que voltaria no fim da manhã.

- Eu te falei. - Provavelmente.

Não vai acontecer nada.

A porta tem tranca dupla.

Está segura aqui em casa.

Você falou que só sairia se fosse indispensável.

Não sei mais o que fazer, Annette.

Deve falar sobre o assalto com um profissional.

Falar comigo não basta.

Se acalma, Lucas.

Fala sério.

Mal está parando em pé.

Bom, entra aí.

- Espera. Fica aqui. - Tá bom.

- Vamos pra cozinha. - Oi, meninos.

Ei, Gilles! Cadê o Gilles?

Ele já vai.

Você é um baita pé no saco. Escolheu o dia certo pra encher a cara.

- É porque estou muito ansioso. - Vai ficar tudo bem. Relaxa.

- Sabe o que aconteceu com ela? - Ei. Não começa.

Espera aí…

Como sabe que é ela? Que não estavam mexendo com você?

Ela pode estar com eles. Não pensou nisso?

Franck!

Oi?

Estamos indo!

Enfim, vamos ser presos se não nos matarem antes.

Estou sentindo isso. Não consigo respirar. Cacete.

Nada conecta você ao que aconteceu lá. Entendeu?

- E eu vou te proteger. - Não é verdade.

Se você for preso, como eu vou provar que não sou cúmplice?

Estou envolvido.

Se eu conseguir te tirar dessa,

você vai ficar melhor?

Como você faria isso?

Aqui. Bebe tudo.

Não atende. Sou eu.

Gilles, é o Franck.

Matei aquele cara na floresta.

Se falar com a polícia, eu te mato. Juro que te mato.

Melhor agora?

Se sente melhor?

Hein?

Beleza. Levanta.

Como se sente?

- Bem. - Vai, pega as flores.

- Tá. Relaxa. - Isso.

Ele chegou!

Vai, senta aí. Pega o lugar desse cara.

Preciso cumprimentar a dona da casa.

Oi.

Bom, a assembleia não foi muito animadora.

Devia aceitar, ele será reeleito.

Precisa ter certeza da vitória pra se candidatar?

- Seu amigo na prefeitura… - Não começa.

- Me deixa explicar. - Não.

O seu amigo prefeito é o pior agitador que conheço.

Com essa vigilância comunitária…

Não vamos falar disso.

- Chega. - Ele está gostando.

Não estou gostando. Só acho que o que fazem é besteira.

Eles denunciam tudo.

- As coisas menos suspeitas. - Lá vamos nós… Ei!

Agora estão denunciando todos. Ou só estão "informando"?

- O prefeito criou isso pra nos proteger. - Proteger do quê?

- Sério? Não banca o engraçadinho. - Vai em frente.

- Está saboroso. - Sim.

Acha que a Annette gostou de dirigir até Albertville

com uma faca apontada pro pescoço?

Acha que patrulhar as ruas teria evitado isso?

Devia ser algo nacional.

Deviam patrulhar todo lugar da França.

- O que você sugere? - Não sei.

Tinha uma lata de lixo tombada lá fora. Denunciou isso?

- Tá bom… - Espera aí.

A caminho daqui, vi um carro branco que nunca tinha visto.

- Chega, Xavier. - Anotei a placa. Quer pra você?

- Isso me irrita. - É responsabilidade da Krystel.

É compromisso dela, não de vocês.

- Olha, acabou. - Simon?

- Simon, tudo bem? - Desculpa, nós discordamos.

Não vai comer, Simon? Não deixa esfriar.

- Está muito bom. - Está bom.

Não comeu e nem tocou na comida.

"Está muito bom. Muito bom."

O que é isso? É um imitador profissional?

Quero rir um pouco.

Gilles.

Para.

- Pega leve. - Qual é?

Estou relaxando um pouco. Mas…

- Ultimamente… - Para.

Estamos muito estressados ultimamente.

Teve ataques de pânico?

- Teve ataques de pânico? - Tive, alguns.

Nada disso. Acho que ele tem estado ótimo ultimamente.

Quando começou?

Há pouco tempo.

Mas são diferentes dos que eu tinha antes.

Conheço um ótimo terapeuta em Chambéry. Posso passar o número.

- É longe, mas… - Ótima ideia.

- Não, obrigado. - Pode confiar nele. E poderia desabafar.

Desabafar. Que tal isso?

Ele vai se surpreender, né?

Que idiota.

Vai, com certeza.

Ao Gilles.

Ao amor.

À vigilância por vídeo.

Ele não para.

Por que veio?

Precisamos conversar.

Você nem olhou pra mim na festa.

Agora fala que precisamos conversar.

Bom, sou todo ouvidos.

Também quis ver como você está.

Estou ótimo.

Suas mãos, não.

Não precisava ter feito aquilo. Sei me cuidar. Não sou criança.

Com certeza não é mesmo.

É isso que veio dizer?

Também quis dizer que o Hadrien continua no hospital, mas está bem.

Estão fazendo suturas. Ele vai pra casa logo.

Não devia ter feito isso na sua frente.

O desgraçado estava pedindo por isso há anos.

Talvez.

Você já saiu com ele?

Saí. Uma ou duas vezes.

Todas do vale já saíram com ele ou com os amigos dele.

O que vocês veem nele?

Não usou aquela merda, né?

Não, mas ele tentou me obrigar.

Quase usei um pouco só pra ele calar a boca.

Queria que todos calassem a boca.

Sempre ficam me zoando, acham que sou toda certinha.

Você tem 16 anos, tá?

Não é ruim ser toda certinha e não ser parecida com eles.

Não cai no papo dos filhinhos de papai.

Você é melhor que isso.

Esses caras vão assumir os negócios dos pais nas montanhas.

Nunca irão embora.

Mas você fará algo da vida, e nunca mais voltará pra esse buraco.

Merece mais do que este lugar.

E você?

O que tem eu?

Se eu for embora, o que você vai fazer?

Vou ficar aqui.

Me conformei com minha vida há muito tempo.

Não posso escapar.

Nada te prende aqui.

Não conhece minha família.

Quer conhecer a minha? Meu pai quer te conhecer.

Ele viu você me deixando. Fui pega voltando pra casa.

Se você recusar, talvez eu não saia de casa até os 50 anos.

Turnos da manhã ou da tarde.

- Acertei um! - Foi de raspão. Embaixo. Viu?

Mire um pouco mais alto pra acertar bem no meio.

Há quanto tempo trabalha na padaria?

Há uns dois anos.

Mas não pretendo ficar, é só um bico.

- Meu sonho é estudar administração. - Continue.

Isso abriria muitas portas.

- Sim. - Foi o que pensei.

Mas por enquanto…

Bom, preciso desse emprego.

Estou economizando.

- Certo. - Acertei.

Economizar é ótimo. Devia ensinar a Estelle.

Obrigada. Estou te ouvindo.

O que é isso em suas mãos?

Aconteceu na padaria?

Não, machuquei na minha moto.

Eu estava consertando e…

Quase.

- A Estelle disse que o senhor é caçador. - É verdade.

Não é meu emprego, mas eu gosto.

Não acha cruel?

Não vou mentir, acho um pouco desagradável.

Sem querer ofender.

- Quase! - Não me ofendi.

Mas não suporto crueldade animal.

Não atiro em animais se movendo.

Não suporto imaginar ferir ou deixar um animal pra morrer.

Meus amigos e eu não atiramos aleatoriamente.

Não somos assim.

Gosto do que a caça envolve.

Quase!

É minha filosofia. É assim que vejo as coisas.

Não é como a maioria dos caçadores vê.

Sim. Há selvagens por toda parte.

Eu só tento não ser como eles.

Lucas, não ande com a arma assim.

- Tudo bem, filho? - Tudo.

Quando você vai me levar caçar?

Pra começar, vou te levar quando estiver preparado.

Sem pressa. Você tem tempo.

Como foi sua primeira caçada? Teve sangue?

Não só sangue. Também teve as vísceras, as entranhas.

Aí meu avô colocou o dedo no sangue assim

e marcou minha testa desse jeito.

- É o batismo. - De pai pra filho.

Pode me mostrar seu rifle?

- Quer tentar? - Quero. Por que não?

Não precisa.

Eu quero. Tudo bem.

Vamos lá.

É uma arma boa pra sua idade.

Foi presente de Natal?

E aí? Gostamos dele?

É sério? Mas o que você esperava?

Que ele colocasse os pés na mesa?

- Comesse com as mãos? - Isso é ótimo.

Estamos felizes.

- Então passou no teste. - Me ajuda aqui.

- Quanto tempo faz? - Pouco.

Empurra e fecha.

Onde vocês se conheceram?

Nos conhecemos

numa festa, com amigos.

Aqui.

Franck, ligação pra você!

Pronto.

Vou dar o meu melhor, tá?

- Tenta acertar pelo menos um. - Tá bom.

- O que houve? - Não sei. É do hospital de Albertville.

Alô?

Sim.

Estou ouvindo.

Certo, entendi.

Chegarei aí o mais rápido possível.

Sim, em 20 minutos.

Obrigado.

O que está havendo?

Desculpa, não dá pra explicar. Preciso ir.

O que aconteceu?

Acharam ela em um campo e nos ligaram.

Ela está apavorada. Não se lembra de nada.

- Sério? - Não sabe quem pode ter feito isso?

Não, eu não sei.

A última vez que a vi foi no apartamento dela.

O ex-marido dela tinha aparecido e revirado tudo.

Ela estava apavorada.

Achamos que foi mais de uma pessoa.

Será que ele chamou alguém?

Tente convencê-la a descrever os agressores.

E como vou fazer isso?

Esteja avisado, ela está em choque.

Estarei aqui fora.

Não olha pra mim.

Disseram que você não quer falar.

Se não falar, não poderão ajudar.

Quem eram eles?

Não sei. Não os conheço.

Nunca vi eles antes. Não entendi.

Por quê?

Quando sair daqui, quero ir embora pra longe.

Não quero lembrar deste lugar.

Nem deles, nem do que houve

e nem de você.

O importante agora é você.

Precisa descansar e melhorar.

Precisa se cuidar. Conversamos depois que você receber alta.

Não.

Não vamos conversar depois.

Acabou, Franck.

Quero seguir adiante.

Tenho direito a isso.

Faremos o que você quiser.

Três meses, no máximo.

Conheci ela na loja.

Aí nos encontramos depois ao acaso. Foi coincidência.

- Não sei o que dizer… - Tenta mesmo assim.

Com que frequência se veem? Ela é boa de cama?

Por que perguntar isso?

Acha chocante? Afeta seu senso de moralidade?

Não… Eu nunca quis isso. Não queria que isso acontecesse.

- Qual é a idade dela? - Quê?

Qual é a idade dela?

- Tem 32 anos. - Que fofo.

- Está apaixonado? - Não.

Por que fez isso? Pelo sexo?

- Foi só pelo sexo? - Para. Esquece isso.

Esquecer? Não, assim é muito fácil.

Não vou apenas esquecer.

Lucas? Volta pro seu quarto, por favor.

É verdade, temos filhos. Devia ter pensado neles antes.

Não vou mais ver ela. Acabou.

- Nunca mais, prometo. - Sabe o que mais me magoa?

Você me tratar como uma idiota e continuar mentindo pra mim.

Boa noite.

MEU PAI É UM CRIMINOSO

Os pais deles receberam longas sentenças na prisão.

Então não cresceram como outras crianças.

Seus nomes foram divulgados nos noticiários…

- Você está bem? - Estou.

O que está assistindo?

- Alguns vídeos sobre jogos. - Certo.

Bom…

Ouviu minha conversa com sua mãe.

Bom, eu só queria dizer que podemos conversar se você quiser falar a respeito.

Tá, tudo bem.

Sabe que não tem a ver com você, né?

É assunto de adulto.

Volto em dez minutos.

- Tudo bem. Até depois. - Até.

Me deixa em paz.

Sai daqui…

Qual é o problema?

POLÍCIA

Documento e habilitação, por favor.

E o documento?

Não está comigo. É a moto do meu pai. Está no nome dele.

Deixe-me ver.

Senhores, estou com pressa.

Estão chamando reforços?

Desça da moto, por favor.

- Mas por quê? - Desça da moto.

Espera aí. Tenho habilitação, sou de maior. Por que…

- Calma. - Prestaram queixa contra você.

- Por que está me atacando? - Desça.

Vou descer. Calma.

Bateu em alguém numa festa.

Quê? Que besteira. Como assim?

- Me solta. - Já chega!

- Desci da moto! - O capacete!

O que acha que está fazendo? Você é louco!

Me dê a sua mão.

Vamos ver se continua sendo engraçadinho. Pronto.

É onde ele cozinhava as drogas.

Queimaram tudo.

Conhece outros traficantes na região?

Não.

Só o conheço porque vendi meu motor home pra ele. Não conheço os outros.

Acha que alguém faria isso pra assumir o lugar dele?

Porra…

Xavier, por que não me contou?

Por que não pediu dinheiro em vez de fazer besteira?

- Devia ter te pedido. - Sim, devia.

Fiz merda. Desculpa, eu…

E não quis te envolver nisso.

Mas acho que está tudo conectado com o que aconteceu.

Sei lá. Lembrei dos dois caras que vi na última vez que fui lá.

Quem acha que eram?

Não sei. O Caubói os expulsou com a arma dele.

Espera aí. "Caubói"?

É como ele quer ser chamado.

Você acredita no que está dizendo?

Sim, sinto que a culpa é minha.

Atiraram em mim, não em você.

Aí incendiaram o motor home dele, ele sumiu…

Aí foram atrás de você e daquela mulher.

Deve ser minha culpa.

Qual é? Não, isso… Não estamos envolvidos com tráfico de drogas.

A Sonia também não.

Não.

Doutora?

Oi. Posso falar com você?

- Mado, né? - Isso.

Sim. Você precisava ter marcado consulta.

- A coceira melhorou? - Sim, mas não é por isso que vim.

Vim por causa da minha amiga Aya, estou preocupada com ela.

Quer que eu vá ao abrigo?

Não. Esse é o problema. Não tenho notícias dela há 15 dias.

Ela deixou dinheiro, tudo o que tem, e não iria embora sem me avisar.

- O que a Palace disse? - Ela só fala besteira.

Ela disse que não nos vigia, que a Aya já fez isso antes.

Se não é a primeira vez, talvez ela volte.

Não entendeu. Ela não deixaria as coisas e sumiria sem avisar!

Se acalma, tá bom?

Desculpa, mas estou com medo.

Aya desandou esses tempos. A situação é ruim.

Vamos até a delegacia? Vão te ouvir.

Fala com a Palace. Ela decidirá se podemos ligar pra polícia.

- Tá, ótimo. - Espera.

Como ela é? Tem uma foto dela?

- Por que liga pra aparência dela? - Tem uma foto ou não?

Você está bem?

Não devia ficar aqui.

Vai pra perto do lago. Não tem ninguém lá fora da temporada.

Vai ficar bem?

- Já estou indo, senhor! - Tudo bem.

Ei, já terminou de trabalhar no carro dele?

Estará pronto às 17h.

Não, sem chance. Ele já ligou três vezes.

Nem pensar.

Senhor? Vou deixar isto aqui. Obrigado!

Olha.

Parecem familiares?

- Reconhece eles? - Eu vi esse no Caubói.

- Certo. - Os outros…

Talvez esse.

Espera aí. Olha o chalé.

- O que tem? - Parece familiar ou não?

É a Aiguille de la Grande Sassière.

- Exatamente. - Não me leva até lá. Preciso trabalhar.

ATELIÊ CAMPER VAN

Xavier!

- Até mais. - Tchau, pessoal.

Merda.

O que está acontecendo?

Merda.

Onde está o problema?

É o ar-condicionado. O que causou isso?

Caralho!

Como fui tão burro assim?

Cacete!

Foda-se essa merda.

Boa noite.

Meu carro quebrou, eu não…

Não consigo enxergar com essa luz.

Acho que a bateria está boa, mas não sei. Começou a sair fumaça, eu…

Você entende de carros?

Está tudo bem?

Tem um celular? Estou sem sinal.

Aí posso pedir pra virem me buscar ou…

Legendas: Rafael Magiolino

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