All language subtitles for Day One - 1x06 - Episode 6.WEB.EDITH.pt

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Original subtitles

Do que estás à espera? Entra.

Anda. Entra.

Feito.

UNIDADE DE PROGRAMAÇÃO

São todos vossos.

O que estás a fazer?

Larga-me! Não me toques! Larga-me!

Que sítio é este?

Pode ter acabado tudo no Sincrotón. Este não era o meu plano.

Não, é o meu.

Não me vou lixar por ti. Não quero saber da tua empresa, do teu produto ou de ti.

Eles não vão falar.

Este é o telemóvel da tua assassina, Ramisa Biran.

E tem todas as vossas conversas. Não me vais lixar, Diskin.

Vou à esquadra e vou culpá-la de tudo.

O ataque foi no Sincrotón Alba.

A equipa especial de intervenção já lá está.

O alerta cinco foi ativado.

Foi dada prioridade a todas as infraestruturas tecnológicas.

Quero equipas vigilância de 24 horas.

Ninguém vai para casa até novas ordens. Está bem? Obrigado.

Acho que há algo que me quer dizer.

Não tenho muito tempo. Hoje é a apresentação do Day One.

Tem de a impedir.

A morte do Samuel Barrera e daquela mulher também foram causadas pelo Diskin.

Tem alguma prova?

Sabe o motivo?

Sabe o que é a tecnologia Day One?

Chamamos assim ao dia em que uma nova tecnologia disruptiva

vê a luz pela primeira vez.

É algo que mudará o mundo para sempre.

O fogo, a agricultura, a inteligência artificial.

Qual é esse novo Day One que mudará o mundo?

Parecem uma lente de contacto da realidade aumentada, mas são bem mais do que isso.

Descobrimos uma forma de intervir no sistema límbico.

A amígdala cerebral. O epicentro das emoções humanas.

Um portal para aceder ao cérebro, é isso que é o Day One.

A tecnologia é perigosa?

É perigoso porque está nas mãos do Diskin sem qualquer controlo.

O que tem o Ulises que ver com isto?

Só estou aqui para lhe dizer que o Diskin é o culpado daquelas mortes.

Tem de o prender. Hoje.

Espere. Preciso que testemunhe.

- Não. Não posso fazer isso. - Por favor.

Não. Não posso. Desculpe.

O que aconteceu?

Três vítimas mortais no acelerador.

- Quem são? - Onde estiveste?

Mandei-te para casa e ficas aqui.

Quando preciso de ti, desapareces.

- Fui a uma consulta. - O que se passa hoje?

Tu e o Moreno desapareceram.

Sim, podes falar.

Estão a recolher depoimentos.

Está bem.

Ei! Enviaram as imagens de dentro do Sincrotón.

Confirmámos a identidade de uma das vítimas. A assassina, Ramisa Biran.

Céus! Olha quem lá estava!

Porque estavam estes três no Sincrotón?

Temos imagens das câmaras exteriores?

Ainda não nos enviaram.

Temos de as conseguir. Vou ao Sincrotón.

Vamos rever todos os depoimentos.

Vamos lá.

Porque raios não me avisaram antes?

Quero a informação em tempo real, todos os segundos, entendido?

Onde estão as gravações das câmaras do exterior do Sincrotón?

Apaga-as.

A APAGAR

Olá? Olá? Está aí alguém?

O que estás a fazer?

Ei! O que estás a fazer? Cuidado, Ulises! Vamos ficar aqui presos.

A Ramisa Biran conhecia o Samuel Barrera.

A minha equipa descobriu rastos digitais das comunicações.

Tens provas?

Sim, mensagens e uma transação

de uma conta no Panamá em nome de Samuel Barrera para a assassina.

O que aconteceu para o Samuel morrer?

Um desentendimento.

Talvez a vítima não tenha pago o acordado.

O acordado?

O que quereria o Samuel Barrera da Ramisa Biran?

Achamos que o Samuel queria vender informações sensíveis ao melhor comprador.

E recorreu a uma profissional?

Ambos sabemos que, às vezes, pessoas normais como o Barrera

decidem acabar com problemas financeiros, com o sexo, com a família

e vão ter com quem não devem e as coisas pioram.

Está tudo no relatório do juiz.

Espero que o caso não tenha pontas soltas

e que explique como o Ulises Albet acabou nesta confusão.

O Ulises pôs o Samuel em contacto com a profissional. Está tudo no relatório.

Salva! Há uma testemunha que diz que havia um terceiro homem.

A testemunha viu o Ulises e a Rebeca a entrar no carro do homem.

Há imagens?

Não. A câmara tirou uma foto do carro, mas não se vê a matrícula.

Verifica as câmaras de trânsito e encontra-o.

Falo à unidade de trânsito e vou contigo?

Não, não dá.

Bom trabalho, cabo. Quer mesmo investigar?

A minha equipa pode procurar o carro do terceiro homem

e você pode ser muito mais útil na minha unidade.

Esquece, Ulises. É impossível. Não vamos sair daqui.

Então, temos de os obrigar.

Vais dizer-me como...

Espera, o que estás a fazer? Ulises?

Vou usar os componentes eletrónicos para causar um fumo controlado.

O Sr. Diskin quer vê-lo.

- A mim? - E a mim?

Não há sinal das câmaras exteriores do Sincrotón. Vais para casa?

Estou bem e não, não vou.

Falei com uma médica da empresa do Diskin. Ela disse que ele é culpado do ataque.

Há provas disso? Algo que comprove isso?

Não temos muito tempo.

O Moreno vai apresentar a investigação ao juiz.

Não sabemos porque o Barrera morreu.

O Moreno encerrou o caso. De certeza que sabe algo que não quer dizer.

Vai para casa, por favor.

A médica queria que eu impedisse a apresentação.

Mas porquê? Nenhum juiz vai ouvir o que diz uma funcionária descontente.

Está bem. Queres pressioná-la, não queres? Do que precisas?

É a Beth Martínez Buarle. Vê o que descobres.

- É a do tratamento experimental? - Sim.

Sabes o que isto significa? Estás a desistir de prolongar a tua vida.

Isto é uma porcaria.

Pensa assim, ao menos vou deixar de te lixar.

Às vezes, és mesmo idiota, Salva.

Esta é a casa da Ramisa Biran.

O departamento forense está lá, mas preciso que alguém a vá inspecionar.

Está à espera de quê?

Obrigada.

Escusado será dizer que tudo o que descobrir só me informará a mim.

Ulises. Estava tão ansioso por te conhecer.

Sei o que estás a fazer com as lentes e também sei como.

O teu código foi uma inspiração.

Não. Não era para manipular ninguém, mas para melhorar a vida das pessoas.

Sei o que querias alcançar.

Querias um tradutor de emoções para a tua irmã.

O Samuel contou-me.

Quando me mostrou o código pela primeira vez, percebi o seu potencial.

Parabéns.

Posso apresentar-te uma pessoa?

Este é o Ulises Albet?

Sim, Mãe, é o Ulises.

Olá, Ulises. Muito prazer.

O que é isto?

A minha mãe está morta, tal como a tua irmã.

A Mãe é uma nova tecnologia

que estou a desenvolver e que nos permitirá falar

com os nossos entes queridos falecidos.

A minha mãe era muito nova quando o meu pai a matou.

Só tinha 40 anos.

Não pude impedir o que o meu pai fez.

E tu não conseguiste impedir o assédio da tua irmã...

É isso que o Day One pode mudar, graças ao teu código.

Não, o que essas lentes fazem não tem nada que ver comigo.

Estás enganado. Encontraste o caminho de saída das emoções, do cérebro até à íris.

E eu criei a entrada, da íris até ao cérebro.

O Day One pode parar impulsos violentos.

E se o meu pai tivesse usado aquelas lentes,

a minha mãe estaria viva e a tua irmã não se teria suicidado.

A que preço? Manipulando as mentes.

Impedir que as pessoas tomem as suas decisões.

Que decisões queres proteger?

As que tornam o mundo violento?

Há limites.

- Que limites? - Limites éticos.

Quem vai tomar as decisões por nós? Tu?

Vamos fazer evoluir o Day One.

Ele que tome as decisões sozinho. Vamos criar um mundo feliz, Ulises.

- Um mundo feliz? O Samuel e a Paula? - Não tive nada que ver com essas mortes.

- Não mandaste matar o Samuel? - Não.

Só quero recuperar o código do Day One.

Vamos tornar esse futuro possível.

Corbella, já estava na hora de trabalhares a sério. Anda cá.

Vítima do sexo masculino, ferida de bala.

- Já o identificaram? - Sim, temos a identificação dele.

Lucas Hanson. As impressões digitais confirmaram-no.

Voou há uns dias de Bruxelas para Barcelona.

Foi uma execução limpa.

Ela alvejou-o na sala, mas depois levou-o para a cama.

Com muito cuidado, tapou-o e até parecia que ele estava a dormir.

Foi à queima-roupa, no coração. Isto, Corbella, é amor.

Raios! A tua geração vê o amor de forma muito diferente.

Está bem, vou deixar-te. O resto está no relatório.

SEGURANÇA

Não, por favor, eu trato disto, por favor. O que estás a fazer?

O que achas?

Deixem-me explicar-lhe. É normal que ela não entenda.

O quê?

- O Day One pode ser a solução. - A solução para quê?

A solução para construir um mundo mais justo, em paz.

Fizeram-te uma lavagem cerebral? Obrigaram-te a pôr as lentes?

O Diskin não me obrigou a nada.

Só me explicou o que o Day One pode fazer.

É muito mais do que pensávamos, Rebeca.

Claro que é muito mais.

Não te lembras de quando me lixaram o cérebro?

- Põe-lhe as lentes de contacto. - O quê?

Não precisamos que as pessoas sejam manipuladas por pessoas como o Diskin.

Não. Eu dou-lhas.

Rebeca, por favor.

Se me acontecer algo, a culpa será tua.

Está tudo sob controlo.

Vais usá-las ou quê? Vá lá.

Mas que raio, meu? Não me podias ter dito antes?

Um gesto, um piscar de olho?

Anda, vamos. A apresentação é em breve.

Toma.

"Daqui a pouco, estaremos em direto da sede da Diskin Biotech,

onde a apresentação do Day One vai começar.

Centenas de meios de comunicação aguardam o evento que marcará

o antes e o depois da tecnologia como a conhecemos...

Bem-vindos à apresentação do Day One. Sentem-se, por favor.

O evento começará dentro de dez minutos.

Lembrem-se de que não devem abrir as caixas nos vossos lugares,

até que vos digam.

O que fazemos aqui outra vez?

Sai daqui e vai para a esquadra mais próxima.

Não! Para de me mandares embora.

Ainda não percebeste que não vou embora?

Como vamos impedir a apresentação do Diskin?

Está bem. Sei onde controlam as lentes de contacto.

Podes falar, Elena.

Descobri algo curioso sobre a Dra. Beth Martínez Buarle.

A tese de doutoramento dela baseia-se na pesquisa do Ulises Albet.

Sobre o que eram as investigações?

Sobre emoções e análise facial.

Está bem, continua a investigar. Obrigado.

O que descobriu, cabo? E porque tem de mo dar aqui?

Encontrei algo e não sabia o que fazer.

Não faz mal, o que quer que seja, pode mostrar-me.

É algo bastante louco.

Este é o tablet da Ramisa Biran.

São gravações das câmaras de segurança da casa dela.

E eu vi-as.

Como assim? O que viu nessas gravações?

Um homem armado. É você, inspetor.

O seu telemóvel?

Está na minha secretária.

- Então, o que quer fazer? - Como assim?

Tirou provas de um local onde você não devia estar.

- Você mandou-me para lá. - Desobedeceu a ordens.

Quebrou a cadeia de custódia. Estas provas não são válidas.

Acho que isto pode ser muito prejudicial para a sua carreira, não acha?

O que quer em troca do seu silêncio?

Obrigado, cabo, já chega.

O quê? Que merda é esta?

Eu não quero nada. Mas acho que vão querer explicações.

Merda!

OK! Vou chamar a atenção deles. Quando vierem atrás de mim,

vai para a sala de controlo. - Não.

- Como assim, não? - Já lá estiveste

e é o teu código e, se me apanharem, não me vão bater.

Não! Rebeca!

Olá.

Senhoras e senhores, apresento-vos o Damián Diskin.

Obrigado.

Obrigado. Parecia que este momento nunca mais chegaria, não era?

Quem não está entusiasmado por saber o que é o Day One?

Ulises Albet.

Isto é muito perigoso. O Damián sabe que estás aqui?

- Como sabes quem sou? - Eu...

Eu criei o Day One com o teu código.

Eu sou... Bem, eu era amiga do Samuel.

Ele queria proteger o teu trabalho e o Diskin afastou-o.

O que fazes aqui?

Vou acabar o que o Samuel começou.

Deixa-me ajudar-te. Não tens razões para confiar em mim, mas...

Falei com a Polícia. Também quero travar o Diskin.

Como entramos na sala de controlo?

Boa tarde.

Vim ver a Dra. Martínez Buarle.

Venha comigo.

- Tu aí! - Merda.

Volta aqui!

Por favor! Por favor! Desculpe.

Ei! Polícia! Soltem-na! Polícia, larga-a! Não me ouves?

Estás bem?

Joao! Joao abre a porta, é uma emergência.

O que se passa?

Temos de desligar as lentes de contacto que já estão ativas.

Beth! Abre!

Cada uma daquelas luzes é um novo utilizador do Day One.

Uma luz para iluminar um novo futuro.

Há pessoas em todo o mundo a testá-las. Como a Rebeca.

Isso não vai mostrar ao mundo quem é o Damián Diskin.

E não impedirá que as lentes sejam vendidas.

Neste momento, milhões de pessoas em todo o mundo estão à espera para o ver.

Há uma forma.

Resta um minuto para o lançamento do Day One.

Um minuto para terem um mundo mais feliz, um mundo em paz.

Garanto-vos que nunca antes

houve uma tecnologia tão revolucionária como o Day One.

Nunca antes a tecnologia conseguiu mudar a vida de toda a humanidade.

Estamos perante um momento histórico.

Fiquem bem atentes, porque finalmente, estão prestes a descobrir.

Estão prontos?

Está na hora.

Dez, nove, oito, sete,

seis, cinco, quatro, três,

dois, um, zero!

Bem-vindos ao Day One, podem abrir as caixas.

Para o vídeo, Joao! Para!

Eu disse para parares. Alguém o pare. Para, por favor.

Para, por favor. Não, respira.

Alguém que corte a ligação.

Joao, corta a ligação.

Vamos tentar outra vez.

Preciso de mais tempo.

Não há tempo. Temos de tentar outra vez.

Alguém que corte já a ligação!

O paciente não se lembra do que aconteceu.

Não importa! É um erro, podemos aperfeiçoá-lo.

O importante é que encontrámos e podemos demonstrar...

Para! Eu disse para pararem!

Ele perdeu todo o controlo sobre si mesmo.

Alguém que corte já a ligação! Agora mesmo!

Sou o Ulises Albet,

o criador do código que inspirou o Damián Diskin a desenvolver o Day One.

Ele quer usá-lo para manipular as nossas mentes.

Quem usar estas lentes de contacto deixará de sentir e de agir livremente.

O Diskin quer usar essa tecnologia para nos manipular.

Acabaram de testemunhar isso.

O Day One é uma ferramenta que serve apenas para o controlo social.

E o Damián Diskin é responsável pelas mortes

do Samuel Barrera e da Paula Castell.

Ele não sabe o que diz.

Querem abdicar de uma vida sem dor? Porquê?

Para sentirem que decidem algo? Não decidem nada! Nada é decisão vossa.

Damián Diskin.

Está preso.

Tem de vir connosco à esquadra, por favor.

Conseguimos.

Não, foste tu. Tu e o Samuel.

Eu nunca pensei que o Day One trouxesse tanta violência.

Vou colaborar com a Polícia e assumir a minha responsabilidade.

É tudo?

É tudo.

Obrigado. Obrigado e desculpa.

Desculpa por não te apoiar mais. Obrigado.

Eu é que te agradeço.

E tem cuidado com esta, ela é feroz.

Precisas de ajuda?

Não.

- Olá. - Estou a aprender a pedir. Olá.

Adeus.

- Muito bem. - Vamos lá.

Não está pronto para se viver, mas como não gostas de coisas boas...

Talvez gostes disto e tudo mais.

Preciso de tempo para pensar, Rebeca. Quero recomeçar.

Então, pensa.

Entretanto, se precisares de uma programadora, tens-me aqui.

Se tiver de voltar a salvar o mundo, eu ligo-te.

Ulises Albet está a contar uma piada. Incrível, não acredito.

Sabias que tens uma encomenda por abrir?

Não é uma encomenda, são as coisas do Samuel. A Beth deu-mas.

A tua irmã ficaria muito orgulhosa de ti.

- O que é isso? - Não sei.

Uli.

Há quanto tempo.

Muito mesmo.

O Samuel disse que virias, mas não disse quando.

Falávamos muito de ti.

Lamento muito, Anna.

Porquê?

Porque não soube cuidar de ti.

Não me apercebi. Desculpa.

A culpa não foi tua.

Nada do que sucedeu foi culpa tua. Está bem?

Queria dizer-te isso naquele dia.

Estás feliz? Quero que sejas feliz.

Lembras-te daquele dia em que encontrámos um cão perdido na rua?

Eu queria ficar com ele, mas falaste-me das emoções

e da excitação que os donos sentiriam quando o encontrassem.

E eu compreendi.

Nesse dia, percebi que me ajudarias sempre.

- Sabes que agora tenho galinhas? - Sim.

- E um gato chamado Newton. - Newton?

Tu conheces-me.

Sim, eu conheço-te.

Força! Segue o teu caminho, Uli.

Tradução: Dina Guimarães Iyuno

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