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Ela não as pode tirar. Fá-la fugir.
Dá-mas!
O aumento de adrenalina é demasiado rápido.
Para!
O código não está a funcionar. Preciso de mais tempo.
Não, socorro! Ajudem-me!
Perdeu o controlo sobre si mesmo.
Há um preço a pagar para se viver num mundo feliz, não achas?
- Estás bem? - Sim.
Se precisares que fique contigo…
Não, está tudo bem. Vai para casa e descansa. Amanhã vai ser um dia de loucos.
Sim.
Vamos para o hospital.
Por favor
Lucas, não posso. Deixa-me acabar e já te conto.
Porque não podes ir? Diz-me o que se passa.
Há coisas que…
Que não sabes.
És esta rapariga?
Estás relacionada com o homicídio?
Ao menos chamas-te Marta?
- Alguma coisa do que me disseste é real? - Que te amo.
Lucas, deixa-me explicar-te tudo, por favor.
Senta-te e conto-te tudo o que precisas de saber.
Desculpa. Não posso.
Amo-te, mas não posso ser teu cúmplice.
Lucas, espera! Lucas, aonde vais?
Não vás, não podes ir assim.
Meu amor, por favor, olha para mim.
Lembra-te da noite em que nos conhecemos. Lembras-te?
Eu sou assim. Lembra-te disso.
Não.
És alguém que me está a apontar uma arma.
Deixa-me sair.
É mesmo seguro voltar aqui?
Acho que ninguém acha que vamos voltar.
Temos de ir ao Sincrotón.
O quê? Onde? Uli…
- Então? Estás bem? - Sim.
Porque precisamos do carro? O que é o Sincrotón?
A única forma de deter o Diskin.
Não quero incomodar,
mas talvez seja melhor ir à Polícia e contar-lhes o que se passa.
Dá-me a caixa das lentes.
- O quê? - As lentes de contacto.
Toma.
Preciso de luz, por favor.
- O que vês? - Uma lente de contacto.
É exatamente o que a Polícia veria. O Sincrotón é um acelerador de eletrões.
Precisamos da luz dele para ver o nanochip que nos permite hackear o cérebro.
Parecem lentes, mas são capazes de controlar as emoções.
Queres que vamos nisto?
Este calhambeque levou-me a mim e ao Samuel a muitos sítios.
Fascina-me o teu otimismo, achares que isto vai resultar.
Vais entrar ou não?
- Agora? - Como assim?
Precisamos de um sítio para passar a noite e não podemos ficar aqui.
- Vais entrar ou não? - Sim.
Ouvi o que disseste no outro dia sobre o ódio nas redes sociais.
Pensei que só te preocupavas com a pen.
Quase apaguei a conta.
Não sei como o fazem,
mas conseguem fazer com que todo esse ódio fique dentro de ti.
E o pior é que ninguém faz nada para os impedir.
- LOUCA! CALA-TE 3 ANOS - BEM DITO, MANO!
A minha irmã também foi vítima de ciberbullying.
Mas ela não aguentou.
O cérebro dela era especial, ela era muito sensível.
- E eu também não fui capaz de a ajudar. - Anna!
Não fui capaz de ver os sinais.
Nem sempre são visíveis.
Lamento muito.
Vá, vamos descansar. Tem de ser.
Vamos revezar-nos?
Caso a Polícia ou uma psicopata com uma mota apareça por aqui.
Eu faço o primeiro turno.
Está bem.
Uli! Uli, acorda.
Está a amanhecer.
Sim.
- Porque não me acordaste antes? - Precisavas de descansar.
Tens um minuto?
É por causa da apresentação?
Sim, preciso que adies o lançamento do Day One.
Surgiu algum problema com o dispositivo?
Não, na sua utilização.
- Tens dúvidas. - Sim, tenho.
Achas que gostei de manipular a Rebeca Bustos?
Não, claro que não.
Sou o primeiro a odiar que abusem do Day One.
Devemos adiar a apresentação.
O Day One não deveria permitir a ativação de emoções negativas.
Dá-me mais tempo para o tornar mais seguro.
Damián, vimos o que o mau uso do Day One pode fazer.
Temos de o impedir.
Sabe o que quero impedir?
Todos temos cicatrizes e algumas delas são feridas que nunca se fecharam.
O meu pai deixou-me muitas,
mas a minha mãe sofreu mais e eu não podia fazer nada, era só uma criança.
É isso que o Day One vai mudar.
Nenhum filho tem de ver um pai a espancar a mãe até à morte,
controlando os seus instintos violentos e tu queres esperar,
permitindo que o número de vítimas de violência aumente só para prevenir? Não.
É que… Sinto muito, é muito injusto, mas…
Beth, aconteça o que acontecer, vamos avançar com a apresentação.
Espero que as ações respondam a princípios de necessidade,
proporcionalidade e consistência.
- Um tiro na rua… - Não tive escolha.
Ela ia alvejar o suspeito e a rapariga.
É a primeira vez que dispara contra alguém?
Se precisar de falar com o psicólogo…
Não preciso de ajuda, obrigada.
Onde estava o inspetor Salvador?
O que fazias lá, se não estavas de serviço?
Dá-me um dia. Encerro o caso e deixo o meu posto à disposição.
- Vais fechá-lo num dia? - Sim.
Tens muita autoestima.
É por causa de algo que o Ulises disse sobre a apresentação do Diskin.
O que tem o Diskin que ver com isto?
Não sei, por isso lhe pedi mais horas.
Se não encontrar nada, vou-me embora.
Porque é que este caso é tão importante para ti?
Não sei, acho que gosto mesmo dele.
Nem sequer consegues ser sincero comigo.
- Que tipo de imagem vou projetar? - Que confias em mim.
Foca-te nas mortes do Samuel Barrera e da Paula Castell.
Informar-me-ás pessoalmente se houver progressos. Fui claro?
- Muito claro. E o Moreno? - Eu trato disso.
Corbella, quero falar consigo depois. Em privado.
Tentei localizá-lo, inspetor-chefe. Está tudo no relatório.
É uma boa agente e há uma vaga na minha equipa.
Falaremos um dia destes.
- Eva, como estás? - Bem.
- Se precisares de falar ou… - Não preciso de um psicólogo.
Só ia dizer-te que estou aqui, se precisares de mim.
Obrigada.
Elena.
Não sei o que se passa com o Salvador.
Não sei o que aconteceu no hotel, mas ele não fez nada.
Deixou-me sozinha.
- Não te disse nada depois? - Não. Nada.
- Não te explicou o que aconteceu? - Não.
Espera. Pronto.
Jorge, três caixas. Sim? Obrigado.
Muito bem.
Damián, temos um pequeno atraso, mas a distribuição está como esperávamos.
Estás nervoso por causa da apresentação?
Como poderia não estar? Depois de tudo o que trabalhámos.
Ouve, quero que fiques responsável pela sala de controlo.
- E a Beth? - Não deve saber de nada, por enquanto.
O Samuel Barrera morreu de um tiro à queima-roupa, dois impactos,
sem cartuchos nem vestígios do assassino.
Parece mais um trabalho profissional do que um programador, como o Albet.
Sim, mas está desaparecido há 10 anos, pode ter-se tornado no Jack Ryan
Minutos depois, a universidade tem de ser evacuada,
porque os servidores da sala de computadores explodiram.
E nas imagens conseguimos localizar o Ulises Albet e a Rebeca Bustos.
Na cena estava o livro Walden,
o mesmo que encontrámos no caso Turku na Finlândia,
mas a diferença é que, neste caso, ninguém assumiu a autoria,
ao contrário do outro caso.
Na Oficina encontrámos os mesmos resíduos explosivos nos servidores.
Outro cenário em que podemos colocar os três, juntamente com a segunda vítima,
Paula Castell, que foi morta com a mesma arma usada para matar o Samuel.
O próximo local onde os podemos colocar aos três é no hotel, onde…
De onde… Bem, de onde fogem.
Ainda não sabemos quem é este motard famoso.
A Rebeca garante que Paula foi morta por uma motard,
que o Ulises não fez nada, que alguém o está a tentar incriminar.
Não há registo de ter ido a um hospital depois da Corbella a alvejar.
Salva? Salva!
O que foi?
- Estás bem? - Sim.
Vou… Tenho de sair por um bocadinho.
Volto já.
- Salva, que raios se passa contigo? - Nada, só passei mal.
No outro dia, vi uns comprimidos na tua secretária e não são vitaminas.
Estou só cansado.
Desculpa.
Não tens de me dizer o que se passa,
mas vou ligar ao Rafa para te vir buscar.
Estou doente.
Joao, preciso de falar contigo em privado.
Obrigado. Tenho muito trabalho para fazer.
O Day One não pode ser lançado hoje. É muito perigoso nas mãos do Damián.
O que estás a dizer?
Temos de o impedir.
É importante que o que aconteceu ontem não se repita.
Não podemos confiar no Damián e deixá-lo controlar o Day One sozinho.
Tem de se divulgar o que pode fazer. Tem de ser regulado.
O Day One não pode ficar nas mãos do Diskin e tu sabes disso.
É tarde de mais. Toda a nova tecnologia implica um risco.
Mas há limites que não devem ser ultrapassados.
Se não o fizermos, outros o farão. E é melhor se o fizermos nós.
DISKIN: PRECISO DE SI NA SALA DE CONTROLO
Como vais entrar? Haverá muita segurança.
Nem por isso. Não é uma central nuclear. É um centro de investigação.
É como uma universidade. Quando entrarmos, passaremos despercebidos.
Mas sem credenciais, não podemos entrar.
Olha, vês aquela câmara?
Para debaixo dela, é um ângulo morto.
Para aí e pensaremos no que vamos fazer.
Vou pedir para ir à casa de banho.
Lá, procurarei uma porta lateral e abri-la-ei por dentro.
- Está bem? - Não.
Temos de usar as lentes de contacto.
O quê?
Se puderem fazer tudo o que dizem, podem achar uma entrada segura.
Mal as ponha vão-nos localizar.
E já para não falar da cena do cérebro.
Vou usá-las eu.
Tens a certeza?
Dá-mas.
- Tens a certeza? - Sim.
Cancelei o teu acesso à sala de controlo.
Porquê?
Uma coisa é expores-me as tuas dúvidas, outra é dizeres coisas tóxicas à equipa.
- Estou despedida? - Não, de todo.
Mas o teu papel mudou a partir de agora.
E se estás a pensar em interromper a apresentação do Day One,
garanto-te que o mínimo que perderás é o teu emprego, Beth.
Já lhe deste um nome?
Devias.
Vai vigiar-te para garantir que não sais do edifício
até que o Day One seja lançado.
- Toma. - Estou bem.
- Não estás bem. Deixa-me ajudar-te. - Está bem, obrigado.
O que tens?
Um tumor cerebral. Inoperável.
- Há quanto tempo sabes? - Há uma semana.
Pensei que fosse epilepsia, e é, mas provocada pelo tumor.
Convivemos há quase 20 anos… Nunca pensaste em dizer-me?
Tenho estado ocupado.
Não acredito.
O Rafa sabe?
Estamos a dar um tempo. Um tempo que não sei se tenho.
Desculpa, mas não acredito que o Rafa te deixou.
Eu é que o deixei.
Porque me ofereceram um tratamento experimental.
Mas eu rejeitei-o.
Porque farias isso? O Diskin ofereceu-mo.
E então? O que é mais importante, o caso ou a tua vida?
Talvez seja um pouco duro, mas se vais morrer,
para de ser um chato.
Tenho de voltar. Vens?
Não, vou ficar aqui um pouco.
- Quando encerrarmos o caso… - Eu retiro-me.
Eu não quereria morrer sozinha.
- Fala com o Rafa, por favor. - Está bem.
Queria ver-me?
A partir de agora, fico responsável pelo caso do Samuel Barrera.
Porquê?
Não fez progressos, inspetor-chefe.
O Salvador faz asneira e eu é que pago?
Embora os métodos do inspetor Salvador não tenham sido ortodoxos…
É uma forma curiosa de dizer que ele faz o que quer.
É o único que a fazer progressos
e preocupa-me um motard armado em Barcelona
e que esteja implicado no ataque.
Eu sei quem é.
- Desculpa? - A motard.
Identificámo-la através de uma partilha de dados com a INTERPOL.
É uma profissional. Ramisa Biran, de origem desconhecida.
Estava ligada a um cartel de droga com uma rede em Marbella.
Nos últimos cinco anos, tem trabalhado sozinha.
Quem a contratou e porquê?
Saberemos quando a apanharmos, é uma questão de tempo.
Então, o Ulises Albet não tem nada que ver com o homicídio?
Não descarto a hipótese de ele a ter contratado
e algo ter corrido mal.
Uns desentendimentos… Quem sabe.
Está bem. Esqueça o que eu disse.
Continue com isso, mas mantenha-me informado.
É bom vê-lo, inspetor.
Obrigado por me receber tão depressa.
Como se sente?
Bem, mal. Mal e está a piorar.
Quero ajudá-lo, mas o preço é o mesmo.
Sim, e concordo em pagá-lo.
Mesmo que isso signifique esquecer o caso do Ulises Albet?
Esta é a Beth, a pessoa em quem mais confio nesta empresa.
Doutora Martínez Buarle.
O inspetor decidiu submeter-se ao tratamento experimental.
- Ótimo. Tem alguma dúvida? - Só quero começar o quanto antes.
É só marcar as consultas.
Muito bem. Não se arrependerá desta decisão.
Amanhã, começaremos com os primeiros exames. Hoje é um dia ocupado.
- Por causa do lançamento do dispositivo? - Exatamente.
Foi a senhora que falou com o meu marido sem o meu consentimento.
Sim, desculpe.
O que é o Day One?
- Não posso falar sobre isso. - Eu sei.
Como disse, faremos análises ao sangue, um eletroencefalograma
e depois só tem de preencher os documentos que lhe vamos enviar.
Está bem.
Ulises Albet, o alegado assassino do Samuel Barrera,
disse-me que tenho de impedir a apresentação.
Sabe porque é que ele diria isso?
Não sei. Quem sabe.
Está a fazer bem em aceitar a oferta do Sr. Diskin.
Ele não oferece essa oportunidade a toda a gente.
Até breve, inspetor.
- Obrigado por tudo. - De nada.
Obrigado.
Depois de as pôr, não são ativadas.
Para as ativar, pestaneja duas vezes, está bem?
LOCALIZAÇÃO ATUAL
Diskin, encontrámo-los.
- Despacha-te, por favor. - Procura uma saída de emergência.
A ANALISAR…
Encontraste-a?
Espera.
- MUDANÇA DE TURNO EM 10 - DIA DE BAIXA AFLUÊNCIA
Despacha-te, podem localizar-nos.
Para.
Já consegui.
Merda, perdi a ligação.
Verdade seja dita, que são incríveis.
Vá! Já sabem que estamos aqui. Temos de ser rápidos.
- Por aqui. - Está bem.
Estavam no Sincrotón Alba.
Ele quer uma imagem do nanochip. Deixa-me sozinho.
Ligar ao Moreno.
- Diskin? - O Ulises está no Sincrotón Alba.
Temos outro problema. A assassina. Tive de a identificar para liderar o caso.
A foto dela está em todo o lado. Se a prenderem e falar…
Resolve isso.
Será muito mais caro do que pensa.
Não quero saber do dinheiro.
Sei muito dos teus negócios, não vou preso se a apanharem.
Tenho a assassina sob controlo. Vou enviar-te a localização dela.
Sei onde podes encontrar o agente que foi a tua casa e o Ulises Albet.
Podes finalmente acabar com tudo.
Espera, para.
O que procuramos?
Laboratório de investigação com um microscópio.
Temos de encontrar um nanochip dentro das lentes de contacto.
Isso mesmo.
- É ali? - É ali.
E agora?
Vamos pôr as lentes no microscópio.
Vou ligá-lo.
- Quanto falta? - Aqui está.
- O nanochip. - Invisível para um microscópio normal.
- Piratearam-me o cérebro com isto. - Exatamente.
- Aqui está a prova de que precisamos. - A cópia.
Alex! Raios! Central, código quatro.
Merda!
Vá! Vamos lá.
- Vamos, corre! Ela está ali! - Ainda não está pronto.
- Vamos! - Está quase, espera.
Ulises! Esquece. Vamos, agora! Raios
Merda! Por aqui.
Por aqui.
- Rebeca! - Não consigo abri-la!
- Abre a porta, Rebeca! - A porta não abre!
- Desce! - Está bem.
Ulises, não se mexa!
Conduza sem fazer asneiras.
Para a empresa Diskin.
Tradução: Dina Guimarães Iyuno
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