All language subtitles for Vietnam The War That Changed America S01E06 1080p WEB h264-ETHEL

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Original subtitles

Pro ch�o!

O �LTIMO DIA DA GUERRA DO VIETN�

As for�as comunistas est�o se aproximando de Saigon.

Os soldados atr�s de mim est�o atirando em unidades vietcongues

que est�o a, no m�ximo, 450m daqui.

O combate nunca foi t�o pr�ximo.

Hilary Brown, ABC News, do Vietn� do Sul.

Em 1975, eu tinha 34 anos e tinha o emprego dos sonhos.

REP�RTER

Eu era a primeira mulher a trabalhar como correspondente estrangeira na ABC.

Em horas, quando os norte-vietnamitas estavam praticamente �s portas da cidade,

a evacua��o dos americanos foi convocada.

E o sinal para ela foi "White Christmas".

Acabamos chegando � embaixada americana.

E ela estava lotada.

Estava cercada por sul-vietnamitas hist�ricos

que, at� ent�o, trabalhavam para os americanos.

Todos tentando desesperadamente pular o muro para serem levados.

A primeira coisa que vi depois que fui parada, foi uma funcion�ria da embaixada

jogando pilhas de d�lares americanos em um tambor de �leo em chamas.

Na hora, eu disse:

"O que voc� est� fazendo? Est� queimando dinheiro!"

E ela disse: "O que quer que fa�amos, entreguemos aos vietcongues?"

E ela jogou mais 100 mil d�lares no tambor de �leo.

Foi uma cena de puro pandem�nio.

Pessoas se movendo em todas as dire��es ao mesmo tempo em p�nico total.

Uma balb�rdia.

MEU FILHO FOI MORTO NO VIETN�! PELO QU�? EUA

VIETN� A GUERRA QUE MUDOU OS EUA

EPIS�DIO SEIS O DESFECHO

Tornou-se evidente para mim

que n�o tenho mais uma base pol�tica forte o suficiente no Congresso

que justifique continuar.

Portanto, renunciarei � presid�ncia a partir do meio-dia de amanh�.

Nove meses antes da queda de Saigon,

a ren�ncia de Nixon significa que Gerald Ford se torna o 4� presidente

a supervisionar a Guerra do Vietn�.

O presidente Ford disse: "No que diz respeito aos EUA,

a Guerra do Vietn� acabou."

O Vietn� foi um trauma

para este pa�s por 15 anos.

Apesar de retirarem suas tropas,

o governo americano gostaria que o ex�rcito sul-vietnamita

continuasse a guerra contra os comunistas.

Mas eles n�o v�o mais gastar milh�es de d�lares para refor�ar a luta.

Muitos acham que isso � uma trai��o ao povo sul-vietnamita.

N�o pode ser. Voc� n�o pode desistir.

Voc� n�o pode desistir da ra�a humana.

Que direito os EUA t�m de vir aqui,

intensificar a guerra, causar muita destrui��o ao nosso povo

e simplesmente ir embora?

Digamos que tentamos acabar com o papel�

com o papel americano na guerra e ter paz.

E n�s? E a nossa paz?

O Vietn� do Sul est� fraco

e o ex�rcito norte-vietnamita aproveita a oportunidade para avan�ar para o sul.

Os norte-vietnamitas iniciaram uma ofensiva coordenada

em todo o planalto central.

Uma cidade caiu ap�s a outra.

Muitos sul-vietnamitas est�o desesperados para chegar a Saigon�

onde esperam estar seguros.

A retirada se tornou uma derrota,

civis e soldados fugindo em p�nico.

Muitos dos refugiados buscaram seguran�a em Da Nang.

Conforme o inimigo se aproxima, Da Nang � tomada por um grande p�nico.

Um homem est� preparado para resolver o problema sozinho.

Se eu pare�o zangado, senhores,

� porque estou.

Ed Daly � um magnata dos neg�cios americano

que sente um senso de responsabilidade moral para com o povo sul-vietnamita.

N�o vi nada al�m de completa e absoluta estupidez�

por parte de certos representantes�

da Embaixada dos EUA.

O plano dele � enviar um avi�o para a cidade de Da Nang

para resgatar os mais vulner�veis.

29 DE MAR�O DE 1975

Agora, eu quero explicar do que se trata essa viagem.

Serei breve.

Esperamos transportar,

se Deus quiser, de 250 a 350 passageiros neste voo.

Haver� milhares de beb�s e crian�as abandonados.

Para ajudar, temos essas tr�s lindas jovens da World Airways.

Eu era comiss�ria de bordo s�nior da World.

COMISS�RIA DE BORDO

Faz�amos principalmente voos fretados e militares.

E Ed Daly era o propriet�rio e presidente.

Se algu�m quiser descer, nossa altitude � de 10km.

De nada!

Ele ficou conhecido como "o John Wayne do aeroporto".

Sabe, ele bebia muito.

Ele era dur�o, mas�

Mas ele teve a perspic�cia de notar o que estava acontecendo no Vietn�.

Val Witherspoon estava comigo no voo.

E eu n�o podia pedir por uma amiga melhor. Ela era maravilhosa.

COMISS�RIA DE BORDO

Eu tinha 25 anos.

Eu me considerava invenc�vel.

Sab�amos que os norte-vietnamitas

estavam muito pr�ximos de Da Nang.

A preocupa��o era que o aeroporto pudesse n�o ser seguro.

Quando nos aproximamos para o pouso, estava tudo quieto.

Est�vamos olhando pela janela e nada.

N�o dava para ver nada no solo. Onde estavam as pessoas?

E a�, elas apareceram.

Multid�es e multid�es de soldados sul-vietnamitas.

Parecia um enxame de formigas.

De repente, uma pequena van branca se aproximou.

Um homem tinha uma arma e ele a apontou para n�s.

E ele atirou.

E eu fiquei�

"Por qu�? Somos os her�is! Somos o John Wayne!"

Pensei: "Preciso ajudar a Val."

Ent�o, fui para tr�s�

e o que vi foi horripilante.

O Sr. Daly estava na parte de baixo da escada.

As pessoas o estavam agarrando. Elas rasgaram suas roupas.

Val estava puxando pessoas do ch�o por cima da grade lateral.

Havia uma mulher, e eu a segurei,

e eu a estava puxando com as duas m�os para cima.

E algu�m do ch�o a estava puxando para baixo, para que pudessem subir.

E�

Eu vi algu�m pisar na cabe�a dela

e esmagar a cabe�a dela.

E� O Sr. Daly viu isso acontecer.

Ele estava ali sendo atacado pela multid�o, e�

e ele pegou a coronha da arma e bateu nesse cara.

Mas eles continuaram entrando.

N�o havia nada que pud�ssemos fazer, exceto traz�-los a bordo.

N�o eram mulheres e crian�as, eram soldados sul-vietnamitas.

Mas precis�vamos ajud�-los, n�o importa o que eles tivessem feito.

E a Val fez isso.

E eu estava parada ao lado da porta da cabine

e a chutei tr�s vezes.

O motor come�ou a ficar mais barulhento.

E um soldado vietnamita disse:

"Estamos na grama. N�o podem decolar na grama."

Bem, n�s continuamos.

Batemos em uma cerca e come�amos a subir.

Cerca de 250 soldados sul-vietnamitas,

cinco mulheres e duas crian�as entraram na aeronave.

Havia um homem sentado na primeira fila

e ele tinha muito sangue na barriga.

Eu levantei a camisa dele para ver o que estava acontecendo,

e os intestinos dele estavam saindo.

Ent�o eu fiz o que qualquer ser humano sensato faria.

Eu empurrei o intestino dele de volta com minha m�o.

Era tudo que eu podia fazer.

Em sua jornada para Saigon, Ed Daly chama outra de suas aeronaves

para inspecionar os danos causados ao avi�o durante a debandada.

Tem algo pendurado na engrenagem ou nas portas da engrenagem.

Pode ser um corpo.

Voc� disse "um corpo"?

Bem, n�o sei dizer, mas parece que sim.

O trem de pouso do nariz vai descer? Ou n�o sabe?

S� vou saber quando chegar perto.

Esse � o maior problema que vejo aqui no momento.

Ent�o, o Sr. Daly explicou os danos � aeronave,

e ele n�o tinha certeza se conseguir�amos chegar a Saigon.

E ele deve ter imaginado que ir�amos para o mar, naquele momento.

Ele me disse: "Voc� tem medo de morrer?"

E eu disse: "N�o, n�o tenho medo de morrer."

E ele disse: "Boa garota."

E depois ele disse: "Vou te pagar uma cerveja quando chegarmos a Saigon".

E eu disse: "Sr. Daly, vai me comprar uma caixa."

Fui at� a Val e disse:

"Se eu n�o sobreviver, e voc� sobreviver, diga � minha fam�lia que tudo correu bem."

N�o choramos.

N�s deixamos nas m�os do destino.

Apesar do vazamento de combust�vel,

o voo de resgate chega � pista principal em Saigon.

Agora a quest�o �: O trem de pouso danificado vai funcionar?

Voc� podia sentir o medo, a tens�o.

O piloto n�o tinha certeza de que o trem de pouso aguentaria.

ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com

Aquilo foi um milagre.

Ent�o, o avi�o finalmente parou.

E, pela primeira vez, vimos danos.

Olhamos para as abas,

e eram apenas metal retorcido.

E vimos que havia pessoas no compartimento de carga.

Foi muito emocionante.

O piloto estava l�.

Ele olhou para mim, estendeu os bra�os

e disse: "Est� tudo bem, Jan.

Voc� pode sorrir agora e pode chorar."

E foi isso.

Al�m dos 250 passageiros,

h� cerca de 100 outros na �rea de carga.

Todos esses passageiros buscam ref�gio em Saigon agora.

A queda de Da Nang � pior que uma derrota.

� um colapso total da for�a militar e do moral civil.

Um colapso que est� se espalhando rapidamente para o sul.

O ex�rcito norte-vietnamita continua avan�ando para o sul.

Rumo ao seu objetivo final: capturar a capital.

Em Saigon, as pessoas est�o preocupadas.

Elas n�o acreditam mais que o ex�rcito ir� proteg�-las.

A maioria dos vietnamitas acredita que a tomada comunista ser� r�pida.

Na minha opini�o, existe um grave perigo, que espero que n�o aconte�a,

que os americanos que restaram possam ser literalmente massacrados.

Apesar de as tropas americanas terem sido tiradas do pa�s,

milhares de cidad�os dos EUA permanecem em Saigon,

incluindo conselheiros militares e funcion�rios do governo.

Esses americanos s�o protegidos

pelo �ltimo destacamento de fuzileiros navais que ficou no Vietn�.

Naquela �poca, eu era guarda-marinha da embaixada americana.

EMBAIXADA DOS EUA

E meu trabalho era garantir que vidas americanas fossem protegidas.

GUARDA-MARINHA DA EMBAIXADA DOS EUA

Lembro de estar em posto perto do port�o

e de come�ar a ouvir os rumores

sobre o ex�rcito do Vietn� do Norte vindo para o sul.

Isso podia chegar at� Saigon.

Comecei a notar que a popula��o de Saigon come�ou a aumentar.

Os civis do norte estavam indo para o sul,

porque achavam que Saigon seria o lugar seguro.

A popula��o deve ter aumentado em 100 mil em uma semana.

E ent�o, come�amos a ouvir explos�es em dire��o ao norte.

Sub�amos no topo do telhado � noite.

Dava para ver as bombas explodindo.

Os norte-vietnamitas estavam se aproximando.

Isso estava come�ando a ficar s�rio.

Minha �nica preocupa��o ent�o era o que �amos fazer.

Mas, para o povo de Saigon, h� uma �ltima linha de defesa:

a For�a A�rea do Vietn� do Sul.

H� esperan�a de que esses ca�as

mantenham o ex�rcito comunista sob controle.

Eu era piloto no ex�rcito do Vietn� do Sul.

Eu tinha muito orgulho disso.

Um dos seus melhores pilotos � o �s de ca�a de 27 anos,

Nguyen Thanh Trung.

PILOTO DE CA�A

Ser piloto no ex�rcito sul-vietnamita era prestigioso.

N�o tem�amos ningu�m.

Mas h� algo que Trung esconde de seus oficiais superiores.

Meu pai era um combatente da resist�ncia, um vietcongue.

Ele foi�

morto�

pelo inimigo.

Perder meu pai foi o maior choque da minha vida.

Depois disso, fiquei decidido a me vingar.

Trung tem operado disfar�ado

para os vietcongues h� v�rios anos.

Ele se tornou uma das elites da For�a A�rea do Vietn� do Sul

e at� � filmado recebendo treinamento de um piloto de ca�a dos EUA.

Nunca me preocupei que eles suspeitassem de mim.

Eu s� tinha que ser cuidadoso.

Em 8 de abril de 1975,

Trung e seus colegas pilotos s�o enviados em um bombardeio.

Trung aproveita sua oportunidade.

Eu vi minha chance

de me separar dos outros dois.

A hora tinha chegado.

Era agora ou nunca.

Eu estava indo da embaixada dos EUA pra casa.

De repente, comecei a ver pessoas

olhando para cima e apontando para o c�u.

E era um avi�o chegando. Era um jato.

S� que foi meio estranho, porque era uma aeronave sul-vietnamita.

Veio por cima de mim e jogou uma bomba no Pal�cio.

As pessoas estavam procurando abrigo,

tentando sair do perigo.

As pessoas olhavam para o c�u e nos perguntavam:

"S�o os comunistas? Era um avi�o norte-vietnamita?"

"N�o", dissemos,

"era um dos seus avi�es."

Fontes identificaram o piloto

como tenente da For�a A�rea Vietnamita, Nguyen Thanh Trung.

Ningu�m sabe para onde ele foi.

Foi como me livrar de um peso

que carreguei por anos.

Fiz isso pelo meu pai.

Ap�s o bombardeio,

Trung � recebido em casa pelos comunistas como um her�i.

O ex�rcito norte-vietnamita est� agora a apenas 5km de Saigon.

Um de cada vez!

� uma quest�o de horas

antes que os norte-vietnamitas entrem na cidade e tomem conta dela.

� tarde, o Consulado dos EUA informou a todos os americanos

que n�o trabalham para o governo que deviam ir embora o quanto antes.

O governo americano ficou surpreso

com a velocidade do avan�o norte-vietnamita.

Para evacuar o m�ximo de pessoas poss�vel,

eles decidem usar os navios de guerra estacionados na regi�o.

Larry Chambers � um comandante rec�m-nomeado.

Na �poca, eu era o oficial comandante do USS Midway.

COMANDANTE DA MARINHA DOS EUA

Eu estava no comando do Midway h� apenas 29 dias

quando recebi o telefonema.

Recebemos ordens de prosseguir para o extremo sul do Vietn�

na maior velocidade poss�vel para a hidrovia que levava a Saigon.

Os helic�pteros estavam trazendo pessoas.

Eu tinha que manter os conveses prontos

para que pudessem pousar com seguran�a no porta-avi�es.

Sab�amos que os tanques norte-vietnamitas estavam chegando

e que n�o t�nhamos muito tempo.

Eu estava pensando: "O que diabos vai acontecer?

Vamos conseguir?"

A Embaixada dos EUA corre o risco de ser invadida.

Temendo poss�veis repres�lias do ex�rcito norte-vietnamita,

milhares de civis est�o desesperados para entrar e ficar em seguran�a.

Por aqui, vamos.

Vamos. Vamos l�.

Do lado de fora dos port�es da embaixada,

centenas de vietnamitas clamavam para entrar,

acenando com seus passaportes e dinheiro,

na esperan�a de subornar para entrar em um helic�ptero.

Puta merda!

Esse sou eu� Acredite ou n�o.

GUARDA-MARINHA DA EMBAIXADA DOS EUA

Isso � Eu nem sabia que isso existia.

Eu vi algumas coisas que, at� hoje, n�o consigo acreditar que aconteceram.

Vamos. R�pido, por favor. O que voc� est� segurando?

N�o.

T�nhamos regras a seguir.

Se eram americanos ou vietnamitas que tinham documentos

que mostravam que trabalhavam pro governo americano, eles iriam.

Essas eram as regras.

Eu me lembro de um pai�

colocando as m�os no port�o e oferecendo um saco de ouro�

para levar seus filhos.

E n�o pod�amos fazer isso.

N�o pod�amos.

N�s devolv�amos e�

Essas s�o� Eu acho que s�o�

imagens que ficam gravadas em sua alma.

O desespero est� em toda parte.

Parecia que todos estavam correndo.

CIVIL SUL-VIETNAMITA

Com apenas cinco anos, Nhan Lee est� com sua m�e e seu pai em Saigon.

Eles precisam de um plano para escapar.

Lembro que meu pai nos disse para entrar no jipe.

Meu pai era piloto da For�a A�rea sul-vietnamita.

E todos sabiam o que aconteceria

se meu pai ou minha fam�lia fossem capturados.

Chegamos ao aeroporto.

Meu pai disse � minha m�e: "Tenho que cuidar de uma coisa.

Entre em um avi�o. Eu te encontro quando terminar."

Ent�o, meu pai se virou e foi embora.

Mas minha m�e ficou ali parada.

Ficamos ali parados pelo que pareceu uma eternidade.

Nunca entramos em nenhum daqueles avi�es.

De repente, meu pai voltou.

E ele foi at� minha m�e e basicamente s� perguntou:

"Por que ainda est� aqui?"

E minha m�e estava, sabe�

Ela disse: "Eu n�o queria ir embora sem voc�."

Essas s�o� Essas foram as palavras exatas.

Porque eu estava bem ao lado dela, e a ouvi dizer isso.

Eu lembro do meu pai olhando para ela.

Ele sabia que minha m�e estava dizendo a ele que o amava.

E ser�amos todos n�s ou nenhum de n�s.

Ele se virou, se afastou

e acendeu um cigarro.

Ele voltou

e disse: "Certo, vamos l�."

Ao longe, havia um pequeno avi�o abandonado.

Estava estacionado.

E meu pai, ele disse: "Entrem."

E n�s decolamos.

Enquanto isso, civis sul-vietnamitas

est�o desesperados para embarcar nos helic�pteros americanos.

Uma das poucas sortudas � Stephanie Dinh e sua fam�lia.

O soldado continuou nos dizendo: "Continuem andando.

N�o parem. Andem."

- Continuem, por aqui. - Vamos! Vamos!

Eu estava de cabe�a baixa e continuava correndo.

Senti o helic�ptero levantar voo.

Voc� sente o p�nico, voc� sente a preocupa��o.

E ent�o, vi o oceano, eu sabia que t�nhamos sa�do.

N�s t�nhamos conseguido.

N�s pousamos em algum tipo de navio de guerra.

E eu segui meu pai, minha m�e.

E eu fiquei l�, e olhei�

E eu vi o litoral do Vietn�.

Eu fiquei ali parada.

E eu pensei:

"Acho que isso � um adeus."

Era de partir o cora��o ver essas pessoas chegando a bordo.

Tinha gente em todo lugar.

Cerca de 7 mil cidad�os vietnamitas e americanos

escaparam de Saigon de helic�ptero

em menos de 24 horas.

Mas uma fam�lia ainda n�o tinha encontrado um porto seguro.

Para mim, parecia que est�vamos voando por muito tempo.

Ningu�m estava falando muito.

Parecia um grande sil�ncio.

E ent�o meu pai se deparou com um navio gigantesco

que � basicamente do tamanho de uma cidade.

E ele come�ou a circul�-lo.

COMANDANTE DA MARINHA DOS EUA

De repente, um pequeno avi�o apareceu perto de n�s�

e come�ou a circular o porta-avi�es.

Meu pai sabia que o combust�vel estava acabando,

ent�o ele soltou um bilhete.

O bilhete indicava que ele era um oficial

da For�a A�rea do Vietn� do Sul.

Que ele tinha sua fam�lia a bordo.

E que ele estava ficando sem combust�vel.

N�o t�nhamos espa�o suficiente para liberar a �rea de pouso no porta-avi�es.

Nosso conv�s estava abarrotado de helic�pteros.

E o almirante, meu chefe,

estava me instruindo a dizer � aeronave para pousar na �gua.

Mas eu estava olhando para ela.

Se eles tivessem entrado na �gua, duvido que tivessem sobrevivido.

Voc� tem que fazer o que acha que � certo. Voc� tem que�

Se voc� tem uma b�ssola moral, voc� tem que acreditar nela.

E, ent�o, eu disse: "Limpar a �rea de pouso."

O almirante estava gritando comigo: "Voc� s� pode estar brincando."

Tudo o que eu vi foram os marinheiros correndo para o conv�s e�

eles come�aram a empurrar os helic�pteros para fora do navio.

Empurr�-los fisicamente para fora.

Foi uma vis�o incr�vel.

Um ap�s o outro, direto pra �gua.

Fazia assim�

E eles desapareciam.

Devem ter sido mais de US$ 100 milh�es em equipamentos

empurrados para a �gua.

E eu estava sentado ali pensando:

"Provavelmente vou acabar em uma corte marcial."

Eu pensei: "Por que voc� vai me enforcar?

Destruir um pouco de equipamento ou deixar mulheres e crian�as se afogarem?"

Tudo o que eu pensava era: "Fiz meu trabalho.

Agora � com Ele." E fazia uma pequena ora��o �s vezes.

S� lembro do meu pai desligando o motor.

Quicou uma vez e parou.

E esses marinheiros e fuzileiros navais diziam:

"Puta merda! N�s vimos mesmo o que acabamos de ver?"

Houve uma grande comemora��o.

Acho que quase deu pra ouvir os gritos em Washington

quando esse cara pousou.

Eu o parabenizei.

E tirei minhas asas,

e eu as prendi no major Lee, e fiz dele um aviador naval honor�rio bem ali.

IDADE: 5 ANOS

Eu nunca vou esquecer disso.

"Grato" seria a palavra que me vem � mente.

Ʌ Porque esse foi�

Esse foi o ponto de partida de uma�

de uma nova vida.

O comandante da Marinha Larry Chambers

foi condecorado por seu servi�o no Vietn�.

Quase 50 anos depois, ele encontra um de seus passageiros.

- Almirante. - Oi.

- Que bom ver voc�. - Igualmente.

Se n�o fosse por suas a��es naquele dia,

mostrando o valor da vida humana,

eu n�o estaria aqui.

Ent�o eu quero agradecer a voc�.

Muito obrigado.

Eu acho que voc� lida com as situa��es que s�o impostas a voc�.

E�

Acontece que n�s tivemos sorte.

30 DE ABRIL

A causa no Vietn� do Sul agora � uma causa perdida.

O boletim acaba de chegar de Saigon:

a guerra acabou.

O novo presidente do Vietn� do Sul anunciou uma rendi��o incondicional

aos vietcongues.

Enquanto os tanques norte-vietnamitas entram em Saigon,

os �ltimos 11 fuzileiros no pa�s aguardam para serem levados a um local seguro.

Eu estava no telhado da embaixada.

Eu peguei o r�dio e disse aos meus homens:

"Tirem a bandeira e me encontrem no telhado."

E esper�vamos que um helic�ptero chegasse logo depois.

Uma hora se passou, nada.

Duas horas se passaram, nada.

Eu podia v�-los subindo a rua.

N�s sab�amos que se eles chegassem ao telhado, n�o sair�amos de l�.

N�s est�vamos fritos.

N�s t�nhamos tomado uma decis�o

de que n�o nos render�amos aos norte-vietnamitas.

N�o ir�amos cair sem lutar. Pode acreditar.

Isso era como nosso �lamo.

E quando est�vamos nos preparando para come�ar a atirar em todo lugar�

olhamos para longe, bem longe, e vimos um ponto.

E quando ele chegou mais perto, vimos que era um helic�ptero.

De repente, percebemos

que t�nhamos uma chance de sair dali.

EMBAIXADA DOS EUA

Ficamos l� por tanto tempo, fiz muitas promessas a Deus.

Voc� sabe� E Ele cumpriu.

A guerra do Vietn� finalmente chegou ao fim.

Para os EUA, ela teve um custo de bilh�es de d�lares

e mais de 58.000 vidas.

Esta guerra ficou comigo para sempre. Parte de mim sempre ser� um fuzileiro.

N�o tenho orgulho da guerra em que lutamos,

mas tenho orgulho das pessoas com quem servi.

Em combate, voc� tem seus companheiros soldados.

Eles s�o seus amigos, est�o lutando uns pelos outros.

Sou o homem que sou hoje devido ao que vivenciei.

Porque o Vietn� foi aquele lugar que p�s tudo � prova.

MEMORIAL DO VIETN�

Hoje, dedicamos um memorial a uma gera��o de americanos

que lutou uma batalha solit�ria.

Mas, mais do que isso,

dedicamos aos incont�veis milhares que sobreviveram �quela guerra.

Muitos ainda consideram o Vietn�

a guerra estrangeira mais controversa e pol�mica dos EUA.

Nunca dever�amos ter estado no Vietn�.

Nunca dever�amos ter estado no Vietn�.

Mas nos disseram para fazer isso.

N�s �ramos militares, �ramos soldados.

Se olhar para aquele muro preto em Washington

e todos aqueles homens e mulheres que foram mortos

fazendo o que lhes foi dito para fazer�

Isso me machuca.

Acredita-se que tr�s milh�es de vietnamitas

foram mortos no conflito.

Eles sofreram tanto, se n�o mais, do que n�s.

Eles perderam seus filhos, eles perderam suas fam�lias.

Eles eram apenas seres humanos, assim como eu.

NARRADOR: ETHAN HAWKE

Todas as imagens de arquivo desta s�rie s�o reais

e foram filmadas durante a Guerra do Vietn�.

Nos casos em que a filmagem de um evento espec�fico n�o estava dispon�vel,

usamos material que ilustra momentos compar�veis na guerra.

Legendas: Carla Piccoli

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