Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Eu cresci em uma cidade pequena chamada Baytown, no Texas.
No meu �ltimo ano da faculdade, consegui uma bolsa para Oxford.
Foi fant�stico estar na Inglaterra nos anos 60.
Eu tinha muitos planos e ambi��es.
Havia uma TV no por�o da minha faculdade em Oxford.
Em 1968, durante a Ofensiva do Tet,
eu me lembro claramente de assistir �s imagens
do cerco de Hue.
E havia dois fuzileiros, eles estavam atr�s de um muro.
Eles disseram: "Cad� o inimigo?"
"Eles est�o em toda parte. N�o sei nem onde.
S� quero sair daqui, ir pra casa e voltar a estudar."
Todo dia, tor�o pra sobreviver.
Todo mundo s� quer voltar pra casa e estudar.
Ainda vejo o rosto daquele cara.
E eles n�o iam fazer p�s-gradua��o.
Eles estavam sendo convocados e indo para a guerra.
E eu fiquei com uma dessas quest�es morais.
Eu n�o queria que algu�m fosse para l� no meu lugar.
E foi ent�o que eu pensei: "Bem, vou para o Vietn�."
Uma parte de mim est� l� at� hoje.
MEU FILHO FOI MORTO! NO VIETN� PELO QU�? EUA
VIETN� A GUERRA QUE MUDOU OS EUA
EPIS�DIO QUATRO MOTIM
J� se passou um ano
desde que a Ofensiva do Tet revelou as for�as dos comunistas no Vietn�,
e a dificuldade das for�as armadas americanas em lidar com elas.
Estamos usando uma estrat�gia que simplesmente n�o funciona.
Estamos em 1969,
e o conflito continua na selva do Vietn�.
A press�o para acabar com a guerra cresce � medida que as baixas aumentam.
PAREM A GUERRA
Paz agora!
Protestamos contra o uso da universidade para apoiar a guerra no Vietn�,
descobrindo meios militares para resolver problemas sociais e pol�ticos.
Richard Milhous Nixon
foi eleito o 37� presidente dos EUA.
H� um novo presidente no comando,
eleito com a promessa de acabar com a participa��o dos EUA no Vietn�.
Eu prometi acabar com essa guerra.
E espero que o povo americano me cobre disso.
Mas ele sabe que retirar-se imediatamente do Vietn�
pareceria uma derrota.
Ent�o Nixon continua o conflito, esperando por um avan�o.
Enquanto liberais se voltam contra a guerra,
muitos americanos da classe trabalhadora ainda apoiam o presidente.
Eu nasci no Brooklyn, em 1946.
Meu pai foi soldado de infantaria
na 2� Guerra Mundial, um veterano de guerra.
E meio que crescemos com essa�
A ideia de servi�o, de servir ao seu pa�s
e de como voc� deveria ser grato por ser um cidad�o americano,
e que havia uma obriga��o associada a isso.
O EX�RCITO DOS EUA MATA CRIAN�AS
Nem pensar, n�o vamos!
Eu n�o entendia o movimento antiguerra.
E para pessoas como eu, no bairro onde cresci,
�ramos filhos da classe oper�ria, da classe m�dia baixa,
e todos os rapazes com quem cresci
estavam sendo convocados e indo servir no Vietn�.
Paz agora!
Ent�o, voc� via esses jovens que estavam indo para as universidades
quase zombando do servi�o dos jovens que eu conhecia.
N�o somos contra os soldados, mas contra a guerra!
Foi quando eu decidi que deveria entrar para o ex�rcito,
que eu deveria ir para o Vietn�.
E um dia, voltando do trabalho,
eu dirigi at� o posto de recrutamento do ex�rcito.
E eu disse: "Sou enfermeira e quero ir para o Vietn�."
Nem preciso dizer
que eles correram para dar in�cio � papelada.
Logo depois, eu estava sendo empossada como segunda-tenente
no Corpo de Enfermeiros do Ex�rcito.
Quando cheguei ao Vietn�, eu n�o fazia ideia do que esperar.
Eles me mandaram cuidar do meu primeiro paciente.
Eu n�o conseguia acreditar, �
Eu n�o conseguia acreditar na condi��o em que esse paciente estava.
Ele estava em um b�nquer que desabou sobre ele.
Ele sofreu um esmagamento no peito,
teve uma les�o na medula espinhal.
V� com calma.
T�nhamos outros pacientes. Pessoas com amputa��es,
les�es na cabe�a, ferimentos de bala.
Era simplesmente� Eu estava sobrecarregada.
E, eu tenho que dizer, era quase como
se o que voc� realmente quisesse fazer fosse se virar e correr para longe.
Mas, ao mesmo tempo,
acho que eu era muito ing�nua, muito idealista.
Eu sabia que queria estar ali.
Eu acreditava que o que est�vamos fazendo era o certo.
Mas eu n�o tinha ideia de como era a situa��o no campo.
As baixas divulgadas pelo Comando dos EUA hoje
mostram que mais 308 americanos morreram em combate,
quase o dobro do n�mero na �ltima lista semanal.
ABRIL DE 1969 BAIXAS DOS EUA: 40.941
Com Nixon prometendo acabar com a guerra,
muitos soldados no campo veem pouco prop�sito em continuar lutando.
N�s n�o nos envolvemos.
N�s s� ficamos parados e nunca usamos armas nem nada, ent�o�
Matar em nome da paz n�o faz sentido.
Antes, t�nhamos uma ideia formada sobre a guerra.
Ia ser divertido. Ou consider�vamos algo muito honr�vel.
Mas quando cheguei ao Vietn�,
o ex�rcito estava praticamente colapsando.
Havia resist�ncia � guerra entre os soldados.
A verdade � que ainda n�o sei por que estou aqui.
Faz tr�s meses, e n�o sei por que estou atirando nessas pessoas.
N�o sab�amos por que est�vamos lutando.
Os vietcongues conheciam o terreno.
Eles tinham uma causa.
Mas n�s n�o sab�amos o que est�vamos fazendo.
Sem metas militares claras, come�a a haver problemas de disciplina.
Algu�m tem fogo?
A� est�, cara!
Voc� merece.
Esse cheiro � bem forte.
�. � uma coisa muito boa daqui.
Voc� vem muito pra c�?
Eu venho umas duas vezes por dia.
�s vezes, venho de manh�, �s vezes, � tarde.
Mas fica mais cheio � noite.
Meu amig�o, Sam.
Eu fazia todo tipo de coisa. Fumava maconha, usava drogas.
Ah, sim, eu tinha usado LSD.
Indiv�duos e pequenas unidades
�s vezes ficam incapacitados e impossibilitados de lutar.
Era um caos.
E eu estava fazendo o que bem entendesse
antes de possivelmente ser sacrificado.
Jeff Hiers, que abandonou o col�gio em Nova Jersey,
� um soldado de infantaria em outro pelot�o.
Meu pelot�o parecia O Senhor das Moscas.
FUZILEIRO NAVAL DOS EUA
N�s t�nhamos 18, 19 anos,
e n�o tinham um substituto para o nosso �ltimo comandante de pelot�o,
que tinha voltado pra base.
Ent�o, ficamos sem l�der.
Ador�vamos estar sem l�der.
Viu? � isso mesmo!
Mas depois de um tempo, um novo tenente foi designado.
Eu tinha 25 anos.
FUZILEIRO NAVAL DOS EUA
Tinha 8 meses de treinamento como oficial do Corpo de Fuzileiros.
Olhei as fichas das pessoas do meu pelot�o
e, uma ap�s a outra, as informa��es diziam "desempregado",
"abandonou a escola".
Era como um cat�logo das pessoas que haviam sido deixadas pra tr�s nos EUA.
Eles me mandaram de helic�ptero para a minha unidade.
E era uma droga de topo de colina.
Havia fogueiras.
Parecia um daqueles acampamentos de mendigos.
Eu era o novato com uniforme novo e limpo,
com um fuzil limpo, com tudo limpo.
E eles estavam em trapos.
Eu me lembro vividamente que, um dia, pelo canto do olho,
vi um tenente rec�m-formado.
N�s n�o t�nhamos nenhum respeito pelos oficiais em geral.
Eu me recusei a saud�-lo.
A mensagem era: "Este n�o � seu Corpo de Fuzileiros Navais.
N�o precisamos de voc�."
Eu disse: "Hiers, escuta, sabe�
Voc� precisa me saudar.
Se n�o come�ar a me saudar, vai ter que encher sacos de areia
daqui at� Detroit."
N�s quer�amos garantir que ele n�o estivesse no comando,
porque ele n�o sabia o suficiente sobre o Vietn� para estar no comando.
A miss�o do tenente Broyles
era liderar seus homens em perigosas patrulhas pela selva
nas �reas ao redor de uma base militar americana.
Est�vamos em patrulha um dia, e eu tive essa sensa��o�
� dif�cil de descrever,
mas eu senti que tinha algu�m ali.
De repente, virou um inferno.
Pro ch�o!
Pro ch�o!
E eu estava t�o assustado,
minha boca ficou t�o seca que eu n�o conseguia falar.
Eu tentava dar ordens, mas era�
Ele n�o sabia lidar com aquilo.
"O que faremos? O que est� acontecendo?"
E eu pensei: "Meu Deus."
"Ele n�o tem nem de longe a experi�ncia que n�s temos."
E ent�o Hiers, meu operador de r�dio de 19 anos, fez tudo.
Ele organizou as evacua��es. Ele fez tudo.
E ficava� Estava apavorado.
Estava apavorado demais�
at� pra falar.
N�o �amos permitir que ele nos colocasse em perigo.
Conforme a tens�o nas fileiras aumenta,
um novo fen�meno preocupante come�a a surgir.
Os homens come�am a se voltar contra seus oficiais.
Um oficial foi morto, e outro foi ferido nesta base.
E houve dezenas de incidentes semelhantes por todo o Vietn� do Sul.
Os ataques violentos � autoridade s�o conhecidos como "fragging".
Eu vi mais de uma grande reuni�o em que�
na verdade, tudo o que falam � sobre como detonar os "porcos".
H� v�rios sendo detonados
e explodidos com M16, sabe?
Um sargento na tropa A teve as pernas explodidas.
N�o foi um acidente?
N�o. Foi planejado para ele, porque ele era meio r�gido com os homens.
Fiquei preocupado.
N�o era incomum
que um oficial incompetente ou afoito demais
fosse detonado,
que uma granada fosse jogada em sua trincheira.
Bill estava andando na corda bamba.
Se ele seguisse nossas regras, ele ficaria bem.
Se ele planejasse controlar o pelot�o,
a vida dele estaria em perigo.
E foi quando precisei pux�-lo pro lado e dizer:
"Se voc� continuar assim, eles ir�o atr�s de voc�.
Voc� vai ser detonado."
VER�O DE 1969
No ver�o de 1969,
a Guerra do Vietn� se tornou a quest�o pol�tica mais pol�mica da hist�ria.
H� uma onda crescente de dissid�ncia
entre os jovens nos EUA hoje,
surgindo contra algumas das institui��es b�sicas
da sociedade adulta.
� �timo ver todos voc�s aqui hoje. E temos o poder de acabar com essa guerra!
O desprezo pela pol�tica externa americana se espalhava pelos EUA.
Enquanto isso, Nixon autorizou uma nova onda de ataques
�s remotas bases montanhosas,
chamada Opera��o Apache Snow.
A mais sangrenta e not�ria dessas opera��es
se tornaria conhecida como a Batalha da Colina Hamburger.
Para os 3 mil soldados americanos
que passaram a maior parte de uma semana tentando tom�-la,
ela � mais conhecida como Colina Hamburger.
H� n�meros assustadores de mortos e feridos.
A controv�rsia sobre o seu valor tem crescido
desde que a colina foi abandonada logo ap�s o fim da batalha.
Agora, h� relatos
de que as tropas norte-vietnamitas voltaram � colina em grande n�mero.
Um sentimento de futilidade se espalhou para al�m das linhas de frente
e chegou aos hospitais de campanha do ex�rcito.
Depois de um tempo, comecei a notar que algo n�o estava certo.
Muitas das batalhas no Vietn� se resumiam a tomarem colinas.
V�rios helic�pteros pousavam para descarregar os feridos.
N�s cuid�vamos deles
e eles eram enviados de volta ao campo de batalha.
- Posto? - O qu�?
- Qual � a sua unidade? - � a 1-11.
E algumas semanas depois,
era como se fosse a mesma unidade e a mesma colina.
Mas eles voltavam com ferimentos muito mais graves.
Lembro de perguntar a um dos soldados uma vez:
"Voc�s n�o tinham tomado aquela colina?"
E ele disse: "Sim, tomamos, mas depois sa�mos."
Eu s� pensava que aquilo n�o fazia sentido.
N�o havia d�vida de que o que est�vamos fazendo era importante
e bom, est�vamos salvando vidas e cuidando das pessoas.
E n�o eram apenas americanos.
Eram vietnamitas. Atendemos muitas crian�as.
Ent�o, o trabalho em si tinha um prop�sito.
O que realmente come�amos a questionar era a base para ele.
FOR�A A�REA DOS EUA
Desiludidos com o fluxo de feridos,
Joan e seus colegas decidem violar as regras
para tirar os soldados de perigo.
Se um paciente tivesse um ferimento realmente grave,
ele seria automaticamente evacuado.
N�s preench�amos os pedidos de evacua��o.
Ent�o, quer�amos tirar todo mundo do pa�s, se fosse poss�vel!
Decid�amos que algu�m deveria partir
mesmo se o ferimento n�o atendia aos crit�rios.
Porque s� quer�amos tentar tirar essas pessoas do pa�s.
Quando poss�vel, os feridos s�o enviados de volta para tratamento.
Eu pensei: "Caramba, ser� que vou me encrencar por isso?
Devo ir pra corte marcial. Vou ser expulsa do Ex�rcito."
Mas t�nhamos que evitar o que eu considerava mortes desnecess�rias.
Foi a primeira vez que comecei a sentir
que talvez n�o dev�ssemos estar ali.
Seremos liberados para decolar?
MX 4-0, 627 liberado para decolagem.
Entendido, 627.
NOVEMBRO DE 1969 PERTO DA BASE A�REA DE DA NANG
Uma coisa que voc� n�o quer na guerra � ficar sozinho.
Eu estava sozinho. Eu era o �nico oficial.
O tenente Bill Broyles e seu pelot�o
foram enviados para uma floresta densa na costa do Vietn�.
Mas n�o s�o os vietcongues que preocupam Bill.
S�o seus pr�prios homens.
Eu tinha 25 anos. Eles tinham 18, 19, certo?
E eles me odiavam.
Eu estava com medo.
Pensava: "Ser� que � nesta noite que a granada vai cair na minha trincheira?"
Eu estava deitado. Devia dormir e estava ouvindo eles.
Quando voltei aos EUA, fomos a uma pizzaria.
A especialidade deles era essa: Pizza.
- Tinha uma pizza� - Del�cia.
Sim, mas conseguem imaginar uma pizza de 1,20m?
N�o de 60cm.
E as mulheres?
Eles estavam esperando para ir para casa.
Volta pro ponto, idiota!
E eu estava l� deitado.
Ent�o, de repente, a base pr�xima foi atacada com m�sseis.
Eu me levantei e me senti perdido.
Vi o Hiers e disse: "Hiers, precisamos nos organizar.
Temos que ir! Vamos subir aquela colina!
Vamos peg�-los!"
N�s achamos aquilo rid�culo.
E o pelot�o disse: "N�o vamos.
� muito perigoso l� fora. E � noite. N�o operamos direito � noite.
Os vietcongues dominam a noite."
Eu estava tentando dar ordens.
E o Jeff disse: "Tenente, n�o vamos fazer isso.
� suic�dio."
De repente, eu disse: "O que eu fa�o?"
E o Hiers disse: "A gente pode fazer isso pelo r�dio.
E eles nunca v�o saber."
Eu disse ao tenente
que, usando o r�dio, poder�amos simular
que est�vamos tentando impedir o ataque.
Pensei por um momento: "Eu sou o tenente.
Eu provavelmente vou ser julgado por isso."
Mas eu percebi que esses caras morreriam uns pelos outros,
mas n�o morreriam por uma guerra que n�o valia o sacrif�cio deles.
Tudo aquilo sobre lutar pela liberdade,
pela democracia, tudo isso j� era.
E foi naquele momento, ali,
que eu percebi o que estava fazendo l�.
Eu estava l� para ser respons�vel por aqueles garotos.
E eu disse: "Certo, vamos fazer isso."
Cruzamos a linha azul.
Alpha Oscar, aqui � Alpha November. C�mbio.
Ao norte de�
Pegamos os r�dios, e eu dizia:
"Bravo One, qual � a sua posi��o? Estamos cruzando a linha azul."
Aqui � o N�mero Dois. Estamos no sinal�
N�o t�nhamos sa�do. S� est�vamos passando o r�dio entre n�s.
Daquele dia em diante, eu fiz parte do pelot�o.
Naquele momento, ele provou seu valor.
Ele ganhou o respeito de todos n�s. Ele entendeu.
Eles estavam 100% comigo.
Porque pensaram: "Certo. Esse cara sabe qual � o nosso objetivo aqui.
Nosso objetivo � ficarmos vivos."
Eu cumpri minha miss�o. Eu os mantive vivos.
Eu fiz isso.
Tudo o que fazemos tentando controlar a situa��o n�o vai funcionar.
Vai dar errado.
Com suas tropas em solo presas em um impasse perp�tuo,
Nixon recorre ao poder a�reo.
No outono de 1969, os EUA j� haviam lan�ado mais bombas sobre o Vietn�
do que durante toda a Segunda Guerra Mundial,
realizando 700 ataques por dia contra bases inimigas e linhas de suprimento.
Mas, esperando por eles em solo,
h� um ex�rcito de combatentes resistentes e determinados.
Os americanos nos bombardeavam.
Meu trabalho era carregar muni��o�
VIETCONGUE
�e proteger as metralhadoras.
Lembro-me de uma vez
quando o nosso atirador foi atingido.
Peguei a metralhadora sem pensar.
Apertei bem o gatilho com as duas m�os.
Acertei o avi�o, e ele pegou fogo.
Os outros soldados gritaram�
"Meu Deus, ela derrubou o avi�o!"
Fui a primeira mulher a derrubar um avi�o inimigo.
Sobrevoar o Vietn� do Norte
� uma das fun��es mais perigosas de toda a guerra.
Mais de 2.500 aeronaves dos EUA foram derrubadas durante o conflito.
PILOTO DA MARINHA DOS EUA
Eu sempre senti
que algo poderia acontecer com o Porter.
Mas ele sentia a obriga��o de ir.
ESPOSA DE PORTER
Mesmo assim, eu pensava: "Vamos superar isso."
Eu fui para a Queens College, em Charlotte, Carolina do Norte.
Eu estava em uma festa de fraternidade quando vi o Porter pela primeira vez.
Ele era muito bonito.
E ele me tirou para dan�ar.
REC�M-CASADOS
Me apaixonei pelo Porter.
Ao se formar na faculdade, ele se alistou na marinha e entrou pra escola de avia��o.
Eles o mandaram para o mar do Sul da China.
Eu estava gr�vida de 7,5 meses quando ele tinha que partir.
E entrei em trabalho de parto.
A Dabney nasceu na manh� seguinte.
O Porter conseguiu ficar conosco por cinco dias.
Eu queria tanto que ele estivesse l� conosco como uma fam�lia.
Mas o navio partiu para o Vietn�.
Eu gostaria de ter impedido que ele fosse ao Vietn�.
Mas era o dever dele.
Eu realmente acreditava que ele estaria em casa at� o Natal.
Eis o correspondente da CBS, Bill Stout.
Os Estados Unidos reportaram a perda de 472 avi�es no norte.
A For�a A�rea informa que 26 homens foram capturados,
e 131 desapareceram em a��o.
Uma manh�, eu estava sentada na sala de estar
e, de repente, um ve�culo da marinha estacionou.
E eu soube que era alguma m� not�cia.
Eles entraram e me disseram que o Porter havia sido abatido.
Que ele tinha sido abatido no meio do Vietn� do Norte.
Que haviam visto o avi�o caindo e explodindo.
E que o Porter�
Eles estavam mudando o status dele para Morto em A��o.
A vida que eu pensava que viveria tinha mudado completamente.
Eu estava devastada.
Eu tinha uma linda filha�
que nunca conheceria o pai dela.
As pessoas sempre diziam:
"Voc� � muito jovem, vai superar isso."
Eu n�o queria superar.
Mas eu precisava ser forte pela Dabney.
Eu era tudo que ela tinha.
A �nica fam�lia dela.
NOVEMBRO DE 1969 BAIXAS DOS EUA: 47.265
Senhoras e senhores, estamos muito felizes
em receb�-los aqui neste Dia de A��o de Gra�as.
Tentamos pensar nas coisas pelas quais devemos ser gratos.
E tamb�m tentamos n�o dar �nfase a algumas das coisas
que talvez nos incomodem tanto.
Espero que todos tenham um maravilhoso jantar de A��o de Gra�as,
e sentimos que voc�s fazem parte da nossa fam�lia.
A fam�lia americana.
No Dia de A��o de Gra�as de 1969,
as pessoas estavam ficando totalmente desiludidas,
queriam muito ir para casa e voltar inteiros.
Joan Furey est� salvando vidas
no hospital militar h� 10 meses.
A frustra��o com a guerra cresceu entre a equipe,
e agora se fala em rebeli�o.
Surgiu uma ideia no hospital,
a de que talvez dever�amos fazer algum tipo de protesto.
Algumas pessoas iriam fazer jejum
e boicotar o refeit�rio, n�o comeriam nada.
E ent�o, de repente,
isso chamou a aten��o da m�dia.
Eles estavam procurando pessoas para falar com a m�dia.
Eu me recusei.
Mas havia um jovem.
Ele tinha uma ferida muito grave.
Ele tinha 18 anos
e uma ferida de bala autoinfligida no peito.
Ele tinha tentado se matar.
N�s ficamos muito apegados a ele.
E estava claro que ele n�o iria sobreviver.
Quero dizer, eu s� Aquilo foi a gota d'�gua.
Eu fiquei t�o zangada,
que era apenas mais uma morte sem sentido,
e eu sa� de l� furiosa
e senti que queria fazer uma declara��o.
Estou fazendo jejum contra qualquer guerra ou hostilidade
que traga ferimentos desnecess�rios para pessoas inocentes.
Em todo o mundo, n�o apenas no Vietn�,
mas em todos os lugares, incluindo os EUA.
Eu estava t�o furiosa.
Eu estava cada vez mais contra a guerra.
Na �poca, eu n�o percebia
que isso acabaria sendo transmitido na TV aberta
em todos os Estados Unidos.
Todo mundo no meu bairro viu.
Meus pais viram.
E eles ficaram muito confusos e chateados com aquilo,
e n�o entenderam direito.
Acabei escrevendo uma carta para explicar a eles
o que estava acontecendo.
"Queridos m�e e pai,
H� um ano, eu me voluntariei para vir ao Vietn�,
porque acreditava fortemente que tinha uma obriga��o com meu pa�s.
Mas o Vietn� abriu meus olhos para a destrui��o da guerra.
Dia ap�s dia, vemos os jovens homens do nosso pa�s
entrando pelas portas deste hospital, muitos deles nunca saindo.
E muitos dos que saem nunca mais ser�o os mesmos.
Eu olho para cima quando a porta se abre e trazem um novo paciente.
Eu me pergunto: 'Isso algum dia vai acabar?'
Jejuo pelo fim da guerra.
Toda guerra.
Com todo o meu amor, Joan."
Quando minha m�e recebeu esta carta, ela ficou muito emocionada.
Meu pai era muito quieto.
Mas ele disse que estava muito orgulhoso de mim.
Quando me perguntam sobre o Vietn�,
eu digo que foi uma experi�ncia que mudou minha vida,
e realmente me ajudou a me tornar uma pessoa mais forte
e, talvez mais importantemente, uma pessoa melhor.
Eu realmente acredito nisso.
ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com
Paz!
No final de 1969,
Nixon falhou em desferir um golpe mortal no inimigo.
Milh�es de pessoas marcham no maior protesto contra a guerra
da hist�ria americana.
E Nixon toma uma decis�o hist�rica
de reduzir o n�mero de tropas no campo de batalha.
� a primeira vez que os Estados Unidos chegam t�o perto de admitir a derrota.
Quando deixei o Vietn�, eu estava muito feliz.
E a �ltima vez que vi o tenente,
quando me virei e olhei para ele,
fiz a melhor sauda��o militar que eu podia.
A primeira.
Ele me fez uma sauda��o.
Eu fiquei emocionado por um segundo, esperei, esperei�
a� ele me olhou, e eu fiz isso�
Foi a melhor despedida que eu poderia ter da minha miss�o no Vietn�.
Eu fui embora no dia seguinte.
Essa foi a �ltima vez que o vi.
Pois �.
Meu Deus!
Meu Deus! Olha s� pra voc�!
- Voc� est� �timo. Igualzinho! - Meu Deus!
Estou t�o feliz em ver voc�.
Estou t�o feliz em ver voc�, cara.
N�s ainda estamos aqui!
Acredita nisso?
- Que tal uma cerveja? - Claro. Sim.
Voc� cresceu?
N�o, eu fiquei mais bonito.
H�! Voc� era mais bonito antes.
- Mas olha pra mim agora. �. - Sim.
Nossa, estou emocionado.
Eu sei, cara.
- N�s conseguimos? Estivemos l�? - Tudo aquilo aconteceu mesmo? Sim.
- N�s sobrevivemos. - N�s sobrevivemos.
Estamos aqui. As pessoas que amamos est�o conosco.
De certa forma, � quase o oposto de ir a um funeral.
Voc� vai a um funeral, v� algu�m e vai se entristecendo, certo?
E isso � o oposto de um funeral,
- porque estou muito feliz em te ver. - Estou t�o feliz em ver voc�, cara.
Lembro de voc� correndo. Lembra que cantamos aquela?
- Das salas de Montezuma - Montezuma
At� as praias de Tripoli
Sim.
Lutaremos as batalhas
Do nosso pa�s
Se outros fuzileiros ouvirem isso�
Porque, como voc� sabe, quando ouve, tem que vir at�
A guerra entra em outra d�cada,
e o presidente Nixon toma a decis�o controversa
de bombardear o norte do Vietn� em grande escala.
Os vietnamitas do norte est�o intensificando seus esfor�os de guerra
com um novo influxo de artilharia de seus aliados comunistas.
A guerra est� prestes a entrar em sua fase mais decisiva.
Sei que alguns acreditam
que eu deveria ter terminado a guerra logo ap�s a posse.
Mas eu teria tra�do minha responsabilidade solene
como presidente dos Estados Unidos se tivesse feito isso.
Devemos reconhecer que a paz no Vietn� n�o pode ser alcan�ada da noite pro dia.
Enquanto isso, diplomatas dos EUA exploram um poss�vel acordo de paz
em um esfor�o de salvar tripula��es a�reas americanas capturadas.
Dabney e eu est�vamos em Atlanta, Ge�rgia.
E eu ainda n�o conseguia acreditar que o Porter estava morto.
Fizemos uma cerim�nia em sua mem�ria.
Conforme o tempo passava e a Dabney crescia,
eu fui retomando um pouco a vida normal.
O grupo de casais com quem eu andava
me apresentou a um amigo solteiro deles, Roger.
E ele era muito gentil.
Ele amava� � claro que ele amava a Dabney.
E era um relacionamento tranquilo.
Eu s� pensei: "Essa � a minha nova realidade."
E ent�o, um dia, a campainha tocou.
Havia seis homens ali parados.
Todos me mostram um distintivo e se identificam.
E um desses homens, o Sr. Miller,
ele estendeu a m�o e�
ele disse: "O Porter est� vivo."
NARRADOR: ETHAN HAWKE
Todas as imagens de arquivo desta s�rie s�o reais
e foram filmadas durante a Guerra do Vietn�.
Nos casos em que a filmagem de um evento espec�fico n�o estava dispon�vel,
usamos material que ilustra momentos compar�veis na guerra.
Legendas: Carla Piccoli
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.