All language subtitles for Vietnam The War That Changed America S01E01 1080p WEB h264-ETHEL

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic Download
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American) Download
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

J� se passaram 50 anos desde a guerra dos Estados Unidos no Vietn�.

Uma guerra que mudou o mundo pra sempre�

bem como as pessoas que lutaram nela.

Mais do que em qualquer outra guerra,

equipes de TV foram autorizadas a seguir os soldados americanos na batalha�

e gravar tudo com a c�mera.

Policiais militares foram para a embaixada e est�o tentando tirar os atiradores�

Isso foi algo in�dito

e nunca mais voltou a acontecer.

Sou eu, bem ali.

Isso nos permite contar a hist�ria da guerra como ela aconteceu.

A encontrar as pessoas das grava��es.

E, meio s�culo depois,

reuni-las.

Estou t�o feliz em ver voc�.

Voc� pode ter visto filmes sobre o Vietn�.

Mas esta � a hist�ria real.

Contada apenas por aqueles que estiveram l�.

MEU FILHO FOI MORTO! NO VIETN� PELO QU�? EUA

ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com

EPIS�DIO UM BOTAS EM CAMPO

1965 ESTADOS UNIDOS DA AM�RICA

Mais uma vez, um bom dia, senhoras e senhores.

� ter�a-feira, 9 de mar�o de 1965.

E mar�o certamente foi um m�s maravilhoso at� agora.

S�O FRANCISCO

Eu tinha 18 anos,

cheguei em casa do trabalho, e minha m�e estava sentada na varanda, chorando.

EX�RCITO DOS EUA

Meu pai estava l� com um envelope marrom na m�o.

Rindo, saudando.

Enfim, eu abri e ele dizia:

�Sauda��es e cumprimentos,

seus amigos e vizinhos elegeram voc�

para servir nas For�as Armadas dos Estados Unidos da Am�rica.

Voc� vai para o Vietn�."

Eu nem sabia onde era.

EU QUERO VOC� PARA O EX�RCITO DOS EUA

T�picos garotos americanos est�o sendo recrutados.

Este � o maior centro de recrutamento do pa�s.

Eu tinha 17 anos.

E existia aquela coisa de "o ex�rcito faz de voc� um homem!"

Eu sempre quis ser um her�i.

Sim, por que n�o?

A gente assistia John Wayne.

Tudo o que t�nhamos eram os filmes.

FUZILEIRO DOS EUA

Era o que sab�amos sobre a guerra.

Julho de 1965.

Os EUA enviaram 75.000 soldados

para lutar contra o Vietn� do Norte comunista.

Muitos s�o adolescentes que acabaram de sair do ensino m�dio.

Eu era um garoto de Garland, Texas.

Eu s� queria ser como meu pai, ter orgulho de servir meu pa�s.

EX�RCITO DOS EUA

Mas eu ainda era t�mido. Sabe, eu�

Poxa, eu nunca tive um encontro at� os 17 anos, sabe?

Eu estava sentado de costas em um grande e velho avi�o do ex�rcito

com algumas centenas de homens.

Mas foi a� que conheci o Bowman.

N�s sentamos um ao lado do outro,

o Bowman era esperto.

Ele n�o teria medo de brigar com ningu�m.

E essa � parte da raz�o pela qual eu queria estar perto dele, porque ele�

Ele poderia me proteger.

Tinha um cara na minha unidade chamado Gary.

Ele disse: "Capit�o, se concordar,

eu gostaria de ser designado para servir com o Bowman."

Eu pensei: "Quem � esse cara?"

"N�o conhe�o esse cara. Por que ele quer servir comigo?" Sabe?

Gary era jovem, meio ing�nuo e tudo mais.

N�s o ensinamos a fumar, e a beber cerveja, e�

Acho que, a partir daquele dia, ele virou�

Acho que ele virou meu irm�o mais novo.

O jato pousou, e eles abriram a porta traseira.

Parecia que tinham aberto um forno a 260 �C.

Aquele calor entrou no avi�o e deu um tapa na nossa cara.

Depois do calor, eles d�o de cara com equipes de filmagem.

A experi�ncia deles ser� filmada como nenhuma outra guerra.

Como � estar no Vietn� agora, soldado?

Bem, estou feliz por estar aqui.

- Est� feliz por estar fora do avi�o? - Estou.

Como � estar aqui no Vietn�, soldado?

- Est� bem quente. - Bem quente?

Com certeza.

- Muito obrigado e boa sorte. - Muito obrigado.

Bom dia, homens.

Bom dia, senhor.

Certo, antes de tudo, bem-vindo � Companhia A.

� um grande prazer ter voc�s na Companhia A.

� a melhor companhia deste, � batalh�o.

O melhor batalh�o desta divis�o.

Eu gostaria que todos voc�s escrevessem para suas m�es ou esposas

avisando que chegaram, que chegaram bem.

Voc�s est�o aqui, est�o numa boa unidade, est�o sendo bem cuidados, etc.

Porque ser�o mesmo.

O l�der s�nior disse: "Certo. Vou lhes dar algumas informa��es.

Primeiro de tudo, n�o irritem ningu�m.

Todos carregam uma arma."

E ele disse: "Em algum momento deste ano, voc�s v�o enlouquecer.

Talvez mais de uma vez, mas voc�s v�o enlouquecer este ano."

E todos n�s meio que rimos e brincamos com isso,

mas ele estava totalmente certo.

O ex�rcito dos EUA est� se colocando no meio de uma guerra civil

entre o Vietn� do Norte comunista e o aliado dos EUA, o Vietn� do Sul.

O inimigo est� em toda parte.

Eles s�o chamados de "vietcongues". Vietnamitas comunistas.

Todos os chamam de "VC".

E antes dos pol�ticos ou do povo americano,

os soldados em campo s�o os primeiros a perceber

que essa guerra n�o vai ser o que eles pensavam.

Vai, pra marca! Vamos!

Sim. Entendi. Vamos l�.

Ali! V�o para l�!

Certo, eu quero�

A primeira batalha da Guerra do Vietn�

acontece em 14 de novembro de 1965.

NOVEMBRO DE 1965 BATALHA DE IA DRANG

O comandante Tony Nadal est� liderando seus homens nesta batalha.

CAVALARIA A�REA DOS EUA

- Obrigado, senhora. - � um prazer.

Eu estava no comando daquela companhia h� cerca de um m�s

e eu acreditava que�

estava na hora de fazer por merecer.

Eu estive na Escola de Rangers, nas For�as Especiais, etc.

Mas era a primeira vez que aqueles soldados estavam em uma batalha.

Eles me seguiriam�

se confiassem em mim, se me considerassem competente.

Fa�am eles se mexerem. Recuem.

O rio est� bloqueado. Eles est�o na outra colina.

Uma equipe de filmagem captura um dos primeiros encontros com o inimigo�

quando um jovem soldado vietnamita surge da selva.

Ele est� isolado de sua unidade e est� aterrorizado.

Capturamos alguns prisioneiros.

T�nhamos um int�rprete vietnamita conosco.

E ele perguntou: "O que est�o fazendo aqui?"

E ele respondeu: "Viemos matar americanos."

"Ah, �? E onde est�o suas for�as?"

Ele apontou para uma cordilheira e disse: "Tem um regimento l�,

e tem um meio-regimento ali.

E tem mais a leste daqui."

Provavelmente est�vamos em menor n�mero, quinze para um.

CAVALARIA A�REA DOS EUA

Eu estava morrendo de medo.

Mas sa� com meus dois operadores de r�dio.

E seguimos em frente.

Eu cuido da retaguarda. Vai! Vai! Vai!

Fogo!

Fogo!

Flanco. Cuidado com o flanco!

Pro ch�o! Pro ch�o!

Fique abaixado! Fique abaixado!

Fomos imobilizados pelo fogo inimigo.

Pro ch�o!

Eu pensei: "Aqui estou eu no comando por 30 dias,

e a sobreviv�ncia deste batalh�o,

com essas for�as por perto, depende da defesa desta �rea de pouso."

Se quiserem sair vivos de l�,

eles precisam proteger a �rea onde os helic�pteros podem pousar.

Eles mant�m a posi��o durante seis horas.

Ent�o, as coisas ficam mais complicadas.

Chegam not�cias de que um pelot�o pr�ximo foi cercado.

Reuni minhas tropas, o maior n�mero que pude,

e fiz um discurso motivacional.

"Esses s�o seus amigos, seus camaradas, e n�s vamos traz�-los de volta.

E precisam me seguir, porque vou liderar o caminho.

Agora, preparem suas baionetas e vamos l�."

De repente, uma metralhadora ou algo assim abriu fogo.

Eu estava falando com o jovem ao meu lado�

quando vi o peito dele explodir.

Ele caiu.

E meu sargento, Jack Gale, um grande amigo meu,

um bom soldado,

ele caiu.

E quando me inclinei,

ele me disse: "Diga pra minha esposa que eu a amo."

E o�

A� ele morreu.

E eu tirei o r�dio dele e dei para outra pessoa.

� dif�cil para mim falar sobre isso.

Falei com a esposa dele ontem.

O primeiro contato com o inimigo

ceifou a vida de 17 homens de Tony Nadal.

Mas o pelot�o perdido foi resgatado.

Aguardem�

Atirem!

Finalmente, os EUA trazem a artilharia.

Fogo!

E reivindica vit�ria na Batalha de Ia Drang.

A primeira da Guerra do Vietn�.

Nos meses seguintes, os EUA aumentam suas for�as

para 250 mil soldados.

MAIO DE 1966 TROPAS DOS EUA NO VIETN�: 260.000

Muitos est�o ansiosos para sentir o gostinho da a��o.

Oi! Sorria, m�e!

Estamos protegendo nossa p�tria.

Este � o nosso trabalho aqui, proteger o nosso povo em casa

antes que a situa��o chegue at� eles.

� para isso que fomos treinados. E n�s triunfaremos. N�s venceremos.

No ver�o de 1966, as tropas dos EUA est�o travando batalhas

com guerrilheiros vietcongues em todo o Vietn� do Sul.

Da fronteira com o Vietn� do Norte

at� o interior da capital, Saigon.

Est� na floresta!

Whitty, v� pra floresta! Por aquele caminho!

E � a� que Bowman e Gary est�o patrulhando.

Eles notaram algo misterioso.

Quando entraram no territ�rio vietcongue, n�o conseguiram ver o inimigo.

Quando chegamos l�, entramos em tiroteios.

Depois que eles paravam,

n�s �amos varrer a �rea e n�o consegu�amos encontrar nada.

N�o encontr�vamos corpos, nem�

Encontr�vamos alguns rastros de sangue e coisas assim.

Mas era como se tudo desaparecesse.

Um dia, eles fizeram uma varredura pela aldeia.

Acho que era o sargento do pelot�o.

Ele disse: "Bowman, v� l� e d� uma olhada naquele b�nquer.

Veja se tem algu�m l�."

Eu disse: "Est� bem, eu acho�"

Vamos, Bush! Vamos!

Eu tive que descer v�rios degraus para entrar no b�nquer, sabe?

E eu desci, e l� estava a porta, e olhei para a minha frente,

havia outro al�ap�o descendo.

Ent�o eu desci pelo al�ap�o�

e liguei minha lanterna�

e eu estava em um t�nel.

Voc� sente cada gota de suor escorrendo pelo seu corpo.

Naquele t�nel, havia latas de muni��o,

caixas com documentos dentro.

E� Tinha um t�nel de fuga ao lado.

Fui at� o fim daquele t�nel.

Ele se abria em um espa�o grande, como este, sabe?

Espa�os onde podiam operar pessoas.

Eles tinham locais para os soldados dormirem.

E podia ter tr�s ou quatro n�veis abaixo.

Era incr�vel.

Eu disse: "Puta merda!"

Se esses t�neis estivessem espalhados pelo Vietn�,

n�s estar�amos em apuros.

Eles est�o come�ando a entender a escala do que est�o enfrentando.

Mas os militares dos EUA continuam confiantes.

Eles nunca perderam uma guerra

e n�o pretendem perder esta.

N�o h� escassez de capacidade ofensiva.

O problema � saber onde us�-la.

Quando chega um relat�rio de tiros,

proveniente de uma �rea considerada uma fortaleza vietcongue,

os fuzileiros s�o enviados.

Um desses fuzileiros � Malik Edwards.

FUZILEIROS

Eu lembro que n�s�

FUZILEIRO DOS EUA

O que quer que estivesse acontecendo naquele dia, tudo dependia de n�s.

Est�vamos indo para uma aldeia.

Mas a tens�o era maior,

porque os superiores usaram as palavras:

"Se forem atacados na aldeia, destruam a aldeia."

Eles disseram isso.

Essa foi a primeira vez que recebemos uma ordem assim.

Atiraram na gente imediatamente.

Ent�o est�vamos agitados.

Est�vamos agitados.

Sabe, porque agora n�s� Est�vamos prontos para destruir.

Andem!

Eu fui at� uma cabana.

E eu estava pronto para atirar.

Antes que eu pudesse fazer isso,

um vietnamita saiu e disse�

"N�o atire! N�o atire!"

Ele foi at� a casa

e puxou a lateral da casa.

E foi a� que eu vi mulheres e crian�as.

Eles simplesmente se amontoaram ali, chorando, apavorados e tudo mais.

Estas s�o as mulheres e crian�as da aldeia,

filmadas mais tarde naquele dia.

Eu n�o atirei neles.

Mas aquilo me apavorou.

Aquilo me apavorou.

Eu desabei de joelhos e fiquei pensando: "Meu Deus."

Estou preso naquele momento at� hoje.

Aquelas crian�as�

E voc� pensa: "Meu Deus, o que estamos fazendo aqui?"

Enquanto isso, Bowman e Gary est�o se tornando "os caras do t�nel".

Sempre que encontravam um t�nel�

"Bowman, Heeter, venham aqui.

Temos um t�nel para voc�s explorarem."

Faz�amos isso juntos.

Ningu�m queria ir, ent�o n�s �amos.

Aranhas podiam aparecer.

Tem aranhas do tamanho de um punho por l�.

Tinha que ter cuidado com armadilhas.

Eles tinham armadilha de fio.

N�o sab�amos quando algu�m iria aparecer de sabe-se l� onde

e atirar na gente.

Sim, era uma loucura.

Depois de um tempo, virou quase um v�cio.

A gente ficava ansioso por aquela descarga de adrenalina.

Havia um t�nel em que era preciso rastejar de quatro,

mas o t�nel ficou maior, e eu estava cambaleando,

e, sabe�

eu n�o estava nem a� pra nada.

E eu acabei em um c�modo.

Olhei para a direita, e havia beliches de bambu montados.

E havia homens� Havia pessoas neles.

Eu pensei: "Puta merda!" E�

Voc� imediatamente come�a�

Voc� nem pensa no que est� fazendo.

Eu s� comecei a puxar o gatilho do .45.

E� acho que acertei o primeiro cara. Os outros caras estavam correndo por a�.

Alguns estavam tentando sair pelo outro t�nel.

Quando o ferrolho deslizou de volta no meu .45 e travou no lugar,

Eu sabia que n�o tinha mais balas e era hora de ir embora.

Ent�o, eu voltei pelo t�nel e subi pelo al�ap�o.

Eu estava assustado pra caramba

e peguei uns 4kg, 7kg de C-4.

Abri o al�ap�o, puxei o ignitor dos explosivos,

s� joguei os explosivos l�, fechei o al�ap�o,

voltei e fiquei de p� no ch�o.

De repente, o ch�o fez "bum", bem assim.

Ent�o�

Agora, Bowman talvez j� tenha visto mais t�neis

que qualquer outro americano.

Mas ele ainda n�o entende completamente para que servem

ou o que as pessoas l� embaixo pensam.

Os americanos chegaram ao Vietn� e come�aram a guerra.

Mas eles n�o entendiam o povo vietnamita.

VIETCONGUE

Eu ajudei a cavar os t�neis.

O Ex�rcito Popular era muito pobre.

N�o t�nhamos muitas armas.

Mas t�nhamos muita vontade de lutar.

VIETCONGUE

Onde voc� encontrou essa grava��o?

N�s cavamos t�neis de uma forma

que eles conectavam as aldeias para um combate eficaz.

N�s t�nhamos um v�nculo real.

Com�amos juntos, dorm�amos juntos.

Nos mant�nhamos aquecidos, como uma fam�lia.

Os t�neis eram a nossa salva��o.

Mas a principal raz�o para esses t�neis

era que eles seriam uma plataforma de lan�amento�

para um ataque a Saigon.

At� ent�o, todas as batalhas no Vietn� ocorreram nas selvas.

Longe do centro do poder dos EUA.

Mas isso estava prestes a mudar.

Os vietcongues estavam estendendo os seus t�neis at� Saigon,

a capital do Sul.

Atualmente, h� cerca de 267.000 soldados americanos no Vietn�.

� um pouco assustador lembrar que, no in�cio de 1965, eram 23.000.

E em todo o pa�s, o inimigo ainda mant�m

o mesmo territ�rio que sempre manteve.

EX�RCITO DOS EUA

Fevereiro de 1967. Os EUA montam a maior opera��o at� ent�o:

"Opera��o Junction City".

Mais de 30.000 homens s�o enviados para uma selva ao norte de Saigon,

para prender os combatentes inimigos

e encontrar o centro de opera��es dos vietcongues.

As equipes de busca e destrui��o s�o lideradas por unidades especializadas:

os ratos de t�nel.

Sai da frente. S� entre l� armado.

Depois de um tempo, Gary e eu come�amos a ficar muito pr�ximos.

Cuidado.

N�s �ramos conhecidos. "Ah, sim, eles s�o ratos de t�nel.

Eles s�o� pessoas loucas."

N�s nos sent�amos seguros juntos.

Entr�vamos nos t�neis, um de cada vez.

E se eu n�o sa�sse depois de certo tempo, ele iria me procurar.

Poucas pessoas fariam isso.

Dorm�amos na mesma trincheira. Fic�vamos perto para nos manter aquecidos.

Desenvolvemos amor um pelo outro.

Quero dizer, � mais do que apenas um amor fraternal ou, sabe, �

Voc� sabe que ele morreria por voc�, e ele sabe que voc� morreria por ele.

Setembro de 1967.

A companhia de Bowman est� em patrulha na selva h� tr�s semanas

quando se depara com problemas.

Um dia, est�vamos em uma �rea onde havia muitos t�neis.

Est�vamos l� em cima e continu�vamos recebendo tiros.

E o capit�o queria sair e pegar o atirador.

Mas eu n�o estava com um bom pressentimento sobre a situa��o.

Vamos!

Tragam essas pessoas pra c�.

O capit�o disse: "Skeeter, temos que ir. Est�o matando nossos homens."

Eu disse: "Vamos."

Eu pulei gritando: "Pare! Pare!"

Nesse momento, vi o Gary andando por ali.

O Gary saiu voando pelo ar.

Eu pisei na mina e ouvi aquele clique.

Quando voc� ouve aquele clique e v� aquela minha, voc� simplesmente�

Voc� sabe que j� era.

Mas eu�

N�o achava minha perna e perguntei ao capit�o:

"Cad� minha perna?"

E ele disse�

Ele apontou pra minha cabe�a. Meu p� estava aqui, perto da minha cabe�a.

E�

Voc� quer fazer algo, e n�o h� nada que possa fazer.

N�o h� nada que voc� possa fazer.

Aquele era meu companheiro, meu amigo. Aquele era�

meu companheiro.

Sim.

Conseguimos tir�-lo de l� e o colocamos num helic�ptero.

Eu me sentei no dique. Me acabei de chorar.

Chorei feito crian�a.

Depois que ele se foi, nunca me senti t�o sozinho na minha vida.

Nada mais importava.

Nada.

Eu n�o tinha ideia de onde ficavam os EUA

ou por que eles vieram ao nosso pa�s e mataram nosso povo.

Mas t�nhamos todos os tipos de armas, pontas de metal afiadas.

N�s plantamos espinhos nos t�neis para mat�-los.

Os americanos eram enormes, como b�falos.

Isso os tornava alvos mais f�ceis.

Os soldados norte-vietnamitas estavam mais bem treinados e motivados�

CAVALARIA A�REA DOS EUA

�do que esper�vamos.

Sab�amos que eram um inimigo dif�cil.

Achei que os vietcongues iam apenas se deitar�

CAVALARIA A�REA DOS EUA

�e fugir quando acenamos as Estrelas e Listras.

Isso n�o aconteceu.

Aquilo n�o ia ser t�o f�cil.

N�o foi como uma guerra tradicional. N�o havia linhas de frente.

FUZILEIRO DOS EUA

N�o havia pessoas enfrentando voc�.

E n�s caminhamos�

por quase toda parte.

N�s �ramos iscas!

O que acontece � que voc� regride aos seus instintos animais.

Voc� deixa seus sentimentos de lado.

Voc� tira tudo da sua mente, menos o combate.

Foi a� que comecei a fazer coisas malucas.

EX�RCITO DOS EUA

Perto do fim do meu turno,

uma metralhadora come�ou a atirar em n�s.

Pra baixo!

E eu n�o me importava mais.

Eu disse a eles: "Vou flanquear esse cara."

Eu o observava e ia atirar nele.

Puxei meu rifle, fui atirar e nada aconteceu.

Ent�o�

N�o sei se devo dizer isso.

Enfim, eu fiquei louco� Eu s�

Eu tinha um� velho fac�o franc�s.

E a ponta dele estava cortada.

Plana. Parecia quase um cutelo.

Eu cheguei por tr�s dele e�

Eu s� estava gritando. Apenas gritando.

E eu s� E ele levantou a cabe�a e�

foi isso. Eu�

As coisas ficam em c�mera lenta.

E voc� v� Eu�

Enfim, eu o atingi, arranquei a orelha dele

e enterrei o fac�o na lateral do pesco�o dele, e foi isso.

E�

Mas a� eu senti�

todo esse poder�

e �dio.

Raiva.

Eu estava bravo com Deus, estava bravo com todos�

que me colocaram naquela posi��o,

que me fizeram sentir bem com aquilo.

E�

A� eu percebi que estava louco mesmo.

Acho que foi a� que percebi que eu estava louco. Ent�o�

"Voc�s v�o enlouquecer. Provavelmente mais de uma vez."

E ele tinha raz�o. Ele estava certo.

Ent�o�

As pessoas me perguntavam qual foi minha pior experi�ncia no Vietn�.

E eu dizia: "Voltar pra casa."

Esse foi o momento em que mais me senti sozinho.

Eu trabalhava para a companhia telef�nica.

E o Gary sempre me disse que morava em Plano, Texas.

E�

Eu tinha uma grande amiga na�

Trabalhei l� com as operadoras e tal.

Eu disse: "Pode me ajudar a achar um cara?"

AGARRANDO A CRUZ

Passei o nome do Gary e tudo mais.

Ela ligou pra ele, ele me ligou, e nos encontramos.

Aquilo me ajudou a superar.

Quem diria que estar�amos aqui?

- Hein? - Cinquenta anos depois, pescando.

Pois �.

Sim, achei que n�s dois estar�amos mortos.

Ele � a melhor pessoa que conhe�o.

Ainda somos melhores amigos e�

Espero que seja assim pra sempre.

DEZEMBRO DE 1967

No final de 1967,

o ex�rcito americano parece ter um certo grau de controle.

Mas as coisas est�o prestes a ficar muito mais intensas.

H� acontecimentos chocantes no Vietn� esta noite.

Os norte-vietnamitas est�o prestes a lan�ar um ataque surpresa�

Fogo!

�em mais de cem cidades no sul.

Como isso podia estar acontecendo?

NARRADOR: ETHAN HAWKE

Todas as imagens de arquivo desta s�rie s�o reais

e foram filmadas durante a Guerra do Vietn�.

Nos casos em que a filmagem de um evento espec�fico n�o estava dispon�vel,

usamos material que ilustra momentos compar�veis na guerra.

Legendas: Carla Piccoli

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.