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IRLANDA - 1891
LONDRES - 1894
Ela era t�o pequena
Quando seu pai, um irland�s
Confiou-lhe a dinamite
Para explodir os ingleses
No�l espalhou por Londres
A garotinha n�o teve medo
Seu pai estava nas sombras
Criminoso ou justiceiro
PROCURADOS 10000� DE RECOMPENSA
Que vida horr�vel Para uma crian�a, que destino!
Ela n�o teria a infelicidade de jamais sair de Dublin.
Gibraltar, rocha selvagem
Submet�-la-ia � mesma sorte?
O que ela tem em sua boca?
N�o � um cabo Bickford?
A irlandesa crescida
Estava bonita
Mas que bem h� nessa matan�a?
Na loucura da anglofobia
AM�RICA CENTRAL - 1907
Eles ganharam a Am�rica
Para escapar de seus carrascos
Contra o Imp�rio Brit�nico
Eles continuam seu compl�
Mas jamais os fan�ticos
Jamais t�m a �ltima palavra.
N�o, os fan�ticos jamais
Jamais t�m a �ltima palavra.
Peguem o louco.
Bom dia, meu velho.
Viram um garoto de amarelo pelo caminho?
N�o, ningu�m.
Permane�am atentos. Ele pode vir de qualquer lugar.
Olhem bem, talvez ele v� pular sobre o trem.
O GRANDE RODOLFO
James! James!
James, n�o v�. Escute, James.
Se voc� for, eu... N�o v�.
Eu te amo, eu te amo.
Eu te amo. N�o v�, n�o v�. James.
Tudo est� acabado.
Janine!
N�o. V� muito bem que n�o � coisa para sua idade.
- Mas, mam�e... - Cale-se. E saia.
Maria.
N�o v� se trancar sozinha a� dentro.
Venha comigo, se quiser.
Voc� � gentil, Rodolfo,
mas � necess�rio que eu fique.
V�o, voc�s todos, vamos.
De novo.
J� lhe disse para n�o se aproximar da janela.
- � sua irm�? - N�o.
Foi minha parceira.
Voc� � francesa?
Voc� � inglesa.
Sou irlandesa.
Nascida em Dublin.
Na pris�o central.
Ent�o � bom que me obede�a.
Tudo mudou:
A ponte, os soldados,
e meu pai.
Isso deve acabar assim.
- H� um costume na fam�lia. - Um costume?
Olhe.
Os antepassados foram derrotados pelos ingleses depois de um longo tempo.
Meu bisav� morreu em Waterloo.
Na Cavalaria Francesa.
Seus tr�s filhos foram fuzilados pelos ingleses
diante da Catedral de Cork.
Na verdade, minha m�e � francesa.
Morreu dois anos depois de eu nascer, em Glasgow,
quando afundaram o cruzeiro Livingstone com meu tio Mike.
Lembra-se?
Dez minutos depois do Princ�pe de Gales saud�-lo.
Ah! O Pr�ncipe de Gales.
Suas barbas cheiram a �gua de col�nia.
- Seu amigo? - N�o.
Mas uma noite em Paris, ele foi me abra�ar nos bastidores.
Tinha quinze anos, era uma grande dan�arina.
Olhe.
Depois, fiz com�dia.
Diverti-me com os cl�ssicos:
Moli�re, Hervieux, Sardou.
Agora canto.
Nada como os musicais.
� a melhor escola.
- O teatro � interessante? - Sim, muito.
Viaja-se.
O teatro � bonito.
Voc� n�o sabe dan�ar?
Sabe cantar?
Um pouco, umas cantigas.
Um dia, eu estava cheia de p�lvora.
Meu pai me viu e, p�!, um par de palmadas.
A polv�ra saiu.
No teatro, maquia-se muito.
Por causa do nervosismo.
Com um pouco de tinta, tem-se menos medo.
- Medo de qu�? - Do p�blico.
Homens que olham para voc�.
Eu, se tiver medo dos homens, voc� ver�.
Voc� os conhece?
Bom que n�o.
� imposs�vel ter
uma boa x�cara de ch� neste pa�s.
Caro Johnson, se a �gua n�o � boa, o que espera do ch�?
Coloque um pouco de aguardente que ficar� melhor.
- Passaporte, por favor. - Sim.
Procuramos um terrorista.
Um garoto jovem. N�o viu ningu�m, viu?
Meu Deus, n�o, ningu�m.
N�o a acorde.
Mas o que se passa?
Acalme-se. Vamos sair do Imp�rio Brit�nico.
- Quem � esta garota? - Quem � este ingl�s?
Rodolfo, apresento-lhe minha nova parceira.
Ah, � verdade. Como se chama?
- Maria Fitzgerald O'Malley. - Maria?
Mary?
N�o Mary. Maria.
Mary e Mary.
Muito bom.
Poderia sentir um pouco de dor, em todo caso.
Ajuda!
Meu Deus, como s�o vulgares.
Como est�o esta noite?
Ah, indo.
Est�o assim. Bem.
Vamos, continue:
E assim embriagou-se de champanhe.
Dela descobrindo esse para�so.
- Em dois minutos, garotas. - J�?
- Zut! - O qu�, zut?
Lembro-me de como come�a.
Cantamos a do�ura dos tr�picos.
Cantamos Veneza e seus canais.
Cantamos a relva brit�nica.
Sim, mas Paris � muito mais bela.
Cantamos a do�ura dos tr�picos.
Cantamos Veneza e seus canais.
Cantamos a relva brit�nica.
Sim, mas Paris � muito mais bela.
- Assim? - Assim.
Pode ser uma can��o est�pida.
Lindas meias negras e ligas brancas
Costureiras levantaram aos patifes
Grandes galinhas em tecidos fr�volos
� tudo isso que faz nossa Paris
� tudo isso que faz nossa Paris
- Tenho problemas. - Cale-se e cante.
Cantamos G�nova e suas montanhas
Cantamos Verona e seus amores
Cantamos os viol�es da Espanha
Sim, mas Paris sempre prevalece
Enfrenta freq�entemente levianas bestas
Suzon, Fanchon, Lisette ou Nini
Mulher do mundo ou Rosa da Baviera
- O que fa�o? - Continue, claro.
Em todos os cantos de nosso velho Panam�
Da Torre Eiffel at� a �pera.
No Moulin Rouge, no Bois, em Notre-Dame
Sempre encontra-se um cora��o que bate
Cora��o de lingerie em batidas marotas
De grandes dames cobertas de rub�
Cora��o de pequenas m�os ou ricos �rfaos
� tudo isso que faz nossa Paris
� tudo isso que faz nossa Paris
Que venha da Noruega ou da China
Da �frica do Sul ou de Montenegro
Que venha do Egito ou da Argentina
Estar� em casa sobre o Trocad�ro
E assim embriagou-se de champanhe
Dela descobrindo esse para�so
No jogo do amor, em todos os golpes se ganha
J� que Paris sempre ser� Paris
J� que Paris sempre ser� Paris
� uma grande descoberta.
Se meu pai me visse.
Vamos, vista-se depressa, levo-a ao baile.
Desculpe, n�o sei dan�ar.
Estou com sede.
Isso � �lcool?
�lcool � bom.
Malandrinho.
Mas, mam�e, tenho 17 anos e meio.
� uma desgra�a. Tem o tempo de pensar nisso.
O que Rodolfo faz?
Trabalha, sonha inventar um fuzil de cano curvo
para atirar nos cantos.
� uma id�ia fixa.
Que pena.
Ele � gentil para um ingl�s.
Werther, nossa valsa.
Sim, nossa valsa.
O que ele lhe disse?
Falou-me de amor, claro.
Estou em d�vida.
N�o sei o que � o amor.
Mas, a princ�pio, interessa-me.
O amor � maravilhoso.
Olhe Madame Diog�ne.
Werther, ningu�m dan�a valsa como voc�.
Tenham bons sonhos.
As garotas ainda n�o foram dormir?
Ent�o, no m�s passado em Porto Rico,
Janine, pobre Janine,
mostrou-me um homem, em p�, num camarote,
que n�o tirava os olhos de mim.
Era um espanhol, velha Fran�a.
Pelo que me lembro, ele desatou a florzinha de seu palet�,
jogou aos meus p�s e foi embora.
Melhor que nunca acredite em mim,
imagine que ele fez isso por cinco noites seguidas.
- Era bonito? - Muito bonito.
Ar distinto.
Muito m�sculo.
Eu estava seduzida.
Na �ltima noite, peguei a florzinha e a devolvi.
Foi um apelo.
Jantamos juntos, ele me cortejou, elegante, muito culto,
um pouco desajeitado.
E ent�o?
Dev�amos deixar a cidade na manh� do dia seguinte, bem cedo.
Quando eu ia partir, ele dormiu junto.
- N�o o acordei. - Por que n�o dormiu com ele?
Com um desconhecido? Est� louca?
� sempre assim no nosso trabalho.
Aventuras de uma noite.
No entanto, veja, se eu encontrar o homem de minha vida,
tenho certeza que reconheceria no primeiro olhar.
Mas por que fala comigo?
Maria n�o voltou.
Mary? N�o.
Vamos, vamos.
Bom dia.
Estou quebrada.
Tem raz�o, sabia?
O amor � maravilhoso.
Das duas, uma:
Duas pernas ou dois olhos.
� sempre em par
que se procura a sorte
Mas louras ou morenas
Em Paris fazem melhor
Duas iguais
E duas que n�o fazem de uma.
Ah! As pequenas mulheres de Paris, as pequenas mulheres de Paris
Eu multiplico por um
Eu multiplico por dois
Ah, como � desagrad�vel elas serem importunas
Dez vezes, cem vezes, � muito perigoso
Por piedade, meu Deus
Que n�o reste ningu�m
Ah! As pequenas mulheres de Paris, as pequenas mulheres de Paris.
N�o tenha ressentimentos
Voc� ser� feliz
Diga-lhe adeus
Pois dois � muito para um
S� h� uma cabe�a
N�o h� duas
Para os apaixonados
Cada um, cada um
Luva perdida
Pouco usada.
Saias em farrapos.
Bem dizendo, se se despir no palco,
n�o acha as roupas.
� incr�vel.
Parece que a moda mudou novamente em Paris.
- Preocupa-se? - Completamente.
Certo, voc� tem raz�o.
Voc� � perfeitamente feliz?
Perfeitamente. Voc� n�o?
Ah, eu n�o sei.
Entende? Preocupo-me.
Aqui n�o h� um verdadeiro p�blico.
� a prov�ncia.
O que tem?
J� quer voltar?
Canalhas.
Grosseiros.
Bom tiro!
Pe�o desculpas. Foi mais forte do que eu.
Senhoras, estou encantado por conhec�-las.
Felicito-as por suas habilidades.
Bem-vindo, senhor Flores.
Conhe�o-o?
Chamo-me Flores.
J� falei com voc� uma noite.
Quando? Onde?
Pouco importa. Voc� nem me viu.
Ao meu redor, nada via sen�o mis�ria,
injusti�a e viol�ncia.
Ent�o parti.
Fui aos vilarejos.
Os camponeses me ouviram.
Alguns me seguiram.
Mas quase n�o t�nhamos armas.
Todos foram presos ou mortos.
Dois meses depois, os homens de Rodriguez nos procuraram.
Minha cabe�a foi posta a pr�mio. Sei o que me espera.
Mas o que fazia?
A revolu��o.
Bem, que far�o de n�s?
O senhor Rodriguez decide.
Amanh� ele lhes far� justi�a.
Dors, agora. O vendedor de areia veio.
Ainda fuma?
Nunca chegar�o com balas de 12.
Muito pequenas.
No seu lugar, eu tentaria a nova bala americana, � prova de a�o.
Rodriguez!
Eles n�o pegaram as garotas.
Por qu�?
Com um homem como Rodriguez, pode-se esperar tudo.
Oh! A nova Vickers.
Errado, senhorita.
� uma Skyton-Babbit, 1907.
�ltimo modelo.
Vejo que se interessa por armas de fogo.
O suficiente para atirar em meus homens.
Sabem diante de quem est�o?
Sabem que tenho eletricidade? Padre.
Sou o �nico que a tem num raio de 50 milhas.
Olhem.
Bem.
N�o sou um bruto.
Sou moderno.
Amo a arte,
amo muito a escola de Paris.
Pequenas parisienses.
Agora, vamos nos divertir um pouco.
Essa m�sica...
A Dama Branca.
O que ela quer dizer?
Quer dizer que elas v�o morrer,
mas, antes de morrer...
Bem.
Venha c�.
Venha c�.
Fez uma bela confus�o, meu filho.
Aten��o!
Vou morrer. Leve-me ao meu vilarejo.
E quando estivermos do outro lado, o que faremos?
J� dissemos.
Vamos ao vilarejo de Flores.
No momento, corremos sobretudo
para escapar dos homens Rodriguez,
e tamb�m precisamos comer.
Merda! Notre Dame!
- Logo estaremos no seu vilarejo. - Maria...
N�o fale.
- Maria, eu vou morrer. - Estou rezando, cale-se.
Escute-me. Escute-me bem.
Confio-lhe minha causa. Se eu morrer,
- prometa continuar minha luta. - Eu, a luta?
- Mas, Flores, como quer... - Prometa.
Sim.
Eu prometo.
Eu prometo.
Eu vejo.
Apressem-se, r�pido.
O m�dico n�o est� em casa.
- N�o tem ningu�m. - Curioso...
O vilarejo est� completamente vazio.
Rodolfo!
Ele est� muito mal. O que podemos fazer?
Ei-los, seus vil�es.
Ele tem fam�lia aqui. Vai lhes falar.
Mam�e.
Dolores.
Que vem fazer aqui, Domingo?
Vem falar com sua mulher?
Sua m�e?
Seus filhos?
Esqueceu que os abandonou
sem remorsos
para correr atr�s de Flores,
como um c�o, fiel e est�pido?
V� embora!
N�o o conhecemos mais.
Voc�, n�o mais.
N�o tem nada a fazer aqui.
Segue Flores
pelos caminhos do crime e da revolta.
Encontrem-no
onde ele est� escondido
e digam-lhe para n�o voltar.
Flores estava vivo.
Eu o amei.
Flores est� morto.
Choro por ele.
Mas n�o � para vingar um homem que estou aqui.
� para fazer justi�a a um povo.
Mas o que ela quer?
� teatro?
Flores est� morto.
Ouvi suas �ltimas palavras.
Endere�adas a voc�s,
vou lhes transmitir.
Mas o que vejo?
Um rebanho resignado,
uma multid�o receosa que abaixa a cabe�a.
Oh, intelig�ncia,
fugiu �s bestas.
Os homens perderam o ju�zo.
Shakespeare, Julius Caesar.
Ato III, Cena II.
Exploram-nos, desonram-nos, violentam-nos.
E voc�s agradecem,
e beijam a m�o de seus carrascos.
Acordem,
a liberdade s� precisa de um gesto.
As montanhas deste pa�s ecoam sua c�lera.
O �dio, sempre o �dio.
Fala como Flores, acabar� como ele.
Quem aqui � t�o baixo a ponto de querer ser escravo?
Se h� algu�m, que fale,
eu o ofendi.
Aguardo uma resposta.
Ela realmente esteve muito bem.
Bravo.
A bela revela��o.
Todo mundo a acha sublime.
Madame Diog�ne at� lacrimejou.
Envergonhou-me.
Fiz o que Flores mandou.
Proibo-a de falar de Flores.
O que planeja fazer?
Prometi continuar a revolu��o.
A revolu��o?
Voc� � louca.
Talvez.
E como? Com quem?
Com eles.
Mas pense. Eles n�o conhecem nada e voc� n�o � diferente.
Tenho que ter palavra.
N�o conte comigo.
Empreste-me seu isqueiro.
Essa idiota n�o tem nenhuma chance.
Suba l� e me cubra.
Certo.
Maria, n�o se mexa!
Atire em tudo que avan�ar.
Voc�s, abriguem-se e deixem comigo.
Obrigado, Maria.
O prazer � todo meu.
Se entendi bem, � necess�rio fazer essa revolu��o.
O que diz? Isto � uma revolu��o?
Agora, sim.
Vou ver o Pai superior.
O Pai superior.
- Domine benedictu. - Padre!
- O que seu passa, meu filho? - Maria.
Maria?
N�o. Maria e Maria. Duas.
- A revolu��o. - Duas?
A revolu��o?
Garotinhas?
�s armas, cidad�os, formem seus batalh�es.
Marchemos! Marchemos! Que um sangue impuro inunda o caminho.
Nossa enfermaria.
Mas n�o, eu garanto. N�o temos inten��o de atacar os Estados Unidos.
Pelo contr�rio, admiramos seu grande pa�s
liberal e moderno.
S� que seu governo deveria compreender
que aqui ainda estamos na Idade M�dia.
Sabiam, senhores, que todo o territ�rio de San Miguel
- pertence a quartoze fam�lias? - P�em o direito � propriedade como causa?
A propriedade � o roubo.
N�o abandonaremos este pa�s antes de vermos a ditadura acabada.
Nossas armas.
Sentem-se.
Sim. Viaduto de Barbarum � interessante
O que mais?
Tamb�m fugi da pris�o de Palmares,
a ponte Carlos Quinto,
a catedral de Chicacao,
as minas de Totonicapan.
Agora, um �nico objetivo: a capital.
Elas fizeram minha est�tua voar.
Envie o trem especial.
Quer dizer o trem da morte?
Sim.
O qu�?
Voc� � um idiota.
Nada est� perdido, Padre. Eles n�o conseguir�o.
O LIBERTADOR
AS SENHORITAS DE PARIS
Parece que elas fazem milagres.
Sacril�gio!
Ent�o, Padre, o que diz?
Este assunto n�o lhe diz mais respeito.
Deixe comigo.
Tenho uma mensagem de Pablo.
Ele nos encontra ao norte com 600 fuzis.
E se tudo vai bem,
amanh�, ao amanhecer, todos atacaremos San Miguel.
- O que deseja, Padre? - Conduza-me � Maria e Maria.
Estamos a s�s, como pediu.
- O que deseja? - Conhecemo-lo muito bem.
- Voc� � a emin�ncia... - Eu sou o servo de Deus.
Mas voc�s,
voc�s ridicularizam a lei divina.
Esses altares que edificam, esses camponeses
que se ajoelham quando passam.
- Eles aclamam a revolu��o. - N�o.
� a desordem,
a viol�ncia,
o esc�ndalo.
Seja claro. O que quer?
Minha tarefa � dif�cil.
Quem sabe se Deus n�o est� com voc�s?
- Tem d�vidas? - Eu me pergunto.
�s vezes, ele mostra
onde n�o espero.
Tomaremos San Miguel amanh�, custe o que custar.
Custe o que custar?
Como as vontades do Senhor s�o obscuras.
Mas, enfim, onde quer chegar?
M�os ao alto, minhas filhas.
Merda!
� preciso avisar Pablo.
N�o queremos lhes fazer mal algum.
V�o assinar estes pap�is onde reconhecem seus erros,
ser� afixado em todas as igrejas,
e a ordem voltar�.
- Voc�s deixar�o o pa�s no mesmo instante. - N�o! N�o! N�o!
Pablo, elas est�o prisioneiras na cidade. Temos que atacar.
Vamos! Vamos, meus filhos, apressem-se!
R�pido, r�pido!
Estou triste.
Esse material n�o serve depois de tanto tempo.
Fuzile as duas imediatamente.
N�o. Eu protesto.
Elas pertencem � Igreja.
Vejamos se funciona.
Escondam-se, homens!
Tem medo?
Um pouco, sim.
Preparar.
- At� mais, Maria. - Adeus, Maria.
Apontar.
Fogo!
Est� morta?
N�o, e voc�?
Vou mat�-las.
Desculpem-nos, garotas.
Quase fomos vencidos.
Pronto.
Flores est� vingado. Est� feliz?
Estou exausta.
Como estou feliz.
Como estou feliz.
Ah, as garotinhas.
ELAS VOLTARAM � EUROPA
E DORAVANTE, TODOS AS NOITES...
Do outro lado do oceano.
As duas garotas se encontraram...
na floresta tropical.
Juntas, elas compartilharam suas aventuras
Estranhas e perigosas
Dali adiante, dali adiante
A primeira era morena
Ela se chamava Maria
A segunda era loura
E seu nome tamb�m era
Maria
Tradu��o: Daniel Augusto Movimento Cinema Livre
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