Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
O chamamento surge de madrugada.
Ouve-se a milhas de distância.
Chama irmãos de sangue para se reunirem.
Estes são os machos desgarrados.
Postos de lado pelos bandos quando juvenis.
Foram expulsos dos seus territórios.
Uma coligação de quatro, todos no seu auge,
está em busca de território, dos seus próprios bandos,
das suas leoas.
REINO DOS LEÕES
CAÇADOR DE GIGANTES
PARQUE NACIONAL RUAHA TANZÂNIA
É o fim da época seca,
ainda assim a Glade continua a dar.
É uma dádiva especial que está debaixo das areias.
Os elefantes sentem-lhe o cheiro. Sabem onde está.
Há gerações que as manadas minam as areias da Glade
em busca de água.
Há gerações que os bandos observam.
Agora os leões fazem as suas próprias escavações.
Crias de leões e de elefantes juntos, inimigos naturais,
partilham a dádiva escondida na Glade.
Uma mudança de humor.
Os babuínos estão muito atentos à linguagem corporal da leoa.
Sabem o que têm a fazer.
Afastar-se do local
e manter silêncio porque a leoa já não tem sede.
Babuínos.
O seu silêncio significa segurança para a impala.
Um falso sentido de segurança
mantém a impala desatenta do perigo que se aproxima.
Até ser demasiado tarde.
Estando o bando da Glade bem alimentado,
nenhum mal acontecerá aos babuínos.
Há uma estranha aliança
forjada entre inimigos naturais aqui na Glade.
8 KM A ORIENTE DA GLADE
Os Njaa, um enorme bando de andarilhos,
dirigido por leoas sempre de crias a reboque.
Hora de brincar. Um luxo raro para as crias.
Estão sempre atentos aos búfalos.
Quando os búfalos caminham, os Njaa acompanham.
Pois estes consideram os búfalos seu território.
A manada, com permanente necessidade de água,
está a regressar à Glade.
Mas desta vez, não é seguida apenas pelos Njaa.
Nas sombras, estão predadores ainda mais perigosos.
Dois leões da irmandade de machos desgarrados.
Hora de todos os perigos.
Esta noite, leões e búfalos farão
a ancestral dança africana.
O bando Njaa sabe o que significa este som.
Caçadores noturnos estão a atacar um búfalo.
Apenas os mais poderosos de Ruaha se atreveriam.
Mesmo os astutos Njaa temem os desgarrados.
Leões machos desconhecidos matariam as suas crias.
Continuarão a seguir os búfalos
depois dos machos terem feito a matança.
E o sossego da noite ter voltado.
Os Njaa optam por não participar na dança.
FLORESTA DE EMBONDEIROS 1,5 KM A ORIENTE DA GLADE
Uma floresta de gigantes ancestrais.
É território do bando dos embondeiros, o maior de Ruaha,
e estão prestes a ser entretidos.
Pela sua presa predileta.
Uma velha girafa macho corteja uma fêmea.
Um ato ousado frente a este público.
Há girafas guardas posicionadas entre os leões e o casal.
Vigiam os espectadores não vão estes querer estragar o momento.
Mas é outra girafa que perturba a cena.
Um macho mais jovem e forte também tem interesse na fêmea.
A sua aproximação é um convite ao duelo.
Duas girafas machos.
Uma velha. Uma jovem.
Põem-se frente a frente para conquistar uma fêmea.
A fêmea desejada, é agora mera espectadora,
enquanto os adversários se medem mutuamente.
O jovem ataca primeiro.
O contragolpe é no flanco.
O jovem concentra-se no pescoço.
O velho macho continua a bater no ponto frágil.
Nenhuma girafa se pode dar ao luxo de cair.
Os leões esperam.
Quão espectadores fascinados.
O jovem procura a eliminação.
Mas as suas pancadas já não fazem efeito.
O velho macho mantém-se concentrado no flanco.
O jovem está a cansar-se,
dica para uma das leoas dos embondeiros se aproximar.
A aproximação não é fácil.
Os guardas do perímetro bloqueiam o ringue.
O bando dos embondeiros é decidido.
É numeroso e com táticas bem trabalhadas.
O modo mais eficaz de derrubar uma girafa é atacando-a de perto.
Mas agora é necessário um método mais complexo e coordenado.
Primeiro, afasta-se sorrateiramente.
Depois, encontra esconderijo.
O bando iniciará a perseguição, estabelecerá o revezamento,
conduzirá uma girafa para junto da leoa em espera.
A estratégia depende dos números e da cooperação.
Todas as leoas dos embondeiros
em breve usarão as suas energias e habilidades.
O jovem está arrumado.
Perdeu o duelo.
A pouca energia que lhe resta pertence agora às leoas.
A perseguição começa.
Ele tem velocidade para vencer um leão,
mas o bando tem a vantagem dos números.
Enquanto um leão se cansa,
o seguinte assume a posição na corrida da morte.
A girafa leva a leoa para um labirinto de árvores
onde o ataque é quase impossível.
A estratégia não surtiu efeito para o esfomeado bando.
Caçador e caçado.
Desafiado e desafiador.
Pode ter perdido a batalha da busca de parceira.
Mas esta girafa escapou aos dentes e garras
do maior bando de Ruaha.
A perseguição pôs os leões dos embondeiros
na fronteira do seu território.
A girafa ainda está nas suas mentes.
E as girafas estão agora a caminho das águas da Glade.
Da última vez que o bando caçou na Glade houve guerra.
Mas a fome apaga a memória.
Por isso regressarão ao território proibido.
Este é o território do bando das leoas da Glade,
autênticas mestres da caça à girafa.
As leoas precisam de uma caçada bem-sucedida.
O bando não come há vários dias.
E agora, a grande das lições.
A arte de caçar gigantes.
Uma leoa surge da margem do rio.
Junta-se silenciosamente à irmã
já à espreita na areia.
As girafas veem a longas distâncias.
Mas a Glade é o seu território,
as leoas conhecem os ângulos mortos.
A girafa já escolheu a fonte de água.
As leoas escolheram a tática.
Param quando ela olha.
Avançam quando ela bebe.
Baixam-se nas covas e poças.
Não é necessário ser-se numeroso
quando astúcia e trabalho de equipa a podem derrubar.
Para perseguir a girafa, o bando dos embondeiros
está agora a invadir a Glade.
Do posto de observação, na outra margem,
veem o que a girafa não vê.
Esperam, observam.
Se as táticas das leoas da Glade resultarem,
o bando dos embondeiros comerá girafa hoje.
A fome e a promessa de uma refeição
atraem o bando dos embondeiros para o coração da Glade.
Nenhum leão comum faz isto.
Os leões dos embondeiros entram na zona da matança.
As leoas da Glade agarram-se às presas pelos dentes.
Um momento de indecisão
e o bando dos embondeiros junta-se ao ataque.
As leoas da Glade têm primazia na matança.
O bando dos embondeiros tem a vantagem dos números,
mas o da Glade parece intocável.
Outro bando.
Os gritos dos babuínos aguçaram-lhe a curiosidade.
São os Njaa.
Seguiram os búfalos até à fronteira da Glade.
Os astutos oportunistas aproximam-se da agitação.
Os incessantes gritos dos babuínos,
não perturbam o bando dos embondeiros.
Aqui estão vulneráveis. Fora do seu território.
Da última vez que o Njaa e o bando dos embondeiros se encontraram
houve morte na Glade.
A sua presença por aqui é mau agouro.
Os dois bandos, estão de novo em rota de colisão,
no território proibido.
Apenas os babuínos veem a aproximação dos Njaa.
O chamamento da líder dos Njaa é silenciosamente reconhecido.
Os seus jovens machos estão prontos a avançar.
A leoa dos embondeiros afasta-se.
Ela viu os Njaa.
Seguem-se outros. Sabem que Njaa é sinónimo de perigo.
Dois jovens machos Njaa forçam a participação na matança.
Mas a fome não é a única motivação por aqui.
A líder Njaa tem outro e mais sinistro objetivo.
O castigo está infligido.
A vítima é uma jovem leoa dos embondeiros.
O resto do bando Njaa avança para acabar com ela.
Mas as leoas da Glade intervêm, contendo o ataque.
Mesmo a destemido bando Njaa respeita os guardiões da Glade.
É ferida do mesmo modo que a irmã foi há dias pelos Njaa.
A sua vida foi salva pelas leoas mais velhas.
Hoje não será o dia da sua morte.
Poeira e vento trazem uma paz desconfortável.
Quando a escuridão cai sobre a Glade,
três bandos alimentam-se juntos.
Mas a mudança está a chegar
vinda de fora da Glade.
Os intrusos partiram durante a noite.
As leoas da Glade, por direito as donas da carcaça da girafa,
trouxeram as crias para se alimentarem.
A paz é sempre frágil.
Um clã guerreiro dirige-se para a Glade.
Chamamentos ameaçadores visando afugentar o bando da Glade,
fazem aproximar outros membros do clã.
A fome torna-os ousados.
Sempre sensatas, as leoas não correm riscos.
E mantêm as crias longe do perigo.
Ontem uma girafa entrou na Glade.
A sua carcaça já alimentou três bandos.
E agora uma matilha de bocas esfomeadas.
Há ordem no caos. A ordem da multidão.
Primeiro as hienas, segundo o estatuto.
Depois os chacais.
Por fim os abutres.
Pouco resta da girafa que morreu na Glade.
Os seus restos jazem espalhados pela planície.
Mas permanece algo da sua vida.
O cheiro nos ossos.
Uma procissão?
Um ritual?
Um último adeus?
Partilham o cheiro da vítima
como se partilhassem uma memória.
Acabou.
Os seus restos são só isso.
Restos a ser aproveitados até ao osso.
O crepúsculo
não é boa altura para os búfalos entrarem na Glade.
Os leões estão em vantagem no fresco da noite.
Não é o bando da Glade que os búfalos devem temer.
As leoas sabem
que quando as manadas chegam, no fim da época seca,
são seguidas por outros leões esfomeados.
É impossível saber quantos serão. Ou quem serão.
Há gerações que os búfalos vêm beber à Glade.
O perigo é sempre o mesmo.
Os atores são sempre diferentes.
Desta vez são dois machos fortes.
Pertencem à coligação dos desgarrados.
Entram na Glade como se a isso tivessem direito.
E talvez tenham.
Primeiro deixam o búfalo beber.
Começa a debandada.
Afastam da margem do rio grande parte da manada.
Isolam um animal.
Quando a poeira assenta, o alvo é revelado.
Um enorme búfalo.
Forte. Desafiador.
Pronto para a batalha.
Um encontro de titãs.
Começa uma terrível batalha.
Dentes e garras.
Cornos e músculos.
O bando dos embondeiros não vê os atacantes.
Os gritos da agonia do búfalo dizem:
"Não se aproximem".
Os machos desgarrados encontraram adversário à altura.
Este colosso é imune às suas táticas de choque e pavor.
É um espírito indomável.
Ainda disposto a lutar.
O sabor de sangue fresco,
a promessa de comida.
E um corpo demasiado cansado para continuar o ataque.
O búfalo perde a cauda. Mas não perde a vida.
O chamamento surge de madrugada.
O bando da Glade ouve-o.
Um dos dois machos desgarrados ainda anda por perto.
Uma ameaça?
Os machos adultos matam as crias que não são suas.
Mas este chamamento é familiar.
As leoas da Glade já o ouviram antes.
E respondem ao chamamento.
As leoas mais velhas nunca arriscariam a vida das crias.
Chegou à Glade um novo líder.
O estranho é pai deles.
Partiu da Glade antes deles nascerem.
E agora decidirá o seu futuro.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.