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ESTE PROGRAMA PODE CONTER VIOLÊNCIA E IMAGENS PERTURBADORAS.
NÃO INDICADO PARA MENORES.
Recentemente, está havendo uma série de assassinatos impiedosos.
Aqui em Los Angeles, houve um caso de assassinato hoje.
Naquele momento, a polícia tinha pegado
alguns serial killers.
Eles não eram mais animais desconhecidos.
Havia o Rodney Alcala, o William Bonin,
os Estranguladores de Hillside.
Agora, o destino de Angelo Buono estava nas mãos do júri,
que poderia condená-lo ou confirmar a sua inocência.
Rapidamente,
havia casos de serial killers
no tribunal em um mesmo momento.
Mas quando as coisas estavam se acalmando,
algo inacreditável aconteceu.
A polícia não tinha ideia
que algo tão horrendamente sádico
e brutal
estivesse esperando do outro lado da porta.
EPISÓDIO SEIS - DIA DO JULGAMENTO 1980 -2019
Pegar o Assassino da Rodovia,
tirá-lo das ruas, foi um grande alívio para nós.
ROBERT SOUZA - EX-DETETIVE DE L.A. CASO DO ASSASSINO DA RODOVIA
Havia quatro cúmplices dos quais sabíamos.
Sabíamos que estavam só começando
para tentar descobrir
como ele conseguia manipulá-los a fazer algumas coisas.
Em junho de 1980, os detetives, incluindo John St. John...
MATT MURPHY EX-PROMOTOR
...interrogaram o William Bonin sobre os assassinatos da rodovia
e seus quatro cúmplices.
Esses interrogatórios foram gravados
e foi assustador ouvir o quanto o William Bonin estava calmo,
especialmente enquanto falava
como tinha conhecido seu cúmplice, o Vernon Butts.
Sr. Bonin, por que não começa
dizendo como começou com tudo isso?
Eu e o Vernon estávamos em um... em um cinema drive-in.
Eu iniciei uma conversa.
Sabe, eu estava só brincando com ele.
E o Vernon... me deu trela.
Sabe, eu falei sobre pegar os caras que pediam carona e transar com eles.
Durante o tempo todo, eu saía por aí
e não tinha intenções de matar os caras.
Eu olhei para o Vernon
e disse: "Consegue fazer isso?" E ele disse: "Sim."
Eu o estrangulei até morrer. Acho que usei a camiseta dele.
O Bonin era muito manipulador.
Ele meio que controlava mentalmente os seus cúmplices.
Eles eram garotos muito jovens.
Eles provavelmente gostavam de sair com eles para beber e se drogar.
Alguns desses garotos tinham o QI muito baixo.
Embora eu ache que é necessário ter uma mente maligna
até para participar de algo desse tipo,
isso já está dentro da pessoa.
Seria muito difícil convencer um garoto honesto
a fazer as coisas que eles estavam fazendo.
Quando o julgamento começou no escritório da Promotoria,
nós o estávamos processando
por dez casos de assassinato em L.A.
e o Condado de Orange incluiu mais um depois disso.
Havia dois julgamentos separados.
O William Bonin foi condenado
de homicídio doloso
pelo assassinato de 14 jovens.
O Vernon Butts cometeu suicídio antes do seu julgamento começar.
O Greg Miley foi condenado de homicídio doloso
e pegou 25 anos de prisão.
O William Pugh foi condenado por homicídio culposo
e pegou seis anos de prisão.
O James Munro foi condenado por homicídio doloso
e pegou 15 anos de prisão.
O Bonin nunca foi acusado
de todos os assassinatos que cometeu.
Eles escolhem os casos mais fortes
porque não dá para pegar tantas penas
e só dá para pegar uma pena de morte, então a Promotoria
quer ter certeza da acusação.
Eu acho que ele foi responsável por pelo menos mais 25 assassinatos.
O William Bonin foi condenado e pegou a pena de morte.
Mas a sentença atrasou e atrasou.
E seus advogados tentaram
de tudo o que puderam para o manterem vivo.
TRIBUNAL SUPERIOR PEDE PARA ALTERAR A PENA DE MORTE DO ASSASSINO DA RODOVIA
Para as famílias que queriam a conclusão do caso,
aquele momento foi frustrante.
JAMI FLOYD COLABORADORA DA ABC NEWS
Os detetives Souza e St. John começaram a se perguntar
se o William Bonin iria viver mais do que eles.
Eu estava aposentado há uns anos
e eu fui à festa de despedida da aposentadoria do St. John.
Foi uma das maiores que eu já tinha visto.
E naquele dia, eu e o John tivemos uma conversa.
Nós sentamos para tomar uma bebida e ele disse:
"Quero que me prometa uma coisa."
Eu disse: "Claro, o que precisar."
E ele disse: "Tenho um problema, talvez eu não esteja presente
"quando executarem o Bonin em San Quentin.
"Prometa para mim que você vai estar lá.
"Não importa o que aconteça.
"Você precisa nos representar."
O John sabia que estava morrendo, ele tinha câncer.
Eu sabia disso, mas poucas pessoas sabiam.
E ele disse: "Agora quero que você faça algo por mim."
Ele disse: "Chegue bem perto dele
"e diga: 'Adeus, desgraçado.'"
Eu disse: "Estarei lá, John."
Do outro lado, em Hollywood, os detetives trabalhavam em assassinatos
de prostitutas que trabalhavam na Avenida Sunset.
O ASSASSINO DA SUNSET STRIP
A polícia tinha encontrado três mulheres que tinham levado um tiro na cabeça
e tinham sido jogadas em várias regiões do Vale.
Também encontraram outra mulher que tinha sido decapitada.
O corpo dela foi encontrado próximo a uma lixeira ao lado de um restaurante,
mas a cabeça ainda estava desaparecida.
A única coisa que essas quatro mulheres tinham em comum
era que elas tinham sido vistas na Sunset Strip
na noite em que foram assassinadas.
FRANK GARCIA - EX-DETETIVE DE L.A. CASO DO ASSASSINO DA SUNSET STRIP
No fim dos anos 70 e por toda a década de 80,
este era o parquinho do mau.
Todos vinham aqui.
Quando o sol se punha e era meia-noite,
a vida da Sunset Strip mudava completamente.
Era como uma imensa festa
com uma extensão de mais de dois quilômetros.
Sempre havia bandas tocando, música ao vivo.
JOAN RENNER HISTORIADORA SOCIAL
Tudo era um espetáculo.
Estamos falando do fim da década de 70. Estamos falando da era disco.
Mas também podíamos sair e ver uma banda como a Blondie tocar
no Whiskey A Go Go.
Esses locais eram cheios de jovens
que gostavam de badalar e eram de todas as regiões da cidade.
Mas também era lá o lado mais sombrio da cidade.
Álcool, drogas, sexo.
Qualquer tipo de sexo.
Depois de analisar os assassinatos, algumas conexões foram percebidas.
O ponto comum que havia entre todas as vítimas
era que elas sempre estavam na Strip
e começamos a conectar os pontos,
e eis que tínhamos um serial killer
à solta na Sunset Strip.
Foi quando a grande bonança surgiu, o que foi encontrado em um beco.
Ali, aquele é o lugar, bem ali.
Era de manhã bem cedo.
Havia um homem querendo entrar na sua garagem ali
e percebeu que havia uma caixa de madeira aqui,
como se fosse um baú do tesouro.
E ele decidiu olhar o que havia dentro da caixa.
Havia uma calcinha e uma camiseta.
Na camiseta estava escrito: "A Garota do Papai".
E ao mexer mais na caixa, para o maior choque de sua vida,
ele encontrou uma cabeça lá dentro,
a cabeça de uma mulher
que pertencia à Exxie Wilson,
do estacionamento do Sizzler.
Ele imediatamente parou de mexer e chamou a polícia.
O médico legista chegou
e colocou um termômetro na boca da cabeça.
A temperatura dela era três graus.
O que significava que a cabeça tinha sido congelada.
Quando a polícia examinou a cabeça de Exxie,
eles descobriram que o assassino tinha colocado
maquiagem nela
depois de removê-la do corpo.
E então, a cabeça tinha sido congelada para ser preservada.
A polícia começou a entender o quão perverso esse assassino era.
Descobriram que havia sêmen na boca da cabeça.
LEROY OROZCO - EX-DETETIVE DE L.A. CASO DA SUNSET STRIP
Para nós, ela tinha sido guardada como um troféu e ele tinha feito algo
por conta do sêmen.
A polícia conseguiu descobrir
que a Exxie Wilson tinha levado um tiro na nuca
com uma arma de mesmo calibre
que tinha sido usada para matar outras mulheres.
A Cynthia Chandler, a Gina Marano, e a Karen Jones.
Tínhamos quatro corpos
que foram assassinados com a mesma arma.
E naquele momento, não tínhamos ideia de quem poderia ter feito isso.
Saíram as notícias de que todas as mulheres que foram assassinadas
estavam na Sunset Strip.
LOUISE FARR AUTORA DE THE SUNSET MURDERS
O assassino ficou conhecido como o Assassino da Sunset Strip.
A polícia, na época, tinha poucas pistas para trabalhar
e decidiram pedir ajuda para a mídia.
Gostaríamos de solicitar que se alguém
conhece ou já viu esta caixa
que contate o Departamento de Polícia de Los Angeles.
Era dia 30 de junho, quando caçadores próximo ao Sylmar
encontraram o corpo mumificado de uma jovem.
Mais tarde, ela foi identificada como sendo Marnett Comer de 17 anos.
A Marnett Comer tinha fugido de Sacramento
e estava trabalhando como prostituta como as outras vítimas.
A polícia ouviu relatos de que a Comer tinha sido vista pela última vez
usando uma camiseta em que estava escrito: "A Garota do Papai".
A camiseta que dizia: "A Garota do Papai"
estava embrulhando a cabeça da Exxie.
Agora havia provas de uma cena do crime
aparecendo em outra cena do crime.
Não havia mais dúvidas de que todos esses crimes estavam conectados.
Ficou claro que o Assassino da Sunset Strip
estava guardando lembranças de suas vítimas.
Quando fizeram a autópsia na cabeça dela,
ela também tinha levado um tiro na nuca
de uma arma de baixo calibre,
uma Raven calibre 25.
Era a mesma arma que tinha matado as outras quatro garotas.
O fato de que todas as cinco vítimas tinham sido assassinadas
com a mesma arma, foi de grande ajuda para a polícia,
mas não os deixou mais perto
de resolver o caso.
Eles ainda não faziam ideia do local onde elas tinham sido assassinadas,
ou como impedir que o assassino voltasse a agir.
A polícia também se questionava sobre a razão de as vítimas levarem um tiro
no lado esquerdo da nuca.
Qual era o significado daquilo?
Isso poderia ajudar a explicar quem era o assassino?
O mês de junho se passou
e nenhum outro corpo foi encontrado
até o dia 9 de agosto.
Alguns moradores do Vale de São Fernando
prestaram queixa de um furgão que estava estacionado na rua
de onde emanava um cheiro horrível.
Foi uma visão horrível.
Eles abriram o furgão,
não dava para ver nada pelas janelas
porque os vidros eram muito grossos.
E no fundo do furgão, havia o corpo de um homem sem cabeça.
Havia ferimentos de facadas,
das nádegas até a cabeça.
Até na região anal.
Não havia sinal de perfuração de bala
em nenhum lugar do corpo.
Durante a investigação no furgão,
os oficiais encontraram um cartucho de bala.
O cartucho era de uma pistola de calibre 25.
O assassino desse indivíduo
gerou muita curiosidade da mídia.
Agora havia dois corpos no Vale que estavam decapitados
e as pessoas achavam
que eles estavam conectados.
Mesmo se esse caso estivesse conectado, por que ele mataria um homem?
Todas as vítimas até aquele momento eram mulheres.
Essa pessoa foi identificada como sendo o Jack Murray,
que era um cantor
no bar Little Nashville que não era longe daqui.
Ele era australiano e um bom músico.
Dois dias depois do corpo de o Jack Murray ser encontrado,
a polícia de Los Angeles recebeu uma ligação do Centro Médico do Vale.
Uma das enfermeiras de lá, uma mulher chamada Carol Bundy,
estava se comportando de modo estranho.
A Carol estava dizendo aos seus colegas de trabalho
que ela e seu namorado estavam envolvidos
em assassinatos de prostitutas na Avenida Sunset.
Ela estava se sentindo muito culpada
porque achava que deveria estar salvando vida e não acabando com elas.
Ela iria para casa e ligaria para a polícia.
Aqui é o Kilgore, posso ajudar?
-Sr. Kilgore? -Sim.
Há algum tempo houve uma série de assassinatos
envolvendo prostitutas em Hollywood.
O homem com quem eu moro já matou mais de 50 pessoas.
O problema é que ele quer continuar cada vez mais.
Gostaria de pegar esse homem hoje?
O ESTRANGULADOR DE HILLSIDE
A parte 123 do Supremo Tribunal do Estado da Califórnia
para o Condado de Los Angeles vai começar a sessão agora.
Durante o julgamento do suspeito do caso do Estrangulador de Hillside,
o Angelo Buono,
a procuradoria deixou um pouco de lado o Kenneth Bianchi,
o outro Estrangulador de Hillside,
que tinha concordado em depor contra Buono e depois se tornou não confiável.
Finalmente, em novembro de 1983,
o júri estava pronto para o veredito.
Eu estava lá quando o veredito foi anunciado.
BOB GROGAN - EX-DETETIVE DE L.A. CASO DO ESTRANGULADOR DE HILLSIDE
O Ron George se aproximou do banco e disse:
"Gostaria de saber a opinião do júri."
O júri se levantou
e votaram caso por caso.
Primeiramente, gostaria de deixar claro que seja lá o que tenha acontecido,
não houve retenção de informação
por nenhum dos 12 integrantes do júri.
"Qual é o veredito de vocês para os seguintes casos?"
E o representante disse: "No caso da Yolanda Washington,
"entendemos que o réu é inocente."
Ela foi a única garota que não tinha ido à casa do Buono.
Ela foi assassinada pelo Bianchi no banco de trás de seu carro.
E o júri foi claro quanto a isso.
COLABORADOR DA ABC NEWS
A Yolanda Washington foi a primeira vítima do caso de Hillside,
mas a morte dela foi diferente
porque o Bianchi e o Buono
não tinham definido um MO ainda.
Não tinha nenhuma prova que ligava
o Buono ao assassinato da Yolanda Washington,
nada que pudesse provar o envolvimento dele na morte dela.
Eu acreditava que o Buono e o Angelo a tinham matado.
Mas, sabe, acho que a prova era...
ROGER BOREN - PROCURADOR NO CASO DO ESTRANGULADOR DE HILLSIDE
...Ela deixava o júri com dúvidas se ele tinha cometido esse assassinato.
Em todas as outras nove acusações, todas as nove garotas...
O Buono foi entendido como culpado.
Nem o Sr. Bianchi e nem o Sr. Buono
devem ver o mundo fora dos muros das prisões
como determinado aqui.
RONALD GEORGE - JUIZ DO SUPREMO TRIBUNAL LOS ANGELES - CALIFÓRNIA
Eu não teria nenhum problema em impor a pena de morte nesse caso
como está em meu poder.
Se há um caso em que a pena de morte é adequada,
esse é o caso.
O sorriso de espertão não estava mais em seu rosto.
Eu estava olhando para ele
e ele sabia que era o fim para ele.
A justiça tinha sido feita.
Nós ganhamos em todos os casos... exceto no da Yolanda.
Isso não muda os fatos.
Ela foi vítima dos Estranguladores de Hillside.
Sem dúvida nenhuma.
Felizmente, o Buono logo morreu na prisão.
O fato de o Bianchi ainda estar vivo em Walla Walla...
...isso me deixa mais furioso do que consigo expressar.
Aqui é o Kilgore, posso ajudar?
-Sr. Kilgore? -Sim.
Alô.
Uma mulher chamada Carol Bundy
fez uma ligação para a delegacia da região nordeste
e conversou com um policial chamado Kilgore.
Há algum tempo aconteceram uma série de assassinatos
envolvendo prostitutas de Hollywood.
Gostaria de pegar o culpado hoje?
Ela perguntou ao Kilgore se queriam pegar o culpado naquele dia.
Ela disse que poderia entregar o culpado pelos assassinatos da Sunset naquele dia.
Ele ficou meio arredio, não entendeu o que ela quis dizer.
E ela começou a oferecer para ele pistas sobre os assassinatos.
A garota em Balboa...
levou um tiro no cotovelo.
E em algum momento, ele cortou a barriga dela no meio.
A próxima vítima... não sei se vocês a encontraram.
E por que assim do nada você quer entregar o cara?
Ele queria saber
por que ela estava entregando o seu namorado naquele momento.
Esse homem com o qual eu moro, ele já matou mais de 50 pessoas.
E eu me envolvi apenas com oito ou nove dos casos.
O ponto é que ele não quer parar!
Sim.
Eu não aguento mais, estou abalada.
A Carol disse ao policial pelo telefone
que ela não aguentava mais,
ela não aguentava mais aquela situação.
Mas ela mudou um pouco de comportamento e disse.
Você quer saber a verdade?
-Bem, claro. -A verdade é...
-Vou ser sincera com você. -Está bem.
A verdade é que matar pessoas é divertido.
E se eu pudesse ficar livre, eu provavelmente faria de novo.
Está bem. Qual é o seu nome?
Não vou te dar o meu nome, mas vou dizer onde me encontrar.
Encontrá-la?
A Carol Bundy foi presa imediatamente
e levada para o departamento de Homicídios de Van Nuys.
Ao ouvi-la falar, era óbvio que ela era uma pessoa feliz.
Tipo, jovial.
Era tão estranho.
Não dava para imaginar que aquela mulher havia cometido um assassinato.
Naquele mesmo momento, o namorado da Carol Bundy, Doug Clark,
estava sendo preso onde trabalhava
na fábrica da Jergens em Burbank.
Nós levamos o Doug
à Unidade de Roubo e Homicídio no centro da cidade.
Em qualquer caso, quando se avalia o histórico da pessoa,
conseguimos muitas informações com seus amigos.
No caso do Doug, ele não tinha nenhum amigo homem. Nenhum.
Pela conversa dele dava para ver por que ninguém gostava dele.
Ele era incrivelmente arrogante!
Sobre como ele era bom e essas coisas.
Ele já tinha conhecido o mundo. Diferente da Carol.
Foi decidido que eu e o meu parceiro Gary Broder
iríamos interrogar a Carol.
É difícil descrever a Carol.
Ela era patética.
Ela usava óculos grossos e tinha o cabelo curto,
não se vestia muito bem.
Eu tive a impressão logo de cara
que ela era uma mulher solitária e desesperada
que estava em busca de amor e carinho.
Começamos a perguntar...
...há quanto tempo ela conhecia o Doug Clark e essas coisas.
E assim que ela viu o meu parceiro,
um cara alto e bonito,
ela disse: "Desculpe, sargento Broder."
E acho que ele disse: "Pode me chamar de Gary."
E ela disse: "Você está me fazendo sentir vibrações no clitóris."
Enfim, ela começou a conversar conosco.
O primeiro caso sobre o qual conversamos foi o das irmãs.
Ela disse que o Doug Clark as pegou na Strip
e pediu para a loira fazer sexo oral nele.
Ele instruiu que a outra,
a morena, a Gina Marano, não olhasse.
Ele pegou a Marano olhando e atirou nela.
Ele atirou na nuca dela.
Ele atirou na nuca da garota morena de 15 anos
enquanto a irmã dela fazia sexo oral nele.
Eu perguntei a ela porque aquelas garotas
recebiam o tiro na nuca do lado esquerdo perto da orelha.
E ela disse: "Isso é simples."
Enquanto as garotas estão fazendo sexo oral para ele,
ele segura a cabeça delas
e é aí que ele atira, quando elas estão indefesas.
Elas não podem se mexer, não podem reagir, não podem fazer nada.
Ela nem pôde perceber o que estava acontecendo.
Foi: "bangue, bangue".
Depois que ele matava as garotas,
ele as levava a uma garagem que tinha alugado em Burbank.
O Clark disse à Carol que levava as garotas lá
e as arrastava até o canto da garagem
onde ele tinha uma cama.
Ele colocava os corpos das garotas em diferentes posições sexuais
e transava com elas.
Ela disse que ele fantasiava e falava para ela sobre isso,
sobre a sua necrofilia, ele era fascinado por cadáveres.
Depois que ele terminava,
ele colocava as garotas de volta no carro
e as levava para a rampa de acesso da Rodovia Ventura
e era lá que ele descartava os corpos.
O interrogatório dela foi um dos mais estranhos
por conta do comportamento dela.
Imagine que você está sentado à mesa na cozinha
e conversando sobre uma receita com alguém.
Esse era o tom dela, a Carol estava assim.
Depois disso, ela contou sobre a Exxie Wilson
e o que tinha acontecido com a sua cabeça.
A Carol disse que o Doug Clark chegou tarde em casa
e dentro de uma sacola de plástico,
ele tinha a cabeça de uma mulher.
Ele levou a cabeça para o andar de cima,
colocou no balcão próximo à pia e mostrou para a Carol.
Ela disse que lavou a cabeça,
limpou todo o sangue, passou xampu
e colocou maquiagem nela.
Enfiou a cabeça no freezer.
Você maquiou a cabeça?
Sim, passamos maquiagem nela.
Eu me diverti com isso, com a maquiagem.
Nos quatro dias seguintes,
o Doug tomou banho com a cabeça...
...e se satisfez com ela.
Eu nunca tinha ouvido nada desse tipo.
Ela disse que eles curtiam isso.
De verdade.
Todas as manhãs, ela fazia algo para o Doug
para ajudá-lo e ele era bom com ela.
A Carol Bundy respondeu prontamente
todas as perguntas da polícia.
Mas ainda havia um mistério. Será que o Jack Murray,
o homem que tinha sido decapitado no furgão,
estava de alguma forma relacionado com os outros assassinatos?
E em caso positivo, por quê?
A polícia prendeu o Doug Clark e a Carol Bundy,
os Assassinos da Sunset Strip.
Assim que a Carol Bundy estava presa,
ela se abriu para a polícia sobre como pegaram as vítimas
e como as mataram.
Ela também confirmou que conhecia o Jack Murray.
Durante o tempo que a Carol tinha ido morar com o Doug Clark,
ela ainda se relacionava com o Jack Murray,
um cantor do bar Little Nashville.
A Carol ficou desiludida com o Doug Clark.
A Carol saía, pegava garotas para o Doug,
ela as levava para casa para fazerem um ménage à trois.
Bom, na verdade, não havia um ménage à trois, ela ficava de fora,
e a pessoa que tinha levado para casa ficava com o Doug.
E ela estava ficando cansada disso.
Naquele momento, ela começou a contar para o Jack Murray
que ela e o Doug eram responsáveis pelos assassinatos
da Sunset Strip.
O Jack não acreditou nela.
E ela disse: "Vou te mostrar."
Ela o levou até o carro, abriu o porta-malas
e mostrou a ele o Raven calibre 25.
E isso assustou o Jack.
A Carol foi para casa e disse ao Doug Clark o que tinha feito.
Ele disse: "Então é melhor que volte lá e cuide dele."
Então, acho que na noite seguinte,
a Carol apareceu no Little Nashville,
conversou com o Jack e o convenceu a entrar no furgão
porque havia algumas coisas sexuais que ele gostava.
Ela atirou na nuca dele.
E ela disse: "Eu me diverti demais cortando a cabeça dele."
A cabeça do Jack Murray não foi encontrada.
As confissões da Carol eram assustadoras.
Mas a polícia ainda precisava confirmar a história dela
porque iriam incriminar o Doug Clark que alegava ser inocente.
E eles tinham onde investigar.
A garagem para onde a Carol disse que ela e o Doug levaram as garotas,
a Gina Marano e a Cynthia Chandler, depois que ele as matou.
Nós fomos à garagem naquela noite.
Logo na entrada da garagem, a luz estava acesa.
Eu vi que havia marcas de algo ter sido arrastado no chão
que levava ao fundo da garagem,
o que batia com a informação
que a Carol nos estava dando sobre o local que ele levou as irmãs.
Eu sabia que havia uma boa chance de conseguirmos pegar provas.
Quando as amostras de sangue estavam sendo levadas ao laboratório,
nós vimos marcas de bota.
Claro, estavam sobre o sangue.
Isso foi uma descoberta muito importante.
Se as impressões da bota no chão da garagem
pudessem ser coletadas como provas,
os detetives poderiam conectar o Doug Clark à cena do crime.
A criminalista que estava lá disse ao detetive Garcia
que tentar coletar aquela marca da bota
poderia ser algo muito arriscado.
Ela nos disse que isso poderia destruir a validação do sangue que estava lá.
Eu disse que não tinha problema porque havia muito sangue por lá.
Ela retirou a marca.
E ficou perfeita!
Agora a polícia tinha provas fortes.
Mas o que aconteceu a seguir foi uma completa surpresa
e foi o ponto de virada da investigação.
No dia seguinte, o Doug Clark foi levado à delegacia
para tirar sangue.
Estávamos sentados lá,
verificando nossos relatórios.
O Doug estava sentado na entrada da delegacia
e ele tinha uma pose de muito arrogante.
Ele estava olhando para todo mundo e dava para ver que ele pensava:
"Cara, quantos idiotas há aqui!"
E então, o Doug Clark levantou seus pés
e os cruzou em cima da mesa.
Não conseguíamos acreditar no que estávamos vendo.
Uma noite antes, algumas horas antes, nós tínhamos visto
as marcas daquela bota no chão da garagem.
Nós corremos até ele e mandamos que tirasse as botas.
E foram guardadas como prova.
As botas foram uma importante descoberta,
uma certeza para fazer uma prisão.
Mas os detetives ainda queriam mais.
Uma das características dos serial killers é que eles guardam troféus
e nesse caso, a polícia achava
que o Doug Clark teria guardado as armas,
os instrumentos dos assassinatos como troféus,
e então foram em busca de encontrá-las.
Começamos a pensar: "Bom, o Doug trabalha
"na fábrica da Jergens."
Ele ficava no comando da sala da caldeira.
Eu fui até a Jergens onde ele trabalhava
para começar procurando na sala da caldeira,
por todo o canto,
para encontrar as armas.
No alto da parede, um tijolo estava solto,
e lá estava a pistola de calibre 25.
A arma dos assassinatos estava lá.
As armas estavam registradas no nome da Carol Bundy.
Aquilo era... aquilo era ouro.
O Doug Clark foi acusado de cometer seis assassinatos,
e para a surpresa do tribunal,
ele decidiu se representar no julgamento.
O julgamento do Doug foi um enorme circo.
O Doug era tão profano e insultava a todos com seu vocabulário
que ele teve que ser silenciado
e levado para fora do tribunal diversas vezes.
Naquela hora, ele estava em uma sala ao lado
de onde conseguia ouvir o que acontecia,
e ele batia na parede e gritava.
A Carol confessou ser culpada de dois assassinatos.
Ela foi sentenciada para pegar 25 anos ou prisão perpétua
pelo assassinato do Jack Murray
e de uma prostituta que chamaram de Kathy.
Clark pegou pena de morte
pelo assassinato de seis vítimas.
Mas ele ainda está na prisão hoje.
Pessoas como a Carol Bundy e o Doug Clark
se encontram e têm uma certa química.
Eu, pessoalmente, acho que a Carol Bundy nunca teria matado ninguém
se não fosse pelo Doug Clark.
A Carol Bundy era uma pessoa vulnerável,
e ela era uma parceira dedicada...
JAMES ALAN FOX, DOUTOR - PROFESSOR CRIMINOLOGIA, DIREITO E POLÍTICA PÚBLICA
UNIVERSIDADE NORTHEASTERN
...disposta a ajudá-lo nos assassinatos para não perdê-lo como namorado.
Ela faria de tudo por amor.
Eu não acho que a Carol tinha remorso.
E ela era doente, ela tinha diabetes.
Ela teve um problema no coração, ela não era uma mulher saudável.
Mas acho que aquilo a fez importante.
Acho que os assassinatos da Sunset Strip deram reconhecimento à Carol.
Muitos desses casos aconteceram
no mesmo tempo.
Na verdade, os assassinatos da Sunset Strip
e os assassinatos do Estrangulador de Hillside,
os seus julgamentos estavam acontecendo no mesmo prédio
e no mesmo momento.
Mas o que as autoridades não consideraram
era que eles ainda lutariam para manter esses assassinos atrás das grades.
O Bobby Joe Maxwell tinha sido condenado pelos assassinatos do Skid Row em 1984.
ACUSADO DE 11 ASSASSINATOS DE ESFAQUEAMENTOS EM L.A.
Quase 35 anos mais tarde, em 2018, ele conseguiu recurso em sua condenação.
O Bobby Joe Maxwell sentiu que era inocente das acusações contra ele.
A testemunha-chave do caso foi descartada.
Finalmente, um recurso federal revogou a condenação.
Nós estávamos batalhando no tribunal... moções preventivas...
ROBERT GRACE - PROMOTOR LOS ANGELES CALIFÓRNIA
...e então o Bobby Joe Maxwell entrou em coma.
PEGO NAS LACUNAS DA LEI
Por conta da sua saúde,
retiramos as acusações contra ele logo antes de ele morrer.
Mas isso não significa que o Bobby Joe Maxwell era culpado
e nem significa que ele não era culpado.
Só significa que dada as circunstâncias na época,
decidimos não seguir em frente.
Só porque eles recebem algum tipo de libertação,
não significa que não mataram.
TOM LANGE - EX-DETETIVE DE L.A. CASO DO ESFAQUEADOR DO SKID ROW
Não significa que eles não fizeram nada.
Os polícias só podem fazer trabalho de policiais.
Eles não podem processar ou defender,
não podem ser juízes ou júri e nem fazer parte da mídia.
Não podem fazer nada disso.
Só podem ser policiais.
E os policiais fizeram o seu trabalho.
Eu fui ao tribunal por conta de uma prova
há uns três anos.
Essa coisa ainda estava rolando 40 anos depois.
TENHO CERTEZA QUE TERÁ A COOPERAÇÃO DELE ASSIM COMO TERÁ A MINHA
NA NOSSA TENTATIVA DE MANTER ESSE CARA LONGE DAS RUAS.
Se ele tivesse sobrevivido, ele poderia ter se aposentado.
Mas ele morreu e foi o fim do caso.
O Rodney Alcala, que era o assassino do The Dating Game,
foi condenado pelo assassinato da Robin Samsoe em 1980,
mas o caso estava longe de ser encerrado.
Esse homem foi incrivelmente prolífico.
Mas lembre-se, ele foi preso em 1979,
e tudo o que sabiam dele com certeza
era que ele tinha estuprado a Tali Shapiro.
Então, quando ele foi preso,
o único assassinato que sabiam que ele tinha cometido era o da Robin.
Só em 2005 ou 2006,
quando os testes de DNA surgiram, as pessoas começaram a perceber
o quanto o Rodney Alcala tinha sido um serial killer prolífico.
A Perícia achou muitas coisas do Rodney Alcala.
Usando tecnologia de ponta que não existia nos anos 70...
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...as provas de muitos casos arquivados
foram testadas pelo DNA.
Uma por uma. E conectaram
o Rodney Alcala com a Charlotte Lamb.
E depois com a Jill Barcomb.
Quantas pessoas o Rodney Alcala matou?
O que sabemos é que na época que ele participou do The Dating Game,
ele tinha matado pelo menos oito.
Mas o verdadeiro número de assassinatos é bem maior.
Há informações de que ele foi para a Europa
quando conseguiu a condicional.
Ele conseguiu dirigir pelo país por inúmeras vezes.
Como procurador, você percebe que está olhando para um cara
que não matou só as pessoas que você está sabendo,
ele matou dezenas e mais dezenas de pessoas em sua vida.
O tamanho de tudo isso é perturbador.
O Rodney Alcala morreu em 24 de julho de 2021
enquanto ainda esperava a pena de morte na prisão da Califórnia.
Ninguém mais precisa se preocupar com o Rodney Alcala.
Se existe inferno, o Rodney Alcala tinha um lugar separado para ele lá.
O ASSASSINO DA RODOVIA
Eu acho que ele não tem nenhum tipo de remorso
por nada disso.
A polícia o tirou das ruas, um assassino sangrento...
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...e acho que ele será executado.
Catorze anos depois de ser condenado à pena de morte,
o William Bonin iria finalmente ser executado.
Eu recebi uma ligação um dia no trabalho.
E me falaram que a execução estava acontecendo.
O David McVicker tinha sido a última vítima que o Bonin deixou viver.
Ele queria justiça.
Isso afetou muito a sua vida.
Eu queria mudar as lembranças da minha vida
porque eu estava tendo terríveis pesadelos.
DAVID MCVICKER SOBREVIVENTE
Estou tentando me manter ocupado até a hora chegar.
Isso é algo muito difícil para mim.
Está sendo exaustivo, eu não durmo há noites.
Eu achava que vê-lo morrer,
mesmo eu não querendo assistir uma execução, sabe,
eu não queria ver alguém morrer.
Mas para ele, era um pouco diferente
porque ele estava me matando.
Eu queria poder assistir para mudar
como eu dormia à noite.
O William Bonin foi finalmente enviado para a execução
no dia 23 de fevereiro de 1996.
O detetive Robert Souza deveria estar lá,
mas seu parceiro John St. John já tinha morrido.
Eu cheguei na prisão às cinco horas.
Eu entrei e aquela cena,
eu sempre a descrevo como algo entre um velório
e um casamento. É algo muito estranho.
E algumas garotas, as vítimas, eu reconheci algumas,
e as mães das vítimas tinham fotos de seus filhos
que foram vítimas em suas roupas.
Eles nos levaram para a prisão,
eu e a Sandy Miller, uma das mães.
O filho dela tinha sido assassinado, o nome dele era Russell Rugh.
Ela estava arrasada.
Ela estava destruída por dentro.
Ninguém vai trazer o meu filho de volta
e nenhum outro garoto.
A única diferença é que o Bonin estará morto
e não poderá machucar mais ninguém.
Estávamos lá e a cortina estava fechada
na câmara da morte onde ele estava.
Eles abriram as cortinas
e eu queria ver o malvado morrer.
A entrada para a veia da injeção tripla que injetariam nele,
estava coberta com uma fita.
Ele estava deitado imóvel.
E finalmente os lábios dele fizeram... assim.
E esse foi o último ar que saiu de seu corpo.
O John tinha morrido um ano e meio antes de o Bonin ser executado.
Teria sido muito importante para ele estar lá.
Eu disse o que o John me mandou dizer:
"Adeus, desgraçado."
Quando todos nós saímos de lá, era um silêncio geral.
Eu acho que as famílias das vítimas não sabiam como agir.
Elas estavam aliviadas depois de todos esses anos.
Mas será que estavam felizes?
Será que isso era o bastante para elas?
Eu não sabia o que dizer para essas pessoas.
Sabe, eu não queria dizer: "Isso foi bom, não?
"Estamos livres do desgraçado."
Não... não é assim que funciona.
Eu acho que ele merecia coisa muito pior do que aquilo.
Ele perdeu sua vida.
Mas foi fácil para ele, comparado ao que ele fez às pessoas.
Para ele foi como uma cirurgia.
Eles o colocaram para dormir e acabou.
E quando esse assunto vem à tona,
eu tenho pesadelos.
Parece que não tem fim.
O caso do Assassino da Rodovia, era como andar em círculos para mim.
Eu me deparava com aqueles cadáveres
e agora o caso com o caso encerrado, pude ver o cara que fez isso morrer.
Hoje, percebo mais a importância disso do que eu percebia antes.
Não tínhamos tempo para filosofar.
Fazíamos o que tínhamos que fazer.
Vamos pegar o desgraçado, sabe?
Vamos pegá-lo! E vamos prendê-lo
para que ele não possa mais agir.
Era um conceito simples e foi o que fizemos.
Quando você participa de todos esses casos,
você vê o que acontece às vítimas e às famílias das vítimas.
Essas pessoas tinham sonhos grandes para as suas vidas.
Elas mereciam ter tido a chance de ser quem queriam ser.
Eu acho que no meio de tudo isso, deveríamos não lembrar dos assassinos,
mas nos lembrar das vítimas.
Esse deveria ser o legado daqueles tempos.
Esses casos são um tipo de trauma.
E esses caras que estão trabalhando
há décadas nesses casos,
não importa quão duro ele seja,
isso fica dentro deles, nunca vai sumir.
Não há um momento... de celebração.
É triste, sabe? Por que isso precisa acontecer?
PAUL HOLES INVESTIGADOR
Esses detetives foram pioneiros
da era moderna de investigações de homicídios.
Sendo um procurador que não teve esse benefício por 17 anos,
eu precisei trabalhar com a segunda onda desses caras
que aprenderam com o Tom Langes,
que aprenderam com esses detetives dedicados.
Hoje, sabemos de pessoas que não foram assassinadas
por conta do trabalho que esses detetives realizaram.
O mundo é um lugar bem mais seguro hoje
por causa do trabalho desses detetives.
Acho que nunca mais veremos o que aconteceu naquele tempo.
Sim, há vítimas de tragédias horríveis
e histórias assim,
mas elas poderiam ter sido muito piores se não fosse por esses detetives.
Eles tornaram esse lugar mais seguro para muitas pessoas com seu trabalho.
Mas acho que eles não querem ser agradecidos por isso.
Eles sabem o que eles fizeram.
Sabe, ao olhar para trás, para essa era dos serial killers,
não importa o que queiram falar disso,
nós solucionamos todos eles.
Todos eles foram solucionados.
E acho que todos nós respeitamos o que fizemos
por todos esses anos e sabemos que foi um sucesso,
e acho que estamos muito felizes de escolher essa carreira.
Ao olhar para trás, eu me sinto muito orgulhoso
de saber que as pessoas queriam justiça pelos assassinatos.
Por isso me senti bem.
Eu acho que eu fiz tudo direito.
Coloquei muitos caras malvados atrás das grades.
Tenho orgulho de dizer
que quase todos os assassinos que persegui, eu prendi.
Tenho orgulho dos caras com os quais trabalhei.
Provavelmente o melhor time de investigadores.
Tenho muito orgulho de ter feito parte disso.
A minha maior satisfação da vida foi ter resolvido esses casos,
e a conclusão que pudemos levar para muitas famílias.
Às vezes, falamos com o pai, a mãe, a esposa, seja lá quem for,
e depois que resolvemos o caso, eles nos olham nos olhos,
eles te agradecem.
Fazem isso com todo o coração.
Sim.
Isso significa mais do que tudo no mundo.
Eu conheço muitos policiais da Polícia de Nova York.
Eu cresci... naquela parte do mundo.
E eu sei o que a polícia de Nova York
achava da polícia de Los Angeles.
O meu amigo disse: "Vocês são inovadores.
"Mas acima de tudo,
"vocês são os verdadeiros profissionais de investigação
"deste país."
Tenho muito orgulho disso.
Amo vocês.
Vocês são irmãos para mim.
Vocês são os melhores.
E quero fazer um brinde especial
à Unidade de Roubo e Homicídio
e a todos os detetives da cidade de Los Angeles.
Que Deus abençoe todos vocês.
-Saúde. -Saúde!
-Saúde! -Saúde!
Eu não acho...
...que o livro foi fechado.
Ele nunca será.
Até hoje eu não consigo entender
por que alguém quer matar alguém.
Ninguém merece morrer assim.
Mas há justiça.
Ainda bem que a justiça foi feita.
Legendas: Renata Bianchi
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