All language subtitles for City of Angels City of Death S01 E05

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Original subtitles

ESTE PROGRAMA CONTÉM VIOLÊNCIA E IMAGENS PERTURBADORAS.

NÃO RECOMENDADO PARA MENORES.

A maioria dos serial killers se acompanha pela TV.

E isso os deixa ainda mais satisfeitos de terem cometido seus crimes.

De um modo estranho, há uma certa competitividade,

o que aumenta a violência e a brutalidade.

Acho que cada assassino queria fazer uma coisa a mais do que o outro.

EPISÓDIO CINCO - UM NOVO PESADELO 1980 - 1983

Uma coisa que esses apelidos dos serial killers fazia

era colocá-los em um momento e local...

PATT MORRISON COLUNISTA DO LOS ANGELES TIMES

...na vasta área de Los Angeles.

E não era só identificar uma série de crimes.

O ASSASSINO DO THE DATING GAME

Era defini-los por localização para que pudessem reconhecê-los...

O ESFAQUEADOR DE SKID ROW

...saber onde agiam e o que estava acontecendo.

O ASSASSINO DA CAIXA DE FERRAMENTAS

Então, quando falavam do Estrangulador de Hillside,

não estavam falando da praia,

não estavam falando do porto,

estavam falando do Vale de San Gabriel.

A polícia estava com dois suspeitos

no caso do Estrangulador de Hillside.

O primeiro era o Kenneth Bianchi

que tinha se declarado culpado em troca de entregar o seu primo,

o Angelo Buono.

Mas depois disso, a Promotoria de L.A. decidiu

que não tinha provas suficientes contra ele

e quiseram dispensar todo o caso contra ele.

MATT MURPHY EX-PROMOTOR

Não acreditavam que o Kenneth Bianchi fosse confiável.

Ele vai ser solto.

Ele vai ser solto!

Eu fiquei totalmente arrasado.

E de repente, recebi uma ligação mágica do chefe Gates.

BOB GROGAN - EX DETETIVE DE HOMICÍDIO DO CASO DO ESTRANGULADOR DE HILLSIDE

Acho que o chefe Daryl Gates nunca tinha ligado para um detetive

na sua vida toda, tenho certeza.

Mas ele me ligou. Ele sabia que eu estava...

um pouco perturbado, vamos dizer assim.

E ele disse: "Não se preocupe, vai dar tudo certo na segunda-feira."

Ele disse só isso.

Temos quatro processos hoje...

RONALD GEORGE - JUIZ DO TRIBUNAL SUPERIOR DE LOS ANGELES - CALIFÓRNIA

...no caso do povo vs. Angelo Buono e Kenneth Bianchi.

O juiz sentenciou que havia prova fáceis suficientes...

ROGER BOREN - PROCURADOR DO CASO DO ESTRANGULADOR DE HILLSIDE

...para condenar o Angelo Buono.

O juiz disse: "Eu não acho que esse seja um caso impossível de vencer.

"O caso irá continuar."

Depois de todo o trabalho dos detetives,

iria haver um serial killer

solto de volta na comunidade

para matar mais pessoas?

E foi necessária uma tomada de decisão sem precedentes

do juiz George que disse: "Não,

"não vou deixá-los dispensar o caso.

"Isso precisa ser decidido por um júri."

E no fim, o juiz George estava totalmente certo.

Dois serial killers cruéis...

um deles com certeza continuaria

atacando à comunidade... precisavam encarar a justiça.

A minha obrigação, e acho que fui pelo caminho mais difícil,

foi ir contra o que os dois lados de um processo

queriam que eu fizesse e fazer o que eu achava certo,

e, pensando que eu trabalho para a sociedade,

o que seria o melhor para ela.

Eu atravessei a rua, entrei em uma loja de bebidas

e comprei uma garrafa de champanhe para mim.

Eu entrei na sala do juiz,

coloquei uma garrafa de Dom Perignon na mesa e disse: "Excelência."

E ele disse: "Grogan, tire isso da minha sala!"

Aquele cara era um profissional e tanto.

"Não podemos fazer isso.

"Pelo amor de Deus, Grogan, aqui é um tribunal de justiça!

"Vá beber isso você!"

E eu disse: "Vou beber por você, Excelência."

Eu cheguei ao trabalho

e descobri que eu seria o procurador responsável pelo caso.

Eu estava surpreso como todos.

Não imaginava que eu seria nomeado para esse caso.

Eu nem estava na divisão do direito criminal.

Não éramos vistos como advogados

com experiência suficiente em casos de assassinatos.

MICHAEL NASH - PROCURADOR DO CASO DO ESTRANGULADOR DE HILLSIDE

Que erro colocar esses dois caipiras,

por assim dizer, nesse caso.

O argumento de abertura começa hoje

sobre outro caso terrível de assassinato em Los Angeles.

O réu é o Angelo Buono, que é acusado

de ser o tão famoso autor de assassinatos, o Estrangulador de Hillside,

que aterrorizou a cidade há quatro anos.

Quando o julgamento começou, o tribunal estava lotado.

E estava sendo transmitido nacionalmente pela TV.

Esse caso foi bastante notório.

Quando o julgamento começou, a estimativa era

de que duraria por volta de um ano,

e isso foi basicamente o que disseram para o júri.

O Ken Bianchi subiu para depor durante seis meses.

Foi um julgamento bastante entediante.

Mas a lei é a lei e ela é bastante clara, eu acho.

O advogado de defesa, o Gerry Chaleff,

era um dos melhores advogados de defesa daqui de Los Angeles.

Um dos melhores interrogadores que eu já tinha visto.

Ele queria focar no Ken Bianchi.

Basicamente, a estratégia da defesa nesse caso

era estabelecer que o Kenneth Bianchi não era uma testemunha confiável,

que tinha agido sozinho e que o Angelo não tinha nada a ver com isso.

Eu acho que esse caso gira em torno apenas do Sr. Bianchi.

Ele o criou.

GERALD CHALEFF ADVOGADO DE DEVESA DE ANGELO BUONO

Ele explica muitas provas à sua maneira

e acho que a sua credibilidade é crucial.

Estavam usando uma testemunha

que era um serial killer confesso.

E para levar o júri a acreditar em você,

é uma boa jogada

atacar a credibilidade dessa pessoa

porque o júri vai automaticamente odiá-lo.

A grande questão em um julgamento,

que sempre é dinâmico,

é saber se a tática vai enganar alguns dos jurados.

Para o júri, os funcionários,

os advogados, o juiz,

era como ir ao mesmo trabalho por mais ou menos dois anos.

Desde 16 de novembro de 1981, estava acontecendo

o caso do povo contra Angelo Buono.

Vou tentar colocar importância em diferentes partes do julgamento.

Acho que cabe ao júri decidir.

Esperávamos que o júri pudesse enxergar

por trás de toda aquela confusão e tomar a decisão certa.

No início dos anos 80, corpos de jovens garotos

estavam sendo encontrados por todo o Sul da Califórnia.

Vítimas do Assassino das Rodovias.

Eles eram descartados nus,

amarrados, estrangulados e estuprados.

PAUL HOLES INVESTIGADOR

Era muito parecido em detalhes com os casos do Estrangulador de Hillside.

Mas nesse caso, eram homens que estavam sendo assassinados

e tendo seus corpos descartados.

As autoridades não tinham nada ainda.

Não tinham nenhum suspeito e nenhuma testemunha.

Esse cara era como um fantasma

e ele estava atuando por todo Sul da Califórnia.

Ele atuava em uma área enorme.

Como ele entrava e saía de todos esses locais sem ser visto?

A vítima mais recente

era um jovem chamado Charles Miranda.

Ele estava pedindo uma carona para casa depois de sair de uma boate em Hollywood.

Alguns dias depois de acharmos o Charles Miranda,

um outro jovem foi achado descartado.

ROBERT SOUZA - EX-DETETIVE DE L.A. CASO DO ASSASSINO DA RODOVIA

O nome dele era James McCabe. Ele tinha 12 anos.

Ele foi visto pela última vez em um ponto de ônibus em Huntington Beach

a caminho da Disneylândia.

Ele tinha as mesmas características

das outras vítimas.

Ele tinha sido espancado e tinha sido estuprado.

JOAN RENNER HISTORIADORA SOCIAL

Ele tinha sido estrangulado, mas tinha sido assassinado,

bom, achavam que tinham colocado uma chave de roda ou um cano...

contra a garganta dele.

Que tipo de monstro pega um garoto de 12 anos

e diz: "Vamos para a Disneylândia?"

O ASSASSINO DA RODOVIA

Estávamos no meio de março em 1980

quando, de alguma maneira, os assassinatos ficaram ainda piores.

Em menos de uma semana,

quatro corpos de garotos, com idades entre 14 e 19 anos, foram encontrados.

Nessa época eu ligava para a minha esposa

por volta de quatro ou cinco vezes ao dia pra saber dos meus filhos.

Pra saber se tinham voltado da escola.

Eu queria tanto pegar esse assassino,

eu estava quase perdendo o meu comportamento profissional.

O meu parceiro era ótimo.

O John St. John era um homem mais velho que conseguia não se envolver.

Ele não era como eu.

Ele costumava dizer: "Bob, vamos pegar esse cara."

Ele dizia: "Vamos revirar a cidade.

"Vamos fazer tudo o que pudermos.

"E vamos ter sorte."

De repente, a imprensa estava toda em cima de nós.

Porque esses garotos eram muito jovens e estavam sendo pegos nas ruas

e depois assassinados.

Eles sempre me dizem para não aceitar caronas de estranhos.

Há um maníaco à solta.

É basicamente isso.

A mídia estava enlouquecendo.

Muitas vezes, a mídia inventa coisa...

PAUL TIPPIN EX-DETETIVE DE L.A.

...ou inventa nomes que acabam sendo aceitos.

O Estrangulador de Hillside.

Os tão famosos Assassinos do Saco de Lixo.

O assassino está sendo conhecido

como o Esfaqueador de Skid Row.

Mas foi algo que viralizou quando o Orange County Register

nomeou esse caso de o Assassino da Rodovia.

Esse nome pegou.

O Assassino da Rodovia era um gênio.

Todos conheciam uma rodovia.

Todos já tinham passado por uma rodovia.

Era um ponto de ligação entre as pessoas

no Sul da Califórnia.

E de repente, aparece um assassino que deixa as suas vítimas,

quase que com desprezo no canto delas,

desonrando esse sistema, esse sistema de unificação.

E todo mundo que precisava diariamente pegar as rodovias,

se sentia um tanto vulnerável.

Estávamos todos em perigo.

Chamá-lo de Assassino da Rodovia...

não ajudava a identificá-lo.

Ele poderia estar em qualquer lugar.

As vítimas dele poderiam aparecer em qualquer lugar.

Eu não estava com medo

até que comecei a ler sobre esses garotos mortos.

E eu tive uma sensação estranha, era ele!

E muitos dos garotos se pareciam comigo.

Meu nome é David McVicker, e eu fui sequestrado

pelo Assassino da Rodovia em 8 de setembro de 1975.

Eu estava em Westminster badalando com meus amigos.

Chegou a hora de eu ir para casa

e eu tinha que andar em torno de 19 quilômetros.

Eu me despedi dos meus amigos e atravessei a rua.

DAVID McVICKER SOBREVIVENTE

Um carro azul parou ao meu lado.

Havia um cara dentro dele.

Ele perguntou: "Para onde você está indo?"

Eu respondi: "Vou andar até Huntington Beach."

E ele falou: "Posso te dar uma carona?"

E eu entrei no carro.

Então eu disse: "Vou ficar aqui."

E ele simplesmente continuou dirigindo.

Eu percebi que estava com problemas.

Algo estava muito errado.

Ele parou no acostamento da rodovia principal,

próximo a um local em que ninguém podia nos ver.

Eu estava com muito medo.

Assim que ele parou o carro,

eu abri a porta e tentei sair,

mas ele me pegou e me jogou de volta para dentro.

E começou a me bater.

Ninguém me ouvia gritar.

E a única coisa que eu poderia fazer para salvar a minha vida

era fazer tudo o que ele pedisse.

E eu disse: "Farei o que quiser, só pare de me bater."

E... desculpe.

Desculpe.

Ele me pediu para que eu me virasse.

Eu ainda não imaginava.

Eu não sabia o que ele estava fazendo. Eu não tinha ideia do que viria.

Ele colocou a minha camiseta no meu pescoço, um pé-de-cabra...

uma chave de roda... pela manga dela

e começou a me estuprar enquanto enrolava a camiseta.

Eu não conseguia respirar.

E com o que eu achei que fosse a minha última respiração,

eu disse: "Deus, me ajude."

E ele parou.

Ele saiu de cima de mim, mandou eu me vestir

e me perguntou onde eu morava.

E começou a dirigir até lá.

Quando chegamos à minha casa,

ele disse: "Nos veremos de novo."

E eu saí correndo no escuro.

Três semanas depois, a polícia prendeu um cara...

MATT MURPHY COLABORADOR DA ABC NEWS

...pelo estupro do David McVicker.

Eles me levaram a uma sala para que eu fizesse o reconhecimento,

seis caras entraram.

Eu disse: "Foi aquele cara lá."

O nome dele era William Bonin.

Antes do ataque contra o McVicker, o William Bonin foi sentenciado

a algo chamado de sentença indefinida

de um a quinze anos.

Eu estava eufórico.

Eu não estava mais com medo.

Esse cara ia ficar preso para sempre.

E então eu comecei a ouvir umas histórias

de garotos abandonados nas rodovias.

E achei que ele estava solto.

Mas era impossível. Ele estava preso.

Então eu liguei para o xerife do departamento do Condado de Orange

e perguntei para ele

se o cara ainda estava preso.

Sem que David McVicker, tivesse conhecimento,

em menos de três anos,

William Bonin conseguiu condicional.

POLÍCIA

Na polícia de Los Angeles, estávamos com pelo menos

dez pessoas emprestadas para analisar as pistas.

Eu as analisava à noite às vezes.

Para verificar se não tinham deixado passar nada.

O meu parceiro, o John St. John, que Deus o tenha,

ele tinha por volta de 60 anos na época.

Ele estava sempre comigo.

Nós trabalhávamos sem parar às vezes.

Sabe, trabalhávamos 24 horas direto.

Na verdade, uma vez o John e eu,

nós dissemos: "Estamos trabalhando há 40 horas!"

Se tivéssemos alguma sorte, encontraríamos algum padrão.

Investigamos todos os padrões em comum,

como dias da semana, essas coisas.

Até verificamos as fases da lua.

E elas não batiam

com os dias e as datas dos assassinatos.

John St. John e Bob Souza

estavam sob intensa pressão para resolver esse caso

e reconheciam que não tinham progredido.

E precisavam pensar fora da caixa.

Eles estavam procurando por qualquer coisa que lhes desse...

SOMENTE CARROS PARA CHAMADOS DE EMERGÊNCIA DOS DETETIVES

...alguma ajuda nessa época em que a polícia não tinha tecnologia.

Não havia testes de DNA ou automação das digitais.

MICHAEL CONNELLY ESCRITOR

Não tinham nada dessas coisas.

Só tinham sua coragem e seu instinto.

E eu tive uma ideia no meio da nossa investigação.

Tínhamos uma outra equipe de serial killers

atuando em Los Angeles,

o Lawrence Bittaker e o Roy Norris,

que eram chamados de Assassinos da Caixa de Ferramentas.

Eles estavam presos por sequestrar,

estuprar e torturar jovens garotas.

O nome "caixa de ferramentas" surgiu...

PETE DEMETRIOU RÁDIO KNX-1070 NEWS, LOS ANGELES

...por conta do uso de alicates nas partes íntimas das vítimas,

o uso de picadores de gelo e coisas desse tipo.

Pense em algo, eles usavam,

e por isso receberam esse nome de Assassinos da Caixa de Ferramentas.

Nós sabíamos que o Roy Norris e o Lawrence Bittaker,

usavam um furgão.

O furgão foi pego com eles.

E era lá dentro que eles faziam as suas torturas.

Achávamos que o Assassino da Rodovia também tinha algum carro.

E conhecia a cidade muito bem.

Sabiam que esse criminoso estava usando um veículo.

E que ele atuava em uma região enorme.

Ele podia estar usando um furgão igual ao dos Assassinos da Caixa de Ferramentas.

O MO deles era similar.

Eles estavam sequestrando, estuprando e torturando.

Era isso que imaginávamos que estava acontecendo com o nosso cara.

O último assassinato deles,

foi o da vítima Shirley Ledford.

As coisas pelas quais ela passou excedem a compreensão humana.

Durante o julgamento, no tribunal,

eles tocaram um áudio que tinha sido gravado

das últimas e horríveis horas da Shirley Ledford.

Os espectadores não faziam ideia do que iriam ouvir.

Eu já tinha ouvido gritos antes.

Eu não achei, não achei que conseguiria ficar ouvindo,

mas nunca ouvi nada parecido na vida.

Esse foi um caso notório em Los Angeles.

Foi o pior dos piores em termos de execução

porque eles não estavam simplesmente estuprando e matando,

eles queriam causar dor.

Os detetives John St. John

e o Bob Souza decidiram usar um MO similar

ao dos Assassinos da Caixa de Ferramentas a seu favor.

JAMI FLOYD COLABORADORA DA ABC NEWS

O que eles decidiram fazer foi algo inovador.

Eu ouvi dizer que um deles

estava tentando culpar o outro.

O Roy Norris queria evitar a câmara de gás

e estava jogando tudo nas costas do seu parceiro de crime,

o Lawrence Bittaker.

E ouvi que ele estava cooperando com os xerifes.

Eu liguei para o xerife e disse: "Eu gostaria de falar com o seu cara

"para vermos se ele pode nos dar alguma ajuda sobre o nosso assassino."

Isso foi o começo do perfil criminal.

Tínhamos um outro serial killer que estava à solta,

sequestrando vítimas nessa região.

Podíamos ir falar com ele e ver se entrávamos em sua mente

para tentar descobrir a mente do Assassino da Rodovia.

Isso nunca tinha sido feito.

Foi uma estratégia brilhante.

Bom, entramos na sala

e o Roy Norris estava totalmente algemado e de macacão laranja.

E a primeira coisa que ele me disse foi:

"Sei por que estão aqui.

"Não vou falar com vocês

"sobre algo pelo qual eu e o Larry estamos encrencados."

Eu disse: "Tudo bem, não me importo com o que você e o Bittaker fizeram.

"Estou aqui para falar sobre o Assassino da Rodovia."

O Norris olhou para mim e disse:

"Eu ouvi sobre esse caso, tenho lido a respeito."

"Bem, ele deve ter um parceiro."

Ele disse: "Foi fácil para o Larry e para mim

"porque parávamos o carro. Eu podia pegar a garota,

colocá-la no furgão e o Larry dirigia."

Ele disse: "Acho que estão procurando dois caras."

Ele disse: "Ele deve ter uma porta de correr no furgão

"porque quando paramos o carro em um ponto de ônibus

"ou em qualquer lugar em que vemos a vítima,

"é só deslizar a porta

"e ninguém atrás ou na frente do furgão

"vai ver nada.

"É só uma porta aberta,

"podemos pegá-los e colocá-los lá dentro."

E ele disse: "Ele provavelmente já sabe onde irá descartar os corpos

"antes de pegá-los."

E eu continuei fazendo outras perguntas para ele.

E ele disse: "Bom, eu sei que ele os pega em um lugar

"e os descarta em outro.

"Porque sabemos que isso confunde vocês."

Ele disse: "Sabemos como os policiais pensam."

Isso abriu os meus olhos

porque ele era o primeiro serial killer com quem eu tinha conversado.

Muitos desses assassinos

querem que seu trabalho seja conhecido

e eles leem os jornais e assistem TV.

Quando um deles é pego e estão sentados na prisão,

para o resto da vida,

eles não gostam muito de falar,

eles gostam de bancar...

eles acham que são melhores que os detetives.

Mas os detetives conseguem as coisas porque eles só pensam no ego.

Acho que percebemos

que o cara poderia ser mais inteligente do que achávamos.

Na época, as pessoas de Los Angeles

achavam que já tinham passado por tudo.

Mas o que apareceu a seguir foi diferente de tudo

que eles já tinham visto.

SUNSET BOULEVARD 23 DE JUNHO, 1980

O ASSASSINO DO SUNSET STRIP

Entrei na Polícia de Los Angeles em 1969.

Em 1978, eu fui para a Unidade de Roubo e Homicídio.

FRANK GARCIA - DETETIVE DE HOMICÍDIO CASO DO ASSASSINO DO SUNSET STRIP

Não foi um trabalho que eu comecei as coisas aos poucos,

eu fui logo jogado em um incêndio.

Os Assassinos do Sunset Strip eram os mais brutais

e os mais selvagens que eu já tinha visto.

Em 12 de junho de 1980, os corpos de duas jovens

foram encontrados na subida de acesso para a Rodovia Ventura.

Os corpos estavam jogados nos arbustos.

Um deles estava de bruços.

Ambas levaram um tiro na cabeça.

Uma delas tinha um tiro no peito.

Não tínhamos a cena do crime porque a cena do crime

é onde os crimes são cometidos.

Não havia sangue lá,

o que significa que elas tinham sangrado em outro lugar

e foram descartadas lá.

Eles não as cobriram

e era uma área cheia de arbustos.

LEROY OROZCO - EX-DETETIVE DO CASO DOS ASSASSINOS DO SUNSET STRIP

Elas não tinham sido levadas a um local para serem escondidas.

Uma das vítimas estava nua

e a segunda

teve uma parte que foi removida de sua cintura.

As calcinhas, as calças,

pareciam que tinham sido tiradas, o que indicava

que elas poderiam ter sido estupradas depois de mortas,

uma delas ou as duas.

O local era próximo

de um dos locais do caso do Estrangulador de Hillside.

Uma das pessoas achou o seguinte, quer saber?

Temos um imitador aqui.

Mas o MO era muito diferente.

O Estrangulador de Hillside estrangulava todas as vítimas

e essas duas levaram um tiro na cabeça.

As circunstâncias desses assassinatos levantaram muitas questões.

Nenhuma garota tinha sinal de ter sido amarrada,

então, como alguém poderia ter chegado tão perto delas para atirar

em suas cabeças?

No dia seguinte, recebemos a informação

da Balística sobre as balas

que tinham matado essas garotas e bateram com a arma...

...uma Raven 25 calibre, que é uma pistola semiautomática.

Quando as duas garotas foram identificadas,

a loira era a Cynthia Chandler

e a morena era a Gina Marano.

Elas tinham somente 15 ou 16 anos.

Os detetives interrogaram a família delas.

A Cynthia Chandler e a Gina Marano

eram meias-irmãs de Huntington Beach.

A Gina era uma aluna exemplar

e a Cynthia cantava no coral da igreja.

LOUISE FARR, ESCRITORA - THE SUNSET MURDERS

Mas mesmo assim, elas eram fugitivas. Elas não estavam felizes em casa.

Elas não queriam a rigidez de uma vida disciplinada

que os seus pais queriam que elas tivessem.

Elas deram um jeito de chegar em Los Angeles.

Essas duas garotas tinham o hábito de sair de casa

e ir para Sunset Strip.

Quem ia para L.A.,

tinha que ir até Sunset Strip para curtir e badalar.

Alguns jovens iam a boates,

usavam cocaína, metaquala...

DRA. LOIS LEE FUNDADORA DA CHILDREN OF THE NIGHT

...tinham um comportamento arriscado e usavam roupas ousadas.

Esse era um dos seus lugares preferidos

em busca de sensações novas e diversão.

Elas eram escolhidas por garotos

e se divertiam, sabe?

Sabíamos de onde elas vinham.

Mas para onde iam, não sabíamos.

E então, alguém tinha que pegá-las no Sunset Strip.

Os detetives envolvidos na investigação

ou qualquer outra pessoa, não tinha ideia de quem tinha feito aquilo.

Esse caso era um enigma total.

Por volta de dois depois, uma moça ligou para a divisão

e disse que sabia

quem poderia ter cometido o assassinato das duas garotas.

Eu não sei se o cara da delegacia

achou que estava falando com uma doida ou não.

Mas ela começou a falar com ele e a dar umas informações.

Ela alegou que era a namorada do assassino

e fez a descrição das roupas

usadas por uma das garotas.

A ligação caiu.

E essa moça nunca mais ligou.

Por volta de 11 dias depois que essas duas jovens foram achadas,

a polícia foi chamada a uma cena perturbadora.

Eu já tinha participado de grandes casos,

mas nunca de um caso tão bizarro.

O ASSASSINO DA RODOVIA

O St. John e o Souza

estavam há seis meses nessa investigação

e não estavam nem perto de identificar o Assassino da Rodovia.

Eles estavam achando que nunca iriam pegá-lo.

Eu e o John estávamos acordados por 36 horas

e trabalhando neste caso.

Recebemos uma ligação do nosso tenente.

Ele disse que um advogado do Centro de Detenção de menores

estava com um garoto que estava falando sobre o Assassino da Rodovia.

Eu e o John pensamos em ir para casa,

dar uma dormida e ir falar com ele mais tarde,

mas decidimos ir naquela hora.

Eu disse: "Pode ser algo que a gente ainda não saiba."

O nome do garoto era William Pugh

e ele estava meio acuado no início

porque nós sabíamos que ele queria algum tipo de acordo

com relação à sua acusação de roubo de carro.

Mas ele começou a se abrir mais

e disse: "Eu meio que saía com esse cara.

"E ele parecia muito interessado nessa coisa do Assassino da Rodovia.

"Ele tinha todas as notícias de jornais em seu porta-luvas."

Eu perguntei qual era o carro dele.

E ele disse que era um furgão.

Eu perguntei: "Qual é o nome dele?"

Bill Bonin.

A polícia tinha investigado um monte

de criminosos de estupro durante essa investigação

e um dos nomes que tinha surgido era o do William Bonin.

O John e eu, nós nos olhamos, e pensamos: "É isso."

Eu perguntei: "Você conhece bem esse cara?"

E ele disse: "Bem, eu andava bastante com ele."

Eu perguntei: "Vocês são envolvidos sexualmente

"ou é outra coisa?"

Ele disse: "Sim, mais ou menos. Mas há muitas outras coisas."

Eu perguntei: "Você já o viu,

"já o viu pegar algum garoto ou algo assim?"

Ele disse: "Não, mas ele me perguntou se eu queria acompanhar.

"Porque ele queria sair para pegar algum jovem."

Aquilo já era o bastante para nós

porque eu estava ansioso naquele momento.

Precisamos mandar alguém atrás dele agora.

Voltamos correndo para a delegacia

e contamos isso para o nosso tenente.

Tivemos uma reunião com a Unidade de Investigações Especiais.

Eles são especializados em vigilância.

E um amigo meu e ex-parceiro, o Jerry Lefrois,

nós o chamamos de Sapo.

Eu disse: "Sapo, esse caso é importante.

"É sobre o desgraçado, o Assassino da Rodovia.

"Eu não tenho dúvidas."

Na Unidade de Investigações Especiais,

recebemos a tarefa de fazer vigilância

e de apreender criminosos de crimes importantes.

No começo da noite do dia 2 de junho,

disseram para nós que um possível suspeito...

JERRY LEFROIS EX-DETETIVES DE LOS ANGELES

...dirigia um furgão ano 72 da Ford.

Quando chegamos ao local,

ficamos em uma posição boa do outro lado da rua.

E uma ou duas horas depois, observamos dois indivíduos

saindo e carregando uma enorme caixa de papelão.

Eles colocaram a caixa no furgão.

E saíram com o carro.

Estávamos conversando

pelo rádio com os policiais e avisamos que tinham retornado

e estavam indo em direção ao Oeste.

Mas quando as unidades chegaram na área,

elas não conseguiram encontrá-lo.

RODOVIA BOLSA CHICA

Um ou dois dias depois,

um corpo foi encontrado atrás de um posto de gasolina.

Era o corpo do Steven Wells.

Ele estava a caminho do seu trabalho. E estava esperando o ônibus.

Ele tinha sido agredido tão brutalmente

que estava quase irreconhecível.

Ele estava em uma situação horrível quando o encontraram.

Esse assassinou ficou incrivelmente pior,

no que diz respeito à violência.

Se já era ruim, agora estava pior.

E foi então que pensamos

que quando eles saíram daquela casa,

esse jovem Wells poderia estar dentro da caixa

que os vimos carregar

e colocar atrás no furgão.

Era uma posição difícil,

a da equipe de vigilância

porque eles não podiam ir confrontar o Bonin

naquele momento da vigilância

só para perguntar o que havia na caixa

e acabar com as possíveis chances

de conseguir o que poderia ser conquistado com a vigilância.

Nós o seguimos diversas vezes,

mas não havia nada suspeito que indicasse atividade criminosa

até a noite de 11 de junho.

O Lefrois seguiu o Bonin até Hollywood,

o Bonin estava dirigindo pela cidade.

Ele estava procurando alguém para pegar.

E naquele momento,

havia um jovem na região sul de Santa Mônica.

O Bonin o viu. Ele fez um rápido retorno.

O Bonin parou o carro.

Conversou com ele.

O furgão andou e o garoto foi junto.

Eu não sabia o que iria acontecer,

mas eu sabia que precisávamos agir rápido.

A equipe de vigilância seguiu o Bonin

até um estacionamento em Hollywood.

O Boni estacionou o furgão...

e ficou em uma posição que as portas ficaram contra a parede.

As luzes se apagaram e eu consegui imaginar

o Bonin saindo do seu banco e indo até a parte de trás do furgão.

A decisão era: quanto tempo ainda tínhamos

antes de agirmos?

Por um lado, isso poderia ser

um ato sexual consensual.

Ou será que havia algo mais nefasto?

Era uma difícil decisão a se tomar

porque se fosse consensual,

eles acabariam com o disfarce deles,

mas e se o Bonin fosse o Assassino da Rodovia?

Eles decidiram agir.

Um dos membros da Unidade Especial

conseguia ouvir gemidos vindos de dentro do furgão.

Ele sabia o que estava acontecendo lá dentro naquela hora.

E sabia da história do Bonin.

Ele disse que havia outros sons também.

Ele disse: "É melhor fazermos alguma coisa."

A Unidade o pegou, acenderam as luzes, sabe?

Eles o algemaram.

Não sei quem foi a pessoa na nossa Unidade

que entrou no furgão e encontrou o garoto atrás,

ele tinha sido amarrado, mas ainda estava vivo.

Eles tinham achado uma chave de roda ao lado dele.

Ele iria bater no garoto com aquilo.

Eu me lembro de alguém dizer para ele:

"Você sabe da sorte que teve?"

O garoto estava livre.

Ele tinha passado por uma enorme tortura.

Eu não tinha nenhuma dúvida

de que aquele jovem sabia que iria morrer.

Eu diria que ele tinha menos de um minuto de vida.

Ele salvou a vida do garoto, sem dúvidas.

Assim que a vigilância levou Bonin à delegacia,

ele foi colocado em uma sala de interrogatório.

O John estava pegando leve.

Mas eu estava encarando o Bonin,

esse era um método que eu usava para intimidar.

O Bonin se fechou.

E o John disse: "Bob, posso falar com você um minuto?"

E fomos para fora.

Ele disse: "O Bonin está com medo de você."

Eu disse: "Está bem, John. Fale você com ele."

O John pegou uma lista de todas as vítimas.

E o Bonin, por alguma razão, se abriu de imediato.

Ele tinha dito ao John, ele disse: "Eu estou com medo do seu parceiro."

Acho que ele pensou que eu fosse estrangulá-lo, e eu queria.

Só quando a prisão foi concluída,

os detetives finalmente admitiram...

DAVE LOPEZ EX-REPÓRTER DA KCBS-TV, LOS ANGELES

...que todos os casos estavam conectados.

Houve uma conferência de imprensa

dizendo que tinham feito uma prisão

e o identificaram como um motorista de caminhão de Downey.

Um Cara de Downey é Preso Por Estrangular Jovens

E lhe deram o nome de Bill Bonin.

Eles não disseram o número de casos que ele havia cometido.

Eles esconderam isso,

mas disseram que ele tinha cometido muitos crimes.

Permaneçam sentados. Ordem. O julgamento irá começar.

Na primeira vez que o Bonin esteve no tribunal,

não o acusaram de nenhum assassinato

porque sabiam que precisavam de mais informações

e outras coisas que precisavam chegar do laboratório.

Ele foi levado a julgamento em uma quinta ou sexta-feira,

e eles precisariam esperar até segunda

para poder acusá-lo de assassinato

ou ele poderia pagar fiança.

A partir dali,

estávamos nos preparando para ter um caso.

Todos os departamentos da polícia começaram a coletar informações.

Tudo ia para a Promotoria.

O furgão foi levado para o centro,

para a nossa Unidade de Investigação Científica.

Eles examinaram dentro dele e era muito interessante.

As maçanetas internas haviam sido removidas.

Alguém que estivesse dentro do furgão não conseguiria sair.

Resumindo, ele tinha montado o furgão para ser uma armadilha mortal.

A polícia encontrou corda de nylon,

uma chave de roda e três facas,

o que nos dava uma imagem perturbadora do modo como o Bonin

capturava e torturava as suas vítimas.

Amostras de sangue foram tiradas.

Procuraram digitais em todo o furgão.

Não tínhamos testes de DNA ainda.

Tínhamos conseguido bater

as fibras do carro do Bonin

com as fibras encontradas em alguns dos nossos corpos.

FIBRA DO FORRO

À medida que os investigadores descobriam mais e mais

sobre o Bonin e seu círculo de amigos,

eles começaram a achar que ele não tinha só um cúmplice,

tinha mais de um cúmplice.

A polícia conversou com os amigos do Bonin

e eles tinham ouvido falar de um homem chamado Vernon Butts

que passava muito tempo com o Bonin.

O Vernon Butts trabalhava na mesma empresa que o Bonin.

Acho que ele o conheceu lá.

Então, um investigador foi falar com o Vernon Butts

e ele estava muito estranho.

E então, os investigadores estavam se questionando:

"Será que ele é um cúmplice?"

Durante a investigação,

a polícia continuou ouvindo dois outros nomes que ficavam aparecendo.

Greg Miley e James Munro.

A polícia achava que até aquele momento eles tinham três cúmplices,

mas começaram a suspeitar

que poderiam ter um quarto: o William Pugh,

o garoto que originalmente dedurou o William Bonin.

O William Pugh estava definitivamente

fingindo ser uma vítima inocente

mas no entanto, ele participou.

Estávamos sabendo de quatro cúmplices.

Todos eles culparam o Bonin,

eles o acusaram de tudo, claro.

Um Suspeito de Ser O Assassino da Rodovia Está Falando

Mas sabíamos, ao comparar os depoimentos,

que eles tinham participado dos assassinatos.

Havia serial killers

que tinham usado cúmplices,

como os Estranguladores de Hillside e os Assassinos da Caixa de Ferramenta,

mas usar múltiplos cúmplices?

Isso era muito incomum.

Isso não foi inteligente da parte do Bonin.

Quando há muitos criminosos trabalhando juntos,

alguma hora acontece algo ruim no relacionamento deles.

E isso levantou uma questão.

Como o William Bonin pediu a ajuda

desses quatro outros homens para participar nesses assassinatos

e como essa onda de assassinatos iniciou?

Fomos notificados de que uma garota tinha levado um tiro em Burbank.

Era uma mulher branca

e ela estava jogada na rua com a cabeça no meio-fio.

Perto do Burbank Studios.

Ela estava totalmente vestida.

Não parecia que tinham tentado tirar a roupa dela

e não parecia

que tinham tentado estuprá-la.

Mas ela também tinha levado um tiro na cabeça.

A Karen Jones era uma jovem mãe que tinha deixado a faculdade

e passado um tempo em um abrigo abusivo.

LOUISE FARR ESCRITORA DE THE SUNSET MURDERS

E tinha começado a se prostituir para sustentar seu filhinho.

A Balística apontou que a bala

era da mesma arma

que tinha matado a Cindy Chandlerand e a Gina Marano.

Então, tínhamos três corpos com a mesma arma

e pensávamos: "Temos um problema."

Naquela manhã, por volta das 6h30 ou 7h,

um outro corpo foi encontrado.

Um corpo nu e decapitado atrás do Sizzler na Avenida Ventura.

Eu já tinha tido casos no passado

em que partes dos corpos haviam sido levadas.

Dedos, partes íntimas.

Mas uma cabeça, nunca.

Isso era algo muito estranho.

Não havia muito sangue lá.

Era a minha opinião

e opinião dos detetives que estavam no caso, que ela tinha sido assassinada

e decapitada em outro lugar.

Não era para esconder a sua identidade

porque as digitais foram deixadas, nós entendemos isso.

Eu acho que foi só por diversão.

Era muito, muito evidente,

e o corpo estava à vista.

Não estava escondido.

A mulher decapitada

no estacionamento do restaurante Sizzler

foi identificada um dia depois.

Exxie Wilson, ela tinha viajado do Arkansas

há apenas alguns dias.

Ela estava sem opção de trabalho lá e esperava ficar rica em L.A.

Recebemos a informação

de que ela tinha chegado lá com a Karen Jones

para trabalhar no Sunset Strip como prostituta.

A nossa investigação descobriu

que na noite em que elas foram vistas pela última vez,

elas estavam trabalhando juntas no Sunset Strip.

Sabíamos que a Marano e a Chandler

estavam sempre no Strip, entrando nos carros dos caras

ou fazendo besteiras e se divertindo por lá.

Então a coisa comum que ligava todas essas vítimas

era que estavam sempre no Sunset Strip.

Isso, claro, deixou a polícia com uma enorme dúvida.

Quem era o assassino e por que ele estava pegando as mulheres lá?

Mas toda essa especulação iria ficar nos bastidores

para o que viria a seguir.

STUDIO CITY, CALIFÓRNIA 27 DE JUNHO DE 1980

Legendas: Renata Bianchi

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