Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
ESTE PROGRAMA PODE CONTER VIOLÊNCIA E IMAGENS PERTURBADORAS
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES
Em 1977,
as discotecas ainda reinavam,
e Guerra nas Estrelas era uma febre pelo país.
Mas na cidade de Los Angeles, especialmente em novembro,
havia uma população inteira
atormentada pelo medo.
Não havia dúvidas
de que o Sul da Califórnia estava em um estado de pânico.
Parecia que dia sim, dia não,
um corpo era encontrado.
Quem estava seguro?
Dava pra ver o medo nos olhos das pessoas
e ouvir em suas vozes.
E a população se perguntava: "Há um assassino atuando
"no meu bairro?"
GAROTA ESTRANGULADA
Com as histórias dos serial killers,
um senso de sinergia foi gerado
de que isso era algo constante e estava acontecendo o tempo todo.
E estavam acontecendo em todo lugar.
Eu não consigo nem imaginar
como foi para aqueles jovens detetives da polícia de Los Angeles
quando um microfone e uma câmera eram apontados para eles
dizendo: "Já pegaram alguém? Já prenderam alguém?"
Havia reuniões pelas manhãs
e diziam: "Ei, o canal 7 conseguiu isso, como vocês não conseguiram?"
"O Canal 4 tem aquilo, por que vocês não?"
Los Angeles é uma cidade com uma mídia forte
e há uma enorme concorrência.
Cada repórter está tentando achar algo que o outro não tenha.
E havia uma certa tensão
entre as pessoas que estavam tentando resolver os casos,
tentando pegar o cara malvado antes que ele agisse de novo
e havia as pessoas que queriam uma história.
EPISÓDIO DOIS - NOTÍCIAS DAS ONZE HORAS 1977 - 1979
O departamento de polícia de Los Angeles estava perplexo e anunciou a formação
de uma força-tarefa para achar o Estrangulador.
E no fim de novembro de 1977,
a polícia achava que tinha sete vítimas
do Estrangulador de Hillside.
Parecia agora, que eles tinham um serial killer...
PAUL HOLES INVESTIGADOR
...um assassino que estava disposto a matar até crianças.
E então, a polícia de L.A.
pediu ao tenente Ed Henderson que formasse essa força-tarefa.
Gostaríamos de solicitar à população
que se tiverem alguma informação, por favor, compartilhem.
Quando se tem uma série de homicídios de grande repercussão,
é geralmente prerrogativa do departamento de polícia...
PETE DEMETRIOU RÁDIO KNX-1070 NEWS, LOS ANGELES
...que façam o melhor que puderem para resolver o problema o mais rápido.
E para o bem ou para o mal,
a tecnologia do passado era colocar pessoas no caso.
Quantas pessoas? Quantas fossem necessárias.
Era difícil? Extremamente.
Boa tarde, sou o Parker, da força-tarefa do Estrangulador de Hillside.
Posso ajudar?
Temos uma pista com o seu nome aqui.
No caso do Estrangulador de Hillside,
em um momento, havia 163 pessoas trabalhando.
Eram detetives, médicos legistas, criminalistas, investigadores,
todos faziam parte da força-tarefa.
Será que essa força-tarefa era uma má ideia?
Alguns detetives achavam isso.
Nunca vão achar nada. Você precisa de dois detetives.
BOB GROGAN - EX-DETETIVE DE L.A. NO CASO DO ESTRANGULADOR DE HILLSIDE
Qualquer número a mais que dois detetives é demais.
Não é necessária uma força-tarefa.
O caso do Estrangulador deixa um caso sinistro às claras.
Das ruas arborizadas dos subúrbios,
até os locais mais humildes onde há casas de prostituição,
as pessoas não podem se proteger de um maluco
que, aparentemente, escolhe a sua vítima aleatoriamente
e depois as assassina por algum motivo insano.
Eu sou Geraldo Rivera, ABC News de Hollywood.
Depois desses assassinatos, a polícia tinha muitas dúvidas.
JANE FRITSCH AUTORA DE SERIAL KILLERS OF THE 70'S
Eles sabiam onde as vítimas eram pegas.
E sabiam onde elas eram descartadas.
Mas não sabiam onde elas estavam sendo assassinadas.
Oito dias depois dos corpos da Dolores Cepeda
e da Sonja Johnson serem encontrados,
um outro corpo foi achado.
O da Lauren Wagner.
Eu fui àquela cena do crime
e a Lauren Wagner estava exposta,
jogada na Cliff Drive.
Não precisávamos nem chegar perto do corpo
para vermos as marcas de amarrações.
A pele dela era muito branca
e dava para ver claramente as marcas.
Eu conseguia ver que ela havia tentado lutar.
Havia muitas marcas e hematomas em seu corpo. Sinal de resistência.
São ferimentos que chamamos de hematomas de defesa.
DEPARTAMENTO DE POLÍCIA DE LOS ANGELES
Também tinham tentado eletrocutá-la, dava pra ver as marcas de queimadura.
Ela tinha marcas nas palmas das mãos,
e achamos que tentaram grampear as suas mãos...
MICHELE KESTLER EX-CRIMINALISTA DA POLÍCIA DE L.A.
...depois colocaram um arame lá e deram um chacoalhão nela.
O suspeito parecia ter um modo amador
de torturar essas garotas.
Nada muito... sofisticado.
Eles estavam fazendo experimentos com os corpos.
Dava pra ver que era algo que tinha se tornado divertido.
Essa garota sofreu horrores, de verdade.
É importante lembrar que a Lauren Wagner não era uma prostituta.
Ela estava fazendo coisas corretas em sua vida.
Ela estudava administração na faculdade
e ainda morava com seus pais no Vale São Fernando.
MATT MURPHY EX-PROMOTOR
Então ele estava elevando o nível, de prostitutas
para jovens que moravam perto do Dodger Stadium
e agora, essa jovem do Vale que era totalmente inocente.
Isso me deixou muito bravo,
o fato de essa garota ter sido vítima desse desgraçado.
Isso não devia ter acontecido.
MÉDICO LEGISTA ENTRADA DE VISITANTE
Tínhamos a criminóloga Michele Kestler,
e ela era uma pessoa com muito conhecimento.
E nós notamos que havia resíduo
nas digitais da Wagner.
Diferente dos resíduos que tínhamos visto antes.
Ela disse que poderia ser resíduo
de alguma fita adesiva.
Havia fibras nos resíduos da fita.
Muitas partículas de fibra,
geralmente não é algo animador.
Eles geralmente não são nada que irão ajudar em um caso.
Mas eu os coletei usando metanol
para dissolver a fita e colocar as fibras em um recipiente.
E mais tarde, as fibras se tornaram uma prova importante.
A Michele disse: "Vou demorar um pouco para saber
"de onde vêm as fibras, mas vou descobrir."
E foi aí que recebi uma ligação dizendo
que os pais da garota tinham descoberto através da mídia.
E eu disse: "Pelo amor de Deus!"
Sabe, nem tínhamos feito uma notificação oficial
e a mídia já estava tentando entrevistar o pai da garota.
Bem, eu cheguei à casa dela...
...e vi uns repórteres
com microfones enfiados na cara do pai.
E saí na rua e olhei para lá
e vi o carro dela.
Eu fui até lá e eu disse:
"O que está havendo aqui?"
Quem é você? E ele disse: "Eu sou o Joe Wagner.
"Aquele é o carro da minha filha do outro lado da rua."
Sinto muito.
E eu mandei o repórter sair de lá.
O Joe Wagner estava em choque.
Ele nem conseguia ficar focado.
O detetive Grogan foi falar com os pais da Lauren
e disseram para ele que a filha deles foi tirada
do carro dela bem em frente à casa.
Mas ficaram sabendo que uma vizinha tinha visto tudo.
Então, eu atravessei a rua e conheci a Beulah Stauffer.
Ela era uma senhora adorável que viu algo traumatizante.
Ela me disse que pensou: "Eu tenho um doberman!"
E o doberman estava em frente à casa e latindo.
E ela saiu para ver o que estava acontecendo.
Ela viu um carro com a parte de cima branca e a debaixo escura.
JOAN REINER HISTORIADORA SOCIAL
Ela não sabia exatamente o que estava vendo.
Ela só sabia que estava vendo dois homens
e que alguém estava sendo forçada a sair do carro,
mas ela não sabia direito.
Será que era uma briga de amigos?
Ela não sabia o que estava testemunhando.
E ela reconheceu que poderia ser a Lauren Wagner,
a garota que morava em frente à sua casa.
Ela também ouviu a Lauren dizer:
"Vocês não vão se safar!"
Nós suspeitávamos que eram dois cara.
E agora, tínhamos certeza.
E na época, eu tive um pensamento,
eu achei que eles eram policiais.
Eles tinham que ser policiais.
Por que alguém pararia um carro,
um carro qualquer?
Eu fiquei com essa pulga atrás da orelha.
Isso ainda não era concreto naquele momento.
Eu precisava de mais provas para dizer isso.
Mas eu tinha certeza
que tínhamos dois suspeitos em cada um desses assassinatos,
não havia dúvidas.
Então a Lauren é abduzida bem em frente à sua casa,
lá no Vale São Fernando.
Agora não é mais somente na região de Glendale.
Então os assassinos estavam expandindo seu território.
Ninguém mais estava seguro.
Eles podiam atacar em qualquer região de Los Angeles.
Era óbvio para mim que a motriz deles havia mudado
porque perceberam que havia uma saturação de policiais
trabalhando na área comum deles.
Então eles saíram 40km do seu caminho para achar uma vítima.
Foi simplesmente uma seleção aleatória de alguém em um carro.
...dois, três!
Um, dois, três...
As aulas de defesa pessoal estavam lotadas.
As mulheres foram alertadas de que precisavam tomar cuidado.
Os Estranguladores de Hillside...
MICHAEL CONNELLY ESCRITOR
...se animaram com o pânico que estavam gerando na comunidade.
Saber que havia alguém que tinha como alvo mulheres jovens...
PAT MORRISON COLUNISTA DO LOS ANGELES TIMES
...fazia com que nos sentíssemos vulneráveis.
E então, só podíamos sair em duplas
ou precisávamos ter algum homem conosco.
E eu me lembro de algumas histórias da época
sobre o medo que as mulheres tinham. Elas não confiavam em ninguém.
DAVE LOPEZ EX-REPÓRTER DA KCBS-TV L.A.
Meu Deus, eu não vou a lugar nenhum sozinha,
alguém precisa estar comigo.
Eu sempre me senti segura de sair sozinha da biblioteca
para ir ao meu quarto, sem problemas.
Mas agora, preciso chamar alguém.
Não vou andar sozinha à noite de jeito nenhum.
O medo de ser mulher em Los Angeles e de sair na rua
a qualquer momento, mas especialmente à noite,
elas não queriam parar o carro nem para a polícia.
O departamento de polícia fez algo que eu não sei...
DRA. LOIS LEE FUNDADORA DA CHILDREN OF THE NIGHT
...se já foi feito alguma vez na vida, eles disseram às mulheres
que se algum policial tentasse parar seus carros,
elas não deveriam parar.
Essas mulheres não iriam parar.
Elas tentariam dirigir até o local seguro mais próximo.
Uma das coisas mais aterrorizantes
sobre esses tipos de crime é que eles são aleatórios.
E então você começa a examinar as suas atitudes e pensa:
"Espere, será que estou me arriscando sem necessidade?"
Eu passei muito tempo com a Beulah Stauffer
porque ela era uma testemunha-chave.
Eu não sabia que eu ia passar os próximos dois anos da minha vida
comendo seus biscoitos, mas foi assim que aconteceu.
Depois de conduzir alguns interrogatórios,
ela ligou ao meu escritório e disse: "Preciso de ajuda.
"Acabei de receber uma ligação ameaçadora."
Ela estava chorando e extremamente apavorada.
Ela disse que um cara com uma voz sombria ligou para ela
e disse: "Você é a mulher que tem o doberman?
"Porque se você for e se falar com a polícia,
"eu, pessoalmente, vou até aí matar você."
E isso simplesmente...
Eles conectaram o doberman
com uma mulher olhando na janela
e eles viram quem estava olhando para eles.
Eles a tinham visto.
E sim, definitivamente, eles eram os assassinos.
No caso do Estrangulador de Hillside, todas as vítimas foram levadas
de carro, é o que acreditamos.
E estávamos comparando as fibras das mãos da Lauren Wagner
com a maioria dos estofados de carros.
Nós costumávamos sair duas, três vezes por semana à noite
para procurar qualquer cara que estivesse dirigindo
ou que se passasse por policial.
E alguém às vezes via um e dizia: "Talvez seja ele."
E nós íamos examinar os carros, geralmente cheios de lixo.
E não tinha digitais, era inútil,
mas não podíamos desprezar,
talvez fosse o cara, não sabíamos.
Talvez o amigo dele seja o nosso cara.
Talvez seja ali que iremos encontrar alguma prova.
Nós revistamos tantos carros e tantas casas.
E era frustrante porque não achávamos nada.
Não sabíamos o que fazer.
Precisamos lembrar que isso foi em 1977, antes de testes de DNA,
antes dos celulares,
isso foi antes de toda a tecnologia que temos na ciência forense.
COLABORADOR DA ABC NEWS
Esses detetives tinham que contar com um trabalho bom e à moda antiga,
eles coletavam pedaços de tecido,
talvez alguma digital,
algo muito tradicional e muito difícil.
Quando temos corpos descartados,
mas não temos a cena do crime,
há sempre provas muito importantes
que não serão descobertas.
GEORGE HERRERA EX-PERITO DIGITAL DA POLÍCIA DE L.A.
Acho que pegamos em torno de 55 itens da região
como sendo possíveis provas,
dentre eles, latas de cerveja. garrafas de cerveja,
latas de Coca-Cola.
Tudo que talvez
pudesse ter alguma digital era coletado,
embalado e mandado para o laboratório.
Nós estávamos coletando manualmente
todos os cartões de digitais que tínhamos em nossos arquivos.
E estávamos esgotando as alternativas
e não encontrávamos nada.
Chegou a um ponto que nós quase já esperávamos
um resultado negativo.
No fim do dia, eu estava exausto.
Eu dirigia para casa
e eu estava arrasado.
Algumas vezes, eu tinha que sair da estrada
e entrar em um posto de gasolina para me trazer à realidade,
sabe, ou precisava ir ao banheiro
e lavar o meu rosto para conseguir chegar em casa.
Eu não conseguia chegar se eu não fizesse isso.
Eu interroguei tantas pessoas!
E algumas pessoas confessavam o crime.
Houve um cara chamado George Shamshack em Massachusetts,
e ele disse que era o Estrangulador de Hillside.
Também teve um médico em Hollywood que estava drogado de maconha
e ele corria pelado pela região
e dizia: "Eu sou o Estrangulador de Hillside."
Ele não sabia de nada
e nós o soltamos.
Essas coisas aconteceram muito.
Estávamos muito frustrados.
Com o caso do Estrangulador de Hillside,
mulheres estavam sendo despejadas nas encostas ao redor de Los Angeles.
E no centro de L.A.,
o Esfaqueador de Skid Row estava matando homens.
Outro corpo foi encontrado hoje em Skid Row, em Los Angeles.
A apenas nove quadras dos outros esfaqueamentos fatais
do último mês.
A polícia acredita que o homem, não identificado, é a décima vítima
do Esfaqueador de Skid Row.
Em apenas um mês, nove homens foram assassinados
na região de Skid Row, em Los Angeles.
Estamos fugindo desse cara!
Cara, isso é horrível.
Olha, eu posso deitar em qualquer lugar, mas não consigo dormir.
A maioria dos membros da Polícia de Los Angeles,
assim como a atenção pública, estavam focados
no caso notório do Estrangulador de Hillside.
A rede de assassinatos dessas jovens mulheres
ganhou a atenção do público muito mais do que o caso dos homens de rua.
No Dia de Ação de Graças, em 23 de novembro de 1978,
eu recebi uma ligação de manhã cedo
sobre um corpo que havia sido encontrado em frente ao Parker Center...
na área do pátio da Câmera Municipal.
E era uma possível vítima do Esfaqueador de Skid Row.
Este lugar não mudou nada em 40 anos.
TOM LANGE - EX-DETETIVE DE L.A. NO CASO DE SKID ROW
Os bancos são exatamente os mesmos.
E estão no mesmo lugar.
Estes são exatamente os mesmos bancos.
Na manhã do Dia de Ação de Graças,
havia uma vítima bem em frente ao Park Center.
Esse assassino está ficando um pouco mais corajoso
ou, por alguma razão, ele decidiu sair
da região de Skid Row.
A vítima Frank Garcia estava deitado aqui,
bem aqui neste banco.
Eu posso me sentar aqui se você quiser.
Bem aqui nessa ponta.
Assim... meio caído assim.
Ele tinha levado várias facadas.
Suas calças estavam abaixadas.
E havia dois documentos bem aqui ao lado dele,
o que indicava que provavelmente
quem tinha feito isso, tinha mexido nos seus bolsos
e o roubado.
O que também era parte do MO do Esfaqueador,
levar alguma lembrança do crime.
Eu pedi para tirarem as digitais de tudo, especialmente próximo à vítima.
E a perícia encontrou
uma impressão de uma mão direita
aqui nesta parte do banco.
Talvez o criminoso tivesse se debruçado para mexer nos bolsos da vítima
ou para abaixar as suas calças.
Ou talvez ele o esfaqueou nesta posição.
Não sabemos, mas aquilo foi crucial,
não só porque estava próximo à vítima,
mas porque era a única digital que encontramos em todos os bancos.
Não havia mais nada.
O que é interessante.
Talvez o meu adversário, o suspeito aqui, podia ter se ferrado.
Ele deixou uma digital, logo ele não era tão bom assim.
Agora poderíamos ter algo para começarmos a trabalhar,
uma prova que colocava o suspeito bem aqui com a vítima.
Não tínhamos achado isso antes.
Os corpos eram descartados a torto e a direito.
E depois do assassinato do Frank Garcia, tudo parou.
ESFAQUEADOR DE SKID ROW FAZ A SUA DÉCIMA VÍTIMA
O que tinha acontecido?
Havia três possibilidades: ele estava morto, tinha fugido
ou estava preso
por algum outro crime.
Os assassinatos pararam,
o que fez com que a polícia reavaliasse o caso.
O detetive Lange precisava construir o perfil desse serial killer.
ESFAQUEAMENTOS CAUSAM MEDO EM SKID ROW EM L.A.
Quais são as características em comum de todos esses crimes?
Sabíamos que os ferimentos eram similares, certo.
O que nos fazia pensar que a arma era a mesma,
a mesma faca.
Porque a dimensão dos cortes eram consistentes,
não eram inconsistentes.
A vitimologia era a mesma.
A idade, o sexo,
geralmente intoxicado,
todos eram mendigos.
Todos aconteceram à noite.
Todos aconteceram em Skid Row.
Temos a conotação sexual com as calças abaixadas
e talvez a vítima tenha recebido sexo oral ou algo assim.
Todas essas coisas eram comuns entre as vítimas.
Ainda achávamos que tinham sido cometidos pela mesma pessoa.
Dois meses se passaram e nenhum um outro assassinato aconteceu.
Era uma trégua.
LIMITE DE SKID ROW
E então, o Jose Alvarez é esfaqueado até a morte...
logo na saída de Skid Row em 24 de janeiro de 1979.
Isso nos mostrou que a trégua havia chegado ao fim.
Quando a polícia começou a investigar o caso do Alvarez,
ela percebeu que havia uns grafites
na estação de ônibus Greyhound.
E no banheiro estava escrito:
"Meu nome é Luther. Eu mato alcoólatras, os tiro da miséria."
Agora eles têm pelo menos dois casos...
ROBERT GRACE - PROMOTOR DE LOS ANGELES, CALIFÓRNIA
...que fazem referência a uma pessoa chamada Luther
e eles têm essa anotação no banheiro
que foi uma importante parte do caso.
A segunda vítima dessa série, o Jose Cortez,
foi encontrado com um caixa de papelão
em que estava escrito "Satanás".
O Luther poderia estar conectado com satanismo,
mas ninguém sabia.
Mas agora, eles tinham dois caminhos
para seguir.
A polícia tentava descobrir
se havia ou não uma questão satânica
e também queria entender por que os crimes pararam por dois meses
e o Tom Lange começou a desenvolver uma teoria
que talvez o assassino pudesse ter ficado preso um tempo,
o que explicaria a pausa.
Eu juntei 16 pontos
que levariam a um suspeito.
Eu levei essas coisas aos xerifes.
Eu queria saber de todos os prisioneiros
que tinham sido pegos por xerifes de L.A. em toda a cidade
desde 23 de novembro de 1978
até por volta de 24 de janeiro de 1979.
Todos!
Eles concordaram, mas me disseram que haveria muitos nomes.
E eu não imaginava a quantidade.
Bem, havia mais de 43.000.
E eu consegui descartar dois terços do total,
eliminando as pessoas
que não poderiam ser o suspeito.
E de acordo com essa história,
o detetive Lange descobriu
um homem que havia cumprido uma pena de exatamente dois meses
depois de apontar uma faca para um mendigo em Skid Row.
O nome dele era Bobby Joe Maxwell.
Como o Bobby Joe Maxwell tinha sido preso,
as digitais dele estavam fichadas.
E a grande questão agora era:
será que as digitais dele vão bater com as da palma da mão
que o detetive Lange encontrou ao lado do Frank Garcia?
Fui até o papiloscopista e eu disse: "Preciso que verifique as digitais dele."
E logo me retornaram em meu escritório.
Alguém me disse que o supervisor fulano de tal
da papiloscopia estava na linha um.
Eu disse: "Olá." E ele respondeu: "As digitais bateram com a do Maxwell."
Eu disse: "O que quer dizer com bateram?" E ele respondeu: "Verificamos a palma.
"E bateu. Ele é o seu suspeito."
Quando os detetives trabalham vários assassinatos como esse caso,
você realmente espera que haja outro assassinato
e ao mesmo tempo você não quer isso
porque a sua falta de provas é evidente
se você não prendeu ninguém até agora.
Então, nós torcíamos para que eles aparecessem
e cometessem um grave erro com a próxima vítima
para que pudéssemos trabalhar e conseguir algum resultado.
Sabe, costumávamos falar sobre isso em um bar,
nós remontávamos a cena do crime e dizíamos:
"Vamos precisar de outro assassinato ou estamos, sabe...
"Você não pode torcer para que haja outro crime, Grogan, você está louco?"
Eu dizia: "Sei do que está falando,
"mas nós não temos nada
"e isso é frustrante."
Então, realmente torcíamos por um outro assassinato, de verdade.
Pronto.
HOLLYWOOD, CALIFÓRNIA 13 DE DEZEMBRO DE 1977
Fazia duas semanas que o Estrangulador de Hillside
havia assassinado a Lauren Wagner,
considerada pela polícia como a oitava vítima dele.
A polícia estava à procura de provas quando receberam uma ligação
sobre uma nova mulher encontrada assassinada.
O corpo de Kimberly Martin tinha sido encontrado em uma encosta
em uma área residencial.
Ela estava nua e de bruços.
Ela estava totalmente exposta.
Ela tinha marcas severas de amarrações nas mãos.
Achamos que algemas foram usadas com ela.
Ela foi carregada por uma longa distância
para ser posicionada em uma encosta nessa posição.
E ela estava posicionada
de modo a estar virada na direção da Prefeitura de Los Angeles.
Era como se ele tivesse mostrado o dedo para a cidade.
Todos concordaram que isso foi uma forma de chamar atenção.
Era como se dissesse: "Olá, ainda estamos aqui."
Estávamos descendo o morro e apareceu um helicóptero
e aquele desgraçado estava descendo
e voando bem acima da nossa vítima.
Eu peguei o rádio do carro e pedi apoio aéreo da polícia,
eu disse: "Preciso que atirem em um helicóptero desgraçado para mim."
Eu disse: "Temos aqui um helicóptero da mídia
"que está tirando fotos da minha vítima que está nua."
Naquela época, ainda não tínhamos a tenda
que colocam sobre os corpos.
Os helicópteros estavam jogando terra para cima dela.
Não sabíamos como ela tinha ido parar lá.
Não tínhamos nem olhado a terra no topo da colina
para ver se poderia ter
alguma impressão de pegada ou marca de pneu ou algo assim.
Eu torcia para que não tivesse nada
porque não iríamos encontrar mais.
Eu consigo me lembrar da cena de como aquela mulher estava,
o seu corpo,
parecia só um pequeno ponto,
mas depois dava para ver o que era.
Eu me lembro de estar no escritório
quando aquela foto apareceu e só ouvíamos o...
Sabe? O pessoal da mídia é barra-pesada.
Sabe, nada os choca muito,
nada tira o ar deles.
Mas aquela foto, com aquela pobre coitada,
ainda consigo ouvir: "Meu Deus!"
Foi algo assustador.
Eu entendo que eles têm um trabalho.
E que o trabalho deles é notificar as pessoas.
Mas eles precisam respeitar
o trabalho dos detetives
na busca pelo criminoso.
Os detetives descobriram que a Kim Martin trabalhava
com serviços de acompanhante na região de Hollywood.
CENTENAS DE CANTORAS
Ela propositalmente tinha escolhido trabalhar como acompanhante
porque estava preocupada com os Estranguladores de Hillside
que tinham como alvo as prostitutas que trabalhavam na rua.
Os detetives foram à agência de acompanhantes
e eles conseguiram o número de telefone
que tinha ligado para a Kimberly.
Eles me deram o número e nós verificamos que ele era
de um telefone público que ficava na Biblioteca Pública de Hollywood.
Nós fomos à biblioteca.
E o telefone foi analisado em busca de digitais...
CATÁLOGOS - TELEFONE
...que inicialmente foram consideradas inúteis.
Porque imagine um orelhão,
ele é utilizado por muitas pessoas,
todo mundo usa o orelhão.
Então encontraríamos digitais em cima de digitais.
Qualquer coisa que fosse retirada da cena
seria inutilizável.
Naquele momento, nós encontramos mais informação,
descobrimos que a Kimberly Martin tinha sido chamada a um apartamento.
E os detetives descobriram que a Kimberly iria encontrar
com um tal de Mike Ryan em um condomínio.
RESIDENCIAL TAMARIND
Os detetives foram a esse condomínio, e o apartamento em que ela foi
estava vazio,
mas ele aparentava ter sido invadido.
Então eu saí da cena do crime
com a Michele Kestler que trabalhava no laboratório
e levamos os papiloscopistas até lá.
Ele estava desocupado.
A bolsa dela foi encontrada lá.
Havia claros sinais de luta.
Certo, agora temos uma cena do crime.
O que não tínhamos até então.
Uma sorte que tivemos com o apartamento
é que ele tinha acabado de ser pintado
para poder receber novos inquilinos.
Isso significava que todas as provas que estivessem dentro do apartamento
seriam da Kimberly e do assassino.
A Perícia estava na cena do crime.
E havia chances de encontrarem provas boas.
Pó para achar as digitais foi aplicado
e uma impressão digital foi encontrada.
Era uma impressão digital clara e boa.
O suspeito deixou
a impressão digital
do dedo anelar esquerdo
do lado de dentro da porta da frente próximo ao olho mágico.
O que podia explicar que estava à espera de alguém.
E então eu ouvi de um dos técnicos dizendo
que eles tinham uma nova técnica.
E eu disse: "Qual é?" Ele respondeu: "Nós temos um spray
"que espirramos nas paredes."
Eu disse: "Façam isso também."
Ninidrina foi usada,
e ela é utilizada para ser borrifada em paredes mais texturizadas,
em superfícies texturizadas,
para ver se as digitais poderiam aparecer com a química.
E uma digital apareceu com a ninidrina
em uma parede texturizada.
Eu voltei
e reavaliei todas as digitais
que conseguiram do orelhão,
e eu consegui identificar e bater
uma das digitais obtidas do telefone.
Tínhamos duas identificações de um suspeito do apartamento
e depois conseguimos uma identificação
do mesmo suspeito
da impressão colhida do orelhão,
o que significava que o mesmo suspeito do apartamento
era quem tinha feito a ligação.
E nós estávamos extasiados por finalmente ter
o que acreditávamos ser provas muito boas.
Isso era uma coisa animadora,
se pegássemos o suspeito ou os suspeitos,
teríamos uma impressão digital.
Não havia nada melhor do que isso naquela época.
Nós achamos que o criminoso poderia estar ficando relaxado.
De repente, nós tínhamos um local para onde tinham levado a garota.
E tínhamos um telefone público de onde tinham ligado para ela.
Então talvez eles pudessem estar se sentindo orgulhosos de si mesmos.
E achávamos que poderíamos pegá-los.
Enquanto a polícia investigava o caso do Estrangulador de Hillside,
havia uma série de outros assassinatos acontecendo,
que inicialmente pareciam estarem conectados ao Estrangulador,
mas depois, foi descoberto que se tratavam de outro serial killer
que estava na ativa no mesmo momento.
Um dos serial killers mais prolíficos da história dos EUA.
Era 24 de junho de 1978.
A Charlotte Lamb, que era estudante na Faculdade de Santa Mônica,
decidiu que queria ir à Santa Mônica uma noite...
TRACY PATTIN PODCAST HOLLYWOOD & CRIME
...para badalar e conhecer uma nova boate.
Ela ligou para todas as amigas e nenhuma quis ir com ela.
E ela decidiu ir sozinha.
No dia seguinte,
um homem em um condomínio de prédios em El Segundo
entrou na sua lavanderia
e encontrou um corpo.
Uma jovem
estava deitada de costas e totalmente nua.
GINA SATRIANO - PROMOTORA DE LOS ANGELES, CALIFÓRNIA
O corpo dela foi arrumado.
As suas costas estavam arqueadas
e os seus seios à mostra e seus braços para trás.
Ela tinha marcas de amarrações no pescoço
que era da corda de uma sandália.
Ela tinha sido estuprada, espancada e estrangulada até a morte.
Durante as investigações, a polícia descobriu
que a mulher não morava naquele condomínio
e ela continuou sendo uma desconhecida.
Dois dias depois que esse corpo foi encontrado,
a Charlotte Lamb é reportada como desaparecida por sua família.
E mais tarde nas investigações,
a polícia conseguiu descobrir que a Charlotte Lamb era a moça
cujo corpo foi encontrado no condomínio de prédios.
Quando a polícia a identificou
e encontrou o apartamento em que ela morava de verdade,
encontraram lindas fotos da Charlotte Lamb.
Ela queria ser modelo.
Até esse momento, a polícia não imaginava
que essa era uma vítima
de um cara que se tornaria um serial killer
prolífico, brutal e inacreditavelmente sádico
que estava atuando no Sul da Califórnia nessa época.
Durante os anos 70, havia serial killers
literalmente por toda a cidade.
Muitos corpos eram descartados
que nem sempre era possível relacionar um MO a eles
ou um determinado serial killer.
Havia muitas conversas cruzadas sobre quem estava fazendo o quê.
Passaram-se dois meses e nada estava acontecendo
no caso do Estrangulador de Hillside.
E de repente...
MÉDICO LEGISTA
O corpo nu da garota Cindy Hudspeth de 20 anos
foi encontrado 12 horas
depois de que o seu desaparecimento foi reportado à polícia.
Um helicóptero estava sobrevoando a área
e viu um carro laranja próximo ao acostamento da estrada
em uma barragem íngreme.
Os Guardas Florestais foram os primeiros a chegar.
E eles notificaram os xerifes
porque deduziram que poderia ter sido um homicídio
talvez por que o odor que saía do veículo
estava indicando isso.
E então o corpo da Cindy Hudspeth de 20 anos foi encontrado.
A Cindy era aluna da Glendale Community College
e trabalhava de garçonete.
A Cindy era uma jovem meiga.
Ela amava dançar.
Ela tinha acabado de comprar um carro
e estava voltando do trabalho.
Ela tinha uma marca de amarração no pescoço
e tinha sido estuprada.
Ela também tinha marcas de amarração nos pulsos e tornozelos,
muito similares com as outras vítimas do Estrangulador de Hillside.
Mas no assassinato da Cindy Hudspeth
houve uma grande mudança de MO pelos assassinos.
Geralmente, as vítimas eram encontradas em encostas.
Essa foi encontrada no porta-malas de um carro.
Então isso era diferente.
O que isso queria dizer? A polícia realmente não sabia.
Uma coisa interessante que descobrimos foi
que a Cindy Hudspeth morava ao lado de outra vítima
do Estrangulador de Hillside, a Kristina Weckler,
no primeiro local em que morou quando se mudou para Glendale.
Agora a polícia tinha uma nova peça do quebra-cabeça
e isso podia ser algo muito importante porque ela também era de Glendale.
E a polícia estava se questionando: "Será que os assassinos moram aqui?
"É aqui que os assassinatos estão sendo cometidos
"antes de os corpos serem descartados?"
Então eles decidiram vasculhar a área.
Depois da Cindy Hudspeth,
a polícia começou a interrogar as pessoas que reportaram assédio na região
e uma dessas pessoas foi o Rodney Alcala.
Ele tinha cabelo cacheado, e não era feio pelo padrão geral.
Ele era um fotógrafo.
O Rodney Alcala tinha molestado uma jovem alguns anos antes,
que foi o que o deixou fichado.
Eles o interrogaram e ele tinha um álibi no dia do assassinato da Hudspeth
e então o deixaram ir.
Mas essa não foi a última vez que ouvimos falar dele.
O Estrangulador ou os Estranguladores continuam a agir...
PROGRAMA DA ABC NEWS
...e com todo respeito,
parece que as investigações não encontraram nada ainda
que possa levá-los a esse cara.
É uma investigação muito complicada.
Muito, muito complicada
porque as provas estão espalhadas pela região.
Há tantas vítimas
que é difícil conectar tudo
e é por isso que a investigação está demorando tanto.
Acredito que o caso da Cindy Hudspeth tenha sido em fevereiro,
e depois disso, mais nada aconteceu.
Não tivemos mais assassinatos, mas nenhuma informação.
Eu me lembro que aquilo deixou todos perplexos
porque até aquele momento, os assassinatos aconteciam a cada semana.
Às vezes dia sim, dia não.
E... de repente, pararam.
Em um primeiro momento pensamos: "Certo, eles pararam
"porque estão com medo, mas ainda estão aqui
"ou se mudaram para outra parte do país?"
Porque já houve serial killers
que atuaram por todo os Estados Unidos.
Estávamos seguros?
Ninguém sabia o que dizer.
Mas ainda tínhamos 11.000 pistas com as quais trabalhar,
continuamos ocupados.
Trabalhamos com a mesma intensidade durante o período de silêncio,
igual quando os assassinatos estavam acontecendo.
Nós continuamos, sem parar.
Sim, foi frustrante, mas não tanto quanto foi
para o Bob Grogan e para os detetives no comando.
Para mim, há dois tipos de detetives:
aqueles que trabalham as oito horas diárias e pronto,
eles trabalham as suas horas,
mas também há aquelas pessoas que se envolvem.
Elas levam os casos para casa, seja literalmente ou só nas emoções
e isso é algo muito perigoso.
Isso acaba com você.
Você precisa ter uma maneira de descarregar.
Eu conheci policiais que não tinham como descarregar
e acabaram se matando.
A polícia tinha finalmente achado um suspeito
do caso dos assassinatos do Esfaqueador de Skid Row
e o nome dele era Bobby Joe Maxwell.
O Bobby Joe Maxwell tinha sido pego por assédio sexual
na Pershing Square.
E ele estava preso.
Quando as queixas foram retiradas,
uma vigilância o aguardava.
Eles o seguiram da prisão até o centro de Skid Row.
Ele começou a andar por Skid Row,
pedindo cigarro para as pessoas,
conversando com elas, fazendo isso e aquilo.
E naquela primeira noite, ele passou por todas as regiões dos assassinatos.
Ele deveria estar procurando alguém para assassinar.
Sabíamos que o queríamos preso o mais rápido possível.
E ele, por fim, foi a um cinema na Rua Main, no centro da cidade,
para assistir um filme.
Qual seria a melhor maneira de lidar com isso?
Nós pensamos em abordá-lo de forma tática,
mas ele poderia fugir.
E eu poderia perder o controle.
Eu não iria fazer isso.
Eu decidi descer o corredor e sentar bem ao lado dele.
Eu o olhei nos olhos e disse: "Bobby Joe...
"Você sabe quem eu sou?
"Sou policial e estou armado.
"Quero que faça tudo o que eu disser
"ou atiro em você.
"Entendeu?
"Entende que vou atirar em você
"se não fizer o que eu mandar?
"Coloque as mãos para cima onde posso ver.
"Vou me levantar
"e você vai ficar bem aí onde está.
"Depois que eu me levantar, vou pedir para que se levante
"e me mostre as suas mãos."
Ele se mexeu bem lentamente e eu disse: "Você me entendeu?"
Ele se levantou.
Logo que ele fez isso, todos estavam em cima dele.
Ele foi colocado de costas e algemado,
sem problemas, ele saiu de lá e foi isso.
Às vezes as coisas davam certo.
Mas nem sempre.
Às vezes funcionavam.
Depois da sua prisão, ele não quis falar.
Ele não falava nada.
Colocaram um dos nossos caras infiltrado na cela com ele.
Ele cobriu o rosto e se virou para a parede.
Ele não era um serial killer
que gostava de falar dos seus assassinatos.
Não tínhamos nada sobre ele.
Precisávamos da prova.
Primeiro, encontraram a faca.
E essa faca e as outras que acharam batiam
com o tamanho dos ferimentos encontrados nas várias vítimas.
Livros de adoração satânica,
livros de bruxaria, ele tinha essas coisas.
Nós encontramos um isqueiro com o nome do filho do Frank Garcia,
que era do seu pai, a décima vítima dele.
Havia cadernos de anotações com inúmeras passagens
dizendo o que o Maxwell supostamente tinha feito...
PODER DE SATANÁS - ADOREMOS O PRÍNCIPE DA ESCURIDÃO
...e algumas das anotações faziam referência ao Luther.
Havia uma moeda de ouro antiga.
Essa moeda era da vítima Frank Reed.
Adivinhe onde a encontramos? No bolso do Maxwell.
Tínhamos coisas boas.
Uma anotação escrita à mão que dizia: "Meu nome é Luther.
"Eu mato bêbados e os tiro da miséria."
Levamos as anotações para verificação e o pessoal da análise disse
que aquilo havia sido escrito pelo Maxwell.
SUSPEITO INDICIADO PELAS MORTES EM SKID ROW
Maxwell foi acusado do assassinato das 11 vítimas.
E de todas as mortes,
ele foi condenado culpado apenas pelos assassinatos
do Frank Garcia e do David Jones.
O Maxwell foi condenado
à prisão perpétua sem possibilidade de pegar condicional.
Mas anos depois, o Bobby Joe Maxwell se declarou culpado
e o caso do Esfaqueador de Skid Row
sofreu uma enorme reviravolta.
Depois do assassinato da Cindy Hudspeth,
houve uma trégua e nada aconteceu por um ano.
Sem mais casos do Estuprador de Hillside em Los Angeles,
a mídia começou a recuar
e a focar em outras coisas.
A polícia dispensou muitos integrantes da força-tarefa.
Mas alguns investigadores ainda estavam dedicados ao caso.
Mas a vida seguia.
Ainda há trabalho a ser feito, muito trabalho...
WILLIAM BOOTH COMANDANTE DA POLÍCIA DE LOS ANGELES
...muito trabalho de investigação.
O caso não está fechado e não foi guardado na gaveta,
de jeito nenhum.
A força-tarefa foi dissolvida.
Estávamos reavaliando as provas,
revisando as investigações e os interrogatórios que ocorreram.
Quanto mais tempo ficávamos sem os assassinatos,
mais nos preocupávamos.
De repente, recebi uma ligação mágica
do departamento de polícia de Washington.
Não conseguíamos acreditar.
11 DE JANEIRO DE 1979
Legendas: Renata Bianchi
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.