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Parque Nacional das Ilhas do Canal.
Uma cria de elefante-marinho
está quase pronta para a vida no Pacífico.
Ela está sozinha,
a mãe partiu para caçar e não voltou do mar.
Ao contrário dos primos, ela não tem ninguém que a alimente ou proteja.
Encontrar uma mãe adotiva é a única opção.
Felizmente, ela não podia estar num lugar melhor.
O parque acolhe a maior concentração de elefantes-marinhos do planeta.
Atraídos por praias protegidas e águas repletas de peixe,
eles chegam aos milhares todos os anos.
A jovem cria tem de usar todos os instintos
para sobreviver ao lado dos muitos animais
que vivem num dos parques nacionais mais inspiradores da América.
19 mil km ao largo da costa da Califórnia
fica o Parque Nacional das Ilhas do Canal,
a região selvagem esquecida na América do Norte.
Isolado do continente,
vivem aqui mais de 2000 espécies de plantas e animais.
145 não se encontram em mais lado nenhum da Terra.
É aqui que o Oeste selvagem se encontra com o mar,
revelando uma Califórnia antiga.
Cinco ilhas singulares compõem o parque:
Santa Cruz,
Santa Barbara,
San Miguel,
Santa Rosa
e Anacapa.
Todas cercadas por águas protegidas
que formam um escudo em torno do parque.
Os animais que aqui vivem contam uma história
dos incríveis esforços de conservação
para restaurar estas ilhas.
A raposa-das-ilhas não existe em mais lado nenhum da Terra.
Em 2004, estavam em vias de extinção.
Agora, após anos de proteção pelo parque
e os seus parceiros de conservação,
mais de 5000 raposas chamam casa a este parque nacional.
Com 30 cm de altura e pesando apenas 1,8 kg,
são um dos canídeos mais pequenos do planeta.
Mas são bem sucedidos e o maior mamífero terrestre do parque.
Este jovem macho pode não ser maior que um chihuahua,
mas, aos olhos da mãe, já está crescido.
Mal tem um ano e passou a vida perto dela.
Agora, são as novas crias que exigem toda a atenção dela.
Está na hora de encontrar um novo sítio a que chamar casa.
Mas ele não pode começar uma viagem de barriga vazia.
As raposas-das-ilhas são omnívoras,
metade da alimentação vem de fruta.
A outra metade têm de a apanhar,
como gafanhotos.
O parque serve um saboroso buffet
destes lanches repletos de proteínas.
Ouvidos cinco vezes mais sensíveis que os nossos
localizam presas incautas.
De barriga cheia,
ele encontra uma estrutura misteriosa.
Um pedaço de história humana
no Parque Nacional das Ilhas do Canal.
Durante mais de 13 mil anos,
as ilhas foram habitadas pelo povo navegante Chumash.
Caçadores recoletores, acabaram por ser desalojados da terra,
mas ela continua a ser o seu lar espiritual.
Muitos também foram seduzidos pelas ilhas.
De conquistadores no século XVI
a rancheiros pioneiros no século XIX.
No pico da Guerra Civil,
a procura de lã viu a terra sofrer uma enorme mudança,
transformando-a numa potência agrícola.
Milhares de ovelhas, porcos e gado pastavam nas ilhas.
Quando os ranchos acabaram,
as ilhas ficaram praticamente estéreis.
Gado selvagem que fugiu
levou muitas espécies nativas quase à extinção.
Depois, em 1980,
o presidente Jimmy Carter instituiu as cinco ilhas
como um parque nacional.
Hoje, estes resquícios servem de cenário
ao ressurgimento de locais nativos como a raposa-das-ilhas.
Voltamos à ilha mais a ocidente do parque.
A cria de elefante-marinho chama e espera por uma resposta.
Imediatamente depois de nascer,
ela aprendeu a reconhecer o ritmo e tom únicos dos chamamentos da mãe.
Ela não a ouve em lado nenhum.
A mãe foi atraída para longe,
de volta aos mares prósperos do parque.
Fraca e faminta, a cria procura uma mãe adotiva
usando a visão apurada para evitar perigos.
As tensões aqui estão a aumentar.
Os machos chegam aqui todos os anos para uma coisa:
acasalar com o máximo de fêmeas possível.
Os machos dominantes, denominados reis da praia,
têm direitos de acasalamento sobre um harém que chega a ter 50 fêmeas.
Têm de defendê-las a elas e ao seu título
de pretendentes ferozes.
Chegando a medir 4,2 metros e pesando mais de duas toneladas,
os machos são armas letais.
Ser apanhado no fogo cruzado pode significar o fim do jogo.
Ela tem de se manter fora de perigo.
Com o rei da praia distraído, surge outro rival.
Ele está de olho numa fêmea desprotegida.
Mas a cria está a descansar diretamente no seu trajeto.
A cria de elefante-marinho está no sítio errado
à hora errada,
apanhada por baixo de um macho de duas toneladas.
Várias crias foram esmagadas,
sofrendo ferimentos, ou pior.
Felizmente, a cria sobreviveu.
Ainda que em mau estado,
esta cria é uma sobrevivente nata.
A sua provação pode ter terminado,
mas ainda tem de encontrar leite
para um dia ter força suficiente para caçar no mar.
Os peixes prosperam nos mais de 3800 quilómetros quadrados
de águas protegidas em torno das Ilhas do Canal.
Metade do território do parque nacional está debaixo de água,
posicionado na perfeição no cruzamento
de duas correntes do Oceano Pacífico.
Águas frias ricas em nutrientes do norte
misturam-se com águas mais quentes do sul.
Banhadas pelo sol da Califórnia,
as condições são ideais para a proliferação de plâncton,
tornando as águas costeiras das Ilhas do Canal
das mais biologicamente produtivas do planeta.
Cardumes enormes de peixes atraem aves marinhas,
tubarões e milhares de mamíferos marinhos de longe.
E estas águas ricas em plâncton atraem até
o maior animal à face da Terra: a baleia-azul.
Pesando quase 200 toneladas e atingindo 30 metros de comprimento,
comem quatro toneladas de plâncton num só dia.
E depois há os leões-marinhos.
Vivem aqui aos milhares
graças às florestas subaquáticas de kelp do parque
que crescem até aos 30 metros de altura
nas águas frias e pouco fundas.
O parque permite que estas florestas subaquáticas prosperem,
proporcionando abrigo e comida a mais de mil espécies
de plantas e animais.
Há tanta abundância de alimento aqui
que os leões-marinhos até têm tempo para dominar
aquela tradição da Califórnia:
fazer surf.
A vida dentro das florestas de kelp é boa.
Mas, no fundo da floresta, espreita um perigo,
ameaçando a existência do kelp e de todo o ecossistema que suporta.
Se não forem controlados,
os ouriços-do-mar podem dizimar florestas de kelp inteiras
numa questão de meses,
criando zonas desoladas conhecidas como urchin barrens.
Para dentes afiados como lâminas, uma delicada folha de kelp não é nada,
cortando-a em pequenos pedaços.
Ao longo da costa oeste da América,
as florestas de kelp estão ameaçadas.
Mas, neste recife das Ilhas do Canal,
um defensor da floresta está a ripostar.
O bodião-gigante da Califórnia,
o guarda mais trabalhador do Parque Nacional das Ilhas do Canal.
Com 90 cm de comprimento e pesando quase 16 kg,
os ouriços têm um adversário à altura.
Estes bodiões podem parecer um pouco patetas,
mas este enorme queixo branco é a fonte do seu superpoder.
Alguns não são grandes o suficiente para a tarefa.
Mas este brutamontes tem a coisa ideal.
Mandíbulas enormes para esmagar conchas
equipadas com dentes afiados
destroem facilmente os petiscos espinhosos.
No que toca a desfazer ouriços, o tamanho importa mesmo.
Graças aos pesos-pesados da floresta de kelp,
todos desfrutam dos espólios.
A proteção oferecida pelo parque
permite ao bodião atingir todo o seu potencial.
Eles controlam os destruidores do kelp,
beneficiando todos os animais que dependem da saúde destas águas.
Como os pelicanos-pardos da Califórnia,
que vêm nidificar nas ilhas orientais do parque.
Chegam milhares em cada primavera.
É o único sítio na costa oeste da América onde eles acasalam.
Estas são as áreas mais inacessíveis do parque e não há predadores.
Porquê viver noutro sítio?
Os pelicanos programam a sua chegada com uma explosão de anchovas,
que compõem 90 por cento da sua alimentação.
Cardumes enormes reúnem-se a minutos dali.
É como viver ao lado de uma loja de conveniência.
Dá jeito quando se tem de alimentar as crias quatro vezes por hora.
O parque sustenta-os e, em troca,
eles fertilizam a flor nativa coreópsis.
Estas plantas altas amarelas protegem as crias das intempéries.
Ser pai aqui não é fácil.
Criam grupos de até quatro filhotes todos os anos.
Cada um precisa de quase 50 kg de peixe para atingir a independência.
Às seis semanas,
a exigência de alimento é tal que ambos os pais pescam constantemente.
Eles mal se veem um ao outro.
Como dois navios a passar na noite.
Mas as crias não podem contar com os pais para sempre.
Quando atingirem as 11 semanas, os pais deixarão de as alimentar.
Se elas não aprenderem a voar e a pescar em breve,
podem morrer à fome.
Por muito que tentem,
os pelicanos juvenis não dominam a arte de voar...
Ainda.
Têm de fortalecer as asas
e esperar pelos ventos sazonais da ilha
antes de se juntarem aos vastos esquadrões de pesca a voar no céu.
A vida aqui nem sempre foi tão abundante.
Há 50 anos, a colónia estava prestes a desaparecer da face da Terra
devido um pesticida chamado DDT.
A situação era tão grave que num ano eclodiu apenas uma cria.
O destino do pelicano-pardo parecia traçado.
Até um protesto nacional levar a que o uso de pesticidas DDT
fosse banido de vez.
Hoje, uns incríveis 13 mil pares reprodutores vivem nas ilhas
e os seus números continuam a aumentar.
Durante milhares de anos,
os Chumash chamaram a este sítio piawaph hew,
que se traduz como "a casa do pelicano".
As ilhas fazem de novo jus ao seu nome
graças, em parte, às águas ricas que rodeiam a sua ilha natal.
Atravessando uma curta extensão de mar,
o alimento é igualmente abundante.
Se se tiver as ferramentas certas para o encontrar.
O poderoso faro da jovem raposa leva-a por um rancho abandonado
até um cheiro doce e misterioso.
A terra dos figos.
Introduzida por rancheiros, esta fruta é uma dádiva bem-vinda.
O problema é que se espalhou a notícia do almoço grátis.
Há rivais famintos por toda a parte.
Ele tem de ficar saciado para a viagem,
mas já sobram pouco mais que restos.
É cada raposa por si.
Os ânimos aquecem pelos figos caídos restantes.
O jovem macho é tão astuto como...
Bem, como uma raposa, e vê uma oportunidade.
Porquê arriscar-se a levar uma tareia ao lutar por restos
quando há um prémio maior ao seu alcance?
As raposas-das-ilhas têm uma adaptação
que lhes permite fazer algo que poucas raposas conseguem fazer.
Elas trepam às árvores.
Garras semirretráteis permitem-lhes agarrar-se à casca da árvore.
Também conseguem fazer girar as patas para dentro como um gato,
conseguindo agarrar-se de forma excelente.
A nove metros do chão, ele é o rei do parque.
Apesar da abundância de comida,
não há espaço suficiente para ele aqui.
Tem de continuar a sua viagem
para encontrar um território a que chamar seu.
Metade da alimentação das raposas-das-ilhas vem de fruta.
Ele engole os caroços inteiros.
De figos, cerejas e figos-do-inferno.
Os seus excrementos pela ilha vão semeando fontes de comida
para várias gerações futuras.
Por sua vez, o número de aves aumentou.
E a vegetação extra estabiliza o solo do parque,
evitando escoamentos para o mar,
mantendo as florestas de kelp que rodeiam as ilhas em estado imaculado,
beneficiando todas as espécies marinhas que dependem delas.
A reabilitação que o parque fez deste animal outrora em perigo
foi fundamental para a restauração das Ilhas do Canal.
Mas há muita procura de território.
Com tantas raposas em redor,
ele é forçado a viajar pelas áreas mais secas da ilha para o encontrar.
Após uma longa caminhada, este jovem resistente tem sede.
Ele procura por todo o lado.
Esta raposa precisa de encontrar água, mas donde?
Está um calor escaldante e a raposa-da-ilha está sequiosa.
Procurar território novo é trabalho árduo.
Não chove há meses e as fontes de água doce são escassas.
Mas o parque tem uma solução
graças ao seu clima e geologia singulares,
e tudo começa no mar.
À medida que o sol aquece a terra,
vastas quantidades de ar húmido do mar
condensam-se sobre as águas frias costeiras.
Ventos orientados pelas correntes empurram o vapor de água
contra as encostas,
acumulando-se em nuvens de nevoeiro denso.
Esta humidade que dá vida percorre as ilhas.
Formam-se gotículas em folhas especializadas,
pingando como regadores ininterruptos.
Água doce fresca pronta a beber para a raposa-da-ilha sedenta.
Foi uma longa viagem,
mas ele encontrou finalmente território perto do nevoeiro da ilha,
proporcionando-lhe uma fonte fiável de água doce
pronta a beber diretamente da folha.
Um dia, as suas crias continuarão o legado
deste resistente guarda da ilha,
restaurando a ecologia do Parque Nacional das Ilhas do Canal.
Durante os meses de verão,
quase toda a humidade aqui é uma dádiva do mar.
Para algumas árvores,
as suas sementes não germinariam se não fosse o nevoeiro.
Como o Quercus pacifica,
um tipo de carvalho que só se encontra nas Ilhas do Canal.
As suas copas emaranham-se,
apanhando o máximo de nevoeiro possível.
A água flui depois para outras plantas
que proporcionam abrigo para os rebentos do carvalho a crescer.
As florestas de carvalhos do parque estão a recuperar.
Mas tal não seria possível
sem a ajuda de um residente muito particular da ilha.
De um azul deslumbrante e só encontrado aqui,
o gaio-da-ilha,
um apreciador de bolotas com tendência para as acumular.
Mais brilhante e um terço maior que os primos do continente.
Com bicos criados na perfeição para apanhar bolotas
e enterrá-las debaixo da terra,
prontas para uma altura mais tardia.
Um só gaio pode esconder 6000 bolotas numa estação.
Mais do que alguma vez precisarão.
Até metade das bolotas são enterradas no cimo da colina
em viagens que não atingiriam só com a gravidade.
Quando a comida escasseia, eles usam a sua memória incrível
para voltar ao mesmo sítio para desenterrarem o jantar.
Os gaios-da-ilha deixam algumas das bolotas que escondem no chão.
Crê-se que metade dos carvalhos da ilha
foram plantados por estas aves expeditas.
Bolotas também eram um alimento básico para os indígenas Chumash.
Eles viajavam entre as ilhas e o continente
em canoas chamadas tomols
construídas a partir de sequoias da Califórnia.
O parque continua a atrair aventureiros do mar
que querem explorar as formações geológicas das ilhas,
viajando para trás no tempo pelos esconderijos esquecidos
de contrabandistas e piratas em busca de fortunas.
Hoje, os visitantes vêm ver um tesouro dourado diferente.
As águas pouco fundas das Ilhas do Canal
acolhem uma das personagens mais coloridas do parque.
Quando as temperaturas do mar aumentam,
um peixe melindroso fica muito ocupado.
Todos os anos, o peixe do estado da Califórnia, o garibaldi,
volta ao mesmo lugar no fundo da floresta de kelp
para atrair uma parceira.
Muitas fêmeas vieram para a zona dele
à procura da maternidade perfeita para os seus ovos.
Para atrair o máximo de parceiras possível,
há que melhorar a casa à antiga.
Cultivar um relvado perfeito de algas vermelhas
para ovos crescerem torna-o a escolha perfeita para uma parceira
e ele sabe disso.
Passa um mês inteiro a preparar a casa de solteiro
mantendo-a arrumada.
Para chamar a atenção de uma fêmea,
tem de ter 2,5 cm de espessura, ser ampla e imaculada.
Mas visitantes famintos ameaçam comer-lhe o relvado.
Só lhe resta expulsá-los.
Vezes
e vezes
sem conta.
O dia todo, todos os dias, durante um mês inteiro.
Ele é um peixe orgulhoso da sua casa.
E compensou.
Uma fêmea, aqui para pôr os seus 40 mil ovos
nas algas suaves e aparadas.
Minutos depois, ela foi-se embora.
Agora o trabalho recai unicamente sobre ele.
O papá só cuida da creche.
Durante duas semanas inteiras,
ele defenderá os seus ovos de predadores,
enquanto lança água oxigenada sobre a sua prole
para a manter saudável e lhe dar o melhor começo na vida.
Quando eclodem,
ele permanece no ninho por mais cinco meses
para criar mais 20 ninhadas.
É possivelmente o pai mais dedicado
do Parque Nacional das Ilhas do Canal.
Nem todos os animais têm tanta sorte no que toca aos pais.
Na ilha mais ocidental do parque,
a cria de elefante-marinho continua à procura de uma mãe adotiva.
O seu forte faro leva-a até uma fêmea lactante.
Mas não está a correr bem.
A praia é um ambiente hostil para ladrões de leite.
As mães têm de manter as suas reservas a salvo
para as suas próprias crias.
Ela deteta outro cheiro.
Uma fêmea adulta dá de mamar a meia dúzia de crias.
Poderá ser a mãe adotiva que ela procurava?
A cria de elefante-marinho encontrou finalmente uma mãe adotiva.
Só um terço das crias abandonadas consegue encontrar uma mãe adotiva.
Normalmente é uma mãe que perdeu a sua cria.
A cria sortuda é alimentada
e esta mãe dá vazão aos seus instintos maternais.
Se esta relação continuar,
a cria em breve terá força suficiente para partir para o mar.
Durante séculos,
os elefantes-marinhos foram caçados pela sua gordura.
A prática foi banida nos anos 1920, mas o estrago já estava feito.
A situação era tão grave
que chegaram a ser considerados presumivelmente extintos.
Até se descobrir uma pequena colónia de apenas 100 elementos.
Desde então, esforços enormes para proteger as suas praias
deram-lhes o espaço que precisavam para uma recuperação total.
De volta às ilhas mais a este do parque,
outro triunfo da conservação está à vista.
Os pelicanos-pardos da Califórnia vieram criar a próxima geração.
Com 11 semanas,
os juvenis já têm força para levantar voo.
Os ventos sazonais das ilhas dão-lhes o impulso de que precisam.
Os pelicanos-pardos são a única espécie de pelicano
que mergulha na água.
É uma aptidão que se aprende.
Só observando os adultos é que conseguem dominar a técnica.
Podem ser um pouco desastrados agora,
mas aprenderão por tentativa e erro.
O trabalho de conservacionistas dedicados
fez a diferença entre extinção e recuperação.
Graças a portos seguros como o parque
os pelicanos-pardos da Califórnia foram oficialmente retirados
da Lista Federal de Espécies em Perigo.
A vida está a recuperar por todas as Ilhas do Canal,
oferecendo um vislumbre do passado selvagem da Califórnia
e servindo de exemplo para a conservação futura.
O serviço do parque e dos seus aliados
está a dar às ilhas o tempo e espaço necessários para sararem.
O seu trabalho dedicado continua a preservá-las
para gerações futuras.
Os animais precisavam de uma ajuda para recuperar.
Agora eles assumem a liderança em restaurar a sua casa.
Em apenas 40 anos,
devolveu-se cinco ilhas ao seu estado selvagem,
uma réstia de esperança para um planeta em apuros.
O renascer do Parque Nacional das Ilhas do Canal
prova que a natureza consegue recuperar.
A solitária cria de elefante-marinho
está finalmente pronta para se juntar à sua colónia
no Oceano Pacífico,
migrando 17 mil km e permanecendo no mar por sete meses.
Até ao ano que vem,
quando regressar ao Parque Nacional das Ilhas do Canal.
Legendas: Sandra Oliveira
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