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O Parque Nacional de Grand Teton
está preso em neve e gelo.
O recreio perfeito para lontras.
Pode parecer divertido,
mas é um assunto sério que traz esta família aqui.
Têm de encontrar acesso a águas abertas.
E aos peixes lá em baixo.
O rio Snake é uma importante fonte de proteína durante o inverno.
Truta salmonada.
Apanhá-la é fácil.
Ficar com ela é que é difícil.
Necrófagos matreiros tentam a sua sorte.
É uma dança constante em busca de recursos
no Parque Nacional de Grand Teton.
Envolto num véu branco, o inverno deslumbra.
Oxbow Bend, uma parte icónica do rio Snake,
raramente congela na totalidade.
É um sítio cobiçado para comer pela família de lontras.
Mas não são só elas que vêm cá para caçar.
Nas condições certas,
os coiotes sentem o cheiro de comida até 1,5 km de distância.
Uma lontra é um petisco delicioso.
Os coiotes podem ser astuciosos,
mas estas lontras estão um passo à frente.
Abrem a porta das traseiras.
E o coiote passa fome hoje.
Quando a costa está livre, voltam ao trabalho.
Por cima ou por baixo de água,
o pelo mantém-nas quentinhas em condições gélidas.
Rebolar na neve mantém-no quente e impermeável.
O Grand Teton é o sítio perfeito para as lontras ficarem em forma.
Neva mais de seis meses por ano.
Para as lontras, a neve não é problema.
Há que chegue para todos.
O Parque Nacional de Grand Teton
é uma maravilha invernosa com 125 mil hectares.
O nome do parque, Grande Teton, vem de um pico de gelo orgulhoso
cujo topo coberto de neve chega quase aos 4200 metros.
A cordilheira Teton é a razão por que este parque
passa metade do ano enterrado na neve.
A água evapora do Oceano Pacífico,
viajando sem interrupções por planícies baixas
até as nuvens embaterem nos picos gigantescos de Teton,
onde libertam nevões épicos.
Podem cair mais de treze metros
em apenas uma estação.
É este volume de neve
que torna tão especial o Parque Nacional de Grand Teton.
Esta raposa-vermelha foi feita para viver neste material branco.
Dorme uma sesta a descoberto.
Usa a cauda felpuda como um cobertor portátil.
Dorme assim até nas noites mais frias de inverno.
Hoje o sol brilha.
E um arganaz desfruta de um passeio rápido.
Não passa despercebido.
O arganaz procura abrigo numa rede de túneis subterrâneos.
Mas longe da vista não é longe do coração.
A audição da raposa é a melhor das suas armas.
Inclina a cabeça de um lado para o outro
para apontar a mira ao alvo.
Não teve sorte desta vez.
Mas o Grand Teton é perfeito para caçar roedores.
Em cheio!
Para os outros moradores não é assim tão simples.
Alguns põem a pata na poça.
Patas frias é um pequeno preço pelo seu primeiro gole de água doce
desde o último ano.
Encontrar comida é a prioridade seguinte.
E ursos-pardos esfomeados estão a acordar por todo o parque.
Inclusive esta mãe recente,
que não come há mais de seis meses.
Esta mãe atarefada pariu no seu covil.
E amamenta estes dois esfomeados há três meses.
E durante isso não comeu nem bebeu nada.
Custou-lhe um terço do peso.
Tem de encontrar comida já.
É mais fácil dizer do que fazer com estes dois a reboque.
O leite rico dela encheu-os de energia.
E agora ela está vazia.
As crias não têm noção do sofrimento da mãe esfomeada.
Mas nem tudo é brincadeira.
Os machos saíram do covil há dois meses,
adiantando-se na busca por comida.
São capazes de matar crias se isso os ajudar a acasalar.
A mãe faz por evitá-los.
As crias não sabem de nada.
Estão tão concentradas em explorar que se afastam da mãe.
Que está ocupada a procurar rebentos.
Quando se afastam mais,
metem-se em apuros.
Os machos não são o único perigo.
O tempo aqui pode mudar num instante.
É a sua primeira primavera.
E não fazem ideia de como é fácil
perderem-se num nevão no Grand Teton.
As crias estão totalmente sozinhas.
Os sentidos da mãe aceleram.
É a primeira vez que a família está separada.
Ela continua a procurar.
A probabilidade de sobreviverem sem ela é quase nula.
Mas depois,
as crias avistam-na pela neve.
Felizmente, ninguém se magoou.
E oxalá tenham aprendido a lição.
A mãe pode amamentar as crias durante dois anos.
Nesse tempo, ensina-lhes tudo o que têm de saber sobre esta natureza.
É a sua guia turística pessoal
no Parque Nacional de Grand Teton.
Quando o degelo da primavera começa,
tesouros aparecerão em breve.
Todos os anos, o calor leva a neve e o gelo a derreterem.
Talvez seja o maior acontecimento no calendário do Grand Teton.
É também o sinal, tanto para animais como pessoas,
para voltarem para estas terras.
Caçadores-recolectores chegaram à região do Grand Teton
há pelo menos 11 mil anos.
O seu padrão de deixar esta terra durante os meses do inverno
e de regressar para colher a abundância do verão
foi seguido pelas tribos Shoshone, Nez Perce,
Gros Ventre, Blackfoot e Crow, entre outras,
durante milhares de anos.
Mas a manada de alces faz isto há ainda mais tempo.
A sua migração é movida pelo recuamento da linha da neve,
que revela as ervas verdes por baixo.
O alce pode chegar em abril num ano
e em julho no seguinte.
Depende da altura do derretimento da neve.
O processo liberta milhões de litros de água,
que descem pelas montanhas,
onde enche o rio Snake, que cresce de caudal.
Uma fonte de vida que leva água doce tanto a animais como a plantas.
Inclusive uma reunião de trutas salmonadas,
que só existem nestas águas da América.
Todos os anos juntam-se aqui em grandes números para acasalarem.
Esta fêmea está a preparar-se para isso mesmo.
Abre um ninho,
virando-se de lado e fletindo o corpo pelo meio.
Isto atrai a atenção dos machos.
Que se afugentam uns aos outros e lutam pelo primeiro lugar.
O processo de cavar e perseguir pode durar dias.
Finalmente, quando a água atinge a temperatura certa,
ela liberta até 4 mil ovos.
Provoca uma corrida louca para os fertilizarem primeiro.
A fêmea protege os ovos, enterrando-os em gravilha.
Para esta nova geração de trutas,
a sobrevivência começou meses antes, nas colinas nevadas do parque.
Anos de maior queda de neve
traduzem-se em quantidades enormes de água derretida.
Esta água arrasta sedimentos
e cria um aumento de oxigénio pelo meio.
O resultado é um melhor habitat para as trutas.
E em última análise, uma pesca melhor nos anos seguintes.
Uma boa notícia para os milhares de visitantes
que vêm ao parque todos os anos para pescar.
O derretimento da neve cria condições imaculadas no rio
para outra criatura prosperar.
O lagostim de água doce.
Vive entre os troncos que o castor trouxe para aqui.
O trabalho duro deles deu-lhe uma casa.
E um sítio para se esconder de predadores.
Este sítio atrai a atenção de um macho rival.
Levanta as pinças para tentar afugentar o intruso,
que responde de forma provocadora levantando as suas.
O que temos aqui é um confronto.
Mas os lagostins são adeptos da arte do logro.
Alguns têm pinças grandes,
que na verdade são mais fracas quando apertam.
Portanto, maior nem sempre é melhor.
Só há uma forma de descobrir.
Afinal o matulão não estava a enganar.
A batalha não foi em vão.
Os lagostins são espertos.
Reconhecem e lembram-se da cara dos adversários.
Se este intruso voltar a tentar, não se esquecerá dele.
O adversário retira-se.
E o vencedor mantém este sítio perfeito.
O rio Snake corre todo o ano.
Graças a amigos no alto.
O pinheiro de casca branca.
O dossel do Grand Teton
tem um papel preponderante no sucesso deste ecossistema.
Como capta flocos de neve e cria sombra,
abranda o derretimento da neve,
que alimenta o rio Snake e as zonas húmidas até no verão.
Quando o manto de neve desaparece,
a variedade de habitats que compõe o parque de Grande Teton
é finalmente revelada.
As montanhas erguem-se como guardiões vigilantes
sobre a paisagem rica lá em baixo.
Esta mistura de habitats sem igual
chama a atenção de alguém especial.
Os colibris vêm desde o México,
a quase 3 mil km de distância,
pelo sítio perfeito de procriação
que se encontra no Parque Nacional de Grand Teton.
Os machos costumam chegar primeiro e estabelecem o seu território,
que defendem de rivais.
É um sítio pelo qual vale a pena lutar.
Cheio de flores ricas em néctar.
O que torna mais provável atrair um par.
Esta fêmea não acasala com qualquer um.
Avalia quanta comida está disponível no território do seu pretendente.
Abundância de comida é essencial.
Os colibris comem até doze vezes o seu peso em néctar todos os dias.
Recolhem pólen enquanto se banqueteiam em néctar.
E em cada refeição,
a ave poliniza os botões do parque,
garantindo um futuro banquete de flores para todos.
Os colibris chegam ao mesmo tempo que as primeiras flores do parque.
Fazem milhares de quilómetros todos os anos
para aproveitarem ao máximo a abundância estival do Grand Teton.
Mas confinado às colinas alpinas,
passando a vida inteira numa pequena área do parque,
está um animal cuja vida depende de um verão abundante.
Só os animais mais fortes, mais corajosos
e, segundo alguns, mais loucos
é que vivem aqui, neste ermo invernoso.
Pequeno, mas forte.
Se piscar os olhos, não o vê.
A pika-americana.
Pode parecer uma bola de pelo do tamanho de uma batata,
mas este primo do coelho é duro como tudo.
A cerca de 3 mil metros de altura,
as colinas sem árvores da cordilheira Teton
são dos sítios mais inóspitos para se viver no parque.
Mas este monte de pedras, conhecido como escarpa,
é um imóvel cobiçado pela pika.
Formada por pedaços de rocha que caíram do topo das montanhas,
contém algumas das rochas mais antigas da América do Norte.
Para ela, é um lar.
Abrigou-se aqui durante o inverno,
esperando pacientemente que a neve derretesse.
Agora chegou o verão.
E está na hora de pôr mãos à obra.
Reúne as suas ervas e flores preferidas.
Como diz o ditado,
malhar enquanto o ferro está quente.
E é isso mesmo que está a fazer.
Trabalha durante centenas de horas nos meses curtos de verão,
reunindo vegetação para secar e armazenar
durante o inverno como feno.
E quando nos concentramos tanto no que estamos a fazer,
é fácil ignorar os predadores que espreitam cá em cima.
Mas a maioria faz a força.
Estes vigilantes do bairro são o segredo para sobreviver aqui.
Permitem que cada pika maximize o tempo para fazer feno.
Os verões são céleres no Parque Nacional de Grand Teton.
E são ainda mais curtos lá no alto, na zona alpina.
Na floresta,
a mamã urso está a ensinar às crias a próxima lição valiosa.
Jantar fora.
Sabe como encontrar comida em quase todos os habitats do parque.
O seu potente nariz,
duas mil vezes mais sensível do que o dos humanos,
detetou o jantar.
E um petisco rico em proteína.
Extrai-nos facilmente com garras compridas.
As crias provam.
Mas ainda não apanharam o jeito.
Aprendem em primeira mão a não ter mais olhos do que barriga.
No rio Snake, morder e roer não é problema
para um castor que se banqueteia nas árvores abundantes do parque.
O rio Snake é uma linha de vida para a fauna.
Não só no parque,
mas também noutras regiões dos estado a oeste.
A sua proteção é fundamental para vários animais.
Inclusive o urso mais famoso da América do Norte.
Apresento-lhe a 399.
Não é um urso qualquer.
Com 26 anos de idade,
é a avó do Grand Teton.
É o auge do verão.
E para sorte das crias dela,
esta veterana conhece o melhor sítio para um mergulho refrescante.
É raro ter quatro crias.
E ainda mais invulgar é ter quatro com a idade dela.
É apelidada Rainha do Teton pelos seus muito fãs.
Esta fêmea é conhecida por ter pelo menos 22 descendentes.
É uma grande parte da história de sucesso do urso-pardo
no Parque Nacional de Grand Teton.
Gozam de proteção e sucesso
devido aos vários alimentos e vários habitats
Os seus números aumentaram de 136
para mais de 700 ursos nesta região
desde meados da década de 1970.
Um dos segredos do sucesso dos ursos
é comer todo o verão.
Esta mamã e as crias têm de ganhar peso suficiente para hibernarem.
Erva pode parecer uma refeição surpreendente para um urso,
mas o verão é a altura perfeita para pastar nos prados do parque.
Há mais de cem espécies de erva aqui,
encontradas em todos os habitats.
E todos os animais de Grand Teton dependem disso.
O nome da tribo Shoshone,
que foram dos primeiros guardiões do Grand Teton,
vem de Sosoni, um tipo de erva alta.
Com o verão a terminar,
a 399 mostrará às crias novas fontes de alimentação,
aproveitando ao máximo todo o parque.
Ela pode ser a rainha do Teton,
mas sabe comer como um rei.
Tirando o inverno,
as estações não duram muito no Parque Nacional de Grand Teton.
Quando o ar fica fresco,
uma certa magia apodera-se da paisagem.
Mas esta explosão de cor não é tudo o que aparenta.
As folhas verdes são as fábricas de fazer comida das árvores.
Todo o verão, a clorofila converte energia do sol
em açúcares para alimentar a árvore.
Quando os dias ficam mais curtos e a temperatura mais fria,
as folhas param o processo de produção de comida.
A clorofila verde decompõe-se.
Revelando os amarelos e os laranjas por baixo.
O que nós conhecemos como um espetáculo incrível de cor,
é na verdade a exposição de morte mais linda da natureza.
Não é tanto eliminação de lixo,
mas mais projeto de reciclagem.
Quando as folhas mudam de cor,
os nutrientes vitais são decompostos
e enviados para outras partes da árvore,
onde são armazenados para um renascimento na primavera.
As cores do outono trazem magotes de turistas.
Isto é inegavelmente a melhor altura do ano
para captar as suas famosas vistas.
Mas há outra coisa a trazer pessoas de todo o mundo para o Grand Teton.
Uma coisa que uma foto não capta.
Quando as cores do outono chegam ao pico,
um som misterioso enche o ar.
Um alce macho.
Berra pelo seu futuro.
E não é apenas um.
Todos os machos que querem acasalar têm de dar espetáculo.
Alguns berram tanto que perdem a voz.
É uma parte essencial do ritual anual de acasalamento
e a língua do amor para estas fêmeas.
Este macho berrou até conquistar um harém.
Agora tem de manter o interesse até estarem prontas para acasalar.
É mais fácil dizer do que fazer
quando somos ameaçados por rivais em todas as direções.
Se falhar agora, abdica do direito de acasalar
e do seu futuro.
Tem de provar o seu valor.
Pode ser a sua última noite juntos.
A sua serenata silencia-se.
Este berro é diferente.
É uma chamada para a batalha.
A alvorada traz um novo dia para o parque.
E esperança renovada para os adversários.
O macho principal aguenta-se enquanto os outros se juntam.
Mas este rival suscitou o interesse de uma fêmea.
O macho principal tem de lutar para manter o seu harém junto.
Estão perto do estro,
uma janela fértil de apenas doze horas.
Se as perder agora,
o direito de acasalamento passa para este Romeu.
Ela é fiel ao macho principal.
Por enquanto.
Mas vozes contrárias estão a ficar mais altas.
As tensões atingem um tom febril.
A batalha dos berros acabou.
O cio começa.
Quase mil quilos de carne
presos numa batalha de força e determinação.
O rival foge apenas com o ego ferido.
O vencedor ganha o melhor dos troféus.
Será a cria dele que vai vaguear pelo Parque Nacional de Grand Teton.
Depois de acasalar, o sortudo continuará a sua vida de solidão.
O parque tem tudo o que precisa para recarregar baterias.
E o jugo do inverno está já aí.
Não é o único que se está a preparar.
Um quebra-nozes de Clark
a colher pinhões de um pinheiro de casca branca.
Uma bolsa especial debaixo da língua armazena até 150 pinhões de cada vez
para enterrar por todo o parque.
Uma garantia para os tempos difíceis que aí vêm.
Os esquilos também aproveitam este petisco saboroso.
Mas ursos ladrões podem estragar um dia de trabalho num instante.
Com mais de 50% de gordura,
os pinhões são o alimento perfeito para engordar para o inverno.
E no Parque Nacional de Grand Teton,
as estações mudam num instante.
Em breve, os tesouros ricos deste parque
estarão enterrados novamente.
A primeira queda de neve é um sinal
para a maior manada de alces da América do Norte migrar.
Já!
O rio Snake, na alvorada.
As primeiras neves ainda não chegaram,
mas em breve, esta água começará a congelar.
E esta fêmea sabe bem que não deve ficar por aqui.
Terminado o cio, retoma a liderança da manada.
O macho principal fica para trás. O trabalho dele está feito.
As fêmeas prenhes enfrentam agora o maior desafio até à data.
Sabe que têm de migrar para sul.
Senão podem morrer à fome.
É uma viagem que faz todos os anos desde que nasceu.
Agora mostra o caminho à sua cria
pela primeira vez.
A manada fica junta
reconfortando-se em cada passo bem dado
da parte das suas companheiras.
A água é pouca funda e a corrente fraca nesta época.
As torrentes fortes do degelo da primavera
são uma recordação distante.
O povo Shoshone deixava esta terra todos os invernos.
E como gerações de alces fizeram o seu caminho antes,
as suas crias por nascer farão esta migração durante anos.
A sua partida é uma oportunidade para o Grand Teton se reabastecer.
Quando voltarem, na primavera,
a proteção do parque dará locais seguros às crias
e uma abundância de comida
à geração seguinte.
Quando o inverno se instala,
alguns optam por ficar.
E aproveitam ao máximo.
A temperatura desce
e troços do rio Snake começam a congelar.
A família de lontras precisa de águas abertas
para se alimentar no inverno.
Abençoadas com uma curiosidade insaciável,
são exploradoras intrépidas.
Mesmo quando esta água acabar por congelar,
não desistirão de procurar.
Dependem completamente do rio Snake durante todo o inverno.
E desde que saibam onde procurar,
o parque vai sustentá-las.
O Parque Nacional de Grand Teton
ficará agora debaixo de neve durante seis meses.
Conhecimento é crucial para sobreviver aqui.
A 399 pode já ser idosa,
mas este urso velho e sábio conhece o segredo do sucesso
nesta natureza invernosa.
No caminho para hibernar,
pode ser a última vez
que olha para a terra que tão bem conhece.
Ninguém sabe quantos mais invernos ela verá.
Mas uma coisa é certa.
O conhecimento que tem desta terra
viverá nos seus muitos descendentes.
Em troca,
o Parque Nacional de Grand Teton sustentará cada um deles.
Tal como fez com as gerações de pessoas,
plantas e animais antes deles.
Legendas: José Gonçalo Silva
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