All language subtitles for The Dinosaurs - 1x01 - Episode 1.WEB.EDITH.pt

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Original subtitles

HÁ 66 MILHÕES DE ANOS

Terra,

há 66 milhões de anos.

Durante o grande reinado dos dinossauros.

Criaturas majestosas.

Gigantes e monstros

que, muitas vezes, parecem mais imaginários do que reais.

Incluindo…

… este paquicefalossauro.

É um velho macho alfa,

ansioso por voltar para o seu harém de fêmeas.

Mas algo captou a atenção delas.

Um macho rival.

Se o alfa não for lá, pode perdê-las para o intruso.

Só há um problema.

Há uma manada de gigantes no seu caminho.

Mas manter a sua família é o mais importante de tudo.

Ele arriscará a vida para lá chegar.

Pode ter sobrevivido à travessia,

mas a batalha ainda agora começou.

O invasor é mais jovem, mais forte e mais agressivo.

E não entregará estas fêmeas…

… sem dar luta.

Os seus crânios com 10 cm de espessura são concebidos para lutas brutais.

Nenhum deles vai recuar.

Desta vez,

o alfa está ferido.

Atordoado e a perder a força, começa a perder o controlo da sua família.

Sentindo a sua fraqueza,

o intruso prepara-se para dar o golpe final.

Mas no mundo do tiranossauro-rex…

… a única luta que importa é pela sobrevivência.

Esta é a era dos dinossauros.

A VERDADEIRA HISTÓRIA DOS DINOSSAUROS

CAPÍTULO 1: ASCENSÃO

Esta é a história dos dinossauros

como nunca foi contada.

Passa-se num mundo perdido no tempo.

Muito antes do famoso asteroide.

HÁ 66 MILHÕES DE ANOS

Há muitos milhões de anos.

Num planeta completamente diferente do de hoje.

Onde monstros extraordinários se confrontam

e lutam para sobreviver.

E onde as forças violentas da Terra

determinam os seus destinos.

A história começa há 235 milhões de anos…

… numa era conhecida como Triássico.

HÁ 235 MILHÕES DE ANOS

Onde uma reviravolta da evolução

mudará o rumo da história.

O supercontinente Pangeia.

Uma massa terrestre imensa única que se estende de polo a polo.

O seu vasto interior desértico

é mais parecido com a superfície de Marte…

… do que com o planeta Terra.

As temperaturas aqui são muitíssimo elevadas.

Em alguns sítios, não chove há milhares de anos.

Mas há algo muito pior do que o calor.

As tempestades de areia.

Poucas criaturas conseguem sobreviver num mundo tão extremo como este.

Mas nem toda a Pangeia é um deserto.

Ao longo das suas margens,

as costas quentes e exuberantes são o sítio perfeito

para a vida prosperar.

Isto foi muito antes da era dos dinossauros.

É a era dos répteis antigos.

Como o Tanystropheus.

Um pesadelo com seis metros de comprimento que caça em águas pouco profundas.

E o rincossauro.

Um dos répteis mais bem-sucedidos em toda a Pangeia.

Entre eles,

são brutos e rufias.

Mas, para este réptil,

são só locais cheios de medo.

Luperosuchus.

O superpredador do seu tempo com quatro metros de comprimento.

Mas ele não está aqui pelos rincossauros.

Ele farejou um alvo mais fácil.

Uma ninhada de ovos.

Ovos muito especiais.

Porque, dentro deles, estão a crescer os primeiros da sua espécie.

Um Marasuchus fêmea bebé.

Ela não pesa mais do que um rato.

Mas ela compensa essa leveza,

porque tem várias habilidades

que a distingue dos répteis antigos.

Incluindo a capacidade notável

de ficar em pé sobre duas pernas, não apenas sobre quatro.

Ela também tem pulmões mais desenvolvidos e ossos mais leves.

Adaptações que dão a estas crias

um dom inestimável.

Elas nasceram para correr.

E, neste momento, têm de o fazer.

A única esperança delas é encontrar um esconderijo.

Mas não é assim tão fácil, quando se nasce no inferno.

Ela perdeu os irmãos todos.

A sobrevivência da sua linhagem está por um fio.

Mas, graças a ela,

ainda está intacta.

O que é essencial

porque os descendentes dela

são os dinossauros.

Um ano depois, o Marasuchus fêmea já cresceu.

Mas, como é do tamanho de um pombo numa terra de monstros,

continua a ser uma presa.

Agora, o Marasuchus fêmea tem de sobreviver a mais uma noite.

É fundamental,

porque, se este dinossauro em formação não sobreviver,

a árvore genealógica dela pode ser cortada antes de se enraizar.

Ela farejou algo.

Algo digno da linhagem dela.

Uma carcaça de um rincossauro.

Mas já foi reclamada…

… pelo seu velho némesis,

o Luperosuchus.

Esta é a presa dele.

E ele não tenciona partilhá-la.

Mas à medida que a noite se aproxima…

… as temperaturas começam a descer.

Quanto mais frio fica, mais sonolento fica o réptil gigante.

Mas o Marasuchus fêmea de sangue mais quente

tem uma penugem que a mantém confortável.

O traje perfeito para um roubo arriscado.

Se ela agir bem…

… talvez consiga um jantar ao luar.

Um banquete

digno de um dinossauro.

O Marasuchus tem muito potencial.

Adapta-se bem e tem características que o tornam especial.

Mas, se os dinossauros querem desafiar os répteis antigos,

precisarão de mais do que habilidades.

Precisarão de um aliado poderoso.

A própria Terra.

Um milhão de anos depois…

… no extremo norte da Pangeia,

as forças mais negras da natureza estão a despertar.

Várias erupções vulcânicas

estão a criar uma catástrofe.

Uma catástrofe que alterará o destino dos dinossauros.

Mas o perigo não é a lava.

É um gás.

Dióxido de carbono,

que enche os céus e aquece o planeta.

O aumento das temperaturas provoca uma maior evaporação do oceano.

Nuvens enormes descem ao continente Pangeia.

Mas esta chuva não será normal.

Espalha-se pelo globo…

… dando origem a rios enormes

no continente que era seco.

Conhecido como Episódio Pluvial do Carniano…

… estas tempestades serão a chuvada mais longa da história,

com a duração de mais de um milhão de anos.

Quando a chuva, finalmente, para,

a Pangeia emerge transformada.

Um mundo renascido.

O que eram desertos intermináveis passaram a ser florestas.

Terrenos novos que ajudarão a definir o rumo da ascensão dos dinossauros.

Mas, primeiro, o império dos répteis tem de cair.

O ar nestas florestas é denso com o cheiro a resina de árvore.

Aqui, a natureza é implacável.

Os outrora répteis herbívoros prósperos…

… estão em declínio.

Este rincossauro está sozinho

e está a passar fome.

Neste mundo novo com árvores enormes…

… as plantas rasteiras que, outrora, garantiram

a sobrevivência da sua espécie…

… desapareceram todas.

Esta fêmea não conseguirá sobreviver, se não chegar à comida.

E ela tem um problema mais urgente do que a fome.

Um parente do temível Luperosuchus.

Para estes répteis carnívoros,

este é um momento de grandes oportunidades.

Ao contrário do Marasuchus fêmea ágil, ela é lenta,

fraca

e vulnerável.

Em tempos, os rincossauros foram os mais bem-sucedidos

dos répteis herbívoros.

Agora, a sua extinção é só uma questão de tempo.

À medida que o reino dos répteis antigos começa a fraturar-se…

… outro tipo de animal está em ascensão.

Os dinossauros.

E, neste mundo em mudança, têm de ser adaptáveis.

HÁ 227 MILHÕES DE ANOS

Eles têm de evoluir.

Têm de melhorar com o tempo.

E transformar-se de formas que os ajudarão a sobreviver.

Finalmente, 12 milhões de anos após a extinção dos rincossauros,

os dinossauros podem começar a sair das sombras.

À medida que o fim do Triássico se aproxima,

florestas vastas ainda dominam o terreno,

agora mais verdejantes do que nunca.

E os dinossauros estão a colher os benefícios.

Como o plateossauro,

um dinossauro pioneiro.

Esta pequenina e as suas irmãs

estão a embarcar numa missão

para explorar o seu mundo novo

quase sem consideração pelos perigos que podem enfrentar.

Elas podem não parecer maiores do que o pequeno Marasuchus…

… mas, quando crescem,

ficam muito maiores.

Muitíssimo maiores.

É o primeiro dinossauro a tornar-se gigante.

Com mais de sete metros de comprimento, percorreram um longo caminho

desde que os seus antepassados minúsculos fugiam a sete pés.

E, ao contrário dos rincossauros,

estes gigantes chegam facilmente à vegetação mais alta.

Até têm um truque para chegarem aos rebentos mais tenros de todos.

Excessivo, talvez.

Mas vale a pena.

Porque um plateossauro adulto

tem de comer 25 quilos de plantas por dia.

E, para engolir essa comida toda,

é preciso muita água.

É uma vida fácil.

Mas na era dos primeiros dinossauros,

até um gigante como o plateossauro tem de ter cuidado…

… porque há outro dinossauro em ascensão.

Um recém-chegado que gosta de sangue.

O Procompsognathus.

Um carnívoro com dentes afiados e garras assassinas.

Um dia, os seus descendentes incluirão o tiranossauro-rex.

Mas, neste momento, este predador furioso

é apenas do tamanho de um peru.

Apesar da luta estes dois dinossauros parecer desigual…

… não será assim muito tempo.

Com o tempo,

uma grande rivalidade crescerá entre dois grandes clãs de dinossauros.

Os herbívoros…

… e os carnívoros.

Mas, por enquanto…

… todos os dinossauros enfrentam uma ameaça que vai além deles.

Na água e em terra,

os répteis antigos continuam no topo da cadeia alimentar.

Os dinossauros estão a crescer como uma força no mundo,

mas a sua ascensão é lenta.

O planeta ainda pertence aos répteis.

Para os dinossauros os desafiarem a sério,

serão precisos milhões de anos.

Moldados pelas forças dinâmicas da Terra…

… eles tornam-se mais ferozes,

mais poderosos

e mais desenvolvidos.

No fim do Triássico,

os dinossauros estão prontos para mostrar o que valem.

HÁ 201 MILHÕES DE ANOS

Mas há criaturas novas que também querem dominar.

E, nas montanhas da Pangeia,

alguns deles levantaram voo.

Pterossauros.

Répteis voadores com uma envergadura de dois metros.

E eles estão no controlo total dos céus do Triássico.

Estes picos irregulares

são os locais de acasalamento.

E este macho viu uma fêmea.

Primeiro, expulsa a concorrência.

Agora, está na hora de cortejar.

Durante estes rituais,

os pterossauros focam-se um no outro,

não no que os rodeia.

E isso pode ser fatal,

porque os dinossauros habitam nestes desfiladeiros.

O maior membro do clã carnívoro…

… o Liliensternus.

O dobro do tamanho de um urso-pardo, com garras que rasgam a carne.

E, com o seu olfato apurado,

esta fêmea deteta tudo.

Dezenas de olhos sobrevoam lá em cima.

Mesmo com a sua camuflagem,

um passo em falso pode desmascará-la.

Este momento abre um novo capítulo na ascensão dos dinossauros.

Finalmente, eles são uma força a temer.

Mas a agitação do ataque dela atraiu outro predador.

Os répteis antigos têm aterrorizado os dinossauros desde o início.

Mas isso vai acabar.

O Liliensternus fêmea não irá fugir para as sombras.

Ela sabe defender-se.

O problema é que,

aqui, no fim do Triássico,

o solo

está prestes a deixar a história dos dinossauros em pantanas.

Legendas: Maria João Fernandes

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