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O Cerrado brasileiro.
Vastas campinas...
e uma louca arquitetura.
Estes montes gigantes são obra de milhões de cupins.
Em seu centro,
uma rainha fazedora de cupins,
que produz seus súditos a um ritmo incrível.
E, com o tempo, estes seguidores incansáveis
constroem monumentos nas alturas!
Eles também são o lar de um inseto diferente
que é menos engenhoso,
mas bem mais lustroso.
À noite, durante a estação das chuvas,
os montes de cupins do Cerrado
dão um espetacular show de luzes.
A fonte do brilho verde sinistro,
as larvas do besouro de farol.
Elas usam este truque luminescente
para atrair insetos presas em noites úmidas.
Se os cupins têm amigos esquisitos,
eles têm inimigos ainda mais estranhos.
Este é um tamanduá-bandeira.
Ele tem dois metros de comprimento
e parece ter sido desenhado por uma criança de sete anos.
Uma enorme cauda escovada
faz ele parecer uma vassoura de bruxa.
Seus pés remetem aos de um urso.
Com garras tão compridas
que ele anda sobre as articulações.
E para terminar a mistura infantil,
um nariz de elefante.
É um detector de cupins de meio metro
que, com as formigas,
são sua refeição favorita.
Ele tem visão ruim,
mas seu nariz é tão sensível
que ele pode distinguir a espécie de cupim
que vive em um monte.
Mas ele tem um problema,
como chegar aos bichinhos saborosos.
É aí que entram as garras gigantescas
de dez centímetros!
Então, ele usa sua arma secreta,
uma língua de meio metro de comprimento.
Ele a usa como um chicote de vaqueiro,
puxando punhados de cupins, como feijões de uma panela.
Em um dia típico, este vaqueiro comedor de formigas
engole 35 mil insetos.
Os cupins têm uma picada dolorosa,
então o tamanduá tem que esmagar
e agarrar rapidamente.
E como o tamanduá só come por um minuto de cada vez,
deixa o monte danificado, mas não devastado.
A total falta de habilidade do tamanduá
de se misturar ao cenário,
com suas cores escuras e suas listras,
não parece incomodá-lo.
Mas existe método nesta moda maluca.
Seu pelo, de fato, se confunde com uma coisa,
seu próprio filhote, de carona em suas costas!
Júnior tem as mesmas cores combinando
e as mesmas listras.
Assim, o filhote está escondido em segurança,
mas ele ainda se destaca feito um dedão inchado.
Uma teoria é que seu figurino "Olá, estou aqui"
é um tiro de alerta na cara dos predadores.
Ser mais comprido do que um jogador médio da NBA
é alto, e armado com garras do tamanho das de um urso,
poderia espantar o maior valentão do Cerrado!
Os muitos manguezais do Brasil
abrigam um herbívoro semiaquático gigantesco
como nenhum outro.
Isto não é um castor grande nem um cão esquisito.
Isto é um roedor gigante,
mas não algo que seu gato levaria para casa,
a menos que ele fosse uma onça.
Com 1 metro e 200 de comprimento,
60 centímetros de altura,
e pesando tanto quanto um bulmastife,
a capivara é o maior rato do mundo,
e que rato!
A capivara leva uma existência semiaquática,
como um pequeno hipopótamo,
e como ele, se alimenta de capim e folhagens.
Este enorme roedor gosta de andar
com outra edição GG de sua espécie:
a iraúna-grande,
um pássaro de 36 centímetros de comprimento
da família do melro-preto.
O dueto tem um relacionamento interessante,
amizade com vantagens.
A iraúna adora carrapato,
e a capivara é atormentada
por esses parasitas chupadores de sangue.
Assim, enquanto a ave curte um bufê coma-o-quanto-quiser,
a capivara relaxa em uma sessão de shiatsu.
As capivaras evoluíram uma anatomia
para combinar com seu amor pela água.
Elas têm dedos parcialmente palmados,
também úteis para passos de nado sincronizado.
E assim elas podem ficar semi submersas,
seus olhos pequenos, seu nariz e suas orelhas sem pelos
se localizam no alto da cabeça,
um arranjo incomum de características que as deixa
irresistivelmente bonitas...
para outras capivaras.
O acasalamento normalmente acontece dentro d'água.
A estação chuvosa vê um frenesi de acasalamentos.
Mas só o macho dominante pode fazer ondas
com o harém de fêmeas do grupo.
Estas amantes da água são o pesadelo dos dentistas.
Como os ratos, seus dentes frontais
se desgastam conforme elas comem.
Mas elas não precisam de restaurações,
pois os dentes crescem de volta continuamente.
E com uma dieta que inclui suas próprias fezes,
elas sem dúvida têm um hálito horroroso.
Capivaras redigerem sua comida
para extrair o máximo de valor nutritivo,
a última palavra em reciclagem "nojenta".
As capivaras são as gigantes de sua família,
mas elas enfrentam muitas ameaças,
a maior e mais assustadora,
uma icônica matadora amazônica.
Na zona úmida Pantanal, no sul do Brasil,
águas tranquilas escondem um perigo à espreita...
de proporções de pesadelo.
Capivaras podem pesar até 70 quilos.
Mas dentro d'água,
nem elas estão a salvo da maior cobra do mundo.
A sucuri-verde pode pesar até incríveis 250 quilos,
chegar a nove metros de comprimento
e medir 30 centímetros de diâmetro.
Mas talvez o atributo mais assustador
deste réptil monstruoso seja sua furtividade.
A cobra ataca com uma mordida quase tão poderosa
quanto a de um leão.
Mas esse não é o beijo da morte.
A sucuri mata com um abraço esmagador,
espremendo a vida de sua vítima em segundos,
ao impedir que seu sangue corra.
Pode parecer que a cobra mordeu mais do que consegue mastigar.
Mas a sucuri não faz isso.
Ligamentos elásticos permitem que sua mandíbula se escancare
o suficiente para engolir a capivara inteira.
Mas a sucuri certamente sufocará? Não.
Ela também cuidou disso.
Sua traqueia sai de sua boca
permitindo-lhe respirar enquanto ingere.
Quem respira pela boca
normalmente são perdedores no jogo do amor.
Mas sucuris-verdes são tão safadinhas quanto esquivas.
Isto é um nó, ou cama de cobras.
Vários machos batalham simultaneamente
para acasalar com a fêmea.
Ela pode ser até cinco vezes maior que seus pretendentes,
então os machos competem usando estímulos
no lugar de força,
o eventual vencedor estimula a fêmea à submissão
com suas esporas pélvicas.
É um caso enrolado, não uma rolada rápida no feno.
A massa contorcida pode ficar junta amarrada
por até quatro semanas.
O Pantanal é lar de outro predador aquático
de proporções aberrantes.
Ariranhas são apelidadas de "lobos do rio"
por uma boa razão.
Com quase dois metros de comprimento,
elas caçam em bandos,
malandras realmente ameaçadoras.
Rápidas e ágeis na água,
ariranhas são predadoras prolíficas
e defendem seus territórios de caça ferozmente.
Elas marcam os limites de seu território
defecando nas margens do rio.
E depois fazem uma dancinha para esfregar bem.
Essas duronas não aceitam desaforo de invasores,
nem mesmo quando o invasor penetra seu território
veste é blindado.
O jacaré encara o alfa do bando.
Mas esta ariranha nem pisca, ela tem reforços.
A gangue perturba...
discursa...
e finalmente cerca o jacaré.
Táticas de intimidação que compensam.
Crescer na gangue pode parecer um começo difícil para a vida.
As águas onde os filhotes aprendem a nadar
com certeza não são um jardim de infância típico.
Elas são infestadas de piranhas-vermelhas.
Com dentes afiadíssimos
e mandíbulas poderosas,
as piranhas são famosas por desferir ataques frenéticos
a suas presas infelizes.
Mas para uma ariranha,
estes peixes sedentos de sangue não são predadores.
A gangue se banqueteia como reis
com estas notórias assassinas sul-americanas,
e mesmo assim não são os cães alfa do rio,
que na verdade é um gato,
a esquiva onça-pintada.
Famosa por matar ariranhas,
a onça dormiu na toca da gangue,
o insulto definitivo.
Os lobos do rio tentam
sua antiga rotina de intimidação.
Mas existem fases neste jogo.
Esta gangue de rua se depararou com o Chefão.
Seja lá o que ela quer, jantar ou um imóvel,
não como as ariranhas impedirem isso.
A oferta da onça para elas sumirem
é algo que as ariranhas não podem recusar.
Estivesse a onça-pintada à procura de um filhote,
ou apenas abrigo das moscas e do sol escaldante,
está claro a quem este rio pertence.
Na América do Sul,
gigantismo não está confinado apenas a mamíferos e cobras.
O continente se orgulha de uma ave monstruosa,
com uma mordida tão poderosa
que abre as nozes mais duras com facilidade.
A arara-azul é o maior papagaio do mundo.
Jack Sparrow teria orgulho deste aqui,
pelo seu metro de comprimento da cauda ao bico.
Sem mencionar sua envergadura de um metro e vinte,
permitindo-lhe alcançar a velocidade de 55 km/h.
Elas são gigantes do mundo dos papagaios,
mas seus bicos também quebram recordes.
Bem, no mínimo quebram árvores e nozes.
Como pica-paus com esteroides,
elas escavam buracos impressionantes
no pé de amendoim-de-bugre.
E é claro, elas conseguem abrir as nozes mais duras,
e o Brasil tem algumas.
A noz da palmeira acuri,
tão dura que uma espécie de macaco-prego é famosa
por usar rochas para abri-las.
A arara usa apenas seu poderoso bico.
Mas a noz é difícil de extrair.
Ela precisa de uma chave-mestra para destravá-la da casca.
Felizmente, ela tem uma na boca.
Estranhamente, a arara tem um osso na língua
para lhe dar força para a tarefa.
Mas para que todo esse esforço
se você consegue outro para isso.
As araras aprenderam a seguir
estas quebra-nozes superdimensionadas.
Acontece que quando vacas comem nozes de palmeira,
elas saem do outro lado descascadas.
Comida de conveniência? Sem dúvida.
Gosto de cozinha francesa? Provavelmente não.
No sul da Argentina,
os Andes se erguem a sete mil metros.
A arena perfeita
para uma corrida de resistência de altitude.
Conheça os ultra corredores de elite da América do Sul,
também conhecidos como guanacos.
Embora não tenham a corcova distintiva,
eles têm parentesco próximo do camelo do Oriente Médio.
Mas eles têm outra peculiaridade anatômica.
O coração deles é 15 por cento maior
que o de mamíferos de tamanho equivalente,
tornando-lhes bem adaptados a corridas de resistência.
A corrida de altitude é por um troféu antigo:
o direito de acasalar com todas as fêmeas do rebanho.
Mas há uma distorção peculiar nas regras desta corrida.
Os competidores tentam morder os genitais uns dos outros.
Um ótimo incentivo para ficar
mais do que um focinho à frente de seu rival.
O macho que habilmente se afasta de seus oponentes,
normalmente leva a medalha com a fêmea procriadora.
A menos que você seja empurrado para fora do pódio
sem cerimônias.
Mais para o leste, fica uma terra
que nem tanto o tempo esqueceu,
mas uma terra que esqueceu que o resto do mundo
está cheio de grandes animais.
A Floresta Temperada Valdiviana do Chile
é um mundo misterioso de criaturas minúsculas,
onde todos os dramas de outros ecossistemas
são vividos por um elenco em miniatura.
Uma das espécies mais famosas da floresta
deve ser o pudu.
Ele é tão tímido quanto fofo.
O elegante corso gosta de se esconder
na mata rasteira densa.
Compreensível, quando você tem apenas
30 centímetros de altura.
Na verdade, este minúsculo corso
é quase dois metros menor que seu primo, o alce.
E seria um alvo fácil para predadores,
como o gato-chileno.
Ele é um dos predadores alfa desta floresta.
Mas é também o menor felino do hemisfério ocidental.
Com apenas dois quilos,
ele não é uma ameaça para o corso.
Para mariposas, no entanto,
é um matador assustador.
A diferença entre um malhado e um tigre
é simplesmente uma questão de escala.
Um lanche mais satisfatório que o gato poderia atacar
é o monito del monte.
Esta criatura minúscula pesa apenas 40 gramas.
Se parece com um camundongo,
o nome espanhol quer dizer "macaquinho",
mas é na verdade um marsupial.
Um parente próximo do australiano cusu-zorro,
ele é uma minúscula prova vital
de que os continentes Austrália e América do Sul
já foram ligados.
Por que os moradores da Floresta Valdiviana
evoluíram para ser tão estranhamente pequenos,
talvez se deva ao seu isolamento.
É como se estes animais existissem
em uma ilha livre de almoços grandes,
então o tamanho não era uma vantagem evolucionária.
Serem menores significava que eles podiam se sustentar
com menos produtos da floresta.
Conhecido como "nanismo de ilha",
estranhamente isso não se aplica universalmente.
As Ilhas Galápagos são lar
de uma gigante recordista mundial.
Alerta de spoiler, não é um recorde de velocidade.
O mais famoso arquipélago da América do Sul,
as Galápagos.
E uma de suas gigantes mais famosas,
a tartaruga-das-galápagos.
Esta gigante tem mais de um metro e meio de comprimento,
um metro de altura
e o maior de seus amigos pode pesar até 250 quilos.
Com este tamanho, ele não é feito para correr,
assim, isso é na verdade ele se movendo com urgência,
porque ele está em missão para encontrar uma parceira.
Isso pode ser difícil,
porque há menos de 25 mil restantes,
e elas estão divididas em quinze populações separadas.
E cada uma dessas populações de ilhéus
tem um formato diferente de casco,
o que foi notado por certo visitante
chamado Charles Darwin.
Ele veio a essas praias
e uma teoria ultramoderna surgiu chamada evolução,
que ajudou a explicar as diferenças.
É mais ou menos assim:
as tartarugas que desenvolveram cascos em forma de sela
o fizeram porque precisavam erguer o pescoço
para se alimentar de folhas, nas ilhas mais secas.
Enquanto nas ilhas com bastante grama,
as tartarugas desenvolveram cascos em forma de cúpula,
pois não precisavam se alimentar das árvores.
Uma teoria bacana, com certeza.
Mas agora, há mais nisso
do que enxerga o olho da tartaruga.
Alguns já acreditam que isso se deve
a um diferente imperativo para sobrevivência.
Se acontecer de tartarugas gigantes
rolarem por seus cascos,
elas ficam potencialmente imobilizadas fatalmente.
Agora, as mastigadoras de folhas
têm pescoços mais longos,
que podem usar para se alavancar
e virar da maneira certa para cima.
As que têm cascos em forma de cúpula
e pescoços mais curtos viviam em ilhas
com terreno mais plano, o que significa que menos delas
precisavam sair dessa situação difícil.
Como estas tartarugas africanas mostram,
às vezes você só precisa de uma ajudinha dos amigos.
Esta tartaruga brincalhona em busca de uma parceira,
tem uma característica de design vital em seu casco.
Está prestes a entrar em ação.
Ele achou uma parceira disposta.
Mas entusiasmo é uma coisa.
Tentar fazer amor quando você pesa meia tonelada
e está vestindo uma armadura completa
é outra completamente diferente.
Com uma camada de lama
fornecendo uma lubrificação indesejada.
No entanto, há um recuo
na parte inferior de sua carapaça
que significa que seus cascos se encaixam
como peças de um quebra-cabeça.
E assim que ele está no ponto certo,
o amor de tartarugas é um caso demorado e relaxado.
Pode levar várias horas até ele desmontar.
Na costa nordeste do Brasil,
a Mata Atlântica, ou Floresta Atlântica,
cerca a grande cidade do Rio de Janeiro.
Esta selva também é uma espécie de festa.
Os animais aqui
são um carnaval de espécies exóticas,
metade das quais não são encontradas
em nenhum outro lugar da Terra.
Nem mesmo na Amazônia.
Pairando sobre seus habitantes e chefe do carnaval
está o maior primata da América do Sul,
o muriqui,
pesando pouco menos de dez quilos.
Ele pode ser o maior,
mas esta selva também é lar
de alguns dos menores
e mais estranhos primatas da América do Sul.
O minúsculo mico-leão-dourado
é obcecado com o belo penteado que lhe rendeu seu nome.
Este macaco social vive em grupos de até oito.
E todos são igualmente preocupados
com a melhor aparência.
Ele precisa de um estilo legal,
porque ela está saindo para jantar.
Esta é a outra paixão do macaco: comida.
Com apenas 700 gramas, ele está disposto a se esforçar
para ter o melhor para sua barriga.
Ele salta de árvore em árvore em busca da refeição perfeita.
Incluindo sapos pegos em pequenos lagos de árvores.
Esse foi o prato saboroso.
Hora da sobremesa perfeita.
Ingá é uma vagem com sabor de baunilha,
conhecida como a vagem sorvete.
O perfeito purificador de paladar.
Nada melhor do que se sentir satisfeito e bonito.
Micos-leões podem ser pequenos,
mas eles têm parentes ainda menores.
Este sagui-de-tufos-brancos tem apenas 15 cm de altura
e pesa pouco mais de 200 gramas.
E não é só seu tamanho que é um pouco estranho.
Diferente da maioria dos primatas,
ele tem garras no lugar de dedos
e polegares opositores.
Isto o ajuda a subir e descer das árvores em alta velocidade
e evitar predadores.
Para se assegurar de que vai avistar depressa o perigo,
sua cabeça está em torniquete, quase literalmente.
Ele tem a estranha habilidade de virá-la quase 250 graus.
Não dá para pegar esse carinha de surpresa.
Se há um pássaro que se encaixa no perfil
de um gigante de sua espécie,
é o tucano-toco, ou tucano gigante.
Seu bico é o maior, em relação ao tamanho do corpo,
de qualquer ave da Terra.
Mas há uma razão para outros pássaros
não terem o mesmo tamanho.
Qualquer coisa maior do que o necessário
custa muito em energia.
Você pode dizer que um bico grande
gera uma conta enorme!
Então, como o tucano justifica a despesa?
Seu bico tem muitos usos.
Um canivete suíço que é uma maravilha da engenharia.
O uso mais óbvio:
suas bordas serrilhadas dão acesso aos alimentos,
mesmo abrindo caminho para a dura casca externa
de sua fruta favorita, o jenipapo.
Também é muito mais leve do que parece,
uma matriz de fibras ósseas confere maior resistência,
com bolsas de ar.
Também é uma arma nas disputas de bairro.
Esta luta acaba antes que muitas penas se agitem.
E o perdedor precisa esfriar a cabeça.
E é aqui que a conta realmente se paga.
O tucano pode aumentar o fluxo sanguíneo
para liberar o excesso de calor.
Com até um terço da superfície do corpo do tucano,
seu bico rivaliza com a orelha do elefante africano
em sua capacidade de irradiar esse calor.
Enquanto o tucano tenta se acalmar,
em outro lugar as coisas esquentam,
em um bizarro triângulo amoroso
envolvendo uma monarquia poliamorosa
de macacos de bigode.
O sagui-imperador.
Do tamanho de um esquilo,
ele realmente não está convencendo ninguém
de que é um imperador.
Na verdade, ele só recebeu o nome
porque seu bigode impressionante
parece um pouco majestoso.
Mas basicamente, ele é uma fraude.
Ele nem mesmo é seu próprio patrão.
Essa seria a imperatriz.
Ela tem o imperador à sua disposição.
Quando ela se cansa de cuidar das crianças,
ela simplesmente mostra a língua...
e ele vem correndo.
É ele que faz o trabalho pesado,
cuidando de carregar os jovens.
Mas as fêmeas quase sempre dão à luz gêmeos,
e imperatrizes não carregam bebês.
O velho truque da língua de novo,
e outro imperador vem correndo.
Livre dos jovens, ela sai para comprar
o mais indulgente dos alimentos:
néctar.
Então, como ela transformou os imperadores em serviçais?
Ao acasalar com ambos os machos quase ao mesmo tempo,
ambos agem como o pai.
É uma maneira engenhosa de sua majestade
ter tempo para si mesma.
Deve ser uma das vistas mais estranhas da natureza:
a floresta amazônica inundada na estação das chuvas.
Uma selva inundada
a profundidades de mais de 12 metros.
Golfinhos nadando na reserva de animais terrestres,
insetos e vegetação rasteira.
Até mesmo a preguiça abraçadora de árvores
está dando um mergulho.
E ela dificilmente é um peixe fora d'água.
Nadando três vezes mais rápido do que se move no chão.
Nadando um pouco mais rápido:
o pirarucu,
o maior peixe de água doce da América do Sul.
Ele pode crescer até três metros de comprimento
e pesar mais de 150 quilos.
Um verdadeiro gigante.
Com esse tamanho, é impermeável a qualquer predador.
Então é de se pensar que teria um visual mais alegre.
Talvez ele esteja mal-humorado
porque a estação seca está chegando ao fim
e a água começou a diminuir.
Este gigante da floresta inundada
se viu preso em um lago cada vez menor,
isolado do rio principal.
Com todos os outros peixes presos
e o aumento da temperatura
consumindo todo o oxigênio do tanque,
para um peixe do tamanho do pirarucu,
seus dias estão contados.
Sorte que ele tem um truque na manga.
O pirarucu consegue inspirar.
A sua bexiga natatória também funciona como pulmão.
E não é só isso que ele engole.
Com o pulmão cheio de ar, ele é muito mais rápido
do que os outros peixes privados de oxigênio
neste tanque.
Em apenas uma fração de segundo,
ele abre sua boca cavernosa,
criando um diferencial de pressão
e sugando sua vítima.
Mas nem isso é suficiente
para colocar um sorriso em seu rosto.
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