All language subtitles for South Americas Weirdest Animals S01 E01_track12_[por]

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Original subtitles

O enorme continente da América do Sul,

lar do que é espetacularmente estranho e maravilhoso.

Um antigo herbívoro domina a área:

o maior mamífero terrestre da América do Sul,

a anta.

Ela é um fóssil vivo.

Em mais de vinte milhões de anos,

ela quase não mudou.

Ela tem uma tromba pequena, mas não é parente do elefante.

Na verdade,

as antas estão mais próximas de cavalos e rinocerontes.

Como a tromba de um elefante,

as antas usam as suas para pegar comida

e farejar predadores.

Mas com 250 quilos,

ela é tão grande que é praticamente invulnerável.

Há apenas um predador que ela teme:

a onça pintada.

Mas mesmo para o felino

com a mordida mais poderosa do mundo,

a anta é um bocado de verdade,

especialmente quando tem um truque no tronco.

Com a ajuda de seu nariz de mergulhador,

ela pode ficar submersa por vários minutos.

A onça perdeu o interesse.

A anta pode ter lidado bem com o encontro com a onça,

mas isso deve ter sido estressante.

Esterco fresco de anta:

um sino de jantar

para um minúsculo residente da floresta.

Conheça o escaravêlho,

popularmente conhecido como rola-bosta.

Usando suas antenas altamente sensíveis,

esses besouros podem detectar ofertas frescas de animais

segundos depois de serem descartadas.

Em minutos, o esterco da anta

é uma central de atividade de besouros.

É um supermercado fedorento, onde tudo é especial.

Enquanto alguns preferem comer lá mesmo,

outros adoram levar para viagem.

Mas rolar esterco é coisa para especialistas.

Pesado demais.

Melhor dividir e conquistar.

Rola-bostas são a equipe de limpeza da floresta.

Mas eles também desempenham um papel muito mais importante.

As pequenas bolas de esterco

contêm sementes não digeridas de plantas florestais.

Quando os besouros as levam embora e as enterram,

eles plantam novas árvores e reconstroem florestas,

mesmo sem saber.

Cerrado: a savana sul-americana.

As planícies secas se tornaram um barril de pólvora,

esperando uma faísca.

Um vento quente atiça as chamas,

incendiando a terra a até 20 quilômetros por hora.

Animais que são rápidos o suficiente fogem do inferno.

Aqueles que não são, viram comida de abutre.

Mas gaviões-de-rabo-branco não gostam de esperar.

Como viciados em adrenalina,

eles vão viver o momento

ou partir em um instante de glória.

O fogo pode chegar a 420 graus.

Mas estes gaviões do fogo não se abalam.

O inferno furioso é seu aliado.

Eles estão atrás de insetos fugindo do fogo,

assim como os pardais da campina.

O fogo continua.

Ele pode queimar por dias, se não for controlado.

O fogo que mata...

...também provê.

Os carniceiros finalmente têm sua chance.

Fogo é uma ocorrência regular aqui no Cerrado.

Mas para uma criatura incomum,

as chamas são só uma inconveniência menor.

O tatupeba é uma raridade sob qualquer padrão.

Seu abrigo subterrâneo impenetrável

o manteve a salvo do fogo.

Mas está frio lá embaixo e ele precisa se aquecer.

Apesar de estar nos trópicos,

as temperaturas podem cair até oito graus Celsius.

Mas ao ar livre, ele está exposto,

por isso carrega uma armadura de corpo inteiro.

Mas isso não é suficiente para este maníaco por segurança.

O tatu é um precavido.

Usando suas garras fortes, ele cava vários abrigos.

Nunca é demais estar bem preparado para um desastre.

Mas no Cerrado, abrigos são muito procurados.

Corujas-buraqueiras podem cavar seus próprios,

mas para que o trabalho quando se pode só pegar.

Então, o tatu está constantemente circulando,

para garantir que ninguém fique se aproveitando.

É um trabalho estressante.

Talvez uma soneca revigorante ajude!

Mas não durma muito profundamente.

O lobo-guará é um grande fã de tatus.

Com um metro de altura, este canino sobre pernas de pau

é o mais alto de todos os cães selvagens do planeta.

Sua altura lhe dá uma vantagem acima da grama,

de onde avista a presa.

Mas mesmo dormindo, o precavido paranoico

de focinho de porco está em alerta.

Plano frustrado.

Mas nem tudo está perdido.

Este predador tem outra presa à vista.

O lanche favorito do lobo-guará são frutas amargas,

como a lobeira.

A maioria dos animais a evitam,

mas o lobo nunca enjoa.

Ele precisa da fruta

para se livrar de vermes renais gigantes,

um parasita doloroso e potencialmente letal.

E o lobo agradecido sabe como retribuir o favor.

Ele marca seu território no topo de um formigueiro.

As sementes de lobeira passam pelo intestino do lobo

sem serem digeridas

e são depositadas em um rico fertilizante.

As formigas cortadeiras cobiçam os excrementos

e os trazem para o ninho, onde são dados como alimento

para o jardim de fungos das formigas.

Úmido, quente e escuro: o lugar perfeito

para as sementes de lobeira germinarem

e, mais uma vez, frutificarem

para finalmente completar um círculo fedorento da vida.

Poucos quilômetros a leste dos lobos amantes de frutas

há um bando esmagador de esquisitos.

Eles desafiaram a lógica para sobreviver

em um dos lugares mais difíceis da Terra.

Florestas arbustivas de Boa Vista, Brasil.

O sol escaldante levou a paisagem

a uma submissão silenciosa.

Até...

...macacos-prego rolarem pedras enormes

do topo dos penhascos.

Esses macacos vândalos

não pretendem apenas causar confusão.

Eles são "Pregos Einstein":

os macacos mais espertos que existem!

E jogar pedras faz parte de um plano.

A natureza lhes presenteou com um quebra-cabeça delicioso:

nozes de palmeira.

Mas a casca interna é dura como uma rocha.

Mas esses símios inteligentes

desenvolveram um processo engenhoso para quebrar a noz.

Primeiro, eles tiram a casca

e jogam no chão para secar.

Então é hora de esperar.

Vai demorar alguns dias para o sol secar as nozes.

Não, não totalmente pronto.

Essa está boa.

O próximo passo é o mais difícil.

Para quebrar as nozes duras,

eles as esmagam com grandes pedras.

As mesmas que rolaram do topo dos penhascos.

Algumas pesam tanto quanto uma bola de boliche.

Esses habilidosos macacos-prego sul-americanos

entraram oficialmente na idade da pedra.

Mas não é tão fácil quanto parece,

como esses jovens logo descobrirão.

Tem que ser o martelo certo e a bigorna certa.

Eles vão pegar o jeito, no final das contas.

As ilhas Galápagos do Equador, na América do Sul.

Sol quente,

praias de areia

e águas azuis.

Para um grupo heterogêneo de esquisitos,

é um refúgio costeiro.

Com um rostinho que a própria mãe adoraria odiar

e modos terríveis à mesa,

as iguanas-marinhas não são exatamente bonitas.

Mas há mais nelas do que parece.

As ilhas rochosas têm pouca comida,

então os répteis mudaram seu estilo de vida.

Eles são mergulhadores.

Debaixo d'água, eles lutam contra fortes correntes

para pastar nas algas.

Um mergulho todos os dias e uma dieta verde

fornecem à iguana-marinha tudo que ela precisa,

exceto o corpo de um nadador.

Se você achou isso estranho,

espere até ver a próxima criatura bizarra

que chama este resort de praia de lar.

Diga olá para o... pinguim de Galápagos?

Um pinguim, nos trópicos,

a 8.000 quilômetros de mares congelados?

Pode ser quente e abafado em terra,

mas as correntes oceânicas polares são frias

e ricas em nutrientes.

Águas frias, toneladas de peixes pequenos,

o que mais um pinguim pode querer?

A costa desértica do Peru

é uma festa de bizarrices com B maiúsculo...

e lar de outro pinguim tropical

que vive das correntes frias da Antártica.

Estranho, mas é verdade.

Esta é a colônia em que eles se aninham,

em uma costa alta rochosa, longe do mar.

Para encontrar comida, eles devem caminhar

esse trecho de oito quilômetros todos os dias.

De quem foi essa ideia brilhante?

A descida até o oceano gelado não é para os fracos.

"Sem asas" significa que os pinguins

são alvos fáceis para predadores.

Eles só podem correr, porque não há onde se esconder.

A encosta desce cerca de 45 graus.

A gravidade é um saco

quando seus freios de mão estão abaixo da média.

Lesões são comuns.

Finalmente, conseguiu.

Ou talvez não.

Uma barragem de gordura e músculos:

leões marinhos sul-americanos de 300 quilos!

Os primos alados dos pinguins acima deles

com certeza têm uma vida fácil.

Tudo o que eles precisam fazer é abrir as asas

e voar acima dos problemas.

Às vezes, a evolução é apenas uma piada cruel.

As florestas tropicais da América do Sul

são um paraíso para os insetos.

Mas, para alguns, a vida aqui é curta,

porque onde há insetos,

há mutantes assassinos de insetos.

As intocadas florestas nubladas da Venezuela.

Calor e chuva o ano todo,

criando florestas primitivas

com diversidade espetacular de insetos.

A barata gigante de cabeça preta

está em seu elemento na serapilheira.

Ela pode ser feia, mas é uma eco heroína.

Ela recicla os resíduos da floresta:

fezes, madeira podre e muito mais.

É uma dieta rica que permite que ela cresça

tanto quanto uma lata de refrigerante,

o que faz dela uma das maiores baratas do mundo.

Seu tamanho a torna grande demais

para muitos predadores enfrentarem.

Mas nem todos.

A centopeia gigante amazônica é uma criatura de pesadelos.

30 centímetros de comprimento e armada até as mandíbulas,

nas quais a barata tropeçou.

A centopeia bombeia a barata com veneno letal.

É o suficiente para matar uma criança humana.

Isso paralisa a barata infeliz.

Usando uma boca especialmente adaptada,

a centopeia corta e devora a barata ainda viva.

Este é um dia muito ruim para a barata.

Mas se você olhar muito, muito bem,

há um friso de esperança.

Em seus estertores de morte,

seu corpo cospe uma caixa de ovos cheia de bebês.

Mesmo na morte, ela encontra uma forma de se multiplicar.

De uma das menores para uma das maiores criaturas:

a gigantesca ema, que não voa.

Elevando-se a mais de um metro e meio de altura,

é o maior pássaro das Américas

e uma maravilha da evolução.

Com 23 quilos, ela não é nenhum peso pena

e seus dias de voo acabaram.

Mas suas garras afiadas

e suas pernas poderosas são armas sérias.

Credenciais de fato impressionantes.

Mas isso não impede

um lobo-guará faminto de tentar a sorte.

Desta vez, a ema usa seu talento atlético.

A grande ave pode chegar

a velocidades de mais de 55 quilômetros por hora,

fazendo dela uma das aves mais velozes que existem.

Este macho não está descansando.

Embaixo dele está uma ninhada de cerca de trinta ovos.

Emas machos têm um harém de fêmeas.

Elas puseram ovos que ele sozinho vai incubar:

dez, vinte, trinta, é, estão todos aí.

Mas algumas emas fêmeas guardam um segredinho.

Alguns dos ovos embaixo do macho

podem nem ser dele.

Os filhotes recém-chocados são fofos, mas vulneráveis.

Com certeza nenhuma mãe pode resistir a eles.

Mas as mães emas rebeldes não curtem muito a maternidade.

Tudo é com o pai, vinte e quatro horas.

Pais solteiros são extremamente raros no mundo das aves.

Ele fornece tudo: comida, proteção, até educação.

Eles seguem cada movimento do pai.

Grande parte do aprendizado é de tentativa e erro:

mais erro.

E no pantanal brasileiro, erros podem ser fatais.

Só uma fração desta ninhada sobreviverá

para se tornar adultos.

Os que sobreviverem terão seus pais dedicados para agradecer.

Ali perto, há outro pai sul-americano incomum

que leva a arte de criar os filhos a um nível inédito.

Com 195.000 quilômetros quadrados

no centro da América do Sul,

o Pantanal é um paraíso para a vida selvagem.

É o maior pântano do mundo.

Durante a estação chuvosa, 80% desta área fica submersa.

Mas ainda faltam meses para essa época.

Para muitos, este é um tempo de abundância.

Más notícias para os peixes,

mas um banquete para seus predadores.

Como esta ave gigante

e distintivamente estranha chamada jabiru,

a ave voadora mais alta das Américas.

O jacaré-do-pantanal sabe bem

que não deve mexer com a cegonha de um metro e meio

e seu bico feito espada.

A estação seca é quando os jabirus devem aproveitar,

pois esta fartura não vai durar muito.

Em outro lugar,

seu parceiro está ocupado com deveres domésticos,

porque o casal de jabirus têm uma jovem família.

Diferente das emas disfuncionais,

pais jabirus sempre ficam juntos

para criar seus filhotes.

Enquanto um está fora procurando comida,

o outro é a babá.

É um negócio tedioso.

Os filhotes estão famintos e o pai também.

A mãe está fora há horas.

Mas há muita ação em volta para mantê-los entretidos.

A árvore ninho dos jabirus parece um condomínio.

O ninho do carcará fica a uma distância respeitosa.

Periquitos-monges, por outro lado,

não acreditam em espaço pessoal.

Eles reformaram a parte inferior do ninho dos jabirus

para uso próprio.

Finalmente, mamãe volta.

E papai mal pode esperar para cair fora.

Os filhotes estão esfomeados.

Mamãe vomita peixe semidigerido.

É a fórmula para bebês jabirus.

Mas a enguia monstruosa é grande demais

para os jovens atacarem.

Então, volta para dentro.

Seus sucos digestivos têm muito mais trabalho a fazer.

Florestas tropicais quentes, úmidas, grudentas.

É uma parte fantástica do mundo.

Mas está repleta de insetos.

Nem mesmo os poderosos jacarés podem com o massacre.

Capuchinhos-de-cara-branca conhecem o truque.

Bem lá dentro da fenda do jatobá,

eles descobriram uma seiva preta, oleosa e grudenta.

Repelente de insetos natural.

Ah, paz, calma e uma boa esfregada.

Sim, isso, aí mesmo, isso, oh-oh-oh, sim, é bem aí.

Eles não devem chamar atenção,

não há seiva o bastante para ir para todo o grupo.

Tarde demais.

A fenda da árvore é estreita.

Só larga o bastante para uma mão de cada vez.

Os outros vão se contentar com a segunda opção:

o pelo lubrificado de seus compatriotas.

Espaço pessoal?

O que é isso?

Quanto mais, melhor.

Você coça minhas costas,

eu esfrego as suas.

Mas tudo o que é bom acaba chegando ao fim.

Capuchinhos sem dúvida

sabem tirar o melhor de uma situação ruim.

Mas um excêntrico morador sul-americano

prefere bem mais dançar com a música.

A Mata Atlântica: outro campo de batalha competitivo.

Para sobreviver aqui, você precisa de uma vantagem:

ser o maior da sua espécie,

ou o mais colorido,

ou até o mais letal.

Mas uma criatura aqui usa furtividade...

...em câmera lenta.

É um dos animais menos competitivos da floresta.

A preguiça-de-garganta-marrom come folhas duras,

com poucos nutrientes que muitos outros ignoram.

Para digerir o material,

ela desenvolveu um estômago poligástrico.

E como ela obtém tão pouca energia de sua comida,

ela funciona muito...

...muito...

...lentamente.

A preguiça certamente não é preguiçosa,

mas uma máquina calibrada para a eficiência.

E ela não foge do trabalho mais difícil de todos:

a maternidade.

Seu bebê tem pouco mais de uma semana,

e sua visão ainda está se desenvolvendo.

Todos os dias ele vê mais do mundo à sua volta.

A temperatura da preguiça é uma das menores entre os mamíferos:

de 30 a 35 graus Celsius.

Então, ela está em casa

se refestelando ao sol da manhã.

Aquecida, ela começa sua descida.

O bebê deve se segurar firme.

Isso é rápido demais para uma preguiça.

Agora, em uma sombra, mamãe e bebê podem relaxar.

Mesmo com pouca idade, o bebê prova novas comidas.

O banho de sol aumentou a temperatura da mãe.

A comida lá dentro está sendo digerida.

Mesmo agora, a preguiça trabalha duro...

...lentamente.

A evolução é uma busca eterna para achar soluções

para o problema em constante mudança da sobrevivência.

E de vez em quando, ela entrega estranhezas.

O tamanduá.

Ele é, na verdade, um primo distante da preguiça.

Como a preguiça, tamanduás passam a maior parte da vida

no alto das árvores.

Mas sua comida favorita é às vezes encontrada no chão.

No Cerrado do sul,

as árvores são poucas e distantes entre si,

então os tamanduás têm que andar muito

para encontrar comida.

A céu aberto, ele fica indefeso.

Quase.

Passos pesados por perto o deixam nervoso.

Levantando-se sobre as pernas traseiras,

ele parece maior.

Suas garras curvas afiadas de prontidão

para um ataque surpresa.

Mas é só uma ema inofensiva.

Ele pode baixar a guarda.

Nas florestas do norte,

um poderoso olfato diz a este tamanduá

que uma refeição deliciosa está próxima,

talvez dentro deste tronco.

Garras afiadas ajudam a rasgar a madeira morta dura e a terra.

No interior, ele encontra sua comida favorita:

cupins.

Sua língua grudenta de 40 centímetros

desliza para dentro e para fora do ninho de cupins.

Sem dentes, ele os engole

através de seu focinho em forma de tubo.

O tamanduá pressente perigo.

Felizmente, desta vez há árvores próximas.

Mas ele não precisa se preocupar.

A onça-parda está de olho numa refeição mais fácil.

Esta iguana morta é um lanche bem-vindo.

O grande felino mais espalhado do hemisfério ocidental

não se incomoda em vasculhar a área.

Ele come tudo o que puder.

Na natureza sul-americana,

os machos devem trabalhar em dobro

para encontrar uma parceira de vida.

Alguns gostam de se exibir, enquanto outros

preferem revelar o mínimo possível de si mesmos.

O Altiplano.

Fica a 4 mil metros de altura, nos Andes.

Um território hostil e inóspito

forjado em fogo e gelo.

Lagos cáusticos de sal dominam a paisagem:

um ambiente perfeito para evoluções estranhas.

Nesse caso: o viscacha.

Parece que um coelho cruzou com um esquilo,

mas não é nenhum dos dois.

O viscacha é uma espécie à parte,

e é feito sob medida para viver

no meio-ambiente impiedoso do Altiplano.

Ele vive de uma dieta esparsa de musgo,

líquen e grama que crescem aqui.

Conforme a primavera se aproxima,

o viscacha deve se preparar

para dividir seu quintal com algumas visitas.

Flamingos chegam em números enormes.

Estas aves parecem deslocadas nesta paisagem,

mas ela não é nada nova para elas.

Eles são famosos por visitar o lugar há mais de meio século.

As águas alcalinas dos lagos rasos de altitude

contêm algas minúsculas chamadas diatomáceas,

e os flamingos não enjoam delas.

A cena está montada.

Exatamente o que os machos esperavam.

O flamenco.

Esta dança de cortejo é matéria-prima de lendas.

Passos elegantes projetados para seduzir as damas.

Os machos devem dar seus melhores passos.

Quanto mais elegantes os passos,

mais impressionadas ficam as fêmeas.

Ela pode até se juntar ao seu pretendente,

e a dança inicia um elo duradouro.

Uma vez juntos, flamingos ficam assim por muitos anos.

Na próxima primavera, eles voltarão,

e a dança reacenderá o romance.

Para o macho de uma espécie

totalmente diferente da Venezuela,

o ato de fazer bebês guarda um grande medo.

Esta aranha acaba de avistar a garota dos seus sonhos.

Todo solteirão esperançoso

compreende o medo dessa primeira abordagem.

Ela vai me rejeitar?

Rir de mim?

Mas esta aranha tem um medo muito maior.

Esta é a aranha-golias.

É do tamanho de um prato de jantar,

quase 30 centímetros de diâmetro,

e pode comer pássaros.

Mas na verdade, ela prefere outras aranhas.

O macho é menor, vulnerável.

A fêmea é uma arma letal certificada.

Os pelos nas pernas dela sentem movimento

e duplicam os minúsculos arpões farpados

que podem ser lançados em inimigos.

O macho apaixonado deve permanecer calmo:

um movimento súbito e ela pode confundi-lo com uma presa.

Suas pinças estão carregadas com toxinas letais

que ela pode bombear nele num piscar de olhos.

Mas para o macho...

...essas pernas...

...esses pelos...

...esses dentes...

...são de matar.

É agora ou nunca.

Usando as pernas frontais, ele a afasta gentilmente,

ficando cuidadosamente longe

desses dentes de dois centímetros e meio.

Um carinho gentil e um abraço caloroso.

Ele injeta seu esperma dentro dela.

Mas não há tempo para conversas íntimas.

Ficar é arriscar ser espancado.

Ela vai proteger seus ovos com a própria vida,

até quatro meses depois,

quando uma nova geração de seres bizarros

finalmente chocará.

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