All language subtitles for La stranezza nn(2022)

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Original subtitles

- Bem-vindo, Dom Luigi. - Bom dia Nard.

Nardo, que cara � essa?

Maristella, sua enfermeira, morreu.

- Quando? - Essa noite.

Santa Maria, M�e de Deus, rogai por n�s pecadores,

agora e no agora da nossa morte. Am�m.

Ave Maria cheia de gra�a, o Senhor est� com voc�.

Voc� � aben�oado entre as mulheres e bendito � o fruto...

Excel�ncia, sente-se.

Sua boca te impressiona, n�o �?

Voc� n�o vai acreditar, ja tentei mais de uma vez

mas depois de um segundo ela a abre novamente.

Maria Estela,

voc� sempre foi silencioso e agora que voc� est� morto voc� confia em todos?

Olha quem veio te ver.

Desceram as v�speras, hora da melancolia.

E voc�, Filiberto, nunca algum dist�rbio que o aflige?

Como vai estar sempre t�o sereno?

Como vai estar sempre t�o sereno?

Vai, Tano.

Tano, ele est� falando com voc�, responda.

Ou�a-me, Tano.

"E voc�, Filiberto, nunca algum dist�rbio que o aflige?

Como voc� pode ser t�o sereno?"

Eu n�o tenho ningu�m.

Eu fodo e estou feliz.

- Ele tem raz�o. - Senhores, por favor!

Tano, sem pausa.

"N�o tenho prop�sito e estou feliz."

- "Eu n�o tenho prop�sito ..." - Eu n�o tenho ningu�m.

- Escopo� - Sem pausa, Tano!

"N�o tenho prop�sito e estou feliz."

- Eu fodo, e estou feliz. - Sim, foda-se e foda-se.

Voc� se diverte, certo?

Pena que � um drama e este n�o � o trabalho dele.

Voc� conta a Don Ciccio?

Dom Ciccio.

Seu cunhado diz muito bem. ele � um ator consumado.

Ele tem paix�o pelo teatro desde pequeno.

- Isto mostra. - Aqui est� se voc� v�!

Eu gostaria de entender.

Cavalos enfeitados, carruagem de primeira classe,

cocheiro e lacaio de casaco e cartola.

Quem paga todo esse dinheiro

para quem morreu onde o Senhor perdeu seus sapatos?

Oh! Estou falando com voc�.

De novo esse rosto?

N�o admito quem, em pleno drama, diz: "Eu fodo e estou feliz."

Com licen�a.

O teatro deve ser poesia, pureza, liberdade.

Sua �nica liberdade com don Ciccio, � morrer morto.

- Voc� n�o entendeu? - Vergonha!

- Ah, de novo? Voc� faz o styling? - Quantas vezes eu te disse?

Os mortos est�o vivos.

Voc� chega t�o tarde?

Eu disse que havia um casamento depois, os noivos j� est�o aqui.

Batizamos um novo ator, Tano.

- Cunhado de Don Ciccio. - O varredor?

Quero dizer, pegue aquele idiota e tirar as piadas de mim?

Eu n�o posso acreditar nisso, eles j� eram menos do que da �ltima vez.

Ou voc� os estende para mim, ou voc� esquece o teatro.

N�o, pai. Se ela fizer isso, n�o � bom.

Tudo podemos, mas a chantagem n�o.

- Ou ele confia em n�s, ou n�o se importa. - Oh sim? Perfeito.

Ent�o n�o te dou mais o teatro, e voc� faz em casa.

Caramba, ele atirou!

Tudo bem, vamos esticar um pouco a parte dele.

Certo, bom. O teatro est� comprometido.

Vejo voc� l� dentro.

Com licen�a.

O cavalo tinha problemas intestinais.

Muitas felicidades aos rec�m-casados.

Onde voc� conseguiu esses dois?

Na cidade.

Existem apenas eles de cassamortari.

Descanso eterno d�-lhes, Senhor.

Setenta e cinco, setenta e seis, setenta e sete, que n�mero voc� disse?

Trezentos e oitenta e quatro.

- Trezentos e oitenta e um, aqui vamos n�s. - Trezentos e oitenta e dois.

Trezentos e oitenta e tr�s.

Trezentos e oitenta e quatro.

Onde colocamos os mortos? O nicho est� cheio.

As flores s�o frescas.

Quem colocou os mortos aqui? Ele veio sozinho?

Este nicho � nosso, o munic�pio tamb�m diz isso.

- Ele n�o est�, ele est� ocupado. - Mas agora o que eu falo para o cliente?

E o que eu sei? Voc� procura e explica para ele.

Bom dia.

Bom dia.

- Voc� solicitou o servi�o? - Sim, exatamente.

- Bom dia. - Sou Onofrio Principato.

Sou o dono da casa funer�ria.

Nosso amigo estava nos dizendo que houve um pequeno mal-entendido.

Uma troca de nichos, coisas que acontecem.

Algu�m vendeu o mesmo nicho duas vezes.

Aqui h� muitos mortos e poucos nichos, e se eles jogam cartas.

- Eu entendo. - Mas vamos resolver.

O que voc� pretende fazer? Estou com pressa, amanh� tenho que estar em Catania.

- Amanh�? - Pode ir, n�s tratamos do enterro.

N�o, eu quero estar presente.

Ele � um parente?

N�o, mas � como voc�.

Ah, eu entendi. Tudo bem, ent�o

voc� vai para casa e n�s vamos no cart�rio do cemit�rio da Prefeitura,

para resolver este mal-entendido.

N�o, de jeito nenhum. Prefiro ir com voc� � prefeitura.

Tudo bem. Por favor.

- Aqui? - Por favor.

Obrigado.

Santuzzo, venha aqui.

Voc� entendeu?

- Voc� est� procurando Don Mimmo Casa? - Tratado?

- Muito ocupado. - Voc� o tem h� muito tempo?

Depende.

Senhora.

Senhora.

Agora voc� pode entrar.

Se tudo correr bem, leva pelo menos uma semana.

- E n�o � muito. - O que voc� est� dizendo, Mimmo? Uma semana?

Nosso cliente tem um compromisso, deve partir logo.

- Quando? - Amanh�.

Amanh�? De onde ele �? Da lua?

O tempo n�o est� em nossas m�os, Prezado senhor, est� nas m�os de Deus.

Voc� j� aceitou o suborno, vejo voc� se apressar.

N�o cabe a mim.

- Voc� sabe como funciona o cemit�rio. - Entendo como funciona.

Estes s�o suficientes?

Vejo voc� esta tarde.

Obrigado, Mimo.

Voc� pagou por este homem morto duas vezes. Avan�amos um.

Ela n�o est� com fome?

N�o, obrigado. Eu n�o tenho mais idade.

Eu sei, o sabor � muito forte.

Delicado n�o �.

Por curiosidade. De onde voc� �?

Siciliano, mas moro em Roma.

- O que voc� faz? - Eu ensino Literatura.

Em vez disso, fazemos literatura, n�s a fazemos.

- Sim? - Eu gosto de escrever.

O que voc� escreve?

farsas at� ent�o,

coisas para rir, mas estrear em tr�s dias com o meu primeiro drama.

- Um drama de com�dia. - Que drama c�mico? Esque�a!

Como diz Arist�teles, "Catarse � purifica��o".

Enema � purga.

Pare com isso! Olhar.

Eu os imprimi sozinho. Pegue.

Estamos satisfeitos se vier nos visitar.

Talvez voc�, professor, ele n�o est� familiarizado com o teatro.

Para falar a verdade, vou muito pouco l�.

- Por qu�? - Bem, eu n�o me importo.

Ent�o sinto uma certa desconfian�a, muita fic��o.

- Que fic��o! Teatro � verdade. - Sim?

- Fic��o! - Ent�o me explique uma coisa.

Como voc� pode acreditar nas pessoas que se vestem de babados,

chap�us de penas, cal�as bufantes, usando narizes falsos e bigodes

parecer o que n�o sou?

Como voc� faz isso?

Professor, com todo o respeito,

voltar a ensinar porque voc� no teatro est� seco.

Uma hora atr�s, uma senhora morreu.

Ela � cunhada de quem vive para a subida acima no n�mero 81.

N�o!

Ah, eu entendi. Ela � uma senhora de 81 anos que mora em Salita Cognata, quatro.

- Fale claramente! - Babbu, n�o podemos ir l�.

Temos um compromisso com o senhor. Eles est�o esperando por n�s na Prefeitura.

Diga-lhe para esperar, que ainda est� quente.

O que eu disse-lhe?

Com um pouco de paci�ncia tudo se resolve.

Amanh� de manh� �s 9:00 em ponto, Dona Maristella vai descansar em paz.

Enquanto isso, para esta noite, voc� pode coloc�-lo na sala de enforcamento.

Eu j� arranjei.

- Foi um prazer v�-lo novamente. - Vamos.

N�ncio!

Eles trouxeram essas coisas?

- Ningu�m apareceu. - Ningu�m.

H� quanto tempo estou esperando aqui?

Depende, quem mais e quem menos.

- N�o h� parentes para reivindic�-los? - Alguns sim, outros n�o.

N�s o chamamos de quarto dos caprichos do destino.

Cada um tem sua pr�pria hist�ria.

Voc� v� esses dois que s�o colocados de p�, como m�mias?

esse morreu muito novo durante um banquete

que ele havia dado a si mesmo para comemorar o anivers�rio de 100 anos do tio.

Inconsciente!

Este � o honor�vel Costanzo Romberti.

O corpo chegou � cidade um dia atrasado.

As honras que lhe foram destinadas, eles foram ao corpo de um pobre Cristo

que os familiares esperavam em Messina.

Ent�o, desde ent�o, o grande homem, paz � sua alma, ele jaz aqui,

para evitar constrangimento �s autoridades.

Vamos!

Eu cheguei.

� permitido, posso passar?

Cara, estamos ficando cada vez melhores.

Seu pai sempre faz no corredor?

Voc� me pergunta? Ele estava esperando por voc�.

- Eu como sozinho? - Sim, papai est� em jejum hoje.

- � melhor assim, na idade dele � melhor. - Fa�a penit�ncia.

O nome de Calogero Interrante nas m�os de um incompetente como Onofrio Principato.

Segurar!

pobre pai, for�ado a ver essa bagun�a.

Um professor que vem da capital, permanece bloqueado sem enterro.

- Quem te contou? - Eles te enganaram!

Para Calogero Interrante eles n�o.

Em Onofrio Principato, sim. Mas n�o se preocupe, estou me vingando.

- Vou ouvir o que voc� quer. - Ir.

Sentir. Ele n�o fala h� cinquenta anos.

Bastian!

Voc� vai me deixar fazer o teatro?

Nicu, n�o h� um papel para voc�.

Vamos, ano passado voc� me fez uma promessa.

Voc� n�o pode fazer teatro. Mas olhe isso!

N�s saudamos e ca�amos.

Santina.

Santina.

Voc� ainda est� costurando? Venha para a mesa.

estou atr�s com figurinos para o show.

H� tempo. Ent�o, se algo estiver faltando, n�s administramos como sempre.

As pessoas v�m para rir, n�o pelos figurinos.

- RIR? N�o foi um drama? - Nofrio gostaria que fosse assim.

Mas voc� sabe como � o drama. �s vezes as partes n�o se encaixam,

piadas escorregam, a trama se complica.

Veremos, no final, seja um drama ou uma com�dia.

- O que o autor pensa? - O autor?

Nofrio.

- O que ele deveria pensar? - Voc� fala sobre isso como se n�o importasse.

N�o, mas estamos nas m�os de Deus e o Senhor gosta de rir.

Que pena, gostei uma hist�ria de amor atormentada.

Me conte algo.

Voc� saiu hoje? Voc� conheceu algu�m?

Quem era eu para ver? Eu estive aqui.

Porque me pergunta isso?

Ent�o, n�o posso te perguntar?

Pai?

Com a sua permiss�o, eu deveria passar. Eu posso?

Papai, com a idade, voc� se tornou falador.

"Como podemos nos entender, Cavalheiro,

se nas palavras que digo coloco o significado

e o valor das coisas como eles est�o dentro de mim.

Enquanto inevitavelmente, quem escuta,

assume-os com o valor e o significado que eles t�m para si mesmos? Olhar!

Toda a minha pena por esta mulher,

foi contratado por ela como a mais feroz das crueldades."

A m�e: "Mas voc� me expulsou!".

O pai: "Expulso? Voc� ouviu? Voc� acha que eu a afastei?"

A m�e: "Voc� pode falar, eu n�o,

mas acredite em mim, senhor, depois de se casar comigo, Eu quero saber porque,

Eu era uma mulher pobre e humilde".

"� por isso que me casei com voc�,

pela sua humildade,

que amei em ti, acreditando..."

Eu tenho que te dizer isso.

Havia algu�m que era obcecado por mim.

Mamma mia, foi realmente consertado.

Assim que ele me viu: "Sidora, vem c�".

Bastian, meu sangue, o que voc� quer?

eu passei e me perguntei se h� algo para consertar,

como pias, torneiras, facas, tesouras para moer,

trapos, sombrinhas, sombrinhas para o sol, guarda-chuvas na �gua.

N�o, me desculpe, voc� pode sair, n�o precisamos de nada.

Eu poderia ter um dep�sito?

Voc� entende, Santina � minha irm�.

Eu, como irm�o, Eu tenho a obriga��o de verificar

investigar, reprimir.

Mas eu n�o posso ser um marechal dos Carabineiros.

E nem o padre.

Eu n�o gosto de Fofo.

Me conte algo.

Se Santina fosse sua irm�, O que voc� diria a ela?

Primeiro eu diria a voc� que os machos s�o uma coisa in�til.

velhos, jovens, amigos, parentes, estranhos,

conhecido e desconhecido.

Eles s�o todos ruins.

Todos.

Uma vez que voc� sabe disso, pode ser ajustado melhor.

V� embora, linda.

O marechal Feruzzo chegar� em breve.

N�o confie nele, no entanto.

Sair!

"Sempre querido para mim foi esta colina hermo e esta cobertura que por tanto tempo..."

- Vassoura! - Corno.

"...do horizonte o olhar exclui.

Mas sentar e olhar para espa�os infinitos al�m disso,

e sil�ncios sobre-humanos e quietude muito profunda..."

S�o 10:30, Quero ver quando eles chegarem.

N�s sabemos que Bastiano precisa recarregar.

Mas agora ele est� se aproveitando disso.

talvez algo aconteceu para sua m�e.

O que eu fa�o? eu vou para casa? Vou correr e volto?

Fofo, voc� est� obcecado. Fique onde est�.

Voc� ainda est� pensando em Santina?

Qual Santina? Em qualquer momento?

- Voc� acha que ele nasceu ontem? -Fofo!

Se Bastiano perceber, isso te mata.

E ent�o eu tenho que cavar sua sepultura no cemit�rio.

Estamos conversando demais.

Vamos, vamos come�ar o ensaio, j� perdemos muito tempo.

Ent�o.

Vamos refazer a cena da sess�o na sala de estar.

Que chatice, s� isso onde n�o dizemos nada.

Bastian levou todas as nossas piadas.

Bastiano fala e n�s escutamos.

Parece nada para voc�?

Ouvir, olhar, sil�ncio, Eu gosto de atuar.

Como minha m�e dizia...

"A melhor palavra � aquele que n�o se diz".

J� que voc� sabe, vamos come�ar.

Onde voc� olha? A audi�ncia est� l�.

Cara pra l� e m�o pra c�.

Ataque.

O fantasma est� chegando.

Aqui estou.

- Todas as risadas. - Desculpe estou atrasado.

N�o estou nem contando o que aconteceu comigo.

Coisas que voc� n�o acreditaria!

Nofrio.

Voc� se lembra de quando �ramos pequenos?

Assim que houve uma lua cheia,

febre e sede subiram, e eu ca� no ch�o.

Moonache, os antigos nos contaram.

Esta noite tive a infeliz ideia para sair e olhar para a lua.

Meu irm�o!

Mentiroso que voc� �! Covarde e in�til.

Eu sei onde voc� esteve enquanto esper�vamos por voc�.

- Se voc� fosse uma menina, eu casaria com voc�! - Mas ande!

- Deixe-me sentar. - Senhores, concentrem-se. � um drama.

- Hoje� - Alegria.

eu fui movido quando voc� disse sobre o enj�o.

- Sim? - Parecia real.

Era verdade.

Ent�o vamos nos sentar. A audi�ncia est� l�.

M�os aqui, Fofo! Vamos come�ar, ent�o.

At� amanh�.

n�o exagere com express�es dram�ticas,

caso contr�rio, as pessoas, em vez de chorar, riem.

Mas � dif�cil.

Em vez disso, eles t�m que chorar.

- Boa noite. - Noite.

- Boa noite. - Santina.

Est� tarde, Vou lev�-lo esta noite.

Bastian te contou?

Vamos.

Oh! O que voc� est� fazendo, me prendendo?

- Obriga��es? - No camarim para domar o cabelo.

Quem tem que cuidar de voc� a esta hora?

Quem tem que me vigiar? As estrelas!

As estrelas, os belos olhos da noite.

As estrelas.

- Adeus. - Ande, v�.

Cuidado com a estrada, Fofo!

Eu n�o suporto ele, Vou mat�-lo mais cedo ou mais tarde.

Eu posso te contar, Fof� corteja Santina,

e Santina tem uma cachoeira.

- Ela est� apaixonada. - Quem te disse isso?

Eu sinto algumas coisas.

Santina � inteligente. Voc� vai com aquele idiota?

Ele � um in�til.

- � imposs�vel. - Santina n�o pode se apaixonar.

Exagerado! Mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer.

- Piadas? Quem pode det�-lo? - EU.

- Voc� est� parando ele? - Sim. Santina � pura.

Com o simples pensamento de algu�m toc�-la, Eu fico com raiva.

Eu poderia mat�-lo.

Vamos seguir que, na minha opini�o, est� indo para as mulheres.

- Bastiano, voc� est� realmente escandalizado? - Ele est� indo para algum bordel.

Eu sou eu. O homem de Santina deve ser diferente.

Nossa quem �?

Com licen�a.

eu vi a luz acesa e entrei para dar uma olhada.

Espere.

Mas voc� � Luigi Pirandello, o mestre!

Mestre, n�o se lembra de mim?

H� muitos anos.

Lumie da Sic�lia!

Batalha.

- O prompter. - Muito bem, mestre. Seu servo.

- Como voc� chegou aqui? - Estou velho agora.

minha esposa ficou doente e eu voltei aqui.

- Este � o meu pa�s. - Batalha!

Eu me lembro que, na �poca, voc� tinha uma mem�ria prodigiosa.

N�s vemos.

"Amigos, romanos, concidad�os, ou�am-me.

Venho enterrar C�sar, n�o para elogi�-lo."

"O mal sobrevive para homens.

O bem � muitas vezes enterrado com seus ossos".

Bom menino.

Mestre, sempre se me permite perguntar, o que voc� veio fazer na cidade?

vim comemorar anivers�rio de um amigo.

Mas, por favor, Battaglia, voc� n�o me viu.

Santinha!

Santina, abra!

- Nem uma crian�a passa por l�. - Quem disse alguma coisa?

Eu tinha uma urg�ncia.

Ir para a cama.

A orelha esquerda cansa de ouvir coisas boas.

A orelha direita amaldi�oa tudo o que ele ouve.

Olhando demais para a lua traz maus pensamentos.

Como vou te contar, Luigi?

Quando voc� era crian�a,

toda vez que a estranheza vinha at� voc�,

voc� descansou sua cabe�a em meus joelhos.

Voc� fez isso at� os sete, oito anos.

- N�o � verdade. - � verdade.

Voc� ficou aqui, e eu sempre tive que te contar a hist�ria

da crian�a trocada de mulheres m�s com uma corcunda.

Eu te conhe�o muito bem.

Eu sei que voc� est� preocupado, porque as ideias n�o desistem.

Voc� n�o pode escrever sua pr�pria com�dia.

� verdade?

Venha aqui.

Vou deixar voc� superar a estranheza.

A orelha esquerda cansa ouvir coisas boas.

orelha direita, ele amaldi�oa tudo o que ouve.

- O que isso tem a ver com alguma coisa? - Sauda��es, mestre.

� uma honra conhecer Luigi Pirandello � um privil�gio acompanh�-lo a Catania.

Prefeito pede desculpas por n�o ter vindo para receb�-lo pessoalmente,

e ansioso pelo encontro entre voc� e o grande Giovanni Verga.

Por favor.

- Que diabos est� fazendo? - Descobriu quem era?

Luiz Pirandello! - Quem �, Jesus Cristo?

- Eu n�o o reconheci. - Como voc� pode? Voc� nunca viu isso.

- Mestre. - Obrigado.

- Mestre. - Louis.

N�o, por favor, fique sentado.

Perdoe-me, Lu�s.

Toda minha gratid�o a voc�,

mas da It�lia oficial, Eu n�o quero nada!

Eles me esqueceram e agora,

eles querem remover a poeira de uma fotografia de um homem morto.

Fizeram mal a mim e eu daqui, do meu quarto n�o me mexo!

Eu entendo voc�.

eu vim aqui sozinho desejar-lhe felicidades pessoalmente e�

esta � a conversa que escrevi em sua homenagem.

- Vou ler esta noite. - Certo.

durmo muito pouco, os pensamentos n�o me deixam tr�gua.

Eles batem, especialmente � noite,

quando h� sil�ncio.

E voc�? Voc� est� escrevendo?

Bem, por enquanto estou apenas anotando fantasias.

Tenho uma esquisitice em mente.

Tornou-se quase uma obsess�o.

Luigi meu.

voc� come�ou a andar numa estrada deserta,

cheio de perigos, que ningu�m conhece e nem sabemos de onde vem.

Voc� plantou uma bomba

sob as funda��es do edif�cio que constru�mos com dificuldade.

Realidade.

Voc� fica l� sem medo,

mas voc� n�o sabe mais quem voc� �.

Voc� est� certo, Jo�o, dizer que j� n�o sei quem sou.

Talvez eu nunca soube, nem mesmo quando menino.

Como est� a sua esposa?

ela � louca,

e eu sou um prisioneiro de sua loucura.

O que aconteceu, Babu?

Babo, o que aconteceu?

Minha m�e!

A abadessa est� morta!

Ela est� morta!

O que voc� est� falando?

Ele s� agora tem que morrer?

Oh, voc� ouviu quem morreu?

- Eu deixaria Agatina entrar em cena antes. - Voc� entende Babbu?

- Nunca entendi isso. - Faleceu a irm� Ersilia Palumbo.

Pensamos nisso depois, temos que estrear.

- Oh! Palumbo, a abadessa. - A tia de Marianna, nossa atriz?

Agora ele ficar� de luto por pelo menos um ano!

- Grande mulher. - Santa mulher.

- Perda terr�vel. - Condol�ncias.

Entre.

N�o havia necessidade para vesti-la.

Ela sempre foi para a cama vestida e com o cil�cio debaixo do len�ol.

A caixa, ele guardava embaixo da cama.

Desde que ela foi fechada no convento,

ela disse que quando morresse queria ser exibida na casa dela, na cama onde ela nasceu.

Caso simples como sua vida,

sem pompa, sem flores, sem carro funer�rio de primeira classe.

Nada, uma coisa simples.

Afinal, a dor � �ntima e ent�o, 102 anos!

voc� percebe?

Cento e dois anos.

E ele deveria morrer hoje?

Voc� me diz que n�o posso mais fazer com�dia?

EU.

O que voc� faz?

Eu entro ofegante.

eu sento na poltrona e eu grito: "A Baronesa morreu!".

- Ent�o pulamos a cena e seguimos em frente. - Oh! Segurar!

Agata, n�o pode ser. Como continuar a hist�ria?

- E se Santina fosse uma baronesa? - Talvez eu gostaria.

Mas o que voc� quer fazer?

O que voc� faz? Voc� escreve roteiros?

Por que, voc� os escreve?

Eu estava conversando com ele.

Se a Baronesa, como filho, voc� me pede para represent�-lo?

A Baronesa nomeia um tolo como voc�?

Cavalheiros.

Shh! Cavalheiros!

O show n�o pode mais ser feito. Vamos tomar nota e adiar.

Ah! N�o � realmente falado.

Eu tomei as surras para este jogo do meu marido.

Se ningu�m pode Eu sou a baronesa.

Eu sou uma atriz de personagem, e eu caracterizo.

Que temperamento ruim ele tem!

Oh n�o!

Que idiota eu sou! Eu n�o posso fazer isso.

Eu tenho que entrar para ser uma gar�onete.

- Voc� n�o diz nada? - O que estou dizendo? Voc� � quem escreve.

Pessoal, precisamos encontrar uma solu��o.

Ent�o, vamos resumir.

Agatina n�o pode ser baronesa porque ela � uma amiga e ela est� no palco. Certo?

- Sim. - Consolata � gar�onete e est� no palco.

Am�lia � uma condessa e ele n�o pode fazer isso porque est� no palco.

Quem n�o est� no palco e ela pode ser uma baronesa?

Boa noite.

coloque aqui, assim a gente resolve melhor.

Mas voc� pode saber quem � quem amarra as cordas assim?

- Eu n�o sei nada sobre isso. - Eh, voc� n�o sabe nada sobre isso.

Jachi, n�o se irrite, desamarre essas cordas.

Existem outras roupas. Algu�m pode lev�-los?

Saruzzo, ajude minha irm�.

Isto � seu, Baronesa. Pegue.

N�o, eu levo.

- Voc� lava as m�os, voc� tem que experimentar. - Agora?

Claro, tenho que fazer as altera��es.

Quem teria pensado aquilo?

Uma mulher, uma baronesa!

- Alta nobreza. - Buf�o! Vamos, para o camarim.

Baronesa,

Posso te seguir at� o camarim?

N�o podemos perder este strip-tease.

pare de brincar, ensaio esta noite. Vamos.

Amanh� eu me dou.

eu tenho esse gato preto para pregar uma pe�a em Nofrio e Bastiano.

Vir.

Abra a gaiola.

Fechar.

Santina?

Quanto tempo mais eu tenho que esperar?

Muito, Fofo.

Bastiano diz que ainda n�o estou pronto e ele est� certo.

O sentimento que tenho por voc�, � t�o confuso que parece nada.

No momento, n�o sinto nada por voc�.

Confie em mim, absolutamente nada.

Bonito.

- Quem �? - Quem deve ser? Algum gato.

- Algum gato no cio. - No teatro?

Por que? A natureza n�o conhece limites.

Ele � um gato que gosta de drama.

Vamos acertar.

Qual �?

Ainda estamos sem cenas?

Devemos sempre fazer o mesmo submundo!

Como voc� raciocina? Nomeie um hor�rio e ent�o temos que esperar.

Sente-se e aprenda a parte, Eu te pergunto mais tarde.

Eu n�o estou a brincar.

Nofrio quer convidar para a Estreia, at� Luigi Pirandello.

O que voc� diz?

Ainda n�o tenho certeza.

Mas para n�s nada deve mudar, somos amadores profissionais.

Ent�o aprenda a parte e n�o nos fa�a parecer mal.

Eu posso ajudar as senhoras a mudarem.

Espere. Vamos ensaiar a cena primeiro da sess�o.

- Caramba, de novo? - De novo.

Maestro, v� para o piano.

Sem falar, vamos.

Melchior! Nock Se voc� est� l�.

Minha amada alma.

Minha alma amada!

Voc� ouve meu chamado? Voc� est� aqui?

Bata uma vez.

Minha amada alma, venha. Eu sinto!

E ele!

O que voc� quer de mim?

Suas faltas muito graves

eles cair�o sobre voc�.

Melchior, quem voc� acusa?

O maligno est� entre n�s?

Cale-se!

Olho de cabra.

Cabra.

Tem cheiro de enxofre.

Enxofre.

C�rebro que fuma.

Fuma�a.

Luazinha.

Luazinha.

Arco de l�rio.

L�rio.

Imaculado.

Imaculado.

Imaculado.

- Beb�. - Caca.

Gr�o de bico.

- Fefe. - Fifi.

Fofa.

Veve.

- Nen�. -Lulu.

Oh Babu!

- Babo! - O que ser�?

- Babo! - Babo!

Babo, levante-se!

Sua cabe�a est� girando.

intervalo de cinco minutos ent�o come�amos os testes novamente.

Deve ser uns cinco minutos r�pidos. Vamos! Vamos!

Voc� pode ir ao armarinho tomar um petisco preto?

Certo.

espere!

Voc� tamb�m leva uma fita assim?

Certo.

Venha aqui.

Um gato preto!

N�o tenha medo.

Voc� tem que usar coisas vermelhas.

V� e mude que � tarde.

Agora pego um pouco de sal e jogo fora.

M� sorte!

N�o! Ir para casa.

Antonieta! Venha, eu te levo embora.

Voc� vem.

Venha aqui.

Venha c�, chegamos.

Aqui est�.

Fique quieto. Tudo bem, Antonieta?

- Fique quieto. - Sim.

- Por favor, fale italiano. - Italiano justo, um bot�o de rosa.

Espere, onde voc� est� indo? Venha aqui.

Estou animado. Voc� se d� conta? Pirandello!

Eu entendo isso, mas se apresse. Se sair, ficamos mal.

- Repasse o que voc� quer dizer a ele. - Eh, estou revisando.

Mestre, desculpe pelo inconveniente,

mas como dizem,.

A sorte favorece os audazes.

- Precisar? - Sim, h� uma necessidade.

Ficar�amos honrados com sua presen�a hoje � noite no teatro para a estr�ia.

- Por outro lado entre colegas. - Que colega? Voc� � colega?

- Ele � um g�nio, voc� � uma coisa in�til. - EU?

Ambos.

Ent�o temos que dizer a ele o t�tulo porque � importante.

Eu digo a ele.

Maestro, voc� ver� Cicciareddu e Pietruzzo.

- Voc� tem que dizer tudo. - Isso n�o foi tudo?

A trincheira do remorso, ou seja, Cicciareddu e Pietruzzo.

Vamos l�!

Vamos! Oh!

- Voc� est� com medo? - N�o � medo.

- Ent�o? - � dignidade.

�s vezes � melhor ficar nas sombras, no sil�ncio.

Voc� est� falando s�rio?

Oh! Estamos aqui agora!

Eu sei disso. O drama que eu queria, nunca haver�.

Ah, eu n�o te vi!

Santinha!

Voc� pode me ajudar a amarrar minha gravata?

� que estou muito agitado.

Por tr�s das cenas, fique ao meu lado com o roteiro.

- Claro, como sempre. - Sempre gentil.

Lembre-se de recit�-lo em voz alta.

Eles devem ouvir at� a �ltima linha e a cara sempre virada...

- Para o p�blico. - Para o p�blico.

Interranting.

Sidora!

Meu sangue.

eu te morderia.

Mimuzzo.

Vamos nos divertir esta noite, Mimmo.

Repolho! Corno de um rei! O Luigi veio mesmo.

- Bastian, o que voc� est� fazendo? - Eu estava olhando.

- Voc� quer dar os cinco minutos? - Isso eu estava fazendo. Vamos.

Pessoal, apressem-se!

Cinco minutos!

- Existe a necessidade de fazer isso? - O teatro est� cheio e eu acendo.

- Desligar. - Quatro minutos.

- Sem cabe�alhos ou improvisa��es. - Tr�s minutos.

- Fique no personagem. - Dois minutos.

- Especialmente voc�. - Um minuto.

Merda, merda, merda.

Vamos. Vamos!

Vamos!

Senhoras e senhores, senhoras e senhores,

esta noite a companhia Principato e Vella, tem o prazer de apresentar ao p�blico cort�s

a tragicom�dia Trincheira do remorso ou seja, Cicciareddu e Pietruzzo.

Antes de come�ar, um pouco de divers�o de l�bios soltos.

Com seu cabelo preso eu n�o tinha voc�, sem eu tinha voc�.

mas enquanto ele tivesse voc� e como eu tenho voc� eu tenho voc�.

Abro o arm�rio, pego o cravo, Coloco-o no ch�o e fecho o arm�rio.

Naquela �poca, atr�s do Roccone havia um velho velho

que coletavam toras e tocos.

"O que voc� est� colecionando velho velho atr�s do Roccone nestes tempos?"

"Eu coleciono toras, toras, tocos."

- Bonito! - Bom menino!

Gostou da risada?

- Sim! - Mas agora vamos colocar a panela.

Eu tenho uma linha daqui at� a Piazza Semenza e uma bengala daqui para Resuttana.

eu fa�o a primeira descida e bico um filho da puta.

Eu jogo na panela.

eu fa�o outra gota e bicar uma lapa.

Caramba que lindo, vou colocar na pasta.

Pesquei de novo e peguei um brigadeiro, Desligo a linha e atendo Sua Excel�ncia.

Eu deixo cair de novo e os bombeiros correm, brigadeiros, carabinieri, quem s�o voc�s?

eu sou um pobre estrangeiro que n�o come desde ontem.

O que essa coisa tem a ver com isso? Por que sempre sai do roteiro?

Eles me mandam para o restaurante no Quattro Canti.

eu entro de barriga cheia Saio com o est�mago vazio.

Ao pagar, Eu disse a ele: "Tenho quatro filhos.

O mais velho, Giovanni, est� sem calcinha e o frescor entra nele por todos os lados".

"O filho do meio � Alfano, ele � meio que um gorila,

mas gostaria de ser metropolitano.

O mais novo � Federico, a quem pela for�a comer o umbigo explodiu,

e eles o internaram no hospital Partinico.

O mais novo ainda � Nicola, ele dorme em um ralador com os p�s para fora.

A cama deve ser enviada pelo prefeito com o carrinho.

Mas o carrinho com a cama do prefeito ainda est� em Borgetto,

e estou aqui esperando".

Voc� terminou?

Bom menino!

Voc� est� aqui? Eu n�o vi voc� chegando.

Minha noiva n�o apareceu?

N�o, ela n�o apareceu.

- Deve chegar. - Deve.

- O que voc� est� sugerindo? - Nada.

Com este tempo nunca se sabe.

Por que? Como est� o tempo?

Confuso.

O que significa confuso?

O c�u n�o � o que parece, a nuvem � uma mentira.

Voc� se tornou um fil�sofo?

Cogito, ergo, eu ligo.

Eles batem.

Est� quente.

Aquecer.

- Incandescente! - Voc� � doce!

Como est� a sua irm�! voc� termina?

Mas cale a boca!

Meu amor, eu estava esperando por voc�.

Sem voc�, eu definhar.

Como lesma e mandril.

Bom trabalho!

Eu vi que tem Pirandello!

- Sim? - Voc� sabia e n�o me contou.

EU? Eu n�o vi ningu�m.

- Voc� n�o viu ningu�m? - N�o.

Eles est�o se divertindo.

Voc� entra da sess�o no drama, por favor.

Certo!

Pistache, avel� e amendoim!

Gr�o de Bico e Sementes de Ab�bora Secas!

Mimos. Sauda��es, senhora.

Muito bem Nofrio!

Est� vendo, Baronesa?

No cemit�rio, neste momento, n�o h� lugar.

Olha como o Bastiano est� reduzido!

O corpo de seu querido marido,

vai ter que esperar um pouco, antes de ser enterrado,

a menos que�

A menos que?

A menos que ela nos coloque em uma posi��o poder abrir uma exce��o.

Como disse seu querido marido, o amado bar�o,

"Quem ajuda recebe ajuda."

- Ei! Dinheiro. - Os pec�olos!

O burro falou sob o len�ol.

Nada.

Bebam, pessoal.

Bom trabalho!

Bom menino!

Uma sess�o para conjurar o esp�rito de seu amado marido.

Parece-me um pouco exagerado. minha baronesa.

N�o � nada exagerado.

Meu amado Melchior�

�Eu n�o posso esperar para lembr�-los o tempo todo

que lhe ofereceu sua generosa ajuda.

Quando?

Quando ela era uma mendiga, ningu�m misturado com nada.

Acredite em mim, eu quero te ajudar, mas n�o h� necessidade da sess�o.

Chega de falar, pensar.

Mas mais raciocinado do que uma sess�o esp�rita, s� h� morte.

Deve ser feito, decidi, para o seu rosto molhado!

Todos n�s sabemos, caro Pietruzzo,

o quanto ela ajudou a todos em enterros.

N�o h� Agrigento presente,

que ele n�o trope�ou em sua am�vel ajuda.

Suficiente! Agora voc� tem que terminar.

- O que �, Mimmo? - Voc� est� me perguntando?

Se voc� quiser insinuar, fa�a-o abertamente.

Todos entenderam que sou eu o personagem que voc� est� interpretando!

- O que voc� diz? � seu nome Pietruzzo? - Voc� sabe meu nome!

todos eles entenderam que aqui voc� est� fazendo uma par�dia de mim!

Mas quando, Mimmuzzo?

Aqui fazemos gente inventada, n�o pessoas que realmente existem.

- Com licen�a, ele parece Mimmo Casa para voc�? - N�o.

Mimmo, mas quando?

- Sempre, Mimmo? - Mimmo, fale claramente.

Voc� est� administrando este bordel por que voc� quer a porcentagem no checkout?

Bem.

Na cole��o.

Voc� tinha que me contar!

Eu ajudei voc� a escrever esta pe�a.

Eu conhe�o esse bastardo melhor do que voc� do meu marido.

Tudo o que voc� precisava fazer era pedir e voc� tinha o roteiro com toda a sua porcaria.

Desculpa, Concetta, N�o sabia que voc� era dramaturgo.

O que o tamaturgo tem a ver com isso? Isto � minha vida!

Voc� est� colocando meu neg�cio na pra�a, n�o s� dele!

E aquela grande prostituta que est� sentada ali,

voc� deveria ter vergonha, em vez disso, ele o leva para todos os lugares!

Prostituta voc� ser�, e toda a sua ra�a!

Prostituta � voc� e toda a sua descend�ncia!

cadela!

Mude a si mesmo, parecemos mal com Pirandello!

Calma, senhores. Agora vamos voltar ao show.

Senhores, terminaram? Caso contr�rio, voc� vem aqui e n�s descemos l�.

Santina, o c�u te manda. O bolso do palet� est� aberto.

- Tenho que entrar logo. - Agora eu n�o posso.

At� um bot�o foi desfeito.

Se o traje n�o estiver certo, eu n�o posso recitar.

Depois, agora tenho que ajudar o Bastiano mudar.

N�o me incomode, faremos isso mais tarde!

O que voc� ainda est� fazendo assim? Tire a maquiagem!

Acordar! Voc� deve entrar como Cicciareddu.

Voc� vai olhar nos meus bolsos?

Bom menino.

Voc� reconhece isso?

Baronesa, que voz estranha voc� tem! Falaremos sobre isso mais tarde.

N�o, vamos falar sobre isso agora!

Que for�a, Baronesa. Isso d�i.

Isso n�o � nada, Eu deveria quebrar seu pesco�o.

Voc� traiu minha confian�a, voc� estava fazendo isso com Santina!

- O que voc� diz? - Voc� queria drama? Agora voc� tem!

Bastian, o que voc� est� fazendo?

- Pare, deixe-o em paz. - Sair!

- Peda�o de merda! - Deixe-me!

Tudo bem. Ela n�o tem nada a ver com isso, a culpa � minha.

Eu a seduzi, como Cyrano.

Com palavras, com poesia.

Voc� estragou o repolho!

Nojento e fedorento!

Em vez de carnes satisfat�rias de sua esposa,

voc� foi preocupar aquela garotinha.

- Meu pai estava certo! - Cortina!

Eu n�o tenho ningu�m.

Eu fodo e estou feliz.

Bom menino!

Voc� � o primeiro.

Eu esperava o outro.

Claro que sou eu.

Eu perco mais nessa hist�ria.

Nofrio era como um irm�o para mim.

Sempre o defendi, mesmo quando o trataram como um tolo.

Eles o chamavam de garota, porque ele estava tremendo, ele era gentil.

Eu o defendi, levei os golpes.

Ele me defende? Ele foi o primeiro a me atormentar.

- Mo�a? Eu tremi? Em qualquer momento! - Assistir.

Este era o seu plano para escapar e consumir carnalmente com minha irm�.

Ele � corrupto, traidor e covarde!

Acredite em mim, mestre, se eu disser a ela que Santina estava procurando por mim.

Era uma maneira de escapar de seu irm�o que a sufocava.

N�o exagero, sempre de olho em mim.

Um claustro, uma pris�o ao qual Bastiano acrescentou compassos!

Agora, mestre, nos encheu de rid�culo

e ele fez isso na frente de todos!

Como nos apresentamos? l� fora agora?

Mestre, desculpe-me por perguntar,

mas voc� inventa um final para nos dar algum respeito.

Por favor.

J� faz anos que estou acostumada a...

todos os domingos de manh�, para dar audi�ncia aos meus personagens.

Durante cinco horas�

das 8:00 �s 13:00.

Eles s�o muito exigentes.

Todos querem ser ouvidos,

resolvido, encenado.

At� agora a lista se tornou longa, ent�o,

Me desculpe, mas voc� tem que esperar.

Ou, se estiver com pressa,

v� bater na cabe�a de outro autor.

Desculpe se eu deliro,

mas as gotas come�am a fazer efeito

e este calor s�bito, induz o sono.

Talvez nos encontremos novamente.

Em Roma, num bar ou num teatro.

n�s autores�

temos a ambi��o de tornar plaus�vel o que n�o �.

O nosso � um desafio cont�nuo, mas voc� entende?

No entanto, gostaria de conhec�-lo novamente�

ambos.

eu ficaria muito contente�

para v�-lo novamente.

Escute-me, n�o deixe a mam�e brava.

Nofrio, voc� n�o vai dar isso para Pirandello?

Deixo ele ler minhas coisas? Estou envergonhado.

Por que? Voc� � bom em escrever.

- Voc� diz? - Sim.

Obrigado, Santinha.

Cuide do beb� e n�o se esforce.

Eu volto em breve, n�o se canse.

Quantos meses s�o?

Seis meses.

Seis meses. O tempo passa, n�?

- Como vai voc�? - Sozinho, sempre sozinho.

- Pirandello tamb�m te convidou? - Por que? Ele n�o deveria?

- Convite e bilhete de comboio. - Como eu.

- Preciso. - Ele personalizou para mim.

"PS, para Sebastian.

"Sempre grato pelo conhecimento e preciosa ajuda."

PS n�o � para Sebastiano. PS significa p�s-escrito.

� latim, significa escrito depois.

- Ele escreveu as mesmas coisas para mim tamb�m. - Ele os escreveu para voc� tamb�m?

Se n�o fosse por mim, a morta permaneceu na sala de enforcamento.

Neste caso, Pirandello n�o aborda aos agentes funer�rios, mas ao autor.

"O autor � a caneta na sabedoria ele mergulha."

imprimir?

"Roma, Teatro Valle. Primeira apresenta��o.

Seis personagens em busca de um autor."

- O que isso significa? Que t�tulo �? - N�o sei.

Voc� n�o sabe? Voc� n�o � o autor?

Eu fico aqui? Obrigado.

Vamos.

Quando voc� quiser.

Est� claro pelo t�tulo o que � outra bobagem de Pirandello.

Quando fala de Pirandello, enx�gue a boca.

Voc� est� brincando? Sentar-se.

- Pego ele pelo bigode e jogo fora. - Voc� tem que se dar a conhecer aqui tamb�m?

Claro, por�m, hein? Um diz Roma, h� uma raz�o.

Depois de voc�.

- Voc� me fez ligar. - Sim.

Se os atores n�o conseguem se lembrar das falas, n�o sugira.

Cale a boca, por favor.

Mas o que voc� diz?

Os atores que dependem do prompter eles n�o t�m identidade, s�o apenas grotescos.

Mas e se algu�m permanecer em sil�ncio? Se voc� n�o se lembra mais de nada?

Esta noite ningu�m fica em sil�ncio, n�o se preocupe.

Como voc� quiser.

Como se costuma dizer, mestre, merda, hein?

- Merda, merda, merda. - Merda.

- O que voc� est� fazendo? - Eu prego.

Neste momento? Logo o diretor chegar� para o ensaio.

- Eu tamb�m devo ter tempo para trabalhar. - Sim, mas n�o agora.

- Quando? - Quando n�o � hora da prova.

Eles ainda est�o ensaiando?

Eles n�o podem ver que o p�blico est� l�?

Qual p�blico?

Ent�o voc� n�o entendeu nada. Estes n�o s�o espectadores.

D� uma boa olhada neles, idiota. Estes s�o atores jogando seu jogo.

Voc� est� certo.

Que corno esse Pirandello!

- Bom dia. - Bom dia.

- Bom dia. - Bom dia.

Bom dia.

Com licen�a, � o meu lugar, v�.

Vamos dan�ar?

Parar! O gerente est� chegando.

Voc� n�o pode v�-lo aqui. Por favor, deixe-me lan�ar alguma luz.

Agora mesmo.

Vamos, vamos come�ar.

- Algu�m est� faltando? - A primeira atriz.

- Habitual. - N�o, por favor, aqui estou.

Quando lhe conv�m.

Ent�o, segundo ato de jogo de festa.

Com licen�a.

Eu realmente tenho que colocar meu bon� como chefe de cozinha?

Parece-me, se est� escrito aqui.

Mas � rid�culo.

Com licen�a, hein.

O que posso fazer se, da Fran�a, n�o vem mais boa com�dia?

Somos reduzidos a colocar no palco as com�dias de Pirandello.

"Que quem entende � bom, propositalmente feito

que nem os atores, nem o p�blico, nem os cr�ticos est�o satisfeitos."

Que eles sempre sejam felizes com isso. Ela acredita com esses ovos para serem batidos

n�o ter mais nada em m�os?

Fique calmo!

Deve representar a casca de bater ovos.

Sil�ncio.

Eu escuto quando explico.

Sim senhor, a casca.

Ou seja, a forma vazia da raz�o, sem a plenitude do instinto que � cego.

Ela � a raz�o e sua esposa � o instinto,

em um jogo de pap�is atribu�dos pelo qual ela, que representa sua parte,

ele � deliberadamente o fantoche de si mesmo.

- Entendido? - N�o.

Nem eu. Prossiga, ent�o voc� vai me elogiar o fim.

Escute-me, ficar em tr�s quartos

porque entre as abstrusas do di�logo,

e ela que n�o ser� ouvida do p�blico, adeus a tudo.

Pe�o desculpas, Comandante.

E a�?

H� senhores, eles perguntam sobre ela.

Mas aqui eu tento.

Voc� sabe quando eu tento, ningu�m deve passar.

Quem s�o eles senhores?

O que eles querem?

Estamos aqui em busca de um autor.

Por um autor?

Que autor?

Qualquer um, senhor.

N�o h� autor aqui. N�o temos novas com�dias em ensaio.

Tanto melhor, senhor!

N�s poder�amos ser a nova com�dia.

Sim, mas se o autor n�o estiver l�.

S� que eu n�o quero ser ela.

Voc� est� brincando?

O que voc� diz, senhor?

- N�s trazemos a ela um drama doloroso. - Podemos ser a sorte dele.

V� embora!

N�o temos tempo a perder com loucos.

Senhor, voc� sabe bem que a vida � cheia de absurdos sem fim,

que eles descaradamente n�o precisam opini�o plaus�vel...

porque s�o verdadeiros.

Isso diz?

Queremos viver, senhor!

Volto para o camarim.

Muito cerebral, muito chato.

Eu n�o entendi nada.

O que ele quer dizer com isso?

Nada, apenas demonstre-os aquele nasce para a vida em muitas formas.

�rvore, pedra, �gua, borboleta ou mulher.

E que os personagens tamb�m nascem.

Voc�, com esses cavalheiros por perto...

nasceu o personagem.

Tudo bem, senhor.

S� que o autor que nos criou vivos, ele n�o queria ent�o

ou n�o poderia materialmente colocar em ao mundo da arte.

"E foi um crime real, senhor,

porque quem tem a sorte de nascer personagem vivo nunca morre."

o homem vai morrer, o instrumento escritor de cria��o,

mas a criatura n�o morre mais.

- Que truques s�o esses? - Cavalheiro.

N�o quero tirar vantagem disso, v� em frente.

Voc� realmente quer ver o drama?

Estourou mesmo?

- Como foi? - Sim, n�o pe�o nada melhor.

Bem.

- Tire essa mae daqui. - N�o! N�o, n�o permita!

- � s� para ver, senhora. - Eu n�o posso!

- Se tudo j� aconteceu, desculpe. - N�o, est� acontecendo agora!

Sempre acontece!

Meu tormento n�o acabou. Estou vivo e presente, sempre!

Ajuda! Est� morto!

Pobre menino, ele est� morto!

Que morto? � uma fic��o, n�o acredite.

- � real, ele est� morto! - Que fic��o? Est� morto!

Realidade.

Realidade, senhor. Realidade!

Realidade!

Fic��o.

Realidade.

Todos v�o para o inferno!

Fizeram-me perder um dia.

Eu nunca tive uma coisa dessas acontecendo comigo.

Desligue tudo!

- Hospital psiqui�trico! - Buf�o!

Enganar!

Vergonha!

- Palha�os! - Hospital psiqui�trico!

Vergonha!

Hospital psiqui�trico!

Vergonha!

- Hospital psiqui�trico! - Buf�o!

- Isso est� indo mal. - Ficamos mortos.

Estes s�o atores ou eles realmente protestam?

Eu estava pensando, mas no Pirandello's, tudo � de se esperar.

N�o entendi nada, mas gostei.

- Bom menino! - Buf�o!

- Buf�o! - Hospital psiqui�trico!

Bom menino!

Vamos, est� melhor.

Pirandello, impostor!

Deixe-nos passar!

Pirandello, voc� � um impostor!

- Sua filha est� esperando por voc� na entrada. - Bem.

Meus dois convidados sicilianos, recolheram os bilhetes?

- Que convidados? - Vella e Principado.

Dei-lhe os nomes esta manh�.

N�o, ele n�o me deu nenhum nome.

� seguro?

Verifica��es.

Sinto muito, n�o h� ningu�m com esses nomes.

Pai!

Lietta, nada aconteceu.

- Pai. - Vamos. Nada aconteceu.

Venha comigo.

- Aqui � Pirandello! - Vergonha!

- Impostor! - Um g�nio!

Um g�nio!

Tem algu�m a�?

Nofrio?

Tem algu�m a�?

- Voc� est� aqui? - Eles estavam me matando.

- Eu me escondi no banheiro. - Eu tamb�m. N�o h� mais ningu�m.

At� as m�scaras sumiram. Eles nos trancaram aqui.

- Agora o que fazemos? - O que estamos fazendo?

Vamos esperar.

Vamos esperar.

- Voc� se sentiu mal com isso? - Eu me importava.

Dane-se.

Pirandello j� acabou depois desta noite.

Eles fizeram picadinho com isso.

Se voc� � homem, voc� admira aqueles que tentam grandes feitos.

- Mesmo que ele n�o possa. - � seu?

Esperemos! S�neca.

- Quem �? - Algu�m que sabia melhor.

Estou cansado, vou dormir.

V� dormir, Bastian.

Muito�

o que t�nhamos que fazer, fizemos.

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