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Duzentos e um milhões de anos atrás…
o mundo dos dinossauros está desmoronando debaixo deles.
O continente da Pangeia está se partindo…
criando uma grande ruptura…
e um apocalipse de fogo
para qualquer criatura presa nesse inferno.
Tanto para os répteis quanto para os dinossauros…
escapar é impossível.
Mas o pior ainda está por vir.
Um assassino invisível torna o ar sufocante.
Nuvens de gases tóxicos
causam destruição.
Uma névoa ácida
envenena tudo pelo caminho.
À medida que os gases na atmosfera ficam mais densos,
as temperaturas disparam,
aniquilando três quartos de todas as espécies de plantas
e milhões de animais em todo o planeta.
Ficou conhecida como a extinção em massa do final do Triássico
e vai mudar tudo para os dinossauros,
porque a versatilidade e a capacidade de adaptação deles
os ajudará a sobreviver a essa catástrofe
bem melhor do que os répteis.
O reinado dos répteis antigos acabou.
Com os rivais fora do caminho…
os dinossauros agora têm a chance de se erguer das ruínas…
e conquistar o mundo.
OS DINOSSAUROS
CAPÍTULO 2: CONQUISTA
Dois milhões de anos depois,
o início do período mais famoso da História da Terra.
199 MILHÕES DE ANOS ATRÁS PERÍODO JURÁSSICO
Período Jurássico.
A Pangeia se dividiu em duas novas massas de terra.
No continente sul de Gondwana…
a vida volta a prosperar.
Os pterossauros sobreviveram à destruição.
Os céus permitem que eles busquem refúgio longe do caos.
Agora existem florestas sem fim aqui.
E elas estão cheias de dinossauros.
Dinossauros como o Massospondylus.
Ele mal chega à altura de um ser humano,
então é difícil alcançar alimentos frescos no alto das árvores.
Mas ele tem um problema maior.
Um rival recém-evoluído.
Vulcanodon.
Com 11m de comprimento,
ele tem mais do que o dobro do tamanho do Massospondylus.
Ele faz parte de um novo grupo de dinossauros herbívoros
conhecidos como…
saurópodes.
Famosos pelo pescoço longo
e corpo enorme,
eles são sustentados por quatro patas, em vez de apenas duas.
Essas grandes mudanças vão ajudar esses gigantes
a se tornarem os maiores animais que já pisaram na Terra.
Se o Massospondylus não conseguir competir,
ele vai ficar para trás.
Enquanto os saurópodes estão em ascensão…
outra lenda em formação aguarda a própria vez.
Cavernas como estas estão cheias de criaturas estranhas…
e uma delas dará origem a alguns dos maiores dinossauros
da História.
O pequeno heterodontossauro.
O que o torna especial não é fácil de perceber logo de cara.
Mas uma coisa fica evidente.
Ele não foge de um desafio.
Ainda mais quando há comida em jogo.
Tudo gira em torno de comida.
Ele pode pesar o mesmo que um chihuahua…
mas tem um superpoder.
Bico e mandíbulas incrivelmente fortes
que permitem que ele devore praticamente qualquer coisa.
E não é só isso.
Ele também tem bolsas nas bochechas,
onde guarda comida para comer depois, em segurança.
Essa boca multifuncional vai permitir que os descendentes
se tornem alguns dos maiores dinossauros de todos os tempos.
Descendentes como o poderoso estegossauro
e até o triceratope.
Pequenos começos podem, sim, originar coisas grandiosas.
Mas os dinossauros vão precisar de mais do que bolsas nas bochechas
para conquistar o planeta.
No lado norte da Grande Ruptura,
fica o outro novo continente:
Laurásia.
Escondidos nestas águas,
estão os remanescentes de um outrora grandioso império.
Os répteis.
Eles são uma ameaça letal nestas águas turvas.
Mas também precisam tomar cuidado…
porque eles já não dominam os pântanos jurássicos.
Foram usurpados
por aqueles que caçavam nas margens da Pangeia.
Os dinossauros.
Dilofossauro.
Com mais de 60 dentes serrilhados,
ela tem o dobro do tamanho de um urso-polar.
E é uma caçadora com foco implacável.
Mas, nestas florestas alagadas…
existem criaturas ainda mais assustadoras do que ela.
Como uma mariposa atraída pela luz, ela segue os chamados misteriosos.
Um dilofossauro macho.
Maior e mais letal do que ela.
Ele a atraiu até aqui por um motivo.
Mas não é sede de sangue,
é pura atração física.
Um ritual de acasalamento.
Arranhar o chão é uma demonstração de força.
E, para exibir a virilidade,
vejam só a crista vermelha brilhante dele.
Por fim,
ele fecha com chave de ouro.
O canto do rei do pântano.
Para um predador feroz, ele é surpreendentemente talentoso.
Mas o futuro da linhagem depende da escolha dela.
E ele simplesmente
não é talentoso o bastante.
Garantir a continuidade da espécie é essencial.
Mas, bem abaixo,
a própria Terra ameaça a existência deles.
Desta vez…
vem dos mares jurássicos.
Um mundo estranho…
cheio de criaturas bizarras.
As mais perigosas de todas…
são os pliossauros.
Os grandes monstros marinhos que dominam os oceanos.
Eles são um dos motivos
pelos quais os dinossauros ainda não cruzaram essa fronteira.
Mas a verdadeira ameaça aos dinossauros
está lá embaixo.
Metano.
Este gás de efeito estufa
ficou congelado sob o fundo do mar por milhões de anos.
Mas o aquecimento dos oceanos faz com que ele escape
com um efeito devastador em todo o planeta.
Calor extremo.
As florestas infinitas onde o Massospondylus vagava
se tornaram um deserto árido.
As plantas das quais ele se alimentava praticamente desapareceram.
Muitos da própria espécie morreram de fome.
E o aumento das temperaturas transformou o lar dele em um barril de pólvora.
É o golpe final
para o Massospondylus.
Os 17 milhões de anos de existência deles chegam a um fim trágico.
183 MILHÕES DE ANOS ATRÁS
Com o tempo, outros dinossauros vão surgir para ocupar o lugar deles.
Nesse período, os dois continentes da Terra vão se afastar ainda mais,
criando um mundo fragmentado,
com novas terras para os dinossauros conquistarem.
160 MILHÕES DE ANOS ATRÁS
Já se passaram mais de 20 milhões de anos desde a extinção do Massospondylus.
E, aqui, nas montanhas do que um dia vai ser a China,
o clima esfriou.
A vida prospera novamente.
E uma revolução está acontecendo.
Nestas florestas frias ao amanhecer,
eles vêm ganhando espaço.
Saurópodes.
Os grandes dinossauros de quatro patas.
Mamenquissauro.
Um gigante do Período Jurássico.
Quase 40 milhões de anos depois do ancestral, Vulcanodon,
iniciar uma grande ascensão,
o mamenquissauro agora é tão gigante
que apenas se levantar já é uma tarefa colossal.
Eles têm o pescoço mais longo do que qualquer animal da História,
que pode chegar à altura de um prédio de cinco andares.
E eles não são os únicos gigantes a viver nesta floresta.
As árvores também crescem cada vez mais alto,
para não serem totalmente devoradas por essas feras imensas.
Mas existe um preço por ser tão alto.
Um pescoço de 15m só consegue sustentar uma cabeça pequena…
que abriga um cérebro
menor do que uma maçã.
O foco evolutivo no tamanho em vez da inteligência
vai ajudar os saurópodes a se tornarem os herbívoros dominantes
do Período Jurássico.
Mas eles não são os únicos nesta floresta
que têm conquistado o próprio espaço.
Anchiornis.
Sim, ele se parece um pouco com uma galinha.
E tem mais ou menos o mesmo tamanho.
Mas, ainda assim,
é um dinossauro.
Um dinossauro com penas
e asas recém-evoluídas.
Sinraptor.
Outro dinossauro.
E ele está disposto a caçar esse pequeno primo.
As asas primitivas dele não servem de nada no chão.
Mas isso não quer dizer que ele fique apenas no solo.
Aqui em cima, as asas passam a ter utilidade.
Ele é um dos primeiros dinossauros a conseguir planar.
Com tanta habilidade que até pega comida no ar.
O voo vai se tornar um dos maiores avanços dos dinossauros.
Mas o Anchiornis ainda é só um iniciante nisso.
Por enquanto,
este espaço aéreo…
pertence aos pterossauros.
Os dinossauros voadores estão em desvantagem nos céus,
por ora.
Mas, com o tempo,
os pterossauros terão um rival à altura.
O planeta continua em evolução,
assim como os dinossauros.
E, à medida que o fim do Período Jurássico se aproxima…
o domínio deles sobre a terra nos dois continentes
se fortalece cada vez mais.
153 MILHÕES DE ANOS ATRÁS
Faz sete milhões de anos desde que o Anchiornis alçou voo.
Aqui, onde um dia será a América do Norte…
o calor geotérmico ferve na superfície.
Um eco das extinções passadas.
Os saurópodes daqui estão maiores do que nunca.
A estratégia de que maior é melhor está funcionando.
Mas estes outros dinossauros evoluem por um caminho completamente diferente.
Estegossauros.
Bem diferentes dos pequenos ancestrais com bolsas nas bochechas.
Agora eles são tão pesados quanto elefantes,
equipados com armaduras, camuflagem e armas.
Aqui, no final do Período Jurássico,
eles precisam dessa proteção.
Porque existe perigo nessas florestas sombrias.
Alossauro.
Com 8m de comprimento e dentes afiados como punhais,
eles são os predadores mais bem-sucedidos da própria época.
Mas este jovem macho não está caçando.
Ele quer roubar.
De uma fêmea.
Da mesma espécie,
mas maior, mais forte e com várias cicatrizes.
O jovem macho teve sorte de não ter sido morto por ela.
As tempestades já passaram.
O jovem macho não come há semanas.
Ele não tem escolha a não ser tentar a sorte com uma manada
de estegossauros.
Mas ele não consegue se esconder quando está em campo aberto…
e isso dá tempo à manada para preparar as defesas.
Eles formam uma parede de corpos e espinhos em movimento.
É intimidador…
e confunde o jovem alossauro.
Ele não consegue escolher qual atacar.
Mas surgem novos problemas.
A veterana fêmea acaba de entrar no jogo.
E ela joga esse jogo
há muito mais tempo do que ele.
Ela consegue isolar um da manada.
Mas o estegossauro desenvolveu uma arma perfeita.
Uma cauda em forma de clava com espinhos de 1m
chamada de tagomizador.
Para a fêmea, o jogo acabou.
Para o jovem macho, é hora da vingança.
E do almoço.
Porque os alossauros são canibais.
Cinquenta milhões de anos depois de sobreviver a um apocalipse,
o domínio dos dinossauros sobre a Terra agora é absoluto.
Mas o mundo como eles conhecem
está mudando.
As temperaturas estão caindo em todo o globo…
levando neve às regiões norte do planeta.
Algo que poucos dinossauros já vivenciaram.
Dessas terras congeladas,
um novo tipo de dinossauro
vai surgir.
Os tiranossauros estão chegando.
Legendas: Matheus Maggi
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