All language subtitles for Alaska Animal Rescue S01 E05_track13_[por]

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Original subtitles

CENTRO DE AVES DE RAPINA DO ALASCA

Hoje de manhã, não me viram aos vómitos.

Recebemos um corvo hoje de manhã e ele mete nojo.

Está coberto de porcaria de peixe.

-Resgataram-no esta manhã? -Não.

O pessoal da Silver Bay Seafood trouxe-o.

Conseguiram retirá-lo de um dos seus porões.

A indústria da pesca no Alasca é gigante.

Muitas vezes, os animais selvagens tentam tirar partido disso,

conseguindo alimento sem ter trabalho.

Aqui no centro, trabalhamos com muitas aves de rapina,

mas recebemos tudo o que seja ave, incluindo corvos.

A temperatura dele estava muito baixa.

Estava frio quando cá chegou, daí ter estado ao calor.

-Certo. -Toda a parte da frente está nua.

A quilha está à mostra.

Meu Deus!

Para ser franca, é capaz de ser a ave mais malcheirosa que vi.

Ficou toda coberta de óleo, como num derrame.

Quando isso acontece, as penas não exercem a sua função,

que é proteger a ave.

Valha-me Deus. Está num estado miserável.

Tu és capaz, Kara.

Não vamos dar banho a este corvo,

porque iria retirar-lhe a sua camada impermeabilizante.

Queremos ver se ele se consegue limpar sozinho.

Credo!

Estou a tentar não vomitar. Já podem imaginar o cheiro.

És um bebé?

Não está muito magro.

Ver-se a quilha é chocante,

mas vamos fazer um raio X. Pode haver lesões internas,

mas acho que temos de lhe dar uma oportunidade.

Se tiver ossos partidos que não consigamos tratar,

podemos ter de o abater.

Fica com isso.

Fica com isso. Deixa-me tirar-te o bico da frente.

Isso mesmo.

Pronto.

Já está, amigo.

-Parece-me estar tudo bem. -Não tem nada partido?

Não vejo fraturas.

Parece que o único problema é o óleo nas penas,

que o fazem cheirar mal.

Parece que cheira a aterro.

E eu já trabalhei num aterro. É o meu termo de comparação.

Que nome vamos dar a esta ave?

Não sei, mas Stinkerson seria boa ideia.

Stinkerson.

Gosto!

Acho que escrevi "Stinkerton".

-Não faz mal. -Também é giro.

O Stinkerton tem de se limpar,

ou seja, compor e arranjar as penas,

antes de o libertarmos.

Caso contrário, não conseguirá aquecer-se no clima do Alasca.

Amigo...

Eu sei, és amoroso.

Estou a tentar respirar pela boca e não pelo nariz.

O cheiro é horrível, mas o prognóstico dele é bom.

Conto podermos libertar esta ave, depois de as penas estarem limpas.

-Pronta? -Sim.

Esperemos que se sinta à vontade para vir tomar banho.

-Amoroso... -Despertou.

CENTRO DE PROTEÇÃO DA VIDA SELVAGEM DO ALASCA

O Centro de Proteção da Vida Selvagem fica em Portage, no Alasca.

Temos cerca de 100 animais resgatados, feridos e órfãos,

para quem o centro será a sua casa para sempre.

Estamos aqui por causa daquela chamada do estado,

a dizer que um animal órfão precisa de onde ficar.

É o nosso trabalho aqui.

Vamos buscar um lince.

-Empolgados? -Muito.

Recebi uma chamada do Departamento de Caça e Pesca

sobre um lince bebé, órfão, que está no noroeste do Alasca.

Infelizmente, parece que a progenitora foi abatida

pelo dono da propriedade, mas conseguiram salvar a cria.

Meu Deus.

Meu Deus...

Meu Deus.

Olá, querida.

-Estou obcecado. -Já estou apaixonada.

Olá.

Eu sei.

Ela é amorosa.

É mais pequena do que contava e também mais amorosa.

Deve ter poucos meses.

A situação é triste, mas temos uma cria saudável.

Três nomes.

Eu voto em Calliope.

Gosto de Calliope, mas também gosto de Pele.

Eu gosto de Calliope.

O lince-do-canadá é nativo do Alasca, apesar do nome,

e é também uma espécie ameaçada.

Foi ótimo terem conseguido dar uma casa à Calliope aqui no centro.

Olá, querida.

LINCE-DO-CANADÁ

Ora bem...

Vamos deambular. Parece-te bem?

Nas últimas 12 horas, esta pequenina perdeu a progenitora,

mesmo à sua frente, foi agarrada por estranhos,

metida numa caixa, enfiada num avião...

Esta pequenina já passou um mau bocado.

O que achas, pequenina?

Vamos deixá-la pôr-se à vontade. Dar-lhe espaço.

Pode brincar. É bom.

Ao longo dos próximos meses, vamos fazer interação social,

construir uma amizade com ela para que se sinta à vontade connosco.

Até logo.

Vai levar algum tempo para ganharmos a confiança dela.

Ela é amorosa.

CENTRO DE VIDA MARINHA DO ALASCA

Papá! Olha os peixinhos.

Anda!

Anda!

Estamos na época de acasalamento.

Ele adora conquistar as pessoas.

E este barulhinho é ele a fazer isso.

Este é o Klinger.

Ele gosta mais de pessoas do que de aves.

É um mérgulo unicórnio, uma espécie marinha

que vive a maior parte do ano fora do Alasca.

A população tem vindo a diminuir.

O motivo para estar aqui é para tentarmos perceber o porquê disso.

Ele foi muito manuseado em bebé e agora adora pessoas.

Lá vai ele.

Ele faz muitas coisas que nos dizem que quer estar connosco

ou algo assim.

Tem uma postura muito reta quando quer conquistar alguém.

Quando está mesmo decidido, abre o bico.

Nunca sabe bem quem quer conquistar.

Como é óbvio, não somos uma ave, não podemos ficar com ele,

mas acho que o fazemos feliz e ele gosta de estar connosco.

Vai dar um mergulho.

Asas bonitas!

Lindo menino.

Aqui, no Centro de Vida Marinha do Alasca,

temos centenas de aves, mamíferos e peixes.

Cuidar deles é uma tarefa a tempo inteiro.

Parece estar forte.

Mas também estamos de serviço 24 horas por dia

para ajudar animais selvagens em apuros.

Centro de Vida Marinha do Alasca, fala a Lisa.

A equipa que ajuda a fauna é responsável

por toda a linha de costa do Alasca do extremo norte ao sudeste.

Têm um caso.

Alguém viu uma foca em Whittier,

onde há pouco houve um acidente de barco.

Meu Deus!

E houve derrame de gasolina.

Pode ser ele.

Centro de Vida Marinha do Alasca, fala a Jane.

Hoje de manhã, encontrámos uma foca.

Estava num local onde não é costume ver-se focas.

Está em rochas escarpadas, acima do nível do mar

e estava apática.

Tem uma caixa ou um espaço seguro onde a pôr até nós chegarmos?

Whittier fica a mais de uma hora daqui

e não queremos que a foca fuja.

Ótimo. Vai uma pessoa para aí.

Estamos a dar autorização ao Steven para ficar com a foca,

até lá chegarmos.

Está bem. Obrigada, Steven.

No Alasca, as pessoas estão sempre a ver estes animais,

compreendem o comportamento deles.

Está atrás daquela rocha.

-Vamos tentar aparecer por trás. -Sim.

Vamos devagar.

Cuidado com as mãos.

Cuidado com as mãos.

Tentou morder-me.

Vou embrulhá-la na toalha.

Vamos subir.

Cheiras a foca, meu.

Está tudo bem.

Tudo bem.

Pronto.

Não é uma foca feliz.

Prontos?

Está tudo bem, amigo.

Vamos até Seward, para nos encontrarmos com o pessoal do centro

a meio caminho, encurtarmos a distância.

CENTRO DE AVES DE RAPINA DO ALASCA

Vais receber alimento.

Gostas mesmo de galinha, não gostas?

Vamos à ave fedorenta.

O Stinkerton, o corvo juvenil, está cá há um dia.

Já senti.

Sinto o paladar na boca.

E não é um paladar agradável.

É um cheiro único, diria eu.

Ontem, pusemos-lhe uma caixa com água limpa,

esperando que ele tomasse banho, mas decidiu que não queria.

Hoje, vamos tentar outra estratégia.

-Vou buscar uma toalha para o bico. -Sim.

Cresci em Sitka, aqui no Alasca

e os corvos são das aves mais inteligentes que existe.

Segundo alguma mitologia nativa, o corvo foi o criador do mundo.

Isto é só água.

É suposto encorajá-lo a tomar banho.

Normalmente, depois de estarem molhados, abanam-se,

tentam limpar-se...

Espero que isto o inspire a ficar limpo.

Os corvos são muito inteligentes, como uma criança de 4 anos

mas, às vezes, comportam-se como crianças pequenas

e não fazem o que queremos, como tomar banho.

Temos de as convencer a fazerem o que queremos.

Estou a tentar não cheirar, mas não consigo.

Se ele não começar a limpar-se, não vai conseguir aquecer-se,

o óleo de peixe cola as penas e torna-se difícil voar.

Vamos pousá-lo.

Vai.

Este corvo vai ter de cá ficar até ter as penas mais limpas.

Vamos vê-lo amanhã. Com sorte, estará limpo.

Vá, vai tomar banho.

CENTRO DE PROTEÇÃO DA VIDA SELVAGEM DO ALASCA

Sobe!

Linda menina.

Deita!

Linda menina.

Arnold, anda cá.

Este é o Arnold e tem um ano.

É amoroso.

Aquele é o Toke, tem quatro anos.

Perfeito!

Podem alimentar qualquer um. Estão a dar-lhes salgueiro.

A progenitora do Arnold foi atropelada por um carro e morreu.

Ele foi trazido para cá pelo Departamento de Caça e Pesca.

Bom trabalho.

Normalmente, duas vezes por semana, proporciono um encontro com eles.

Queres ir dar ao Arnold esses dois raminhos?

Ele é pequenino, podes aproximar-te mais. Isso mesmo!

São animais lindos.

É estranho querer que as pessoas vão alimentar animais

que pesam entre os 450 e os 700 kg.

Olá, amigo. Também te adoro.

Mas estes momentos

podem fazer com que as crianças vejam os animais de outra maneira

e também o mundo.

O Arnold não tem noção do espaço no que toca às suas hastes.

Nunca as teve.

É algo a que vamos estar atentos nele.

Lindo! Bom trabalho.

Adoro aquele.

CENTRO DE VIDA MARINHA DO ALASCA

Vamos ao encontro do bom samaritano que encontrou a foca,

estava presa numas rochas. Vamos avaliar o animal.

Hoje cedo, uma embarcação afundou-se

e deve ter libertado gasolina no mar.

Por isso, preocupa-nos que o animal tenha sido contaminado.

Apresenta dificuldades respiratórias. Vou começar já.

Vamos pô-lo aqui.

Está tudo bem.

Olá, rapaz.

Este animal não tem um cheiro normal.

Cheira um pouco a químicos.

Temos de o levar já.

Desliza-o aqui para dentro, quando estiveres pronta.

Está tudo bem.

Muito obrigada.

Ele está muito stressado.

Com um aumento do esforço respiratório,

receio dar-lhe já líquidos.

Não vimos nenhum ferimento grave, o que é bom.

Queremos só levá-lo para o centro para começar o tratamento.

-Pronta? -Sim.

Está tudo bem.

As barbatanas...

Estão muito quentes. O coração bate muito depressa.

Desculpa, amigo.

Estamos a assustar-te, não é?

Por acaso, ainda tem o umbigo aberto.

Terá poucas semanas de vida.

Como está magrinho,

acho que a progenitora não está com ele há alguns dias.

-Sentes o cheiro? -Cheira a gasolina.

Sim, parece.

Acho que é no dorso. Se calhar, temos de lavá-lo.

Sabes a que distância estava do derrame?

Não.

A exposição a químicos pode afetar a respiração,

podem ser absorvidos pela sua gordura,

causar impacto no sangue e ter efeitos neurológicos.

Quero tirar-lhe sangue, para começar o antibiótico.

O próximo passo é limpar a foca

e depois trabalhar sem parar para que fique saudável.

Não há garantias no que toca ao desfecho disto.

É muito cedo.

Sim, amigo...

O padrão respiratório é mais normal e está alerta.

Estou cautelosamente otimista.

CENTRO DE PROTEÇÃO DA VIDA SELVAGEM DO ALASCA

LINCE-DO-CANADÁ

Bom dia.

Olá.

Vamos alimentar o novo lince bebé.

Tens fome?

É bom?

A Calliope vai cá ficar para sempre.

As crias de lince ficam com as progenitoras

até aos oito meses, ou mesmo um ano.

É só o que havia. Já está.

Como a Calliope é tão pequena,

não vai poder aprender a sobreviver na natureza.

Por isso, o centro será a casa dela.

Sim, senhora.

Nós sabemos.

Os linces-do-canadá podem ficar tão grandes como um coiote

e sabe-se que caçam veados pequenos.

Temos de ganhar a confiança da Calliope

para trabalharmos com ela em segurança à medida que cresce.

-Era isto que querias? -Está a ser um felídeo.

O instinto dela diz-lhe que não é para andar com seres humanos.

Daí estar sempre a fugir.

Eu sei.

É devastador.

Parece uma criança a chorar, à procura da mãe,

perdida no supermercado.

Miúda...

Eu sei.

Mas eu acho que ela chega lá,

que percebe que estamos aqui para a ajudar.

Que está em segurança.

Isto parece divertido.

Anda cá.

Parece uma pata de leão.

Ao longo dos próximos meses, vamos passar muito tempo com ela.

Sentar-nos com ela, criar laços, construir uma amizade,

para que ela se sinta à vontade connosco, como tratadoras.

Isso mesmo.

Ela acalmou bastante.

Sim, está estafada.

Fechou os olhos.

-Continuam fechados? -Sim, está a dormir.

Espera-se que seja um sinal de que nos aceita como família.

Este é o melhor dia da minha vida.

CENTRO DE AVES DE RAPINA DO ALASCA

Está?

Nojento.

Mas tão fixe, ao mesmo tempo.

Hoje, vamos mudar o equipamento do Petey.

Ora bem...

É a ave de rapina mais pequena que temos no centro

e a segunda espécie mais pequena de mochos da América do Norte.

É pequeno, mas morde.

Pronto, Petey.

Acho que ele quer ver.

Ele pesa apenas 70 g.

Vamos mudar-lhe a anilha.

Isto ajuda-nos a transferir as aves em segurança.

Desculpa.

Eu sei. Só falta cortar um bocadinho.

Depois ficas livre, mais ou menos.

Se não puderem ser libertados, o melhor que podemos fazer

é torná-los embaixadores da sua espécie.

Pronto, Petey.

Boa, Sheila. Ficou muito bem.

O Petey agradece-te, mordendo-me.

Isso dói.

PROIBIDA A ENTRADA A PESSOAS ESTRANHAS AO SERVIÇO

ESPECIALISTA EM AVES

Ave malcheirosa.

O Stinkerton chegou cá há uns dias e ainda não tomou banho.

Ele está, literalmente, ensopado

em óleo de peixe e tripas.

Se tomasses banho, isto seria mais fácil para todos.

Ele não concorda.

CORVO-COMUM

É um odor pungente a almíscar

que nos invade os poros.

Amigo...

Infelizmente, temos de tratar do assunto com as nossas mãos.

Bom trabalho com o camaroeiro.

Boa! Só não quero magoar o pequenote.

Cobertor?

Chegou a hora do banho para a ave malcheirosa.

Olá. Posso?

Os corvos bicam com força.

Estamos a usar fita-cola médica no bico.

-Cheira a quinta. -Estranho.

Estou a tentar não respirar.

É água tépida. Não a queremos muito quente.

Ele deve estar a pensar no que lhe estamos a fazer.

Nós não queríamos sujeitar o Stinkerton a este stress,

mas ele parece estar bem, para já.

Ao lavarmos uma ave, perde a camada impermeabilizante.

Vai demorar um pouco

para a recuperar.

Vamos pô-lo na UCI com o calor ligado para o deixar secar.

Passá-lo por água limpa.

O facto de as penas serem à prova de água é o que os mantém secos.

Como se fossem um impermeável.

Sem isso, pode entrar em hipotermia e morrer.

Ainda me cheira mal.

Acho que o podemos pôr na caixa.

Ainda cheiras pior, Stinkerton.

Depois do banho, ainda cheirava pior.

Porque agora é o cheiro de penas molhadas e celeiro.

É bom ver que já não tem porcaria nas penas.

Já não está gorduroso.

Agora, cheira muito mal.

Muito mal.

Contamos que o banho o incentive a limpar-se.

Vai levá-lo aos comportamentos higiénicos básicos.

Se o Stinkerton não se limpar, as penas não ficam impermeáveis

e ele não conseguirá cuidar de si na natureza.

Queres entrar? Ótimo.

Pronto, amigo molhado. Limpa-te e fica bonito.

CENTRO DE VIDA MARINHA DO ALASCA

Para cima!

Muito bem!

Água!

Muito bem!

És mesmo amorosa.

Esta foca juvenil foi resgatada

e está cá há uns dias. Já não tem químicos no pelo.

Como estava nas rochas, chamámos-lhe Boulder Baby.

Temos cocó!

Era cocó sólido.

Hoje, vou recolher uma amostra fecal do Boulder Baby

para analisar no laboratório.

Encontrámos lombrigas no cocó dele.

Vou ver isto ao microscópio, para identificar as lombrigas.

Os parasitas podem ser normais nos animais selvagens,

este parasita em particular não se encontra no Alasca

mas, como as águas estão a aquecer, chegam novas espécies de peixe.

As focas estão a comer peixes novos que têm parasitas

dos quais não se conseguem defender, o que não é normal.

Agora já sabemos com o que estamos a lidar.

Vamos pôr a medicação no peixe e dar-lhe.

Está tudo bem.

Diz-me se precisas de ajuda.

Primeiro a cauda, para saber que está na água.

Vai!

Está tudo bem, amigo.

Toma, amigo.

-Apanhou! Bom trabalho. -É um gigante com fome.

Tentamos ter uma barreira entre nós e o animal,

para que não nos veja.

É importante eles não associarem o alimento às pessoas,

quando voltam à natureza.

Estou satisfeita com a maneira como nada e se alimenta.

Mas parece ter frio.

Está a tremer um pouco. Vamos tirá-lo da água.

Sim.

Não devia arrefecer tão rapidamente.

Desculpa, amigo.

A Dra. Carrie vai ver o que se passa.

Está tudo bem.

Normalmente, quando me chamam, é porque algo se passa.

Está bom.

O Boulder Baby parece ter-se antecipado aos parasitas.

A equipa reparou que ele arrefece muito rapidamente quando nada.

É uma das coisas que vamos ver,

para perceber que percentagem de gordura tem.

Não conseguem ver, mas as vértebras sentem-se facilmente.

Vou ver a camada de gordura com o ecógrafo.

Muito magrinho.

Aqui temos pele

e praticamente nenhum espaço até chegarmos ao músculo.

Não tem praticamente nenhuma gordura para o aquecer.

Ficou sozinho no mundo mais cedo do que o normal.

Tenho de ver mais zonas.

Aumentar a camada de gordura é importante para o Boulder Baby,

porque ele vai precisar dela para sobreviver às águas frias do Alasca.

Queremos libertá-lo bem gordinho,

para ter com o que contar quando voltar a cuidar de si.

Está bom.

-Está pronto para voltar? -Sim.

O Boulder ainda não está a salvo.

Tenho de lhe dar algumas semanas.

Podemos aumentar a dieta para ele engordar mais.

CENTRO DE PROTEÇÃO DA VIDA SELVAGEM DO ALASCA

Acho que o Arnold anda cá fora.

Quando chegámos de manhã, vimos o Arnold com uma pálpebra inchada.

Via-se o que tinha acontecido.

Bolas! Vai ficar com hastes tortas para o resto da vida.

Começou a largar o veludo das hastes e partiu uma.

A haste partiu pela base do pedúnculo,

o que é um ferimento grave.

Não sei se bateu em alguma coisa ou se ficou presa no chão.

Ele vai precisar de antibiótico

porque, com uma ferida daquelas, vai haver infeção.

Está mesmo partido.

Alce Arnold!

Vou tentar injetá-lo. Sou quem mais ele deixa aproximar.

-O Austin acha que o injeta. -Força!

Para começar, ele tem de levar o antibiótico.

Depois analgésicos, porque o ferimento é grave.

Anda, Clark.

Alce Clark.

Vou tentar dar-lhe a primeira dose e ver como corre.

Bom trabalho.

Boa! Avança!

-Acertei-lhe. -Boa!

Mas ele não se vai esquecer. Tens de o compensar.

O Austin saiu-se muito bem. Aproveitou a oportunidade.

Ainda temos de dar o analgésico ao Arnold, porque a ferida é grave.

Ele já não se vai aproximar de nós. Está zangado.

Não quer nada connosco. Temos de usar a pistola de dardos.

Isto vai deixar-te melhor, amigo.

Felizmente, esperneou muito.

É sinal de que acertei no músculo e não no osso.

Ele está zangado.

Desculpa.

Alce Arnold!

Alguém que vá ver onde cai o dardo.

Acertámos, mas estes dardos são de injeção lenta

e têm de permanecer no sítio durante alguns minutos

para que o animal receba todo o medicamento.

Ele vai para a água.

Eu sei.

Quando se atira um dardo a um animal, há que apanhar o dardo,

para que não caiam em cima dele e se magoem ou o comam.

Vai sair na água.

Amigo...

Ainda está agarrado. Boa!

Desculpa.

O dardo vai sair sozinho, mas não queria que fosse na água,

porque não queria nada dizer ao Austin que tem de ir nadar.

Mas isso é capaz de acontecer.

Está a tentar tirá-lo. Viste? Deu um coice.

Que sacana!

Viste, Austin?

Sim. Vamos nadar?

Vamos?

Vou nadar?

Vais.

As coisas que obrigo os meus funcionários a fazer.

-Está fria? -Não.

Não...

Cuidado com os cocós.

-Foi... para a direita. -Direita.

-Nessa zona aí. -Está quente.

-Já vi. -Perfeito.

Arrasou!

-Vitória! -Encontrou-o.

Aquele miúdo é espetacular.

Boa!

O Austin conseguiu recuperar o dardo. Missão cumprida.

Agora, o Arnold só precisa de tempo para cicatrizar.

-Bom trabalho, Austin. -Obrigado.

Podes ir tomar um duche.

CENTRO DE VIDA MARINHA DO ALASCA

O Boulder Baby está cá há três meses.

Céus!

Hoje vamos observá-lo e ver a camada de gordura.

Se ele estiver bem, vamos juntá-lo a outra foca

que foi resgatada no mesmo local e ver como se dão juntas.

O início da recuperação foi lento por causa dos parasitas

que o atrasaram no ganho de reservas,

mas parece-me estar muito bem.

É aqui mesmo!

Estás a ver?

Lindo!

Tem uma camada de gordura bonita e brilhante.

Linhas brilhantes bem definidas.

Ele pouco tinha quando chegou,

por isso, é bom ver que engordou.

Sim, bonitas linhas.

Ouviste? És bonito.

Está pronto para ser libertado. O nosso trabalho terminou.

Foi uma situação de incerteza, desde o início,

mas ele melhorou muito desde que cá está

e agora está gordo e feliz.

É um momento empolgante.

Vamos juntar as focas pela primeira vez.

A Whitney é uma foca que resgatámos em Whittier

no início deste ano.

Lá vai ele.

Bom trabalho, rapaz.

Estas duas focas foram resgatadas no mesmo local.

Contamos libertá-las no mesmo dia, no mesmo local, outra vez.

Estão a ficar agressivas.

Ao início, tinham dúvidas. Tentaram mostrar quem mandava.

Agora, já estão mais à vontade uma com a outra.

É empolgante ver de onde veio e o quanto cresceu aqui.

Vão portar-se bem?

Foi fácil.

CENTRO DE AVES DE RAPINA DO ALASCA

O Stinkerton é um corvo que foi encontrado num palote,

completamente coberto em porcaria de peixe.

Acho que ele não sabia como cuidar dele mesmo.

Preocupa-me a questão da impermeabilidade.

Se ele estiver apto, concordo que seja libertado.

Está cá há algumas semanas.

Já lhe demos banho algumas vezes,

mas ele demorou bastante tempo a entender que tinha de ajudar

e, mais importante ainda, que tinha de compor as penas

para que o corpo ficasse impermeável.

Olá, Stinks.

Não. Vamos com o camaroeiro.

Esta zona do Alasca é de floresta tropical temperada.

Ele tem de conseguir resistir a este tipo de clima.

A equipa vai trazê-lo para eu lhe fazer um teste às penas.

Agarra-o

e eu trato daquela?

Cuidado!

Queres agarrar a outra pata?

-Temos sangue. -Os corvos não brincam.

As pessoas não acreditam, mas prefiro ser bicada por uma águia.

Sem dúvida.

Os corvos magoam mais. Ele agarrou-me bem no polegar.

Estou a salpicá-lo com água.

Se a água formar gotas,

saberei que se limpou e que a estrutura das penas foi reparada.

Vejo que formam gotas.

Antes, se o salpicássemos, a água era absorvida.

Isso indica que ele se tem limpado.

Felizmente, as penas são novamente à prova de água.

Vimos muitas gotas de água.

Acho que devemos libertar esta ave. Vem aí bom tempo.

O Stinkerton está livre!

Estou muito entusiasmada por ir libertá-lo hoje.

Vais voltar à natureza!

É a melhor parte do trabalho, mesmo com os que cheiram mal.

Como não quero que volte a um palote de peixe,

acho que o melhor seria libertá-lo em Blue Lake.

-Está bem. -Fica perto,

mas terá uma fonte natural de alimento.

Perfeito. Acho que é uma ótima ideia.

Lindo!

Lindo!

Vamos lá, Stinkerton.

Estou empolgada por ver o Stinkerton a voar até à natureza.

Pronta?

Três, dois, um!

Stinkerton?

Lá vai ele!

Olha para ele.

Boa!

-Bons momentos. -Brutal!

Lindo!

Esta é a minha parte preferida do trabalho.

As aves selvagens merecem estar na natureza

e fico feliz que tenhamos conseguido libertar o Stinkerton.

Perfeito. Ele vai sair-se bem.

Lindo!

CENTRO DE VIDA MARINHA DO ALASCA

Cada uma tem um. Não. Ele tem dois.

Hoje é um dia especial.

O Boulder Baby vai ser libertado com outra foca.

Fui a Whittier há uns meses buscar o Boulder Baby.

Chegou cá a cheirar a químicos.

Quase não tinha camada de gordura e estava muito magra.

Receámos nunca ver este dia.

Mas hoje o Boulder Baby e a Whitney estão bem, saudáveis

e hão de continuar bem, crescer e ser focas adultas.

-Entrega especial. -Obrigada.

Estou muito orgulhosa da nossa equipa no centro.

Está muito maior.

Nós trabalhamos muito e sem parar por estes animais,

gostamos muito deles.

Vamos!

Foram ambos resgatados em Whittier,

por isso, hoje voltamos lá para os libertar.

Eu sei, é empolgante. Boa!

Hoje temos a oportunidade de reencontrar as pessoas

que ajudaram a encontrar estes pequenotes.

A sensação de estar no início e no final é maravilhosa.

Um, dois, três.

Virem-no para ficar de frente para a água.

Baixem-no!

Vamos buscar a outra. Como está ele?

Parece estar calmo.

Vamos tirar estas varas.

Está um dia triste, frio e chove, mas as focas não se importam.

Estão prontas para ir embora.

Pronta para sair daqui?

Pronta?

Boa sorte, amigo.

Estás livre.

Decidimos pôr um localizador de satélite na Whitney,

porque queremos saber se será bem-sucedida

e como se vai sair na natureza.

Ela está a olhar para a água. Vai em direção ao mar.

Boa sorte, Whitney.

Bom trabalho.

O Boulder Baby é mais tímido e nervoso.

Acho que tem medo.

Vamos começar.

Vamos tirar a parte de cima da caixa, para ele ver melhor

e ir para a água.

Vou...

Acho que ele não vai sair daqui. Vamos ver.

Está muito nervoso.

Estás em casa.

Vai lá, amigo.

Boa!

Foram libertados com êxito.

Libertar animais na natureza é o propósito da reabilitação.

É isto que almejamos, é o nosso grande objetivo.

Fico muito feliz em vê-los voltar a casa.

Adeus, querido. Porta-te bem.

Tradução e Legendagem: Willi Zarholo

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