Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
HERÓIS DO ALASCA
Olá, meu doce.
A Tazlina é espetacular, muito inteligente.
LONTRA-MARINHA
Aqui está a comida. Trazes o biberão, Lisa?
Hoje, a Tazlina vai conhecer duas das suas tratadoras
que vieram do Oceanário de Vancouver para o Alasca.
Queres abrir a porta?
Há poucas coisas mais giras do que uma lontra agarrada a um biberão.
Vamos tratar do pelo?
Adoro-a.
Bom trabalho!
É divertido vê-la passar de animal bebé
a adolescente.
Quando recordo o primeiro dia dela cá, é incrível ver o que superou.
DOIS MESES ANTES
Centro de Vida Marinha do Alasca, linha de animais perdidos,
fala a Jane. Em que posso ajudar?
Recebemos uma chamada de um pescador
que viu uma lontra sozinha.
Foi levada até um dos nossos voluntários,
que vem agora ao nosso encontro.
As lontras-marinhas são uma espécie importante no Alasca.
São um indicador importante de como o ecossistema se encontra,
mas há populações mais ameaçadas do que outras.
Se esta lontra não estava com a progenitora,
as hipóteses de sobrevivência são pequenas.
Vamos tirá-la daqui.
Olá.
Olá.
Meu Deus!
Eu sei. É uma falta de educação.
Isto é o pequeno umbigo dela,
que nos diz que tem um dia de vida ou menos.
Vamos medir a febre.
Eu sei.
Ela tem 37,5 graus.
Idealmente, entre 36,6 e 37,7 graus é bom.
Pronto, querida.
Vou tentar tirar-lhe sangue para ver a glicose.
Eu sei.
As lontras bebés podem facilmente ter crises de hipoglicemia,
sem o leite da progenitora.
Tal como nos seres humanos, numa situação de hipoglicemia,
começamos a sentir-nos doentes
e, em casos mais extremos, podem ocorrer convulsões.
A glicose dela está nos 64, o que é baixo.
64?
Vamos dar-lhe líquidos de forma subcutânea
para ter energia
no regresso ao centro.
Isto também tem açúcar, porque a glicose estava baixa.
Já está.
Vamos voltar a Seward o mais rapidamente possível.
As lontras-marinhas bebés dependem das progenitoras
durante os seis primeiros meses de vida.
Noventa por cento das vezes, não sabemos o que acontece à mãe.
Sabemos que bebé e mãe se separaram e tentamos ajudar o bebé.
Pronto.
Ela pesa 700 g.
Não deve ter-se afastado da progenitora há muito tempo.
Está agarrada ao meu dedo.
Não está muito magra, nem desidratada.
Teve sorte.
-O intestino faz barulhos bons. -Muito bem.
Para as crias de lontra, o investimento maternal é enorme.
E agora que ela está aqui,
vai ter uma equipa de seres humanos a serem mãe dela.
Queres que aqueça mais?
Vamos alimentá-la, cuidar-lhe do pelo
e ajudá-la com qualquer problema médico que surja nos próximos meses.
Não te preocupes.
CENTRO DE AVES DE RAPINA DO ALASCA
Estou muito entusiasmada.
Adoro águias bebés.
Hoje cedo, recebemos uma chamada
sobre uma águia bebé que caíra do ninho.
Pronta?
Olá, querida.
Está tudo bem.
É pequenino. Mesmo pequenino.
Pronto, está tudo bem.
Ele é tão pequeno.
É mais pequeno do que pensei.
Trabalho no Centro de Aves de Rapina desde 1993.
Todos os anos, recebemos chamadas sobre águias-carecas jovens aflitas.
Estas aves ficam no ninho durante os primeiros quatro meses de vida
e são extremamente frágeis.
Este deve ter apenas uma ou duas semanas.
A minha preocupação é que tenha ossos partidos.
-Queres fazer um raio X? -Sim.
Normalmente, não nos chegam tão novos e há um motivo para tal.
Eles estão num ninho a 22 m de altura.
Quando uma águia cai dessa altura,
muitas vezes, há lesões.
Pronto.
-Fica! -Eu posso ficar.
Saiam! Vamos fazer o raio X.
Já está.
A radiografia é difícil de entender,
porque os ossos não estão desenvolvidos.
Pelo que vejo,
não há uma fratura óbvia.
Boa!
Perguntamo-nos sempre o que faz aqui a ave,
porque não está no ninho.
Por isso, abordo estas aves sempre com cautela
mas, para já, estou feliz por não haver fraturas.
Vais ser pesado.
Pesa 866 g. Muito bem.
És um bebé.
Garras novas. Garras novas...
Vamos pô-lo na UCI para o mantermos quente
e pusemos lá umas plumas para não se sentir sozinho.
Queres aninhar-te com isso? Que amoroso.
O meu coração...
CENTRO DE PROTEÇÃO DA VIDA SELVAGEM DO ALASCA
Este verão, contamos receber mais de 200 mil visitantes
no Centro de Proteção da Vida Selvagem do Alasca.
Todos esperam chegar aqui e ver ao vivo e a cores
muita da fauna característica do Alasca.
Um pouco mais perto.
Todos os dias, temos programas de consciencialização
e palestras para os visitantes, sobre lobos,
veados do Japão,
e um dos preferidos, a raposa-vermelha.
Temos aqui duas raposas-vermelhas.
O Jade é macho e a Storm fêmea.
O que é isso?
Hoje, estou a fazer enriquecimento.
Isto é odor de esquilo.
Vamos ver o que eles acham.
Podem rebolar-se nisto daqui a bocado.
Apesar de a Storm parecer uma raposa-do-ártico,
geneticamente é uma raposa-vermelha.
O que achas, querido?
A Storm foi criada para ter aquela cor e ser vendida.
Foi resgatada. Era o animal de estimação de alguém
e foi transferida para aqui.
As pessoas que a tinham tiraram-lhe os caninos
e, por isso, não pode ser libertada na natureza.
A história do Jade é diferente.
Foi encontrado num trilho de caminhada em Anchorage.
A progenitora devia estar por perto, mas trouxeram-no para o centro.
Quando fomos procurar a progenitora, ela já não estava lá.
O que achas, Jade?
As nossas raposas têm vivido debaixo da camarata,
onde fica a equipa sazonal e os estagiários.
Também partilham o celeiro com os alces.
Toma!
A novidade para o Jade e a Storm é uma melhoria das condições.
Vão passar de uma zona com dimensões consideráveis
para uma zona enorme.
Há seis anos que trabalho com eles,
desde que o Jade cá chegou.
Se eu tivesse filhos, seria como vê-los a sair-se bem.
É uma alegria testemunhá-lo.
Vamos sair agora. Obrigada por terem vindo.
Jade.
CENTRO DE AVES DE RAPINA DO ALASCA
Vamos andar de barco!
Recebi uma mensagem do meu amigo Daryl,
que conheço da equipa de busca e resgate.
Pediu-me para lhe ligar, estava uma águia numa ilha
e ia ficar submersa dali a poucas horas.
-Ali! -Certo.
Aproximamo-nos e dizes-me o que queres fazer.
Sabíamos que estava ferida e que não ia a lado nenhum.
Eu aproximei-me e ela afastou-se a coxear.
Queremos chegar rapidamente a esta ave.
Vês a elevação do lado direito? Cabeça branca e corpo castanho.
Mais para a direita.
-Estão a lutar com ela. -Aquelas duas estão a atacar.
Foi violento.
Deve ter-se aproximado do ninho e os adultos estão a tratar do caso.
Talvez por isso não se consiga mexer.
Podem tê-lo atacado e ele ter ficado ferido.
Não o voltem a importunar.
Vamos levar o intruso. Podem acalmar.
Não há muito tempo para a tirar da ilha, antes de a maré subir.
Também temos de nos preocupar com as águias que o podem ferir mais.
Uma de nós vai para este lado, oposto ao da águia,
para a tentar apanhar desprevenida.
A ilha não é tão alta como pensei. Talvez não seja possível.
Vou avançar, Sheila. Se te quiseres pôr lá à frente...
-Eu ajudo. -Vamos.
Vou ter de ter muito cuidado por causa das algas.
Se não estivermos nas rochas, torna-se muito escorregadio.
Pronto.
Enquanto me aproximo, observo a sua linguagem corporal.
Há a possibilidade de ele saltar para dentro de água.
Tal como com as pessoas,
se ele for para a água, podemos perdê-lo.
Está frio e entra em hipotermia.
Ele olha em volta em busca de uma escapatória,
tudo sinais de que vai fugir.
Está tudo bem.
Está tudo bem...
-Tem uma asa ferida. -Certo.
Está tudo bem.
Tudo bem.
Pronto.
Temos de ser rápidas. Precisamos de lhe tapar os olhos,
desembaraçar as patas,
ver se as asas não ficaram presas na parte metálica do camaroeiro.
Isso pode feri-los.
Pronto.
Vamos embrulhar-te toda.
Muito bem.
Está muito magro.
-Um, dois, três. -Pronto.
A Sheila é perita nisto.
Aproximou-se de mansinho da águia. Foi incrível.
Adoro o teu barco, Daryl. Espetacular! Obrigada.
Mais um dia de trabalho.
-Obrigada. -Ora bem.
Se uma ave tem uma ferida exposta, todos os minutos contam.
Ele parecia ter uma ferida grave numa das asas.
CENTRO DE AVES DE RAPINA DO ALASCA
A Dra. V está cá.
A Dra. V larga tudo e vem logo, quando há uma ave ferida.
Tratar de águias-carecas feridas tem um grande significado para mim.
Vi sangue a escorrer, na asa.
Vou observar a asa em busca de lacerações.
Dependendo da gravidade, pode não ser tratável.
Isto é o tendão patagial. Parece ter um ligeiro golpe.
Isto é recente. Andariam a brigar?
-Acho que sim. -Vira-o.
Depois de o vermos, os outros avançaram para ele.
Uma das maiores ameaças às águias-carecas,
são outras águias-carecas.
As águias-carecas defendem o ninho de forma muito violenta.
Porque andam as águias a brigar tanto este ano?
Acho que foi aquele golpe profundo no tendão
que o impossibilitou de voar.
É possível suturar o tendão?
Sim.
Vamos virá-lo.
Está tudo bem.
Tento não tirar muitas penas,
porque a intenção é libertá-lo em breve.
-Já está. -Foi rápido.
-Sou rápida. -Sim.
Não vi mais ferimentos,
por isso, conto que, uma vez que a laceração cicatrize,
ela voe e seja libertada.
Vou dar-lhe um analgésico, talvez um antibiótico.
Vejamos mais uma vez.
E confiná-la, para a ferida poder cicatrizar.
Isto agrada-me. Parece-me muito bem.
Está na hora de se recolher.
CENTRO DE VIDA MARINHA DO ALASCA
Sobe! Lindo menino.
Estou a treinar o Riggs, a Cara e o Dixon.
Eles chegaram-nos através do programa de resposta rápida.
Estas são duas das cinco lontras-marinhas que temos cá.
Bom trabalho, rapazes.
Aqui no centro, a ideia não é mantê-las cá para sempre.
Quando as recebemos com menos de seis meses,
temos de lhes encontrar uma casa definitiva.
Lindo menino. Muito bem!
Olá, bebé.
A Tazlina está connosco há algumas semanas.
Gostaste.
Chamámos-lhe Tazlina
porque é um rio conhecido por ser de difícil navegação
e a personalidade da Tazlina é igual.
Tenho aqui a lista de verificação.
Hoje, vamos sedar a Tazlina
para uma avaliação de rotina,
pois reconhecemos a passagem de bebé a adolescente.
Está a ficar molinha.
Está tão ativa
que já não conseguimos tirar-lhe sangue
de forma rápida e segura com ela acordada.
-Posso ouvir? Atrapalho? -Não.
A sedação envolve riscos.
O medicamento pode perturbar a respiração e o ritmo cardíaco.
Por isso, monitorizamos com toda a atenção.
A prioridade é tirar-lhe sangue.
Como nos chegou muito nova,
continuamos a ter problemas com a glicose.
Pronta?
Nas duas últimas semanas, isso estabilizou,
o que é um sinal da sua maturidade.
Agora, a parte divertida.
Queres penteá-la?
Está no frio. A temperatura não está no quente.
As lontras-marinhas têm o pelo mais grosso de todos os mamíferos.
Mais de 1 milhão de pelos por centímetro quadrado.
O ser humano tem cinco vezes isso em todo o corpo.
O pelo delas é um fato de mergulho.
Quando fica sujo e emaranhado,
deixam de ter proteção contra o frio.
Tirei o oxigénio. Vou buscar a caixa.
Vai acordar rapidamente.
Olhos abertos. Cabeça levantada.
Ela acordou muito bem. Estamos satisfeitas com ela.
Depois de hoje, contamos deixar de a tratar como um bebé
e mais como a lontra juvenil em que está a transformar-se.
CENTRO DE AVES DE RAPINA DO ALASCA
-Já está. -Pronto.
A Dra. V quer que cubramos a cara.
Com uma águia-careca tão nova, ele ainda está na fase da associação.
Ou seja, se não fizermos nada para cobrir a cara,
quando a alimentamos, começa a associar-nos ao alimento.
Chamámos à águia nova, Fuzz Lightyear.
Quando cá chegou, tinha umas penas fofas na cabeça.
Era uma penugem.
ÁGUIA-CARECA
-Nunca tivemos uma tão bebé. -Foi o que eu disse.
Meu Deus.
Está a tornar-se no queridinho de todos.
-Vamos pesá-lo? -Sim.
Hoje, vamos dar ao Fuzz alimentos sólidos pela primeira vez
e mudá-lo para um espaço novo.
Ele é muito aguerrido.
Pesa 816 g.
Emagreceu.
Querido...
Estou a enviar mensagem à veterinária,
a dizer que a águia emagreceu,
porque ela pode querer mudar alguma coisa.
-Já terminaram? -Ainda não o alimentámos.
-Comecem a alimentá-lo. -Está bem.
Podemos juntar esta águia à festa?
Sim, por favor. Boa ideia.
Normalmente, não nos preocupa que nos associem ao alimento,
mas este animal é tão novo que temos de ter isso em conta.
Tenta fazer com que pareça que a pinça sai da boca da águia.
-Agora, obriga-o. -Está bem.
Já está.
Muito bem.
-Outra vez? -Sim.
32 g.
Acho que está a esmorecer.
Deem-lhe espaço.
Estão prontas para a Zona de Voo?
-Temos a caixa dele. -Vamos a isso!
Espetacular!
Para a maioria das aves de reabilitação,
a Zona de Voo é a última fase antes da libertação na natureza.
Mas o Fuzz vai começar aqui, porque precisa de companhia.
Para segurança do Fuzz, ele vai ficar na caixa,
mas vai aprender com as outras aves à sua volta.
Se conseguirmos que o Fuzz passe a fase mais crítica
no que toca à sua saúde, que são os próximos dias,
e no que toca a associar-nos ao alimento, nas próximas semanas,
esta ave estará destinada a ser libertada.
Já está deitado.
Fizeste cocó? Coitadinho. Fizeste.
CENTRO DE PROTEÇÃO DA VIDA SELVAGEM DO ALASCA
Está incrível. Estou muito entusiasmada.
A nossa equipa de manutenção esforçou-se muito
no novo espaço para as raposas e já está quase pronto.
Vão ter muito mais espaço para andar às voltas.
Temo-los treinado com a caixa,
para os preparar para uma transição tranquila.
Jade.
O que estás a fazer?
Olá, Storm.
Olá, Jade.
Está tudo bem.
-Vem daí. Vamos para aqui. -Eu sei.
Olá, jeitoso.
O Jade é a minha raposa. Eu sou a treinadora principal dele.
O que achas da tua caixa?
Hoje, vamos treinar o Jade com a caixa.
Vou manter a Storm ocupada para não empatar,
enquanto o Jade treina a entrada para a caixa.
Jade.
Levá-lo a entrar na caixa é importante
para quando formos mudá-lo.
Caixa!
Vou pedir-lhe que entre na caixa
e um dia vamos para um espaço diferente.
Não lhes ligues.
As raposas não são como os cães, que se pegam ao colo.
São animais selvagens
e, se não foram ensinados a ser tocados assim,
pode ser perigoso e stressante.
Caixa!
Não, seu malandro.
Jade, caixa.
Malandro.
Tentamos mais logo.
Levá-lo a entrar na caixa é importante
para quando formos mudá-los.
Jade.
Rapaz.
Caixa.
Sei que é assustador, mas preciso que aprendas
a entrar na caixa para te levarmos daqui.
Está tudo bem.
Jade.
Atiro comida lá para dentro, assim ele tem de entrar na caixa
e depois fecho a porta aos poucos.
Bom trabalho. Obrigada. Estiveste muito bem.
Hoje de manhã, estava desconfiado, porque tudo é uma novidade.
Isto é algo que vamos continuar a fazer.
Bom trabalho, Jade. Até amanhã.
CENTRO DE AVES DE RAPINA DO ALASCA
No Centro de Aves de Rapina, as manhãs são agitadas,
porque temos de nos preparar para os visitantes
e também alimentar 50 aves.
Olá, pequenino.
O Fuzz está aqui há quase uma semana.
E está muito bem.
Está a engordar. Tem mais 200 g. É incrível.
Com o Fuzz, há a preocupação de nos associar ao alimento,
por isso, usamos o peluche para o alimentar.
Ele está a comer bem. Já comeu 50 g.
Com sorte, conseguimos que cresça mais um pouco e libertamo-lo.
CENTRO DE VIDA MARINHA DO ALASCA
A Tazlina fez três meses.
Linda menina.
É uma cria muito independente.
Normalmente, as crias gostam que as ajudemos a escovar-se,
mas ela sempre mostrou que era capaz sozinha.
A progenitora da Tazlina iria ensiná-la a caçar
mas, como não é possível, não pode ser libertada na natureza.
-Pronta para a conhecer? -Sim.
Em colaboração com o Departamento de Caça e Pesca,
decidimos que a casa nova da Taz vai ser o Oceanário de Vancouver.
Queres abrir a porta?
-Olá, menina. -Linda menina.
A Tazlina vai treinar com as suas tratadoras
para continuar a apreender comportamentos
e a preparar-se para o transporte para o Canadá.
Fiquei surpreendida, é pequena.
É tão perfeitinha.
Há poucas coisas mais giras do que uma lontra agarrada a um biberão.
Olá, meu doce.
A maneira como o segura é perfeita.
Já está?
-Toma. -Obrigada.
No treino dela, vamos trabalhar a parte tátil, o toque,
o mostrar das patas, a postura...
Vou fazer com que se sente tranquilamente à minha frente.
-Ela é amorosa. -Não é?
-Vamos tentar a pata? -Sim.
Pata! Muito bem.
Foi um choca à lontra.
A intenção é poder examiná-la bem à medida que vai crescendo.
O objetivo é que ela levante a pata por mais tempo.
Já é muito inteligente. É amorosa.
Sai! Muito bem.
Vamos tratar do pelo?
Ainda está a aprender, mas está a ficar boa nisto.
Bom trabalho.
É sem dúvida, a coisa mais amorosa que vi na vida.
Boa!
Parece querer dizer que conseguiu.
CENTRO DE AVES DE RAPINA DO ALASCA
Olá. Está tudo bem.
Aqui vem ele.
É o Fuzz.
O Fuzz está cá há duas semanas.
Hoje vamos examiná-lo.
Pronto, pequenino.
Tenta...
Reparámos que não usa as patas.
Vamos tirar a temperatura ao fofinho.
Como não se consegue pôr de pé, está todo sujo de fezes.
As águias sabem que têm de defecar fora do ninho.
Ele fica todo sujo.
Vou lavar-lhe o rabo.
Estou preocupada com o Fuzz.
Vamos ligar à Dra. V. Oxalá possa vir vê-lo.
A Dra. V vem aí
para o observar de modo mais exaustivo.
Já podes!
Na radiografia, vejo coisas que me preocupam.
O Fuzz não está a crescer normalmente.
A começar pela cloaca, por onde defecam e põem ovos.
Não tinha um tónus normal.
Esta ave devia conseguir mantê-la fechada
e estava aberta.
E as patas também tinham pouco tónus.
Achamos que pode tratar-se de um problema neurológico.
Queríamos dar uma hipótese a este bebé,
mas acho...
... que chegámos ao limite.
Dar-lhe mais tempo pode causar-lhe mais dor e sofrimento.
Então, tomei a triste decisão de abater a ave.
Não entendo.
Este é mais difícil.
Desculpa, bebé.
Infelizmente, com aves novas,
há um motivo para saírem do ninho.
Temos tendência para nos apegarmos mais a eles,
mas temos de pôr os nossos sentimentos de parte
e fazer o que é melhor para a ave, e chegou a hora do Fuzz.
CENTRO DE VIDA MARINHA DO ALASCA
Vem cá, Taz. Obrigada.
Linda menina.
Lontras-marinhas da idade dela exploram o seu habitat.
Mergulham mais fundo.
As patas da frente das lontras são muito ágeis e hábeis.
Conseguem mexer os dedos.
E à medida que crescem, exploram mais e querem arriscar.
Hoje, vimos a Tazlina a brincar com algo
e percebemos que era uma das porcas do tanque dela.
Então, tirámo-la de lá.
Sabíamos que seria uma questão de tempo, mas ela é esperta.
Isto não é novidade. As lontras são peritas em fugir.
Gostam de mexer nas coisas, de as tirar.
São animais naturalmente curiosos.
Esvaziámos a piscina dela, verificámos tudo
e faltava uma porca.
Temos de lhe fazer um raio X para ver se não a engoliu.
Se a Taz engoliu uma porca, isso pode bloquear-lhe o intestino.
Também pode causar problemas de toxicidade.
Vamos fazer o raio X para confirmar que não engoliu nada.
Podem sair, por favor?
-Pronto, já está. -Acendam as luzes.
Isso é bom. Não tem nenhuma peça dentro dela.
Boas notícias.
Estamos prontas para acordá-la.
-Vamos levá-la para a caixa. -Sim, a Sarah vai acordá-la.
Está tudo bem.
Desta vez, não aconteceu nada,
mas isto mostra que a Tazlina cresce e desafia o seu espaço.
Acordou!
Esta pode ser a maneira dela de nos dizer
que está pronta para ir para a sua casa definitiva.
Linda menina.
CENTRO DE AVES DE RAPINA DO ALASCA
Agora...
... vamos alimentar o Gash.
Ele deu entrada com um golpe profundo na asa,
daí ter o nome de Gash.
Felizmente, a Dra. V conseguiu suturá-lo
e está a cicatrizar bem.
Ele tem aqui salmão para comer, com muito bom aspeto.
Vamos juntar o antibiótico,
porque ele tinha uma ferida feia na asa
e queremos garantir que não infeta.
Vou pôr o antibiótico no alimento, para assegurar que ele come
e não temos de o injetar.
Olá, Gash.
Olá.
Ele parece estar interessado.
Já está de olho no peixe.
Quando eu sair,
ele vai começar a comer.
Perder o Fuzz foi difícil,
mas ter cá o Gash recorda-nos por que temos de continuar a trabalhar.
Com sorte, conseguiremos que ele fique bem
para o libertarmos na natureza em breve.
CENTRO DE PROTEÇÃO DA VIDA SELVAGEM DO ALASCA
Os portões estão todos abertos. O dos falcões também.
Só temos de entrar e fixar tudo.
Perfeito.
Chegou finalmente o dia em que vamos mudar o Jade e a Storm
para o cercado novo.
Demorou três ou quatro anos a concluir.
Jade. Olá, jeitoso.
Sempre que lidamos com animais, sobretudo quando os mudamos,
há muitas coisas e muitas pessoas.
A preocupação é garantir que não ficam nervosos durante a mudança.
Quem é esse, Jade?
Olá.
O Austin e a Blythe são os tratadores principais das raposas.
Vão pô-los nas caixas e nós vamos levá-los.
Caixa, Jade!
Não faças isso.
Os animais selvagens pressentem alterações e ficam nervosos.
Com sorte, o treino realizado vai valer a pena.
Linda menina. A Storm está na caixa.
A Storm entrou logo na caixa mas, infelizmente, o Jade não quer.
Caixa!
Hoje estás estranho.
Senta!
O Jade não está habituado a ser tocado ou manuseado,
se pegarmos nele para o pôr na caixa, não vai gostar
e vai ser mais stressante do que é preciso.
Obrigado.
Estou muito orgulhosa de ti.
Temos os dois nas caixas, o que foi brutal.
Jade.
Vamos levá-los para o cercado novo,
que fica do outro lado do parque de estacionamento.
Espero que eles gostem.
Jade!
Olá, querido.
Não sei como descrever a sensação
mas, quando se trabalha tanto, durante tanto tempo
e fica tudo pronto por fim... É uma emoção.
Lindo menino, Jade.
Jade.
Têm muito espaço e terra para brincar e escavar.
Passaram três anos desde que começámos a angariar fundos
para este cercado. Finalmente, está pronto.
Vê-los a andar ali é gratificante.
Estou eufórica.
Foi espetacular ver as raposas a descobrirem a casa nova.
Muito fixe.
Passaram a vida toda dentro de quatro paredes,
mas acho que vão gostar, explorar o espaço e divertir-se.
Olá, menina. Tudo bem?
Hoje, vamos mudar a Tazlina do Centro de Vida Marinha
para a sua casa permanente, em Vancouver.
Estás pronta para ir para Vancouver?
Ela gosta muito de lascas de gelo.
Também faço muito reforço com gelo para a fazer entrar.
Ela deve pensar que agora vive aqui.
A Tazlina está connosco desde que era pequenina.
Parecia só ter um dia de vida.
Está agarrada ao meu dedo.
Queres muito mamar.
Passou de lontra bebé, em que só queria comer e dormir,
para aprender a nadar e suster a respiração.
Aprendeu a limpar-se.
Por fim, passou para a piscina dos crescidos,
onde conseguiu mergulhar, cuidar do seu pelo,
brincar e interagir.
Muitas pessoas participaram, direta ou indiretamente,
na criação da Tazlina.
Adeus, bebé. Vamos ter saudades tuas.
É uma sensação agridoce,
como mandar os filhos para a faculdade,
mas está na hora de ela avançar para a sua próxima aventura.
Está tudo bem, bebé.
Estamos entusiasmadas por ela ir para Vancouver,
porque vai ser embaixadora da sua espécie.
Oxalá isso motive as pessoas a gostarem do meio ambiente.
CENTRO DE AVES DE RAPINA DO ALASCA
Hoje, vamos libertar o Gash.
Vamos lá. Já o apanhei.
Ela vai embrulhar-te.
Pronto.
Sai uma ave embrulhada.
O Gash cicatrizou bem e vai continuar a cicatrizar na natureza.
Tem penas partidas mas, tirando isso, está bem.
Vamos!
Nem todas as águias chegam a este dia,
por isso, estamos entusiasmados e convidámos a comunidade de Sitka
para vir partilhar esta experiência especial connosco.
Uma vez mais, sejam bem-vindos ao Centro de Aves de Rapina.
Estamos muito felizes por ver esta ave concluir a reabilitação,
e, com sorte, nunca mais veremos o Gash.
Ela pode voar na vossa direção, se o fizer, baixem-se.
Prontos?
Três,
dois,
um!
Baixem-se!
Foi direitinha a eles.
Poder libertar uma ave na natureza,
uma ave de rapina que foi reabilitada,
foi uma experiência incrível.
O meu coração ainda bate forte, estou a tremer.
Tradução e Legendagem Catarina Luís / MOVIOLA
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.