All language subtitles for Alaska Animal Rescue S01 E03_track13_[por].1

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Original subtitles

HERÓIS DO ALASCA

Andava à pesca, a 5 km da costa,

quando ouvi uma foca a arranhar,

gritar, a tentar subir-me para o barco.

Achei que a progenitora viria buscá-la depressa,

mas não havia sinal dela. Esperei um bocado

e percebi que a cria estava sozinha.

Tirei-a da água e pu-la no meu barco.

Contactei o Centro de Vida Marinha, em Seward,

tinha ouvido que resgatavam mamíferos.

Tenho algumas fotos.

Esta cria de foca-comum apareceu num barco perto de Cordova.

Cordova não tem acesso por estrada,

trazer um animal dessa zona requer um avião.

Temos a sorte de ter um piloto que vai buscá-la e trazê-la para cá.

-Olá. -Tudo bem? Cody.

Cody. Gonzalo. Eu mostro-vos.

Encontrei-a há um dia e meio.

Ela está um pouco stressada e cheia de fome.

Vai ficar em boas mãos, em breve.

Não é amorosa?

Pus gelo nas embalagens do leite para ela ficar fresca.

Não conhecemos o passado dela.

Não sabemos quanto tempo esteve na água, sozinha.

É urgente trazê-la rapidamente para o Centro de Vida Marinha.

Obrigado mais uma vez, Cody. Boa viagem.

A reabilitação no Alasca é algo problemática.

Temos poucas estradas e milhares de quilómetros de costa

a que dar resposta, por isso, é um desafio.

Na primavera é um caos, com tudo a desabrochar.

A época de reabilitação começa.

As crias nascem e passamos a vida a receber chamadas.

As focas-comuns não estão em vias de extinção,

mas aprendemos sempre o máximo que podemos com animais perdidos.

Eu agarro atrás.

Agarra aí, Jess.

Este animal nasceu há pouco tempo

e precisava da progenitora para se alimentar.

Não devia estar pronta para nadar.

Em condições normais, as crias de foca-comum ficam na praia

até deixarem de mamar.

-Pesa... -4 kg.

Bolas!

Correu mal.

Quando nos chega uma cria, gosto de lhe tirar logo sangue,

isso permite-nos ver logo como estão de saúde,

assim como testá-las para doenças a que tenham estado expostas.

Ela é aguerrida.

Parece um pouco grosso. Deve estar desidratada.

Afastem-se e deem-lhe espaço. Larguem-na.

Vamos ver se está ferida. Acho que é outra fêmea.

Ela é forte.

Temos de a hidratar e dar-lhe nutrientes.

Tinha mais energia do que eu contava, o que é bom.

Bom trabalho.

Não apresenta doenças nos olhos, boca, nariz...

Molhem-na e deixem-na ficar à vontade.

As focas-comuns não ficam muito tempo com as progenitoras,

por isso, são candidatas ideais para reabilitar e libertar.

O objetivo é recuperá-las, engordá-las

e libertá-las na natureza o mais depressa possível.

Não há garantias para o desfecho desta história.

É frequente não se verem problemas nos primeiros dias.

Saberemos mais com o passar dos dias.

És uma fofa.

CENTRO DE AVES DE RAPINA DO ALASCA

Linda menina.

Está tudo bem, Owlie.

Temos de te aparar o bico. Estás pronta?

Hoje, vamos levar a Owlison, o nosso mocho-orelhudo residente,

para um dia de spa.

Vamos levá-la para a clínica.

Cortar-lhe as garras e o bico. O habitual.

Aqui está ela!

Aqui, no Centro de Aves de Rapina, temos mais de 20 residentes,

em qualquer altura.

E todos exigem procedimentos como este,

uns portam-se melhor do que outros.

Um, dois, três.

Ela...

Ela agarrou a Kara com as suas garras bem fortes.

São capazes de exercer uma força de 10 kg.

É um apertão bem forte, mesmo com luvas de pele.

É doloroso ser apanhada por uma garra daquelas.

-Estou a agarrar-te. - Sim.

Parece uma criança que vai ao médico levar uma injeção.

A pata esquerda parece bem.

Está rosada, por isso, talvez ponha uma proteção.

Pode ver-se como é forte.

Não, está quase... Não!

Como estão connosco a tempo inteiro,

não conseguem limar as garras e o bico

como na natureza.

Cabe-nos a nós ajudá-los.

A maioria de nós ficaria entusiasmada com um dia num spa,

mas a Owlison não.

Felizmente, só temos de fazer isto uma vez por ano.

Arranhou-me.

Não é grande agradecimento, mas, felizmente, são bonitas.

CENTRO DE PROTEÇÃO DA VIDA SELVAGEM DO ALASCA

Aqui, no Centro de Proteção da Vida Selvagem do Alasca,

temos um total de 17 espécies e mais de 100 animais

que consideram o centro a sua casa.

Temos tudo, desde ursos-negros a alces e porcos-espinhos,

mas a manada de bisontes-das-florestas é um grande motivo de orgulho.

Há 10 ou 15 anos, não havia bisontes-das-florestas no Alasca.

Desapareceram do estado em 1900.

Há uns anos, em conjunto com o Departamento de Caça e Pesca,

conseguimos recuperá-los.

Aumentámos a manada e libertámos 130 na natureza.

A manada que ainda está no centro faz parte do programa de reprodução.

Todas as crias que nascem cá aumentam a manada selvagem.

PERIGO BISONTES

Hoje, vim alimentar os machos.

Venham daí!

Aí vem o dono disto tudo.

É o reprodutor do ano.

Vem rabugento.

Nós trabalhamos com o Estado

para decidir qual será o reprodutor do ano.

Eles estão todos marcados, para sabermos quem procria e quando.

Pela diversidade genética e saúde geral,

temos de fazer rodar os machos.

Este ano, o macho 299 é o que tem sorte com as fêmeas.

De todos os que temos, é o macho mais dominante.

Ele tem má fama.

Fica rabugento.

Tem a cauda para cima. Está a mandar-me pirar,

porque quer apanhar o outro.

A ideia para amanhã é apanhar o reprodutor do ano passado

e afastá-lo das fêmeas.

Depois, podemos mandar o 299, para fazer o que tem a fazer.

Com sorte, será bem-sucedido.

CENTRO DE AVES DE RAPINA DO ALASCA

São duas, temos de ir buscá-las.

Já sei.

Acabámos de receber uma chamada sobre duas águias a brigar,

estão no chão.

Estou com a Brittany. Podes ir lá ter?

Pode ser preciso mais alguém para segurar outra águia.

Estás aí?

Céus! Ansiedade.

Acabaram de nos ligar por causa de duas águias presas uma na outra.

Estão a poucos quilómetros do centro, por isso, vamos lá ver.

Para ser franca, não sei o que se passa

para haver tanta águia a brigar.

Este mês, recebemos cinco chamadas sobre águias a brigar.

Pode ser sobre território, ninho ou alimento.

Ainda estão presas uma à outra.

Parece que as garras estão encaixadas.

A ideia é aproximarmo-nos e tapá-las com cobertores.

A última coisa que queremos é assustá-las ou feri-las mais.

Nem sempre corre como o esperado.

Não sabemos se estão feridas, mas não querem ser apanhadas.

A primavera é uma altura propensa a ver-se águias-carecas a brigar,

normalmente, por estarem a defender o território,

a sua fonte de alimento ou o ninho.

Apanhei-a.

Estás bem? Pelo menos, não foi com as garras.

A outra está ali, na árvore.

-A outra está na árvore? -Sim, lá em cima.

Talvez tenha um corte na parte de cima do bico,

mas está alerta, a olhar em volta e a abanar a cauda.

Parece estar bem, porque fugiu de nós.

Isso indica que deve estar bem.

Apanharam-na?

Está ferida?

Acho que sim. Não vi feridas,

mas as garras da outra estavam cravadas nesta.

A outra parece estar bem. Queres que lhe ponha o capuz?

Sim, é uma fêmea grande e forte.

Normalmente, observamos se se mexem, se conseguem fugir

porque, caso contrário, temos logo de ver o que se passa.

Ela também bicou a Hannah. Aviso já que é aguerrida.

Vamos pôr-lhe o capuz para a acalmar.

-Tem piolhos. -Tem as penas cheias de piolhos.

Ainda bem que eu ainda não tinha tomado banho.

-Ela é grande. -Uma menina grande e bonita.

Estou a segurá-la e ainda não vi nada.

Elas têm mais de 7 mil penas pelo corpo,

o que é ótimo para esconder qualquer tipo de lesão,

como feridas ou golpes profundos. Agora, está tudo tapado.

Vamos levar a águia para os cuidados intensivos.

Tirar-lhe a temperatura, fazer um raio X,

tirar-lhe sangue, porque não vemos feridas,

mas pode sempre haver alguma que não se vê.

CENTRO DE PROTEÇÃO DA VIDA SELVAGEM DO ALASCA

Hoje é o dia em que o macho 299 vai para junto das fêmeas.

Vai sair do banco e entrar em jogo. Ele também é um bom jogador.

A ideia perfeita que criei na minha mente

é que as fêmeas me vão seguir estrada fora,

até ao pasto novo.

Passei o inverno a treiná-las para isso.

Depois, a equipa fecha o portão ao macho que já lá está

e ele fica separado. A seguir, é a vez de o 299 entrar.

Vou estar aqui na moto-quatro a mandá-los embora

e depois ficam livres.

São os maiores mamíferos terrestres na América do Norte.

Se há algo que querem e a que não chegam,

forçam e acabam por chegar lá.

O problema de fazer este movimento é que todos têm de se esconder,

porque, se vos virem, vão achar estranho e entrar em pânico.

Se perderem a cabeça e se se passarem,

vocês vão para os portões e ficam lá.

-Prontos? -Sim.

Nós treinamo-los e eles seguem-nos

mas, sempre que deslocamos animais destes, sente-se a adrenalina

e não queremos que ninguém se magoe.

-Disseste que podemos avançar? -Sim, o portão está fechado.

Vamos deslocar os bisontes. Venham daí, vocês os três.

Há coisas que podem correr mal. Podem fugir,

passar as nossas barreiras.

O macho pode tornar-se agressivo. Esperemos que não seja o caso.

Pode querer avançar para nós. Isso significa agressividade.

Aquele macho ficou para trás. Façam o que têm a fazer.

Vamos lá, bisontes. Bisontes!

Vamos lá, bisontes. Vamos lá!

É o macho, ali atrás?

Vá! Fica para trás, Jon.

Recua, Jon.

Vamos!

-Estão todos? -Sim?

Foi canja!

Nunca tinha corrido tão bem.

Mudar as fêmeas para o pasto novo foi a parte mais fácil.

O grande desafio vai ser levar o 299 para junto das fêmeas.

A conversa é outra.

Ele é grande e vivaço. Um monstro. Vamos ver o que acontece.

O que se passa é que vem aí uma tempestade.

Se a tempestade chegar, o bisonte pode ficar transtornado.

Com sorte, não acontecerá nada, mas tudo vai depender da chuva.

Isto pode ser grave para nós.

CENTRO DE VIDA MARINHA DO ALASCA

Olá. Fala a Halley, do Centro de Vida Marinha do Alasca.

Recebemos uma chamada sobre uma foca.

Tem sido uma primavera agitada aqui no centro.

Há uns dias, uma foca-comum veio de avião da zona de Cordova.

Para já, está bem.

Mas recebemos outra chamada sobre uma foca-comum em Homer.

Esta cria está com a polícia estadual.

Homer, no Alasca, fica a quatro horas do centro, em Seward,

por isso, mandámos a Margaret encontrar-se com a polícia a meio.

Um casal na praia

viu águias de volta de algo.

Quando se aproximaram, viram uma foca pequena

a tentar defender-se e chamaram a brigada.

Foi nessa altura que entrámos em contacto convosco.

O que acontece é que as progenitoras deixam as crias na praia

enquanto vão pescar por 12 ou 24 horas, dependendo da maré.

Não sabemos ao certo há quanto tempo está longe da progenitora.

Calma.

Não vi nenhuma ferida, mas não estava muito desperta.

É normal as focas sobreaquecerem.

Vamos acompanhar o seu estado de saúde.

O tempo urge.

Sempre que recebemos um animal,

queremos chegar ao centro o mais depressa possível.

Há sempre a possibilidade de haver lesões internas que desconhecemos.

Estamos na primavera, no Alasca.

É a época das crias de foca-comum.

Este é o pico da época para animais perdidos.

Muito bem, amiga.

Normalmente, as crias perdem-se quando têm algum problema

ou algo aconteceu à progenitora.

Todos os anos, recebemos oito a 12 chamadas.

Este ano está a ser mais movimentado do que o normal.

Há uns dias, uma foca-comum veio de avião da zona de Cordova.

Depois, outra foi trazida pela polícia em Homer.

Tivemos uma semana movimentada.

Meu Deus!

O Trooper chegou ontem já tarde,

por isso, só estamos a fazer o exame médico hoje de manhã.

Foi visto sozinho na praia,

a ser atacado por águias.

Pesa 4 kg, Jane. Quatro.

É comprido e não tem muita massa muscular.

Tem as ancas muito salientes. Está magro.

Vamos colher amostras que nos vão permitir perceber

o estado de saúde dele

e também dar-nos uma ideia de como está a população em geral.

É menos forte do que a que veio de Cordova.

Também está menos ativo. Percebe-se logo a diferença.

Algumas focas chegam bem, outras nem por isso,

mas isso não determina o seu percurso.

Vamos alimentá-lo por sonda, afastar-nos e deixá-lo descansar.

Tudo pode mudar num ápice.

O nosso objetivo é recuperá-los e libertá-los na natureza,

mas isso não é garantido.

CENTRO DE PROTEÇÃO DA VIDA SELVAGEM DO ALASCA

A primavera marca o início da temporada para nós.

Muitos dos nossos animais começam a acordar,

tudo começa a ficar verde... Há muito mais atividade.

Os nossos animais são resgatados ou crias de resgatados.

O Kit Kat é um porco-espinho norte-americano de cinco anos.

Chegou a nós com uma armadilha presa à perna.

A lesão era tão grave que o melhor foi amputar.

A minha ideia para o Kit Kat é fazer uma barra em madeira.

O objetivo é que ele apoie as patas da frente,

expondo a zona inferior, para eu o poder auscultar.

A zona inferior é uma de três que não tem picos.

Somos muito habilidosos e tentamos fazer tudo cá.

-Cortas tu? -Claro.

Este é um momento importante.

Devagar.

Está tudo bem.

Eu não sei fazer, por isso, vou pedir ajuda à minha chefe.

Para!

É a primeira vez dele a serrar.

Não é nada.

-Estás bem? -Sim. Está tudo ótimo.

Furaste isso de um lado ao outro.

É um porco-espinho.

Prefiro estar com os animais do que construir coisas,

mas tenho de aprender.

Olá, Kit Kat.

Nós treinamos todos os animais,

tudo para nos permitir cuidar melhor deles.

O objetivo é que o Kit Kat apoie as patas da frente na barra.

Vamos ver como corre.

O alvo, Kit Kat.

Lindo menino.

Ele vai querer investigar qualquer objeto novo.

Ao início, estava preocupado com a altura

mas, quando percebeu que tinha de apoiar ambas as patas,

ficou mais confiante nele e no seu equilíbrio.

Não podia ter pedido uma primeira sessão melhor.

Bom trabalho, amigo.

O Kit Kat arrasou.

CENTRO DE VIDA MARINHA DO ALASCA

Vamos chamar a esta foca Cordova Kid,

porque foi resgatada em Cordova.

Hoje, vamos passá-la para a suíte,

o que é uma animação.

Quando cá chegou, ela estava bem,

mas quisemos garantir que mantinha a temperatura corporal,

estava bem hidratada e o mais saudável possível

antes da transição.

Vai ficar uma menina grande.

As nossas focas têm um termístor debaixo da espádua.

É uma ótima maneira de lhes tirar a temperatura sem sermos invasivos.

Tem 33,6 graus.

Quando lhe tirámos a temperatura, estava baixa. 33 graus.

A temperatura corporal ideal para uma foca-comum é 37 ou 38.

Então, eu e o Kyle procurámos outros sinais de frio.

Sentimos as barbatanas, por dentro das barbatanas...

Vimos se tremia. Tal como acontece às pessoas.

Ela parece estar quente.

Estou confiante que a temperatura é boa, porque o comportamento é bom.

Ela está ótima para ir para a suíte

e começar a nadar para apanhar peixe.

A suíte tem uma piscina e um deque.

Fica um pouco mais exposta aos elementos.

Está um passo mais perto de ser libertada.

Pronto para entrar na água?

Entrou logo.

Atirámos pedaços de peixe para a água,

que passarão a ser peixes inteiros

e, antes de ser libertada, receberá peixes vivos

para sabermos se é capaz de os perseguir e disputar alimento.

Diria que foi um ótimo dia para a Cordova.

Saiu-se muito bem.

A parte mais entusiasmante é quando abrimos o acesso à água

e ela mergulha logo.

Também comeu rapidamente, o que é outro bom sinal.

Ainda vamos mantê-la debaixo de olho, porque tudo pode acontecer,

mas hoje foi um bom indicador, está no caminho certo.

FOCA-COMUM

Ao início, o Trooper estava bem,

mas agora não está muito estável.

Vamos pô-lo a soro para ser mais fácil para nós

medicá-lo e tirar sangue para ver como está.

São crias pequeninas.

Nunca sabemos se receberam muitos anticorpos da progenitora,

se receberam muitos cuidados,

por isso, a preocupação existe sempre desde o início.

Já entrou.

Acho que já lhe demos

os 100 ml que pretendia dar-lhe.

Podemos acordá-lo e dar-lhe tempo para voltar a si.

Parece-me que está bem, foi bem colocado.

O meu turno tem mais oito horas, por isso, vou vigiá-lo de perto.

O importante é que ele não esmoreça mais,

que respire e tenha bons sinais vitais.

CINCO HORAS DEPOIS

Podes chegar aqui, Kyle?

Não gosto nada da cara dele.

-Vou ligar à Dra. Carrie. -Está bem.

Olá, Dra. Carrie. O Trooper não está muito bem.

Pode cá vir, por favor?

Estava em casa, a pensar no que ia fazer para jantar,

quando recebi uma chamada. Ele não estava bem.

Reparámos que as barbatanas e por dentro das barbatanas

estava frio. Apagado, nada desperto...

Eu disse-lhes que ia a caminho o mais depressa possível.

Morreu.

Infelizmente,

houve uma pioria relativamente rápida.

Ele não comia bem

e tinha problemas de saúde associados.

Sabia que estavam lá,

mas não sabia o que fazer para o ajudar.

A morte de qualquer animal custa-nos.

Conhecemo-los,

são seres vivos

e é triste quando morrem.

Podia ter feito algo diferente?

Sabemos sempre que há animais que vamos perder,

mas isso não altera o facto de estarmos aqui por um bem maior.

Saber o que se passa no ambiente e com as populações selvagens

através destes animais que nos chegam.

Há sempre algo positivo a reter, ainda que, no momento, não pareça.

CENTRO DE AVES DE RAPINA DO ALASCA

Quando chegámos, as duas águias estavam no chão,

tinham as asas abertas

e esta tinha as garras da outra na zona do peito.

Era o que parecia.

É muito aguerrida.

Já bicou a Hannah.

Quem a encontrou ferida trabalha num restaurante japonês

e chamou-lhe Hibachi.

É gorducha. Muito bem.

Não sinto nenhuma ferida, o que é ótimo.

Não voou.

Linda!

Plano de ação.

Não sinto qualquer fratura.

Por mim, deixamo-la a convalescer durante a noite

e fazemos um raio X amanhã.

Parece-me estar muito bem.

Está um pouco desidratada, mas só temos de lhe dar líquidos...

Um, dois, três!

... e ver como se comporta.

CENTRO DE VIDA MARINHA DO ALASCA

Forrest, vem! Balança!

Muito bem. Espera!

Pesa 206,5 kg.

Muito bem.

Hoje, é dia de pesagens.

Uma vez por semana, normalmente ao sábado de manhã,

pesamos todos os animais.

Água!

A participação é voluntária. Linda menina, Mara. Vem daí!

Espera!

Os animais recebem reforço positivo,

muita comida, por serem pesados.

Quando veem a balança, vêm logo.

Muito bem! Sobe!

Lindo menino. Bom trabalho, Spence.

É importante porque, ao longo do ano,

há alterações de motivação e apetite

e queremos acompanhar isso bem de perto.

Pesa 32,5 kg.

E aí podemos alterar a dieta deles diariamente.

Lindo menino, Taku.

Desculpa.

TAKU = 25,8 KG

Vem, Kuliak.

Aí vem o monstro.

Muito bem. Vem daí, amigo.

Às vezes, optam por não vir até à balança.

Muito bem, Kuliak.

O Kuliak é um dos mais novos leões-marinhos-de-steller.

Vem daí, rapaz.

Está tudo bem.

Esta semana, estava assustado e não queria vir à balança.

A sua zona de conforto é a água, podemos sempre tentar depois.

Não há problema algum.

Lindo menino. Balança!

O animal mais engraçado com que trabalhamos é o Pilot,

o leão-marinho-de-steller macho grande.

Normalmente, o Pilot é o último animal que pesamos

e é qualquer coisa

porque ele muda de peso drasticamente.

Diria que, do início do inverno ao pico do verão,

houve uma alteração de peso de 2 a 317 kg.

O facto de conseguirmos pesar um animal de 816 kg

de forma voluntária é incrível.

Acho que as pessoas e estas espécies são parecidas,

pois todos engordamos nos meses de inverno

e emagrecemos no verão.

CENTRO DE PROTEÇÃO DA VIDA SELVAGEM DO ALASCA

Tivemos alguns problemas com a tempestade,

impediu-nos de mudar o macho 299, o reprodutor,

mas a tempestade já passou e o tempo está bom,

por isso, vai ser agora.

Todos os anos há reprodução

e todos os anos queremos ver crias,

sabendo que talvez acabem por ser libertados na natureza.

Vamos a isto!

Já fizemos isto com o macho 299 há uns anos.

Pode ser o caos.

Vem daí! Vamos lá!

Não!

O macho 299 é teimoso. Vou ter de o convencer.

Acontece muito a maré chegar aqui.

Por isso, os cercados têm muitas valas

e eu quase caí numa. Foi perigoso.

Preciso de ti daquele lado, Jon.

Ele está do outro lado da vala e ela não consegue atravessar.

Temos de o tirar de lá.

Vamos lá, bisonte.

Vá lá, rapaz.

Não gosto de os fazer correr, sobretudo porque pesam 900 kg.

Um animal tão grande a correr usa muita energia e desgasta-se.

Mas temos de o picar para ele se mexer.

Vamos entre os 25 e os 30 km por hora.

Vou deixá-lo andar, não o vou obrigar.

Se não conseguirmos agora, acabou-se.

Vá lá!

É a última tentativa. Estão avisados.

O macho 299 está a correr mais do que eu queria.

Não quero stressá-lo.

Se não correr bem, cancelamos e voltamos noutro dia.

Acho que tivemos um momento. Olhámo-nos nos olhos.

Ele sabia o que eu queria,

porque olhou para o portão e viu que tinha de ir por lá.

Lindo menino.

Vá lá!

Vá, continua.

Continua.

Está a aparecer.

Faz quase quatro anos desde que saiu daquele pasto,

por isso, precisou de mais um pouco para perceber por onde ir,

daí ter andado em círculos à minha frente.

A minha equipa arrasou. Esbracejaram

e ele seguiu pelo caminho que nós queríamos.

-Lindo menino! -Portão!

Eles parecem muito grandes e desajeitados,

mas quando se põem a correr, saiam da frente.

Lindo menino.

Estou muito feliz com o desfecho.

Quando o macho 299 fez a curva e viu as fêmeas, ficou eufórico

e elas ficaram animadas com o novo macho do cercado.

Correu bem para todos.

A família está junta, outra vez.

CENTRO DE VIDA MARINHA DO ALASCA

FOCA-COMUM

Lá vai ela.

É sempre difícil perder uma foca-comum.

E foi particularmente triste perder o Trooper,

mas estamos felizes com os progressos da Cordova Kid.

Estamos prontos para começar a dar-lhe peixe vivo.

Não podes fugir, pequenina. Nem penses.

Se ela apanhar bem o peixe vivo

e o peso estiver bom, pode ser libertada na natureza.

Ela parece estar pronta.

A equipa quer ver

se ela persegue, localiza e come um salmão vivo,

para mostrar que é capaz de pescar na natureza.

É uma animação. O dia de pescar é importante para ela.

Isso mesmo.

Hoje, foi bom ver que ela perseguiu todos os peixes vivos.

Tem-lo na boca.

Esta deve ser das primeiras vezes que veem um peixe vivo.

Talvez a agitação a tenha assustado um pouco.

Isso mesmo!

Mas lá acabou por comê-los.

Não podíamos estar mais felizes com os progressos da Cordova.

Tem cumprido todos os objetivos.

Demonstra ser capaz de apanhar peixe vivo.

Desde que chegue aos 18 kg,

temos esperança de que pode ser libertada em breve.

Bom trabalho!

Tendo em conta o que vi hoje, a Cordova recebe nota 20.

É um bom sinal, as técnicas de sobrevivência estão lá.

A probabilidade de ser libertada aumentou.

Usa as barbatanas.

CENTRO DE AVES DE RAPINA DO ALASCA

CLÍNICA

Vamos apanhar a Hibachi.

A Hibachi é a 73ª ave resgatada este ano.

A Hibachi andava a brigar com outra ave.

A outra voou e assim não tivemos de resgatar as duas,

mas a Hibachi não estava bem e decidimos mantê-la cá

para ver como se saía.

Disseram-me que voa bem.

Com um pouco de sorte, libertamo-la hoje.

Ela chegou cá muito bem.

Tem músculo, gordura...

Uma boa postura,

mas gosto sempre de fazer um raio X para confirmar que estão bem.

Os coracoides estão bem, era isso que me preocupava.

Vi que as asas estavam bem quando a examinei.

Vamos pôr-lhe a banda.

Tentamos sempre libertar a ave o mais depressa possível

mas, nesta altura do ano, a pressão é ainda maior.

Ela pode ter um ninho com uma a três crias.

Quero libertá-la o quanto antes.

Passaram dois dias desde que resgatámos a Hibachi

e a trouxemos para o Centro de Aves de Rapina.

Ela foi sempre aguerrida, o que é um ótimo sinal,

mas agora chegou a vez dela voltar à natureza.

Estamos todos entusiasmados, porque este é o desfecho pretendido

quando resgatamos uma ave.

Hoje, tiveram sorte. Não estava previsto.

Esta ave deu entrada cá há uns dias.

Caiu, talvez por andar a brigar com outra águia-careca.

Não se soltaram a tempo e caíram no chão.

Libertar uma ave é sempre uma felicidade,

mas nesta altura do ano é especial,

porque é quase certo que a Hibachi tem um ninho

com duas ou três crias.

Ao libertá-la na natureza,

salvamo-la a ela e a mais duas ou três águias.

Aos três, retiro o capuz

e a Hannah coloca-a na plataforma.

Depois, a Hibachi, que é como ela se chama,

decide o que quer fazer.

Aviso já que, às vezes, optam por voar na vossa direção.

Se for o caso, baixem-se e deixem-na passar.

Vamos lá!

Um,

dois,

três!

Vai a voar bem.

E lá vai, para a copa de uma árvore.

Voou muito bem.

É o que queremos ver quando libertamos uma ave.

CENTRO DE VIDA MARINHA DO ALASCA

FOCA-COMUM

Hoje, vamos libertar a pequena Cordova.

Estamos muito felizes, pois é isso que se pretende,

libertar o animal.

Ela está elétrica. Tem tido muita atividade.

Mas está pronta, isso é certo.

A Cordova Kid foi um caso incrível.

Chegou como cria abandonada, mas superou-se sempre.

Isto é uma grande alegria para nós,

porque foi das vezes que libertámos um animal mais cedo.

Está gorda, saudável, tem um bom peso

e pode ser bem-sucedida na natureza. Agora, depende dela.

Que animação!

Qualquer animal que recebamos no programa

tem de ser libertado na região onde foi encontrado.

A Cordova Kid veio da região de Prince William Sound.

A ideia hoje é levá-la até Whittier,

apanhar um táxi aquático até à enseada,

procurar uma zona adequada e soltá-la.

Está um dia lindo, céu azul...

Não é comum um dia assim em Whittier,

por isso, estamos muito felizes com esta libertação.

Queremos encontrar um sítio onde ela possa crescer.

Está uma foca ali.

Boa!

-Sim, a abanar a cabeça ali. -É a comissão de boas-vindas.

É sempre bom ver animais na zona.

Significa que é um sítio onde as focas-comuns prosperam,

se alimentam.

Ver diversos animais demonstra que é um bom local.

Esta é uma altura ótima para libertar animais.

Temos os salmões a desovar, que abundam nesta zona.

Tem a oportunidade de continuar a engordar

e armazenar para o inverno. Estamos otimistas, vai sair-se bem.

Ao início, não vamos inclinar, vamos deixá-la saltar.

Se não sair sozinha, logo vemos.

Acho que ela vai ver a água e vai saltar.

Está tudo bem. Vamos a isto!

Estamos muito felizes, ansiosamente à espera que ela salte.

O objetivo é que ela mergulhe e se afaste sem olhar para trás.

Ela há de vir ao de cima.

É ela?

Veem uma coisa pequenina, ali?

É uma foca-comum.

-Sim! -Parece uma foca-comum pequena.

Parece estar a pensar que é tudo muito grande.

É uma recompensa

e, para terminar em beleza, estamos num sítio lindo.

É o paraíso das focas. Ótimo dia.

Diria que foi um êxito.

Tradução e Legendagem Catarina Luís / MOVIOLA

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