All language subtitles for La Gueule Ouverte (1974) BRRip Oldies

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Original subtitles

A FERIDA ABERTA

Deite-se de bru�os com a sua cabe�a aqui.

Fique im�vel. Leva cinco minutos. Respire normalmente.

- Ela est� saindo agora. - Obrigado.

Voc� deveria comprar uma muleta para a sua m�e.

Meu bra�o est� melhor, mas preciso de radia��o na minha espinha.

� apenas reumatismo.

Ela tem um bico-de-papagaio. Vamos trat�-lo ao mesmo tempo.

- Vejo. Muito obrigado. - Adeus.

- Est� melhor? - Sim. Estava um tanto frio.

- Voc� comeu mais do que eu! - � verdade.

E pensar que n�o fui capaz de engolir por dois meses.

- Talvez tenha sido psicossom�tico. - Espero que sim.

Mas n�o estou ganhando nenhum peso.

Por fim voc� ir�. Espere um tempo.

Voc� deveria ser melhor com a Nathalie. Ela � uma garota maravilhosa.

Tem sorte de ter uma esposa como ela.

Ela me contou que voc� a traiu.

N�o pensava que tinha puxado ao seu pai.

Ainda ciumenta na sua idade?

Lembro-me que costumava ir procur�-lo pelos bares...

...quando ele n�o vinha para casa.

- E voc� cuspiu na foto de Gene Tierney. - Gene Tierney?

Isso.

Lembra? A foto na porta do arm�rio na loja.

Ele a cortou de uma revista.

Voc� cuspiu nela. �Devassa!�

- Eu n�o. Voc� o inventou. - Sua mentirosa!

Voc� achou que ela o lembrava aquela garota das ferrovias.

Isso � verdade tamb�m. Ela era uma bela garota.

- O que ela viu nele? - Ela era cara. As outras tamb�m.

Outras? Eu nunca lhe disse...

...mas eu costumava roubar do cofre.

Para comprar bebidas para os meus amigos, e telas.

Voc� o fazia tamb�m. Ach�vamos dinheiro nos seus bolsos.

Era pra onde todos os nossos lucros iam.

Nunca deveriam ter deixado Paris para voltar para a Auv�rnia.

Mas... Voc� traiu papai tamb�m, n�o?

- Eu? Nunca tive o bom senso de faz�-lo. - Em Compi�gne.

Em Compi�gne? Mas como poderia t�-lo feito?

Voc� sempre dormia comigo no meu quarto.

Ent�o o que voc� fazia toda tarde...

...quando ia passear na floresta com aquele advogado, Marigny?

Nada, apenas caminh�vamos. Ele tinha mais de 50 anos, voc� sabe.

Mas ele era bem distinto, n�o era?

Ele era o melhor amigo do Tio em Compi�gne.

Foi tudo uma trama de fam�lia para que conseguisse o div�rcio.

Est� exagerando.

O que eu me lembro � de segurar as suas m�os por horas...

...at� que adormecesse, aos dez anos.

� verdade, me assustava facilmente.

Dormi na sua cama por anos, mesmo tendo uma cama pr�pria.

Eu n�o era assim quando crian�a. Se tivesse tido minha cria��o...

Meu pai costumava p�r-me no por�o como castigo.

Ele deixava-me l� por horas.

Tinha me esquecido disso.

� estranho. Para mim ele foi o homem mais maravilhoso que conheci.

N�o consigo imagin�-lo agindo assim com voc�.

Ele me aterrorizava.

Quando fui para a escola, mal me atrevia a dizer uma palavra.

Levei semanas para fazer amigos.

Lembro-me do meu primeiro dia, quando cheguei...

...Germaine tirou a minha boina e disse, "Ei, voc�, vai entrar ou n�o?"

N�o me atrevia a mover-me. Estava petrificado.

Germaine. Sabe algo dela?

Dever�amos fazer uma visita a ela.

Quando quiser. Eu adoraria.

Voc� iria se importar se eu colocasse um disco?

Al�?

Sim, eu espero.

O vov� foi muito r�gido com Emile tamb�m.

Mas ele n�o se importava. Ele era dez anos mais novo que eu.

Al�?

Sim...

Sim, claro.

Vejo.

N�o sei...

Amanh�?

Amanh� �s cinco?

Certo. Obrigado. At� amanh�.

Tenho um trabalho para a TV.

- E quanto ao seu emprego? - Posso fazer os dois.

- Tem certeza? - Darei um jeito.

N�o estou acostumada a ter algu�m me servindo.

O vov� teve uma educa��o.

Por que ele n�o deixou que voc� e Emile prosseguissem com seus estudos?

Emile, talvez, mas eu n�o era inteligente o bastante.

Voc� n�o precisa ser inteligente para ser um estudante.

Deveria ver alguns doutores que eu conhe�o.

Foi uma falta de educa��o que lhe fez casar com papai.

Ele n�o era homem para voc�.

No entanto, eu nunca teria nascido do contr�rio.

Vamos.

N�o poderia ter vindo para casa mais cedo?

Qual � o problema?

Eu vi o Professor Simon. Ela s� tem mais alguns meses.

Sei que ela n�o � a sua m�e, mas isso � tudo que ela significa para voc�?

- Voc� j� esperava isso para mais cedo ou tarde. - Claro.

Voc� � t�o gentil.

- Como voc� est� esta manh�? - Coloque isso ali.

- Estou bem. - Algo para ler.

Recebi uma carta do seu pai.

Estava me esperando.

- Vir� me ver muito em breve. - Que bom.

N�o estou aborrecida. Estou por dentro de todas as fofocas da enfermaria.

Aquela velha...

...ela � uma verdadeira figura.

- O que est� fazendo aqui? - E quanto a voc�?

Eu disse, n�o quero voc� aqui.

- Oh, cale-se. - Mesmo!

Pode pegar as flores? A enfermeira achar� um vaso.

- Qual � o problema agora? - Ele tem rodeado a casa novamente.

- Eu tinha de pegar minhas coisas. - Quem lhe deu a chave?

Nunca dei chave nenhuma a ningu�m.

- Ele me assaltou! - Pare de gritar!

- Aquelas coisas eram minhas. - Voc� bagun�ou tudo.

Vou lhe dar uma boa surra!

- Deixe-me! - Vou lhe mostrar.

Vou lhe dar uma surra. Pegarei uma barra de ferro.

Vou lhe dar uma surra com uma barra de ferro!

- Parem com isso! - O que est� acontecendo aqui?

Podem sair agora, voc� dois.

Deixe-me colocar o meu palet�, pelo menos.

- Velho cretino. - Veremos quem � o cretino.

- Cale-se. - Voc�s me exaurem!

- Certo, adeus. - Adeus.

- Cuidado com a minha cabe�a! - Basta.

Voc� ver�. Amassarei a sua cabe�a!

Assim est� melhor. Paz e tranquilidade.

- Eles me exaurem. - Mas � a sua fam�lia.

N�o quero mais v�-los.

Tenho fome. Um iogurte.

� incr�vel o quanto ela pode comer.

� assim toda vez. Uma algazarra.

- Hora de partir agora. - Ela n�o para.

- J�? - Chegamos aqui muito tarde.

N�o importa.

N�o a verei por um tempo. Tenho duas semanas de f�rias.

- Isso lhe far� bem. - At� mais.

Adeus, linda.

- At� amanh�. - Adeus, querido.

- E obrigada. - Pelo qu�? N�o seja tola.

Voc� est� melhor aqui. N�o poderia cuidar de voc� melhor que eles.

A Sra. Gidon pergunta por voc� todos os dias.

- Ela disse que escrever� em breve. - Recebi a sua carta.

- Est� se virando bem na cozinha? - Razo�vel.

Sinto-me muito melhor aqui.

Eles n�o eram muito gentis comigo.

Eu podia ver que atrapalhava a Nathalie.

Philippe nunca estava l�. Sempre estava de mau humor.

Um dia ele me dava uma carona. Ele disse, "sou apenas seu taxista."

Ele pode ser insensato �s vezes. N�o deixe que a abale. Quer-lhe bem.

Voc� melhorar� e ir� para casa logo, ver�.

Pode levar um longo tempo.

Prefiro que leve tempo do que esteja tudo terminado.

Eu n�o suportaria ficar...

Digo, n�o quero ter de voltar aqui.

- Prefiro morrer em casa. - N�o seja tola.

Olhe... Ele � t�o gentil. Vem duas vezes ao dia.

Ol�.

Tudo bem?

Razo�vel. Resfriei-me um pouco...

...e n�o consigo mais ler, mesmo com os meus �culos.

Iremos arrumar-lhe uma lupa, uma grande lupa.

- Chegou aqui essa manh�? - Sim.

Tudo em cima?

Acabou. Est� terminado.

- Ficou muito ansioso? - Sim.

Tomarei um banho.

Isso acontece com voc� frequentemente?

De vez em quando.

Um cara como voc� deve ter v�rias mulheres.

- Voc� � casado? - Sim.

- E voc�? - Eu n�o.

Ainda n�o. Quantos anos voc� tem?

- 30. - Voc� � jovem.

- Voc� � jovem tamb�m. - Tenho 22.

- Qual � o seu nome? - Corinne. E o seu?

- Philippe. - Belo nome.

Qual � o seu signo?

- Virgem. - Sabia!

O que fazia quando a apanhei?

Esperava pela minha aula de dire��o.

- A perdeu? - Sim, tarde demais agora.

- Belo suti�. - Gosta dele?

Est� t�o quente.

- Quanto voc� quer? - Voc� � louco?

N�o vim aqui por dinheiro.

- Deve estar desapontada, ent�o - Essas coisas acontecem.

- Isso � verdade. - Mais sorte da pr�xima vez.

- Dev�amos manter contato. - Quer o meu n�mero?

Poincar� 7862.

Tchau.

- Voc� teve os seus 45 minutos. - E da�?

Que idiota.

Que idiota.

N�o se sente bem?

N�o. N�o estou muito bem, sabe.

Desde quando?

N�o h� muito.

Desde ontem.

� o frio.

Devo ter comido algo que me fez mal.

Ainda quer a lupa?

Ela ficaria mais confort�vel com um colar cir�rgico.

Sustentaria a cabe�a dela.

Tirem o colar. Ela n�o o suporta.

Conhe�o o endere�o de um curandeiro em St. Honor�.

Que tal ir v�-lo?

H� outro em Rosier. vou lhe dar o n�mero dele.

- Obrigado. - Ligo para voc� esta noite.

N�o consigo mover meu bra�o.

Senhor, o Doutor Foucault gostaria de v�-lo.

Pode levar a sua m�e para casa? N�o h� sentido em mant�-la aqui.

- Ela n�o mora em Paris. - Ela ficar� bem na Auv�rnia.

Voc� est� aqui.

- Tudo bem? - Sim.

- N�o est� muito cansado? - Estou bem.

O Tio Emile veio. Voc� sabe como ele �.

- Ele n�o consegue ficar s� por uma hora. - Como ela est�?

A enfermeira vem lhe dar inje��es todos os dias. Devem fazer algum bem.

Aquilo � �gua destilada, charlat�es! Voc� acredita nessa porcaria?

Eu subirei.

Bem?

Emile veio v�-la?

Sim, voc� sabe como ele �.

� sempre o mesmo.

Voc� est�...

...bem?

- Est� tudo certo. Estou bem. - E o seu...

...trabalho? - Est� bem.

Nathalie est� voltando das suas f�rias.

N�s viremos v�-la juntos.

Porque...

Voc� quer voltar?

N�o.

Eu... sei...

...que voc� n�o...

...quer...

Gosto de chegar l� cedo, falando com as pessoas.

Falando sobre o que acontece na nossa velha Auv�rnia.

Tenho amigos que posso visitar.

- Vai ao mercado? - Claro.

Vejo meus velhos amigos l�.

Ainda tenho amigos pr�ximos aqui.

Velhos amigos por todo o lugar.

� bom v�-los.

Vou ao mercado aos s�bados.

Nos outros dias da semana tenho coisas para fazer.

Pequenas coisas.

- Passam o tempo. - Sim.

- Boa sa�de. - A sua tamb�m.

- Tenha um bom dia. - Tchau.

- Vou indo ao mercado. - Sim.

- Vejo voc� algum dia. - Tchau.

Que cara!

Tentarei mant�-la aqui o quanto puder.

Por Deus!

Desde que perdemos as col�nias, os de cor est�o por toda parte.

Como voc� est�?

E pensar que... Um copo de tinto.

Que na escola n�s aprendemos sobre Pondicherry, Chandernagor...

...Karikal, Yanaon e Mah�. Isso faz parte da nossa hist�ria.

Voc� certamente conhece a sua geografia.

- Voc� viu o casamento? - H� mais e mais deles.

- Tomar� um tamb�m? - Por que n�o?

- Sa�de. - O mesmo para voc�.

H� Portugueses, �rabes... Um pouco de tudo.

O que se pode fazer?

- N�o s�o apenas os auverneses agora. - � verdade.

O padre diz que ir� se aposentar. Ele � de Clermont.

Ele tem de faz�-lo com este Papa. A idade de se retirar � aos 75.

Isso � bom. 75 n�o � nada mau.

- Vi que seu filho estava aqui... - Philippe.

Ele veio ficar alguns dias?

Isso deve lhe tirar um peso dos ombros.

- Voc� tem muito que fazer. - Eu tenho o bastante.

Se eu estivesse no seu lugar... Posso entend�-lo.

- Essas coisas s�o t�o tristes. - Claro.

Claro.

- Sr. Bastide? - Ele est� no caf�.

Eu o chamarei para voc�.

Roger, h� algu�m o procurando.

Aqui vem ele.

- Sr. Bastide? - Sim.

A nossa ag�ncia compra e vende neg�cios.

Nos perguntamos se n�o estaria disposto a vender a sua loja?

As pessoas me perguntam isso faz dez anos.

- A loja est� indo bem, como pode ver. - Voc� est� satisfeito?

Satisfeito? Bem, eu n�o terminarei trabalhando na f�brica.

- Voc� est� quase na idade de se aposentar. - N�o planejo me aposentar.

- N�o? - Nem um pouco interessado.

Ent�o voc� tem um retorno regular?

Isso � da minha conta, n�o da sua.

- N�o est� interessado, ent�o? - N�o.

Posso ter um comprador, isso � tudo. E j� que � muito bem situada...

Escute, estou ocupado, um tanto exaltado.

- Se no futuro... - O almo�o est� pronto.

No caso de querer fazer um acordo, deixarei o meu cart�o.

- Muito obrigado. - Obrigado, adeus.

- Quer rabanetes? - Essa gente me tira do s�rio!

Certo... Coma isso primeiro. Trarei os rabanetes depois.

Quer um pouco de molho? Caldo de carne? Manteiga?

Quer vagens com eles?

Merda, onde est� minha faca?

Ent�o, tudo bem?

- Eu disse, tudo bem? - Estou bem.

- Certo. - O que ele queria?

Me tirar do s�rio com uma conversa de vender o neg�cio.

Obrigada.

Pode me ajudar? N�o consigo desatar isso.

- Como ela est�? - Ainda a mesma.

Pode durar por quatro meses, n�o?

Isso � culpa do seu pai.

Ele dormiu com a amante um dia depois do casamento deles.

A sua m�e nunca gostou de mim.

E voc� a detestava.

Ela pensava que eu n�o era boa o bastante para voc�.

Seu av� gostava de mim, contudo. Que fam�lia voc� tem.

Obrigado por isso.

Quando ele morreu, a sua m�e s� se importou com o dinheiro.

Lembra do xale de caxemira que tivemos que cortar em dois?

- Eles s�o ego�stas. - Claro.

Sua m�e s� amou o seu pai na vida e ela foi corro�da pelo ci�me.

- Claro que foi. - Tudo que ele pensava era em garotas.

Em Montreuil as minhas amigas e eu o cham�vamos de bode velho.

Eles voltaram para Auv�rnia justamente quando mais precisava deles.

N�o se importavam que estivesse aqui com nada para comer e desmaiando continuamente.

Voc� me deixou aqui tamb�m. Voc� se mandou para a Inglaterra.

N�s brig�vamos o tempo todo. N�o o suportava.

Se tivesse ficado, n�o ter�amos casado. Eu n�o o queria.

- Bem... - Fomos louco em faz�-lo.

Talvez estiv�ssemos melhores.

Lembra-se do eczema que tive por todo o meu corpo...

...porque n�o queria me casar?

E aquela recep��o naquele hotel maltrapilho.

Voc� me estapeou sem raz�o alguma.

Voc� � t�o pregui�oso. Voc� nunca faz nada.

Se n�o fosse por mim, viveria como um mendigo.

Certamente.

Roger...

Roger...

Seu h�lito...

Voc�...

...estava...

...correndo...

...atr�s...

...de alguma... vadia.

Voc� cheira a vinho.

Cheiro de... vinho.

Seu h�lito fede.

Voc� cheira a vinho.

� horr�vel. Ela parece ter 100 anos.

- Annie-Claude! Como voc� est�? - Bem.

- O que voc� quer? - Uma camiseta.

- De que tipo? Qual cor? - Amarela, se tiver uma.

- Amarela. Ou vermelha. - Qual � o seu?

- Tamanho? - Precisamos saber o seu tamanho.

Elas s�o para homens ou mulheres?

Espere, vou medi-la.

Voc� est� doce como sempre.

E voc� est� carinhoso como sempre.

91.

- E a traseira... - Isso � estritamente necess�rio para uma camiseta?

92. Tente esta.

Certo? Tire seu agasalho.

- Tire-o e prove. - Voc� j� fez isto antes.

A amarela dela � bonita.

N�o �, docinho?

Ficou perfeita.

- Justa o bastante? - Est� bem justa.

- Est� �tima. - Vai levar?

- S�o 15 francos. - Certo.

- Tem algum dinheiro? - Sim.

- O qu�? - Pode embrulh�-la?

Sim, embrulharei.

J� que voc� � t�o doce...

...vou lhe dar algum...

- Qual tamanho veste de meia-cal�a? - Tamanho dois. Que gentil da sua parte.

- Dois? - Sim.

- O tr�s dar�. - Aqui. Um presente meu.

- Gatinha. - At� mais tarde?

- Sim, at� mais tarde. - No caf�?

Vamos nos ver, gatinha.

Voc� � minha namorada?

- Tchau, galeta. - Tchau, Sr. Roger.

Camisetas... Dar-lhe-ei malditas camisetas.

Ficou de olho grande, �?

- Sem momentos de monotonia, n�? - Velho tarado.

- O que quer dizer? - O que voc� quer?

O que voc� quer? Vim pegar alguns n�meros tr�s.

S� tenho um e dois. Estou farto disso.

Esse � um tr�s?

- Divirtam-se. - Certo. Adeus.

Ele � inacredit�vel!

Isso deve dar.

Um pouco mais.

Maldi��o!

J� � quase tempo de colher as uvas.

� dele.

Isto est� me deprimindo.

Est�? Isso n�o � bom.

N�o sei.

Nunca lhe escrevi cartas de amor.

Queria que estivesse tudo acabado. N�o suporto mais.

Ela precisa de voc�.

Todos dizem que voc� � maravilhoso com ela.

Eu s� quero que isso acabe.

N�o gosto do Philippe por aqui. Tenho muita coisa para fazer.

Ele vem por cinco minutos e ent�o se manda para a cidade.

Eu irei.

Ol�.

Preciso de algo para terminar uma colcha.

- Um peda�o de cetim. - Cetim?

- Algo verde ou vermelho. - N�o tenho certeza.

- Um momento. Fica ali? - Fica aqui.

Voc� sabe melhor que eu.

- Algo assim? � para o qu�? - Uma colcha.

- N�o � muito pequeno? - Isso dar�.

Vou embrulhar para voc�.

- Quanto d�? - N�o sei.

Provavelmente conhece os pre�os.

- Cinco francos? - Tudo bem.

- Vou embrulhar. Obrigada. - Aqui est�.

Assim est� bom?

Para quem est� escrevendo?

Algu�m com quem marquei de me encontrar.

Philippe disse que voc� vai ver a Jeanne quando Monique adormece.

Voc� � insano. E se ela acordar?

Ela dorme pelo menos por tr�s ou quatro horas.

O velho vai l� e me informa.

N�o sei o que v� naquela Jeanne.

J� a vi. Ela mal � bonita.

Ela � apenas uma caipira, e mais velha que voc�.

De que me importa?

Ela ainda tem um par de...

- Voc� � um velho tarado. - Eu me casarei com ela.

O que � t�o engra�ado?

Por que n�o se casou com ela quando era jovem?

A conhecia antes de conhecer Monique.

Voc� n�o conheceu o meu pai, o velho Bastide.

O filho do patr�o n�o poderia se casar com a filha da empregada da loja.

Poderia ter se casado com ela depois que ele morreu.

Voc� n�o conheceu o meu pai. Ele tinha princ�pios, status.

De qualquer forma, � a vida.

- Como voc�s est�o? - Tudo feito.

Gentil da parte de voc�s virem.

- Est�o livres agora? - Estamos indo para Compi�gne.

- Ao baile? - � s�bado � noite.

� hoje � noite? Se voc�s forem, posso ir tamb�m.

- Boa ideia. - Voltar�o amanh�, n�o v�o?

Est� certo.

Sabe...

- Tchau, ent�o. - At� amanh�.

Poderia ter me dado uma m�o.

Estou l� em cima trocando a sua m�e...

...e no minuto que v� aquelas enfermeiras, est� todo em cima delas.

- Honestamente! - Eu n�o estava.

- Eu n�o estava em cima delas. - Voc� estava...

Jogando o seu charme.

Estou farta disso.

Tudo bem, garotas?

Comerei voc�s duas qualquer dia. N�o precisaremos de vaselina!

Que palha�o!

As pessoas falam t�o mal do clero, Sr. Bastide.

- Falaremos sobre isso outra hora. - Tchau, padre.

Ol�. Me veria um copo?

- Um copo de vinho? - Sim.

- Voc� n�o � daqui? - Sou de Paris.

Est� aqui pela colheita?

- N�o, n�o para a colheita. - Poderia ganhar um bom dinheiro, sabe.

- Quer uma bebida? - Acabei de tomar um caf�.

Gostaria de um cigarro, contudo.

Obrigada.

- Ficar� alguns dias aqui? - Sim.

Poder�amos nos encontrar uma noite.

Sa�de.

A vindima � bem paga?

N�o se preocupe, tomarei conta disso.

Obrigada.

Tenho de ir agora.

- Quer uma bebida? - N�o, tenho de levar Nathalie de volta.

- Adeus. - Adeus.

Enfiando minha camisa sob minha cueca.

Que rid�culo!

Voc� � t�o tolo.

Mantenha-me informada pelo telefone.

N�o posso voltar de novo, ou serei demitida.

Sim... Sim, claro.

- Pode ficar com isso? - Sim.

Cuidado com a sua saia.

Voc� tem de ligar isso?

Apenas para ouvir as not�cias.

Honestamente, Philippe, mostre-me algum respeito.

Certo.

Acabou.

Sr. Bastide, voc� est� t�o chateado.

� por causa do Philippe?

N�o deveria ficar t�o chateado. Ele foi embora?

Ele comprou um belo buqu� de flores em Clermont.

N�o � que ele n�o se importe.

Ele amava a m�e dele.

Pensei que n�o voltaria.

- Para ver o corpo colocado no caix�o. - N�o seja idiota.

Se n�o se importasse, senhor...

Eu adoraria um buqu� de flores.

- Essa manh�... - N�o me importo.

Essa manh�, eles compraram um buqu� de sempre-vivas e...

- Quais s�o? - N�o sei nada sobre flores.

- Flores que... - Flores secas.

Para buqu�s de inverno.

- Azuis, amarelas, laranja... - S�o muito bonitas.

Voc� tem de pendur�-las antes de coloc�-las em um vaso.

Sim, para que elas sequem propriamente.

S�o muito belos, os buqu�s secos.

Se ao menos tivesse pensado nisso.

Podemos dar-lhe esse.

- N�o. - Sim, n�s gostar�amos.

- Realmente, n�s gostar�amos. - Claro que sim.

Achamos que as achar�amos no mercado em Clermont.

As �nicas flores que conhe�o s�o ger�nios.

- E quando as pet�nias? - E pet�nias.

- Porque s�o... - E beg�nias.

- N�o, beg�nias n�o prestam. - Por que n�o?

No seu jardim, elas n�o precisam de muita...

Mesmo no calor, n�o precisam de muita �gua.

- Florescem o ano todo. - Mesmo?

- Pet�nias? - Exato.

Plantamos pet�nias vermelhas.

Vermelhas e azuis este ano, mas tem estado muito seco.

Mas elas s�o maravilhosas por todo o ano.

De junho at� agora.

O clima que estamos tendo...

Pensei que pet�nias eram trepadeiras.

Elas florescem o ano todo. Como ger�nios.

As pet�nias v�m em fant�sticas cores.

Tivemos flores vermelhas e p�rpuras esse ano. Ador�veis.

- Gosta das vermelhas? - As p�rpuras s�o lindas.

Mas s�o sufocadas por ervas daninhas.

Vivemos juntos por 34 anos.

Tenho boas mem�rias.

� verdade que brig�vamos.

Sim. Mas ela era gentil.

Voc� tem de fazer um esfor�o.

Voc� sabe como ele �. Teimoso como uma mula.

- Ele � t�o teimoso. - Deixei-o morar conosco.

Ele se aborrecia em Paris.

Ele sempre odeia quando vai de visita.

Voc� j� viu como ele �, andando em c�rculos.

Imagine como ele ficar� quando estiver totalmente s� naquela casa.

Se fosse um supermercado com um monte de gente...

Ao menos voc� tem as suas ma��s, Albert.

- Pediremos a ele que colha nossas ma��s. - Ele pode ir ajudar.

- Seria bom se ele fosse. - N�o sei se ele vai querer.

Tenho certeza que ele ir� para a colheita de uvas.

- Para a colheita... - Ele ir�.

Esse foi o seu... primeiro emprego.

Quando ele tinha...

Gostariam de mais alguma coisa?

- Algo para comer ou beber? - N�o, obrigado.

Voc� deveria falar com ele.

- Voc� deveria falar com ele. - Eu sei.

Bem, ent�o, Roger...

Sa�de, Albert.

Sim, sa�de.

Pela amizade.

Viremos v�-lo, anim�-lo.

Isso � bom.

Vamos l� pra fora?

Certo.

Venha nos ver por alguns dias.

Mantenha contato. Tchau.

Gentil da sua parte ter vindo.

Era o m�nimo que podia fazer.

Emile poderia ter vindo, contudo.

- Emile! - Ele mandou o uniforme no lugar!

Ele nunca vem?

Deve ser estranho para voc�.

Voc� est� como um dignit�rio em um funeral estadual.

- Ela era irm� dele afinal. - Funeral de quem?

Vamos, venha conosco.

- Quero ficar perto dela. - Cuidaremos de voc� em Paris.

Quero ficar perto dela.

Quem cuidar� de voc�? N�o pode ficar aqui sozinho.

Eu ficarei bem.

N�o seja t�o teimoso. � t�o est�pido.

Escute, quero ficar aqui.

Virei v�-lo assim que puder.

Tradu��o por Sleepy.joe Revis�o por mfcorrea

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