All language subtitles for Borgia - S02E01 - The Time Of Sweet Desires-por

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Original subtitles

Anteriormente em "The Borgias".

Habemus Papam!

Est� ciente, Santo Padre, das conspira��es contra si?

O que seria de Roma sem uma boa conspira��o?

- Simonia! - Tenho provas que o destruir�o!

- Provas? - De lux�ria!

Toda a Roma sabe que tu �s a m�e dos meus filhos.

O Papa deve ser visto como casto.

Deus escolheu-nos para varrer a corrup��o para fora do Vaticano.

- O que Roma precisa agora �... - De ti.

Todos querem ouvir? Que tu tens uma nova meretriz!

Em quem podemos confiar... nesta nossa Roma?

Creio que a confian�a deve ser conquistada, meu senhor.

Algu�m!

Talvez tenha sido.

Os abutres est�o a sobrevoar sobre a nossa fam�lia.

Nossa Roma.

Parece que o Cardeal Della Rovere fugiu.

- Sua Alteza Real. - O que voc� quer?

Quero que N�poles participe de uma alian�a comigo

- para livrar o papado... - Do fedor dos Borgia.

- D�-me o controle do ex�rcito papal... - Temos um filho de batina...

e outro com armadura.

Parece-te que combina comigo, irm�o?

Com o casamento de Lucr�cia criamos la�os com os inimigos

tornando-os nossos amigos.

E se meu marido se mostrar deselegante?

Vou arrancar o cora��o dele com uma faca de cozinha.

- Tens algum amigo em que possas confiar? - Paolo, o rapaz da cavalari�a.

- Minha senhora. - Jovens amantes s�o condenados.

- Lucr�cia! - Estou gr�vida.

Gra�as a Deus, n�o � do meu marido.

- Sua Alteza, Rei Charles de Fran�a. - Quero restaurar a Igreja Universal

� sua dignidade anterior.

Voc� ter� a sua guerra,

mas ser� disputada ao modo franc�s.

Santo Padre, dever�amos abandonar Roma.

N�o toleraremos essa heresia!

Os b�rbaros est�o a aproximar-se.

- Dev�amos estar com eles. - Sei pouco sobre a arte da guerra.

Gra�as a Deus algu�m nesta fam�lia sabe.

Ou est�o connosco... Ou est�o contra n�s.

Fogo!

Poderemos dizer que temos um acordo.

Podemos, de facto.

A coroa de N�poles.

O Rei Charles n�o ficar� muito tempo em N�poles.

Peste. O Papa Borgia sabe disto?

Dev�amos de agradecer a Deus,

por todas as b�n��os que Ele concedeu sobre tudo isto,

� nossa fam�lia.

THE BORGIAS - 2� TEMPORADA EPIS�DIO 1 - THE BORGIA BULL

A congrega��o � pobre, mas devota.

Estamos honrados por celebrar a Eucaristia com eles.

Venha!

A comunidade espera.

Quid retribuam Domino

pro omnibus,

quae retribuit mihi?

Ecce Agnus Dei, ecce qui tollit peccata mundi.

Domine non sum dignus,

ut intres sub tectum meum:

sed tantum dic verbo, et sanabitur anima mea.

Corpus Domini nostri Iesu Christi

custodiat animam meam in vitam aeternam, amen.

Calicem salutaris accipiam.

Sanguis domini nostri Iesu Christi.

Custodiat animam meam in vitam aeternam, amen.

Corpus domini nostri Iesu Christi.

Custodiat animam tuam in vitam aeternam, amen.

Corpus domini nostri Iesu Christi.

Custodiat animam tuam in vitam aeternam... amen.

� o calor, Padre?

N�o.

Corpus domini nostri Iesu Christi.

Custodiat animam tuam in vitam aeternam... amen.

Foi alguma coisa que eu...

o calor.

Deixem-nos a s�s, Irm�s.

Mas o Cardeal...

N�o � necess�ria a extrema-un��o, mas as suas preces s�o bem-vindas.

Sil�ncio, Cardeal.

J� me encarrego de si.

Quero ouvir todas a orar irm�s.

N�o se preocupe.

Se ainda n�o morreu,

vai viver.

A l�ngua ficar� inchada por alguns dias.

N�o vai poder conversar, infelizmente.

As suas preces devem ser em sil�ncio.

Coroinhas e Cantarella.

N�o se pode confiar em ningu�m.

J� devia saber disso, Cardeal,

n�o existe nenhum lugar para se esconder...

nem mesmo aqui.

No lugar mais remoto da �mbria,

n�s o encontraremos.

Em N�poles, o ex�rcito franc�s est� enfermo,

o rei franc�s contraiu a doen�a napolitana.

Deus est� no c�u,

e o Papa no trono em Roma.

Fiz-me entender, Cardeal?

Nada mudou.

Trabalhe connosco.

N�o contra n�s.

O Cardeal vai viver?

Sim. � o que parece.

Mas cumpri a minha tarefa, certo?

Devo receber o meu pagamento.

� claro.

V� com Deus, Irm�.

Para Roma, agora!

Emin�ncia, o nosso trabalho por aqui acabou?

Por agora.

Vamos encontrar-nos de novo, Santo Padre?

Talvez.

Ent�o, talvez possa ser sua amante?

Infelizmente, n�o.

Essa posi��o j� est� ocupada.

Recebo a sua b�n��o, pela noite que passamos juntos?

J� recebes-te a minha b�n��o v�rias vezes.

Serei aben�oada de novo?

Giulia Farnese volta de �mbria hoje.

Ela n�o vai tolerar isto...

- Ela � rigorosa... - Sim.

- E ciumenta. - Porqu�?

Porqu�? Ela � uma mulher.

Perdoe-me, Santo Padre, ela est� aqui.

Deves ir embora.

N�o...

Tu deves ir embora. Vai!

Mas foi-me prometido...

Vai embora agora, por favor!

Fa�a-a desaparecer, por gentileza.

- Onde est� Sua Santidade? - No banho.

Tragam mais �gua quente? Estou com frio!

Esta est� do seu agrado?

Giulia Farnese!

Sentimos a sua falta!

Que b�n��o!

Est� um beb� a chorar.

Devias de ter uma ama-de-leite, meu amor.

Devia pai, porqu�?

Ela ajudava-te a acalmar.

A tua beleza reflectiria tal gra�a.

Porque ainda estou na idade de casar, meu senhor?

Nada poderia estar mais distante de meus pensamentos, Lucr�cia.

Esta crian�a, Santo Padre, n�o tem pai.

Um que seja adequado � sua posi��o.

De momento tu n�o precisas de um casamento de alian�a.

Se tu precisasses, casar-me-ias com a lua.

Ent�o!? Agora o sol est� a amea�ar o nosso papado?

Meu pai,

Marte est� num alinhamento �nico com Saturno

fomos aben�oados pelo c�u,

por enquanto.

Mas pode n�o ser sempre assim.

Deixa-me peg�-lo. Vem aqui.

Vem. Est� tudo bem.

Ent�o, uma ama-de-leite, insisto.

Vamos.

O Embaixador Franc�s est� � espera,

- Vossa Santidade! - Deus, ele ainda n�o est� morto!

N�o est� nem doente.

Vamos ver o que o Embaixador Franc�s tem a dizer.

- Embaixador. - Vossa Santidade.

Um monte de madeira, Rodrigo?

O que �?

Aqui estamos.

� bom aqui, n�o �?

Ent�o...

Como podemos ajud�-lo?

O paradeiro de Alfonso...

Pian�ssimo!

Alfonso de N�poles ainda est� em liberdade.

Temos raz�es para crer que ele infectou

a sua pr�pria cidade com a peste.

Porque devemos de nos preocupar?

O Embaixador deve gentilmente lembrar o rei

que N�poles tem o h�bito de rejeitar aqueles

que a conquistam... os mouros...

os turcos, os normandos.

Por que seria diferente com os franceses?

Mas Vossa Santidade investiu no Rei Charles...

Pian�ssimo!

Est� tudo bem, querido, est� tudo bem.

Concedemos o desejo do rei.

N�poles.

Ele tem N�poles, e agora se arrepende.

� um problema dele, n�o nosso.

N�o nosso...

Agora acordou a crian�a.

Que feio, Embaixador.

Est� tudo bem. � apenas um Embaixador malvado.

Vamos ter com a mam�.

Ent�o...

Cardeal Della Rovere ainda est� vivo.

- N�o chamaria aquilo de vida. - Precisas de li��es, irm�o?

- Suas? - Chega!

E o Rei Charles de Fran�a? Como est� ele?

Contraiu a doen�a napolitana.

Como esper�vamos.

Ent�o...

Agora...

� hora de acertar as contas

- com aqueles que nos tra�ram. - Quem, Vitelli, Orsini, Sforza?

Todas as grandes fam�lias da Romagna e dos Estados Papais.

A nossa tarefa...

� a vingan�a.

Acreditamos que o Cardeal Ronard

com o uso da for�a, far� o que quisermos.

Mas agora � a hora de ter a certeza que

as fam�lias sintam o nosso descontentamento.

"A vingan�a � minha", disse o Senhor.

N�o...

A vingan�a ser� nossa.

Devemos subjugar a arrog�ncia dos Estados Papais, um por um.

N�s os for�aremos a voltar aos bra�os de Roma.

Mas acima de todos, os Sforza...

a trai��o deles ao nosso Papado deve ser vingada.

Por quem? Por esta cabe�a oca?

Voc�s dois! Parem com essas brigas!

Somos uma fam�lia.

Somos um s�.

E s� triunfaremos como um s�.

Temos uma outra tarefa...

Chama-se renova��o.

Restauraremos Roma...

� sua antiga gl�ria.

Os Borgia a far�o brilhar.

Assim como os C�sares.

Se conseguirmos atingir esse esplendor,

pelo seu direito de nascen�a,

ser� porque fizemos isso juntos.

Como um s�!

Como uma fam�lia.

Agora deixa-me ouvir essa palavra.

D�-me a tua m�o, Cesare.

Fam�lia.

Fam�lia.

Fam�lia.

Fam�lia.

Forjei uma nova espada, irm�o.

Fina...

e afiada como a nossa vingan�a.

Mostra-me.

Ouve como ela canta.

N�o achas estranho uma espada nas m�os de um cl�rigo?

- Porqu�? - Um cl�rigo reza,

n�o luta.

- Este cl�rigo faz ambas. - Prova.

Deves atacar-me, ent�o, irm�o. Porque eu nunca te atacaria.

Nunca?

O nosso pai proibiu a disc�rdia entre n�s.

- Mesmo que seja de brincadeira? - De brincadeira?

Atacar algu�m que mal sabe defender-se?

Acho que isso foi um insulto.

Vamos, Cesare!

N�o consegues manter o cavalo quieto, meu amor?

Devias perguntar o mesmo ao meu cavalo?

- Eles est�o a torcer, irm�o? Porqu�? - A torcer por o seu comandante!

H� raiva nestes golpes, irm�o!

N�o h� raiva, nem inveja.

N�o perdi as virtudes de Cardeal.

Devem ser �teis quando est�s a usar o colar clerical.

E tamb�m sei o �nico pecado que o nosso pai nunca perdoaria.

- � o fratric�dio. - Grande palavra, irm�o.

� uma bela palavra, Vossa Emin�ncia.

Mas, por favor...

o que significa, meu senhor?

Algo relacionado com assassinato.

Assassinato?

Bem, n�o queremos isso aqui...

n�o hoje.

Afinal de contas, s�o irm�os.

N�o �?

Emin�ncia.

Encontras-te o teu pr�mio.

Mas pode ser que tenhas encontrado outro mais valioso.

Estes romanos desconheciam a monogamia.

Bem...

Ela veio com Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ou pelo menos eu espero.

Devia-mos de preserv�-los...

para a posteridade.

N�o pelo prazer de v�-las?

N�o.

Tu �s o nosso prazer.

Realmente.

- Posso pegar nele? - Vais acord�-lo.

Isso seria uma crueldade.

Ent�o, preciso abra�ar-te.

Conta-me de novo, meu amor...

Quem � o pai dele?

Um rapaz da estrebaria.

Paolo.

Mas eu chamava-o de Narciso, devido ao seu divino rosto.

Ent�o, devo ter inveja dele.

N�s nos amamos um ao outro, mas cont�nuas a ser meu irm�o.

Sabes que um amor assim � imposs�vel.

Amores imposs�veis...

tenho muito medo que se torne um v�cio.

H� uma pessoa que ter� sempre espa�o no teu cora��o, Cesare.

Algu�m que amas antes de amar qualquer um.

Essa pessoa seria...

Tu mesmo.

N�POLES

Viverei tempo suficiente...

para ver aquele que causou esta peste...

punido?

H� boatos na cidade que existem infectados pela doen�a h� s�culos...

a pestil�ncia...

vai e vem.

Ent�o eu n�o deveria culpar aquele pr�ncipe bastardo?

� privil�gio de Vossa Majestade culpar quem quiser.

Ent�o escolho culpar...

o Pr�ncipe Alfonso...

Conheceu o pai dele, Rei Ferrante?

Fui m�dico dele, Vossa Majestade.

J� ouviu falar das suas c�maras de tortura?

A sua casa de dor, fica aqui.

Tive a triste tarefa de trabalhar nela, Vossa Alteza.

Foi sujeito aos seus horrores?

N�o, Vossa Alteza, eu...

tinha que manter vivos aqueles que eram.

Na mesa de jantar do Rei Ferrante?

Participou disso?

Era meu dever...

preparar os corpos para o taxidermista.

Quando eles morriam?

Quando os meus esfor�os falhavam, Vossa Alteza.

N�o falhe connosco, doutor.

Ou a casa da dor ser� o seu destino.

Aquele Papa Borgia...

armou-nos uma cilada em conluio com o Pr�ncipe Alfonso.

N�poles...

eu a odeio agora e para sempre.

At� mesmo o rei, foi infectado por essa pestil�ncia.

Ent�o, devemos...

remover todos os afrescos intactos.

Cuidado.

Ser�o repostos numa c�mara no Vaticano dedicada...

ao prazer.

Dedicada...

� hist�ria,

e � renova��o...

da Cidade Eterna.

O que � isso?

�pis...

o touro sagrado da deusa �sis.

Podia ser o touro dos Borgia.

Alguns dizem que �sis � um antepassado da Virgem Maria.

Devemos tamb�m adorar �sis, agora?

N�o.

Se pud�ssemos...

encontrar um meio de adorar...

com alegria.

Quero dizer, ao inv�s da prece constante...

Por que n�o...

agradecer a Deus por nos ter libertado dos franceses, com celebra��o?

Para as pessoas comuns.

Dar-lhes p�o e circo de novo?

N�o, dar�amos um pouco...

do que falta em suas vidas.

Alegria.

Vossa Santidade sente falta de alguma coisa?

Como?

A minha presen�a n�o...

o enche de alegria?

N�o diga isso.

Sabe que n�o trabalhamos � noite.

Vossa Santidade.

Venha aqui onde eu possa v�-lo.

Devo praticar a minha arte em segredo, Vossa Santidade.

Sou apenas um mero artes�o.

Qualquer momento que possa roubar para poder aperfei�oar as minhas linhas...

eu fa�o.

Voc� � um aprendiz?

Do Mestre Bramante, Vossa Santidade.

Mas n�o sou o pior deles.

Venha aqui.

N�o mordo.

Voc� � muito jovem.

A juventude desaparece.

A beleza n�o.

Vire o seu rosto em direc��o da luz.

Onde est� o seu sorriso?

Vossa Santidade.

Por favor.

Parece mais Eva do que Ad�o.

Perdoe-me.

Eu n�o esconderia tamanha beleza.

Para ser um aprendiz...

preciso ser homem.

Ou parecer ser um.

Qual � o seu nome,

linda aprendiz?

O Mestre me conhece como Vittorio.

E como Deus a conhece?

Vittoria.

Bem,

Vittoria.

Temos que manter o seu segredo.

Podemos ter um trabalho para si.

Em 25 de Junho,

os antigos romanos celebravam o Ludi Taurii.

Os Jogos do Touro.

Tamb�m coincidem

com a festa de S�o Guglielmo de Vercelli.

N�s propomos

organizar uma celebra��o neste dia para todo o povo de Roma.

Para a Igreja e nobreza,

mas sobretudo...

para as pessoas comuns.

Santo Padre, � poss�vel conciliar uma festa pag� a uma crist�?

Se conhecesse um pouco da nossa hist�ria, Cardeal,

saberia que a P�scoa, por exemplo,

era celebrada muito antes da morte do nosso Salvador.

Ora, os antigos tinham essa ci�ncia que n�s esquecemos.

Roma � o seu povo!

Raz�o pela qual propomos uma celebra��o para o povo de Roma.

Obviamente incluir� uma corrida de cavalos.

Um banquete p�blico.

Um baile de m�scaras,

com um tema romano cl�ssico.

E...

Encomendamos um monumento.

Em madeira.

Para iluminar...

a nossa celebra��o.

Um Touro Borgia!

E essa celebra��o, esse...

touro, Vossa Santidade...

algu�m tem alguma ideia do custo?

Consegue dar um pre�o...

� alegria, Cardeal Sforza?

N�o, Santo Padre, n�o tem pre�o.

Ent�o...

qualquer que seja o custo...

teremos uma barganha.

Que Roma se encha de alegria!

Interessante.

Obrigada, senhora.

Mas falta ao seu animal a completude f�sica.

Certamente, a criatura parece mais uma vaca do que um touro.

Como disse?

Voc� tem...

Como direi isto...

Voc� deixou a criatura sem sexo.

� um touro, certamente, senhora.

Parece um touro.

Tem o porte de um touro.

Mas

falta-lhe alguma coisa do vigor do macho.

Como voc�, talvez.

Seu nome, mestre?

Vittorio.

Mas n�o sou um mestre.

N�o?

Talvez seja uma amante?

Minha senhora?

Giulia Farnese.

Voc�, Vittorio,

esconde t�o habilmente os seus cabelos.

Porqu� o disfarce, minha senhora?

Uma mulher n�o pode ser aprendiz.

Eu sei.

Nenhum trabalho a n�o ser ama-de-leite.

E voc� vai sentar-se em Parnassus,

com o seu mestre Bramante.

Eu imploro, minha senhora...

Sim.

Deve de implorar.

Eu sou a sua senhora.

Pelo menos o Papa n�o est� tentado pelo pecado da sodomia.

Sua Santidade?

Afirma n�o saber de nada.

O Papa � uma raposa ou um tolo?

Definitivamente n�o � um tolo, meu senhor.

Mas ele acha ter-me enganado, o Embaixador,

descobrir� que est� errado.

Esta sala era a piada do Rei Ferrante.

Uma par�dia da �ltima Ceia.

Acha divertido?

Acho repugnante, meu senhor.

Mas a cadeira de Judas est� vazia.

Aguarda o seu ocupante.

O Judas que traiu a sua pr�pria gente.

Infectou a sua pr�pria cidade.

O Pr�ncipe...

Alfonso de N�poles.

Ele foi visto, meu senhor.

Do lado sul do Ves�vio.

Encontrem-no.

Onde quer que esteja.

Tragam-no aqui.

Ileso.

Eu farei que se sente nessa cadeira.

Est� pronto? Vai!

- Para l�! - Para baixo!

Para o outro lado!

Mais alto! For�a!

Sua Santidade quer que Roma se encha de alegria!

Quanto essa alegria vai custar?

250.000 ducados at� agora.

Est� a aumentar.

Vamos!

V�, irm�o.

Vamos.

J� desistiu, Cesare?

Quem tu achas...

que vai vencer a corrida amanh�?

Eu ou o meu irm�o?

Tu.

Se ele n�o agir de m�-f�.

Est�s a ouvir os gritos da multid�o, irm�o?

Achas, que s�o para mim?

Para quem mais?

Prontos...

N�o consegues vencer-me, irm�o?

Sempre.

Vamos! Cheirem!

Vamos!

Eles sentem o cheiro de quem foi o seu dono.

- Como � o seu nome? - Pr�ncipe Alfonso!

- Venham! - Todos, vamos!

Eles o conhecem bem.

Estou a ver!

Borgia!

Aguilh�o.

Apanhem-no!

Apanhem-no!

Covardes, Apanhem-no!

Apanhem-no!

Des�a, seu covarde!

Apelo aos privil�gios feudais.

N�o me renderei a soldados comuns!

Apele ao rei, ent�o.

Deixa-me adivinhar, meu amor.

Uma coruja?

Sim,

Vossa Santidade.

E a coruja... o que significa?

Sou a coruja de Minerva.

A deusa da magia...

e da sabedoria.

Quem � a minha querida irm� esta noite?

Eu sou Eco.

Posso n�o ser o Narciso, mas posso dan�ar com Eco?

Meu Narciso n�o pode dan�ar.

Nem ler ou escrever.

Ele pode faz�-la sorrir?

Podes?

Posso tentar.

Sil�ncio, agora.

Ileso.

Vossa Alteza, devo protestar sobre o meu tratamento por seus capit�es.

A lei diz que n�o posso ser algemado.

Um pr�ncipe n�o pode comer algemado.

Infelizmente n�o posso partilhar.

Vossa Alteza n�o se sente bem?

Sim, uma estranha pestil�ncia deixou-me mal.

Como quase toda a popula��o, na verdade.

Que pena.

Vossa Alteza recuperou-se totalmente?

Foi o que nos disseram.

Que bom!

N�o vejo a hora de mostrar a Vossa Alteza as belezas da nossa cidade.

O que quis dizer com isso?

Pai.

�s Apolo, meu filho?

N�o, pai, sou Marte.

Esperamos que n�o haja assuntos de guerra esta noite.

N�o, esta noite � para celebra��es.

Quem �s esta noite, pai?

Sou Janus,

o guardi�o das chaves de Roma

e dos port�es do para�so.

Ent�o n�o h� um Papa aqui esta noite.

Um Papa tem duas caras, meu filho. Uma a olhar para o futuro,

e a outra para o passado.

N�s somos os guardi�es do port�o.

Pessoas nascem e morrem.

Vivemos como coelhos, Vossa Alteza.

N�poles vai recuperar e voltar ao esplendor de sempre.

Talvez o Pr�ncipe me conduza pelos seus encantos.

Seria uma honra imensa, Vossa Alteza Real.

Talvez come��ssemos a visita

pelas masmorras de seu pai.

As masmorras de meu pai.

Vimos a sala de jantar dele,

onde o Rei Ferrante gostava de jantar

com os seus oponentes.

Mas a sua engenhosidade...

da c�mara de torturas...

pela qual sentimos

que uma visita � necess�ria.

Juno.

Boa percep��o, Giulia Farnese.

Voc� �?

Pode chamar-me de Minerva.

Pensar que

voc� j� foi V�nus.

E em breve uma virgem vestal.

Teme pela persist�ncia do amor do seu amante?

Se pudesse ser t�o audaciosa,

pediria o seu conselho.

Quando o seu olhar vagueia por outros lugares,

como ele fez comigo por si?

- Deve odiar-me. - N�o.

Se aceitar o meu conselho,

n�o fa�a como eu: raiva, queixas, a esposa ofendida.

N�o?

Ent�o qual � o conselho da deusa Juno?

Ele est� mascarado esta noite, n�o �?

Ele olha para ambos os lados.

Permita-lhe essa fantasia.

Deixe-o ir para os dois lados.

Mas assegure-se que um desses lados seja voc�.

Essa...

engenhosa constru��o, meu Pr�ncipe,

tinha um nome?

Era chamado...

o Ber�o de Judas.

Que nome elegante.

N�o me disse que vinha vestida de Hermafrodita.

N�o, minha senhora.

Sou Vulcano,

o deus do metal fundido,

dos artes�os...

Uma posi��o humilde.

Far� bem se a mantiver.

Sua Santidade �?

Voc� vai descobrir,

quem � Sua Santidade.

Siga-me, ent�o.

Isto �?

� chamada... A P�ra.

Como � usada?

Pode ser inserida...

dentro do...

do...

no re...

no re...

no recto.

Ele quis dizer no recto, n�o �?

No recto, na passagem traseira.

Acredito que sim.

Agora tu �s Afrodite.

Amante de Hermes.

M�e de Hermafrodita.

Quase uma harmonia.

Cante, cante...

legendas por CiCiNHA.

Adapta��o Toyote

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