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Talvez eu esteja louco.
Talvez voc� possa ajudar a decidir se minha hist�ria realmente aconteceu
ou � o produto de uma mente doente incur�vel.
Tudo come�ou quando me mudei da cidade grande
para uma pequena cidade muito tranquila
por ordem do m�dico.
Enquanto trabalhava em meu �ltimo
romance, sofri um s�rio colapso nervoso
e a receita era repouso absoluto, sem
trabalho e sem vida social extenuante.
Minha esposa e eu t�nhamos alugado uma pequena cabana longe da multid�o.
N�s brincamos sobre esta oportunidade
inesperada para uma segunda lua de mel.
Contra as ordens do m�dico eu consegui me
esgueirar pela minha m�quina de escrever.
Minha esposa Mary era uma garota da cidade e
eu sabia que a vida tranquila n�o a atra�a.
Ela era uma boa esportista e certamente
fez o seu melhor para me distrair
de qualquer pensamento de escrever.
N�s n�o sab�amos mas minha cura no descanso e segunda lua de mel
estava prestes a se transformar em pesadelo.
V�rios dias depois, enquanto dirigia.
Mary e eu tivemos uma coisa muito incomum e uma
experi�ncia assustadora. Meu cora��o quase parou, eu tinha certeza que
tinha acabado de matar a mulher na bicicleta.
Foi como um milagre. A mulher simplesmente se levantou e se limpou.
Ela parecia completamente ilesa pelo acidente.
Ela se apresentou como Chandra, uma vizinha.
E insistiu que a acompanh�ssemos colina acima at� sua casa.
Chandra parecia um pouco exc�ntrica, mas
certamente era amig�vel para algu�m que
tinha acabado de ser atropelada por nosso carro. Ela disse que tinha
nos observado entrando na casa de campo,
embora certamente n�o a tiv�ssemos notado.
A casa dela tinha uma apar�ncia estranha e foi decorada com objetos.
N�o culpei Mary por ficar um pouco inquieta.
Chandra foi muito hospitaleira. Ela disse
que era uma estudante de ocultismo.
Um interesse curioso para algu�m t�o obviamente sofisticada.
Ela parecia saber que eu era um
escritor e me emprestou um livro que ela prometeu
que eu acharia extremamente interessante. O volume antigo
pareceu imediatamente lan�ar um feiti�o sobre
mim. Algo bastante extraordin�rio aconteceu e
eu senti que estava sendo observado.
Deve ter sido minha imagina��o, pois nenhuma das duas garotas parecia
notar que eu realmente precisava de um bom descanso.
Quando nos despedimos, Chandra nos fez prometer
que ir�amos a uma festa que ela estava
dando no sabbath. Ela nos assegurou que encontrar�amos algumas
pessoas interessantes do bairro e que ser�amos seus convidados de honra.
Mary parecia fascinada por esta estranha mulher.
Sentei-me at� tarde naquela noite completamente
absorto naquele antigo livro de feiti�aria.
Ritos negros, feiti�os, transforma��es e po��es do amor
transmitidos atrav�s dos s�culos. Eu
certamente n�o estava preparado para acreditar
no sobrenatural, mas, no entanto, h� muito
sustentava a teoria de que a bruxaria era
simplesmente uma forma de magia sexual, um meio antigo de quebrar os
tabus de uma sociedade r�gida e libertando o esp�rito animal que
est� em todos os humanos.
Minha curiosidade sobre esta mulher estranha
e a vis�o que eu tinha visto no espelho
atraiu-me mais uma vez para a casa dela.
Com meus pr�prios olhos, eu testemunharia
um dos ritos proibidos daquele antigo
livro.
Isso n�o era alucina��o.
Eu nunca vi tamanha maldade em um rosto humano.
Eu tinha certeza que ela ou aquilo tinha
me visto e se Chandra estava ciente
que eu tinha penetrado em seu mundo secreto.
O que ela faria quando eu finalmente ca�sse
de sono naquela noite? N�o foi f�cil.
Eu iria experimentar um sonho muito curioso e er�tico.
Uma passagem do livro antigo ficava se repetindo em minha mente.
Ent�o os homens, pela ilus�o do inferno,
mostrariam dem�nios em suas camas.
Um s�cubo, um dem�nio feminino que veio � noite.
Para drenar a for�a dos machos humanos.
Noite ap�s noite o sonho vinha para mim.
Eu n�o ousei dizer a Mary, que pensava que meus problemas vieram
da minha absor��o naquele livro louco.
Sem dizer a mim, ela decidiu fazer algo sobre isso.
Quando Mary entrou em casa com meus
�culos perdidos. Histericamente me disse
o que testemunhou de Chandra. Foi quase um al�vio para n�s dois.
N�o poderia estar tendo alucina��es. Eu estava tentando me convencer que
n�o estava � beira de outro colapso. Agora eu
sabia que algo estranho estava acontecendo.
Algo daquele livro antigo que
n�o tinha lugar sob a luz l�gica do s�culo 20.
Prometi a Mary que romper�amos nosso
relacionamento com esses vizinhos estranhos
imediatamente. Mas tinha esquecido da promessa de sermos
convidados de honra na festa de Chandra.
A noite na festa nos encontramos mais uma vez na casa de Chandra.
T�nhamos decidido fazer uma breve
apari��o e, em seguida, pedir licen�a.
Bem na porta algo nos disse para voltar.
Mas era tarde demais.
Um estranho grupo de convidados aguardava nossa chegada.
Chandra parecia exercer algum poder estranho sobre n�s dois.
O livro tinha alertado sobre o sabbath negro proibido.
A reuni�o de bruxas para adorar o pr�prio diabo.
Chandra como rainha do sabbath abriu o primeiro ato deste profano
sacramento, chamando seus servos para alimentar
os sentidos.
Oferecendo bebidas para iludir a mente e libertar o esp�rito corporal.
Talvez dos tempos antigos colocados na Beladona.
A dan�a trazida do leste da europa.
Amorosa e obscena para despertar e preparar os fi�is
para a homenagem final ao maligno.
Fiquei fascinado por esta performance das p�ginas empoeiradas do passado.
Mas ao mesmo tempo um pouco da
mem�ria, daquele livro amaldi�oado foi
tentando me avisar.
Percebi tarde demais que Mary e eu est�vamos
destinados a ser mais do que espectadores
nesta cerim�nia bizarra. A chegada do profano
completou o n�mero treze.
Minha bebida deve ter sido fortemente drogada.
Fisicamente impotente para resistir. Minha mente estava livre para
assistir ao segundo ato desta farsa com clareza.
Isso me levaria � beira da loucura.
O livro tinha alertado sobre o esporte do diabo. Onde a esposa
era despida e mostrada nua e sem
vergonha diante dos meus pr�prios olhos.
Mary era a noiva do diabo.
Altar e h�stia se tornaram o pr�ximo ato
desta par�dia maligna sobre a religi�o.
E sobre o corpo prostrado de minha esposa.
Chandra realizava os antigos ritos de
Missa negra.
O �ltimo ato de sacrif�cio simb�lico da carne, antes
da oferta da noiva ao diabo.
Cada homem deveria colocar
a m�scara da fertilidade e ser bem vindo nos bra�os da minha esposa.
E cada um deveria gritar o encantamento
para invocar o diabo na cerim�nia.
Desamparado, eu poderia apenas observar como se estivesse sonhando.
Os adoradores de sangue excitados pelo espet�culo.
E o vinho forte logo provocou um bacanal da carne.
Desde o in�cio do cristianismo, o diabo certamente tinha sido
convocado de seu covil. Pesadelo, loucura, realidade.
O que o homem realmente sabe sobre a for�a das trevas
dentro da alma humana?
A �ltima coisa que lembro foi uma risada zombeteira.
Talvez fosse de mim.
O caminho de volta � sanidade � dif�cil.
Mas com ajuda, finalmente consegui ver
que o que aconteceu foi apenas um pesadelo. Um produto da minha
imagina��o sobrecarregada.
Mary e minha psiquiatra se tornaram amigas �ntimas.
Trabalhavam juntas. At� planejaram uma festa de boas vindas para mim.
No sabbath.
Tradu��o: An�nimo Revis�o: Pok�mon
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