All language subtitles for Alfred.Hitchcock.Presents.S01E35

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Original subtitles

Boa noite.

E obrigado por me deixar entrar em seus lares.

Tudo aconteceu t�o de repente.

Eu vinha caminhando e ouvi uma voz que dizia...

um ponto para dentro, um ponto para fora..

Ent�o fui ver o que estava havendo.

O pior de tudo � que esqueci minha permiss�o para ca�ar.

Bom, o espet�culo deve continuar, embora talvez eu n�o.

O epis�dio desta noite chama-se O legado.

Este os transportar� a Palm Beach...

onde se acotovelar�o com os ricos folgaz�es...

e os membros do jet set internacional.

Mas antes de ver estes playboys in�teis...

de uma sociedade decadente...

sigamos os conselhos de um homem s�rio...

produtivo e constante.

Um dos pilares de nossa civiliza��o...

e o grande benfeitor da televis�o...

nosso patrocinador.

O LEGADO

Palm Beach, onde o sol passa o inverno...

e a gente paga fortunas para passar um dia...

e sair na se��o das Sociais.

la caminhando no terra�o de meu hotel e me perguntava...

com qual dos velhos habituais me encontraria primeiro.

Cecilia Smithson ou o coronel Blair?

E n�o estava muito equivocado. Encontrei aos dois de uma vez.

Pelo amor de Deus! Randy Burnside. Bem-vindo a Palm Beach.

Cecilia, querida, est� totalmente encantadora.

Fiz a cirurgia na cara. Ainda me d�i quando me rio...

mas a pele se estica como a borracha, j� sabe.

- Conhece coronel Blair? - Sim, claro. Como vai, Coronel?

- Bem-vindo a bordo. - veio com seu navio, Coronel?

N�o, s� com minha artrite e meus naipes.

Sente-se, Randy.

Perd�o, ele � Randolph Burnside, o famoso escritor ingl�s.

- Ela � Irene Penetre. - Encantado.

Encantada, Sr. Burnside.

Advirto-te que � um homem muito perigoso, Irene.

Diz que vem a Florida pelo sol...

mas na verdade est� reunindo material para o pr�ximo livro.

Eu n�o corro perigo.

O senhor s� escreve hist�rias fascinantes sobre gente sofisticada.

Nenhum de voc�s corre perigo desta vez...

porque j� escolhi o protagonista de meu pr�ximo livro.

� o playboy, amante e esportista mais encantado que h�.

E parece estrela de cinema?

� milion�rio? Tem um t�tulo?

vai participar da corrida automobil�stica de Sebring...

e de se espera que chegue esta noite?

O segui de Bombay a Biarritz...

e devo Ihes confessar que � fabuloso, supera sua pr�pria reputa��o.

Quem � esse homem t�o incr�vel?

Vamos, Irene, ningu�m pode ser t�o ignorante.

Quem vai ser? O pr�ncipe Burhan.

Burhan? Esse pr�ncipe da �ndia?

que destronaram faz dois anos na revolta?

Sim, esse mesmo.

Madame, preparo o enfeite da salada?

N�o, obrigado.

- Irene,voc� o faria? - eu adoraria.

- Obrigado. - Por favor, n�o parem.

Irene prepara um enfeite delicioso.

- � sua nova secret�ria? - Randy, n�o seja tolo.

� a esposa do Howard Penetre.

Howard Penetre? O petroleiro texano?

N�o � incr�vel?

Me toca?

6-4, 4-6, 6-1, acredito que � o melhor casal de dobros mistos que tive.

Olhem, a Bela e a Fera.

O belo sou eu, claro.

Randy, ele � Howard Penetre, o marido de Irene, e ela � Donna Dew...

uma nova estrela de Hollywood.

- Ele � Randolph Burnside, o escritor ingl�s. - Muito prazer.

Sr. Burnside, sacrificaria meu bra�o direito se escrever um roteiro para mim.

Um filme sobre uma garota maneta. Seria um �xito de bilheteria.

Donna, est� de f�rias.

Como foi, querido?

Com a Donna de meu lado? N�o pod�amos perder.

- Ela faria maravilhas por meu dinheiro. - Deveria se banhar e se trocar.

N�o tenho tempo. Iremos pescar. Est� pronta?

N�o sei. O sol est� muito forte...

e prometi no est�dio que n�o iria bronzear.

Sr. Burnside, eu...

Irene, � um manjar, um verdadeiro manjar.

Obrigado, Cecilia. Hoje � um dia perfeito para navegar.

E eu tenho um creme fant�stico que protege a pele.

- Bom. - E tamb�m trarei suas vitaminas, querido.

- Bom,leve isto, por favor. - Est� bem.

- Estaremos no porto. - Sim.

At� mais tarde.

Olhe, se pescar t�o bem como joga t�nis...

Viram algo mais desagrad�vel?

- Se refere � atitude do marido? - N�o, � toler�ncia da Irene.

T�o Santa paci�ncia me causa indigest�o.

- Sim, � um pouco nauseabundo. - E o que vai fazer a pobre?

Ao fim e ao cabo, sabe que � insignificante.

Teve sorte de se casar com um magnata e n�o vai desperdi�ar.

Teve sorte?

Vamos, Randy, o que passou a seu olfato infal�vel?

Irene � 10 vezes mais rica que Howard. At� � mais rica que eu!

� a propriet�ria das Corti�as Ruggles.

Cada vez que algu�m abre uma garrafa no pa�s, ela ganha dinheiro.

E por que tolera tudo isto?

Porque, por mais triste que pare�a, ela o ama.

A Srta. Dew n�o est� linda?

Querida, toda a popula��o feminina de Palm Beach...

se maquiou para matar esta noite.

Todas esperam que apare�a o pr�ncipe Burhan...

e n�o vejo a hora de saber quem ser� a feliz ganhadora.

Oxal� n�o seja a Srta. Dew. Howard fica muito bem com ela.

Querida, como fala parece a m�e, n�o a esposa.

N�o consigo convencer a Cecilia de que Howard e eu somos muito felizes.

Quase todos os casados t�m um hobby. Uns jogam golfe, outros juntam figurinhas.

- Howard coleciona mulheres belas. - Que original de sua parte!

Confesso que no princ�pio do matrim�nio me incomodava.

Quando entendi que suas paqueras eram inofensivos, me passou.

Me dou por vencida.

A Sra. Penetre tem uma sabedoria at�pica em uma mulher t�o jovem.

- Obrigado, Sr. Burnside. - Ol�.

Coronel, saia para dan�ar, far� muito bem para a sua artrite.

vamos!

Pr�ncipe Burhan, � um prazer v�-lo.

Recorda que dan�amos em Acapulco?

Voltaremos a dan�ar, em Acapulco.

Com lincen�a. Vejo um amigo.

Burnside, Muito prazer em v�-lo.

Tinha a leve suspeita de que estaria aqui.

O mundo � um len�o, Sua Alteza.

- Nos dar� a honra de nos acompanhar? - esperava por isso.

- Pr�ncipe Burhan, Cecilia Smithson. - Muito prazer.

- O coronel Blair. - Muito prazer.

Uma j�ia de Hollywood, a Srta. Donna Dew.

Ol�.

- O Sr. Howard Penetre. - � um prazer.

E a Sra. Penetre.

Uma cadeira para Sua Alteza.

O chef Ihe preparou um jantar especial para Sua Alteza.

Agrade�am-Ihe, mas j� jantei no avi�o.

vamos tomar champanha, da que est�o bebendo meus amigos.

Sim, senhor.

Oxal� ganhe a corrida de Sebring, Sua Alteza.

- Obrigado, Srta. Dew. - J� enviou o autom�vel de antem�o?

N�o, tem que chegar amanh� em meu navio.

Eu vim no avi�o do Deauville.

Veio sozinho?

N�o, madame Smithson, trouxe meu co-piloto...

a meus empregados e dois mec�nicos ingleses.

Me permite esta pe�a, Sra. Penetre?

- Quer dan�ar comigo? - Se me conceder a honra...

Mas faz anos que n�o dan�o. Sou muito m� dan�arina, Sua Alteza.

� s� uma rumba, madame. N�o � um concurso.

- N�o Ihe incomoda, Sr. Penetre? - Por nada.

Donna, quer se mover um pouco?

O pr�ncipe est� generoso esta noite.

Generoso? Pr�digo, melhor dizendo.

Gosta de navegar?

N�o. Sou um aporrinho no navio.

- Joga golfe? - N�o.

- E t�nis? - N�o.

Sabe montar?

Temo que minhas atividades s�o muito limitadas e comuns.

Cuido de meu marido, me ocupo de minha casa em Nova lorque...

cozinho, disco e le�o.

E n�o come, n�o caminha, n�o fala?

Bom, sim.

Muito bem. Ent�o amanh� almo�aremos juntos e logo iremos caminhar...

e falaremos enquanto caminhamos.

De acordo.

Mas se encontrar algo mais divertido para fazer, n�o me ofenderei.

vamos, l� vai o ramo de cada dia.

Cinco d�zias de rosas vermelhas cada manh�.

O quarto de Irene deve parecer uma funer�ria.

- Burhan se est� excedendo com a brincadeira. - Isto deixou de ser uma brincadeira faz dias.

S�rio? Como o explicam agora?

- Voltamos para a teoria do complexo do �dipo. - � absurdo!

Nenhum homem dan�a todas as pe�as com sua m�e, noite ap�s noite.

Bom, sem d�vida � um romance totalmente ins�lito.

Um jovem pr�ncipe, rico e arrumado...

apaixonado por uma simples dona-de-casa n�o t�o jovem.

- por que? Pergunto-me por que. - Talvez se sente atra�do.

Tolices. Irene � ador�vel, mas n�o pode atrair nem a um mosquito.

Algo obtiveram, entretanto.

deixaram em rid�culo o Howard Penetre.

- bom dia. - Ol�.

- Interrompo algo? - Por nada.

S� fal�vamos de sua esposa.

referem-se �s cuidados que Ihe brinda o pr�ncipe azul.

- N�o se preocupa? - me preocupar? por que?

Por isso dizemos a suas costas.

Claro que n�o. Irene e eu estamos acostumados a isso.

E tamb�m nos entendemos e temos confian�a absoluta.

Com sua permiss�o. Donna me espera na quadra de t�nis.

- A� est�o. - Fecha o punho, por favor.

Burhan.

Tem os p�s muito maiores que Howard.

Sempre tem que chamar a ele?

� meu marido.

Se eu n�o soubesse, jamais o adivinharia.

Obviamente, � o �nico em Palm Beach que n�o est� pendente de nossa rela��o.

Porque � o �nico que a entende.

Posso ver.

E qual � sua interpreta��o?

Howard sente que est� farto dos t�picos romances...

e que busca uma companheira tranq�ila que n�o Ihe pe�a nada.

Como se atreve a Ihe insultar?

N�o � um insulto. � a �nica explica��o l�gica.

Devo admitir que escut�-la me acalmou muito.

Suas cuidados inesperados...

me perturbaram o bastante, como ter� notado.

por que perturbaria saber que um homem se sente atra�do por voc�?

Porque n�o sou cega. Neste lugar h� muitos espelhos.

N�o tenho id�ia do que v� quando se olha ao espelho.

S� posso Ihe dizer o que eu vejo quando Ihe miro.

Do primeiro momento me senti atra�do por ti.

Ap�s, tive a oportunidade de Ihe conhecer.

Agora, cada vez que Ihe Miro...

vejo a mulher mais incr�vel que conheci.

Por favor, Burhan. Tenha cora��o.

Tenho um cora��o, e est� cheio de amor e desejo.

A amo, Irene.

N�o, Burhan! Espera.

me ame. Ser� a mulher mais feliz do mundo.

Apenas pense.

Desde minha posi��o, o que vi parecia uma briga de amantes.

Sr. Burnside, tem que me ajudar! � escritor e conhece o Burhan.

- O que aconteceu? Est� a incomodando? - N�o.

� s� que n�o o entendo. N�o tem sentido.

Me d� vergonha diz�-lo...

mas ele afirma que est� apaixonado por mim.

por que Ihe d� vergonha?

Esperava que fosse sincero comigo.

me olhe. Sou uma mulher comum...

tenho mais de 30 anos, n�o sou divertida. N�o sou o tipo de mulher que os pr�ncipes amam.

me diga uma coisa, sente prazer em estar com ele?

Sim, e isso � o que me perturba.

Ver�, meu marido n�o tem muito tempo para estar comigo.

Bom, ent�o, em seu lugar, eu desfrutaria da companhia do pr�ncipe...

e esqueceria das conseq��ncias.

Obrigado, Sr. Burnside.

Segundo fontes n�o oficiais, Burhan alcan�ou os 200 km/h.

- Sim, Irene me contou isso. - Oxal� ganhe a corrida de amanh�.

� hora de jogar p�quer. E o pr�ncipe?

- N�o est� dan�ando? - N�o.

Devem ter ido procurar o xal� de Irene. Tinha frio.

- Obrigado. - Por voc�.

Boa sorte amanh� na corrida. Que retorne s�o e salvo.

Usei os melhores argumentos para me convencer de n�o Ihe amar.

E n�o consegui.

N�o comecemos de novo.

- Podemos ser bons amigos. - Amigos? N�o.

Voc� � a �nica mulher que amei.

Burhan, isto n�o pode continuar assim. N�o quero ouvir...

Sei que voc� tamb�m me ama, mas � muito decente para admiti-lo.

Seu marido n�o a ama. N�o a quer.

se divorcie e se case comigo.

Sinto muito, nunca Ihe ocultei que amo o Howard, n�o me divorciarei.

Olhe, Irene, se n�o se casar comigo, me Mato.

Basta! N�o sabe o que diz.

N�o tem direito de me fazer isto.

De acordo.

Posso Ihe dar um beijo de despedida?

N�o, Sua Alteza.

Se interpretou mal meus sentimentos, lamento-o muito.

Acredito que ser� melhor que n�o voltemos a nos ver.

N�o. N�o voltaremos a nos ver, isso sei.

Perd�o pela interrup��o, querido pr�ncipe...

mas o Sr. Penetre o procura por toda parte.

Esperam-no para jogar p�quer.

Sim.

Obrigado.

E bem? O que passou desta vez?

Diz que se n�o deixar ao Howard para me casar com ele...

- vai se matar. - est� se pondo muito pesado!

- Disse-Ihe que n�o queria voltar a v�-lo. - E isso era o que terei que fazer.

E se ele falava a s�rio?

E se se mata de verdade?

Jamais me perdoaria isso, n�o poderia super�-lo.

Irene, recorda o que voc� mesma me disse.

N�o � o tipo de mulher que um pr�ncipe se apaixona perdidamente.

S� � um novo desafio para ele, e se tivesse ganho...

n�o a teria conservado a seu lado por muito tempo.

� um homem estranho...

de um pa�s estranho.

Se o tivesse conhecido antes de me casar com o Howard...

tudo poderia ter sido diferente.

MORREU O PR�NCIPE BURHAN

Playboy oriental morre em misterioso acidente automobil�stico

por que Ihe ocorreu dirigr a noite em um autom�vel de corrida pela auto-estrada?

Tinha bebido.

- S� queria causar sensa��o. - Foi um suic�dio.

Pela Irene, isso � absurdo.

Deixou-Ihe $28.000 de rosas.

Sr. Penetre, acredito que Ihes conv�m sair por aqui.

O lobby est� cheio de jornalistas e fot�grafos.

Tenho um autom�vel esperando atr�s.

Obrigado. Muito am�vel.

Olhem que atua��o.

A Dama das Cam�lias de Palm Beach.

Quer que todos pensem que se suicidou por ela.

Lamento as decepcionar, senhoritas, mas isso foi o que aconteceu.

Ontem � noite o pr�ncipe Ihe disse que se n�o

se divorciava para se casar com ele...

iria se suicidar.

Passei os tr�s meses seguintes trabalhando na Jamaica.

Quando ia ver meu editor, fiz uma escala na cena do delito.

- Ol�. - Sr. Burnside.

- O que faz em maio em Palm Beach? - estou a caminho de Nova lorque.

Terminei o livro sobre o pr�ncipe e devo admitir que, como escritor...

n�o podia ter pensado um final t�o depressivo.

Sente-se.

A s�rio acredita que se suicidou porque estava apaixonado pela Sra. Penetre?

claro que sim, estou certo disso.

N�o estava apaixonado. Estava quebrado.

Seu iate, seu avi�o e seus castelos estavam hipotecados.

- Sua conta no hotel est� sem pagar. - N�o posso acreditar.

� imposs�vel.

O vi ganhar mais de $28.000 na noite que se suicidou.

O que s�o $28.000 para um homem que deve milh�es?

Era um jogador contumaz.

E a Sra. Irene Penetre com sua empresa de corti�as era a �ltima oportunidade.

- Quer dizer que procurava seu dinheiro? - Sim.

E � uma l�stima que n�o tenha triunfado, era um cavalheiro encantador.

Ent�o, quando Irene o recha�ou...

- se suicidou. - N�o. N�o se suicidou

Morreu por culpa de seu mec�nico...

que desconectou os freios do autom�vel...

sem imaginar que ele iria us�-lo em plena noite.

- Foi um acidente casual? - Sim.

Embora os fatos se ocultaram da imprensa...

por solicita��o da fam�lia do pr�ncipe.

Queriam proteger a reputa��o do rei.

Sei que voc� ser� discreto.

� obvio, n�o vou mudar meu livro nem vou dizer nada a ningu�m.

Salvo � Sra. Penetre. Ela tem direito ou seja.

Deve saber que n�o teve nada que ver com a morte do pr�ncipe.

Estava muito perturbada porque se sentia culpada.

vou visit�-la em Nova lorque.

- Como foi o v�o? - Muito bem. Obrigado.

Bom. Irene vir� em seguida.

Tivemoss um evento de caridade e ela chegou tarde em casa. Uma bebida?

Obrigado.

Ficou muito perturbada depois de Palm Beach.

N�o podia comer nem dormir. Perdeu interesse por tudo e por todos.

temia isso.

Mas agora, gra�as a Deus, est� come�ando a se recuperar.

consegui despertar seu interesse pelas obras de caridade...

- e as organiza��es civis. - Obrigado.

Por certo, pe�o-Ihe que n�o mencione o Burhan.

- Me entender�. - � obvio.

me diga, viu � Srta. Dew ultimamente?

N�o. J� n�o tenho tempo para essas coisas.

Entre minha empresa e o cuidado com Irene, estou muito ocupado.

Nunca me tinha dado conta que Irene precisasse tanto de mim.

Do muito que dependia de mim.

Randy.

Que alegria me d� Ihe ver.

Irene, est� linda.

Obrigado.

Querido, me traz a estola?

N�o ter� frio, meu bem?

- me fa�a um favor, usa o casaco. - Bom, meu amor.

Howard est� muito am�vel e generoso.

- Me deu isso de presente no nosso anivers�rio. - � uma formosura.

Mas trabalha muito.

Roguei-Ihe que tire umas f�rias...

e v� sozinho para Honolul�, mas n�o quer.

- por que n�o vai com ele? - eu adoraria.

Mas estou em meio de uma campanha de caridade. Com lincen�a.

Ol�. Max.

Sim, me interessa financiar a obra.

Mas primeiro tem que me fazer um favor.

Fa�a um teste para o papel principal de Felix Forrester, um ator jovem.

� jovem e muito talentoso, no meu entender.

Bom, direi para Ihe ligar. Adeus, querido.

Terminou seu livro sobre o pr�ncipe Burhan?

- Sim. - Me alegra que o tenha escrito.

Era um homem estranho e apaixonado...

solit�rio, incomprendido, todo um rom�ntico.

Devia nascer em outro s�culo.

- Toma, meu bem. - Obrigado, meu amor.

- vai vir conosco, n�o? - N�o. Tenho outro compromisso.

Mas disse que tinha algo importante que me contar.

Sim?

me esqueci o que era.

- N�o ter� sido t�o importante. - Bom, tudo bem.

A� estavam, eram um casal feliz, e tudo porque acreditavam...

que o pr�ncipe Burhan se havia suicidado por amor a ela.

Lhes tinha deixado um grande legado...

e n�o era eu que iria Ihes roubar isso /i>

Voc�s o teriam feito?

Suponho que se perguntam como escapei.

Por sorte, a minha captora soltou um ponto no momento cereto.

Se por acaso se perderam alguns tombos freudianos da hist�ria...

oferecerei uma breve explica��o.

Irene Penetre era um bicho-tesoura compulsivo

com complexo de madame inferioridade.

Howard Penetre era um tipo extrovertido

que padecia de libido regressiva...

complexo do Edipo, esquizofrenia e muito baixa resist�ncia �s vendas.

O autom�vel esportivo do pr�ncipe sem d�vida simbolizava a sua m�e.

Sempre quis dirigi-la...

e o acidente n�o foi ocasionado por um engui�o nos freios.

O autom�vel tinha problemas psicosom�ticos...

mas j� fez terapia e agora est� muito melhor.

Espero que isto esclare�a tudo.

E agora, o patrocinador vai se dedicar a seu pr�prio simbolismo.

Para isto n�o tenho explica��o alguma.

Espero que o tenham desfrutado. ao Freud teria encantado.

Nos veremos na pr�xima semana, com uma nova hist�ria.

boa noite.

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