All language subtitles for Alfred.Hitchcock.Presents.S02E16.DVDRip.XviD-RLe

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Original subtitles

ALFRED HITCHCOCK APRESENTA: S�RIE 2

Boa noite.

O filme desta noite intitula-se "Pesadelo em 4-D".

Contudo, vai ser apresentado apenas em duas dimens�es.

Pod�amos apresent�-lo em 3-D. Fizemo-lo na Am�rica,

mas os espectadores envolviam-se,

e durante uma das cenas mais violentas,

perdemos metade da assist�ncia. N�o queremos que isso aconte�a aqui.

Neste caso, " 4-D" indica o n�mero dum apartamento,

e "Pesadelo em 4-D", tem a ver com o que se passa no apartamento.

E isso vai j� passar-se dentro de momentos.

PESADELO EM 4-D

Espere! Espere!

Pronto, j� est�.

Obrigada, Sr. Parker. Salvou-me a vida.

- Eu aguento com este. - � muito pesado para si.

- Eu chamo o elevador. - Deixe estar.

N�o sei como consegue.

Isto n�o � nada para quem vivia num rochedo.

J� tinha saudades de a ver. J� l� v�o duas semanas.

Tive a primeira oportunidade... um musical da Broadway!

Come��mos os ensaios na segunda-feira.

Fant�stico... parab�ns.

Vai-se tornar uma grande estrela e esquecer os velhos amigos.

N�o me esque�o de si, Sr. Parker.

� praticamente o �nico amigo que eu tenho.

- Deixe-me carregar no bot�o. - Eu carrego.

N�o imagina como � dif�cil viver sozinha numa grande cidade.

Deixe-se disso. Aposto que companhia n�o lhe falta.

N�o comprou tudo isso s� para si. Champanhe?

Vem c� um amigo esta noite, ajudar-me a ensaiar a minha can��o.

Se eu achasse que vinha � estreia, mandava-lhe um bilhete.

N�o me consegue afastar. Claro que vou!

Levo-lhe isto l� para dentro.

- N�o, eu levo. - Acha que aguenta?

- Aqui tem. - Muito obrigada.

- Foi um prazer. - Adeus.

Como vai, Sr. Parker?

Nunca me senti t�o bem, Charlie. E como vai essa vida?

Sabe como �... garrafas e latas, latas e garrafas...

- N�o passa disso. - � a vida.

- Vai para cima? - Para cima e para baixo...

Vens atrasado.

Estive a ajudar uma jovem com as compras dela.

�s mesmo um escuteiro.

Quem era ela?

- A inquilina do 3-D. - Ah, essa!

Ela p�s todos os homens do pr�dio a fazerem saltos mortais.

Querias que eu deixasse cair aquilo tudo no ch�o?

Pensei que ficasses de cabe�a levantada por causa dela.

Fui apenas um bom vizinho.

O jantar est� quase pronto, Casanova.

Sabes o que me apetecia ao jantar?

- O que era? - Champanhe.

Est�s a brincar?

H� um bocado de xerez usado na comida.

N�o, obrigado.

Est� salva, Miss Elliot. Ainda bem que cheguei a tempo.

Tu e essa maldita quadrilha!

Podes matar-me,

mas lembra-te de que ainda tenho nove balas na Luger,

e levo alguns de voc�s comigo!

- O que aconteceu? - Levaste alguns contigo.

Tive um pesadelo horr�vel.

Tens sempre quando l�s livros destes.

Este era horr�vel... horr�vel.

- Que horas s�o? - Passa da meia-noite.

- Vou ler um bocado. - Aqui, n�o.

Estive a noite toda sentada, a ouvir-te ressonar. Vou dormir.

Eu, n�o. Talvez haja um bom filme na televis�o.

Baixa o volume, sen�o a Sra. Bolton volta a bater no tecto.

Est� bem.

J� vou! N�o acorde o pr�dio todo!

Miss Elliot...

Pe�o muito desculpa pelo inc�modo.

Vi a sua luz na escada de salvamento.

N�o faz mal. H� algum problema?

Sim, aconteceu uma coisa. N�o sei o que hei-de fazer.

Pensei que...

N�o poderia vir ao meu apartamento?

- Agora? - Sim.

S�o duas da manh�.

- N�o pode esperar at� amanh�? - Seria demasiado tarde.

N�o tenho ningu�m a quem pedir ajuda. Em quem possa confiar.

Bom, se � uma emerg�ncia... Deixe-me s� vestir.

N�o h� tempo para isso.

Se me vissem ir ao seu apartamento a esta hora, neste estado...

Todos sabem que � um cavalheiro.

E eu preciso da sua ajuda, por favor.

Est� bem.

Acho melhor acender a luz.

Qual � o problema afinal?

Aquilo.

- Quem � ele? - O Bill Neilson.

- O pianista do 2-A? - Sim.

Estava a ajudar-me a ensaiar, quando aquilo aconteceu...

...e eu n�o consigo mov�-lo.

Vamos deitar-lhe �gua fria em cima.

- Ele n�o esteve a beber. - Porque est� ali ent�o?

- Acho que est� morto. - Morto?!

- Talvez tenha desmaiado... - Levou um tiro.

Com uma arma?

Ali de fora. Ele estava a deitar o champanhe...

...quando algu�m o alvejou ali de fora.

Est� a ver?

- Mas isto � um crime! - Eu sei.

- � melhor chamar a Pol�cia. - N�o, ajude-me a tir�-lo daqui.

E pegar nele?

� demasiado pesado para mim, e o senhor � forte.

N�o pode mexer em cad�veres. Ter� problemas com a Pol�cia.

Eles n�o t�m de saber que ele esteve aqui.

Ningu�m sabe que ele me veio visitar.

Pod�amos lev�-lo para a cave.

N�o me posso envolver num crime. Sou um homem casado.

As pessoas iriam pensar que eu...

E que pensar�o de mim, se o encontrarem aqui?

L� se vai a minha reputa��o.

Se isto se sabe, tiram-me do espect�culo.

E eu j� escrevi � fam�lia a contar tudo sobre o " show".

E agora, isto...

Ajude-me, por favor.

Talvez a gente o possa arrastar para o corredor.

A cave � muito mais segura. Ningu�m vai saber.

Assim, n�o perco o papel.

N�o pod�amos tentar levant�-lo?

Pegue-lhe nas m�os.

Puxe com a for�a que tiver.

Vamos l�.

Vamos vir�-lo.

Agarre-o.

Largue-o agora.

Vou abrir a porta.

Espere.

J� pode vir.

O tapete est� cheio de sangue.

Trato disso depois.

- J� pode larg�-lo. - Larg�-lo?

Nunca mais o conseguia levantar.

Onde est�o as luzes?

Ponha-o ali.

- Atr�s do ba�. N�o � bom s�tio? - Qualquer um serve.

- Vamos embora daqui. - Est� bem.

- Espere. - O que foi?

Temos de dar impress�o de que ele foi roubado.

- Assim, j� n�o suspeitam de n�s. - De " n�s"? Como assim?

- Vou tirar-lhe a carteira. - N�o, por favor!

Francamente!

Miss Elliot...

O que est� a fazer?

- Fique com isto. - N�o quero!

Vamos mas � embora!

N�o sei como lhe agradecer, Harry.

N�o sei o que teria feito sem si.

Acorda, Bela Adormecida. J� passa das oito.

Eu n�o o matei! S� a ajudei a esconder o corpo!

Oxal� o tenhas escondido bem.

Est� na cave, atr�s do ba�.

Tiveste uma sess�o dupla, ontem � noite!

Norma...

...n�o foi um sonho.

Algu�m o alvejou da escada de salvamento.

Havia sangue por todo o tapete.

E em "technicolor", claro. J� te trago um caf�.

Aconteceu mesmo. Eram duas horas, eu ouvi bater � porta...

...fui l� ver e era a Miss Elliot.

Ela esteve aqui a noite passada?

N�o... sim... veio aqui � porta... Era uma emerg�ncia.

E tu l� foste como Sir Galahad, de roup�o e chinelos...

Quis-me vestir, mas n�o havia tempo.

Pensei que um cano tinha rebentado...

E foste ao apartamento dela!

Que podia eu fazer? N�o sabia que havia l� um corpo.

Um homem?

O pianista do 2-A, o Neilson.

Algu�m o alvejou l�.

�s duas da manh� e ningu�m ouviu o tiro?

Eu tinha a televis�o muito alto.

Ela matou o namorado e tu ajudaste-a...

N�o foi ela. O tiro veio de fora.

- E tu acreditaste nisso? - Claro que sim.

Sou c�mplice dum crime. Vou para a cadeia.

N�o te entregues j�.

N�o percebes?

Eu carreguei o corpo para a cave, e escondi-o.

E perdi o cinto do roup�o e tive de l� voltar.

E encontraste-o?

Est� no bolso do roup�o.

Estive quase a acreditar. Foi outro pesadelo.

N�o foi, n�o.

N�o est� no teu bolso. Est� enfiado nas presilhas.

Mas eu lembro-me de o p�r no bolso. Talvez o tivesses tirado.

Eu n�o lhe toquei. Foi outro pesadelo.

Mas a coisa foi t�o real...

Lembras-te de quando sonhaste que tinham assaltado o apartamento?

Tamb�m foi muito real.

Sem d�vida que foi...

N�o dizes isso s� para me acalmar? Achas mesmo que foi um pesadelo?

Porque n�o vais l� abaixo para te certificares?

- N�o quero ir l�! - Harry...

- Bom dia. - Ol�...

- Vai para cima? - Sim.

- Acho que ainda n�o o conhe�o. - Harry Parker.

Como est�, Sr. Parker? Chamo-me Orsatti.

Mudou-se para c�?

Vai gostar. � um bom apartamento, vizinhos simp�ticos...

E � muito espa�oso tamb�m. Dava para se esconder um corpo.

Acho que sim, se algu�m quisesse.

Acho que algu�m quis. Encontr�mos um ali mesmo.

Um cad�ver?

Sim, atr�s daquele ba�. Estou a investigar o caso.

- � detective? - Tenente Orsatti. N�o lhe disse?

N�o, acho que n�o o mencionou.

Um tal Bill Nielson. Conhecia-o?

S� o ouvi tocar piano.

Era um conquistador, pelos vistos. Deram-lhe um tiro... aqui.

Aqui?

Parece que foi morto l� em cima e trazido para baixo, de noite.

Devem ter sido duas pessoas a faz�-lo.

- Vai para cima, Sr. Parker? - Sim, sim...

S�o s� mais umas perguntas. N�o demora nada.

Imagino que se conhe�am. A Miss Elliot... o Sr. Parker.

- Vive por cima, n�o �? - Sim.

- � este o fulano, ent�o? - Sim, sargento.

- N�o sou o fulano, n�o. - N�o vive no 4-D?

Vivo, sim, mas n�o o matei.

O Neilson foi morto entre a 1h10 e a 1h30.

Onde estava nessa altura?

Estava l� em cima, a ver um filme na TV.

Pergunte � minha mulher. Ela sabe disso.

Pelo que nos parece, foi um caso de ci�mes.

O Neilson andava a namorar a Miss Elliot...

Ele s� me ajudava nos ensaios.

- � 1h15 da manh�? - Sim.

Bom, algu�m n�o gostava disso e matou o Neilson.

Encontr�mos um rev�lver no beco, com uma bala disparada. Condiz.

- N�o fui eu. S� o levei para baixo. - Harry!

Isso � muito interessante. Porqu�?

Por causa dela.

- Percebo. - N�o percebe, n�o.

Mal conhe�o a Miss Elliot.

S� a ajudei a carregar as compras, algumas vezes.

Deixe-me ver se percebo.

Tornou-se c�mplice de um crime por uma rapariga que mal conhece?

N�o foi bem assim...

N�o me parece, tamb�m.

A Miss Elliot n�o o matou. N�o acha que sim, pois n�o?

Foi morto no apartamento dela.

Qualquer pessoa podia ter subido pela escada de salvamento.

N�o deixa de ter raz�o.

E se ela n�o o matou, eu n�o sou c�mplice do crime.

Mas mexeu no corpo. Adulterou as provas.

Acho que n�o pensei nisso.

Desculpe eu dizer isto, mas foi uma grande estupidez.

E o Promotor vai querer falar consigo a respeito disso.

Pode-se ir embora.

Miss Elliot, reparou na pessoa que disparou o tiro?

J� lhe disse que n�o.

De in�cio, n�o percebi o que sucedera.

E quando cheguei � janela, J� n�o estava l� ningu�m.

- E n�o imagina quem fosse? - N�o!

Tenho de ir para o ensaio.

Porque voltaste? N�o foste trabalhar?

Encontraram o corpo do Neilson.

Est�s a ouvir? Encontraram o corpo.

Eu sei. J� falaram comigo.

Eu disse-lhes tudo.

Que o levara para a cave e o escondera.

E que disseram eles?

Posso ser acusado de adulterar as provas.

� tudo por culpa dela!

- O tiro veio da escada. - Como � que sabem?

Podia ter sido disparado l� dentro e terem partido depois a janela!

Com � que sabias que a janela estava partida?

Deve ser a Pol�cia.

- Deixo-os entrar? - Que mais podes fazer?

Sra. Parker, n�o me disse a verdade.

Disse que mal conhecia o Neilson.

Descobrimos que o via ami�de, quando o seu marido estava a trabalhar.

Norma, tu n�o...

N�o � o que pensas. Ele era simp�tico comigo.

Pelo menos, n�o me achava enfadonha.

Tu j� nem reparas naquilo que eu visto.

Desde que a Miss Elliot veio para c�, estragou a vossa rela��o.

N�o foi o que aconteceu?

N�o posso acreditar!

N�o acredito que tu...

Foi s� porque eu me sentia solit�ria,

e tu nunca mais me ligaste desde que essa loura chegou.

Mas eu n�o matei o Neilson, e n�o sei nada a esse respeito.

Algu�m deve ter subido pela escada e o matou.

Desculpe, Sra. Parker, mas isso � imposs�vel.

O assassino n�o podia ter subido pela escada,

porque ela � retr�ctil e n�o tinha sido descida.

S� havia uma maneira de ele ou ela poder sair dali.

Era pela janela do seu apartamento.

- Ou do apartamento de cima. - O da Sra. Bolton?

Ela tem 74 anos e sofre de artrite.

Desculpe, Sra. Parker. Tenho de a levar para interrogat�rio.

N�o digas nada, Norma. Arranjo-te o melhor advogado que puder.

N�o interessa o que fizeste. Ainda �s a minha mulher.

� muito digno da sua parte, mas arranje-o antes para si.

Est� detido pelo homic�dio de William Neilson!

- Eu? - Sim!

O senhor tinha o mesmo m�bil e a mesma oportunidade.

Tinha ci�mes dele porque gostava da Miss Neilson e ele venceu-o!

Nunca houve nada entre n�s!

Porque ele chegou primeiro e voc� era casado.

Por isso, matou-o e quase conseguiu que a sua esposa fosse presa.

- Isso � rid�culo! - Ficava com o terreno livre...

Est� a querer entalar-me!

Estive sentado nesta cadeira, a ver televis�o, e adormeci.

Ela podia ter passado por mim.

Pois podia,

mas n�o o fez.

Ela esteve no quarto.

A Sra. Bolton ligou-lhe a queixar-se do barulho da televis�o.

O crime foi cometido enquanto elas conversavam.

Tem mais alguma ideia, Sr. Parker?

Bem me pareceu que n�o.

Pode chamar agora o seu advogado, se quiser.

Isto foi divertido.

Eu s� acho que a Norma n�o foi muito compreensiva.

E agora, chegou a altura de nos separarmos,

mas nada de grandes despedidas. N�o olhe sequer para tr�s.

Quero lembrar-me de si tal como era.

Portanto, at� � pr�xima vez.

Boa noite.

Tradu��o e Legendagem A. S. Rodrigues / CRISTBET, Lda.

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