Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
ALFRED HITCHCOCK APRESENTA: S�RIE 2
Boa noite, senhoras e senhores
e f�s da televis�o espalhados pelo ch�o da sala de estar.
O drama desta noite intitula-se "O Algemado"
e conta com um par destas bonitas e �teis pulseiras da sorte.
Estas algemas s�o um adere�o
feito para que a pessoa se consiga libertar facilmente.
Como devem saber, elas n�o s�o usadas s� para algemar m�os.
Tamb�m resultam muito bem em pernas. Regardez.
Enquanto me tento libertar, � melhor darmos in�cio � nossa pe�a.
Senhoras e senhores, "O Algemado".
O ALGEMADO
Est� prestes a partir o comboio com destino a Bakersfield,
Tulare, Fresno, Merced, Martinez,
Richmond, Berkeley e Oakland. Embarque no cais n�mero 3.
- Deseja caf� agora? - N�o h� pressa, minha querida.
- Quero caf� agora. Bem forte. - E com isso, meu amigo,
acertou em cheio no problema dos nossos dias:
N�o h� tempo para p�r natas no caf�.
� uma pena estar escuro. Nunca atravessei o Vale de S�o Joaquim.
Ia gostar da vista.
- Eu fa�o isso. Quantos quer? - Dois, por favor.
A conta.
Seja um amigalha�o, Sargento. D� uma grande gorjeta.
O que foi que fiz? N�o � o que gostava de perguntar?
E ser� que sou mesmo culpado?
Ficaria desapontada. Apenas roubei aos ricos para ajudar os pobres.
Mas as autoridades tinham um argumento irrefut�vel:
Segundo eles, o �nico pobre que eu estava a ajudar era eu pr�prio.
Vamos, Fontaine, est� na hora de ver as vistas.
Vou algem�-lo outra vez, Fontaine.
Come�o a suspeitar que o Sargento n�o confia em mim.
O meu sobretudo, por favor.
Obrigado.
Jovem, ser� que me pode ajudar com a minha mala?
Com todo o gosto.
Ser� que o Sargento pode dar uso � chave?
Muito obrigada. Foram muito am�veis. Obrigada. Muito obrigada.
- Pum, pum, pum! - P�ra com isso.
Acabaste de cometer um erro terr�vel. Alvejaste um fiel servidor da lei
e deixaste escapar um criminoso muito perigoso. Diga-lhe, Sargento.
- Acabe com isso, Fontaine. - N�o, ele tem de saber.
- Cuidado! - J� chega.
Vamos.
� aqui, Fontaine.
Sargento, se precisar de alguma coisa, chame o bagageiro.
- N�s ficamos bem. - Vou mostrar-lhe o bot�o.
� aqui. Se eu puder ajudar, � s� dizer.
Se precisar de ajuda com o prisioneiro, eu teria gosto...
Porque n�o o nomeia seu ajudante, Sargento?
Est� tudo sob controlo.
Ent�o n�o vai precisa de mim, pelo menos por enquanto.
N�o. Muito obrigado.
O nosso amigo revisor � um bom cidad�o.
Devem ser resqu�cios do velho Oeste.
Ainda h� quem tenha saudades dos linchamentos.
Sim?
Esqueci-me de lhe mostrar como funciona a fechadura.
Sabe, pode fech�-la por dentro.
Se tiver de deixar o prisioneiro sozinho durante uns tempos,
tamb�m pode tranc�-la pelo exterior.
A janela est� selada e o vidro � inquebr�vel.
Seja como for, entre as esta��es andamos a 130 km/h.
Se ele se atirasse daquela janela,
os peda�os do corpo ficariam espalhados ao longo de 8 km da linha.
Tenho muita experi�ncia em levar prisioneiros para Norte.
Nunca os perco de vista at� os entregar na pris�o.
Seja como for, este � esperto.
Sabe que o destino dele � a pris�o de San Quentin.
Ele foi condenado � c�mara de g�s?
- N�o d� para ver? - Chega, Fontaine.
Fico violento de seis em seis horas. Sinto um insaci�vel desejo de sangue.
- Pare com isso! - Trouxe o soro, Sargento?
As injec��es t�m sido uma d�diva. Fico quase 2'4 horas sem matar.
Basta. Feche a porta e n�o a abra.
Ou�a, Fontaine,
j� o avisei esta tarde quando o fui buscar.
Arme-se em esperto comigo e n�o esquecer� esta viagem.
Vai verificar novamente?
- A prop�sito, que nome d�o a isso? - Bota do Oregon.
- S� h� tr�s em Los Angeles. - E o Sargento tem uma delas.
- S�o sempre t�o pesadas? - 18 kg � o peso normal.
Se correr, parte-lhe a perna. Os parafusos est�o no interior.
S� esta chave consegue rod�-los. Tem uma rosca especial na ponta
que encaixa nas roscas dos parafusos.
O Sargento interessa-me.
A sua efici�ncia, a sua dedica��o, a sua determina��o.
Deve ter ta�as em casa... ou ins�gnias, provavelmente.
Tem ins�gnias, Sargento? Por servir a lei com lealdade e zelo?
- Gosta de carros desportivos? - Gosto de ler sobre eles.
- J� conduziu algum? - J�.
Um amigo meu, muito rico, comprou um carro de corridas
e deixou-me conduzi-lo. - S�o uma beleza, n�o s�o?
- S�o. - Eu j� tive um carro desportivo.
Claro. Tal como os cem mil d�lares que era suposto ter amealhados.
Eu estava a tentar ganhar outros cem mil. Tinha uma ideia brilhante.
Ser ganancioso n�o compensa, pois n�o?
Pergunte ao psic�logo da pris�o. Ele sabe responder a tipos como voc�.
Acho que vai conversar muito com ele nos pr�ximos dez anos.
Sabe o que ele diria? Que a vontade de roubar corre no sangue de todos.
Mas a maioria tem medo de ser apanhada.
Esses s�o os que trabalham com afinco, os burlados, os retr�grados.
E depois h� os que fazem pela vida.
Eles lucram com a vontade de roubar que nos est� no sangue.
Poupe-me, Fontaine.
De vez em quando, um trabalhador esfor�ado torna-se esperto.
Ele passa para o lado dos que fazem pela vida.
E se o fizer sem ningu�m saber, sem ser apanhado,
tem a vida feita. O Sargento pode ser um desses homens.
Veja o que tem no bolso do casaco. No bolso interior.
N�o tente truques comigo. Ser� entregue j� sem vida.
S� sugeri que visse o que tem no bolso. Encontrar� um envelope.
Abra-o.
N�o percebe como � que isso foi parar ao seu casaco, pois n�o?
N�o estava aqui ao jantar. Deve ter sido quando embarc�mos...
- A velhota. A velhota da mala. - V�?
J� come�a a pensar como um dos que fazem pela vida.
Ou�a, Fontaine. Matei tr�s homens desde que trabalho para o Xerife.
N�o dormi durante uma semana depois de matar cada um deles
e nunca me esqueci da cara deles quando os matei.
Mas matei-os no cumprimento do dever e eles ficar�o enterrados muito tempo.
N�o se preocupe, a velhota n�o vai entrar aqui.
Ela � completamente inofensiva.
Talvez seja a melhor carteirista de Los Angeles, mas � inofensiva.
Quando ergueu a mala, ela colocou o envelope no bolso.
Pois �, � uma chave. A chave da mala que a ajudou a levantar.
Dentro da mala est�o 50 mil d�lares. S�o seus.
Sim, eu tenho cem mil d�lares. Estou a dividi-los consigo.
Claro que para rodar essa chave, tem de rodar outra chave primeiro:
A chave que tem na algibeira.
A chave que abre esta bota.
Eu sei que n�o � f�cil. Pense bem. Tem a noite toda.
- J� tinha isto tudo planeado. - Nem por isso.
N�o sabia quem seria o felizardo.
Achei que quem quer que fosse usaria um fato de pronto-a-vestir
comprado numa feira, teria os saltos dos sapatos gastos,
e viveria do cr�dito.
N�o � dono de nada, s� de bocados de coisas.
Um bocado de um carro barato, um bocado de uma geladeira,
um bocado de uma mob�lia de quarto de cama.
E tudo aquilo de que ele � dono de um bocado j� est� a cair aos bocados.
Mas ele continuar� a pagar, m�s ap�s m�s, porque ele � assim:
Um bocado de um homem.
Mas o Sargento n�o � o homem que eu acabei de descrever.
V�-se que tem imagina��o, ideias.
Voc� tem o dom da palavra, mas n�o me convence.
Acha que � a primeira vez que um vadio como voc� me tenta comprar?
A sua perspectiva est� distorcida. N�o estou a tentar compr�-lo.
Estou a oferecer-lhe o tipo de vida que nunca conseguir� ter sozinho.
Estou a salv�-lo da escravatura, tal como fez Abraham Lincoln.
- Sabe o que disse Lincoln? - "H� 87 anos... "
"E agora t�m-no aferrolhado com uma fechadura de cem chaves,
que nunca poder� ser aberta ser a coopera��o de todas as chaves. "
Lincoln estava a falar dos escravos. Mas, de certa maneira,
sinto que estava a falar comigo... e consigo, Sargento.
E que n�s devemos dar-lhe ouvidos e aproveitar a oportunidade.
Tal como disse, n�o tenha pressa.
Bakersfield.
- N�o est� curioso? - A curiosidade matou o gato.
Desta maneira, quando o encontrarem no carro e a mim a monte,
n�o haver� raz�o poss�vel para suspeitarem de si.
Por exemplo, basta prender a chave ao seu chaveiro.
Toda a gente anda com chaves no bolso.
A sua amiga carteirista...
- Vai-se embora, n�o vai? - Vai.
Sem a mala, certo?
Est� a pensar na mala e nos 50 mil d�lares. Os seus 50 mil.
Para que possa visualizar a cena, a mala fica onde ela a deixou.
Quando vierem limpar a carruagem, v�o encontrar a mala.
A mala n�o parecer� conter grande coisa e est� trancada.
Entreg�-la-�o nos perdidos e achados. Pode ir busc�-la dentro de dias,
ou, se estiver ansioso, v� busc�-la quando estiver preparado.
Espera que eu acredite que ela deixou 50 mil d�lares na prateleira?
Repare como est� a pensar positivamente. N�o disse,
"Fontaine, sei que n�o est�o 50 mil d�lares dentro de uma mala".
Voc� disse, "Como � que ela se p�de ir embora e abandonar o dinheiro?"
N�o me diga o que penso. Sei que n�o h� dinheiro nenhum l� atr�s.
E se houvesse, a minha inten��o seria entreg�-lo ao Xerife.
Fa�a isso, Sargento. Fa�a isso.
Como confiar em mim? Um condenado, um burl�o. Qual ser� o meu esquema?
A sua mente est� a viajar mais depressa
do que aqueles carros desportivos com que sonha.
Basta! Estou at� aqui de ouvi-lo. Cale-se!
Porque n�o vai dar uma vista de olhos?
Lembra-se do que o revisor disse? 130 km/h entre esta��es.
Com o Stephen Fontaine espalhado pela paisagem
se tentar saltar pela janela. E n�o se esque�a da porta.
Tranca-se por fora.
E a minha... Como se chama? Bota do Oregon.
Muito bem, Fontaine. Pago para ver esses seus 50 mil d�lares.
N�o s�o meus, Sargento. S�o seus.
Billy, p�ra com isso. Est� caladinho.
Hei-de receber uma recompensa quando o devolver.
Claro que sim. Talvez uns chorudos quinhentos d�lares.
Vejamos... dois, talvez tr�s filhos. Estou certo?
- Quatro. - Quatro!
Os quinhentos d�lares servir�o de muito.
O que far� com eles?
Um grande fim-de-semana com a mulher e os filhos no carro da fam�lia?
- Ou pagar� as contas? - N�o falo da fam�lia com estranhos.
Ent�o, n�o fale. Recoste-se e ou�a porque a hist�ria da sua vida
est�-lhe escarrapachada na cara.
Nunca passou das Montanhas Rochosas
nem atravessou a fronteira. Nunca viu um espect�culo da Broadway,
nem tomou o pequeno-almo�o na cama num hotel,
nunca viu uma tourada em Espanha. - Ou�a, posso n�o ter viajado,
mas tenho uma coisa que voc� nunca ter�. E voc� nem percebe o que �.
Percebo, sim. Tem auto-estima, n�o �?
E uma mulher que reconhece os seus passos pelo som.
E quatro filhos que gritam de alegria quando o pai aparece no calhambeque.
Voc� n�o sabe do que fala.
Est� a falar de coisas cujo valor desconhece.
Se calhar, tamb�m quero essas coisas que voc� tem.
Se calhar, quero outra oportunidade para ter aquilo de que fala.
Ter� essa oportunidade daqui a 10 anos.
Sargento, n�o posso ir para a pris�o!
Dentro de uma hora paramos em Richmond. Apanhamos um t�xi,
oferecido pelo Xerife. Depois apanhamos o ferry para San Quentin.
Atracamos num pont�o. Dizem-me que o pont�o � pequeno.
N�o me parece pequeno, a caminhada � longa.
Mas os tipos que levei pelo pont�o at� aos port�es da pris�o
dizem que o pont�o � pequeno. Talvez voc� n�o ache. Veremos.
Parece o pont�o de Palma de Maiorca. Conhece Palma de Maiorca?
N�o h� lugar mais bonito ou saud�vel para umas f�rias com a sua mulher.
Rockwell, preste aten��o! Eu posso dar-lhe isso.
Posso torn�-lo realidade. Posso compens�-lo por todos os insultos,
por todas as reprimendas, por todas as concess�es.
- S� precisa de coragem. - Coragem?
Muito bem...
E se eu garantir que nunca suspeitar�o que me deixou fugir?
E se eu fizer as coisas de maneira a que n�o possam desconfiar?
O seu nome e o seu trabalho ficam a salvo, e voc� fica com 50 mil d�lares.
Como?
Sugiro dar-lhe um tiro com a sua pr�pria arma.
Quando entrarmos na esta��o e o comboio apitar, eu disparo.
- O apito encobrir� o disparo. - Como tenciona pegar na minha arma?
Ent�o, Sargento... Voc� vai algemar-me e, de repente, eu agarro na arma.
E depois?
Eu respeito-o muito, confio em si. Voc� est� a aprender a confiar em mim.
Quando eu tiver a sua arma, dou-lhe um tiro. S� de rasp�o.
O bra�o ficar� magoado, mas os 50 mil d�lares curar�o isso num �pice.
Deixo-o aqui estendido no ch�o.
Ningu�m suspeitar� que se deixou alvejar como parte de um plano.
Muito bem. Suponha que tem a arma.
E se decide ficar com o dinheiro todo?
Quer dizer, se eu o... N�o, Sargento. Sou um condenado, n�o um assassino.
Dez anos s�o uma coisa, a c�mara de g�s � outra.
V�o ter compaix�o de si. Ser� bem tratado.
E depois pode ir buscar a mala aos Perdidos e Achados.
J� tentou levantar alguma coisa nos Perdidos e Achados?
Vai identificar uma mala espec�fica
que sabe descrever e da qual s� voc� tem a chave.
Acredite, Rockwell, nada lhe pode acontecer.
Richmond! Richmond!
Sargento, estamos a chegar.
Est� tudo bem, Sargento. N�o vai doer nada.
- Isto tamb�m n�o vai doer. - Rockwell, n�o h� truque nenhum!
O dinheiro � seu! Dou-lhe o dinheiro todo!
A bala!
Pelo menos, j� posso ir para casa.
Espero ter a m�o livre da pr�xima vez que me virem.
Se assim for, deveremos poder apresentar outra hist�ria.
Sintonizem-nos e vejam com os vossos olhos. Boa noite.
Tradu��o e Legendagem Alexandra Brum / CRISTBET, Lda.
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.