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Original subtitles

Fala o Matthew. Deixe mensagem.

Olá, Matthew. Sou eu, outra vez.

Peço muita, muita desculpa. Por favor, liga-me para falarmos, sim?

Adoro-te. Volto a ligar daqui a umas horas.

Tiveste sorte?

Não ligava tanto a um rapaz desde...

Na verdade, nunca liguei tanto a um rapaz.

Sempre fui muito despreocupada.

- É verdade. - Sim.

- Sabes o que te vai animar? - O quê?

Olha para aquilo.

Sei que estás entusiasmado, mas tenta ser descontraído.

Não te preocupes.

- Bom dia, pombinhos. - Olá, D.

Olá, como estão?

A única coisa que pode melhorar este belo dia

é ver um glorioso casal birracial.

- Certo. - Não fui descontraído, pois não?

- Nunca és, amor. - Raios.

Está um dia tão bonito. Devíamos ir à praia.

Vá lá. Faz gazeta comigo.

Não posso.

Só me quero deitar numa toalha enquanto dizes que sou bonita

e me pões protetor solar no rabo.

Tenho de trabalhar.

Para com isso!

- Vivemos juntos há demasiado tempo. - Antes, fazíamos gazeta a toda a hora.

Lembras-te de quando roubámos o carro do teu amigo

e fomos a um restaurante muito chique?

E, depois, ele estava num desfile.

- Não, isso é O Rei dos Gazeteiros. - Podes crer.

Vimos o filme e imitámo-lo.

Bem, ele já não é assim. Este Sean é um grande cortes.

Calma aí, avó, estás a exagerar.

Não te vejo por aí na farra.

Pelo menos, quando tinha a tua idade,

eu metia-me em todo o tipo de cenas doidas.

- O que se passa? - Tenho de ir trabalhar.

- Amo-te, querida. - Adeus, amor.

- Também tenho de ir. - Até logo.

Espera, já entraste na universidade.

Faltas à escola, e bebemos umas margaritas?

O meu pai está atrás de ti.

- Cafés. - Ouço-vos às duas.

Tenho um teste sobre o Renascimento. É a minha época preferida.

Croma!

O que se passa com esta gente?

Tentei dar o exemplo como um caso perdido.

Também é uma desilusão para mim.

Falei com aquele psicofarmacologista que recomendou...

- Sim. - ... sobre poder começar

- a tomar um antidepressivo. - Muito bom.

Também lhe disse que temos trabalhado para eu sentir os meus sentimentos.

E, por falar nisso,

ontem deixei-me chorar a ver um vídeo

de um leão que volta a ver o tipo estranho que o criou.

Estou orgulhosa.

Na verdade, gostaria de voltar a falar

de uma coisa sobre a qual falou, na noite de jogos.

Os dois amigos com quem sai, às vezes,

quando se sente mais triste.

O Xanax e o Tinto.

Adoro o Xanny e o Tintinho.

Pois, mas esses dois não devem ser amigos.

Como eu e a minha amiga Vanessa no sexto ano.

Não podíamos ficar juntas porque era o disparate total.

As nossas notas baixavam, ficávamos de castigo

e a Jada Robinson ficava sem calças.

- Porquê? - Ela é que pedia.

Tinha orgulho no rabo dela.

Mas o que quero dizer é que esses dois são uma má combinação.

A solidão torna-se uma profecia autorrealizável

quando a pessoa se isola e automedica.

Se for esse o caso, Maya, ligue-me. Está bem?

- Está bem. - Ótimo.

- Quer saber o que me faz chorar? - O quê?

Os vídeos daquele juiz desiludido do Ohio que não obriga os réus

a pagar as multas, se tiverem vidas difíceis.

Sim.

Sonho que ele é meu pai.

Ela tem uma depressão grave

e automedica-se porque acha que os amigos a abandonaram.

E ficas feliz com isso porque és uma sociopata?

Não, porque é isto que devo fazer.

Sinto-me como a Beyoncé quando soube que tinha de seguir a solo.

- Pois. - O Paul vai reformar-se,

e estou sempre a pensar que, um dia, posso abrir uma clínica minha.

Seria um retiro em regime de internamento

com reabilitação e terapia de grupo.

Sei que agora estou só a sonhar, mas, sinceramente,

só de pensar nisso fico mesmo muito excitada.

- Sim? - Sim.

Ajudar as pessoas a resolver problemas faz-te cócegas no primeiro piso?

Como se tivesse ficado com o pé dormente, mas à volta da passarinha.

- Sim. - Bem,

eu já tive vários problemas.

Cenas sombrias, cenas de negros.

Certo.

O que estás a fazer?

- Quero-te na bancada. - Há outras formas...

- Há? Vamos a isso. - Não. Eu faço.

- De certeza? Sim. - Sim, eu faço. Adorei o esforço.

- Sim. Conta-me mais. - Pois.

É uma longa história, mas fui a primeira criança no Alerta AMBER.

Merda! Isso é sensual.

Ouve, temos muito que fazer antes de pendurares o teu pulôver,

mas eu vou ajudar-te em tudo.

Na transferência de pacientes, a tratar dos registos,

dando um fim poético a uma carreira perfeita.

Depois de me fazerem sentir culpado, vou ajudar na parte legal.

Então, como és proprietário do edifício,

tens de pensar num acordo de seguro,

caso a Gaby e o Jimmy continuem a trabalhar aqui.

Ou podes transferir o imposto predial.

Estou a aborrecer-te?

Bem, vão-se foder, os dois.

A Meg vem cá passar o fim de semana. Eu... É...

Céus! Pais de meninas.

Podemos passar um bocadinho

a falar de como criaram mulheres fortes que adoram os papás,

mas não ao ponto de namorarem homens mais velhos?

Porque, bem, os velhotes são nojentos.

Sem ofensa.

Algum de vocês, idiotas, me pode levar ao aeroporto para ir buscar a Meg?

Claro. Tudo o que precisares.

Se tenho de ir, escolho a música.

Está bem.

Valjean, por fim Vemo-nos tal como somos

"Monsieur le Maire" Usará outro colar

Antes que diga Mais uma palavra, Javert

Antes que me agrilhoe Como um escravo, novamente

Ouça Há uma coisa que devo fazer

Esta mulher deixa uma filha doente

Por ela, só eu posso interceder

Por misericórdia De três dias unicamente preciso

E, depois, voltarei

Tem a minha palavra que eu voltarei

Deve achar-me doido Persigo-o há anos sem fim

Homens assim não mudam

Um homem como você

- Acredite no que quiser - Homens assim não mudam

- Há um dever que jurei cumprir - Homens assim não mudam

- Nada sabe da minha vida - Não, 24601?

- Apenas roubei um pão - O meu dever é com a lei

- Aviso-o - Nada sabe sobre

Javert!

- Nasci numa cadeia - Não há nada que não faça

- Rodeado de escória igual a si - Se o tiver de matar

- Também venho da sarjeta - Farei o que tiver de ser feito

Vocês inventaram isso?

- Sim, exato. Inventámos tudo. - Sim, inventámos.

TERAPIA SEM FILTROS

Paul, quantas despedidas comoventes já te fez o Jimmy?

Demasiadas.

Não é de propósito, está bem?

Só que, agora, sempre que me despeço, é tudo mais emocional.

Vou guardar a minha para quando te fores mesmo embora.

Mas aviso-te já que tens de me dizer o quanto me adoras

e o quanto influenciei a tua vida e a tua rotina de cuidados da pele.

Adoro a manteiga de coco.

Tens mãos de 25 anos.

Puto, fazes uma folha de cálculo

para eu me manter a par do encaminhamento dos pacientes?

Sem problemas. Por ti, tudo.

- Até logo. - Adeus, Paul.

Credo.

Raios.

"Por ti, tudo"?

Embora quase entenda a tua necessidade de estares ao dispor

do teu rei cessante,

ouve algo de quem já cuidou muito dos outros.

Isto não vai correr como imaginas.

Gab, não espero muito.

Nos próximos meses, quero segui-lo para absorver ao máximo a excelência dele.

Talvez escrevamos juntos um artigo.

Depois, no último dia dele, gostaria muito que ele me olhasse nos olhos e dissesse:

"Obrigado, Jimmy, pois também aprendi uma coisa contigo."

Pois.

Os velhotes são bons em duas coisas:

espalhar vírus informáticos e dar as merdas como certas.

Por exemplo, agora, a minha mãe está em minha casa

porque a enfermeira que contratei para ela foi de férias com a família.

A vaca nem me pediu.

Cheguei a casa e lá estava a minha mãe, na cozinha,

a fritar peixe de t-shirt e cuecas.

Sabes o que é pior?

Há pior do que peixe em cuecas?

Nunca receberás o agradecimento com que sonhas.

Espero no gabinete?

Dan, olá. Venha cá.

- Olá. - Olá, Gaby.

Força.

Gaby.

O que vai fazer nas festas?

Que festas?

As que escolher?

Pronto. Temos de trabalhar mais a conversa de circunstância, mas foi um bom começo.

- Obrigado. - De nada.

Quem precisa de um agradecimento do Paul se o acabei de receber do Dan?

Sei que querias receber em Taco Bell,

mas achei que seria complicado andar e comer,

portanto, trouxe-te este gancho com um taco.

Céus! É tão fofo.

Sim, deixo passar.

Estás muito bem-disposta.

Nem imaginas.

Se me falares de um problema sombrio,

eu talvez rebente de alegria.

Acho que não sou divertida.

A razão para ser uma mini-adulta prudente é sabida, mas já passou tanto tempo.

E se, agora, eu for mesmo assim? Aborrecida.

Tenho uma boa notícia.

És gira, logo, podes ser um bocadinho aborrecida.

E uma notícia ainda melhor? Não és aborrecida.

Além disso, na universidade, podes reinventar-te.

- No primeiro ano, tentei ser feiticeira. - Como correu?

Foi o máximo. Eu ficava uma brasa de capa.

Não estou a sentir a cena da feitiçaria.

Vês como sou foleira?

Não. Não vou concordar contigo, entendes?

Tu és forte. Podes ser quem tu quiseres.

Só tens de dizer: "Que se lixe." E tens de tentar umas cenas.

Não me digas o que fazer, cabra.

- Não, não consigo. - Não, continua a tentar.

Talvez menos mandona e mais alegre. Ou sabes imitar algum sotaque?

Olá, sou a Alice. É um prazer.

É difícil manter esse durante quatro anos.

Acho mesmo que devias tirar esta noite de folga.

Esta festa parece brutal. É num armazém fixe, na baixa.

E aposto que ela se vai vestir de forma mesmo provocadora.

Vamos ter tanto frio.

- Não gosto que vocês sejam amigas. - Vá lá.

Não vens nem só esta noite para nos divertirmos como antes?

Eu alinho. Não interessa o que é, eu vou.

Adoro essa tua versão.

Vá lá, meu.

Sim, todos sabemos que só queres a noite de folga.

Claro que quer a noite de folga.

Graças a ti, o Jorge não tem vida nem uma cara-metade.

Ele precisa de uma V.

Ou uma P. Desculpa, não sei qual é.

Nesta altura, qualquer uma.

Vá lá, Sean, só desta vez. Vamos dizer: "Que se lixe!"

Que se lixe.

- Que se lixe. - Que se lixe.

Que se lixe.

Que se lixe.

Sim!

Deixei uma mensagem ao Matthew a tentar suborná-lo com um churrasco.

Boa. Ele gosta de hambúrgueres e entrecosto?

Gosta de misturar álcool e fogo.

- É uma mistura divertida. - As festas precisam de tensão.

Ele mandou-me esta mensagem.

"Não consigo. Estou ocupado a ser um cabrão vergonhoso."

Ainda tens mais saudades, agora que ele usou as tuas palavras contra ti?

Eu ensinei-lhe isso.

- O quê? - O grelhador precisa de 20 minutos.

Vocês deviam ter um bebé.

Podias ter feito alguma transição.

Ainda bem que alguém o disse.

Se não tiverem um bebé, a nossa amizade vai acabar no espaço de um a três anos.

Podem fazê-lo, por favor?

Vocês estão a falar a sério? Liz, manda-os parar.

Respondam à pergunta.

Terão todos de esperar.

Eu e a Gaby concordámos em não falar de casamento ou de bebés

até dia 1 de janeiro de 2027.

Chamamos-lhe Operação Calminha.

Bem, respeito os vossos limites.

- Graxista. - Quem quer saber?

Temos de ir buscar gelado?

Mais uma vez, precisava de transição.

Estás a poupar nas palavras, é isso?

Certo... Gaby, queres vir?

Sim, afastem-me destes sacanas intrometidos.

Bem, foi uma saída muito suspeita.

Vão fazer um ménage à trois?

Porque não me convidaram? Sou divertido nisso.

Estou sempre a falar e nunca é estranho.

Bem, estamos aqui três.

- Não. - Exausto.

Estava a brincar, obviamente.

- Querido, tem calma. - Já disse que não.

Certo, tenho de ser sincera.

Esta geladaria precisa de obras.

Não seria incrível para a tua clínica?

Certo, precisa de algumas obras,

mas tenho um amigo imobiliário que te faz um bom negócio.

Sim. É tranquilo, espaçoso, pouco assombrado.

São tontos.

O lugar é perfeito, mas a clínica é um sonho.

Pois, mas não tem de ser.

Digo-te, posso arranjar uns investidores.

Nós conseguimos fazer isto.

Falo com esses outros terapeutas.

Mas duvido que algum seja tão bom como o Paul.

Bem, isso é verdade, mas vai ficar bem.

Prometo.

Temos uma visita.

Olá, querida. Não sabia que vinhas cá.

Vim buscar uma caneca para lhe fazer um chá.

Está bem, eu vou pousar o telemóvel e abraçar a minha filha,

mas não me importo de não narrar o resto da minha vida.

Pai, preciso de um favor.

Sim?

O Dave esqueceu-se de arranjar fotos para a árvore genealógica do Mason,

- apesar de saber que tinha de o fazer. - Separa-te.

Não falha.

Enfim, podemos ir ao teu armazém procurar fotos antigas de família?

Tenho outro paciente.

- O teu chá. - Obrigada.

- Jimmy? Já acabaste por hoje? - Sim?

Sim, acabei a tua folha de cálculo

e ia a um churrasco a casa da Liz, se vocês quiserem vir.

Nunca. Podes fazer-me um favor?

Vai ao armazém com a Meg e traz as minhas notas sobre o Reggie.

Ele está nervoso com a minha reforma porque sou muito bom no que faço.

Quero mostrar-lhe o progresso dele.

Pai, eu posso trazer-te as notas.

Não. O Jimmy traz.

Podem ir juntos.

- Ele apontou para a minha cara. - Eu vi.

Porque ele gosta de mim.

Eu disse-te, meu. Eu vi logo.

Ela quer que eu seja um tipo que já não sou.

Tenho de ir a uma festa num armazém.

O que devemos vestir para uma festa à noite num armazém?

Calções curtos e alpercatas sem meias.

Nem sei porque concordei.

Ela cheira tão bem.

Foi por isso.

A Julie cheira a um carro novo.

Adoro o cheiro a carro novo.

Isso é bom. Odeio isto.

- Porque diabo estás a rir? - Porque é o que esperava que acontecesse.

Tens a tua rotina. És um sacana teimoso.

Diz o roto ao nu.

Gosto do que essa miúda te faz. Facilita o meu trabalho.

Às vezes, toda a gente precisa de alguma perturbação.

Que se lixe a perturbação, meu. Gosto do meu horário.

Abro ao almoço e ao jantar,

às segundas, terças, quartas, quintas, sextas e sábados.

Aos domingos, não, porque é só brunch.

Então, quando cagas?

Acabei de te dizer. Ao domingo à noite.

Ouve, agora, trabalhas para mim. Tu vais a essa festa.

Pensa nisso como uma prova de fogo daquilo que tu és capaz.

Qualquer pessoa tolera qualquer coisa durante uma noite.

A Julie obrigou-me a ir jantar a casa de uma amiga.

Uma casa onde não se andava calçado.

Aberrações do caraças.

Odeio trabalhar para ti.

Fizeste asneira. Deixaste um catalisador entrar na tua vida.

Não há nada mais assustador do que ter alguém de quem gostamos

a arrancar-nos da nossa zona de conforto.

Ele disse "nós" sem o meu consentimento.

- Ordinário. - Não.

- Sim, sobre a minha clínica. - Espera, tu tens uma clínica?

Não, Liz, é uma clínica imaginária. Vê se acompanhas.

Não posso causar mais drama por me estar a passar, depois do Dia de Ação de Graças.

Sabes que mais? Fica com o meu telemóvel, caso eu tente ligar-lhe para o deixar.

Sabes, às vezes, acho que precisas de um terapeuta.

Brian, eu tenho uma terapeuta, e todas as semanas falamos sobre isto.

Tu tens um terapeuta?

Tinha, mas ele disse que eu já não precisava.

Isso nunca aconteceu.

Preciso de reunir o meu círculo próximo e entrar no mar.

Mas não literalmente, como o Derrick. Isso devia ser só uma metáfora.

Tão verdade. Vou chamar toda a gente, menos a Aliyah.

Liz, não brinques. Preciso do círculo todo.

- Círculo? Quero estar no círculo. - Última hora, mãe.

Quem critica sempre a minha postura não entra no círculo.

Tu é que perdes. E endireita as costas.

Está bem.

Sabem, aposto que aquele sacana falou no plural de propósito.

- Cá vamos nós. - Ele encontrou uma brecha

para atacar a Operação Calminha.

É diabólico.

Ele é um génio belo e malvado.

Sabem que mais? Dá-me o meu telemóvel.

- Este? - Sim, esse telemóvel.

Não.

- Dá-me o telemóvel. - Não.

Dá-me o telemóvel.

- Não. - Não lho dês, Liz!

Não lho dês!

Liz, não tem piada. Dá-me o telemóvel.

- Não lho dês! - Dá-mo. Liz, dá-me o telemóvel!

- Não. - Dá-mo.

Não corras em minha casa.

Certo. O primeiro a encontrar o que procura pode ir-se embora.

Sem dúvida.

- Encontrei as fotos. - Vai-te lixar.

Quero ir-me embora, mas tenho pena de ti.

Vai à vontade. Eu fico bem.

A menos que insistas.

- É muito importante para mim. - Boa.

Procura alguma coisa que diga ficheiros de pacientes, não sei.

Certo.

Céus, pai. Isto é um arpão?

Sim, é de há uns tempos.

O teu pai comeu um abalone num restaurante de sushi e gostou tanto

que decidiu apanhar um só para ele, a fazer snorkel em Catalina.

O arpão é porque ele estava convencido

de que havia um leão-marinho que o queria apanhar.

Não. Ele não o matou. Na verdade, tornaram-se amigos.

Não é isso. É que sabes muito mais do que eu sobre o meu pai.

És praticamente o meu irmão adotado.

Sim.

Bem, se te faz sentir melhor,

o meu próprio pai também é um mistério para mim.

Podemos dizer que ele é emocionalmente fugidio.

Que bela maneira de dizer que ele não prestou.

Sabes, tem piada. Eu sou completamente o oposto.

Mas, ultimamente, dou por mim a desejar não estar tão agarrado à Alice.

Ela vai para a universidade. Custa-me fingir que não me está a matar.

A tua filha vai partir, e o meu pai também.

Como estás a lidar com isso?

Estou bem.

Sim. Ele ainda estará disponível.

Vou pedir-lhe conselhos.

Talvez ele me apresente ao leão-marinho.

Chama-se Julian.

Jimmy, eu vim cá para convencer o meu pai a mudar-se para o Connecticut.

Foi? Boa sorte com isso.

Ele concordou.

Tínhamos de trazer a carrinha? Cheiramos a camarão.

E então?

Dança com alguém que tenha fome.

A minha amiga mandou mensagem. Estamos na lista, mas é 40 dólares cada.

Em dinheiro.

Quem anda com dinheiro?

Tens notas, tristonho?

Não adoro a alcunha, mas estou teso, portanto, adequa-se.

Estamos lixados.

Bem, há muita gente por aqui.

E quem não quer pôr algo na pança antes de ir para a dança?

Vamos abrir a carrinha.

- Certo. - Vamos.

- O meu amor a fazer rimas. Vamos. - Certo.

Vamos ganhar dinheiro.

Olá, malta. Devíamos comer qualquer coisa antes dos shots de tequila, sabem?

Paul, muito obrigada por vires ao meu círculo próximo.

E tenho de dizer que adoro o pijamita.

A Liz disse que eu tinha de vir por causa de um tal Pacto da Pedra.

Ela distribui pedras por dá cá aquela palha, não é?

Estás zangado porque não tens nenhuma.

- Furioso. - Que pacto é esse?

Relaxa. Nunca vais receber uma pedra.

Não quero uma pedra.

Vais querer.

Quero fazer parte do círculo.

- Pode ficar no meu lugar. - Não há trocas de lugares.

Mãe, podes ficar.

Mas não comeces a contar uma história longa e aborrecida

- que ninguém quer ouvir. - O quê?

- As regras dela são idiotas. - A quem o dizes.

Certo. O Derrick falou em "nós".

Como tal, preciso de o avaliar a longo prazo.

Vamos começar com os prós.

Na semana passada, deu-me batatas fritas com chili porque eu estava com o período.

Não que eu lhe tenha dito que estava, mas porque ele fez as contas.

Fez as contas? As mulheres não têm todas o período no mesmo dia?

Ele fala a sério?

Eis um pró. Aquele jovem com quem namoras

faz-me lembrar de um tipo que conheci em 1969,

quando era miúda, no Illinois. Como se chamava mesmo?

É uma daquelas histórias longas e aborrecidas de que falavas?

Merda. Estás tramado.

Desculpa. Continua.

Quem estava no Illinois?

- O Gary! Era esse o nome dele. Gary. - Gary?

Trabalhava no banco, querido.

Eu tinha um cheque e fui ao guiché dele.

Pedi-lhe em notas de um porque gosto de ver...

Como se compara esta às tuas noites habituais de sexta-feira?

Para mim? Está a ser fabulosa.

Sim. Tenho tentado sair mais.

Por acaso, o teu pai tem-me dado bons conselhos.

Ajuda do meu pai em relações?

Não tinhas nenhum assassino ou um puto de cinco anos a quem perguntar?

Algum sucesso?

- Fiz uma mulher chorar ao jantar. - Isso não é bom.

Talvez eu tenha sorte por ser um desastre.

A Tia estava muito próxima de ser perfeita.

E, mesmo assim, às vezes era complicado.

Não tens de me dizer que as relações são complicadas.

Sei-o demasiado bem.

A sério? Problemas de Dave. O teu pai vai ficar tão feliz.

- Queres falar sobre isso? - Não, boa tentativa.

Como filha de um terapeuta, entendo o que tentas fazer, mas nós...

... vamos continuar contigo.

Vais cruzar as pernas e olhar para mim?

Sim. Aprendi com o melhor.

Está bem. Há... há uma mulher.

Ela é muito estranha. Faz-me rir.

Parece mesmo certa para mim.

Só que... eu não sei.

Alguma vez te vais desviar do teu caminho?

Bem, agora pareces o teu pai.

O nosso pai.

Gostava de ter apenas um momento romântico fácil.

Um beijo descomplicado que me ajudasse a passar a lomba.

Para recuperar a esperança.

Talvez com a "Nightswimming" dos R.E.M. a tocar.

Comigo a cantar, por alguma razão.

Já pensaste nisto.

Pensei no momento. Só agora é que o combinei com a música.

Quero que me ouças, Jimmy. Acho que é tudo...

Merda. Encontrei.

Reginald Chen.

- Encontrei a porra do caderno. - Sim. Vamos embora daqui.

Queres acabar a tua conversa motivacional?

Claro.

Acho que vai correr bem para ti, Jimmy.

Desculpa. Não tenho mais nada. Estou cheia de fome.

Foi uma conversa mais ou menos.

Certo. Temos que chegue para entrarmos os cinco.

- Boa. - Sim!

Esperem. Então, não tenho de curtir com o porteiro?

Céus, desculpa. Sei que querias muito.

Acho que o vou fazer na mesma.

Certo. Vamos.

- Vamos fechar esta porra. Vámonos. - Vamos.

- Boa. - Não, ainda há algumas pessoas.

- Vão andando. - Espera, tu não vens?

- Meu, não sejas assim. - Também podes ir.

Fixe. Adeus.

Estás a falar a sério?

Vê o meu vestido.

Pensa nele quando eu estiver suada e a dançar.

Vá lá! Não vens mesmo?

Eu só... eu trabalho às sextas-feiras.

Parece-me certo.

Tu é que sabes.

- Anda, vamos entrar. - Merda.

Pronto, já sabemos os prós.

Passemos aos contras.

Ele põe as aplicações do telemóvel em pastas.

Eu faço isso.

- O que é isso? - Ouve, isto é treta.

O Derrick tem prós, o Derrick tem contras. O Derrick tem um belo rabo.

- Lindo. - Belo.

- Alto e firme. - Todos sabemos porque estás assustada.

Não é novidade.

Grosseiro. Os meus medos são novidade.

E nenhum de vocês sabe o que faz de mim quem sou.

- Eu sei. - Eu sei.

- Sou tua mãe. - Só... deixa-me falar.

Disse primeiro. Vai, fala tu.

Tiveste um divórcio complicado, logo, tens medo de qualquer compromisso.

Apesar de terem existido circunstâncias atenuantes.

- Ele drogava-se. - Eu sei. Eu namorei com ele, a seguir.

Eu sei. Só quis que tivesses de o dizer em voz alta.

Agora, és uma mulher extremamente independente

alérgica a homens que não precisam que cuides deles.

Então, tomas decisões péssimas como ir para a cama com o Jimmy

e estragar a tua amizade mais importante ao não me contares nada.

Supera isso.

Sim. O Jimmy foi mesmo uma má decisão.

Cabra, lutei para estares no círculo.

Desculpa.

- Eu não te queria cá. - Eu sei.

Muito bem, ouçam. Chega disto do círculo.

Parece que estás à espera de autorização para seres feliz.

Deixe cair o microfone comigo.

Não vos chamei cá para me criticarem.

Não. Isso é só um benefício.

Estamos todos aqui porque deixaste entrar um catalisador na tua vida

que te obriga a tomar decisões.

E queres que te digamos o que deves fazer.

Não podemos.

Espero que tenhas aprendido uma coisa comigo, ao longo destes anos.

O que digo sempre sobre as escolhas difíceis?

Só sabemos se é certa ou errada depois de escolhermos.

- É tão bom. - É poderoso.

Malta, calem-se todos. Preciso de pensar.

- Quero uma pedra. - Calas-te?

Brian, cala-te. Ouço-te.

- Raios. - Não sabia que me ouvias.

Não há muito movimento?

Não.

Que tal a festa?

Não quis entrar sem ti.

Que diabo estás a fazer?

Não sei.

A falhar numa idiota prova de fogo e a estragar tudo

com uma miúda que cheira às minhas bolachas preferidas.

A Marisol não entende.

A minha carrinha não é só uma carrinha.

Tem que ver com estrutura e controlo.

E estabilidade.

Então, é uma carrinha de estrutura, controlo e estabilidade?

Não, também não entendes.

Agora, sinto-me seguro. Finalmente.

Lembras-te de quando te mudaste lá para casa, e eu tentei beijar-te?

Foste tu?

Não o fiz por me sentir atraída por ti.

Por acaso, nem te achava nada giro.

Obrigado por me dizeres.

Sean, somos duas pessoas a quem aconteceram coisas horríveis.

Temos andado escondidos do mundo.

E ainda bem que nos encontrámos um ao outro.

Mas não me vou esconder mais.

Também devas fazer o mesmo.

Achavas que eu era bonito.

Não achava mesmo.

Mas a Marisol acha.

- Olá, pai. - Olá.

Voltámos.

Voltei a ser raptado.

- Pela Liz. - O quê?

Acontece.

Talvez isto te anime.

O teu caderno sobre o Reginald.

Já não preciso dele. O Reggie ligou-me.

Usou uma das minhas ferramentas para acalmar a ansiedade.

- O maior de sempre. Lembras-te? - Sim. Claro que me lembro. Boa.

Bem... parabéns. Isso é bom para o Reggie.

Quando voltares ao armazém, traz o resto dos cadernos.

Precisas de começar a digitalizá-los para mim.

Preciso? Certo. Claro, Paul.

Precisas de ajuda com o puzzle? Sou bom nos céus.

Desculpa, amigo.

Porque não me dás algum tempo com a minha filha verdadeira?

- Está bem. - Posso?

- Claro. Claro que sim, Paul. - Sim.

- Adeus. - Até depois, Jimmy.

Adeus, Paul. Caramba.

Não sei se sabe a 45 dólares.

Já isto...

Isto sabe a 40 cêntimos de feijões, e estou ansioso por isto.

Sabes que hoje quase acabámos?

A sério?

Aquilo da clínica surpreendeu-me.

Ouve, eu ainda não estou pronta para decidir sobre isso.

A escolha com a qual me sinto confiante, agora...

... és tu.

O Merlot e o queijo líquido suavizam-te.

Cala-te. A sério.

Que se lixem as regras.

Fala comigo sobre o futuro à vontade.

- Gosto disso. - Eu também.

Mas foi genial como contornei a Operação Calminha.

- Eu sabia! Seu manhoso. - Foste enrolada.

Fui mesmo.

- Olá. Entra. - Olá.

Eu bati à porta da frente e vi o teu carro.

Sim, eu estava de auscultadores.

Queria esperar pela Alice. Ela foi a uma festa, portanto...

Só queria dizer

que merecias um agradecimento.

Bem, sabes como é. O Paul é muito...

Não pareceu um beijo entre irmãos.

Não somos parentes, Jimmy.

Certo.

Legendas: Cláudia Nobre

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