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S� fome, sede, asfixia, ins�nia. 69 00:08:27,107 --> 00:08:29,600 Uma mensagem � atirada e ocasionalmente recolhida. 70 00:08:30,909 --> 00:08:33,195 A morte faz sua primeira escolha. 71 00:08:35,081 --> 00:08:38,200 Uma segunda � feita ao chegar, � noite, na neblina. 72 00:08:44,256 --> 00:08:47,384 Hoje, nesta mesma via, � dia e faz sol. 73 00:08:47,853 --> 00:08:49,817 Percorremo-la lentamente. 74 00:08:50,013 --> 00:08:51,767 � procura de qu�? 75 00:08:52,525 --> 00:08:55,504 De vest�gios dos cad�veres vomitados pela abertura das portas? 76 00:08:55,721 --> 00:08:57,636 Ou dos passos dos primeiros a desembarcar, 77 00:08:57,698 --> 00:08:59,755 encaminhados a coronhadas at� a entrada do campo, 78 00:08:59,817 --> 00:09:02,885 em meio ao latido de c�es fachos dos holofotes, 79 00:09:02,947 --> 00:09:04,798 tendo ao longe a chama do cremat�rio, 80 00:09:04,860 --> 00:09:08,196 numa daquelas encena��es noturnas t�o ao gosto dos nazistas. 81 00:09:27,326 --> 00:09:28,972 Primeira vis�o do campo. 82 00:09:29,082 --> 00:09:30,577 � outro planeta. 83 00:09:36,018 --> 00:09:37,747 Banho e Desinfec��o. 84 00:09:37,826 --> 00:09:39,282 Sob o pretexto de higiene, 85 00:09:39,343 --> 00:09:43,190 a nudez despoja de um s� golpe o amor-pr�prio dos j� humilhados. 86 00:09:43,264 --> 00:09:44,826 Raspados... 87 00:09:45,324 --> 00:09:46,887 tatuados... 88 00:09:47,460 --> 00:09:49,025 numerados. 89 00:09:49,769 --> 00:09:52,777 Sujeitos a um jogo hier�rquico ainda incompreens�vel. 90 00:09:54,026 --> 00:09:56,051 Vestidos com uma roupa azul listrada, 91 00:09:56,167 --> 00:10:00,075 por vezes classificados como "Nacht und Neibeul", Noite e Neblina, 92 00:10:00,927 --> 00:10:02,872 Marcado com o tri�ngulo vermelho dos pol�ticos, 93 00:10:02,935 --> 00:10:05,502 o deportado apresenta-se primeiro ao portador de tri�ngulo verde. 94 00:10:05,526 --> 00:10:08,461 Um criminoso comum tornado a chefe de uma subesp�cie. 95 00:10:09,298 --> 00:10:13,466 Acima deste, o Kapo, quase sempre um criminoso comum. 96 00:10:14,643 --> 00:10:18,384 Mais acima, o SS, o intoc�vel. Para se dirigir a ele, s� a 3 m de dist�ncia. 97 00:10:18,874 --> 00:10:21,649 No topo, o comandante. De longe, ele preside o ritual. 98 00:10:21,773 --> 00:10:23,411 Parece ignorar o campo. 99 00:10:24,929 --> 00:10:27,016 Que, entretanto, n�o ignora. 100 00:10:27,994 --> 00:10:30,589 Essa realidade dos campos, desprezada pelos que os constru�ram, 101 00:10:30,690 --> 00:10:33,296 inconceb�vel para os que l� sofreram, 102 00:10:33,741 --> 00:10:37,292 que chance ter�amos n�s de resgatar? 103 00:10:39,612 --> 00:10:43,193 Esses cub�culos em madeira, esses catres onde dormiam tr�s, 104 00:10:43,870 --> 00:10:47,771 esse covil onde se escondiam, onde se comia com sofreguid�o, 105 00:10:47,887 --> 00:10:50,274 onde o pr�prio sono era uma amea�a. 106 00:10:50,803 --> 00:10:54,453 Nenhuma descri��o ou imagem poderia traduzir sua verdadeira dimens�o... 107 00:10:54,972 --> 00:10:57,161 uma de pavor sem tr�gua. 108 00:10:57,915 --> 00:10:59,219 Faltaria ainda o colch�o de palha 109 00:10:59,220 --> 00:11:01,260 usado para esconder comida e objetos de valor... 110 00:11:01,350 --> 00:11:05,508 a manta objeto de disputas, as den�ncias, as pragas rogadas, 111 00:11:05,609 --> 00:11:07,794 as ordens transmitidas em todas as l�nguas... 112 00:11:07,895 --> 00:11:11,374 a entrada rel�mpago dos SS, �vidos de controle ou pura divers�o. 113 00:11:13,363 --> 00:11:17,055 Desses dormit�rios de tijolo, desses sonos amea�ados... 114 00:11:17,632 --> 00:11:19,751 podemos mostrar-lhes apenas um vislumbre... 115 00:11:19,932 --> 00:11:21,331 a cor. 116 00:11:49,934 --> 00:11:51,613 O cen�rio � esse. 117 00:11:51,772 --> 00:11:55,707 Pr�dios que poderiam ter sido est�bulos, celeiros, oficinas. 118 00:11:56,051 --> 00:11:58,241 Um terreno pobre que se tornou um terreno baldio. 119 00:11:58,823 --> 00:12:01,156 Um c�u de outono indiferente. 120 00:12:02,049 --> 00:12:03,878 Eis o que sobrou para imaginarmos 121 00:12:03,917 --> 00:12:06,403 noites varadas de gritos de desespero, de combate a pulgas. 122 00:12:06,465 --> 00:12:09,588 Noites de bater com os dentes. � preciso dormir r�pido. 123 00:12:10,111 --> 00:12:13,543 Acordar de sobressalto, aos empurr�es, � procura de bens roubados. 124 00:12:13,605 --> 00:12:16,352 Cinco da manh�, agrupamento intermin�vel na Appelplatz, 125 00:12:16,428 --> 00:12:18,841 Os mortos durante a noite sempre a complicar a contagem. 126 00:12:18,905 --> 00:12:23,040 Uma orquestra toca marchas de opereta � partida para a pedreira ou a f�brica. 127 00:12:27,359 --> 00:12:30,563 Trabalho na neve, logo transformada em lama congelada. 128 00:12:34,267 --> 00:12:37,489 Trabalho no calor de agosto, em meio � sede e � disenteria. 129 00:12:46,440 --> 00:12:48,100 Tr�s mil espanh�is perderam as vidas 130 00:12:48,153 --> 00:12:51,163 na constru��o dessa escadaria que conduzia � pedreira de Mauthausen. 131 00:12:56,559 --> 00:12:58,165 Trabalho nas f�bricas subterr�neas. 132 00:12:58,227 --> 00:13:02,156 M�s ap�s m�s elas se enterram, se escondem, matam. 133 00:13:02,778 --> 00:13:06,301 T�m nomes de mulher: Dora, Laura... 134 00:13:06,988 --> 00:13:10,575 Mas esses estranhos oper�rios com menos de 30 kg n�o s�o confi�veis... 135 00:13:12,702 --> 00:13:14,567 Os SS os t�m sob sua mira... 136 00:13:14,888 --> 00:13:16,453 vigiam-nos... 137 00:13:16,858 --> 00:13:18,423 agrupam-nos... 138 00:13:18,720 --> 00:13:21,734 inspecionam e revistam-nos antes de regressarem ao campo. 139 00:13:25,802 --> 00:13:29,435 Cartazes r�sticos orientam-nos de volta para seus lugares. 140 00:13:29,941 --> 00:13:32,755 Para o Kapo s� lhe resta contar as v�timas do dia. 141 00:13:36,549 --> 00:13:39,879 Para o deportado, resta a �nica obsess�o que norteia sua vida e seus sonhos: 142 00:13:39,910 --> 00:13:41,269 Comer. 143 00:13:41,395 --> 00:13:42,970 A sopa. 144 00:13:43,141 --> 00:13:44,844 Cada colherada n�o tem pre�o. 145 00:13:45,609 --> 00:13:48,499 Uma colherada a menos � menos um dia de vida. 146 00:13:50,950 --> 00:13:54,018 Trocam-se dois, tr�s cigarros por uma sopa. 147 00:13:54,080 --> 00:13:57,876 Fracos demais, muitos n�o conseguem defender sua ra��o dos ladr�es. 148 00:13:57,938 --> 00:14:01,161 Ficam � espera de que a lama, a neve os levem. 149 00:14:02,527 --> 00:14:06,480 Deitam-se onde quer que seja para sofrerem sua agonia em sil�ncio. 150 00:14:15,873 --> 00:14:18,165 As latrinas, os abortos. 151 00:14:19,618 --> 00:14:21,641 Esqueletos com barrigas intumescidas, 152 00:14:21,703 --> 00:14:24,355 aqui vinham sete, oito vezes por noite. 153 00:14:24,520 --> 00:14:26,397 A sopa era diur�tica. 154 00:14:26,915 --> 00:14:30,255 Ai daqueles que topassem com um Kapo embriagado ao luar. 155 00:14:31,090 --> 00:14:32,972 Os prisioneiros se entreolhavam amedrontados... 156 00:14:33,020 --> 00:14:35,418 � espreita de sintomas j� bem familiares. 157 00:14:35,519 --> 00:14:37,609 Perda de sangue era sinal de morte certa. 158 00:14:38,280 --> 00:14:42,341 Mercado negro, onde se comprava, se vendia, se matava. 159 00:14:42,403 --> 00:14:44,011 Encontros eram marcados. 160 00:14:44,215 --> 00:14:46,481 Passavam-se as not�cias, verdadeiras e falsas. 161 00:14:46,784 --> 00:14:49,447 Organizavam-se grupos de resist�ncia. 162 00:14:50,478 --> 00:14:54,651 Uma sociedade tomava forma, uma forma esculpida pelo terror. 163 00:14:54,751 --> 00:14:58,029 Menos insana, contudo, que a ordem da SS expressa com os seguintes preceitos: 164 00:14:58,333 --> 00:15:00,418 "Limpeza � Sa�de." 165 00:15:01,115 --> 00:15:03,201 "Trabalho � Liberdade." 166 00:15:04,291 --> 00:15:06,434 "A cada um o que lhe cabe." 167 00:15:07,685 --> 00:15:11,544 "Um Piolho � a Morte". O que dizer de um oficial da SS ent�o? 168 00:15:11,896 --> 00:15:13,898 Cada campo reserva uma surpresa. 169 00:15:13,943 --> 00:15:15,513 Uma orquestra sinf�nica. 170 00:15:16,773 --> 00:15:18,754 Um zool�gico. 171 00:15:20,086 --> 00:15:23,199 Estufas onde Himmler cultivava plantas fr�geis. 172 00:15:24,782 --> 00:15:26,354 O carvalho de Goethe em Buchenwald. 173 00:15:26,416 --> 00:15:29,490 Construiu-se o campo ao redor, mas respeitou-se o carvalho. 174 00:15:30,125 --> 00:15:33,254 Um orfanato ef�mero, constantemente renovado. 175 00:15:35,102 --> 00:15:37,080 Um bloco para os inv�lidos. 176 00:15:39,947 --> 00:15:43,331 A�, o verdadeiro mundo, das paisagens buc�licas, 177 00:15:43,393 --> 00:15:46,024 dos tempos de outrora, pode aparecer ao longe... 178 00:15:46,092 --> 00:15:47,764 mas n�o t�o longe assim. 179 00:15:48,445 --> 00:15:50,737 Para o deportado era uma imagem. 180 00:15:51,468 --> 00:15:54,660 Ele pertencia apenas a esse universo finito, fechado, 181 00:15:54,743 --> 00:15:56,499 limitado pelas torres de observa��o... 182 00:15:56,577 --> 00:15:58,977 de onde os soldados vigiavam o bom funcionamento do campo, 183 00:15:59,039 --> 00:16:00,807 miravam incessantemente os deportados, 184 00:16:00,888 --> 00:16:04,094 matando-os ocasionalmente por simples falta do que fazer. 185 00:16:15,499 --> 00:16:20,037 Tudo era pretexto para divers�o, para puni��o, humilha��o. 186 00:16:20,750 --> 00:16:22,840 As chamadas duravam horas a fio. 187 00:16:28,696 --> 00:16:30,786 Uma cama mal feita: vinte cacetadas. 188 00:16:32,799 --> 00:16:36,240 N�o chamar aten��o, n�o reverenciar seus deuses. 189 00:16:36,516 --> 00:16:39,000 Eles t�m seus cadafalsos, seus p�tios para matar. 190 00:16:39,456 --> 00:16:41,621 Esse p�tio do Bloco 11, fora de vista, 191 00:16:41,775 --> 00:16:43,778 alocado para os fuzilamentos... 192 00:16:44,221 --> 00:16:47,127 com muros protegidos contra o ricochete das balas. 193 00:16:47,971 --> 00:16:50,553 Esse castelo de Harteim, de onde partem �nibus de vidros escuros 194 00:16:50,589 --> 00:16:52,777 com passageiros que nunca mais ser�o vistos. 195 00:16:54,125 --> 00:16:58,086 Transportes negros que partem � noite e cujo destino ningu�m conhece. 196 00:17:07,679 --> 00:17:09,965 Mas � incr�vel a resist�ncia humana. 197 00:17:10,027 --> 00:17:12,139 O corpo vergado pela fadiga, mas o esp�rito trabalha. 198 00:17:12,163 --> 00:17:14,246 As m�os cobertas de ataduras trabalham. 199 00:17:14,326 --> 00:17:17,271 Fabricam-se colheres, marionetes que s�o escondidas... 200 00:17:17,969 --> 00:17:19,167 monstros... 201 00:17:21,962 --> 00:17:23,213 caixas. 202 00:17:25,924 --> 00:17:28,610 Consegue-se escrever, fazer anota��es. 203 00:17:30,094 --> 00:17:32,179 Exercitar a mem�ria atrav�s dos sonhos. 204 00:17:32,322 --> 00:17:33,980 "Lagostins � la basquaise" 205 00:17:34,046 --> 00:17:36,132 Pode-se pensar em Deus. 206 00:17:37,809 --> 00:17:39,443 Conseguem at� organizar-se politicamente, 207 00:17:39,467 --> 00:17:41,059 disputando com os criminosos comuns... 208 00:17:41,121 --> 00:17:43,221 o controle interno da vida no campo. 209 00:17:47,381 --> 00:17:49,779 Cuidam dos companheiros em pior estado. 210 00:17:50,321 --> 00:17:53,553 Partilham sua pr�pria ra��o, criam sistemas de aux�lio. 211 00:17:58,792 --> 00:18:03,445 Em �ltimo caso, carregam os mais amea�ados para o hospital. 212 00:18:05,083 --> 00:18:07,811 Aproximar-se dessa porta j� era a ilus�o da verdadeira doen�a... 213 00:18:07,961 --> 00:18:09,797 a esperan�a de uma cama. 214 00:18:10,475 --> 00:18:13,310 Mas era tamb�m o risco de morte pela seringa. 215 00:18:17,355 --> 00:18:20,835 Os medicamentos s�o escassos, as ataduras de papel. 216 00:18:20,973 --> 00:18:24,155 A mesma pomada serve para todas as doen�as, todas as feridas. 217 00:18:26,391 --> 00:18:29,520 �s vezes, o doente faminto come a pr�pria atadura. 218 00:18:33,222 --> 00:18:35,537 No fim, todos os deportados t�m a mesma cara. 219 00:18:35,616 --> 00:18:38,572 Seguindo um mesmo modelo sem idade, morrem de olhos abertos. 220 00:18:42,416 --> 00:18:44,502 Havia um bloco cir�rgico. 221 00:18:44,722 --> 00:18:47,392 Mais um pouco dir-se-ia tratar-se de uma verdadeira cl�nica. 222 00:18:53,060 --> 00:18:54,832 Doutor SS. 223 00:18:57,195 --> 00:18:59,073 Enfermeira inquietante. 224 00:19:03,158 --> 00:19:05,243 H� uma decora��o, mas por tr�s... 225 00:19:05,766 --> 00:19:08,416 opera��es in�teis, amputa��es... 226 00:19:08,666 --> 00:19:10,958 mutila��es experimentais. 227 00:19:14,317 --> 00:19:17,444 Os Kapos, como os cirurgi�es SS, podem praticar � vontade. 228 00:19:27,454 --> 00:19:31,135 A ind�stria qu�mica envia ao campo amostras dos seus produtos t�xicos... 229 00:19:32,033 --> 00:19:35,160 ou compra lotes de deportados para suas experi�ncias. 230 00:19:35,579 --> 00:19:38,063 Dessas cobaias, alguns sobreviver�o... 231 00:19:38,810 --> 00:19:40,060 ser�o castrados... 232 00:19:43,815 --> 00:19:45,587 queimados por f�sforo. 233 00:19:49,969 --> 00:19:52,995 Ainda h� aquela cuja pele ficar� marcada para o resto da vida, 234 00:19:53,612 --> 00:19:55,281 qual que seja. 235 00:19:58,107 --> 00:20:00,471 Dessas mulheres e homens, os escrit�rios administrativos... 236 00:20:00,495 --> 00:20:02,691 conservam os rostos, entregues na chegada. 237 00:20:11,445 --> 00:20:14,989 Os nomes tamb�m s�o registrados. Nomes de vinte e duas na��es, 238 00:20:15,051 --> 00:20:18,162 preenchendo centenas de registros, milhares de arquivos. 239 00:20:18,227 --> 00:20:20,519 Um tra�o vermelho indica os mortos. 240 00:20:21,373 --> 00:20:23,843 Os deportados se ocupam desta contabilidade alucinada... 241 00:20:23,895 --> 00:20:25,111 sempre falsa... 242 00:20:25,176 --> 00:20:27,351 sob a mira dos SS e dos Kapos privilegiados, 243 00:20:27,440 --> 00:20:30,360 estes os mais proeminentes, a elite do campo. 244 00:20:38,079 --> 00:20:40,996 O Kapo tem seu pr�prio quarto, onde pode guardar seu butim 245 00:20:41,058 --> 00:20:43,032 e � noite receber suas jovens favoritas. 246 00:20:53,250 --> 00:20:55,052 Pr�ximo ao campo, o comandante tem seu casar�o 247 00:20:55,086 --> 00:20:58,003 onde sua mulher contribui para preservar a vida familiar... 248 00:20:58,065 --> 00:21:01,419 e �s vezes mundana, como em qualquer outra guarni��o. 249 00:21:03,253 --> 00:21:05,410 Ela talvez se entedie um pouco mais. 250 00:21:05,557 --> 00:21:07,406 A guerra simplesmente n�o acaba. 251 00:21:09,931 --> 00:21:12,451 Mais afortunados, os Kapos tinham um bordel. 252 00:21:13,060 --> 00:21:16,540 Prisioneiras mais bem nutridas, mas, como as outras, fadadas a morrer. 253 00:21:16,602 --> 00:21:17,687 Dessas janelas, 254 00:21:17,688 --> 00:21:20,479 n�o era raro atirar peda�os de p�o para os companheiros de fora. 255 00:21:21,507 --> 00:21:25,089 Dessa forma, os SS lograram constituir uma verdadeira cidade 256 00:21:25,151 --> 00:21:28,279 com hospital, bairro reservado, bairro residencial... 257 00:21:28,341 --> 00:21:30,549 e at�, sim, uma pris�o. 258 00:21:39,546 --> 00:21:42,256 � in�til descrever o que acontecia nesses calabou�os. 259 00:21:44,045 --> 00:21:47,093 Nessas gaiolas, projetadas para n�o se poder ficar de p� ou deitado, 260 00:21:47,171 --> 00:21:50,653 homens e mulheres foram deliberadamente torturados dias a fio. 261 00:21:57,376 --> 00:21:59,879 As bocas de ventila��o n�o abafam os gritos. 262 00:22:04,621 --> 00:22:06,187 1942. 263 00:22:12,845 --> 00:22:14,825 Himmler visita os campos. 264 00:22:15,660 --> 00:22:18,475 � preciso exterminar, mas produtivamente. 265 00:22:18,647 --> 00:22:20,615 Deixando a produtividade a cargo de seus t�cnicos, 266 00:22:20,677 --> 00:22:23,160 Himmler se dedica ao problema do exterm�nio. 267 00:22:31,985 --> 00:22:33,757 Estudam-se as plantas. 268 00:22:36,448 --> 00:22:38,012 As maquetes. 269 00:22:38,479 --> 00:22:41,938 Estas s�o executadas e os pr�prios deportados participam da constru��o. 270 00:22:45,256 --> 00:22:49,529 Os cremat�rios podiam passar-se at� por um cart�o postal. 271 00:22:49,983 --> 00:22:53,765 Mais tarde, hoje, os turistas se fazem fotografar. 272 00:22:54,537 --> 00:22:56,726 A deporta��o estende-se a toda a Europa. 273 00:23:02,669 --> 00:23:05,627 Os trens se extraviam, param, partem de novo, 274 00:23:05,689 --> 00:23:08,822 s�o bombardeados, e finalmente chegam. 275 00:23:12,101 --> 00:23:14,765 Para alguns, a sele��o j� fora feita. 276 00:23:18,520 --> 00:23:20,475 Para os outros, a triagem � imediata. 277 00:23:20,566 --> 00:23:21,986 Os da esquerda ir�o trabalhar. 278 00:23:22,047 --> 00:23:23,643 Os da direita... 279 00:23:25,081 --> 00:23:28,313 Essas imagens foram tiradas poucos instantes antes de um exterm�nio. 280 00:23:48,227 --> 00:23:51,772 Matar � m�o leva tempo. Encomendam-se caixas de g�s zyklon. 281 00:23:53,753 --> 00:23:56,881 Nada distinguia uma c�mara de g�s de um bloco normal. 282 00:23:58,863 --> 00:24:02,929 No interior, uma falsa sala de chuveiros acolhia os rec�m-chegados. 283 00:24:18,568 --> 00:24:20,132 As portas eram cerradas. 284 00:24:23,508 --> 00:24:25,296 Observava-se. 285 00:24:35,191 --> 00:24:38,575 O �nico sinal, � preciso que se saiba, 286 00:24:38,692 --> 00:24:41,464 � esse teto sulcado por marcas de unhadas. 287 00:24:42,116 --> 00:24:44,532 At� o concreto se dilacerou. 288 00:25:08,190 --> 00:25:11,631 Quando os cremat�rios j� n�o d�o vaz�o, recorre-se a fogueiras. 289 00:25:34,255 --> 00:25:37,799 Contudo, os novos fornos d�o conta de milhares de corpos por dia. 290 00:26:31,754 --> 00:26:33,319 Tudo � aproveitado. 291 00:26:34,453 --> 00:26:36,642 Eis as reservas dos nazistas em guerra... 292 00:26:37,437 --> 00:26:39,209 seus celeiros. 293 00:26:49,090 --> 00:26:51,696 Tudo cabelo das mulheres. 294 00:27:21,964 --> 00:27:25,509 A quinze pfennigs o quilo, confeccionam-se tecidos. 295 00:27:35,297 --> 00:27:36,861 Com os ossos... 296 00:27:47,520 --> 00:27:48,711 adubo... 297 00:27:48,819 --> 00:27:50,322 enfim, tentava-se. 298 00:27:50,729 --> 00:27:52,232 Com os corpos... 299 00:27:52,293 --> 00:27:54,554 Bem, o que se pode dizer? 300 00:28:05,949 --> 00:28:07,930 Com os corpos, o objetivo � fabricar... 301 00:28:08,202 --> 00:28:09,861 sab�o. 302 00:28:11,921 --> 00:28:13,693 Quanto � pele... 303 00:28:23,776 --> 00:28:27,677 1945. Os campos se expandem, est�o lotados. 304 00:28:27,731 --> 00:28:31,269 Cidades de cem mil habitantes, saturadas. 305 00:28:31,324 --> 00:28:34,851 A grande ind�stria interessa-se por essa m�o de obra infinitamente renov�vel. 306 00:28:34,897 --> 00:28:37,519 As f�bricas t�m seus campos particulares, interditados aos SS. 307 00:28:37,596 --> 00:28:43,113 Steyer, Krupp, Heinkel, I.G. Farben, Siemens e Hermann G�ring 308 00:28:43,175 --> 00:28:45,220 abastecem-se com esse mercado. 309 00:28:45,281 --> 00:28:49,222 Os nazistas podem ganhar a guerra. Essas novas cidades fazem parte da economia. 310 00:28:49,638 --> 00:28:51,202 Mas eles perdem. 311 00:28:51,790 --> 00:28:55,325 Falta carv�o para os cremat�rios, falta p�o para os homens. 312 00:28:55,409 --> 00:28:57,553 Os cad�veres entulham as ruas dos campos. 313 00:28:57,852 --> 00:28:59,417 O tifo. 314 00:29:00,138 --> 00:29:02,326 Quando os aliados abrem as portas... 315 00:29:35,184 --> 00:29:36,747 Todas as portas. 316 00:30:15,265 --> 00:30:17,549 Os deportados olham sem entender. 317 00:30:17,799 --> 00:30:21,907 Est�o livres? A vida cotidiana haver� de reconhec�-los? 318 00:30:27,546 --> 00:30:29,946 "Eu n�o sou respons�vel", diz o Kapo. 319 00:30:33,826 --> 00:30:36,850 "Eu n�o sou respons�vel", diz o oficial. 320 00:30:38,943 --> 00:30:41,133 "Eu n�o sou respons�vel." 321 00:30:44,209 --> 00:30:46,504 Ent�o, quem � respons�vel? 322 00:31:09,610 --> 00:31:11,293 No momento em que lhes falo... 323 00:31:11,496 --> 00:31:15,036 a �gua fria dos p�ntanos e das ru�nas cobre as covas coletivas. 324 00:31:15,858 --> 00:31:18,883 Uma �gua fria e opaca como a nossa p�ssima mem�ria. 325 00:31:21,349 --> 00:31:23,485 A guerra adormeceu. 326 00:31:24,258 --> 00:31:26,344 Um olho sempre aberto. 327 00:31:33,603 --> 00:31:37,635 A erva fiel voltou a crescer nas Appelplatz e em torno dos blocos. 328 00:31:38,964 --> 00:31:41,780 Uma aldeia abandonada, mas ainda amea�adora. 329 00:31:53,420 --> 00:31:55,496 N�o se usam mais cremat�rios, 330 00:31:55,660 --> 00:31:57,745 os artif�cios nazistas s�o coisa do passado. 331 00:31:58,992 --> 00:32:02,305 Nove milh�es de mortos assombram essa paisagem. 332 00:32:08,976 --> 00:32:11,365 Quem dentre n�s monta guarda neste estranho observat�rio... 333 00:32:11,442 --> 00:32:13,892 para nos prevenir da chegada de novos carrascos? 334 00:32:15,055 --> 00:32:17,766 Seus rostos ser�o diferente dos nossos? 335 00:32:18,366 --> 00:32:20,242 Em algum lugar, entre n�s, 336 00:32:20,306 --> 00:32:22,988 ainda h� Kapos afortunados, chefes reabilitados, 337 00:32:23,089 --> 00:32:24,923 delatores desconhecidos. 338 00:32:25,429 --> 00:32:28,882 Restam ainda os que n�o acreditavam, ou acreditavam s� de vez em quando. 339 00:32:29,947 --> 00:32:32,768 Existimos n�s, que olhamos sinceramente para essas ru�nas, 340 00:32:33,127 --> 00:32:34,763 como se o velho monstro concentracion�rio 341 00:32:34,764 --> 00:32:36,790 estivesse morto sob os escombros. 342 00:32:37,030 --> 00:32:40,587 Que parecemos nutrir alguma esperan�a diante dessa imagem que se afasta... 343 00:32:40,649 --> 00:32:43,937 como se estiv�ssemos curados da peste concentracion�ria. 344 00:32:44,050 --> 00:32:46,419 N�s, que parecemos acreditar que tudo isso 345 00:32:46,444 --> 00:32:48,853 pertence a um s� tempo, a um s� pa�s... 346 00:32:48,968 --> 00:32:51,366 que n�o pensamos em olhar � nossa volta, 347 00:32:52,114 --> 00:32:55,348 e que n�o escutamos o grito incessante. 348 00:32:59,556 --> 00:33:01,556 Legendas: Lu�s Filipe Bernardes 349 00:33:01,557 --> 00:33:03,557 Sincronia: Distanasia29178

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