All language subtitles for Love.Is.Blind.S09E01.1080p.WEB.h264-EDITH

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Original subtitles

Há um fogo que arde no meu coração por ti.

Sempre que estou contigo,

fazes-me sentir escolhida, como se estivesses empolgado por estar comigo.

Nem consigo explicar como sou feliz contigo.

Amo-te.

Quero isso para o resto da minha vida.

Como pode o teu amor por mim ser tão profundo, às vezes,

e outras vezes parecer tão superficial?

Eras a primeira da minha lista. Ia pedir-te em casamento.

- Pediste-a em casamento. - Ia pedir-te na mesma.

A tua noiva… não sabia que era tão boazona.

- Dá-me o teu braço. - Está bem.

- O que fazes? - Estou magoada.

Foi o que me fez apaixonar por ti nas câmaras

que torna difícil falar sobre isso agora.

Não consigo acabar contigo.

Partiste-me o coração.

O amor não é feliz para sempre.

O amor é a experiência de escrever a vossa história.

O meu coração está em risco.

Ou é partido ou regozija-se.

Por favor, levantem-se.

Estamos prestes a dar o nó.

Últimos momentos. Como te sentes?

Só vou apanhar um pouco de ar.

- Aonde vais? - Não posso fazer isto agora.

Sinto-me uma idiota.

Meu… Deus.

Olá!

RESIDÊNCIA FEMININA

Rapazes!

Olá!

Vamos! Sentem-se.

Toca a juntar-se, malta.

Olá a todos. Sou a Vanessa Lachey.

E eu sou o Nick Lachey.

Bem-vindos a Love Is Blind!

Sim!

Vamos lá!

Gostava de saber porque é que escolheram esta forma, em particular,

para tentar encontrar o amor.

Dizem que temos de deixar de gostar do que é o nosso género para encontrar o marido.

O meu género não me levou a lado nenhum. É por isso que estou aqui.

- Factos. - Hoje, os géneros ficam de fora.

O grande amor exige correr riscos. Prefiro arriscar os olhos e usar o coração.

Vamos lá, Michael!

- Meu, leva essa para a câmara. - Sim!

Não sou abordada muitas vezes. Pensam logo: "Ela é emproada."

"Não é divertida." Mas isso não é verdade.

Gostava de falar com alguém para que me conheçam pelo coração

e não pelo que veem.

São as melhores histórias:

"Nunca teria escolhido aquela pessoa no mundo dos encontros convencionais,

mas estou tão apaixonado."

É por conhecer alguém

sem obstáculos físicos para atrapalhar.

Passei a minha infância no sistema de acolhimento,

estava com várias famílias, não tinha uma família permanente para mim.

Esta é a minha oportunidade de construir isso com alguém.

Sim.

Ter filhos e ficar com uma família desde logo.

Comparando com a minha vida, em que estive com outras famílias.

Vais quebrar o molde.

Exato.

O teu passado não tem de definir o teu futuro.

Tenho um problema de visão

e é provável que fique cega.

Esta experiência é muito importante

porque simula o que será a minha vida quando perder a visão.

Sei o que preciso num parceiro com o meu diagnóstico.

É muito importante que encontre a pessoa certa

e que essa pessoa seja empática e compreensiva.

Sou pai solteiro e sinto que,

por várias vezes,

quando digo à mulher que tenho um filho,

deixa de haver interesse.

Vou ser sincero e começar por aí.

És um pacote e gosto que estejas disposto a partilhar isso.

Espero que estejam recetivas a isso.

Saí-me muito bem profissionalmente.

Acho que é preciso um homem confiante e seguro para estar com uma mulher como eu.

Vai ser interessante gerir isso.

Querem-me pelo meu dinheiro por quem sou?

Para mim, é fácil falar, mas mergulhem de cabeça e lancem-se.

Nos próximos dez dias, terão a oportunidade de se apaixonarem

tendo como base quem são por dentro.

Não será pela aparência, pela raça, pelo passado ou pelo que ganham.

E se se apaixonarem

e encontrarem alguém com quem queiram ficar o resto da vossa vida,

ficarão noivos e verão o vosso par pela primeira vez.

Em apenas quatro semanas, terão o vosso casamento

e terão de tomar a decisão mais importante da vossa vida.

Será que o amor é realmente cego?

Esperamos que provem que é.

- As câmaras estão abertas. - As câmaras estão abertas.

- Muito bem! - Vamos lá, rapazes.

- A desfilar! - Vamos!

Vamos conhecê-los.

Boa sorte, amigos.

Agora, é a sério.

Boa sorte, mano.

Vamos lá!

É agora, fofas!

Vamos garantir! Vamos lá!

Vamos!

- Olá? - Olá.

- Olá! - Isto é giro.

- Como te chamas? - Sou o Rohan. Como te chamas?

"Rohan"?

- Sim. - Tens de me soletrar isso.

É "K…"

- Estou a brincar. É R-O-H-A-N. - Eu a pensar: "O quê?"

Como passas um domingo típico?

Gosto de experimentar novas coisas, restaurantes.

Ir a uma aula de ginástica, levar o meu cão a passear no parque.

Dormir até tarde.

Muito bem.

Diz-me se é algo que te deixa de pé atrás,

mas só vi dois programas de televisão.

É capaz de ser um problema.

Não podes seguir estrelas pornográficas no Instagram.

- Fazem isso? - Sim!

São tão idiotas porque as miúdas vão ver isso.

- Porque estás aqui? - Vim encontrar o amor, a minha mulher.

O que tenho feito não tem resultado, por isso…

- Tens animais de estimação? - Um gato.

- Chama-se Chardonnay. - "Chardonnay."

Foi nomeada para a capa da revista Modern Cat.

Se te dissesse que tenho uma tatuagem de um gato, acreditavas?

Acreditava.

E se te dissesse que tenho cinco tatuagens de gatos?

- Cinco? Não acredito. - Os gatos são fantásticos.

Vou anotar "cinco tatuagens de gatos"

e vou espalhar o boato.

A anotar "espalhadora de boatos".

Namorei com o meu namorado da secundária dez anos, de forma intermitente.

Depois, entrei num mundo, aos 27 anos,

de aplicações de encontros e de coisas que desconhecia.

Ali está a Kacie.

Sempre me traíram, o que é ótimo.

Tenho um grande coração

e quero dá-lo a alguém que o merece.

Penso que preciso disto.

O último tipo com quem namorei estava nas redes sociais e não correu bem.

Olá?

Parecia que havia sempre outra loira jeitosa no horizonte.

Acabou… acabou por me enlouquecer, porque pensava:

"Espera, porque não sou como aquela miúda?"

Agora é, tipo…

Curioso, estou a emocionar-me.

Aqui, podem ficar a conhecer-me e depois…

A aparência será apenas um bónus para ambos.

- O que contas? - Olá!

- Como te chamas? - Sou o Patrick e tu?

Sou a Kacie.

- O que contas, Kacie? Fala-me de ti. - Tenho 32 anos.

Sou cabeleireira e maquilhadora. Trabalho sobretudo em casamentos.

Sempre maquilhadora, nunca noiva.

- Interessante! - Sim.

O que fazes aos fins de semana?

Gosto de eventos desportivos.

- Basquetebol, hóquei. - Boa.

Eu também. Joguei basquetebol na secundária.

- Jogaste? - Joguei.

- Sim. - E tu?

Não, mas sou boa a lançar da linha de três pontos.

- Veremos. - Eu mostro-te!

Quanta confiança.

Gosto disso.

Tenho cinco irmãos.

Tenho quatro irmãos e uma irmã. Ela canta em coreano.

- O quê? - Sim.

Ela está a arrasar na Coreia.

Ela faz concertos pela Coreia.

Ena! Já foste à Coreia?

Não. Adoraria ir.

- Certo. - E tu?

- Não. - É algo importante.

Tive uma educação mórmon.

Já não sou mórmon, mas o meu pai cumpriu a sua missão mórmon na Coreia.

- Sim. - E ele canta.

Ele começou a cantar em coreano.

Agora, a minha irmã é uma loura fofinha miúda branca que gosta disso.

Certo.

- Gosto disso. - Quero viajar mais este ano.

Já estive em Itália, Espanha, Costa Rica.

Este ano, vou visitar a Colômbia.

Sou gestor de construção civil. Sou planificador de projetos.

- Certo. - Trabalho remotamente, por isso…

- Certo. - Tenho flexibilidade para viajar.

Para ir. Talvez possas ir visitar a Colômbia.

É rápido, mas até gosto. É meio picante.

- Talvez nos casemos em breve. - Tens razão.

Não me esqueças, Patrick!

Não, Kacie.

Namorar, no meu caso, sinto que me esforço muito

e, às vezes, não me dão o mesmo esforço.

Não temos sorte, meu?

A minha maior insegurança foi ser ásio-americano

numa área predominantemente caucasiana.

- Com quem estou a falar? - O Patrick.

Patrick, sou a Anna.

Anna. É diminutivo de alguma coisa?

Anna.

Era o único miúdo asiático da turma.

Era o único amigo asiático no grupo de amigos.

Por alguma razão, o desconforto dos namoros inter-raciais

limitou a minha capacidade para criar laços com mulheres.

- Com que tipo de rapazes costumas sair? - Logo com perguntas sérias!

Logo…

Costumo escolher os manhosos. Não, estou a brincar.

Ser amado por quem sou e não pela minha etnia ou pelo meu aspeto

é o meu sonho, a minha maior esperança.

Não tenho um tipo. Namorei um pouco de tudo.

Namorei com mais velhos, homens da minha idade.

E etnias?

Brancos.

- Sobretudo brancos? - Sim.

- Interessante. - E tu?

Eu…

Costumo sair com brancas.

Mas estou aberto a todas as diferentes etnias.

- Mais vale, não é? - O que achas disso?

Foram os namorados que tive, porque vivo no Colorado e é, tipo…

Sim, não há diversidade.

- Sou de Brooklyn, Nova Iorque. - A tua família cresceu lá?

Não, os meus pais vieram de outro país e instalaram-se lá.

- A sério? - Sim.

Eu e o meu irmão nascemos lá.

Depois um monte de tios e tias meus também tiveram

todos os meus primos lá.

- Sim. - Depois mudámo-nos para Fort Collins.

Pois. Não é de loucos?

É de loucos, mas consigo perceber.

- Consegues? A sério? - Sim.

Os meus pais também vieram de outro país.

Que interessante! Falas mais do que uma língua?

Falo.

Eu também.

Patrick.

Anna.

- "Anna." - Anna. Desculpa.

Não faz mal.

Anna.

Patrick.

Anna, puseste-me a dar voltas à sala.

- Estás a andar? - Estou a andar. Puseste-me a pensar.

Patrick, tens nome do meio?

- Não tinha nome do meio. - Deste um a ti mesmo?

Não, fui adotado pelo meu padrasto.

Os meus pais separaram-se quando era novo. Mantive o apelido do meu pai.

- E fiz dele o meu nome do meio. - Certo.

- Tu não? - Não.

Oh! Somos mesmo iguais. Caramba.

- Conheces o meme do Homem-Aranha? - Do Homem-Aranha?

Sim!

Somos nós.

Somos mesmo nós agora.

Em miúda, os meus pais, sem dúvida,

que esperavam que eu encontrasse alguém que se parecesse comigo.

Um chinês simpático.

- Quero voltar a falar contigo. - Também.

O primeiro namorado que apresentei não se parecia connosco.

Eles: "Tudo bem."

Correu muito bem.

E cada tipo que lhes fui apresentando eram cada vez menos chineses.

Depressa perceberam que era pouco provável que isso acontecesse comigo.

- Olá? - Olá!

- Quem é? - Sou a Anna. Como te chamas?

Anna, sou o Blake.

- Prazer. - Também é um prazer.

Pelo meu aspeto, fazem suposições sobre mim com base na minha raça

ou pela forma como me apresento.

Tenho tatuagens, sou um pouco ousada, sou franca e tenho confiança em mim.

Assim, conhecem-me mesmo.

O que é para ti um sábado divertido?

O minigolfe é muito divertido.

Sim!

Podes medir forças comigo no Puttshack, se quiseres.

E depois…

E provar comida deliciosa, acho.

- Tipo… - Sim.

Seria um encontro perfeito de sábado.

Ou, no verão, podemos ir fazer uma caminhada ou assim.

- Sim! - Mas tenho 27 anos.

Já não sou assim muito nova? Sei lá.

Pois…

- Fico cansada muito depressa. - Estás no teu auge. Tu consegues.

Que idade tens?

- Tenho 32 anos. - Certo.

Sim. Não querendo apressar nem aprofundar muito as coisas,

mas há algum tema polémico que devia ser debatido?

Certo. És muito religioso?

Não sou.

Assim, sim!

É um prazer ouvir isso.

- Sim. Certo. - Porque eu também não sou.

E não pareces ser homofóbico ou racista.

Não! Não, chiça, não.

- Meto um sorriso ao lado do teu nome. - Um sorriso parece-me bem.

Parece-me ser uma avaliação decente. Pelo menos, medíocre.

Não pode ser má.

Gosto muito da tua gargalhada.

- Gostas? Obrigado. - Sim, é engraçada.

E a minha voz? Nunca gostei da minha voz.

Gosto da tua voz.

Não posso.

- Pronto, minto. Não, gosto da tua voz. - Gostas? Está bem!

- Adoro. Está bem. - Sim.

Estava a falar com a minha avó, há umas semanas,

e ela pergunta: "Há alguma mulher na tua vida?"

E eu disse, "Não, não há."

Desiludi-a outra vez.

- Correu bem. - Achas que sim?

- Sim! - Também acho.

- Espero voltar a falar contigo. - Fixe.

Eu disse: "Acho que tenho de pôr a carreira em lume brando um pouco

e dar prioridade às relações."

Muito bem.

Sim.

Ela disse: "É uma boa ideia."

Foi um momento de epifania.

"Eu perceber é uma coisa,

mas a minha avó percebe isso,

talvez esteja na hora de me concentrar nisso."

- Sou o Blake. Quem está aí? - Blake, sou a Megan.

Os meus amigos chamam-me "Megan Cintilante".

Adoro tudo o que brilha.

"Megan Cintilante." Vou lembrar-me disso. Prometo.

O que te trouxe a esta experiência?

Tenho 32 anos.

A maioria dos meus amigos está em relações sérias, começam a ter filhos.

Isso também faria parte da minha vida nesta altura, mas, quando tinha 20 anos,

dei demasiada prioridade à minha carreira, sinceramente.

- E tu? - Igual.

- Tenho 33 anos. - Certo.

Nos meus 20 anos, também me dediquei à minha carreira.

Trabalhei para uma empresa de petróleo e gás que foi vendida em 2020.

Isso deu-me alguma flexibilidade para perceber o que vem a seguir.

- Adoro a minha vida. - Sim.

Mas seria agradável passar por isso com um parceiro.

Sem dúvida.

Queres ter filhos?

Quero.

Estou numa ótima situação.

Só tenho de conhecer a pessoa certa.

Sei que serei uma mãe fantástica, por isso…

Pois…

Eu também ainda não encontrei a pessoa que me faz pensar:

"Meu Deus, quero que sejas o pai dos meus filhos."

- Pois. - Espero encontrar isso aqui.

Sem dúvida.

Acho que ainda estou solteira, sobretudo,

porque os homens se sentem intimidados,

devido à vida que tenho, ao meu sucesso, ao carro que conduzo, à casa onde vivo.

Os homens ficam inseguros com isso e sentem que não são suficientes.

Olá, linda.

- Olá! - Como te chamas?

Megan, mas os meus amigos chama-me "Megan Cintilante".

Megan Cintilante.

Sou o Mike.

- Chamas-te Mike ou Michael? - "Mike Sensual."

Donde és? O que fazes? O que te apaixona?

Estou a criar e a pôr em funcionamento a minha própria empresa.

Boa! Que tipo de empresa?

Um ginásio tecnológico orientado para a medicina.

Passaste no teste da onda.

Tens alguma coisa de longevidade ou biohacking?

Tenho algumas, como terapia de luz vermelha.

Tenho um painel de luz vermelha no meu escritório, na minha secretária.

- Adoro. - Quantos anos tens?

Tenho 33 anos.

Estás a arrasar ao fazeres isso tudo aos 33 anos.

- Quantos anos tens? - Digo-te depois.

Olha este com segredos. O que fazes na vida?

Sou um investidor imobiliário. Trabalhei em gestão de ativos e finanças.

Pensei que queria trabalhar à secretária e fazer parte dos negócios.

Mas foi muito drenante para mim.

Comprei a minha primeira casa em 2015 e continuei nessa linha.

- Boa! - Comprava uma propriedade por ano.

Isso é fantástico, fantástico e fixe,

mas cheguei a um ponto em que quero apoiar outra pessoa

e dedicar-me mais a uma relação.

Ser capaz de ter essa flexibilidade de fazer o que quiser.

Sim. Adoro planificações.

Sou perfecionista.

- Muito Tipo A. - Certo.

Se deixar um monte de pratos sujos, na ilha ou no balcão,

ficas zangada comigo?

- Irritar-me-ia. - Sim.

Mas eu acredito em papéis de género mais tradicionais.

Muito bem!

Não estou a dizer para deixares os pratos sujos ao monte.

Eu apoio isso.

Só é surpreendente de ouvir por causa da startup tecnológica.

Daí pensar que sou uma espécie de anomalia.

Tive uma carreira incrível,

mas também valorizo a mulher como cuidadora.

Sim.

E quero que o meu homem seja, entre aspas, aquele que sustenta,

que dá segurança e me protege.

Devemos dar destaque ao homem que diz:

"Quero cuidar da minha mulher."

- Adoro que tenhas dito isso. - Sim.

Adoraria conversar mais um pouco.

Sim, adoro. Talvez me digas a tua idade.

Mal posso esperar.

Estou ansiosa por isso, Mike.

Acho que, antes, procurava miúdas independentes,

que não queriam assentar.

Há muito para descobrir sobre ela, mas a Megan intriga-me.

Ela é independente, tem o seu próprio negócio.

E também daria uma boa esposa.

Só comecei a falar. Não me perguntaram nada.

- Diverte-te. Até breve. - Parece-me bem.

Ela é divertida.

Olá!

- Sou o Jordan. Como te chamas? - Jordan, sou a Megan.

Os meus amigos chamam-me "Megan Cintilante".

Como arranjaste essa alcunha?

Adoro brilhantes. Os meus sapatos brilham.

Tenho um carro com um emblema brilhante.

- Que carro? - Não sei se quero partilhar isso.

Vou perguntar-te o que fazes e depois começo a fazer suposições

sobre o carro que conduzes.

Trabalhei no petróleo e no gás.

Agora, vou abrir a minha própria empresa. na área da saúde e bem-estar.

Percebido. Conduzes algo de nível.

Tem de ser um BMW ou um Mercedes.

- Não. - Se enfeitaste o emblema de um Kia, fui.

- Não é um Kia! - Qual é o mal? Tenho um Kia.

Não enfeitei um Kia.

- É um Tesla? - Não. O que fazes?

Trabalho em transportes e logística.

Sou só o gerente de serviço da filial, é o título na minha assinatura de e-mail.

Adoro.

Sim. Não é mau.

Sinto-me um felizardo por ter chegado tão longe, creio.

- Sim. - Sou pai solteiro.

Isso toma-me bastante tempo e é a minha grande prioridade.

Tem quantos anos?

Cinco. Chama-se Luca.

Que fofo! Queres mais filhos?

Fiz uma vasectomia.

Mas posso revertê-la.

- Consegue-se fazer isso? - Sim.

Posso perguntar porque acabou a tua última relação?

Antes, namorava sempre com homens velhos… mais velhos.

- Sim. - Mas não estava a resultar para mim.

E conheci um tipo que era significativamente mais jovem,

mas não estava numa fase da vida em que estava pronto para casar,

nem pensava sequer em filhos e assim.

Queres ter filhos rapidamente.

Não muito rápido, mas estou numa idade

em que passei por relações de merda e estou pronta para encontrar o tal.

Eis a questão. Eu considero que as nossas estéticas são opostas.

Eu conduzo um Kia Forte de 2013.

Costumo usar calças de ganga pretas, t-shirt preta e ténis brancos.

E tu és cintilante. Como é que as nossas estéticas combinam?

O meu carro é brilhante, mas a minha casa não.

Tipo…

Não sei se acredito nisso.

- Juro! - Alcunha revogada.

- Agora és a Megan Normal. - Não me revogues o título.

Se quiseres que te chame Meg Cintilante, chamo.

Sim, por favor.

Gostei da forma como o disseste. Era sedutora.

Muito bem, Jordan.

- Tem cuidado. - Está bem.

Mano! Meu, isto parece magia negra.

Foi tão divertido!

Estou noivo.

Olá!

Foi giro!

- Há boas miúdas ali. - Estamos em apuros.

- Há uma que não me sai da cabeça. - A sério?

Sim, uma miúda chamada Megan Cintilante.

- Estás a dizer a verdade? - O quê? Juro, meu.

Havia um pai.

- Mas era fixe! - Sim, foi muito fofo.

- Achei-o fixe. - Surpreendeu-me.

A Kacie foi fixe.

- Musicais, teatro… - Eventos desportivos.

Não lhe perguntei de que mais gostava. Estava mesmo a vibrar com ela.

Sabem quem acho que é playboy? O Mike.

- Não é o Michael. É o Mike. - Compreendo.

- Como te sentes, Blake? - Tenho algumas que me empolgam.

Diversão da boa. Por enquanto.

- A encontrar o amor! - A encontrar maridos!

Vamos. A encontrar o nosso amor.

- Saúde. Sim. - A encontrar as nossas mulheres.

RESIDÊNCIA FEMININA

Sinto-me tão doméstica!

Achas que está pronto?

Não me parece.

Meu Deus, sou mesmo idiota.

- O quê? Estava desligado? - Tens de ligar no botão.

- Estava desligado? - Estava.

- Queres sentar-te comigo? Ali Cat? - Sim.

Engraçado teres dito "Ali Cat". Estive na reserva do exército.

- Meu Deus! - Já te tinha dito?

- Sei lançar uma granada. - Ena!

Acho que estou solteira porque…

… ainda não encontrei ninguém

que correspondesse às minhas ambições e motivações.

Está bem, Ali Cat.

Era eu quem orientava os meus ex-namorados e os motivava.

Quero uma pessoa que faça o mesmo por mim.

- Estás tão bonita. Meu Deus. - Obrigada.

Sou uma pessoa muito gentil, carinhosa e amorosa.

Mas a minha imagem é mais dura, mais agreste.

Talvez seja por isso que afasto as pessoas de mim

e talvez devesse perguntar isso ao meu terapeuta.

Olá! Quem é?

Bom dia! Sou a Ali.

- Sou o Anton. - Foi o que pensei.

Só as pessoas muito próximas me tratam por Anton.

É habitual chamarem-me Tony.

O meu melhor amigo, diz: "Usa antes Tony.

É muito mais fácil." Depois, falei com outro amigo meu.

- E ele disse: "Não. Usa Anton." - Não!

"Vais estar possivelmente a falar com a tua mulher."

Sim.

"Associa o primeiro momento com a forma como se vai dirigir a ti."

- Sim. - Que é Anton.

Ainda bem que te apresentaste como Anton.

Aconteceu o mesmo comigo, tipo…

Tratam-me por Ali há tantos anos,

mas a Aline é quem eu sou realmente, no meu íntimo.

Em adulta, passei a ser a Ali porque me cansei de corrigir as pessoas.

Anton e Aline.

Sim. Anton e Aline. Não há como copiar este casal.

Estou a tentar pensar num nome giro para nós.

Uma mistura dos nossos dois nomes juntos.

Anton e Aline.

Antini.

Antonini. Não, parece muito italiano.

- Parece um prato italiano. - Parece!

- Antonini. - Antonini.

Parece o nome de um panini.

Quer um Antonini?

Era uma alcunha que as pessoas utilizavam.

Diziam "Aline Panini".

Aline Panini.

Não me lembro do teu apelido.

Sinto que, se te pedir em casamento, o que me imagino a fazer,

preciso de saber o teu nome completo.

- Preciso de saber tudo. - Tens de saber isso.

No Brasil, não usamos nomes do meio.

O meu apelido é Iappe.

- Mas… - Compreendo perfeitamente.

Na verdade, sou russo. Falo três línguas.

- Eu também! - A minha família está na Rússia.

Têm uma tradição em que o nome do teu pai

se torna no nome do meio de um homem. Mas, oficialmente, não tenho nome do meio.

Já ouvi falar disso. A minha colega de quarto é ucraniana.

Fui criado na fronteira com a Ucrânia.

Metade da minha família está na Rússia e o lado do meu tio está na Ucrânia.

Estão divididos pela guerra. É terrível.

A vida é difícil.

Passei por muita coisa difícil.

Não me queixo. Sinto que fico mais forte com isso.

- Sim. - E fortalece o caráter.

Fui criado para ser estoico.

Não fui protegido. Tive de construir a minha própria vida.

- Sem ninguém a levar-me pela mão. - Sim.

Sinto que me tornou um homem mais forte.

Construí o meu negócio. Comprei a minha primeira casa quando era novo.

Saí-me bem e sou o homem que sustenta.

Sou muito tradicional em termos de como trato as mulheres.

Sobretudo, as mais importantes na minha vida.

- Como a minha mãe e futura esposa. - Sim.

Quero que os meus filhos sejam capazes de copiar isso

e quero incutir-lhes os valores que tenho e a forma como me comporto.

Foi algo que prejudicou algumas das minhas primeiras relações.

Não tinha um conjunto de padrões incutidos desde a infância…

- Sim. - … que visse numa figura masculina.

É algo que quero dar aos meus filhos.

Quero que olhem para o nosso amor e se sintam inspirados.

Quando são novos, vão achar nojento.

"Pai e mãe, parem."

Estás a ver? Mas…

Mas quando tiverem a nossa idade, vão dizer:

"Quero ter o tipo de relação que a mãe e o pai têm."

- Sim. - Era algo que eu também não tinha.

Raios me partam se os meus filhos não crescerem

a ver que o pai e a mãe deles ainda estão juntos.

- Tipo… - Sim.

Não vou deixar que isso aconteça.

Isso é muito importante para mim.

Sim.

A diferença entre estar casado com alguém

e namorar com uma pessoa é… - Sim.

… que tu esperas e precisas que a outra pessoa seja a tua âncora.

Ser uma âncora, acho que é uma dinâmica importante

na relação que procuro.

Mas parece que talvez estejas habituado a reprimir os teus sentimentos

e a lidar com tudo sozinho.

Sentes que partilhas os teus sentimentos?

Só partilho os meus sentimentos com quem me sinto à vontade.

Não estou à espera que faças algo quanto a isso,

porque não preciso…

Só preciso de alguém que me possa ouvir e dizer:

"Eu entendo, querido."

- "Eu percebo", sabes? "Eu percebo." - Sim.

A pessoa que mais amas está a ouvir-te.

Sim.

Isso faz sentido, querida?

Faz. Espera, podes repetir?

Querida.

- Querida. - Sim, faz sentido.

- Sim? - Gosto disso.

Sim? Gostas?

São pequenas pitadas de afeto.

Gosto de ti.

Também gosto de ti.

Não imaginei ser capaz de criar uma ligação com alguém tão depressa.

Tem sido surpreendente da melhor forma.

RESIDÊNCIA FEMININA

- Estou a adorar as ondas. - Eu também.

Há algumas pessoas para quem nunca teria olhado.

Sei que temos os mesmos valores morais, mas os estilos de vida são diferentes.

Tipo: "Eu nem te teria ligado num bar."

- Estou pronto para me apaixonar. - Sim?

- Vamos lá! - A sério! Vou ficar entusiasmado.

Estou farto desta merda superficial. Está demasiado superficial.

- O que estás a perguntar? - Vais ter os meus bebés?

Toda esta experiência é dar uma oportunidade às pessoas.

Pessoalmente, já tive encontros combinados.

Já usei aplicações de encontros.

Já perguntei a amigos: "Conheces alguém que possa gostar de mim?"

Já fiz de tudo.

Mas entrei nesta experiência com o espírito aberto.

Para já, a minha primeira opção é a Kalybriah.

Ela é muito divertida e enérgica.

Ela combina com a minha energia.

Olá!

Olá. Não sei quem é.

O Edmond.

- Quem achas que é? - Kalybriah.

Sim, senhor.

Sim.

Olá, meu amor. Como te sentes?

Sinto-me magnificamente bem, sobretudo, por estar aqui contigo.

Nunca tive uma faísca assim. Sinto uma faísca.

Sim, também a sinto.

Tipo: "Onde está o meu homem?"

Estou aqui.

Sei que está certo!

A sério.

- Fazes palpitar o meu coração. - A sério.

Não fales assim comigo!

Então, Edmond, procuras um casamento tradicional ou não tradicional?

- Não tradicional. - Porquê não tradicional?

Quero algo diferente, algo especial, só nosso.

Sim. Acho que não sou muito tradicional.

- Não me importo de sustentar a família. - Sim.

Não me importo se for o meu marido.

Não me importo de cozinhar ou o meu marido.

Não me importo de ser eu a cuidar dos miúdos ou o meu marido.

Sou uma mulher "tudo a meias".

- Não vou ser dona de casa. - Sim!

Vou trabalhar. Andei a estudar.

Tenho diplomas. Vão ser usados.

Sim, e adoro.

- O que fazes? - Sou assistente social itinerante.

- Está bem. - Gostas de viajar?

Sim. Adoro viajar.

Do que visitaste, que sítio preferes?

O Reino Unido. Tem uma grande comunidade de skate.

Fui para andar de patins e conheci muita gente do Reino Unido,

patinei com eles, conheci Londres…

A sério? Queres fazer isso com a tua companheira?

Claro.

Eu alinharia nisso com o meu homem. Sou ativa, gosto de atividades.

Fui atleta universitário. Sou muito ativo.

- Também! Que desporto? - Futebol.

Que posição?

Cornerback.

- Cornerback? - Era defesa.

Joguei basquetebol universitário. Era extremo-base.

Certo!

Sim, fui extremo-base. Sabias como tudo funcionava.

- Sabes como a disciplina é importante. - Sim, sei.

- O que fazes? - Sou agente imobiliário.

- Sim? Conta-me mais. - Geria propriedades.

Estive no ramo durante cinco anos e meio.

Mas decidi sair e fazer aquilo que me apaixona,

que é o ramo imobiliário.

Adoro.

É curioso porque posso ligar o teu trabalho ao que quero fazer a seguir.

Quero entrar na assistência ao alojamento. Comprar casas e alojar pessoas.

Adoro.

Como estás nesse ramo,

podemos ajudar-nos um ao outro.

Uma mão lava a outra.

Adoro. Sei muita coisa sobre o serviço social.

Cresci no sistema de acolhimento.

Meu Deus. Quero um lar sem fins lucrativos.

Muito bem.

És tão intrigante.

Ainda não o disse a ninguém.

- Vai ser o nosso segredo, fofo. - O quê?

Vamos aprofundar. Quero saber como foi a tua infância.

Caramba.

Sinceramente, ninguém me perguntou isso, KB. É um sinal.

A minha infância…

Cresci na Virgínia Ocidental, é um estado muito pobre.

Sim.

Passei a vida em famílias de acolhimento,

às vezes, os meus pais tinham a minha guarda, outras vezes era o estado

e ficava com desconhecidos.

Estava sempre a entrar e a sair de lares de acolhimento,

a andar de um lado para o outro, longe dos meus irmãos.

Quando estava com os meus pais,

ficávamos com eles dois ou três meses

ou o tempo que fosse…

Mas éramos levados de casa novamente por algo que eles tinham feito…

Sim.

Os meus pais nunca estiveram tão bem como agora.

Falo com eles regularmente. Adoro-os.

- Sim. - Não há remorsos.

Fez de mim o homem que sou agora.

É também por isso que estou nesta experiência porque tive…

Tive uma infância difícil, mas fiz o mestrado.

Venci as probabilidades e não uso isso como desculpa.

- Sim. - Não é desculpa.

Tornou-me quem sou.

Mas, mais tarde, quero ser professor substituto.

Certo. Gostas de ensinar?

Sempre senti essa vocação. Um professor salvou-me a vida.

- O meu professor do quinto ano. - A sério?

Sim, então…

- Não quero chorar, mas… - Não, tudo bem. Quero saber.

Sim.

Estou a lidar melhor com as minhas emoções.

Em miúdos, temos de ser duros, não podemos chorar.

Já lido melhor com o choro. Não há problema em chorar.

De todo.

Para mim, és mais homem se chorares.

Está tudo bem, amor.

Quem me dera poder abraçar-te.

Está tudo bem, querido.

Está tudo bem.

Agradeço que consigas estar aqui

a ser vulnerável comigo, do outro lado da parede.

Sei que não é fácil.

Mas significa que és muito forte e que tens inteligência emocional.

As pessoas mais fortes choram.

- Obrigado. - Ora essa, meu amor.

Ora essa.

Sim, obrigado, mas…

O meu professor do 5.º ano salvou-me a vida.

Foi isso que me levou a querer entrar no ensino básico,

porque tenho muita energia e quando estou com crianças…

Só tens de te divertir e ser uma criança,

mas quando as coisas se complicam,

consigo identificar-me com eles a um nível totalmente diferente.

Sim.

Fazes com que fique caidinha por ti.

É de loucos.

Sim, KB. Obrigado. A sério.

Ora essa, fofo.

O meu bebé da Virgínia Ocidental.

És a única…

A sério.

Agradeço muito mostrares-te vulnerável comigo.

Muito obrigado, KB.

Ora essa, meu amor.

Gosto do facto de haver uma ligação assim tão cedo.

Quero continuar a falar contigo, a conhecer-te. Estou empolgada.

Sim, também. E digo mais.

- Procuro a minha cara-metade. - Sim.

Mas estou à procura da minha melhor amiga.

Concordo.

Sim, falo contigo depois. Mal posso esperar.

Vou voltar para a sala empolgado.

Fizeste-me corar.

KB, és a maior!

A maior!

RESIDÊNCIA MASCULINA

Meu, tenho medo deste tipo e do Mike a falar com as minhas mulheres.

Entro depois e elas estão…

- Ficam: "Que merda é esta?" - Meu.

Estão: "Meu querido…" estão a ver?

E eu do outro lado, tipo…

Tive uma relação longa, cinco anos, e não saí com mais ninguém.

Ainda não senti o que alguns dos outros sentiram, talvez.

Acho que tens mais piada do que eu.

- Não, não é verdade. - Acho que ele é capaz.

Não, só tenho piada com homens, pelos vistos.

Com mulheres…

Nunca pensei dizer isto,

mas percebo que as pessoas se apaixonem aqui, em pouco tempo.

Olá?

Joe!

Eu e a Madison criámos uma ligação logo no início.

Sentia-se a energia, através da parede e nas câmaras.

Vim procurar uma mulher.

Já quase me casei, já passei por isso.

Estive noivo.

Não resultou, mas não me inibiu de procurar alguém,

a minha alma gémea e melhor amiga.

Adivinha quem é.

Não me obrigues a fazer isso.

- Estou a brincar. É a Madison. - Certo!

Madison, como estás? É um prazer falar consigo.

Sim! Céus, também estou muito feliz por voltar a falar contigo.

Passei o dia a pensar nisso.

- Passaste? - Sim.

Estás a entrar na onda da Madison?

Estou na onda da Madison hoje, por isso…

Mas de certeza que o ouves muitas vezes.

- Tão querido. - Sim.

Não sei. Talvez o tenha ouvido uma vez, mas…

Só uma vez, certo?

- Só uma vez. - Foste tu! Não, estou a brincar.

- Fui o único! - Estou a brincar.

Como seria o teu encontro ideal?

- O meu encontro ideal? - Sim.

É uma boa pergunta.

O meu encontro ideal…

Gosto de karaoke, o que é hilariante, porque não sei cantar.

- Qual é a tua música preferida? - "Fergalicious."

- Não… certo. - "Fergalicious!"

Sinceramente, adoro karaoke. Acho que tenho uma voz decente.

Qual é a tua música preferida?

Qualquer música country infeliz que vou cantar ou Queen.

Gosto.

Então, karaoke e depois?

Depois, damos um passeio até uma loja 7-Eleven para comer algo.

Nunca fui a uma 7-Eleven num primeiro… é um primeiro encontro?

- Já passámos o primeiro encontro. - Desculpa. Esqueci-me. Sim.

Leva-me ao teu encontro perfeito. Uma passagem pela 7-Eleven.

- Só uma passagem. - Certo.

Ir comprar, sei lá, uns aperitivos picantes.

Ótimo! Muito bem.

E para onde vamos, vamos a pé?

Sim! Vamos a pé.

Jantamos pelo caminho? Ou é só karaoke, aperitivos picantes…

- Porque tenho de pensar nisto tudo? - Só estou a perguntar!

Karaoke, aperitivos picantes e casa.

Planeei a primeira parte. Agora, tu.

Não, foi bom. Não posso continuar.

- É o teu encontro preferido. - Vá lá! Diz-me o que se segue.

- Está bem. Sim. Sim. - É uma parceria, certo?

Preciso que acabes o encontro.

Vamos a acabar o encontro. Então, depois de te ir buscar…

Meu Deus! Devias continuar donde estávamos!

- Estávamos na 7-Eleven. A partir daí. - Certo. Estava só…

- Joe. - Sim.

- Vamos do karaoke ao 7-Eleven. - Muito bem, karaoke.

- Sim. - Aonde vamos depois disso?

- Querias que falhasse! 7-Eleven? - Meu Deus! Joe!

Vamos a um bar estilo speakeasy, vamos jantar fora…

Depois vamos para casa para um momento de aconchego.

Sim, sem dúvida.

- Credo! - Desculpa.

Chegámos lá.

- Olha. Foi trabalho de equipa. - Foi trabalho de equipa.

- Orgulho-me que tenhamos encontrado… - Certo.

Só estou a dizer que estou ansioso para voltar a falar contigo.

Meu Deus, Joe. Tens tanta piada.

- Também quero voltar a falar contigo. - Sem dúvida.

És um fartote.

Certo… não sei se já me chamaram fartote…

Não me lembro da última vez que o disse.

Até amanhã!

Então, bebé?

Olá, querida.

Quando ouço a voz da Ali, é como uma canção para mim.

Não paro de pensar nela.

Quando começaste a trabalhar?

Tinha 16 anos.

Quando fiz 14 anos, arranjei emprego no McDonald's.

- Foi o meu primeiro emprego! - A sério?

- Sim, querida! - Incrível.

A servir Quarter Pounders e Big Macs.

Eu era o gerente.

Eras gerente?

Que idade tinhas quando começaste a aprender inglês?

Oito.

- Oito? - Sim.

- Sim, eu também. - A sério?

Sinceramente, orgulho-me imenso de ter aprendido inglês.

É algo impressionante.

Foi difícil!

- Foste vítima de bullying? - Fui.

- Eu também! - Na primária.

Lembro-me de ficar confusa

com palavras aleatórias que não significavam o que queriam dizer.

Diziam: "Tenho um pau para ti" ou…

Sim.

"Tenho um pau para o almoço." Eu ficava: "O quê? O que é…"

Sim. "O que é um pau?" Sim. Que fofa.

Espero que ela sinta o mesmo que eu.

Mas acho que a melhor hipótese esta noite

seria tornar a minha posição mais clara.

Ainda não tenho toda a clareza de que preciso.

Ajoelhar-me na câmara? É stressante.

Tive um sonho esta noite e a tua mãe entrava nele.

Que sonho? Merda!

Não foi…

Foi um sonho estranho. Estavas a sair da prisão.

Estava a sair da prisão? Nunca estive preso!

- Sim! - Ainda não.

Podes pôr-me lá dentro, mas…

Fiquei…

Eu e a tua mãe fomos buscar-te à saída da prisão.

Mas eu nunca te tinha visto.

É preciso muito para eu não erguer defesas.

Sim.

Tem sido o meu problema no passado,

mas acho que não houve um momento em que não pensei em ti.

E…

- Eu… - O que sentes por mim?

Amo-te.

A 100 %.

Com todas as células do meu corpo, eu amo-te.

Agradeço que o tenhas partilhado comigo e…

Também te amo.

Também te amo, Aline.

Também tive um sonho esta noite e esse sonho era contigo.

Percebi, nessa altura, que todos os sinais que recebi de Deus,

que recebi de mim mesmo, do meu coração, da minha alma,

levaram-me na direção certa.

E sei que a conclusão a que cheguei

é a correta, não só para mim, mas para os dois.

Aline…

Queres passar o resto da tua vida comigo?

Meu Deus.

Meu Deus.

- Queres casar comigo? - Meu Deus.

Quero. Sim.

Obrigado, querida.

Não devia chorar tanto.

O meu rímel não é à prova de água.

Quem me dera poder abraçar-te agora.

Vou partir a parede.

Vou partir a parede.

Só sei que era a coisa certa a fazer

e espero que tu sintas o mesmo e…

Igualmente.

- Ficaste noiva. - Que empolgante.

Estou noiva.

Ficaste noivo.

Exato!

Pronto, fofa. Estou empolgado para te ver amanhã.

Empolgado para te dar o anel e dormir bem esta noite, está bem?

- Amo-te. - Também te amo.

Meu Deus.

Bem, rapazes!

Meu Deus!

Ela ficou noiva!

Parabéns!

RESIDÊNCIA FEMININA

Que giro.

E quem é?

É a Kacie.

Porque é tão durona? Não sou assim numa passadeira.

Vou fazer ovos mexidos e deixá-los malpassados.

- Gostam de leite nos ovos? - Sim, claro.

- Tenho fotos do meu filho. - Meu Deus!

Meu Deus.

- Vejam como é giro. - Meu!

- Não é giro? - É lindo.

- Não é parecido comigo? - A sério?

O meu filho é o miúdo de cinco anos

mais fixe, mais bonito, mais educado

mais adorável e mais carinhoso.

Tenho saudades do Luca. Um pouco mais hoje do que ontem.

É intenso.

Só quero que se orgulhe de tudo o que faço.

Namoro por dois, certo?

Não namoro só por mim, namoro pelo Luca.

Quero o melhor para ele.

Quero agir como deve ser com ele.

Porque ele merece bons exemplos na vida

e merece mais uma pessoa que o ame,

porque ele é o melhor.

Olá.

Boa tarde. É o Jordan.

Jordan! É a Megan Cintilante.

Megan Cintilante! Tudo bem?

Há uma jovem simpática chamada "Megan Cintilante".

No início, pu-la de parte porque detesto a alcunha.

Mas depois de falar com ela, ela parece tão confiante,

independente, forte, muito ambiciosa.

É apaixonada pelo trabalho.

Sinto que, quando falo com a Megan, sou quase apanhado de surpresa.

Então, ela tem consumido os meus pensamentos.

Como vai o teu dia?

Na sala, por acaso trouxe uma caixa de fotos do Luca

e estão a dar cabo de mim.

Não estava a chorar. Estava a fazer breakdance.

Por isso, não te enganes.

Sim, estava só a tentar processar as ideias. Foi intenso.

Sim.

O teu objetivo é encontrar uma parceira que faça parte da vida do Luca.

Julgo que ele vai ficar muito grato, um dia, por fazeres isto.

Foi diagnosticado com diabetes tipo 1 quando tinha dois anos.

- A sério? - Sim.

Fico furioso porque ele não merece.

O meu pai tinha diabetes tipo 1.

- A sério? - Sim.

O meu pai faleceu em 2020, mas até lá

ele injetava-se com insulina.

Como é com o Luca?

Tem uma bomba de insulina que mudamos de três em três dias.

É de tamanho único.

É brutal ver os bracinhos dele todos marcados e as pernas também.

Há miúdos com cancro e assim, por isso, tento mostrar gratidão, mas…

Ainda acho que ele… era a última pessoa a merecer isso.

Sim.

Estou a ficar emocionada.

Eu sei. De certeza que te identificas.

Eu sei. Passei por isso com o meu pai, sei que não é fácil.

Ele faleceu devido a complicações?

Complicações indiretas,

mas acho que, com a abordagem moderna da diabetes…

Com o que o Luca tem, acho que vai ficar bem.

Sim.

Só fico chateado por ele ter de lidar com isso.

Trocava de lugar com ele num piscar de olhos.

- És um excelente pai. - Espero que sim.

Na verdade, sei que sim.

O que quer ele ser quando crescer?

Quer ser polícia.

O que querias ser quando eras criança?

Provavelmente, skater profissional, algo completamente escandaloso.

- Certo. - E tu?

Quando eu era mesmo criança, o homem da UPS.

A farda da UPS e a tua personalidade cintilante destoariam.

Arranjaria forma de a tornar fabulosa.

- Conduzes um Audi. - Não.

- Raios! - Ainda a tentar adivinhar?

Estou a tentar adivinhar.

Fiquei: "Audi foi a única que não disse."

É um Alfa Romeo?

Adivinhei e tu… vais dizer que não?

- Eu diria. Não adivinhaste. - Certo. Ferrari?

- Não. Não é importante. - Não?

Vou descobrir, mas voltemos ao que importa.

Acho que o que percebi com esta experiência

é que é importante ter uma ligação emocional com alguém,

chorar um pouco e sentir-me apoiado.

Nunca tive uma relação onde isso aconteceu.

- Ponto final. Zero. - Mereces.

Espero que sim.

Mereces mesmo.

- Obrigado. - Pronto.

Acho que é um jogo bom para as câmaras.

- Vamos a isso. - Vamos completar frases.

Tu primeiro.

"Apaixonarmo-nos deve ser…"

- "Arco-íris e unicórnios." - Boa.

Estou a brincar.

Acho que apaixonarmo-nos deve ser empolgante, assustador,

divertido, alegre.

Podes inserir qualquer emoção que ela aplica-se.

Interessante.

Sentes alguma dessas coisas?

Muitas.

Acho que podemos dizer "Apaixonar-me devia ser assim."

Fofo.

Muito fofo.

Parto-me a rir sempre que estou com o Jordan.

Mas…

Por muito divertido que seja, acho que não…

… estamos em sintonia em outras coisas.

Não… vejo os nossos estilos de vida a combinar.

Mas quem sabe?

Olá, linda.

Cumprimentaste-me assim no primeiro dia.

- Sei que és uma pessoa linda. - Obrigada.

Mike.

Mike. Mike.

De todos com quem falei, parece ser o único

que tem a vida mais resolvida

e acho que somos muito… muito compatíveis nesse aspeto.

- Espera! - Sim.

- Nunca me disseste a tua idade. - A minha idade?

Lembras-te de que estavas a guardar segredo.

Quantos anos achas que tenho?

Acho que és mais velho do que eu.

- Tenho 37 anos. - Tens 37! Adoro.

Sinto-me atraída pelo Mike.

Quero construir um império com alguém

e acho que ele seria uma boa pessoa para isso.

- Falaste de coisas holísticas. - Sim.

E alinho nisso, sem dúvida.

Faço parte de uma grande…

Chamamos-lhe tribo, mas é algo nacional.

Um monte de tipos abastados fazem parte dela.

Não se trata apenas de dinheiro e negócios. Tem pilares.

Há seis pilares. A saúde é um dos pilares.

Dieta e exercício.

Para mim, é difícil ir à mercearia

porque não sei o suficiente para me sentir à vontade

quando vou às compras.

É por isso que tenho de me casar para seres a especialista.

Para eu fazer as compras?

- Sim. - É o que estás a dizer?

Usas a plataforma ou vais à loja, como quiseres.

- Não te importas? - Sim, eu trato de ti.

E cozinhar?

- Cuidado. - Eu sei.

Era o que procurava. Só para ter a certeza.

Eu respondo-te.

Não sei se te disse, mas tenho um jacúzi e uma sauna.

- Cabem duas pessoas? - Tenho espaço para ti.

- Está bem. - Pode aquecer um bocado.

Estou preparada.

O Mike é ambicioso e motivado, emocionalmente inteligente.

É um grande favorito.

Mas o Blake tem algo, sem dúvida.

Tenho pensado sempre nele.

- É o Blake. - É a Megan.

- Megan! Como estás? - Bem, e tu?

Bem!

O que tenho com ele é muito forte e continuo a ficar deslumbrada.

Acho que quase procuro encontrar um defeito neste homem.

E… não encontro.

Parece de doidos.

Há algo na tua infância que farias de forma diferente

em relação ao que os teus pais fizeram?

A resposta curta é sim.

- Disse-te que o meu pai faleceu. - Sim.

Faleceu num lar de cuidados paliativos. Há quatro anos e meio.

Faleceu de insuficiência renal.

Lamento.

Não faz mal. Obrigado.

Arrependo-me de não ter uma relação mais próxima com ele.

- Certo. - A nossa ligação era o desporto.

Praticou muitos desportos em miúdo e era fantástico

a treinar os desportos com os três filhos.

Levava-nos aos treinos.

Era assim que ele, penso eu, expressava o seu amor de muitas formas,

o que foi fantástico e não quero subestimar isso, mas…

Não havia muito mais do que isso, para ser sincero.

Certo.

À medida que envelheci, aos 20 anos,

comecei a pensar a olhar para trás e quase…

Não sei se "ressentimento" é a palavra certa, mas…

Fiquei chateado por não termos tido uma relação melhor.

Sim.

E quando a saúde dele se começou a deteriorar,

em vez de tentar recuperar o tempo perdido,

não sei, acho que deixei a minha frustração levar a melhor e…

Sim, arrependo-me muito disso.

Alguma vez lhe falaste nisso?

Não, e…

Foi uma oportunidade perdida.

Muito disso é arrependimento:

"Devias ter tomado a iniciativa, esforçares-te mais

para promover uma relação mais próxima, mais significativa e proveitosa."

Não fiz isso.

Mas também há coisas, como:

"Porra, porque é que ele não tentou fazer isso comigo também?"

Perceber a forma como isso influenciou as minhas relações,

acho que há um fator de confiança,

de não me aproximar muito de alguém porque:

"Talvez me desiludam."

Sem dúvida.

Os meus pais… eram iguais.

- Evitar conflitos. Quer dizer… - Sim.

Não quero repetir os erros que vi no casamento deles

e nas vidas deles.

Sim.

E houve muita coisa, com o meu pai, que tive…

… de o perdoar, sem dúvida,

mesmo depois de ele falecer.

Acho que não sabia que o teu pai tinha morrido.

- Sim. - Lamento muito.

Consegui, enfim, perdoar totalmente o meu pai.

- Isso é fantástico. - Sim!

- Deu muito trabalho, claro, e… - Sim.

- Posso perguntar como faleceu? - Sim.

Então, ele tinha diabetes tipo 1

e acho que, com o tempo, com o desgaste do sistema dele,

começou a desenvolver demência precoce.

Certo.

Um dia… o nível de açúcar no sangue ficou super…

Meu Deus. Desculpa.

Não, tudo bem.

O nível de açúcar no sangue subiu muito.

Caiu e bateu com a cabeça. Sofreu um ataque cardíaco.

Acho que a forma como aconteceu e na altura que aconteceu foi…

… o melhor que podia ter acontecido.

Porque acho que se tivéssemos de…

… decidir colocá-lo num lar,

acho que teria sido muito mais difícil.

Pois.

Consigo imaginar.

Sim.

Lamento.

Obrigada.

Desde os meus 12 anos que ele dizia: "Vou morrer."

Literalmente, toda a minha adolescência, até à idade adulta,

acho que me preparei psicologicamente para a morte dele.

Após a morte dele,

agarrei-me ao facto de que ele ainda está comigo.

Sem dúvida.

E até…

… neste processo…

Sim.

Tipo…

- Merda. - Não!

Não, está tudo bem.

Pedir-lhe mesmo para, sabes, me guiar e…

Sim.

Sim.

Qual seria a opinião dele deste processo?

Caramba.

Ele faria um comentário sarcástico sobre isto, de certeza, mas…

Claro. O meu pai também. Diria: "És maluco."

Sim.

Não, mas acho que…

Ele foi sempre o meu maior fã e…

Acho que me apoiaria muito.

Sim.

Sim.

E apoia. Eu sei que apoia.

Sim.

Eu sei.

- Obrigada por me ouvires. - Sim.

Não, eu…

Desculpa por não saber disso.

Não te preocupes.

- Sim. - É difícil. Sim.

Obrigado por partilhares e te revelares hoje.

Sim. Igualmente.

- Sim! - Gosto das nossas conversas.

Eu também.

Falamos depois?

Sim!

O Blake continua a ser o primeiro da lista.

Sempre que saio da câmara, depois de estar com ele, pareço…

… uma miúda tonta.

Consigo ver-me noiva do Blake.

Céus!

Esta experiência foi completamente inesperada.

Vim de coração aberto e pronta para encontrar a minha pessoa,

mas não pensei que fosse acontecer.

Sempre fui muito madura, toda a minha vida

e quero alguém que se sinta à vontade

a ser o líder da nossa relação.

O simples facto de ambos termos tido de aprender inglês como segunda língua.

Ainda bem que nos identificamos dessa forma.

É tão especial.

Apaixonar-me pela Ali, através de uma parede, parece loucura.

Ligamo-nos ao mesmo nível e completamos as frases um do outro,

o que é fixe.

A Ali desperta o melhor de mim. Ela desperta o cavalheiro em mim.

Ela porta-se como uma senhora

e tem uma onda elétrica nela que é…

… fantástica.

Há alguma coisa no ar.

Sinto-a à minha volta quando ela não está comigo.

Mas estou muito nervoso.

Espero que ela goste da minha aparência. e que goste do meu aspeto,

indo além da ligação emocional que desenvolvemos.

Tenho tentado imaginar como será o Anton.

Mas não parece que é uma pessoa real.

Estou…

… nervosa, empolgada, assustada…

Pode ser um autêntico desastre, mas eu amo-o.

Amo-o imenso.

E estou muito grata por ele.

Estou muito grata por ele.

Legendas: Helena Cotovio

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