All language subtitles for Sherlock.Holmes.and.the.Leading.Lady.Part.2.1991.DVDrip.x264-AAC

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Original subtitles

SHERLOCK HOLMES ASSASSINATO NA �PERA PARTE 2

Madame Adler! Irene?

Sr. Holmes! Sherlock, espere!

- Desculpe, dormi demais. - A carruagem nos espera.

Tive um pesadelo terr�vel.

Estava com medo que come�asse de novo.

Lamento ouvir isso.

E a minha empregada n�o me acordou esta manh�.

- Ela pode ter adoecido. - Eu n�o acho.

Ela ficou me atormentando noite passada sobre um encontro � meia-noite.

E eu acabei deixando-a levar minha mala da roupas.

Como � dif�cil manter criadas e, ainda assim, ser uma liberal.

Holmes! Holmes! Gra�as a Deus te encontrei.

Algo terr�vel aconteceu!

Hilda. Pobre Hilda.

E depois das coisas ruins que falei sobre ela!

Voc� n�o deve se culpar. Voc� n�o fez nada de errado.

Mas isso significa que voc� est� em grande perigo.

- Eu? Por que eu? - Ela est� usando seu vestido.

- Estou convencido: a faca era pra ti. - Holmes!

Sua t�cnica para tranq�ilizar mulheres precisa ser refinada!

Minha querida.

Com quem ela teve esse encontro � meia-noite?

Ela n�o me disse. Algum empregado, eu presumo.

Bem, Heinrich, voc� conhece Hilda?

N�o, senhor. Nunca a vi.

N�o?

- Algu�m me disse que o viu com ela. - Mas... Quero dizer...

N�o a vi ontem � noite. Eu juro.

Voc� � um mentiroso, Heinrich! Fale a verdade, ou mando prend�-lo.

Sim, senhor. Desculpe.

N�s combinamos de nos encontrar ontem � noite, na casa de ver�o.

Mas, quando cheguei l�...

ela estava morta, senhor.

- Bem morta. - Por que n�o disse a ningu�m?

Eu estava com medo! Achei que pensariam que eu fosse o culpado!

- N�o dormi a noite toda, senhor. - Estou inclinado a acreditar em voc�.

- Isso � tudo. - Posso perguntar...

...quem me viu com Hilda? - S� sua consci�ncia, meu rapaz.

Voc� me contou ao tentar esconder.

Sr. Holmes, gostaria de falar com voc� sobre um homem...

que se juntou ao nosso grupo e hoje de manh� desapareceu.

Ele era forte e tinha o rosto grande, arredondado.

Lembro que ele tinha mais cabelo no rosto...

do que na cabe�a. Sim, ele era quase careca.

Sim, me lembro dele.

Ele tamb�m tocava violino com destreza.

- N�o � horr�vel? - Terr�vel, minha querida.

- Imagine, ningu�m est� a salvo. - Ouvi dizer que foi um cigano.

N�o sei. Eu vi Hilda falando com aquele senhor alto...

barba limpa, cabelo repartido do lado e um nariz empinado.

Sim, eu tamb�m os vi juntos.

E eu tamb�m. E podia jurar que o senhor era voc�.

N�o, n�o. O senhor ao qual me refiro estava usando uniforme.

Ele tinha apar�ncia de ariano, com um sorriso bem arrogante e bobo.

Certamente, sem empregada, voc� n�o pode voltar ao seu quarto.

- Bem, posso encontrar uma nova. - N�o � dif�cil achar um criado.

Ser� dif�cil achar esse de novo. Posso garantir.

Esse n�o foi motivo para eu sugerir que voc� mudasse.

Os homens de Viena vir�o se acharem que voc� pode identific�-los.

- � melhor sair da cidade. - N�o posso abandonar a �pera.

N�o posso fazer isso com Dietrich. Ele acreditou em mim...

e me deu oportunidade de trabalhar, depois de anos aposentada.

Depois, tenho certeza de que n�o teve nada a ver comigo.

Aquele cigano s� estava com ci�mes, pois Hilda o abandonou pelo alem�o.

Talvez, talvez.

Talvez eu devesse ficar no seu hotel.

- No quarto ao lado do seu. - Watson est� no quarto ao meu lado.

Mas podemos tentar pegar o quarto ao lado dele.

Sherlock Holmes, nunca mais quero v�-lo!

Eu n�o queria assust�-lo. Obrigado por me encontrar aqui.

Tudo bem. Devo dizer que fiquei bem surpreso com seu bilhete.

- Pedindo por esse encontro. - Vou explicar.

Franz, a morte dessa mulher me fez reavaliar meu pensamento.

Vejo que fui injusto com voc�.

Fui cego pelo passado e n�o julguei bem...

sua produ��o de "Die Fledermaus�".

Estou tocado.

Genuinamente tocado.

Talvez voc� devesse rever nossa produ��o.

Agora que voc� est� nesse clima benevolente.

Talvez eu devesse. Talvez eu devesse.

Sherlock!

"Desculpe meus excessos, mas preciso jantar com voc�.

Ned Elliott."

N�o entendo! A estrela do Teatro Musical de Viena foi assassinada...

e a cidade n�o est� em alvoro�o com a not�cia?

Talvez n�o tenham achado o corpo.

Aquele Holmes... Talvez ele o tenha tirado do lugar.

- Por que ele faria isso? - N�o sei.

- Deve ser algum tipo de armadilha. - Oberstein...

...seu idiota! - N�o...

Voc� n�o matou Irene Adler; voc� matou a empregada dela.

O qu�?

Estou disposto a comprar o prot�tipo, assim como o projeto, Sr. Oberstein.

N�o. Venderemos s� o projeto.

Mas n�o posso ser posto na situa��o...

em que eu vendo o projeto a um cliente...

e ele descobre, um tempo depois, que uma terceira pessoa...

comprou o prot�tipo e o usou para fabricar...

centenas de detonadores, entende?

Mas eu lhe asseguro, Sr. Karparti: n�o venderemos o detonador a ningu�m.

Mas, Sr. Oberstein, e se voc� receber uma boa oferta?

N�s temos outros planos para ele. Simplesmente n�o est� � venda.

Al�?

Holmes?

Holmes.

� Simpson Makepeace. Ele foi encontrado morto.

- Morto? - E o projeto do detonador...

estava no seu bolso.

Holmes...

Parece que Simpson Makepeace estava em conluio com os bandidos...

...desde o come�o, voc� n�o acha? - N�o teorizo sem dados, Sr. Reginald.

Sherlock Holmes, eu ouso dizer.

Eu sou o inspetor Schmidt, Pol�cia de Viena.

Parece muito planejado. O homem, Michael Simpson Makepeace...

O honrado Michael Simpson Makepeace.

Como quiser.

Parece que bateram na cabe�a dele at� a morte e o jogaram no lixo aqui.

- Alguma coisa entre ladr�es. - Sim, temo que algo assim.

Que pesadelo!

- Algo foi tirado dos bolsos? - S� os desenhos...

que foram entregues ao embaixador.

Sabe, � estranho, o lixo daquela ca�amba est� muito molhado...

e o corpo est� s� um pouco �mido.

Levem-no.

Posso olhar o projeto tirado do corpo?

Obrigado.

Eu me arriscaria dizer que esse projeto � forjado.

Forjado?

Sim, tenho certeza de que foi alterado. Eu fiz todas as c�pias para meu tio.

Lembro-me de tra�ar esta parte aqui. Olhem...

Desenhei esta linha em curva para baixo. N�o para cima e em �ngulo.

- Ele foi copiado e alterado. - Obrigado, Srta. Froelich.

Deve ser meu aluno. Ensino alem�o para ajudar meu tio...

...com as despesas. - N�o vamos atrapalh�-los.

� voc�! Entre, por favor.

- Esses senhores j� estavam de sa�da. - Bem, Sr. Holmes!

Que surpresa! Parece que sempre te encontro onde h� uma dama bonita.

E eu a voc�, Sr. Elliott. Como explica essa coincid�ncia?

� tanto uma coincid�ncia para mim quanto para voc�, n�o acha?

Voc� � mais esperto do que parece, mas essa pergunta � puro sofismo.

Eu estou investigando o roubo de uma inven��o do tio da Srta. Froelich...

que foi visto sendo entregue ao teatro onde Adler est� atuando.

- E voc�? - Me formei em F�sica pela Harvard.

Estou de f�rias em Viena, tendo aula de alem�o com a Srta. Froelich...

que sugeriu que eu visse a produ��o de "Die Fledermaus" no teatro.

- Ela pode confirmar isso. - Sim, � verdade.

Foi assim que conheci a madame Adler.

- S� um simples turista. - Bem, n�o sei quanto ao "simples".

Tem um mapa de Viena para emprestar?

Acho que sim. Deixe-me ver na pasta.

Foi aqui que o corpo foi encontrado.

E essa � a casa que eu pretendo visitar.

A casa de um tal Hugo Oberstein.

Veja, Watson.

Sangue?

Provavelmente do pobre Simpson Makepeace.

- Mas como ele chegou aqui? - Ontem, em alguma hora...

Simpson Makepeace viu Oberstein...

o reconheceu e, ignorando minhas instru��es espec�ficas, o seguiu.

Os ladr�es j� tinham desenhado projetos falsos do detonador...

e queriam que eles chegassem � Embaixada Brit�nica...

assim se acreditaria que o neg�cio havia acabado bem...

e eu seria enviado para casa.

Boa tarde.

Meu nome � Michael Simpson Makepeace.

Sou o terceiro secret�rio da Embaixada Brit�nica.

Mas a chegada de Simpson Makepeace...

permitiu que o plano fosse melhorado.

Eles o mataram e usaram a chance para plantar a falsifica��o nele.

Depois o colocaram numa ca�amba, encheram de lixo...

e o jogaram no monte.

- Queriam que ele fosse encontrado. - Sim.

Por isso, deixaram o bra�o dele para fora.

- Holmes, veja isso. - Interessante.

Nos leva de volta ao teatro.

N�o h� pistas de quem esteve aqui com Oberstein.

Talvez uma ou duas.

N�o h� d�vidas de que Oberstein sentou-se ali...

e seus comparsas, aqui.

Mas aqui � a cadeira de honra.

Aqui sentou-se um homem de pelo menos 95 kg...

de cerca de 1,80 m...

como indicado pela altura de onde a cabe�a tocou a parede.

Ele usa �leo de cabelo. Caro, mas muito comum.

Ele fuma uma marca obscura de charuto h�ngaro chamada...

Memphis.

Holmes?

Sangue.

- P�prica! - N�o temos um minuto a perder!

O �leo de cabelo, charutos, p�prica...

marcas registradas do glut�nico agente e receptor internacional...

Laslo Karparti, de Budapeste.

Foi para ele que os ladr�es venderam o detonador.

E � ele que devemos encontrar com a maior rapidez.

Oberstein!

Watson, centro da torre!

Holmes, por favor, me ajude!

E ent�o, Sr. Holmes, aqui estamos.

- Foi aqui que voc� pegou o gordo? - Neste exato lugar, senhor.

Espere por n�s.

Holmes, voc� est� se sentindo bem?

Salame de p�prica, restaurante Gundel.

Karparti comprou a passagem aqui.

BUDAPESTE

Fomos levados para duas dire��es, Watson...

em dire��o a Karparti, que comprou o detonador dos ladr�es...

e em dire��o ao dono do broche de morcego...

algu�m ligado ao teatro e aparentemente c�mplice de Oberstein.

Siga em frente.

N�o vamos discutir. Pegarei o trem, e voc� fica aqui e acha o dono disso.

- Um rev�lver n�o ser� preciso. - Dr. Freud, o que faz aqui?

Sr. Holmes, gostaria de entrevist�-lo para um artigo que estou escrevendo.

Acho seu comportamento muito instrutivo.

Estou sem tempo. Vou para Budapeste.

Watson seguir� uma pista em Viena.

- N�o tenho tempo a perder. - Vou com voc�!

Temo que n�o. Pode ser perigoso.

E tenho que ir r�pido.

Eu n�o o atrapalharei, prometo. E, j� que estar� sem o Dr. Watson...

talvez eu possa te ajudar. Talvez minha dedu��o psicanal�tica...

possa se provar um suplemento ao seu poder superior.

Tudo bem. Se Watson n�o se importar.

- Nem um pouco. - Excelente!

- Voc� tem uma dura tarefa a fazer. - Espero orgulh�-lo.

Eu tenho certeza.

Leopold Strasse.

Voc� p�e o pino do detonador aqui...

e, quando pressionar o bot�o do detonador...

- E quanto custa essa belezinha? - Menos que o projeto.

Ainda temos 100 xelins.

Cad� Oberstein? Ele deveria ter chegado uma hora e meia atr�s.

N�o esperem. Ele n�o vir�. Oberstein est� bem morto.

Meu Deus!

Eu falei com Franzi. O corpo de Oberstein foi enterrado no lixo...

...igual ao ingl�s. - � o Holmes jogando conosco!

- N�o tire conclus�es precipitadas. - Pegamos os 100 xelins...

...e sa�mos do pa�s hoje! - Voc� � traidor da nossa causa?

N�o. Mas n�o serei um patriota morto.

Eles n�o podem nos desviar de nosso plano.

Vamos matar um austr�aco para cada b�snio que eles escravizaram!

E vamos come�ar com o pr�prio imperador!

- Isso mesmo. - Acho que isso prova que n�o � meu.

Sim, certamente.

Posso perguntar de onde veio seu broche?

Claro. Foi-me dado como lembran�a da estr�ia de "Die Fledermaus".

Acredito que todos os atores principais receberam.

E minha substituta, Olga Lindstrohm, conseguiu pegar um tamb�m.

- Quem deu esses presentes? - Desculpe.

Nosso diretor, Franz Dietrich.

Sobre o que voc� quer me entrevistar, Dr. Freud?

Voc� se joga tanto no trabalho...

que exclui outras facetas da vida.

- Isso me interessa muito. - Verdade.

Gostaria de descobrir como esse tra�o se desenvolveu em voc�.

Entendo.

Devemos come�ar com sua inf�ncia. Voc� era uma crian�a feliz?

- N�o vejo como isso seja relevante. - Deixe-me adivinhar:

quando beb�, voc� mamava no peito da sua m�e.

Adivinhar, doutor? Adivinhar � um h�bito chocante e destrutivo...

para a capacidade l�gica. Como este trem vai devagar!

- Sente-se amea�ado pelo que falei? - N�o seja rid�culo!

O que passa pela sua cabe�a, Sr. Holmes?

Na minha cabe�a, doutor? Botar as m�os naquele vil�o, Karparti.

Frase interessante. "Botar as m�os".

- Ent�o voc� gostaria de toc�-lo? - N�o, doutor, eu quero prend�-lo.

Sim, sim. Eu dei para todo o elenco principal e equipe.

Broches para as mulheres e alfinete de gravata para os homens.

- Poderia fazer uma lista para mim? - Com minha mem�ria?

Vou pedir para o diretor fazer para voc�. Eu dei 30 ao todo.

Acho que ser� um pouco dif�cil.

Deve estar aqui em algum lugar. Deixe-me tentar aqui.

N�o. Deixe-me pensar. Onde eu pus?

- Voc� poderia ter deixado em casa? - N�o levei para casa.

Cinco minutos, meninas, por favor.

Lembrei. Coloquei no meu porta-j�ias, ontem � noite.

Sa� do vesti�rio quando todo mundo j� tinha sa�do.

Menos uma pessoa, que entrou quando eu estava saindo.

- Quem era? - Irene Adler.

Por que a madame Adler estaria no vesti�rio do coral?

Eu perguntei, mas ela disse que n�o era da minha conta.

Ela disse isso? Aquela maquinadora mentirosa!

Madame Adler, posso assegurar: chegaremos ao fundo disso.

Com certeza!

Mas...

O que � isso?

- Essa mulher me acusou de roubar... - Ela est� tentando me demitir!

- Eu a amea�o! - Certo, certo. Parem!

Olga, n�o podemos ter esse tipo de diverg�ncia no elenco.

- Voc� ter� que sair do show. - N�o! Se ela sair do show...

...todos v�o achar que eu roubei. - � sempre a mesma hist�ria.

A prima-dona p�e para fora a substituta.

O que � isso?

Parece que � o broche de morcego desaparecido. Tome, querida.

Madame Adler, � a sua vez!

Amanh�, depois de tantas horas no trem, arrisco dizer...

que Karparti ir� direto ao seu restaurante favorito, Gundel...

para um prolongado almo�o.

Estamos duas horas atrasados. Ent�o, com um pouco de sorte...

chegaremos antes de ele ter terminado...

...a segunda sobremesa. - Excelente!

A� fomos para a cabine telef�nica e engolimos todos os peixes-dourados.

N�o! Voc� conta as hist�rias mais bobas!

� verdade, todas as palavras.

Voc� � bonita demais para ser enganada.

Perco toda a minha mal�cia na sua presen�a.

S� ficar na mesma sala que voc� me deixa arrepiado.

Nossa! Que garoto mau!

- Bem, n�o est� comigo. - Claro que n�o.

Talvez possa lev�-lo ao teatro hoje � noite.

N�o posso fazer isso. N�o est� na minha casa.

- Ent�o onde est� exatamente? - Bem... isso �...

Eu dei de presente. Para uma amiga.

Algu�m com a inicial "v", sem d�vida.

Sem d�vida.

BUDAPESTE

RESTAURANTE GUNDEL

H�lito de p�prica... Sr. Karparti, voc� quer dizer.

- Exatamente. - Sim!

Ele saiu, depois de dois pratos e uma sobremesa.

- Uma sobremesa? - Ele pediu uma segunda, mas acabou.

- Ele ficou furioso. - Aonde ele foi?

- Sinto muito. - Obrigado por sua ajuda.

- Bem, Holmes, o que faremos agora? - N�o fa�o a menor id�ia.

O que quis dizer � - para dizer de forma delicada:

voc� admite ter recebido uma j�ia, um broche com forma de morcego...

de um certo cantor do Teatro Musical de Viena?

Voc� foi delicado, doutor. Sim, eu recebi esse broche.

Eberhardt me contou sobre sua visita. Ent�o tentei ach�-lo, mas...

...ele desapareceu. - Pode ter sido roubado?

Duvido que isso tenha acontecido. Devo ter deixado cair, simplesmente.

- Onde pode ter sido isso? - N�o sei.

Ele me deu no Castelo de Giddings, foi um presente de despedida.

- Pode ter ca�do no castelo? - N�o.

Ele estava na minha m�o...

quando entrei na carruagem para ir � embaixada.

Mas n�o me lembro de t�-lo visto desde ent�o.

Devo ter deixado cair em algum lugar entre o castelo e a embaixada.

Obrigado, Sra. Cholmondley, por sua sinceridade.

Estamos t�o perto, mas t�o longe.

Acho que tenho uma id�ia. Karparti � movido pela glutonaria.

Ele n�o passou da fase anal, do come�o do desenvolvimento.

- �timo! Vamos procur�-lo na privada. - N�o � onde eu havia imaginado.

Responda: qual � o lugar do qual sa�mos sem entrar...

...e no qual entramos sem sair? - Estamos num neg�cio urgente, doutor.

- N�o tenho tempo para charadas. - � porque n�o sabe a resposta?

O lugar que sa�mos sem entrar � o �tero.

E o lugar que entramos sem sair � o caix�o.

Excelente! At� Karparti morrer, ele passar� sua vida na glutonaria...

com culpa e procurando um substituto para o �tero da m�e.

Sem d�vida. Mas como isso nos ajuda a ach�-lo?

A substituta perfeita da m�e nos espera.

CLUBE ARIZONA

- Com licen�a, senhores, com licen�a. - N�o, voc� ter� que voltar.

- V� para o final da fila. - � muito importante que eu entre.

Estou procurando o Sr. Karparti. Ele � gordo, tem cheiro de p�prica.

- Gosto pessoal n�o se discute. - Ele est� a� dentro?

Sim, ele est�; mas voc�, n�o.

- Desculpa, me distra�. - Precisaremos esperar at� ele sair.

Isso mesmo! Ningu�m vai entrar! Marita! Marita!

Acho que devemos ir para os fundos. Karparti sair� logo.

- Ele n�o esperaria Marita sair? - Ele far� melhor que isso.

Ele estar� com ela, e acho que ele fez arranjos para mais divers�o...

de uma natureza mais privada.

Com licen�a, senhor. Posso falar com voc�?

Considerando a situa��o, estou ao seu dispor.

Eu estou autorizado a comprar o projeto do detonador...

e o prot�tipo em nome da Gr�-Bretanha. Fa�a o seu pre�o.

Muito intrigante. Dez mil.

- Em pengo ou xelim? - Libra. Dinheiro brit�nico.

Isso � dez vezes o valor pedido pelo Dr. Froelich.

Mas o Dr. Froelich n�o est� mais vivo.

E agora eu estou com o projeto. Dez mil � meu pre�o.

- Cinco. - Nenhum centavo abaixo de nove.

- Seis, ent�o. - Oito e tr�s quartos.

- Seis e um quarto. - Sete e meio.

Fechado.

- Voc� est� com o dinheiro a�? - N�o.

Mas posso lev�-lo a um encontro, em meia hora.

Esta noite tenho outros neg�cios para fazer.

Amanh�, me encontre no meu chal� de ca�a. Na floresta Puszta.

Ao meio-dia.

Ao meio-dia, ent�o.

Obrigado por sua ajuda, Dr. Freud. Pode soltar a senhorita agora.

Com prazer.

Entre, meu amigo!

Espero n�o incomodar chegando cedo.

- N�o, de maneira alguma! - Estou feliz em v�-lo de novo.

Sim, especialmente porque tenho o que voc� tanto quer.

- Voc� est� armado? - N�o, como me foi instru�do.

Que bom, nem eu. Est� com o dinheiro?

Claro. Dez mil libras esterlinas.

Muito bem.

Tome, amigo.

Bom! Muito bom!

Sabe o que podemos fazer com uma m�quina como essa?

� por isso que eu estou aqui. N�o!

N�o se voc� quiser continuar vivo. S�o dez da manh�, Karparti.

Meu encontro � ao meio-dia.

- Voc� queria me trair. - N�o, n�o. Nunca.

- Eu ia entregar o projeto a voc�. - Ent�o voc� ia me trair?

N�o, n�o. Sim. Quer dizer, ele est� com a arma.

Exatamente. Agora, onde est� o prot�tipo?

Que prot�tipo? Voc� n�o falou nada de prot�tipo. Voc� ia mesmo me trair.

N�o, n�o!

- N�o se mova! - Fique onde est�, Sherlock Holmes!

- E voc� tamb�m! Seja l� quem for. - Ele diz ser o Cap. Winterhauser...

da Pol�cia de Viena, mas a pol�cia nunca ouviu falar dele. Ouso dizer...

que ele est� mais para um agente do czar Nicolau |l.

Acertou, Sr. Holmes. E eu quero o detonador.

Que maravilha! Parece que temos um leil�o.

R�ssia, Gr�-Bretanha e Alemanha, representadas aqui.

Quem come�ar� as apostas? Vamos abrir com dez mil libras esterlinas.

- Ouvi vinte? - Certo, dou o dobro, Sr. Karparti.

Se voc� matar esses dois e me der o projeto.

Eu tenho uma oferta melhor. D�-me o projeto, e eu o deixo viver.

E qual � sua oferta, Sr. Holmes?

N�o vou barganhar, como um mercen�rio qualquer.

S� posso apelar para o seu...

senso de moralidade.

Veja o que voc� fez! Espero que n�o esteja muito machucado, amigo.

Devemos continuar as apostas.

- Agora o prot�tipo. - Vou contar-lhe um segredo, Holmes:

n�o posso ser intimidado por voc�. Sua id�ia de jogo limpo...

� muito desenvolvida para o seu pr�prio bem.

Voc� n�o me mataria a sangue-frio. Ent�o n�o pode me fazer dizer nada.

Passo a vez para meu colega russo.

- Acha que n�o vou atirar? - N�o, n�o. Sei que atirar�.

� verdade o que eu disse: Oberstein n�o venderia o prot�tipo por nada.

- Por favor! - Voc� acredita nele?

Sim.

Bom.

D�-me o projeto, e eu o levarei para o czar Nicolau.

N�o, d� para mim, para a grande gl�ria do kaiser Guilherme.

Ele � de propriedade da Gr�-Bretanha, senhores.

- E voc�s sabem bem disso. - Ele pertence a quem peg�-lo.

Exatamente.

Bem colocado.

Ent�o, ele pertence a...

- N�o! - N�o fa�a isso!

...ningu�m.

- O que voc� acha? - Primeira qualidade.

- Confesse! - N�o!

- N�o! - Confesse!

N�o, n�o! Eu confesso! Eu confesso!

Meu Deus! Se Oberstein se recusa a vender o prot�tipo para Karparti...

s� pode significar que Oberstein e seus colegas querem o prot�tipo...

pra explodir algo ou algu�m.

- Exatamente. - Boa sorte, amigo.

- Direi adeus e irei para minha casa. - Adeus, Dr. Freud.

- Sua ajuda foi inestim�vel. - Foi um prazer.

Obrigado, jovem.

Hotel Del Ville.

- O que descobriu com suas perguntas? - Todos os broches foram encontrados.

Menos um. Parece que Eberhardt deu o dele para uma dama com inicial "v".

E ela o perdeu entre o castelo e a Embaixada Brit�nica.

- E como ela chegou ao seu destino? - No coche da embaixada.

Para a Embaixada Brit�nica. O mais r�pido que puder.

Com licen�a, voc� � o cocheiro do Sr. Reginald Cholmondley?

Sim. Meu nome � Serge Duvach. Em que posso ajudar?

- Meu nome � Holmes e... - Sei quem voc�s s�o, senhor.

Certo. Voc� levou a Srta. Cholmondiey...

de volta da festa de fim de semana no Castelo de Giddings?

- Deixe-me pensar... - N�o d� para esquecer o castelo.

Sim, eu a levei. O embaixador foi na frente.

Por favor, devolva o broche de ouro que ela deixou na carruagem.

Desculpe. N�o vi nenhum broche. E eu limpo a carruagem toda manh�.

- Posso procurar, se voc� quiser. - N�o, n�o ser� necess�rio.

- Obrigado. Venha, Watson. - Uma perda de tempo.

Eu n�o esperava nada. N�o foi o objetivo da entrevista.

Ent�o qual foi?

Siga em frente.

Ent�o agora, nos seus sonhos, voc� confessa.

Mas eu n�o sei para quem. O que isso quer dizer?

O que voc� acha que significa?

Um monge. Um homem sem express�o sexual.

Um homem com roup�o esvoa�ante, como um vestido de mulher.

Um homem com o poder de conden�-la. O poder de mat�-la.

- De golpe�-la at� a morte. - Poderia ser... o Sr. Holmes?

Algo sobre essa interpreta��o soa falso.

N�o, � outra pessoa.

E eu n�o consigo tirar o Sr. Holmes da cabe�a.

Nem eu.

Eu inventei uma nova teoria para o comportamento dele.

Chama-se sublima��o.

Esse � o jeito de a mente substituir o comportamento aceit�vel...

pela ardente demanda instintiva que temos por gratifica��o sexual.

Com Holmes, isso aconteceu em um n�vel extraordin�rio.

Ele � mais do que o chamado "solteiro inveterado".

Ele virou solteiro por convic��o.

Todos esses instintos poderosos...

foram direcionados para uma finalidade.

O trabalho da detec��o.

Ele se tornou um g�nio que s� existe para beneficiar a sociedade.

- E mesmo assim... - Sim? "E mesmo assim�"...

Ele teme...

Ele teme, agora que est� ficando velho...

que isso tenha feito com que ele perdesse algo na vida.

Ele disse para mim no trem: "Freud...

quando eu morrer, nada ficar� de mim, exceto...

alguns relatos de Watson...

dos quais em dez, vinte anos, ningu�m lembrar�".

Um g�nio, sim.

Mas tenho pena dele.

Meu plano foi um fracasso.

O homem foi simplesmente pegar uma nova l�mpada para o coche.

Estou sem sa�da, Watson.

- Aquele Holmes est� perto demais. - Ele suspeita de mim, n�o de voc�!

- Acalme-se. - N�o!

Arrependo-me de dar a Oberstein aquele broche que achei.

Foi uma boa id�ia.

Ele podia ter chantageado a mulher do embaixador com ele.

Mas agora Oberstein est� morto.

N�o esperarei que Holmes me mate tamb�m.

Vou sair do pa�s. Voltarei para a B�snia.

Voc� quer perder a celebra��o da explos�o...

...do pai do Imp�rio Austro-H�ngaro? - Celebrarei na B�snia.

Espere!

- Bom dia, senhor. - Obrigado.

Obrigado.

- Excelente. - Uma novidade no caso?

Um convite para almo�ar com Irene Adler.

- Voc� deve ser o Sr. Holmes. - Sim, sou eu.

Madame Adler me pediu para lev�-lo ao quarto dela.

Siga-me, por favor.

Ela parece ansiosa para v�-lo.

Acho que ela gosta do senhor.

Estranho. Da �ltima vez que a vi, ela disse que n�o queria mais me ver.

Talvez porque ela goste demais de voc�.

Voc� � um homem s�bio.

Conheci muitas mulheres na minha vida. Com certeza voc� tamb�m.

N�o necessariamente.

O que vi nos amores de outros n�o faz eu me arrepender dessa defici�ncia...

...em minha experi�ncia. - E por que isso, senhor?

Mulheres n�o s�o confi�veis: elas s�o maquinadoras, diab�licas...

fracas quando conv�m, mesmo sendo mais en�rgicas que n�s...

nos enrolam nas suas saias e deixam o banheiro bagun�ado.

- Quer voltar para baixo, senhor? - N�o � preciso. Est�o me esperando.

E, depois, estou morrendo de fome.

- Obrigado. - De nada, senhor.

QUERIDO HOLMES, POR FAVOR, ABRA O CHAMPANHE.

VOLTAREI EM BREVE. IRENE

- Est� feliz em me ver? - Com certeza, estou.

Um brinde. A voc�.

- Obrigada. - De nada.

Pensar que voc� faria um brinde a mim, quando eu sou...

diab�lica, maquinadora, fraca quando me conv�m...

e mais en�rgica que voc�.

Que eu te enrolaria na minha saia...

apesar de achar que voc� queria dizer "avental".

E, sim, eu deixo uma bagun�a no banheiro.

Ent�o, mais uma vez, fui enganado por Irene Adler.

Eu te sa�do.

"Madame Adler me pediu para lev�-lo ao quarto dela, senhor."

- Sinto muito se te ofendi. - Nem um pouco!

- Voc� foi honesto. Eu gosto disso. - As flores s�o bonitas.

Mas n�o exatamente sutis.

Tenho um pretendente ardente.

Um jovem charmoso. Jovem demais. Impetuoso demais.

- Sr. Elliott? - Sim.

- Est� com ci�me? Espero que sim! - Nem um pouco.

� que eu acho que ele n�o � o que parece ser.

Voc� est� com ci�me, n�o �?

Bem, n�o precisa, s� fomos jantar.

- O que voc� disse a ele? - Como assim?

Sobre o detonador, a morte de Froelich. O que voc� viu!

Nada. Ele n�o perguntou.

Tivemos uma conversa agrad�vel sobre...

a faculdade dele, minha carreira...

O fato de o imperador estar indo � �pera.

Uma conversa agrad�vel. Diferente de pessoas que s� falam de neg�cios.

Pe�o perd�o.

- Chega de neg�cios. - �timo.

Porque n�o tenho muito tempo.

Tenho duas apresenta��es hoje e uma matin� em algumas horas.

Mas eu queria v�-lo primeiro.

Para falar sobre a gente.

O que voc� far� se tiver seguran�as no camarote?

Eles certamente chegar�o antes da apresenta��o da noite.

- Vou fazer antes da matin�. - Muito bem.

Mas devemos nos proteger de todas as maneiras.

Proponho matarmos Holmes agora e acabar logo com isso.

- J� tentaram. Veja o que aconteceu. - Oberstein, por exemplo.

Sim, mas n�o podemos ficar sentados enquanto ele descobre nosso plano.

Nada pode acontecer para apagar nosso momento na ribalta!

Verdade.

O que devemos fazer � acender uma luz forte para atrair a mariposa.

- Criar uma distra��o. - Sim!

Sim! O jeito de deter Holmes � atrav�s de Irene Adler.

Todos em Viena sabem que ela � amante dele.

Entendo se voc� n�o quiser que eu seja a sua amante.

Entendo que voc� � dedicado demais ao seu trabalho para isso.

E sinto muito ter dito que n�o queria te ver mais.

Sei que eu estava sendo ego�sta. Tentando...

fazer com que voc� fosse como eu queria.

Em vez de te aceitar como voc� �.

Eu entendi que voc� n�o vai mudar.

E eu prometo que n�o tentarei te mudar.

- Gentil da sua parte. - Ent�o por que n�o nos casamos?

Sei que � uma grande surpresa. N�o farei exig�ncias.

Obrigado.

Eu cozinharei para voc�...

consertarei suas roupas...

manterei sua casa em ordem.

- Isso � gentil, mas, Srta. Hudson... - Irei com voc� a eventos sociais.

Ficarei ao seu lado.

N�o tem problema se voc� n�o me amar.

N�o me importo mesmo com isso.

Eu te admiro...

Irene.

Voc� n�o tem id�ia de como � dif�cil dizer "Irene"...

Eu n�o chamo nem o Watson pelo nome.

Eu acho que te amei, da minha maneira...

todos estes anos. Penso bastante em voc�. N�o tem id�ia da frequ�ncia.

Eu at� sonho com voc�.

Casamento?

Casamento n�o � para mim.

Esse tipo de proximidade n�o � da minha natureza.

Voc� n�o tem id�ia de como fiquei aliviado quando Watson se mudou...

para casar, h� uns 20 anos.

Eu n�o poderia viver com ningu�m.

Nem mesmo com uma encantadora...

Nesse caso...

quando o show acabar, eu voltarei para os Estados Unidos...

e nunca mais nos veremos.

Sinto muito ouvir isso.

Vamos ter a �ltima dan�a?

Olga, madame Adler n�o chegou para a matin�.

Melhor voc� se vestir, s� por garantia.

Finalmente, Viena ver� Rosalinde como ela deve ser interpretada.

Devo checar a seguran�a do camarote imperial.

Claro, senhor.

Que bom que Hoffman mudou de id�ia!

Ele disse que a morte daquela pobre empregada o fez ver a luz.

Mas s� Deus sabe o que se passa na cabe�a pervertida dele.

E ele vir� nos ver de novo hoje � noite?

Sim. Por isso, devemos cuidar para que nada d� errado hoje.

Se tudo n�o for absolutamente perfeito, estou arruinado!

A madame Adler chegou.

Agora, esperamos.

Watson, atenda, por favor.

Al�?

Meu Deus!

N�o!

Ela desapareceu. Ela sumiu.

E voc�, mais uma vez, estava...

...bebendo na hora! - N�o, n�o! N�o!

Holmes!

Elliott!

- Voc� sabe o endere�o dele? - N�o. Nunca tive chance de perguntar.

- Quando � a pr�xima aula dele? - Daqui a dois dias.

Ele perguntou alguma vez sobre o detonador do seu tio?

Sim. Sim, ele parecia muito interessado nele.

Talvez possamos encontrar Elliott pela Embaixada Americana.

- Holmes? - Claro! Que tolo eu fui!

N�o � Elliott. Madame Adler foi raptada...

porque estou perto dos conspiradores. Ent�o eles armaram uma distra��o.

O caminho para achar madame Adler � o mesmo para achar o detonador!

Solte-me! Solte!

Quero que tire as m�os de mim!

Porco!

Para a Embaixada Brit�nica, r�pido.

Franzi n�o deve apertar este bot�o at� o momento certo.

Devemos lembr�-lo de que ele deve ficar a 140 m, no m�ximo...

do pai, para garantir o trabalho.

A� est� ele.

Serge disse que ia embora assim, do nada.

E ele foi, levando a maioria de suas coisas com ele.

Eu n�o entendo. Ele era um �timo cocheiro.

Ele era excepcional com cavalos.

- O que diz? - Um bilhete amig�vel.

Preocupando-se com suas atividades secretas. E termina:

"Se precisar de um lugar para se esconder, Serge...

lembre-se de que nossa fazenda est� sempre � sua disposi��o".

O endere�o de retorno: B�snia.

- � para l� que levaram a Srta. Adler! - N�o, meu querido Watson.

� s� onde eles querem que pensemos que levaram madame Adler.

Uma falsa trilha para nos levar para fora de Viena.

A carta nos diz uma coisa:

seja l� o que estejam planejando, acontecer� por perto e logo!

Deve ser aqui. Fui um tolo por ter sido enganado antes.

- Um cadeado. - T�o forte quanto seu elo mais fraco.

"Ao povo s�rvio".

Algu�m esteve aqui recentemente.

As x�caras est�o quentes. Ainda h� cinzas soltando fuma�a no cinzeiro.

Eu tinha tanta certeza!

Por que tem ar vindo de tr�s?

Irene!

Bem-vindo, Sr. Holmes. O que o fez demorar tanto?

Minha pr�pria burrice.

N�o detectei seu blefe duplo. Parab�ns.

- Quem � voc�? - N�o � da sua conta.

- Mas onde est� o bom Sr. Watson? - Atr�s de voc�. Largue a arma!

Sugiro que voc� me d� sua arma.

A menos que queira ter o mesmo destino.

- Voc� est� bem? - Eles me fizeram cheirar clorof�rmio.

Mas estou bem agora.

- O que h� por tr�s disso? - Nem em 1 milh�o de anos eu diria.

- Eles v�o matar algu�m! Eu ouvi! - Quem voc�s ir�o matar?

Onde est� o detonador? Diga-me, se voc� quiser viver!

Voc� pode me matar, mas nosso movimento continuar�.

Aquele bot�o ser� apertado!

Ouviu mais alguma coisa?

- Estava t�o grogue! Vou pensar... - Holmes!

- Seu idiota! Voc� o matou! - Eu salvei a sua vida!

N�o salvou nada! A faca passou a 1 metro de mim!

E sou perfeitamente capaz de me proteger, Sr. Elliott.

- O que est� fazendo aqui, afinal? - Permita-me apresentar.

Ned Elliott? Um pseud�nimo. Meu nome � Elliott.

- Meu sobrenome �... - Ness.

Elliott Ness, Departamento de �lcool e Armas dos Estados Unidos.

- Como voc�...? - Voc� se entregou, jovem...

na primeira vez que nos encontramos, e voc� fingiu n�o saber quem eu era.

Todo mundo sabe quem eu sou. Sua atua��o sugeriu...

que voc� tentava esconder sua identidade. A� telegrafei aos EUA.

E agora, gra�as � sua inaptid�o, Sr. Ness...

o �nico elo que sobrava com o prot�tipo est� morto...

e n�s ficamos aqui, sem a menor id�ia da identidade da suposta v�tima!

Desculpe. � meu primeiro caso.

- Que surpresa! - Vou consertar isso.

Deixe-me trabalhar para voc�.

Tenho uma pista, que � na B�snia...

mas estou cansado demais, velho demais para correr atr�s de trens...

Eu irei. � o m�nimo que posso fazer.

- Tem certeza que n�o errar� de novo? - N�o. Terei sucesso agora. Prometo.

- Certo. Watson, a carta. - Carta?

A carta!

A carta.

B�snia, a� vou eu.

Achei que ele n�o fosse embora nunca!

Agora, lembre exatamente o que os ouviu dizer.

Eu n�o... lembro. Eu n�o lembro. Eu n�o...

Voc� consegue! Voc� consegue lembrar!

Busque no fundo de seu subconsciente.

Tire da neblina. Voc� consegue. Voc� consegue!

N�o consigo! N�o consigo! N�o consigo! N�o consigo!

Espere... espere...

Franzi... Franzi...

deve se lembrar do bot�o.

Voc� deve apertar o bot�o.

Deve...

Deve ficar a metros...

140 metros. Deve ficar a 140 metros.

- A 140 metros do que, querida? - Do pai!

Do pai... Deve explodir o pai.

O pai est�...

N�o, por favor... Por favor... Por favor, me ajude.

Ajude-me, por favor! Por favor! Por favor, me ajude!

Um, dois, tr�s!

- Ajudei em alguma coisa? - Bastante.

Mas quem � Franzi? E o pai de quem ele deve matar?

- Metade de Viena se chama Franz. - Toda Viena tem um pai.

- Ou teve uma vez. - Mas n�o � apenas "um" pai.

Eles disseram "o" pai. Pode ser um padre?

- O papa? - Claro!

� o pai no complexo de �dipo!

� o homem que representa autoridade para esses infelizes.

O homem no qual eles projetam todas as suas frustra��es...

e incapacidade de ter sucesso.

� o imperador Franz Joseph, o pai do Imp�rio Austro-H�ngaro.

Sim!

Meu Deus! Ele ir� hoje � apresenta��o de "Die Fledermaus".

Podemos falar para eles cancelarem a apresenta��o.

Se eles cancelarem, os conspiradores, ou o que sobrou deles...

ir�o escolher outro dia, outro lugar e atacar de novo.

Quero que voc� v� a um hotel. N�o conte a ningu�m...

e fique l� at� que tenhamos capturado esses vil�es.

N�o posso. Dizem que o show deve continuar. E devo continuar com ele.

Mas assim esse Franzi saber� que voc� escapou.

Verdade. Mas essa distra��o foi criada para mim.

- Duvido que atrapalhar� o plano. - Eu vou continuar.

Com o imperador na plat�ia, n�o vou deixar Olga cantar no meu lugar!

O assassino pode ser qualquer um. N�o podemos deixar que ele saiba...

que sabemos o plano, ou ele poder� explodir a bomba prematuramente.

Dr. Freud, pode observar a plat�ia e ver se detecta algu�m...

...com cara de assassino? Watson. - Sim, Holmes.

Abaixe, Watson. Devemos nos abaixar. N�o podemos ser vistos.

- Sabe o que fazer com a bomba? - Sim.

Eu vou correr com ela sob meu casaco at� o parque.

A� irei a 180 metros de dist�ncia do pr�dio...

e a jogarei no rio.

O que voc� est� fazendo aqui?

- Sr. Holmes! Que surpresa! - N�o t�o surpreso quanto eu...

Vossa Majestade, ao encontrar esse agente do czar Nicolau II...

no camarote imperial, agora h� pouco.

Muito bem, Sr. Holmes. No entanto, capit�o Winterhauser...

� um membro confi�vel no nosso c�rculo.

Ele est� numa tarefa especial, agindo como o que pode ser chamado de...

"agente duplo".

Mas essa tarefa parece ter terminado...

numa cabana h�ngara. Ent�o pedimos que ele nos acompanhasse hoje.

Agora, talvez voc� possa nos dizer por que est� aqui.

Vossa Majestade, hoje um anarquista far� uma tentativa de assassin�-lo.

E a coisa mais segura a fazer � voltar ao seu pal�cio imediatamente.

Voc� pode identificar o anarquista antes que ele atinja o seu objetivo?

- N�o sei. Mas esse � nosso objetivo. - Ent�o continue.

N�o prefere dizer que ficou doente, senhor?

Tenho muita confian�a nas suas habilidades, Sr. Holmes.

Senhor, n�o encontramos a bomba.

Devemos encontrar o vil�o com o detonador. Recomendo que saia!

N�o seremos intimidados por terroristas, Sr. Holmes.

Muito bem. Vou deixar o Dr. Watson aqui, a servi�o de Vossa Majestade.

Ningu�m no teatro tem mais cara de terrorista do que o outro.

Ent�o devemos tentar outro caminho.

Quem comprou cadeiras desde domingo?

Foi quando o imperador decidiu assistir � apresenta��o.

Ningu�m, senhor. A apresenta��o j� estava lotada.

Mas algu�m deve ter comprado!

N�o na bilheteria. Se algu�m comprou, deve ter cadeira cativa.

- Quem controla essas cadeiras? - O diretor, senhor. Franz Dietrich.

Franz?

- N�o o achei em nenhum lugar. - Nem eu.

Uma �ltima id�ia.

- Voc� localizou a bomba? - N�o. Meu talento me falhou.

Watson est� no camarote, com o imperador.

Quem foi adicionado � lista de convidados hoje...

...ap�s o imperador ter decidido vir? - Quando a not�cia se espalhou...

de repente me apareceram v�rios amigos novos.

- H� muitos nomes aqui. - Quatro deles s�o Franz.

Diga-me tudo sobre os Franz.

Esse, por exemplo, Franz Hoffman.

- Cr�tico. - Ele veio � noite de estr�ia?

Sim, mas eu o convidei para ver o show novamente.

- Mesmo que ele te odeie? - Ele mudou de opini�o.

Que conveniente! Por que ele te odeia?

N�s fizemos universidade juntos.

Ent�o, eu sei muita coisa sobre ele, por exemplo:

Hoffman n�o � o nome verdadeiro dele.

Claro! � isso!

O agourento, o todo-poderoso monge do sonho de madame Adler!

Quem teria poder de achar a culpa dela...

sen�o o mais poderoso cr�tico de teatro em Viena?

A imagem que ela tanto reprimia era a de Franz Hoffman...

empurrando o fr�gil inventor Froelich � morte!

Sim! O verdadeiro nome de Hoffman, qual �?

- Harkovich. - S�rvio?

B�snio.

V� embora, ou apertarei o bot�o.

Na hora que voc� apertar, o seu jogo terminar�.

Voc� n�o quer acabar como um m�rtir na forca, quer?

Fique atento aos tremores daquela luz, doutor

Olhe � minha direita

Ela d� um brilho que deve ser apagado

Dr. Watson

Voc� ouviu?

Cuidado!

� uma bomba!

N�o fa�a isso! Nunca vai conseguir!

Eu irei! Pela B�snia!

Aos Estados Unidos, para onde voc� diz que deve voltar.

Por que voc� n�o vem para os Estados Unidos comigo?

Sabe, talvez voc� goste.

- N�o, devo retornar � Inglaterra. - Por qu�?

Bem, tem o caso da Sra. Fitzmorgan e o cavaleiro sem sela...

e a Sociedade Amadora de Mendicantes.

Disseram-me que eu nunca conseguiria ter Sherlock Holmes.

Ningu�m consegue. Todo mundo precisa de Sherlock Holmes.

Mas � uma pena que, depois que voc� se for...

a humanidade n�o mais ter� Sherlock Holmes.

E a humanidade ter� de seguir do melhor jeito que puder.

A menos, claro, que voc� tivesse um filho.

Compre o jornal! Edi��o da tarde!

Jornal, aqui! Compre o jornal!

Mycroft!

Voc� deveria ter levado o projeto do detonador para a Inglaterra!

E n�o queim�-lo em um buraco h�ngaro esquecido por Deus!

Posso lembr�-lo que minha tarefa era manter o detonador longe das m�os...

de pa�ses menos escrupulosos que o nosso? E isso eu fiz!

Em todo caso, Sua Majestade gentilmente lhe tem gratid�o...

por ter evitado o assassinato do imperador austr�aco.

Espero que o desejo por paz do imperador Franz Joseph...

...passe ao seu aliado, o kaiser. - Pelos meus c�lculos, uma guerra...

de propor��o mundial teria come�ado se voc� n�o tivesse sucesso.

- Absurdo! Alarmismo desnecess�rio. - Doutor...

espero que voc� esteja certo. Bom dia.

Est� escrito: "Meu querido Holmes...

por favor, abra o champanhe. Voltarei logo. Irene."

- Posso ficar com isso? - O que � isso atr�s?

Com sua letra: "O porteiro � Irene."

- O que...? - Nada. Nada mesmo.

S� uma nota irrelevante que fiz para mim mesmo.

Holmes, n�o est� pensando seriamente em se casar com Irene, est�?

Watson, voc� sabe que eu n�o sou do tipo que se casa.

Mas... um filho...

APESAR DE HOLMES TER EVITADO O ASSASSINATO DE FRANZ JOSEPH,

QUATRO ANOS DEPOIS, NACIONALISTAS B�SNIOS

CONSEGUIRAM ASSASSINAR O SOBRINHO DO IMPERADOR

E HERDEIRO DO TRONO, O ARQUIDUQUE FRANCIS FERDINAND,

FATO QUE DEU IN�CIO � PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL.

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