All language subtitles for Sherlock.Holmes.and.the.Leading.Lady.Part.1.1991.DVDrip.x264-AAC

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Original subtitles

SHERLOCK HOLMES ASSASSINATO NA �PERA PARTE 1

Eu aperfei�oei este detonador eletromagn�tico...

que permite que uma bomba seja acionada a 140 metros.

Isso significa que o pa�s que tiver meu detonador...

poder� plantar bombas em lugares estrat�gicos num pa�s inimigo...

e ativ�-las pelo que chamei de "controle remoto".

Meu Deus!

Considere a horrenda situa��o da Europa.

Se eu oferecer este aparelho para a minha terra, a �ustria...

temo que ele caia nas m�os do kaiser...

e nos leve a uma guerra...

que pode matar milh�es.

Ent�o...

eu procurei a Inglaterra, a protetora do mundo civilizado.

Bom caminho. Contudo, eu preciso ter garantia...

de que seu aparelho faz tudo que voc� disse. Voc� entende.

- Completamente. - Ent�o pe�o...

que voc� me deixe levar o prot�tipo e o projeto.

Prometo proteg�-los com minha vida.

E, se nossos especialistas acharem que sua inven��o tem m�rito...

...pagaremos uma quantia generosa. - Qu�o generosa, embaixador?

Cem libras esterlinas est� bem?

Meu aparelho de cortar e fatiar batatas valeu mais dinheiro que isso.

- Pensei em algo como mil libras. - Bem, isso � muito.

A Alemanha pagaria duas vezes isso. O czar, tr�s vezes.

Acho que mil libras � aceit�vel.

Socorro! Socorro! Detenham-no!

Makepeace!

Detenham-no!

- Senhor Reginald! - Seu idiota!

Parem aquele homem!

Parem-no!

Tio!

Tio!

Parem-no!

Tio!

Parem-no!

LONDRES

Meus poderes mentais atrofiam com a falta de est�mulo, Watson.

Nessa n�voa, um ladr�o ou assassino...

pode andar em Londres tranquilamente.

E, mesmo assim, n�o ou�o uma palavra sobre isso.

Estou ouvindo corretamente? Voc� est� reclamando...

que n�o h� mais crimes nas ruas de Londres, Holmes?

Certamente, n�o. Eu estou reclamando, como voc� disse...

que n�o h� mais crimes interessantes em Londres.

Ser� que h�, e ningu�m mais est� me consultando?

- Por que fariam isso? - Estou ficando velho, Watson.

Meus poderes mentais n�o s�o iguais. Temo que a not�cia se espalhou.

Besteira! Voc� est� t�o brilhante quanto antes!

Sr. Holmes, chega! Meus nervos n�o ag�entar�o!

- Voc� disse que n�o faria mais isso! - Eu sei, Sra. Hudson. Eu sei.

- Eu pagarei pelos danos. - A bala entrou no meu cisne chin�s.

Foi um presente de Brighton. Como irei repor?

Desculpe. � essa n�voa infernal! Um homem precisa fazer alguma coisa!

Quer algo para fazer? Voc� pode ir � minha sala arrumar a bagun�a!

Voc� poderia ter atirado em mim, sabia?

Jornal! Edi��o da noite!

Jornal da noite! Jornal da noite!

Boa noite, senhor.

- Seu irm�o, senhor. - Sherlock, precisamos de voc� agora!

Ol�, Mycroft. E como voc� est�?

- Muito bem, obrigado. Dr. Watson. - Como vai?

Ladr�es roubaram o projeto e o prot�tipo de um detonador...

quando a Gr�-Bretanha os comprava.

O inventor morreu na tentativa de peg�-los de volta.

N�o h� como recriar o aparelho. E a m�quina � t�o tem�vel...

que s� a Gr�-Bretanha � confi�vel para guard�-la.

Voc� deve deixar de lado qualquer caso pequeno da pol�cia...

que esteja cuidando e ir imediatamente para Viena.

Mycroft...

eu n�o vou correndo para Viena por um capricho seu.

- As autoridades austr�acas... - Se eles acharem o aparelho...

seria ing�nuo pensar que o entregariam a n�s.

- Que sorte, Holmes! � bem o que... - H� coisas mais importantes.

- Mas hoje mesmo voc�... - H� o caso da Sra. Fitzmorgan...

...e o cavaleiro sem sela. - Voc� n�o me disse.

E o caso da Sociedade Amadora de Mendicantes.

- Voc� deveria ir sozinho, Mycroft. - Vamos, Sherlock!

Voc� sabe que n�o sou o tipo de homem que vai aqui e ali...

para questionar testemunhas...

para me abaixar com uma lente no meu olho. N�o!

A preserva��o do mundo civilizado est� em jogo!

E s� voc� pode salv�-lo!

Tudo bem. J� que voc� reconhece que a situa��o precisa de poderes...

que eu tenho, farei qualquer sacrif�cio que precisar.

Sabia que seu pa�s poderia confiar em voc�. Quando voc� pode partir?

Watson, por que voc� n�o est� fazendo nossas malas?

Sim!

Esta parte...

� fixada na bomba.

Ali...

voc� aperta esse bot�o do detonador...

e...

O mundo saber� da nossa causa!

Agora n�o me diga, deixe-me fazer umas observa��es.

Voc� � ingl�s. O corte da sua roupa deixa evidente.

Voc� � um cavalheiro. Sua conduta indica isso.

E voc� � um homem de observa��o e compreens�o afiadas.

S� o seu olhar j� � suficiente para n�o deixar d�vidas.

Bem, voc� �, n�o h� d�vidas, o grande Sherlock Holmes.

- Quem � voc�, senhor? - Nossa!

Esqueci de me apresentar.

O honor�vel Michael Simpson Makepeace...

terceiro secret�rio, Embaixada Brit�nica.

O embaixador me enviou, Sr. Holmes.

Meus agradecimentos ao embaixador, Sr. Simpson Makepeace.

Ah! Entendi mal. Sinto muit�ssimo.

Mas, Sr. Holmes, como sabia meu nome? Dedu��o maravilhosa!

Elementar, caro Simpson Makepeace. Eu ouvi voc� dizer ao Dr. Watson.

Voc� nos levaria ao embaixador agora?

Mas, senhor, ele est� na �pera. � a estr�ia de "Die Fledermaus�".

Teremos que esperar o intervalo.

- Holmes, n�o �...? - Quem est� cantando "Rosalinde"?

A grande diva americana, madame Irene Adler.

"A" mulher.

Uma coisa estranha.

Muito engenhosa. Muito mortal.

- Isso dar� um bom dinheiro. - Diferentemente de voc�...

n�o fizemos isso pelo dinheiro, Sr. Oberstein...

mas para a gl�ria de nossa causa.

E sua causa est� precisando muito de fundos, Sr. Kosich.

Por que Franzi n�o p�de estar aqui para o descerramento?

- Ele tinha que estar no teatro, claro. - Claro!

Ol�.

Sinto muito, voc� est� bem? Pe�o para algu�m trazer um guardanapo?

N�o, s� pe�a para me trazerem uma vasilha...

caso eu vomite por causa dessa produ��o.

- Fico feliz que p�de vir, Sr. Holmes. - O tempo � curto, Sr. Reginald.

Pode me dizer quem na embaixada sabia a hora que voc� ia visitar...

...O inventor do detonador? - Bem, voc� n�o est� sugerindo...

que algu�m da Embaixada Brit�nica esteja envolvido nisso!

Sei que pode soar absurdo, mas � s� para acalmar minha mente.

Bem, enviei Simpson Makepeace para marcar o encontro.

Mas quase todos devem ter sabido, do primeiro secret�rio ao cocheiro.

Ent�o seguiremos outra linha de investiga��o: o ataque.

Por favor, descreva o homem que pegou a maleta.

Bem, seria um prazer, mas mal o vi. Aconteceu tudo muito r�pido.

Um dos assaltantes era um homem robusto.

Mas o outro, o que pegou a maleta...

era esbelto, estava envolto numa capa, quase como uma mulher.

Como uma mulher?

Voc� poderia descrever a maleta?

Marrom, retangular, de couro...

com uma al�a e travas.

- Pode ser mais espec�fico, senhor? - Bem, n�o, o que mais posso dizer?

Tinha um pouco mais de 43 cm de comprimento...

13 cm de altura e 28 cm de largura, Sr. Holmes.

Parabenizo voc�, Srta. Violet. Sua mem�ria � not�vel.

- Uns podem dizer inexplic�vel. - Na verdade, eu comprei a maleta.

E mandei de presente para Reggie pelo correio.

Precisei medi-la exatamente, para achar a caixa certa. Entendeu?

- O que voc� acha? - Morte � bom demais para ele.

Concordo.

- Seu nome �... - Franz M�ller, senhor.

- Mas todos me chamam de Franzi. - Sr. M�ller, viu o ladr�o entrar?

N�o, senhor. S� o cavalheiro mais velho.

O vil�o deve ter entrado de outra maneira.

Mas as portas da frente estavam trancadas. Isso � certo.

- Est� me acusando de mentiroso? - N�o, n�o.

Talvez voc� n�o tenha notado porque era algu�m daqui.

Sim, eles estavam no meio do ensaio.

- Algu�m estava atrasado pro ensaio? - Se estava, n�o entrou por aqui.

Obrigado.

Com licen�a, meu nome � Watson. Dr. Watson.

- Voc� era o maestro, n�o �? - Sim, Franz Zimmer ao seu dispor.

Bem, Sr. Zimmer, n�o quero tomar muito do seu tempo.

Estou investigando as circunst�ncias da morte...

- Eberhardt, voc� estava maravilhoso! - Apresenta��o espl�ndida, senhor!

- Absolutamente espl�ndida! - Obrigado, senhor. Obrigado.

Por que voc�s n�o escapam por uns minutos enquanto cuido de neg�cios?

- Violet, deixo voc� em boas m�os. - As melhores!

Ele n�o sabe o quanto.

Querida, voc� est� maravilhosa.

Senhoras e senhores, por favor. Sem este homem, eu n�o teria feito nada.

Meu diretor, Franz Dietrich. Obrigada, Franzi!

Voc� � o pilar firme no qual todo o show se ap�ia!

E aqui tenho uma pequena amostra do meu apre�o.

Um morcego. Que gentil! Isso � pela minha habilidade de ver no escuro...

ou minha habilidade para irritar as pessoas?

Voc� n�o teria uma j�ia dessa para uma mera substituta, Sr. Dietrich?

Claro que sim, minha querida Olga.

Obrigada.

Por favor, pessoal. Permitam que eu me troque.

Sr. Holmes, lembrei de algo depois que nos falamos.

Sobre o assaltante, o fraco que pegou a maleta.

Segurei o casaco dele. Um sobretudo marrom quadriculado de verde...

...e estou certo de que rasguei a gola. - Obrigado.

Sr. Reginald! Estou t�o feliz por voc� ter vindo!

Voc� est� espl�ndida, madame Adler! Absolutamente espl�ndida!

- Voc� canta como um p�ssaro. - Bem, espero que n�o seja um pato.

Ou um ganso.

Ent�o, voc� estar� l�, n�o �, Franzi?

Sim, Franzi. Mas, primeiro, preciso parar no meu apartamento.

Para pegar minhas pistolas.

Tenho certeza de que Violet tamb�m quer te cumprimentar.

- Mas ela est� com Eberhardt. - Sem d�vidas.

Bem, realmente preciso ir. Felicita��es mais uma vez.

Muito obrigada!

Madame Adler, sua apresenta��o fez meus olhos brilharem...

e meus ouvidos se extasiarem.

N�o, n�o. Permita-me.

Obrigada, senhor. N�s nos conhecemos?

Perdoe-me. Ned Elliott. Peru, Indiana, EUA. Seu desejo � uma ordem.

Voc� � muito gentil. Espero que nos encontremos algum dia, Sr. Elliott.

Algum dia? Por que n�o agora? Hoje � noite? E para sempre!

Encantador, mas agora gostaria de ficar sozinha com meus convidados...

...se n�o se importar. - Numa noite como esta? Nunca.

Hoje vou te levar para jantar no restaurante mais caro de Viena.

Sr. Elliott, isso � muito gentil da sua parte, mas...

n�o posso permitir que voc� gaste tanto dinheiro comigo. Devo recusar.

Bobagem. Eu te adoro! N�o posso viver sem voc�!

Voc� precisa jantar comigo!

Jovem, a senhorita j� tem um compromisso marcado.

Ela ir� jantar comigo.

- Boa noite. - E quem � voc�, senhor?

Meu nome � Sherlock Holmes.

E � meu privil�gio acompanhar madame Adler para jantar hoje.

Certo, irei embora.

Mas vou dizer uma coisa: seja l� quem voc� for, amigo...

haver� outras noites.

Sr. Sherlock Holmes.

Depois destes anos todos.

A �ltima vez que te vi foi no seu casamento, com Godfrey Norton.

Sempre achei que era voc�, disfar�ado.

Assim como voc� me enganou, fingindo ser homem na minha casa.

S� porque voc�, disfar�ado de cl�rigo...

me fez te dizer onde estava meu cofre.

- Chega de truques. - De fato.

- Como est� o Sr. Norton? - Ah, voc� n�o sabe...

N�o, claro que voc� n�o saberia. Ele morreu, h� dois anos.

Sinto muito.

Uma doen�a longa. N�o foi inesperado.

Foi s� a partir da� que recomecei minha carreira.

Voc� se recuperou do choque de ver o corpo caindo?

Sim, aquele pobre homem.

Bem, onde vamos jantar, ent�o?

Jantar? S� disse aquilo para desencorajar o rapaz.

Ent�o voc� est� dizendo que n�o quer jantar comigo?

Eu ficaria encantado em lev�-la para jantar, mas...

Combinado. Encontro voc� no restaurante Sacher, em uma hora.

V� embora.

Combinado.

Sim?

Capit�o Franz Winterhauser, Pol�cia Imperial Austr�aca.

Sr. Sherlock Holmes, vim lhe informar que sua chegada a Viena foi notada.

E seremos severos em observ�-lo o tempo que permanecer aqui.

Sinto-me honrado, senhor. Tanto que, quando o perceber a me observar...

irei cumpriment�-lo gentilmente. Boa noite.

Melhor voc� n�o quebrar nenhuma de nossas leis...

ou seu passeio ir� incluir uma pris�o austr�aca.

Nossa, que perspectiva aterrorizante!

Mas obrigado por seu aviso, capit�o. Estou certo de sua inten��o gentil.

Foi mais s�ria do que gentil. Boa noite.

Obrigado. Por ali.

Baixa qualidade, feito localmente, milhares vendidos.

Talco barato. Pomada.

- Pistas para milhares de suspeitos. - Obrigado.

Estou mais do que pronto para jantar. Podemos ir?

Na verdade, velho amigo, tenho um encontro marcado.

Posso pedir algo no quarto.

- A menos que possa ir com voc�. - Sinto que n�o.

Vou jantar com uma dama.

"A" mulher.

Passamos os �ltimos anos indo de termas em termas...

de esperan�a em esperan�a...

enquanto eu via algu�m que fora um homem lentamente virar uma sombra.

Nunca deveria ter tocado nesse assunto.

N�o seja tolo.

Mas acho que vou mudar o assunto.

� verdade que voc� me chama de "a" mulher?

Como voc�...?

Claro, os artigos de Watson.

Temo que meu cronista tem uma tend�ncia a romantizar.

Est� dizendo que voc� deixa o Dr. Watson inventar as coisas...

...da cabe�a dele? - Bem, devo ter dito isso uma vez.

Pensei em voc� de vez em quando, devo admitir.

E eu, em voc�, Sherlock.

- S� meu irm�o me chama assim. - Prefere Sr. Holmes?

Voc� e eu... n�s devemos ficar acima de qualquer fingimento.

H� algo que preciso lhe perguntar, mas...

- Mas? - ...mas eu temo a resposta.

Sherlock Holmes com medo de uma mulher? Ou "da" mulher?

Medo "pela" mulher.

Tudo que eu temo � que eu diga...

...mais do que devia. - Sobre o que aconteceu no teatro?

- Aquele ensaio tr�gico? - O teatro? S� liga para isso?

- Desculpa, n�o queria te ofender. - N�o, n�o. Pode falar.

- O que voc� gostaria de saber? - Simples.

Onde voc� estava antes de entrar no palco?

- Onde eu estava? Por qu�? - Por favor.

- Tudo bem. Estava no meu vesti�rio. - E sua empregada...

- Hilda. - Estava com voc�?

- Sim. - �timo.

N�o. Acho que a mandei ir comprar umas coisas.

- Ent�o voc� estava sozinha? - Sim.

Precisava ficar s�, antes de um ensaio t�o importante.

- Voc� n�o recebeu visitas? - Nenhuma.

Nem uma com botas pretas, brilhantes?

- Acho que j� aguentei demais! - S� mais uma pergunta.

Algu�m te viu nos bastidores...

...a caminho do palco? - Como vou saber se algu�m me viu?

Tem raz�o. Eu deveria ter dito: voc� viu algu�m nos bastidores?

Sim! N�o. N�o sei.

Talvez um pequeno alvoro�o, pelo canto dos olhos.

Pense! Pense! Quem poderia ser?

N�o me lembro! Estava tudo emba�ado!

Minha cabe�a estava na minha entrada.

Talvez fosse o diretor, Dietrich. Ele �s vezes v� o ensaio dos bastidores.

Ele diz que lhe d� uma perspectiva diferente.

Ent�o devo v�-lo imediatamente! Onde posso encontr�-lo?

Tem uma festa do elenco acontecendo no...

Caf� Griensteidl.

N�o, n�o, n�o. Absolutamente n�o.

N�o h� como!

Est� dizendo que n�o estava nos bastidores no ensaio?

N�o, n�o, n�o. Estou dizendo que eu n�o poderia dizer...

se eu estava nos bastidores durante o ensaio.

N�o tenho id�ia de onde estive em qualquer momento.

Veja, eu tenho a pior mem�ria do mundo!

Todos sabem disso. Menos eu, claro, pois j� esqueci o que eu falava.

E n�o h� nada que voc� possa fazer sobre essa doen�a?

Na verdade, recentemente achei um m�dico, uma pessoa brilhante.

Dizem que ele � muito exc�ntrico, mas como eu saberia?

Ele me hipnotiza, e tudo vem � tona.

Um pouco de palco, uma no��o de elenco... Meu Deus, vou vomitar!

- Intoxica��o alimentar? - N�o, cr�ticas!

N�o, n�o idiota. A do Hoffman! "Der Wiener Zeitung".

� uma tolice, mas o Sr. Hoffman odeia tudo que fa�o...

e eu tento fazer com que ele goste de mim.

� s� um jogo. Nada s�rio.

"O diretor Dietrich tem a sutileza de um hipop�tamo."

"Suas escolhas s�o bem inventivas...

apesar de muitas vezes infelizmente inapropriadas...

quando n�o completamente imbecis."

Pistola ou espada, o que voc� escolher.

Pistola, pois disseram que sua espada n�o funciona h� anos.

Tudo bem. Vamos para fora?

Pensando melhor, n�o duelarei com voc�.

S� duelarei com um homem.

Acredito que o Sr. Hoffman foi mais gentil na cr�tica a voc�.

Muito gentil. Ele disse que cantei com equil�brio e humanidade.

Ele s� esqueceu de mencionar sua beleza.

- Posso te fazer mais uma pergunta? - Qualquer coisa.

Voc� tem um sobretudo. Marrom quadriculado de verde?

Sherlock, sei que voc� � um g�nio.

Mas aqui � Viena. N�o pode tirar o caso da cabe�a algumas horas?

- Volte comigo para meu hotel. - Meu Deus!

Voc� pode tirar o caso da cabe�a quando quer!

- N�o esper�vamos por voc�. - Tenho uma mensagem, Sr. Oberstein.

Franzi acha que � poss�vel...

...que algu�m o tenha visto no teatro. - N�o, ningu�m!

Eu me escondi nas sombras.

- Eu n�o penso que me viram. - Exatamente! Voc� n�o pensa!

- E se algu�m te viu? - Tenho um jeito de descobrir.

Se eu fui visto, logo saberei.

�timo. E, se houver testemunhas...

...devemos cuidar delas. - Pode deixar.

- Voc� precisa tirar seu casaco. - Eu sei.

Eu sei. D�-me a chance.

Ent�o voc� gosta de ver o que est� fazendo, n�o �?

� o suficiente, obrigado. Por favor, vista isto.

Certamente voc� n�o escolheria esse casaco. Mas, se fosse um disfarce...

Voc� se importaria em me dizer o significado dessa charada?

Voc� n�o sabe?

N�o consigo pensar em uma raz�o para um comportamento t�o esquisito.

O assaltante que pegou a maleta do embaixador...

usava um sobretudo como este, que estava pendurado no seu vesti�rio.

Ent�o voc� acha que eu sou aquele assaltante?

Aquele ladr�o? Aquele assassino?

Por favor, gritaria n�o vai ajudar. Durante o conflito...

o embaixador rasgou a gola do casaco do ladr�o. Veja a gola.

E, nessa cole��o absurda de circunst�ncias...

voc� acredita que eu, Irene Adler, sou uma ladra comum?

Eu sou um detetive. Eu n�o acredito nem desacredito.

- Mas n�o posso ignorar evid�ncias. - Muito bem.

Acho que devo ir embora.

- Permita que eu lhe chame um t�xi. - Senhor, um cavalheiro...

acompanharia a dama.

Um cavalheiro acompanharia, e far� exatamente isso.

Watson? Watson, voc� est� acordado?

O qu�? Sim.

Voc� faria a gentileza de acompanhar madame Adler ao seu hotel?

- Confesse! - N�o!

- Confesse! - N�o! N�o!

N�o!

Watson, h� uma peste de mem�rias ruins e preocupa��es.

O diretor n�o lembra de nada; a cantora principal, de ningu�m!

Talvez ela se lembre mais do que est� dizendo.

Se houvesse um jeito de fazer madame Adler se lembrar...

quem ou o que ela viu no escuro!

Sim! O m�dico de Dietrich!

Watson, voc� conseguiu de novo!

Sim?

Relaxe, madame Adler. Deixe que suas preocupa��es saiam da mente.

Isso � conversa fiada.

N�o podemos deixar madame Adler passar por esse truque.

Eu lhe garanto que o uso do hipnotismo n�o � truque, Dr. Watson.

- Puro charlatanismo. - Voc� duvida...

da exist�ncia do inconsciente? A mente por tr�s da mente?

- Onde medos e desejos mandam? - Absurdo!

N�o posso falar por voc�, mas eu n�o tenho inconsciente.

Pelo contr�rio, eu penso que voc� � totalmente inconsciente.

Touch�! Voc� pode nos favorecer com seu sil�ncio...

enquanto Dr. Freud tenta hipnotizar a madame Adler...

e, depois, poderemos julgar as habilidades dele pelos resultados.

Pode hipnotizar!

Mas � conversa fiada.

- Est� confort�vel, madame Adler? - Sim, bastante.

�timo. Agora, s� preste aten��o nesta bola de prata.

N�o pense em nada, s� nesta bola de prata.

Conversa fiada!

Voc� est� dormindo agora.

Agora voc� est� dormindo profundamente.

Dormindo.

Agora voc� est� de volta ao teatro. E a noite do ensaio.

Voc� est� saindo do seu vesti�rio. O que voc� v�?

Vejo um vulto no escuro, na escada da passarela.

Um homem ou uma mulher?

N�o d� para saber. �...

� um vulto esbelto. Acho que � um homem.

Como ele �?

Ele est� usando um sobretudo e um chap�u.

Ele � mais alto do que eu. Ele est� descendo a escada.

- Descendo, n�o subindo? - Sim, descendo.

A briga na passarela.

Agora voc� est� no palco, cantando.

Voc� olha para o tumulto na passarela, acima de sua cabe�a.

Voc� se lembra de tudo. O que voc� v�?

Eu olho para cima e vejo...

- Sim? - Eu... eu...

N�o, n�o posso! N�o posso! Por favor, n�o!

Quando contar at� tr�s, voc� acordar�, madame Adler. Um, dois, tr�s!

Como se sente?

Bem. Bem.

- Dr. Freud, o que isso quer dizer? - Eu n�o sei.

Mas, �s vezes, o paciente n�o � adequado para a hipnose.

- Algu�m pode lutar contra a hipnose? - Claro.

N�o posso fazer um paciente dizer nada que ele, ou ela, n�o queira dizer.

- Entendo. - Essa experi�ncia...

...ajudou a investiga��o, Sr. Holmes? - Veremos.

E agora devemos voltar para o teatro, e, se a sorte ajudar, para o detonador.

Watson?

Me parece que ela n�o poderia estar mentindo.

Eu concordo. Estive com ela em seu apartamento. Veremos.

Eu creio que esta seja a escada da qual ela nos falou.

- O que � isso? - Parece ter 43 cm de comprimento...

...e 28 cm de largura. - Voc� achou a maleta do embaixador!

N�o. S� achei as dimens�es escritas na poeira. Chegamos tarde, Watson!

- Holmes, eu deduzi algo. - Fico feliz que um de n�s tenha.

Se o homem que a madame Adler viu entrou na hora que ela disse...

ent�o o porteiro deve ter mentido quando me disse que ningu�m entrou.

- Aquele homem tem algo a esconder. - Muito bem, Watson. Muito bem.

Ele pode estar com os conspiradores!

Voc� deve interrog�-lo agora!

N�o, deixo isso com voc�. Afinal de contas, a id�ia foi sua.

Sim. Sim, eu farei isso.

E eu sei exatamente como. Vou assust�-lo na entrada.

Com licen�a, Sr. Holmes, sou Franz Zimmer.

Ontem, o Dr. Watson perguntou se algu�m estava atrasado para o ensaio.

- Sim? - S� lembrei hoje de manh�.

O cantor principal, Eberhardt Bohm, perdeu sua primeira deixa...

logo antes de o homem ter ca�do da passarela.

Obrigado. Muito obrigado.

Sr. Holmes, a� est� voc�!

Sr. Reginald me designou para ser seu assistente.

- Sabe, duas cabe�as e tudo o mais. - Admir�vel, meu rapaz...

mas eu j� tenho duas cabe�as. Dr. Watson.

Sim, claro. Mas, bem, para ser sincero, ele tem a idade avan�ada.

Assim como eu, jovem.

Mas, com a sua mente, voc� sempre ser� jovem, senhor.

Dr. Watson passou muitos anos de sua vida trabalhando ao meu lado.

E ele n�o ser� lan�ado ao pasto.

- N�o, senhor, nunca quis sugerir... - Muito bem.

Voc� espera l� fora e, quando tivermos terminado aqui...

a� voc� poder� nos levar � cena do crime.

Tem certeza, Sr. Bohm, que n�o prefere que falemos em particular?

Matilda � uma amiga confi�vel. Pode dizer qualquer coisa na frente dela.

Muito bem.

Por que voc� estava atrasado para a entrada no palco no dia do ensaio?

- Nunca estou atrasado na deixa. - Vamos, senhor!

Toda produ��o testemunhar� seu atraso. Sem mentiras, por favor.

N�o posso dizer. Mas tenho uma raz�o para n�o responder.

Nunca h� uma boa raz�o para ocultar a verdade.

- Mas, se h� uma dama envolvida... - Uma resposta que ou�o muito.

Ent�o ter� que ouvir de novo. N�o direi o nome dela.

Nem mesmo se o nome dela come�a com "v"?

Matilda, talvez seja melhor voc� sair.

Voc� e a dama estavam ou n�o perto das cortinas do palco?

- Como voc�...? - Diga-me o que voc� viu...

do conflito entre Dr. Froelich e o assaltante.

Sr. Holmes, eu n�o vi nada. � a mais pura verdade.

Vamos! Voc� estava a poucos metros. Espera que acredite nisso?

Quando um homem tem uma mulher nos bra�os...

o corpo dela junto ao dele...

� dif�cil ele ter consci�ncia do que h� ao seu redor.

Ent�o talvez a pessoa com quem voc� estava foi mais observadora...

j� que �, como voc� disse, uma dama.

Sim, senhor, mas como cavalheiro n�o posso revelar...

- N�o. Claro que n�o. Eu entendo. - Um momento.

Como sabia da dama e a inicial dela?

- Posso devolver a ela? - Eu devolverei a ela.

Mas como far� isso se n�o sabe quem ela �?

Eu devolverei a ela.

- Parado a�, quero falar com voc�! - E o que seria, meu senhor?

N�o me venha com "meu senhor" e n�o ache que n�o vejo al�m do seu jogo.

Saia da minha porta, invasor!

Invasor? Voc� mentiu para mim ontem...

e eu estou prestes a entreg�-lo �s autoridades...

e eles o mandar�o para a pris�o!

Anos de servi�o, n�o?

Sabe, poder�amos conseguir milhares de xelins por esse detonador.

Voc� n�o � um dos nossos, Oberstein. Voc� n�o sabe o que � ser escravo.

N�o fale comigo sobre dinheiro. Estamos nisso por liberdade!

Mas muitas pessoas morrer�o se voc� explodir essa coisa.

Elas merecem ser mortas, pelos milhares de irm�os...

...e irm�s escravizados. - Certo, certo.

Talvez possamos fazer as duas coisas. Falarei com Franzi.

Obrigada.

Ol�, querida.

- Madame! Desculpe, eu... - Hilda, eu j� falei.

Sei que voc� gosta de coisas bonitas, mas isso tem que parar.

Eu sei, madame. Desculpe. N�o acontecer� de novo.

Certo. Ponha as coisas de volta no lugar...

e voc� pode come�ar a preparar o jantar.

Quero que esse jantar seja muito, muito especial.

Sim.

Madame, por acaso seria poss�vel...

depois do seu cavalheiro chegar, eu ter o resto da noite de folga?

Engra�ado, eu estava prestes a te falar isso mesmo.

Obrigada, madame.

Depois de tudo isso, ap�s Simpson Makepeace nos tirar da �gua...

...o homem me disse que ele s�... - Saiu do seu posto para um trago.

- Incr�vel! - Nem tanto.

Meu tio tinha voltado para dentro, depois de dizer adeus ao embaixador.

Acho que ele ouviu o tumulto e saiu de novo.

Pela janela eu o vi correndo, na rua.

Eu corri atr�s dele.

Mas, quando cheguei ao teatro...

- Watson, pode fazer alguma...? - Sim. Pronto, pronto.

Est� tudo bem.

� natural sentir muita dor...

quando algu�m amado se vai de repente.

Sim, ele era amado. E ele era gentil.

O homem mais gentil.

Ele me criou depois que meus pais morreram.

Ele me mandou estudar na Inglaterra.

- Eu devo tudo a ele, mas... - O que foi, querida?

Mas ele fez aquela m�quina diab�lica.

Como ele p�de? Como ele p�de? � o que fico me perguntando.

Mas ele a confiou �s m�os mais seguras!

- Ou pelo menos tentou. - N�o! Ele nunca deveria t�-la feito!

Ou, depois de termin�-la, ele deveria ter posto fogo no projeto.

Talvez voc� tenha raz�o.

Holmes, como sabia que o porteiro do palco tinha sa�do para beber?

A cara do homem estava vermelha como fogo e seu est�mago, inchado.

Com essas evid�ncias, fica bem claro que ele � um bebedor habitual.

Por que eu pergunto?

Foi muito gentil de sua parte...

insistir para o superintendente do teatro n�o demitir o homem.

Bem, era o m�nimo, j� que ele prometeu que n�o tomaria outra gota.

Agora, vou te dar outra chance de usar seu poder de dedu��o.

Diga-me o que h� para ser dito sobre este len�o.

Len�o de mulher. Tem uma inicial. Posso ver a letra "v".

- Excelente. - Algo me escapou?

Acho que n�o deixei passar nada importante.

Talvez uma ou duas coisas.

O monograma est� em letra romana, n�o alem�.

Ent�o � seguro assumir que a dona � da Inglaterra ou da Fran�a.

A bainha n�o � francesa. Ent�o ele deve ter sido comprado na Inglaterra.

� feito da mais fina cambraia. Ent�o podemos falar...

que a compradora � uma dama rica.

Voc�, claro, tirar� suas conclus�es pelo perfume.

N�o consigo sentir cheiro de nada desde que ca� no canal.

O cheiro n�o s� confirma que a dama � da classe alta...

mas tamb�m nos diz algo sobre sua personalidade:

ela n�o � t�mida nem acomodada;

tem uma certa idade; o cheiro n�o � o de uma jovem.

Ent�o, temos uma dama que � inglesa, tem bom padr�o de vida...

tem pelo menos 30 anos, mora aqui em Viena...

e cujo primeiro nome come�a com "v".

Sra. Violet Cholmondiey, a mulher do embaixador!

Muito bem, Watson, meu querido amigo. Muito bem!

- Mais alguma coisa, madame? - N�o, Hilda, voc� pode ir.

- E n�o volte cedo. - N�o, madame. Boa noite, senhor.

Boa noite.

A reuni�es!

Reuni�es!

- Por favor, sente-se. - Obrigado.

Preparei uma refei��o maravilhosa para voc�, sozinha.

- Espero que voc� esteja com fome. - Faminto.

�timo. Uma promessa: hoje n�o falaremos de crimes e suspeitas...

s� de amizade e alegria. Combinado?

- Combinado. - �timo.

Depois de uma pergunta.

O que voc� viu no teatro e n�o quis dizer ao Dr. Freud?

Sr. Holmes, voc� me deu sua palavra n�o faz cinco segundos...

...e voc� j� a quebrou. - N�o, n�o.

Minha promessa come�a a valer quando...

voc� responder minha pergunta.

N�o vi nada.

Madame Adler!

Como voc� est� linda hoje!

Trouxe isto, como demonstra��o de minha estima.

Bem, � muito gentil e generoso da sua parte, tenho certeza.

Mas, como pode ver, eu estou acompanhada.

Aquele homem de novo!

Ent�o, com licen�a, por favor.

- Muito obrigada. Boa noite. - Mas eu...

- Parab�ns! - Obrigada.

Agora, sobre o que voc� viu em cima do palco...

Se voc� insistir nisso, vou te p�r para fora, como fiz com o Sr. Elliott.

- � voc�! - Desculpe o atraso.

- Neg�cios importantes a fazer. - Eu estava ficando preocupada.

Estou certo de que Holmes acha que Adler sabe mais do que est� falando.

Ele est� com ela agora, sugando informa��o.

Holmes acha que sou da Pol�cia de Viena.

Diga ao czar Nicolau que ele n�o tem o que temer.

Eu pegarei o detonador para a m�e R�ssia.

E farei Holmes pensar que peguei para o Imp�rio Austr�aco.

TELEGRAMA AINDA PROCURANDO O APARELHO

ADLER ESCONDENDO ALGO

Voc� teve um pouco de agita��o, n�o?

Sim. Bastante agita��o.

N�o, n�o. Eu me refiro ao incidente no teatro.

Foi horr�vel! Um homem caiu para a morte no meio do ensaio.

Algu�m viu os vil�es respons�veis?

Minha patroa viu um vulto descendo a escada, mas...

...n�o conseguiu ver quem era. - Que pena!

Tenho uma surpresa para voc�. Voc� diz que admira minha voz.

Bem, eu a gravei para voc�, em um desses novos discos de cera. Ou�a.

- Vamos dan�ar. - N�o, h� algumas artes...

ou devo dizer ci�ncias, que est�o al�m de Sherlock Holmes.

O qu�? Sherlock Holmes n�o sabe dan�ar?

- N�o. Nem gostaria de saber. - Mas voc� deveria!

Eu vou lhe ensinar. E n�o aceito "n�o" como resposta.

- Vamos. - Mas eu...

Agora, ponha uma m�o aqui e a outra aqui.

E um, dois, tr�s. Um, dois, tr�s. Um, dois, tr�s.

Desculpe, desculpe. Esse...

- Desculpe. - N�o tem problema.

Vou pegar um pano, j� volto.

EMBAIXADA BRIT�NICA

Entre.

- Bom dia, senhores. - N�o t�o bom, senhor.

- Descobrimos pouca coisa. - Bem, que pena!

- Bem, por favor, sentem-se. - Obrigado.

Contudo, agora � hora de mais um ataque.

Voc� pode me dar uma lista com os nomes e endere�os...

dos principais agentes estrangeiros que est�o em Viena?

Bem, meu diplomata militar, Cap. Melbury, tem isso em arquivo.

- Melbury? - Sim, senhor.

Pode me trazer sua lista de agentes estrangeiros?

- "Estrangeiros" o que, senhor? - Agentes estrangeiros.

Parece que � um len�o de mulher.

� da minha mulher. Ela deve ter deixado cair quando veio aqui.

Entre. Esse � o Cap. Melbury.

- Posso falar com voc�, senhor? - Pode falar na frente...

...do Sr. Holmes e do Dr. Watson. - Tem certeza, senhor?

Eles s�o agentes secretos de Sua Majestade, Melbury.

Sinto dizer, senhor, que a lista de agentes secretos foi tirada de mim.

- Que desgra�a! - E eu soube esta manh�...

que Simpson Makepeace foi visto entrando na minha sala sem escolta.

- E ele n�o tem autoridade para isso. - Ent�o ele deve estar com os ladr�es.

Preciso ver Simpson Makepeace agora.

Meu Deus!

Ele est� no castelo do ministro do Exterior austr�aco, o conde Giddings.

A festa anual de fim de semana para os diplomatas de Viena come�a hoje.

Minha mulher arrumou para membros do Teatro de Viena...

irem com outras celebridades.

Eu mandei Simpson Makepeace para ver as arruma��es.

Sr. Reginald, voc� consegue um convite dessa festa...

...para mim e o Dr. Watson? - Vou lev�-los j� ao conde Giddings.

E, pelo amor de Deus, senhores, quando chegarem l�...

acredito que voc�s far�o justi�a com aquele Makepeace.

- Watson, voc� pode fazer uma coisa. - Devo levar meu rev�lver?

N�o, n�o. V� ao quartel de pol�cia de Viena, ache o Cap. Winterhauser...

e pe�a para ele dar uma lista dos agentes estrangeiros.

Estou certo de que a pol�cia deve ter uma lista dessa.

- Mas esse Winterhauser dar� a mim? - Diga que um item importante...

foi roubado do governo brit�nico, e, se ele n�o ajudar...

o embaixador emitir� um "aide-m�moire".

Minhas fontes dizem que n�o h� testemunhas dos eventos no teatro.

�timo. Eu tenho uma boa indica��o para um comprador.

Eu te disse: n�s usaremos o aparelho para aprofundar nossa causa.

N�o estou aqui por dinheiro, mas para fazer hist�ria!

Acalme-se. Franzi disse que podemos ter as duas coisas.

- Sabe o que fazer com seu projeto? - Sim.

�timo. Agora � hora de comprar a bomba.

Isso n�o ser� problema. Mas gostaria de ter a honra de apertar o bot�o.

Sinto muito, meu amigo. Mas Franzi decidiu apertar o bot�o ele mesmo.

Mais "sauer brauten"!

Com licen�a. Com licen�a.

N�o estou vendo o nome do Cap. Winterhauser na lista.

Cap. Franz Winterhauser. Pode me mostrar sua sala?

N�o h� nenhum Cap. Winterhauser em toda a Pol�cia de Viena.

Com o nome Franz ou qualquer outro.

Sem d�vida, � por isso que ele n�o est� na lista.

Mas me falaram que ele estava no quartel central da pol�cia.

Bem, senhor, recebeu a informa��o errada.

Ser� que Holmes errou?

Sr. Holmes!

Madame Adler, a que devo o prazer?

Vou sair da cidade no fim de semana. N�o haver� apresenta��es at� dia 1�.

E eu s� queria dizer adeus.

Permita-me deduzir para onde voc� vai.

Certamente. Mas voc� nunca ir� descobrir.

Est� bem claro para mim que, pelo seu traje, seu penteado e sua conduta...

voc� vai para uma festa de fim de semana numa casa de campo. N�o.

A um castelo de um nobre. N�o, n�o. Um oficial do alto governo.

N�o, ambos!

Castelo do ministro do Exterior austr�aco. Conde Helmut Giddings.

Sr. Holmes, voc� est� brincando comigo.

Pode me dar licen�a? Obrigado.

Sinto muit�ssimo, mas o ministro do Exterior austr�aco est� inflex�vel.

Disseram que voc� e o Dr. Watson est�o na lista...

de pessoas indesejadas.

Sinto, mas n�o consegui convite para nenhum de voc�s.

M� not�cia?

Esperava ir � festa do ministro do Exterior...

...mas me recusaram um convite. - Voc� queria ir para ficar comigo?

N�o. Tem liga��o com a investiga��o.

Acho que sei um jeito de te colocar l�, mesmo com obje��es oficiais.

Como, se nem o embaixador brit�nico conseguiu?

Sherlock, aqui � Viena. Se eu insinuar ao ministro...

que eu cantaria mais docemente se meu...

amante estivesse l� para me ouvir...

voc� ter� seu convite na hora.

Em minha vida, j� fiz muitos pap�is, mas nunca...

Contudo, � uma id�ia admir�vel. Eu aceito.

- �timo. Ligarei agora. - E o Watson?

Sherlock, h� limites at� em Viena.

Mas eu o tenho desde a Guerra do Afeganist�o!

E � um adere�o nobre.

Mas nenhum criado pode ter um bigode assim.

Estava tentando te falar sobre o Cap. Winterhauser!

Entendi que ele n�o existe.

Apesar da entrevista afiada que tive com ele.

Saia e me ajude a descer.

As malas.

As malas!

Voc�, pelos fundos.

Sr. Holmes, fico feliz que p�de vir com um convite t�o em cima da hora.

Madame Adler j� chegou.

Senhor, senhora, bem-vindos � minha casa!

- Gostaria de entrar no seu grupo. - N�o precisamos mais de m�sicos...

...no trio Lakatos. - Mas estou certo de que precisa disto.

- Bem-vindo ao quarteto Lakatos. - Obrigado.

Onde est� aquela lista roubada do cofre do diplomata militar?

Eu... Est� comigo, senhor. Mas eu n�o roubei, Sr. Holmes.

Eu s� peguei para te ajudar a resgatar o detonador.

- Para me ajudar? - Sim.

Eu deduzi que quem roubou o aparelho iria querer vender para um espi�o.

E, como a maioria dos convidados da festa � provavelmente espi�o...

al�m de suas fun��es na embaixada, achei que o ladr�o tentaria achar...

um comprador aqui. Ent�o peguei a lista para intervir...

e resgatar o detonador!

Foi uma boa id�ia, n�o foi?

Como at� agora eu segui a mesma linha, acho que foi.

Contudo, devo alertar que voc� se tornou suspeito...

por causa de sua a��o precipitada.

No futuro, agradecerei se voc� n�o tentar me ajudar.

Tenho toda a ajuda de que preciso do Dr. Watson.

Senhor, onde est� o bom doutor? Eu n�o o vi na festa.

O Dr. Watson est� numa delicada tarefa � qual lhe confiei.

Com licen�a, pode me dizer onde � a sala dos serventes?

Te dizer, querida? Eu te mostrarei.

Vejo que os pombinhos est�o juntos de novo.

Como voc� est� bonita, minha querida!

Madame Adler.

Sou o major Von Bork, da embaixada alem�...

...e confesso grande admirador seu. - Obrigada, major. Encantada.

Talvez voc� me permita acompanh�-la a uma volta na propriedade...

...em alguma hora durante a festa. - � muito gentil de sua parte...

mas creio que Sr. Holmes j� se comprometeu a fazer isso.

- N�o, n�o mesmo. - Irene! Querida!

Com licen�a.

Ol�.

- Querido Holmes. Como conseguiu? - � suficiente dizer que estou aqui.

Parece que Simpson Makepeace n�o � mais nosso vil�o...

s� estava ansioso para ajudar. Mas ficaremos de olho nele mesmo assim.

Eu estou com a lista, e o interessante...

� que o nome do major Von Bork est� nela.

Deve ter sido uma experi�ncia horr�vel para voc�.

- Consegui deixar no passado. - Pena que voc� n�o viu os vil�es!

Alguns me dizem que eu posso ter visto mais do que eu me lembro.

- Nesse caso, sua mem�ria pode voltar. - Espero que sim.

- Posso? - Obrigada.

Sra. Cholmondiley, com o perd�o de ser t�o indiscreto...

devo dizer que o len�o que devolvi ao seu marido...

n�o foi encontrado no escrit�rio dele, como ele acredita.

N�o sei do que est� falando, Sr. Holmes.

Acho que voc� sabe. N�o queira que isso continue.

N�o. N�o continuar�. Eu lhe prometo, Sr. Holmes.

Eu vim aqui com a inten��o de dizer ao Sr. Bohm que n�o devo mais v�-lo.

Como ele n�o est� aqui, Vou escrever uma carta agora.

Voc� tomou uma decis�o s�bia. Mas s� mencionei isso...

porque preciso perguntar o que voc� viu do diabo que jogou Dr. Froelich.

Sinto muito, mas n�o vi nada l� em cima, Sr. Holmes.

Depois que ouvi o grito de Irene, eu naturalmente olhei para o palco.

- Mas antes do grito... - Sr. Holmes...

eu estava ocupada demais, se � que voc� me entende.

Onde est� Irene? Estava falando com ela um minuto atr�s.

- A propriedade � bonita, n�o �? - Sim, muito bonita.

Mas n�o tanto quanto voc�, madame.

Acabei de ver madame Adler andando no jardim de forma �ntima...

...com o agente secreto Von Bork. - Parece que ele est� apaixonado.

Ocorreu-me um pouco depois...

que talvez eu devesse sentir um certo ci�me.

N�o acho que voc� precisa ter ci�me. Quando ele tentou abra��-la...

...ela se esquivou rapidamente. - Se a aproxima��o for um artif�cio...

devo voltar imediatamente.

- De que diabo voc� est� vestido? - De que diabo voc� est� vestido?

- Estou disfar�ado. - Bem, eu tamb�m!

N�o, um disfarce de verdade. N�o uma fantasia.

O falso policial Winterhauser ainda est� espiando.

Sim. Talvez tenha sido ele quem vasculhou meu apartamento hoje.

- Algo foi retirado? - Nada retirado, nada fora do lugar.

Ent�o como voc� sabe?

Achei um cabelo em cima da c�moda. N�o estava l� hoje de manh�.

Por que homens fazem isso?

Sr. Holmes.

Obrigado, capit�o.

Violet me contou sobre sua conversa de hoje � tarde.

Agora que sabe sobre ela e Eberhardt, acho que n�o tem problema te dizer...

que eu os vi juntos no teatro. Esse era o grande segredo que eu escondia.

Claro. Agora entendo a sua discri��o.

- Pe�o desculpa por duvidar de voc�. - Desculpa aceita.

Agora, devemos dan�ar para comprovar a mentira.

- N�o posso fazer isso. - Mas provou no meu quarto que pode.

- Provei? - Sei que voc� consegue.

N�o em p�blico. Mas amanh� levarei voc� para um passeio de carruagem.

- Na �rea rural. - Tudo bem.

Mas, esta noite, vamos dan�ar.

Senhoras e senhores!

� minha honra apresentar um convidado muito especial.

Sua Majestade Imperial, o imperador Franz Joseph.

Estamos muito felizes por termos um grupo t�o distinto de convidados.

Incluindo o corpo diplom�tico de muitas na��es...

que est�o aqui para comemorar conosco.

S�o tempos de inquieta��o e confus�o no mundo.

Mas todos n�s trabalhamos juntos, assiduamente, para manter a paz.

Que o Senhor nos traga paz para sempre...

e coopera��o entre amigos e vizinhos.

E agora, amigos, n�o deixem que um velho cansado...

tire voc�s da festa por mais nenhum momento.

N�o s� seguimos suas aventuras, Sr. Holmes...

como, uma vez, o sult�o do Imp�rio Otomano nos fez esperar o jantar...

enquanto ele terminava uma de suas hist�rias de proeza...

na revista "Strand".

Estou honrado, Vossa Majestade. E surpreso.

E n�s a vimos no palco, madame Adler.

- Admiramos muito sua voz. - Eu n�o fazia id�ia, Majestade.

- Estou lisonjeada. - Gostar�amos de v�-la...

apresentar "Die Fledermaus" no Teatro Musical.

Ficar�amos honrados - falo por mim e por todo o elenco...

...e nosso diretor, Franz Dietrich. - Vossa Majestade.

Quando estaremos livres para ir � �pera?

No primeiro dia do m�s, ent�o.

Se o camarote imperial estiver dispon�vel.

Eu pessoalmente cuidarei disso, Vossa Majestade.

Este � nosso maestro, Franz Zimmer.

Voc� pode fazer mais um favor a n�s, madame Adler?

- Tudo que eu puder, Majestade. - Ficar�amos encantados...

se voc� apresentasse uma de nossas can��es preferidas.

� o verso da "Valsa de Viena".

- Winterhauser desapareceu na escada. - Melhor voc� desaparecer atr�s dele.

Mas cuidado. Um confronto n�o � necess�rio.

Belas melodias

Quentes como a brisa de ver�o

Uma m�sica suave enche o ar

Gargalhadas em toda parte

"Meu querido Eberhardt, estou escrevendo para te dizer adeus.

O que n�s fizemos foi errado, e n�o devemos mais nos ver.

Com amor, Violet. P.S.

Quem � voc�?

Voc� � aquele Watson...

fingindo ser criado do Holmes. Voc� me acertou! Vou te prender por isso.

Prender� nada! N�o fiz nada. E quem � voc�, Cap. Franz Winterhauser?

Eu mando te prender por voc� ter fingido ser policial!

- Como ousa me caluniar assim? - Fui ao Dep. de Pol�cia de Viena.

Ningu�m ouviu falar de voc�. Por que voc� n�o me prende?

Simplesmente revelarei seu segredo.

Devemos falar �s autoridades sobre o falso Cap. Winterhauser?

N�o estou certo de que devamos.

O falso capit�o parece ser um emiss�rio do czar Nicolau.

O papel que voc� achou estava em escrita cir�lica russa.

Se voc� diz.

- Mas ele invadiu seu quarto. - Acho que n�o.

Os cabelos n�o bateram. Foi outra pessoa.

Watson, � vital que n�o relaxemos nossa vigil�ncia por nenhum minuto!

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