All language subtitles for The Outlaw (1943) PORTUGUÊSripdf 2

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian Download
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Legendas by LuFer

A Terra dos Homens Perdidos

Pat Garrett Xerife do Condado de Lincoln.

Doc Holiday acaba de descer da diligência.

- Quer que chame os rapazes e vá consigo? - Por que pergunta?

Não gostaria de facilitar.

Eu não culpo você, mas não vai criar problemas.

Ele é o meu melhor amigo.

Enquanto eu for o xerife aqui é o lugar dele.

Onde é que está o Doc Holiday?

Aqui dentro, Pat.

Olá, Pat. Caramba, estou contente em vê-lo.

Doc, como você está?

Está com óptima aparência.

Você engordou!

- O que faz por essas bandas? - 1º quero ter uma conversa com você.

2º, estou à procura do meu cavalo, um alazão.

- Alguém roubou seu cavalo? - Sim.

Sim, um sujeito curioso.

Mau, mas parece puro e doce como um bebê.

- Está rindo de quê? - Da sua piada.

É a primeira vez, que sinto pena de um ladrão de cavalos.

- Soube que ele vinha para cá? - Sim.

Ponha em cima da mesa. O que vai tomar?

Comecei com uísque, não vejo porque mudar.

- Por onde tem andado? - Pela fronteira, e próximo do mar.

Preciso de dinheiro e pensei que você poderia querer vir comigo.

- Qual é o problema? - Sabia que era dinheiro.

Mas, se o negócio for como o seu último, não conte comigo.

Por que não?

- Onde conseguiu isso? - Dave acaba de me dar.

É o último homem, que pensei que se satisfaria tão fácil.

Um homem tem que se estabelecer um dia...

Mike, você viu algum estranho com um alazão?

- Alazão? - Com treze palmos de altura.

Acho que vi um, sim.

- Quando eu vinha para o meu trabalho. - Onde foi isso?

Em frente ao dentista.

- Onde é? - Eu vou te mostrar.

Eu só vou dizer mais uma vez.

Coloque esse copo em cima de sua cabeça.

E o que vai fazer depois?

Basta colocá-lo na sua cabeça. Eu mostrar.

Será a melhor coisa do mundo, para a sua caspa.

Espere um minuto, Doc.

Olá, Fred.

Olá, Pat.

Você ainda usa essa táctica, hein?

É o meu velho método, nunca falha!

Quantos dedos você vê, Fred?

Vai ficar sóbrio na cadeia.

Vá andando Doc, o dentista fica no fim da rua, perto da esquina.

Estarei lá num minuto.

E então, Red, como se sente?

Olá.

- Belo cavalo, filho. - Também acho.

Onde o conseguiu?

Em Santa Fé Springs. Por quê?

Alguém o roubou de mim em Socorro.

Se não fosse essas duas armas, eu diria que você é muito jovem.

- Acha que fui eu? - Não disse o contrário.

Pois não disse.

Chamo-me Holiday.

- Doc Holiday? - Sim.

- Ouvi falar de você. - Obrigado.

Não queria ter vantagem consigo.

Obrigado, nem pensei o contrário.

Qual é o seu nome, filho?

Willian Boney.

Billy De Kid?

Ainda acha que roubei o seu cavalo?

- Quanto pagou por ele? - Adianta se eu lhe disser?

- Por que não? - Gosto e me acostumei com ele.

- Eu também. - Não o culpo...

É como uma cadeira de balanço.

Olhe, filho...

- soube que é muito bom, Doc. - Foi o que eu ouvi de você.

Certo. Então fique na frente do cavalo.

Muito seguro de si, não é?

Por que tanto rolo à toa?

Certo.

Olá, Doc.

Teve alguma sorte?

- Sim e não. - Como? É seu cavalo, não?

Foi.

É bravo.

É melhor trancá-lo antes que as coisas piorem.

Venha. E obrigado, Doc, por ser tão tolerante.

Tudo bem, Pat.

Deixou-o por ser uma criança.

Disse para vir. Não ouviu?

Eu ouvi.

Não está se saindo melhor que eu.

Espere um minuto. Eu gostaria de apresentá-lo.

Billy, esse é um velho amigo, Pat Garrett.

Pat, este é o Sr. William Bonny.

Ora, ora.

Queria conhecê-lo faz tempo.

Como vai, Billy?

Quantos dedos vê?

Você deve usar isso só com os amigos.

Enquanto vocês dois estão falando é melhor levar...

meu cavalo. Pra trás, garoto.

- Por que você... Segure-o - vou resolver isso.

Bom cavalo, não é, Doc?

- Lembra-se de mim? - Onde está o Sr. Garrett?

Mandei-o para casa. Que tal você e eu termos uma conversa?

Eu não acredito em conversa, a menos que o outro tenha todas as cartas.

Filho, sua cabeça parece no lugar.

Se não fosse, alguém já a teria derrubado, faz tempo.

Eu acho que está certo. Como você sabia que Pat ia bater em você lá fora?

Bem, seria a primeira vez que um xerife iria apertar a minha mão.

- Ele ouviu dizer "apertar as mãos." - Hã?

Como vai Sr. Cavalo? Prazer em conhecê-lo.

Eu juro, não sabia que ele poderia fazer truques.

O que mais ele pode fazer?

Ande para trás e farei com que tire suas luvas do cinto.

Mais para trás.

Um pouco mais.

Isso é o suficiente, garoto.

Ponha as mãos para cima.

Tudo bem, doutor.

Isso é novo para você, não é?

O quê?

Ser preso por roubo de cavalo.

Doc, você sabe que eu não roubei o cavalo mais do que você.

Billy, a verdade é o que é dito, ou o que é feito?

Isto é algo novo para você, não é mesmo, doutor?

O quê?

O grande Doc Holiday... precisando de ajuda.

E de um policial, ainda por cima.

Eu mal posso acreditar.

Depois do que ouvi falar de você...

Desde que usava calças curta!

Isso é o suficiente. Vire-se.

- Agora saia pela porta. - Espere um minuto.

Por quê?

Bem, isso não parece cair bem no meu estômago.

O quê?

Doc, você vai me trair?

Temo que sim.

Ou nunca saberei o final disso.

Pare! Ainda não acabei com você.

Afaste-se, ele pode me dar um tiro nas costas.

Soube que está desviando a cabeça de alguns garotos.

Pat, isso é muito pesado!

Eu nunca ouvi isso.

Bem, Sr. Garrett, se crê nisso

eis sua chance de fazer o mesmo comigo.

Vem comigo, Doc?

Acho que vou.

Quero os dois fora daqui, antes do pôr-do-sol.

O que eu fiz?

Tudo bem, Doc.

Você tem o direito de escolher seus amigos.

Droga. Eu não tenho amabilidade em tudo.

Ele sabe que só amanhã haverá diligência...

e ele sabe que eu estou a pé.

Ou não estou?

- De jeito nenhum! - O quer dizer, meu filho?

A gente te arranja um cavalo por aí.

- Pra mim, chega. - Sem dinheiro?

Não totalmente.

- Onde está hospedado? - Tenho um quarto no hotel.

Doc, tem um minuto?

Claro que sim.

Tudo bem.

O que tem em mente, filho?

Sem ofensa, doutor, mas que a última carta que jogou, sinto...

O que tem?

Sinto que a vi noutro lugar.

- Você tem certeza? - Se tivesse, não perguntaria.

Mostra bom senso.

Aqui está, doutor... 640.

Obrigado.

Podia pagar o dobro

pelo cavalo e ainda economizar.

Isso mesmo. Espero que você esteja satisfeito agora.

- Vai embora? - Acho que sim.

Vou a pé até ao hotel com você. Boa noite, senhores, e obrigado.

Boa noite.

Se não tem onde ficar, pode ficar comigo.

Não, obrigado, Billy.

- Não, obrigado. Tenho uma namorada. Mudou-se para cá.

Tem namorada, Billy?

Não tenho nada, só o cavalo.

Não minta, é bonitão,

deve ter alguma namorada.

Não. Eu não confio nelas.

Você é muito jovem para falar assim.

Bem, eu conheci muito poucas.

Todas te decepcionaram?

Sim, cada uma delas.

Isso é muito ruim, Billy.

Eu acho que as coisas não têm sido tão fácil para você, não é?

Uma pena.

Se o cavalo é tão importante para você, vou dá-lo de presente.

Muito gentil. Obrigado.

Tudo bem. Boa noite. Vemo-nos pela manhã.

Boa noite.

Só pensei que em dar boa noite para o cavalo.

Quando acabar, ponha-o de volta na cocheira.

Tudo bem.

Boa noite, Red. Até amanhã.

Beijos!

Ele não gosta muito.

De volta à cocheira, Red.

- Essa bolsa de fumo é minha, não? - Acho que sim.

Importa-se de eu pegá-la?

Red, vou dormir aqui. Se não ligar.

O que significa isso?

Por que atirou em mim?

Você está louca?

Pare com isso. Pára com isso, está ouvindo?

Você consegue entender Inglês?

Qual é seu nome?

- Rio. - Qual é o resto?

McDonald.

McDonald.

De onde você veio?

O que te interessa?

- Onde vivia antes? - Socorro.

McDonald.

Ah, sim. Quem era ele?

Meu irmão.

Ele não devia ter tomado tanta tequila.

Que fim levou a garota?

Casou-se com outro.

Pois é...

como ia saber que era seu irmão? Era ele ou eu.

Não ia esperar no celeiro.

Desculpe ter sido rude.

Não me machucou.

Tem certeza?

- Uma pena, eu não saber. - O quê?

- Que ele era seu irmão. - O que isso tem a ver?

Não teria tentado ficar com a garota.

Não teria?

O que há?

- Há uma pedra aqui. - Deixe que eu tiro.

Deixe-me ir!

Fique quieta, ou ficará sem roupa.

Deixe-me ir!

- Ele não o fez. - Eu digo que ele fez.

- Você ouviu o nome dele? - É claro.

- Corta essa. - Ele é Billy The Kid.

Droga, um dentista pode fazer qualquer um gritar.

Olhe lá fora. Lá vem ele.

Desculpe fazer você esperar, doc.

Eu não tenho pressa.

- Você é o Billy the Kid? - Isso é o que me dizem.

- Está vendo? - Espere. Um de cada vez.

É verdade que tem 20 marcas na sua arma?

É verdade que tem 15 crânios de índio na mala?

Tive que jogá-los fora. Deu musgo neles.

Devia tê-los embalsamado.

- É mesmo? - Meu pai que me disse.

O que faz com esse pau? Queria fazer um apito,

mas não dá para tirar o miolo.

- Você o molhou? - Mas secou de novo.

Não pode dar um tiro no meio?

- Ponha no poste. - Não posso segurá-la?

- Segure-o com firmeza? - Claro!

Billy, não precisa me provar nada

Fique frio, Doc. Gire um pouco.

Pouco mais.

Você acertou!

- Não se dá ao trabalho de mirar? - Eu mirei.

- Quando? - Antes de atirar.

Olha, Billy, está tudo certo. Você fixa-o bem. Obrigado.

- Foi um prazer ajudar. - Se precisar de algo, avise.

- Essa é nova para mim. - O quê?

Mirar antes de atirar.

- Preciso. - Por quê?

Minha mão parece ser um pouco mais rápida do que o meu olho.

Bem, não é tão ruim.

- Onde você conseguiu o cavalo? - Comprei.

Parece bom... vai servir, por enquanto.

Presunto e ovos. Frite os ovos em ambos os lados.

Pra mim o mesmo, sem nada.

Que tal uma partida enquanto esperamos?

Quanto?

- O que acha disso? - Tudo bem pra mim.

Antes de começar, eu gostaria de falar com você por um minuto.

- Quem é ele? - Eu não sei.

- O que você quer? - Vamos para os fundos.

Por quê?

Você não me conhece, mas temos um amigo em comum.

Quem?

Gosto dele, menos que você.

Oh, Garrett, hein?

O nome soa familiar.

- Ficará aqui, à noite? - Por quê?

Todo mundo sabe que Garrett lhe disse para sair da cidade.

Cedo ou tarde você vai ter um pequeno problema com ele.

Pensei que poderia lhe dar uma mão.

Isso é muito gentil da sua parte, senhor.

Ouça. Eu não estou fazendo nenhum favor.

Vai ser um prazer.

Enquanto estiver discutindo

com você, não verá mais nada.

Será a minha chance.

Tenha cuidado para você não me derrubar com a mesma bala.

Não se preocupe. Farei um, bom ângulo.

Farei isso...

suponha que Garrett esteja nesta cadeira.

Se estiver onde está, eu...

estarei bem aqui.

Posso tirar minha arma, para que veja a linha de fogo?

Não, vá em frente.

- Sou eu, Billy. - Venha, Doc.

- O que aconteceu? - Ele é um homem muito inteligente.

Você o conhece?

Queria convencer Garrett a lhe dar um posto de guarda.

Parece que falhou, mas Billy é um herói,

deve virar guarda.

Ou concorrer para governador, se quiser.

- É melhor sair daqui, meu filho. - Por quê? Ele pegou a arma antes.

Vai ser duro Garrett acreditar.

Vamos ver.

Onde está meu dinheiro?

Devo ter pego.

Tolice ficar por aqui.

Seria pior sair.

Então Garrett teria certeza que foi culpa minha.

Venha. Corte o baralho.

Quer jogar pôquer?

Isso mesmo.

Sabe no que daria, se eu enfrentasse Garrett, não?

Ele é muito bom.

Eu o conheço melhor do que você.

Tudo bem, se ele é tão bom...

então você vai ter o seu cavalo de volta, não vai?

Nunca pensei nisso.

Qual é o problema?

Nada.

Empreste-me 100, Doc.

Nada de emprestar dinheiro no pôquer...

estraga minha sorte.

Mas teria prazer em apostar o cavalo.

Não duvido.

Olá, Pat.

Aceita uma partida? Uma mão de pôquer?

Não, obrigado, Doc.

Testemunhou o ocorrido?

- Não. - Não, mas o outro puxou antes.

- Como você sabe? - A arma estava no chão.

Isso não prova nada.

Pat, você tem um temperamento horrível.

Dou-lhe a chance de ficar fora.

Não vai culpar Billy pelo crime.

Você só está chateado com ele, isso é tudo.

Doc, eu vou te dar a chance de ficar de fora dessa.

- Obrigado. - Seu cavalo está lá fora. Vá embora...

- Boa sorte para você. - O mesmo, Pat.

O que você está esperando?

Suas galinhas chocarem.

Está comprando briga?

Eu vou te dizer uma coisa.

Não serei acusado injustamente.

- Obrigado, Doc. - O que você está tentando fazer?

Ainda acho que o cara puxou a arma antes.

- Está zombando de mim? - Não.

Como é um assunto pessoal...

entre os dois.

Não acho que essa ajuda deva ficar.

Só fiz isso para evitar briga

para não matar Billy.

Tudo isso por tão pouco?

Você está cometendo um grande erro...

traindo um amigo, por um bandido...

que só deu as costas da mão, para os outros.

Falando em mãos...

Vamos sair daqui antes que ele...

nos faça cometer uma besteira.

Ele não vai me expulsar da cidade.

Se quer segurar o forte, enquanto... parto com o cavalo

por mim, tudo bem.

Já que coloca desse modo...

Vá em frente, filho.

Calminha, Pat.

Doc, Isso acaba com nossa amizade para sempre.

Sinto muito.

- Você consegue se levantar, meu filho? - Eu não sei.

- Pode chegar ao cavalo? - Acho que sim.

Viu como o cavalinho me puxou?

Como um cão de caça. Temos que lhe conseguir um abrigo.

Eu estou bem.

Charlie fique aqui, vou procurá-los pelos arredores.

O garoto está baleado, não irá longe. Vamos.

Quem está aí?

Não grite.

Esconda os cavalos.

Billy The Kid. Está ferido,

mas a bala passou de raspão.

Não o mova, senão a hemorragia recomeça.

Eu acho melhor você cortar suas roupas.

Coloque um curativo na ferida e a mantenha úmida.

Mantenha-o quente e seco. Não importa o quanto sue.

Se perder a cabeça, amarre-o.

Se os vizinhos o ouvirem... diga que está com sarampo.

Isso vai mantê-los longe.

Eu acho que isso é tudo.

Faça o máximo, por ele.

Se não puder voltar, avisarei onde estou.

E Billy pode levá-lo.

Tem o rosto de um bebê.

Ele está tão quente.

Não está tão quente quanto seu irmão Júlio.

Está ensopado.

Arranje-lhe uns lençóis, tia Guadalupe.

Pegue você!

- Qual é o problema com você? - Não levanto um dedo por ele.

Qual é o problema?

- Procuram por ele. - Não é uma judiação.

Chico, o que está acontecendo com você?

Sentiu cheiro de sangue.

Estava a ponto de arrancar-lhe os olhos.

Fique fora daqui.

- Seu nome McDonald? - Por que quer saber?

Por que você não quer me dizer?

Sim, esse é o meu nome. Por quê?

O nome do seu pai é...

Sim...

Charlie Winters.

Trabalhei para ele em Socorro.

Ah, sim. Acho que era garotinha, na época.

- Charlie! - Tia Guadalupe!

- Como você está? - Muito bem. Obrigado.

Você está ficando gordo como um porco.

- O que faz aqui? - Trabalho com o xerife.

Estamos à procura de Billy the Kid.

Saia daqui!

- Por que não se senta? - Outra hora...

Venho assim que puder.

- O que há de errado com aquela ave? - Nada.

Nada, tenho um galinheiro, gosta de brincar.

- Quer que a tire para você? - Não. Está uma bagunça...

acabamos de acordar. Adeus, foi um prazer vê-lo.

Digo o mesmo. Tchau, Guadalupe.

Eu o acompanho.

Não, o almoço está pronto.

Adeus.

Vou dar um jeito em você.

Como está o Billy?

Está com calafrios.

Calafrios?

Cadê você?

Bem aqui.

- Não vá embora. - Eu não vou.

- Está tão frio. - Isso vai aquecê-lo.

- Não se vá. - Volto num minuto.

Como fazer com que isso pare?

- Você está com raiva de mim. - Não.

- Claro que está. - Não estou.

- Para onde vai? - Volto já.

- Onde está a garrafa de uísque? - Eu a bebi.

Estava com tosse.

Tentei essas pedras quentes, com Júlio. Deu na mesma.

Tremia como vara verde e morreu.

Saia daqui e feche a porta.

O quê?

Basta sair daqui.

Enlouqueceu?

Traga o padre, se isso a...

fizer sentir-se melhor...

Agora saia.

Você não vai morrer.

Vou aquecê-lo.

Não vai aguentar mais nem um passo.

Teremos que fazer os rapazes irem mais devagar.

Não é da minha conta, mas cruzamos a fronteira.

Certo, Swanson, não é da sua conta.

Espalhem-se. Escondam-se atrás das rochas.

Você está diferente hoje. Parece melhor.

É você mesmo?

Sim.

O que você está fazendo aqui?

Eu moro aqui.

Bem, eu venho tentando entender...

- Como eu cheguei aqui? - Doc trouxe você.

Doc.

Oh. Você é garota de Doc?

O que você sabe sobre isso.

Tenha cuidado com a sua ferida. Você vai se machucar.

Isso mesmo. Eu me lembro agora.

- Eu cheguei aqui ontem, não foi? - Ontem?

Foi há um mês. Esteve muito doente.

Um mês? Isso é muito tempo.

- Como está o Red? - Red?

- Tem cuidado dele para mim? - Quem é Red?

Doc não deixou meu cavalo aqui?

- Não. - Não pensei que faria isso.

E nas minhas costas!

Ele está bem de novo?

Diga, quem é esse velho pirulito?

É a minha tia Guadalupe.

Como está?

Teria um sanduíche?

- Está com fome? - Só temos feijão cozido.

- Dá para o começo. Oi, Pirulito!

Não fala como um doente.

Quem disse que sou?

O que significa "Pirulito"?

Algo doce.

Doce?

Sim, feito com açúcar.

Mesmo?!

Onde você vai?

Procurar ovos frescos.

- Como você se sente? - Muito bem. Quando é que vamos comer?

Você acabou de almoçar cerca de uma hora atrás.

Sério?

Quer dar minhas roupas? Vou dar uma espiada por aí.

Para quê?

Eu não posso passar o resto da minha vida na cama.

Enfim, eu quero ver se consigo achar meu anel.

O seu anel?

Sim. Eu tinha um anel no dedo e sumiu.

Estou preocupado com isso.

Não se aborreça.

Pode arrumar outro, não?

Esse me dava sorte.

Era de um cara que ia viver muito...

enquanto ficasse em seu dedo.

Como o obteve? Matou o cara?

Não. Foi outra pessoa.

Então não deu tanta sorte.

Bem, nada aconteceu até que ele o tirou para lavar as mãos.

Melhor que se levante amanhã.

- Disse isso ontem. - Não está bastante forte.

Quem disse?

Billy, você não deve. Você vai se machucar.

Por que não pára de brigar comigo.

Mas você esteve tão doente. Você não está bem o suficiente. Você não está...

Rio!

Venha. Eu quero que você vá até a loja comigo.

Tenho que lavar roupas.

Tem a tarde toda. Vamos.

- Tenho que arrumar meu cabelo primeiro. - Tudo bem, apresse-se então.

- Por que você tem que ir com ela? - Melhor que eu vá.

E se outra pessoa aparecer como...

como aquele amigo xerife de vocês no outro dia?

Certo. Eu vou dizer à tia Guadalupe.

- Quem é? - Sou eu, Doc.

Apresse-se! Abra logo essa porta.

Já vou!

Olá, Doc. Fico feliz em vê-lo.

Pensei que teria que arrombar a porta.

Foi a chuva, não conseguia ouvir nada, Doc.

Não precisa gritar. Não sou surdo.

Viu que tempestade?

Chove há 3 dias, Doc.

Sorte, foi o único jeito de...

despistar os cães de caça.

Lavou sua pista, não é?

Com fome?

Não como desde que parti.

Como está o Billy?

Oh, ele está bem, com certeza. Sarou há uma semana.

Bom.

Onde está Rio?

Rio?! Oh... sim.

Por isso a gritaria?

- Vou chamá-la para você. - Espere um minuto.

Você fez barulho o suficiente para ressuscitar os mortos.

Então é isso?

Tudo bem, onde está ele?

Ele está se arrumando.

Talvez seja melhor eu dar-lhe uma mão.

Não, Doc! Por favor, deixe-me falar primeiro!

O que deu em você?

Eu não sei.

Um diabo, fez o mesmo comigo...

Capaz de hipnotizar um pássaro no arbusto.

Sim, ou... isso nunca falha.

- Não fale assim comigo, Doc. - Quer que os abençoe?

Você poderia muito bem.

Eu estou casada com ele.

Você o quê?

Essa é a verdade, Doc.

Só por favor, não diga a ele.

Diga a quem?

Billy.

- Quer dizer que ele não sabe disso? - Não.

Então, como você pode se casar com ele?

Ele estava fora de si.

Eu nunca teria feito isso, só pensei que ele ia morrer.

Teria, se não fosse você.

Eu não quero apenas sua gratidão.

Eu devia ter ficado na chuva, com o xerife.

- Faça-me uma xícara de café. - Claro que sim.

É uma coisa boa que você não queira a gratidão dele.

Por que você diz isso?

Depois do que me fez...

não podia desejar mais,

do que você se ligar a Billy.

O que você quer dizer?

Não quero estragar nada.

Olá, Doc.

Isso é tudo que você tem a me dizer?

Agora, olhe aqui, Doc, me desculpe, mas é sua própria culpa.

Oh, minha culpa, hein?

Quem me trouxe aqui?

Agora você quer botar a culpa em mim.

Leva meu cavalo e minha namorada...

e ambas as vezes a culpa é toda minha.

Isso me faz lembrar de outra coisa.

Você fugiu com Red, não é?

Preciso de uma desculpa?

Tudo bem, por mim.

- Só há um problema. - Qual?

O cavalo, também era meu.

Eu não estava em condição de discutir, estava?

Não, eu acho que você não estava.

Mas você não estava precisando dele.

Ok, Doc. Se essa é sua maneira de ver as coisas...

façamos de conta que você fez um empréstimo.

Onde quer chegar?

Também gostaria de saber.

Você pega emprestado de mim...

e eu de você.

O que significa isso?

Um simples trato. É melhor sair daqui.

Não a esse preço.

Ok, Doc. Direi o que farei.

O quê?

Verificar se o meu cavalo está no lugar certo.

Você fez a sua escolha.

Trocou-me por um cavalo?

Depende de Doc, tenho que pensar nele também.

Fico-lhe grato, Billy.

Fico mesmo.

Billy, não fala sério.

Depois de tudo que ela fez por você.

Precisam ver o que o cavalo fez por mim, não é Doc?

Isso mesmo.

Não pense mal de mim,

mas sob as circunstâncias...

ficarei com o cavalo.

- Vai?! - Não está contente?

Doc, gosto daquele cavalo.

Viu do que ele é capaz..., hein?

- Ainda não consigo acreditar. - O que está falando?

- Nada. - O que está acontecendo?

Nada!

Aqui. Ponha água fresca, assim que terminar, daremos o fora.

Que tal rum?

Precisamos de água para...

chegar a Fort Summer.

Claro, Doc.

Está clareando,

é melhor sair.

Empreste-me um dinheiro?

Quanto você quer?

Cerca de 50 dólares.

Aqui está 40.

Aqui.

Compre um cavalo e uma charrete.

Não acha que é muito?

Dê 20 a tia Guadalupe, se quiser.

Se conseguir uma casa, mando vir buscá-la.

Para quê?

Não gosto de comida caipira.

Aqui está.

- Obrigado. Adeus. - Adeus, Doc.

Adeus pirulito.

Adeus, Billy, cuide-se.

Você também.

Encha isso para Doc.

Oi, saco de feno, sentiu minha falta?

Está magro como um palito.

Precisava de exercício.

Onde conseguiu a sela?

De um velho cavalo negro.

Ele está bem. Um pouco selvagem ainda.

Venha.

Não é o Red?

Vou emprestá-lo, um pouco.

- Até você se recuperar. - Não me fará nenhum favor.

O que há com você?

Não quero dever favores.

Por que não?

Ainda não o peguei de volta.

Não abro mão dele, por ouro nenhum.

Adeus, Rio.

- O que há? - Está cansado!

- O que está procurando? - Minha bolsa de fumo.

Há algo que você não pegue?

Acho que me esqueci.

Péssimo hábito.

- O quê? - Pegar as coisas dos outros.

- Você acha que eu fiz de propósito? - Sim.

Não gosto que fale assim de mim.

Nem eu.

Quer criar um caso?

- Está em desvantagem. - Eu posso ajudá-lo.

Será muita sorte se sair limpo desta.

Eu não quero brigar com um homem doente.

Eu estou bem. Dê-me 4 semanas, e lutaremos com as mãos livres.

Bom lugar para acampar.

Não há água.

Nem haverá, até Fort Summer.

Fica longe daqui.

Ao chegarmos, o xerife não estará longe.

Garrett?

Como você sabe que é ele?

Quem mais viria de tão longe?

Veio nos pegar sozinho?

Talvez tenha perdido muitos amigos.

Você os nocauteou? Ou nem tentou?

- Tentei? - Foi o que disse.

Não fiz outra coisa.

Como pensa que ele achou nossa pista?

Talvez alguém tenha nos visto parar ou...

Ou o quê?

Nada.

- Claro, ela era a única. - Sim, Rio.

Por que você acha que ela faria uma coisa dessas?

Bem, as mulheres são engraçadas.

Calma com a água. Só temos dois...

cantis para chegarmos ao Forte Summer.

Qual é o problema?

Olha!

Doces espíritos!

Ela pôs areia, ao invés de água.

Isso é de se escrever nos livros.

Não adianta ficar por aqui. Vamos indo.

Sabe, acho que vou dar outro gole.

Nem devia ter dado o primeiro.

Penso diferente, do que há uma hora atrás.

Sei o que pensa, mas não vai ajudar.

- Siga o meu conselho. - O quê?

Não precisa de uma mulher.

- Por que não? - São todas iguais.

Não há o que não façam por você ou...

contra você.

Por que não me acordou? Devíamos ter partido há horas.

Mantenha-as levantadas.

Olá, Pat.

- Onde está o Billy? - Parece que o deixou.

E no meu cavalo, hein?

Experimente isso.

Você me conhece. Terei que colocar isso?

Eu o conheço. Coloque-as.

Foi esperta, pondo areia no cantil.

Tinha que lhe dar algo, em troca do dinheiro, não?

Oh, entendo.

Por isso mandou o xerife para acertar bem as contas.

Não admira que ele veio sozinho.

Ele só teria que esperar...

o sol acabar conosco...

Como voltou?

Foi duro.

Mas quanto mais eu pensava em ver você, querida...

mais fácil ficava.

Então o que você está esperando? Vá em frente.

Soa muito bem.

Gosto que peça.

Suplique mais.

O que quer que eu diga?

Pode dizer, por favor.

Por favor.

Manterá os olhos abertos?

Sim.

Olhará, enquanto o faço?

O que é isso?

Todos bebem menos eu.

Eu devo ser um camelo, né?

Quer beber? Desça e beba.

Ouviu algo?

- Que pegada é está? - Não sei.

Pequena demais para um homem.

Aqui está outra.

Veja lá.

Bem, dê uma olhada nisso.

Um velho truque índio,

molhar para encolher.

Em uma hora ela estaria morta.

Billy!

Ele é poético.

Colocou-a em frente a água.

Só me deixou há meia hora.

Foi em direção as montanhas.

Está bem? Sente-se aqui.

Não se preocupe comigo... Vá atrás dele.

- Não podemos alcançá-lo. - Por que não?

Está muito na frente. Sente-se.

Acho que ele está apaixonado.

Como assim?

Quanto mais louco um homem é...

por uma mulher, mais apronta.

Ele só é louco por si mesmo.

Tive uma ideia,

talvez possamos pegar Billy.

- Como? - Assim como ele diz.

- Como? - Ele não é tão louco assim...

talvez volte para soltá-la.

Você é que é louco...

Ele não liga para mim. Nunca voltaria.

Talvez sim, mas vale a pena tentar. Não é, Doc?

Se for tão tolo, para voltar merece ser pego!

Eu lhe disse para não respirar tão alto.

Certo. Certo.

Gostou?

Pensei ter amarrado, mais forte.

- Voltou! - Não pense que foi por você.

- Não? - Você viu o xerife e Doc?

Aqui estamos nós, Billy, bem atrás de você.

Ponha as mãos no lugar certo.

Por que não me avisou?

Rápido! Tenho que voltar antes do escurecer.

Só tenho duas mãos.

Então, por que não as usa?

- Vou usar uma em você, logo. - A chance é sua...

Estou amarrado como uma galinha.

Estamos reunidos. A mesma velha família de novo.

Estaria a meio caminho do...

Fort Summer, se não fosse você.

- Eu? - Sim, você.

Dê-me um cigarro.

- Por causa dela. - Rio? Está louco.

- Por que não admite? - Admitir o quê?!

Não sabia o que era uma anágua,

- até a encontrar. - Não.

- E por que veio atrás dela? - Por que não?

Sabia, que viria...

O que está pensando?

Eu o ouvi dizer que não gosta de

comida caipira, então achou melhor vir buscar Rio.

Não daria um passo por ela.

- Mas deu. - Eu te digo que não.

Você acha?

As ações falam mais alto que palavras.

Eu vou te mostrar o quanto eu me preocupo com ela.

Se quer ela de volta, pode tê-la. Agora o que você acha sobre isso?

Eu não quero ela.

Cães e gatos não se dão com ovelhas.

Ovelhas.

Ovelhas, você disse?

Eu não disse cabras nem macacos.

Seu...

Sente-se!

- Qual é o problema com você? - Não é da sua conta.

Parado!

Você quer isso agora?

Estava esperando uma desculpa destas.

Vou dar um jeito em você.

Não prepare mais comida. Partiremos agora.

Deixe-me dar um gole antes.

Tudo bem, se apresse.

Ei, Rio, venha aqui e segure minhas mãos para eu não cair.

Saia daí!

Está bem, agora. Vamos.

Voltaremos para Lincoln?

Onde pensou que seria?

- Olhe lá? - Claro! Onde quer chegar?

Dê uma olhada.

Ei, Doc.

Mescaleros, atrás de nós!

Isso é para nós, não?

Estão avisando a outro grupo que está ali.

Estão lá.

Nos dois lados!

Nossa melhor chance é o Fort Summer.

Não pense que não deixaremos pista.

- Por que não? - Não sou acrobata.

Espero que tenham juízo e se comportem.

Claro, Pat, certamente.

Claro, Pat.

Não, não vai não!

- Aquele é o seu cavalo. - Quem disse?

Eu! Suba nele e ande logo.

Rio, monte no Pink.

Obrigado.

Red é meu cavalo!

Eu sei que ele é, mas eu vou montá-lo.

Eu não gosto disso.

Parece que alguns dos Mescaleros estão à nossa frente também.

Melhor não descer.

- Por que não? - Estão pondo fogo nele.

Parece que vieram para ficar.

O que é aquilo?

Estão fazendo a festa,

chegarão aqui logo.

Olhe lá também.

- Ei, o que vocês estão fazendo? - O que acha? Quero minha arma.

Espere um minuto.

Você não vai discutir em um momento como este. Não nos dará uma chance?

Gostaria que pusessem fogo em mim?

- Sem dúvida! - E ela?

Não há tempo agora. Eu quero saber uma coisa.

Juram devolver, quando eu pedir?

- Claro que sim. - Posso confiar em vocês?

Posso garantir.

Aceito sua palavra.

- Minha munição. - Aqui está.

- Agora o que vamos fazer? - Parar ou ir em frente?

- Não podemos parar aqui. - Sei de algo que pode funcionar.

Façam exatamente o que eu fizer.

Conheço aqui. Estamos a 40 milhas de Fort Summer.

Sr. Garrett? O que faz aqui?

Olá, Pablo... Podemos ficar aqui esta noite?

Entrem. Minha casa é sua.

Vou cuidar dos cavalos.

Bem, meninos, acho que estamos fora de perigo agora, hein?

Sim... certo.

Não teria tanta certeza!

Ele está certo.

Aqueles Mescaleros não vão desistir tão fácil.

Isso é muito importante.

Vá para Fort Summer e...

dê isso ao delegado da cidade.

Ele disse "delegado da cidade?"

Foi o que ouvi.

Obrigado, Rio.

Está uma linda noite...

Acho que vou dar uma volta.

Caso não volte, antes de se retirarem...

boa noite!

Acho que vou com você.

Tem sido bom com meu cavalo,

acho que o mínimo que posso fazer,

é deixar que se despeça.

Quanta gentileza!

Ah, eu gosto sempre de pensar nos outros.

Fique aqui e não se mova, me dará um adeus à distância...

e não faça nenhum movimento bélico...

dará um adeus à distância...

Pensa que vai partir?

Sinto muito, Pat, eu odeio comer e correr, mas você sabe como é.

- Ouça, Doc... - Tenho pouco tempo.

Não esqueceu alguma coisa?

Não acho que não. Boa noite...

Um momento, Doc.

Sim, o que é?

Receio que vai ter que me ouvir por um minuto.

Por quê?

E se eu não estiver a fim de dar adeus ao Red?

Não que dar adeus ao cavalo, hein?

Sim, não quero.

Tudo bem, vá em frente.

Está em grande vantagem, não é?

Não pode me dizer de novo?

Que tal assim?

Não precisa exagerar.

Obrigado.

E ele? Nos deixará em paz?

Ou devemos lhe arrancar os dentes, antes de começar?

Não se preocupem comigo.

Não levantaria um dedo... para evitar que matasse, Doc.

Estávamos bem, antes dele aparecer.

Ele vai continuar de fora.

Ok, filho, estou esperando.

Abaixe esses pratos. Está me deixando nervoso.

- Billy, ele vai matá-lo. - O que lhe importa?

- Pode conseguir outro cavalo. - Quero esse.

Por quê?

Quero lhe ensinar soltar fumaça pelos ouvidos.

Não tenho a noite toda.

Encoste-se na parede.

- Mas Billy... - Vá!

E conte até três.

Vocês enlouqueceram.

E você, Pat?

Claro, com prazer.

Está muito bonzinho. Não confio em você.

Vou querer que o cuco conte o tempo para mim.

Sim, será bom. Vai soar num minuto.

Atiramos no último "cuco".

Tudo bem.

Billy, acho que é isso.

Homens são como crianças.

Já viu duas crianças lutando por uma aposta?

Fazem de conta que estão lutando,

mas não estão.

São amigos,

só estão se divertindo.

Daí começam a jogar mais duro,

um deles é maluco...

e no final, alguém se fere.

Para nós... é hora de "quando alguém se fere".

Quando acabar,

der no que der

sem ressentimentos.

Doc.

- Por que não sacou? - Mudei de ideia.

Claro que mudou. Perdeu a paciência. Sempre soube...

que não passava de uma estatueta.

Cale-se.

Por que mudou de ideia? Algum truque seu?

Só não estou mais a fim. Acho que comi demais esta noite.

Talvez outra noite. Você vai ver, eh!

Quem sabe?

Não é bom. Se um dia lutarmos, que seja agora.

Desde que nos conhecemos, quer atirar em mim.

Eu nunca quis, mas eu esperei e deixei você escolher...

a hora e o lugar.

Você tentou fazer esta noite.

Você vai atirar, ou eu terei que fazê-lo?

Você vai lutar...

ou quer que arranque sua orelha?

Doc, você enlouqueceu?

Qual é o problema com você, Billy?

Nunca o achei capaz disso.

Agora sou outra pessoa.

O que você quer dizer com isso?

Doc, não entre nessa. Nunca viu um caso de covardia?

Jamais foi covarde. O que é Billy?

Acho que a ideia do cuco não foi tão boa.

Por quê?

Tive tempo de recordar.

Foi o único parceiro que tive na vida.

Puxa, você realmente se sente desse jeito, meu filho?

E o tratei tão mal.

Foi minha culpa...

São pequenos problemas de negócios.

- Vamos sair daqui. - Melhor nos separarmos.

Por quê?

Oh, não se preocupe.

Nós podemos achar um modo de dividir as coisas.

Você leva o dinheiro, e eu fico aqui.

Não, eu fico aqui.

Está certo, vou pensar nisto.

Não há preocupação de lutarmos mais...

porque uma coisa é certa.

Se não lutarmos hoje, nunca mais lutaremos.

Venha.

Adeus, Pat. Tenha cuidado.

Você não vai com ele.

Olha aqui, você não vai começar algo com nós dois, não é?

Sabia que faria isso.

Me trata como a um cão,

desde que o conheceu.

E me fez objeto de chacota.

Calma!

Lhe dei suas armas... teve a chance de sua vida

E agora diz que terei que... lutar com os dois, para obtê-las, de volta?

Ficou do lado deste bandido, contra mim? Mim.

E eu que o considerei meu melhor amigo?!

E eu ainda o seria se não fosse por ele!

Agora chega... por essa noite.

- Espere um minuto. - Deixe que eu resolva.

Pat é amigo meu.

Não quero matá-lo e não quero que o mate. Ficou claro?

Pat, esquentou à toa.

Um dia, vamos rir disso.

Adeus!

Cuidado! Não tem chance contra mim.

Adeus.

Adeus, Pat.

O que diz?

Não, filho, por favor, não faça isso.

Doc, deite-se.

- Não! - Por que não?

Algo que sempre temi.

- O quê? - Morrer na cama.

Doc, por que não atirou?

Ia me vencer fácil. Eu estava frio!

Não gosto de carne crua.

Bem, vá em frente.

Vá em frente, o quê?

Você não vai dizer alguma coisa sobre Doc?

Eu não sei o que dizer.

Eu nunca disse nada sobre ninguém que eu matei antes.

Acho que devemos dizer algo.

É melhor fazê-lo.

Adeus, Doc.

Pat... quero que saiba que estou arrependido.

Muito arrependido.

Na noite passada eu estava pronto para matá-lo...

mas na luz do dia, posso ver melhor as coisas.

Vocês foram amigos por anos.

Se não tivesse me metido nada disso teria acontecido.

É engraçado...

como 3 caminhos podem se cruzar...

e misturar tudo!

Bem, vá em frente.

Depois de você.

Acha que atiraria nas suas costas?!

Não sei, mas não vou tentá-lo.

Sei que, pela frente,

não teria coragem.

Nunca confia em alguém?

Peço desculpas, Pat.

Vá em frente.

Quem está aí?

- Onde está o Pat? - Ele ainda está na casa.

- O que ele está fazendo? - Não tentará detê-lo.

- Como você sabe? - Ele me disse isso.

Billy, posso lhe falar?

O que você quer?

Se é assim, deixe pra lá.

Ao menos, não tenho medo de lhe dar as costas.

Segure isso, um minuto.

Pensei, que ia querer as armas de Doc, de recordação.

Sem dúvida.

Muito obrigado, Pat...

Nunca tive um par extra,

nem coldre preto...

combinará com roupa de domingo, se um dia a tiver.

Acha que ficam bem?

O cano é muito longo...

Não, são iguais.

Cuidado, estão carregadas.

Certo!

Tem um alcance melhor que as minhas.

Que tal eu ficar com as suas?

Com as minhas armas? Para quê?

Se eu tivesse suas armas...

diria que é você... naquela sepultura, em vez de Doc.

Vai fazer Doc passar por mim?

Claro que sim.

Todos acreditariam, se vissem suas armas.

Deixaria o fim de sua pista, aqui.

Ninguém o seguiria.

Seus problemas estariam enterrados.

Passado e presente.

Você e Rio poderiam sair sem nada para se preocupar.

Por que faria isso por mim?

Lá vai você de novo, Billy.

Outra vez, desconfiando de quem tenta ser decente com você.

Não percebe quantos problemas trouxe?

Não vê que é isso que te colocou em todas as suas lutas?

Tem mais inimigos que todos neste país?

Como você espera se dar bem com as pessoas...

quando você acha que todo homem que segura sua mão...

está com uma faca atrás?

Filho, eu...

não sei o que vai ser de você.

Honestamente, não sei.

Não foi por mal. Desculpe.

Esse é o espírito.

Esse é meu garoto.

Agora dê-me as armas e saia daqui, antes que seja tarde demais.

Qual é o problema?

Nada.

Tenho essas armas há muito tempo.

Odiaria me separar delas.

Eu tenho sido muito paciente com você.

Billy, meu filho...

é seu dever entregá-las.

Você deve isso a si mesmo.

Deve começar uma nova vida hoje.

Essas armas são o emblema de sua vergonha.

Deve deixar tudo para trás.

Não percebe...

que se vai recomeçar...

suas mãos devem estar limpas?

Eu acho que você está certo, Pat.

Eu nunca pensei nisso.

Obrigado, Pat.

Billy, você não sabe o que isso significa para mim.

Você nunca vai esquecer este dia.

Adeus, Pat.

Por que você diz isso?

Por que não deveria?

Por que deveria? Você não está indo a lugar algum.

Tirei os detonadores destas armas.

Por que você...

Nada me alegraria mais, do que você se aproximar.

Essa é uma das suas armas?

Parece que sim.

Como você conseguiu isso?

Traidor sujo!

Trocou as armas!

Criatura podre!

Eu não queria, Pat.

Não fiz por mal! Sério!

Devem ter se misturado enquanto brincava com elas.

Obrigado.

Deixei minhas armas ali.

Para quê?

Não disse que precisava delas...

para acreditarem na sua história?

Eu tenho uma ideia...

Acho que deve dar o crédito a Doc, por isso.

Prefere morrer a que saibam,

O que Billy the Kid fez com você.

Adeus, Pat.

Não vai sem os cantis, não?

- Já os encheu? - Sim.

"AQUI JAZ BILLY THE KID MORTO POR PAT GARRETT"

13 DE JULHO DE 1881

FIM

LUCIA MORETZSOHN

Legendas by LuFer

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.