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NO CENTRO DA TEMPESTADE
O que est�s a fazer?
O mesmo que tu.
Olha para o teu lado.
- N�o mandas em mim. - Pois n�o, mas eu mando.
Senta-te no teu lugar, Sean. P�ra de chatear a tua irm�.
Fixe! Viste aquele, pai?
Vi, pois. Era um dos bons.
Pai!
Sim, estou a v�-lo, querida. Segurem-se.
Fiquem todos aqui.
Tem cuidado, pai!
April! O pai ajuda o Sr. McCabe. Ele sabe o que est� a fazer.
April!
P�ra!
A camioneta est� a arder, o pai precisa de ajuda!
Fica aqui com o teu irm�o.
Mike!
O fogo!
- April? - Est� tudo bem.
M�e! Pai!
April! Sean! Saiam do carro! Entrem na valeta!
Entrem na valeta!
Vamos, Sean!
Baixa-te!
- Ajuda-me! - Vamos lev�-lo para a valeta.
M�e! Pai!
April, Sean...
... voc�s t�m de vir comigo.
Vamos, filho. Est� tudo bem. Vamos.
Isso mesmo.
N�o saio daqui.
Vamos, querida.
N�o. Afaste-se de mim.
� o slogan do novo mil�nio, n�o �?
Aquecimento global. Soa bem.
Bom para campanhas pol�ticas e an�ncios de autom�veis.
Mas n�o � s� um autocolante ou um slogan,
como "passe um bom dia" ou "fa�am amor, n�o guerra".
No ano passado a New England foi atingida pelas piores
tempestades e inunda��es, desde o ciclone de 1938.
Em Junho, a pior tempestade dos �ltimos duzentos anos
inundou a regi�o do Meio-Atl�ntico.
Em Julho, trovoadas em St. Louis,
em Agosto, tornados recordistas
em Missouri e Illinois. E em Dezembro,
ventos de 120 km/h em Denver.
A Indon�sia, a Costa do Pac�fico, a Florida central...
... todas encaixam no padr�o previsto pelo aquecimento global.
� certo que os nossos actos provocam altera��es dram�ticas na temperatura,
e em locais que nunca se julgaram poss�veis.
Quanto mais tempo o negarmos,
quanto mais o vulgarizarmos como um slogan de campanhas,
mais alto � o custo a pagar.
Quer financeiro, quer humano.
Alguma pergunta?
Prof. Saunders?
Lou Dobsey, do jornal da universidade. Tem um minuto?
- Parab�ns pelo seu livro. - Obrigada.
Estou a fazer um artigo para o jornal sobre a senhora. Podemos falar?
Desculpa Lou, mas a �ltima vez que o jornal falou de mim...
Digamos que n�o foi muito lisonjeiro.
Sabe que "qualquer not�cia � uma boa not�cia."
Se a "Senhora Tornado" � uma boa not�cia,
gostava de ver uma not�cia m�. Bom dia.
Acho que tem raz�o. Tudo o que diz no livro.
Acho que o governo tenta banalizar este assunto,
O "Dia da Terra" existe desde 1970 e v�-se no que � que deu.
Pessoas como a senhora que colocam as suas reputa��es � prova,
acho que deviam ser ouvidas e sei que � s� um jornal da universidade mas...
Est� bem. Conseguiste um "Dia da Terra".
Posso entrevist�-la?
- Com duas condi��es. - Diga.
Nada de "Senhora Tornado" e traz uma gabardina.
Tirou estas fotografias todas?
Foi o que me trouxe � escola.
Deve ser incr�vel estar perto de uma for�a t�o indom�vel.
Mas n�o sei se a percebi. Para que � a gabardina?
Est� a aproximar-se uma tempestade multicelular que se dirige para norte.
� para l� que eu vou. Se quiseres entrevistar-me...
Podia ser aqui, tirava-lhe umas fotografias com as suas de fundo...
� uma oportunidade a n�o perder.
Existe uma forte possibilidade de se formar um redemoinho.
Um redemoinho?
Como um ciclone?
Um bom jornalista tem de estar onde a ac��o acontece.
Onde vais?
- Buscar a gabardina. - Est� bem.
Encontramo-nos na entrada daqui a cinco minutos.
N�o vais atender?
N�o, deve ser a minha m�e.
Ol� Dana, � a m�e. Temos uma tempestade a aproximar-se por isso...
... tem cuidado. Fica dentro de casa, por favor.
Est�s a ver o c�u?
Vai dizer-me para ter cuidado com o temporal... bl�, bl�, bl�...
"Fica dentro de casa!"
Vou tirar umas fotografias, apanho-te quando terminar.
Adeus.
Eu tenho de ficar em casa enquanto ela corre em direc��o ao perigo...
Ainda n�o terminaram?
J� parece estar bem. Vamos embora.
Venham l�.
A batalha do aquecimento global est� praticamente perdida.
Esper�mos demasiado tempo para fazermos alguma coisa.
Agora a batalha � sobreviver.
Como � que o abrandamos para sobrevivermos com o m�nimo de danos.
N�o acha que podem consider�-la alarmista?
Alarmista? Tens visto os glaciares?
- N�o. N�o tenho. - Pois.
Devias dar uma vista de olhos, porque estamos quase a perd�-los.
- Isso n�o pode ser bom. - N�o �, n�o.
Escreve isso no teu caderno.
Viste aquilo?
Foi grande, n�o foi?
Diria que sim.
Temos de apanhar este!
N�o estamos muito perto?
N�o. At� estou mais afastada que o habitual.
Pensei que podias ficar nervosos.
N�o, estou bem.
Nada de ficar s� a ver, tens de ajudar.
O que quer que eu fa�a?
Quando o redemoinho de nuvens se come�ar a formar,
carrega neste bot�o.
Sim, claro.
- O que foi? - Vamos embora.
- O que est� a acontecer? - Est� a dissipar-se, a perder for�a.
- Isso quer dizer o qu�? - Que n�o vai formar-se aqui.
Deve haver uma c�lula maior a tirar-lhe a energia.
- Onde? - N�o sei. Tenho de ver no radar.
Est� a aproximar-se a grande velocidade.
As dimens�es saem do gr�fico. � gigante.
Mesmo aqui.
Meu Deus. � perto de Wyattsville.
O que h� em Wyattsville?
A minha filha.
Ai, Romeu, Romeu...
Onde estais v�s, Romeu?
Renegastes vosso pai e recusastes o vosso nome.
Mas se assim n�o for
jurai-me o vosso amor e deixarei de ser uma Capuleto.
Romeu, abandonai o vosso nome.
E por esse vosso nome ficai comigo para sempre.
N�o est� a atender.
- Por que est� a dar-me isto? - Tens de lhes ligar?
Ligar a quem?
Liga o "um" na mem�ria e diz-lhes que lancem o alerta de tornado
para Wyattsville e as zonas circundantes.
N�o t�m pessoas que fazem isto por eles?
Sim, sou eu. Liga-lhes!
Fa�o suas as minhas palavras,
Dai-me o vosso amor e serei de novo baptizado.
Doravante...
Doravante, jamais serei Romeu.
Muito bem.
Aten��o! Acabei de falar com o Xerife.
Estamos sob amea�a de tornado.
Significa que temos de evacuar imediatamente.
Sigam-me em fila �nica. Agarrem numa lanterna.
E mantenham-se calmos.
Vamos l�.
Despachem-se!
Desculpe. N�o deixamos passar ningu�m por causa do temporal.
Oi�a, eu tenho de passar.
N�o � s� isso, ca�ram uns cabos el�ctricos mais � frente.
- N�o est� a ouvir-me. - Estou sim!
Pe�o-lhe que n�o saia daqui.
Um pouco mais depressa.
Des�am at� ao fim.
Devagar, tenham calma.
Vamos, mais depressa!
Est� a dirigir-se para a escola!
N�o sei se deve fazer isso.
Onde vamos, para al�m da pris�o?
Vamos meninas. Tenham calma! Calma!
Todos para o canto.
Vamos ser presos!
Cuidado!
V� l�! Raios!
Bolas!
- Acha que j� passou? - N�o.
� a tua m�e.
Desculpe mas n�o pode estacionar aqui.
N�o. Est� ali a minha filha!
Dana?
Est�s bem?
Onde � que tu estavas?
- Vim o mais r�pido que pude, querida. - Nunca � suficientemente cedo!
� uma vergonha! Estou aqui sozinha.
Sabes o que isso me faz sentir?
- Querida... - Deixa-me!
- Estou? - April!
Gra�as a Deus. O Sean e eu vimos as not�cias e est�vamos preocupados.
Estamos bem.
O Sean est� a trabalhar mas digo-lhe que falei contigo.
Vai ficar aliviado.
Mostraram imagens da escola, que uns alunos ficaram presos na cave...
- N�o sab�amos se era... - Era a escola da Dana, sim.
Ela estava l� quando aconteceu?
Meu Deus. Deve ter sido horr�vel para ela.
E para ti... E se acontecesse... Nem quero pensar!
Ela est� bem?
Claro que ficou assustada mas ela � uma mi�da forte.
- Deve ser como a m�e. - Deve ser.
Obrigada por teres ligado, Molly.
Espera, April.
O Sean diz que me estou a intrometer,
mas se deixar isto por vossa conta, vai durar mais dez anos.
Acho que n�o h� nada...
Deixa-me falar, por favor.
Estou a ouvir.
Por que tenho de ir?
Porque fomos as duas convidadas.
� um encontro familiar e, que eu saiba, ainda fazes parte da fam�lia.
- Al�m disso n�o vou deixar-te sozinha. - Porqu�?
Est�s sempre a faz�-lo.
Simp�tica. Muito simp�tica.
Pode ser giro sair da cidade, passarmos tempo juntas...
Pois, como se isso fosse uma prioridade.
N�o v�s o teu irm�o h� quanto tempo?
E de repente vamos a correr a Seattle.
N�o tem a ver com trabalho, pois n�o?
Claro que n�o!
Porque ter de ficar com uns tios que n�o conhe�o, seria uma seca.
E neste momento avizinham-se uma s�rie de tempestades
que se dirigem para o Golfo do Alasca.
Temos de estar preparados para os pr�ximos dez dias.
Parece que vamos ter muita chuva.
Estavas � espera do qu�? � Seattle. � melhor que neve, certo?
N�o. A praia seria melhor do que Shiloh Hills, em Washington.
Lembras-te do teu tio?
Lembro-me da farda dele.
E tu? Lembras-te dele?
Por que par�mos aqui?
Tive um motivo de for�a maior para aceitar este convite.
Eu sabia!
- Se soubesse que era um semin�rio... - Calma!
- Viste o que pus nas malas. - Sim, o teu port�til.
Pois, para vermos os e-mails.
Tudo bem. Ent�o qual � o motivo de for�a maior?
Para o ano terminas o liceu, e...
... estive a pesquisar algumas universidades.
Sabes que Garfield tem um excelente curso de Teatro.
Pensei que pod�amos ir ver.
- A s�rio? - Sim. S� n�s as duas.
Disseste que querias ir estudar para fora.
E eu dormiria um pouco melhor se soubesse que est�s perto da fam�lia.
Mostraste-lhe o nosso relat�rio?
Sim, James. Mostrei-lho. S� estou a informar-te do que me disseram.
Querem ser eles a fazer uma avalia��o
antes de avan�arem para outros desenvolvimentos.
N�o vou faz�-lo.
N�o deixo que um anormal da C�mara me diga como devo construir casas.
O que foi?
- Sean. - Sr. Laswell.
- Ol�, Joe. - O que queres?
Sou mais um anormal da C�mara a fazer o meu trabalho.
Ouviste, n�o foi?
Eu n�o gosto que me digam como gerir o meu neg�cio.
N�o sou parte do problema mas sim a solu��o. Vou trazer contribuintes.
N�o estou aqui por causa disso.
Ent�o o que �?
Recebemos mais uma queixa do Ryan.
Do Ryan?
Muito bem.
Testemunhas fidedignas viram-no a descer a Elm Street a alta velocidade.
Por coincid�ncia o sinal de STOP do cruzamento est� inclinado,
como se fosse atingido.
Est�s a fazer acusa��es, Sean. Vamos voltar ao carrossel dos advogados?
N�o h� necessidade. Mas n�o � a primeira vez.
Ontem foi um sinal de STOP, para a pr�xima ser� o qu�?
Vou deixar passar esta.
Mas se o mandar encostar e ele me cheirar a pasta de dentes,
apresento queixa.
E n�o me importa a quem vai ter de pagar.
- Ol�! - Ol�.
Ainda bem que vieram.
- Foi dif�cil de encontrar? - N�o, as indica��es foram perfeitas.
Ainda bem.
Esta � a Dana.
� um prazer conhecer-te, finalmente. Sou a tia Molly.
J� percebi!
Olhem quem chegou a casa?
Ora bem...
... j� chegaram.
Ol�, Sean.
Bem-vindas!
Obrigada pelo convite.
Sempre que quiserem.
- Bom ver-te. - Sim...
Bom ver-te tamb�m.
- � a Dana! - Ena!
Da �ltima vez que te vi, eras como uma crian�a.
Eu era uma crian�a.
Acho que sim.
Vamos sair da chuva.
- Trazes as malas, Sean. - Sim, claro.
... uma actualiza��o da situa��o meteorol�gica.
Alertas em todo o estado de Washington,
quando uma inesperada frente fria aparece do oeste.
Ao mesmo tempo que uma frente quente se aproxima do este.
Esta terr�vel tempestade estar� mesmo em cima de n�s.
Travis Jones.
Aqueles dois est�o a dar-se bem, na cozinha.
Fant�stico.
... amanh� de manh� teremos a primeira de muitas tempestades
que vamos ter nos pr�ximos dois dias.
� o Travis Jones. Gosto imenso dele.
... e fique em casa porque as coisas v�o ficar feias l� fora.
Nenhuma surpresa. A mesma Seattle de sempre.
Chuva, chuva e mais chuva.
- Vai ser mais do que chuva. - Porqu�?
S�o condi��es pouco habituais para este lugar, � s�.
A s�rio?
Vou acabar o almo�o.
- Precisas de ajuda? - N�o, obrigada.
Est� bem. Des�o j� de seguida.
Ol�.
Ol�.
Soube o que aconteceu na tua escola.
Deve ter sido assustador.
E foi.
Essas coisas assustam-me sempre imenso.
Assustam toda a gente, menos a m�e.
Ela adora-as.
Toda a gente se protege enquanto ela tira fotografias.
A minha irm� � mesmo assim.
Pelos vistos continua a correr atr�s das tempestades, n�o �?
Sim. Era o que andava a fazer no dia que a minha escola foi atingida.
A s�rio?
Ent�o, vais ser pai?
Sim, vou.
- � fixe! - Sim, � muito emocionante.
Mas vou ter de matar a tua tia Molly,
anda a comprar tanta coisa de beb� que tenho de arranjar outro emprego.
Podes p�r a mesa. Tenho de tirar roupa do secador.
Claro.
D�s-me licen�a.
- Obrigada. - De nada.
O almo�o est� pronto.
Que est�s a fazer?
Estava a ver o e-mail.
A tempestade parece m�, Sean.
Devias avisar as pessoas para n�o sa�rem.
- Estamos no noroeste do Pac�fico. - Estou a falar a s�rio.
Gostei do teu livro.
- Leste-o? - Claro que lemos.
A minha irm� publicava um livro e eu n�o ia l�-lo?
N�o achei que pudesses gostar.
Tens talento.
N�o posso dizer que percebi a parte da ci�ncia, mas...
... fiquei orgulhoso de ti. - Obrigada.
H� quem pense que as minhas teorias s�o um bocado...
Exc�ntricas?
� margem, como dizemos no mundo da ci�ncia.
Apesar de achar que "revolucion�rias" seria um eufemismo melhor.
Escrever e ensinar o tempo � melhor do que persegui-lo.
� disso que te queres afastar, n�o �?
Tenho menos tempo para isso, sim.
Mas a persegui��o faz parte da minha investiga��o.
- E a tua escola est� fechada, Dana? - Sim.
Tiveram de chamar uns especialistas para verem se � seguro.
� horr�vel terminar assim o �ltimo ano.
A quem o dizes.
Deve ter sido um valente ciclone para ter causado aqueles danos.
Estavas a persegui-lo?
Podemos n�o fazer isto?
Fazer o qu�?
Estava s� a fazer uma pergunta...
Sabias que estava a aproximar-se. � isso que fazes.
P�ra com isso, Sean.
Tenho de atender esta.
Estou? Sim, o que se passa?
Est� �ptimo.
Sim, o que � que se passa?
Est�s a brincar!
Qual � a morada?
Vou j� para l�.
Posso falar contigo, April?
Com licen�a.
- N�s vamos embora. - Est�s aqui por mais alguma coisa?
O que est�s a dizer?
A Molly convidou-nos. Lamento se achei que podia ser uma boa ideia.
Ligaram-me a dizer que acab�mos de ter um tornado.
Aqui.
Bolas!
Pensei que c� tivesses vindo atr�s de uma das tuas tempestades.
Das minhas tempestades? Achas que sou o qu�?
Ao contr�rio do que possas pensar n�o controlo o tempo.
O que aconteceu? Houve algum redemoinho?
N�o sei, mas um barco foi atingido
e atirado a uma dist�ncia de tr�s quil�metros.
- Meu Deus. - Pois.
Tenho de ir.
- Acho que devias vir comigo. - Claro.
- Est� tudo bem? - Sim, tudo �ptimo.
Voltamos daqui a nada.
Ol�. Travis Jones, canal 9, do Observat�rio do Tempo.
Ol�. J� o vi na televis�o.
Sean Saunders, Xerife.
- Bem... Isto � que foi! - Pois.
- J� tinha visto uma coisa assim? - N�o, desde que sa� de Oklahoma.
Vamos entrar em directo daqui a dois minutos,
- Importava-se de falar? - Sim, n�o h� problema.
- S� precisamos de uns segundos. - Claro.
- De que parte de Oklahoma? - Wyattsville.
Est� a brincar? Andei na universidade a meia hora desse lugar.
A s�rio?
- N�o � da fam�lia da... - Sim, mas n�o gosta de admitir.
Ol�, Travis.
April?
O que fazes aqui? Pensava que ainda estavas em...
E ainda estou.
Olhem, tenho de ir trabalhar.
Quer entrevistar algu�m sobre o que aconteceu?
� com ela que deve falar.
�ptimo. Obrigado.
Obrigado, xerife.
A pergunta mais �bvia �...
Estava de visita ao meu irm�o.
- Em trinta segundos, TJ. Aten��o. - Obrigado.
- TJ? - � uma longa hist�ria.
Sei que escreveste um livro. Parab�ns.
Obrigada.
Pensei ligar-te para saber de ti, mas...
Podia ter sido embara�oso.
Pois.
Importas-te? S�o s� umas perguntas.
� fixe a tua m�e ter escrito um livro.
Acredita que para mim, a minha m�e � tudo menos fixe.
L� na terra chamam-lhe a "Senhora Tornado".
� um bocado embara�oso.
Queres ouvir algo embara�oso?
Havia um restaurante de cachorros e comida r�pida onde eu nasci.
E � frente tinham uma roulotte com cachorros.
Fazia parte do esquema deles, ou assim...
Cham�vamos-lhe a "salsicha-m�vel".
No d�cimo ano, o restaurante fecha,
e o meu pai decide comprar a salsicha-m�vel.
E ia levar-me � escola nela, todos os dias.
- N�o acredito! - Pois �!
Eu era a mi�da-salsicha.
Achas que "Senhora Tornado" supera isso?
N�o. Eu jamais iria para a escola.
Fiquei marcada para a vida.
Este beb� est� sentado em cima da minha bexiga.
Tenho de ir � casa de banho.
Dra. Saunders, temos indica��es de que se tratou de um tornado
que atirou este barco para o meio de Shiloh Hills.
Foi provavelmente uma tromba de �gua,
que � basicamente um tornado que acontece na �gua.
- Os tornados s�o raros nesta regi�o? - Verdade.
Pode dizer-nos que tipo de frentes de tempestades provocam tornados?
Como as que estamos a ter agora. Com trovoadas muito fortes.
O ciclo normalmente inicia-se com uma corrente de ar ascendente.
Isto quase nunca acontece a noroeste do Pac�fico.
Isto n�o se trata de um acontecimento pontual?
Acho que n�o. Com base na minha investiga��o, temo que seja o in�cio.
Obrigado, Dra. Saunders.
Ser� este tornado uma irregularidade ou avizinham-se mais?
S� os pr�ximos dias o dir�o.
Para o canal 9. O Observat�rio do Tempo.
Travis Jones.
D�-me licen�a.
Ol�.
Ol�.
Tu tens...
... um bocado de espuma...
... no l�bio.
Que horror.
J� saiu?
Tudo limpo.
Nunca te tinha visto por aqui.
Nunca c� tinha estado.
Dana. Vim visitar a minha fam�lia.
Ryan. Moro aqui com a minha fam�lia.
N�o me estou a sentir bem, querida. Desculpa, mas temos de ir.
Termina. Encontramo-nos l� fora.
Aquela � a tua tia.
- Tens de ir, n�o �? - Pois tenho.
Fixe. Eu tamb�m.
Fica a saber que venho aqui todas as manh�s antes de ir para as aulas.
Andas em Garfield?
Sim, estou no primeiro ano.
- Est�s a pensar vir para c�? - N�o sei. Talvez.
� uma das raz�es por que viemos.
Boa.
Tenho mesmo de ir.
Espero voltar a ver-te uma manh� destas.
Eu tamb�m.
Adeus.
Adeus.
N�o acredito que estejas em Seattle.
Aconteceram umas coisas estranhas.
- E a tua fam�lia, est� c�? - A minha filha.
- E o teu marido? - N�o sou casada.
- Mas est� resolvido. - N�o quis intrometer-me.
N�o de maneira evidente.
Sempre conseguiste cortar o mal pela raiz.
� bom saber que n�o mudei.
E n�o mudaste.
Continuas fant�stica.
Obrigada.
Ent�o e tu? Casaste?
Divorciado, n�o tenho filhos,
n�o resultou.
Saltar de mercado para mercado teve as suas consequ�ncias.
Lamento saber.
Temos de voltar TJ, se queremos p�r isto nas onze.
Obrigado. Prazer em conhec�-la.
- Bem, eu... - � como disse.
Acho que isto n�o vai parar.
Porqu�?
Acho que tu e a tua equipa deviam ver isto mais de perto.
Se for uma tempestade multicelular podem ocorrer mais tornados.
Est� bem. Vou verificar.
E... para o caso de me quereres ligar...
Quanto tempo estiveram juntos?
N�o muito tempo.
- And�mos juntos na escola. - Na universidade ou no liceu?
Na universidade.
Ele esteve l� um semestre e tivemos umas aulas juntos bl�, bl�...
... sabes onde vai dar.
Est� bem. Se n�o queres falar disso, tudo bem.
- N�o disse que n�o queria falar. - Para mim, o bl�, bl�...
And�mos, pronto.
Sean?
Estou a v�-lo.
Ol�, companheiro.
Est�s bem?
Preciso de ajuda... a minha m�e...
... est� muito ferida.
- Est�s ferido? - N�o.
Muito bem. Como te chamas?
- Eric. - Onde est� a tua m�e, Eric?
Pronto, Eric. Fizeste o que devias ter feito.
Fica aqui e n�o te mexas, est� bem?
April. Podes tomar conta dele?
- Est�s bem? - Sim.
Estamos aqui para te ajudar.
O rapaz est� a caminho do hospital.
Percebido.
Depois avisamos-te mal contactemos a fam�lia.
Saunders desligando.
Est�s bem?
Sim.
Vamos embora.
Est�s bem?
Sim.
- Vamos. - Como � que consegues?
O qu�?
Ignorar.
A m�e daquele rapaz est� morta.
� o meu trabalho, April.
- J� vi isto antes. - J� vimos.
Aquele mi�do somos n�s h� trinta anos atr�s e para ti est� tudo bem?
N�o est� tudo bem.
Mas tenho alguma alternativa?
N�o � uma coisa que escolhemos. Aconteceu-nos.
� t�o real que ainda sinto o cheiro do perfume da m�e e do tabaco do pai.
N�o tenho o privil�gio de conseguir ignorar como tu.
- April, April! - P�ra.
N�o...
Est�s sempre bem.
N�o percebo. � mais f�cil fugir?
Eu n�o fugi, April!
Andei para a frente. Sei que me julgas por isso, mas devias tentar.
Continuas a viver no passado.
� isso que tu fazes, aquilo que persegues.
Fantasmas.
Tens de andar para a frente, April.
- � f�cil de dizer. - N�o. N�o � nada f�cil.
Tenho saudades da m�e e do pai,
penso neles tanto como tu, s� que lido com isso de maneira diferente.
N�o tens de lidar com a culpa.
Ainda pensas assim?
Achas que os podias ter salvado, April?
� uma loucura. Terias morrido tamb�m.
Se n�o me tivessem dito para ficar contigo, podia ter tentado.
- Ent�o culpas-me por aquilo? - N�o!
Culpas-me por uma coisa que n�o pod�amos ter controlado?
Eu tinha oito anos!
- N�o te culpo, Sean. - Culpas sim.
N�o! Devia ter tentado salv�-los e n�o tentei...
Podia ter feito alguma coisa.
- Tenho de viver com isso. - Tu n�o vives s� com isso.
Tu vais atr�s disso!
Sempre que entras na carrinha tentas controlar algo que n�o consegues.
Tenho de tentar.
N�o percebes?
N�o vais conseguir traz�-los de volta.
Nada que tu fa�as ir� trazer a m�e e o pai de volta, April.
Nada!
Eu sabia!
Ol�! Estava � tua procura.
Estou aqui.
Queres falar?
Nem por isso.
Sabes...
... viemos para c� para passarmos tempo juntas.
E l� est� ela. Nem espera um dia.
Nem umas horas para estar a trabalhar.
Conheces bem a tua m�e?
Acredita que a conhe�o muito bem.
A s�rio? Ent�o pensa nisto.
Ela n�o conheceu a m�e. Tinha treze anos quando perdeu a m�e e o pai.
Podes achar que as coisas deviam ser mais f�ceis para ti.
Mas tens de perceber como foram dif�ceis para ela.
N�o posso perceber.
N�o posso perceber porque ela n�o me conta.
Nunca me conta nada.
Meu Deus, Molly.
Falei mais contigo na �ltima hora que com a minha m�e, no �ltimo m�s.
Como � que achas que me sinto?
Vou deitar-me, Sean.
Boa noite.
Boa noite.
"Para: Travis Jones
"Assunto: Tempestades Multicelulares.
"As coisas parecem estar a piorar.
"Falamos amanh�.
- Vista a Dana? - Sim, foi l� abaixo beber um caf�.
A s�rio. Ainda � mais pequena que esta cidade e t�o aborrecida!
- Estou ansiosa por sair de l�. - Sei o que sentes.
Se n�o fosse pela Garfield j� me teria enforcado.
Gostas de l� andar?
Sim. Passam-se bons dias.
Nos intervalos das aulas.
E tu gostavas de ir para l�?
Sim, estou a considerar.
Vou l� com a minha m�e, esta tarde.
Fazemos assim. Deixas-me mostrar-te todo o campus.
Vai ser mais divertido do que com a tua m�e.
Isso n�o � dif�cil. At� os sem�foros s�o mais divertidos que a minha m�e.
- Tenho o carro ali fora e quando... - Ol�, Dana.
Ol�, tio Sean.
- Este � o Ryan. - Eu conhe�o o Ryan.
De h� muito tempo, n�o � Ryan?
Aquele SUV � giro. Novinho em folha.
Temos de esconder o que bateu no sinal, n�o �?
N�o me chateie. N�o fiz nada de mal.
- A s�rio? - A s�rio.
Estava a oferecer-me boleia para casa.
Que tu vais recusar. J� acabaste, Ryan?
Muito obrigado.
Dana.
Muito prazer em conhecer-te.
Tio Sean.
Desculpa se te envergonhei.
� que...
� melhor ficares longe dele.
Ol�.
J� viste os indicadores? Vai haver tempestades multicelulares.
V� a transmiss�o do sat�lite.
- Tinhas raz�o acerca da tempestade. - April?
- Aqui, Molly. - Que barulho � esse?
Molly? J� volto a ligar-te, Trev.
O que foi? O que se passa, April?
Baixa-te. Baixa-te!
Molly? Afasta-te das janelas.
602 contacte. 602?
Daqui 602. Pode falar.
Tivemos informa��es de um enorme tornado em Mt. Auburn.
Percebido.
N�o posso acreditar!
Odeio quando tenho raz�o.
Aquele tornado atingiu seriamente Mt. Auburn. Tenho de ir j� para l�, April.
Preciso mesmo de ti. Vamos j� buscar-te, est� bem?
Tenho de desligar. Liga-me para o telem�vel quando estiveres aqui perto.
Ainda bem que est�s inteira.
- Aquilo foi estranh�ssimo! - Est�s bem?
- Aposto! - Nunca tinha visto granizo assim!
- H� problemas em Mt. Auburn. - Foi atingido por um tornado.
J� soube, acabei de falar com o Travis.
- O Travis? - Uma longa hist�ria.
Quer que eu v� com ele fazer a cobertura a�rea do local.
Pensava que �amos a Garfield.
Isto � muito s�rio, Dana.
� demasiado perigoso. A ida � universidade vai ter de esperar.
Ent�o n�o vamos.
Isto � mesmo t�pico.
Dana!
Tenho de ir. Temos as ruas num caos. Ficas bem?
Sim, vai.
Tem cuidado.
Isto n�o � normal, Dana. Tu e o Sean viram.
Tens sempre alguma coisa.
Sabes que mais?
Percebo que estejas chateada comigo.
Que n�o compreendas aquilo que fa�o.
Mas estou a fazer o melhor que sei.
Estou fazer o melhor que sei.
Para quem.
Sei que est�s desiludida, e n�s iremos a Garfield. Mas n�o pode ser hoje.
Travis?
- Ol�. - Est� tudo pronto?
Podes crer, sobe.
Obrigado pela ajuda.
- Ol�. � o Ryan. - Ol�.
- Est�s bem? N�o pareces. - Fam�lia!
N�o te apetece sair da�?
- Dana? - Sim.
Posso, sim.
Capturamos imagens do local. Depois descemos e fazemos a reportagem?
Parece-me bem.
- J� andaste num helic�ptero? - Por acaso, n�o.
� uma multicelular gigantesca!
Agora j� percebes por que te quis a ti.
Estou?
N�o, est� tudo bem.
N�o te preocupes.
Estou a ler um bocadinho.
Est� muito inconstante. Estamos demasiado perto.
Vou tirar-nos daqui.
Dana?
Dana, querida! Est�s a� em cima?
Dana?
Dana?
De quem foi esta ideia?
Socorro. Precisamos de ajuda. Estamos a perder o controlo.
Olha!
Meu Deus, Travis. H�...
... um redemoinho no centro desta tempestade.
Est� a vir para este lado.
Estamos a cair.
Travis!
Segura-te bem!
N�o consigo control�-lo.
- Segura-te bem. - Acredita que estou!
Travis!
Est� a perder energia.
J� voltei a ter o controlo.
Gra�as a Deus.
Est� tudo bem a� atr�s?
Sim.
Estamos bem. Bom trabalho.
- Ol�, Molly. - Sean!
A Dana n�o est� em casa.
Saiu pela janela!
Por que faria isso?
Aposto que est� com o Ryan Laswell. A forma como falavam no caf�...
Pois, eu vi-os l� hoje de manh�.
Quase que tive de os separar.
N�o podes fazer nada?
N�o te preocupes. Vou p�r algu�m � procura deles.
- Tem calma, n�s encontramo-la. - Est� bem.
Ainda bem que vieste.
Tive se sair �s escondidas.
- Est�s presa em casa? - N�o.
A minha m�e � passada com o tempo.
N�o quer que eu saia quando h� tempestades.
A s�rio? Tem assim medo de uma chuvita?
Onde � que vamos?
Surpresa.
Onde?
A Garfield.
Dev�amos fazer uma entrevista.
Tenho de dar a estas pessoas
uma esp�cie de guia de sobreviv�ncia a tornados.
H� coisas que precisam de saber.
Sim, � uma boa ideia.
Vamos sair da estrada. Ficamos ali.
Querida! Ela j� apareceu?
Parece que ainda n�o a encontraste.
- N�o. - J� falaste com a April?
Tenho tentado ligar-lhe mas deve estar sem rede.
Prefiro ligar-lhe com boas not�cias.
N�o a devia ter deixado sozinha.
Ouve, querida. A culpa n�o � tua, est� bem?
N�o te preocupes. Vamos encontr�-la.
Est� bem.
H� muito tempo que n�o fa�o de jornalista e de operador de c�mara.
Vou fazer o enquadramento. Podes ir para ali...
Aqui?
Perfeito.
E dentro de tr�s, dois, um...
Boa tarde, aqui Travis Jones, canal 9, Observat�rio do Tempo,
estou de novo com a Dra. April Saunders.
Ningu�m viu o Ryan nem algu�m parecido com a sua sobrinha, xerife.
10-4. Obrigado pela informa��o.
... e s� podemos esperar que piore at� que a c�lula da tempestade se dissipe.
Obrigado, Dra. Saunders.
Fiquem a salvo. Travis Jones para o canal 9, Observat�rio do Tempo.
Foste fant�stica.
Agora enviamos isto para a esta��o da carrinha,
e pomos isto no ar o mais r�pido poss�vel.
- Olha para ali. - Sim, n�o est� nada bem.
- Pensei que �amos a Garfield. - E vamos.
S� quero mostrar-te a nossa casa modelo.
� assim que ser�o todas as novas casas Laswell.
- � gira. - Sim.
Se calhar dev�amos voltar.
Odeio parecer a minha m�e mas o tempo tem estado louco e olha para ali.
Dana...
Tem calma.
Vamos entrar e esperar que a tempestade passe.
- Est� bem? - Est�.
Da maneira que est� o tempo dev�amos conseguir p�r isto �s cinco.
Vou enviar isto agora.
Sean. Est� tudo bem?
- Onde � que est�s? - No heliporto. Porqu�?
N�o queria ter de te dizer mas a Dana fugiu.
Fugiu? O que queres dizer? Onde est� ela?
Saiu pela janela e n�o sabemos para onde foi.
O qu�?
Esta tempestade est� perigosa, Sean. Temos de encontr�-la.
Fica calma, est� bem?
Tenta contact�-la para o telem�vel.
N�s vamos procurando por aqui.
J� alguma vez tinha feito uma coisa destas, April?
N�o. N�o, nunca!
Ent�o n�o deve ser preocupante.
Pensamos saber com quem ela est�.
Com quem poder� ela estar?
� um mi�do de c�, universit�rio. Tens de confiar em mim.
Estou a tratar de tudo. Podes vir ter comigo?
Sim, vou o mais r�pido poss�vel.
Est� tudo bem? O que aconteceu?
A Dana desapareceu.
- A tua filha? - Sim.
Com este tempo?
Falei com o Sean, andam � procura dela o dia todo.
- O que posso fazer? - Nada, s� tenho de voltar para ajudar.
Claro que sim, levamos-te de volta.
Tenho a certeza que ela est� bem.
Sim, � s� que...
... podes levar-me agora, por favor?
N�o estava � espera de te encontrar aqui.
- O que queres dizer? - Nunca pensei voltar a ver-te.
Ouve. H� uma coisa...
... n�o posso acreditar...
... que te estou a contar isto.
Ela � tua filha.
A Dana.
� tua filha.
Por que n�o me contaste?
Queria contar-te mas...
... vi-te com outra mulher e...
Nem sequer me disseste que estavas gr�vida.
J� andavas com outra pessoa.
E se tiv�ssemos de ficar juntos por eu estar gr�vida
n�o teria resultado. - Como � que sabes?
Como � que sabes?
Pod�amos ter tentado.
N�o posso acreditar!
Sinto muito.
Desculpa ter-te contado desta maneira.
Nada disso interessa agora. O que importa � encontr�-la.
Vamos embora.
N�o te disse?
Esta casa � linda.
N�o est� mau para uma festa de almofadas.
Est�s a brincar?
� perfeita.
Ainda bem.
Pareces ter frio. Ligo o aquecedor?
- Por favor, estou gelada. - Claro.
Ent�o, uma vez que nos vamos instalar,
vou preparar-nos umas bebidas.
- Parece-me bem. - Ainda bem.
Pode ser vodka?
N�o, obrigada.
V� l�. Vive um bocadinho.
Acho que n�o devia.
Acho que vou enviar uma mensagem � minha m�e.
Espero que consigas ter rede aqui.
Muito bem.
- Nem sequer d� sinal. - A s�rio?
Deixa-me ver.
Bem... as linhas devem ter ca�do com a tempestade.
Tens de descontrair.
Estamos sem telefones. E se acontece alguma coisa?
Dana. O que pode acontecer?
Podia acontecer isto.
- Foi assim t�o mau? - N�o.
Assim est� melhor.
Anda c�.
Aqui tens o menu.
Podes escolher assim.
Eu volto j�.
Interrompemos a emiss�o para as not�cias do tempo.
N�o temos uma informa��o oficial dos servi�os meteorol�gicos,
mas a devasta��o que vemos em Mt. Auburn
deve-se seguramente a um furac�o de grau 4.
� a terceira vez que a regi�o de Seattle � atingida esta semana,
uma regi�o onde nunca ocorreram furac�es dessa magnitude,
segundo os relatos hist�ricos.
Com a actual c�lula de tempestade por cima de n�s,
a possibilidade de se formar outro furac�o � mais do que certa.
Se e quando avistar um redemoinho de nuvens, o melhor � n�o sair de casa.
Refugiem-se na cave, se tiveram, sen�o fiquem longe das janelas,
e de qualquer coisa que se possa partir com estes fort�ssimos ventos.
E estas mudan�as no tempo, podem ser previstas?
Receio que n�o. � por isso que os tornados s�o t�o perigosos.
� imposs�vel prever onde ir�o passar exactamente.
Alerta de tornados de Everett at� ao norte, e do sul at� Maple Valley,
principalmente em Shiloh Hills e em Snohomish.
E s� podemos esperar que piore at� que a c�lula da tempestade se dissipe.
� aqui!
Fiquem a salvo. Travis Jones para o canal 9, Observat�rio do Tempo.
- Ryan? - O que foi?
Acabaram de lan�ar um alerta de tornado para este lugar.
Dev�amos ir antes que isto piore.
Seria mais inteligente se fic�ssemos.
Pensa nisto assim:
agora temos desculpa para estarmos atrasados.
A press�o est� a aumentar. Temos pontos vermelhos por todo o lado.
J� tinhas alguma vez visto isto na tua vida?
Estamos em Seattle!
V� l�, Dana, atende!
Atende!
Ol�, ligou para a Dana. Deixe mensagem...
Ela n�o atende.
- Fala Laswell. - Fala o Xerife Saunders.
Saunders...
- O que fez o meu filho desta vez? - Assuntos de pol�cia.
Sabe onde est� o seu filho?
N�o sei onde ele est�. Ele fez alguma irregularidade?
Ainda n�o sei, mas...
... h� algum lugar onde ele possa estar, uma casa modelo ou assim...
N�o est� autorizado a entrar l� desde aquela festa. O que se passa?
N�o posso dizer-lhe mas se souber alguma coisa dele, ligue-me.
Se ele entrar em contacto comigo, ser�s o primeiro a saber.
- Ol�, April. - Encontraste-a?
N�o. Falei com o pai do rapaz que tamb�m n�o sabe onde ele est�.
Como sabes que ela est� com ele? Como � que ela o conhece, Sean?
Vimo-los no caf�, hoje de manh�.
- Pareciam muito amigos. - Que pesadelo!
A tempestade est� a ganhar terreno, eles podem estar e perigo.
N�o te preocupes, April. N�s vamos encontr�-los.
Nada.
- O que se passa contigo? - Nada, est� bem?
N�o quero fazer isso.
Tens medo de estar sozinha com um rapaz?
- N�o, mas... - Est� bem.
P�ra. N�o consigo descontrair.
Isto n�o � Oklahoma, querida.
Isto � uma casa Laswell.
N�o tens de te preocupar com um pequeno vento.
Desculpa, deve ser de toda a press�o da minha m�e.
Posso usar a casa de banho?
P�ra de te preocupar.
- A casa de banho, por favor. - Sim, vai.
Raios partam!
Dana? Por que est�s a demorar tanto?
Est�s bem?
O que se passa, Dana?
Bot�o de p�nico?
- Realmente, Dana! - Estou s� assustada, est� bem?
Quero ir-me embora.
O sistema de alarme n�o est� ligado � esquadra, por isso...
... n�o te serve de nada.
N�o estarias aqui se n�o gostasses de mim.
Sabes quantas mi�das morriam para estar aqui...
P�ra com isso. N�o quero.
Tenho de falar com o Xerife Saunders.
April.
Vai correr tudo bem.
- N�o a devia ter deixado. - O que tu fizeste foi muito importante.
- Vamos encontr�-la. - Onde podem estar?
S�o mi�dos, podem estar em qualquer lugar. Mas estamos � procura deles.
- N�o conseguiste o telem�vel? - N�o, tenho estado a ligar.
Est� sem bateria ou sem rede.
Est� desligado e sempre a ir para as mensagens.
Sabes se o telefone tem GPS?
N�o.
Espera l�.
Isso deu-me uma ideia.
O mi�do Laswell tem um SUV novo.
Deve ter algum dispositivo de localiza��o.
O carro n�o teria de ser roubado para isso funcionar?
- Teria sim. - Algu�m apresentou queixa de roubo?
N�o. Sim, apresentei eu!
E podemos desligar-lhe o motor para n�o irem a lado nenhum.
- Rachel. Procura o ve�culo roubado. - � para j�, xerife.
Cinco cent�metros.
Cinco cent�metros e est� tudo mal. Vai ficar fora.
Que diabo est� a acontecer?
Dana.
Dana!
V� l�, Dana, atende! Atende!
Meu Deus, Sean. Confirma-se a passagem do furac�o em Garfield.
- Ol�, ligou para a Dana... - Raios partam, Dana!
- N�o est�s a conseguir? - N�o.
Mas ela est� no centro da tempestade!
Dana...
Est�s a recuperar os sentidos.
Cuidado!
Segurem-se.
Segurem-se!
- Meu Deus, est�s bem? - Est�o todos bem?
Socorro!
Socorro!
J� chega!
Socorro!
Venham!
Dana?
Ryan?
Dana?
Dana?
Dana?
M�e!
M�e!
Dana!
Fiquem onde est�o!
V� l�, Ryan. J� tens problemas que chegue.
N�o fiz nada de errado.
Vamos para dentro falar. Deixa passar o tornado, est� bem?
N�o vou a lado nenhum consigo. N�o h� nada para falar.
Vamos, larga a rapariga!
Temos de sair daqui.
Fiquem a�. Chamem o meu pai!
- N�o h� tempo! - A tempestade! Temos de ir agora!
Quieto, Ryan!
Temos de proteger-nos, Sean.
N�o posso deix�-lo ir com esta tempestade.
- Sean! - Protejam-se voc�s!
Vem na direc��o da casa. Vamos.
Baixem-se!
N�o sejas est�pido, Ryan, ainda vais matar-te!
Onde est� o Sean?
Est�o todos bem?
Quem � voc�?
Bem...
... � uma longa hist�ria.
Tradu��o e Legendagem PONTO & ESCRITA
Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips
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