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Um filme de
- Finalmente. Onde � que estavas? - Fui �s compras.
Rusga!
Porra, a pol�cia!
Aqui � a pol�cia. Isto � uma festa ilegal.
Permane�am calmos, e sigam as nossas instru��es.
...continuas na mesma.
"Em cada come�o existe uma magia
que nos protege e nos ajuda a viver",
escreveu o poeta Hermann Hesse no seu famoso poema "Steps".
Hoje � tamb�m um come�o para muitos de v�s.
O come�o do vosso servi�o na for�a policial da cidade.
Gostava de pedir que os
formados deste ano se levantem.
Levantem a vossa m�o direita e repitam comigo:
Juro que cumprirei os meus deveres, seguindo o regulamento...
Juro que cumprirei os meus deveres, seguindo o regulamento...
e a Constitui��o da Rep�blica Federal da Alemanha...
e a Constitui��o da Rep�blica Federal da Alemanha...
de acordo com as leis e o bem-estar das pessoas...
de acordo com as leis e o bem-estar das pessoas...
e cumprirei as minhas responsabilidades conscientemente.
Assim Deus me ajude.
e cumprirei as minhas responsabilidades conscientemente.
Assim Deus me ajude.
120 candidaturas para duas vagas no departamento de homic�dios.
Desde que eu n�o trabalhe no per�odo nocturno.
E tu?
- Processamento de imagens. - EDP?
- Internet. Um burocrata. - O que est�s a fazer l�?
- O m�nimo poss�vel. - N�o partas as unhas a teclar.
Schrader? O Inspector-Chefe Minks quer ver-te.
Quem? N�o o conhe�o.
- Diz-lhe que n�o me encontraste. - Ele sabe que est�s aqui, Schrader.
N�o arranjes problemas outra vez, est� bem?
Esta n�o � a Divis�o de Narc�ticos.
- � a de Homic�dios. - Consegui uma pista.
Ambos sabemos porque � que tu andas a vaguear pelos becos da cidade.
Toda a gente tem problemas,
mas a tua cruzada pessoal j� foi longe de mais.
Mais uma opera��o n�o autorizada, uma batida,
ou um trabalho solit�rio e podes esquecer o tua pens�o!
Percebeste? Est�s a percebeste?
Era dif�cil n�o perceber. Est�s aos berros.
Schrader!
N�o tenho a noite toda!
- Cadete Schrader, eu deveria... - Senta-te.
Confiscamos o teu casaco e o teu distintivo.
� esse, n�o �?
O teu casaco?
Sim, roubaram-no � uns dias atr�s.
Os pais morreram novos. Criado pelo teu irm�o mais velho.
Aposto que ele ficou muito feliz hoje.
Ele esteve na pris�o seis anos por roubo.
Mas j� deve saber isso.
Li a tua ficha, se � isso que queres dizer.
O que n�o percebo �, o que � que te fez vir para a pol�cia?
Se n�o se importar, eu gostava de voltar para a festa.
Explica-me isto. Mudaste-te para aqui.
Deixaste tudo para tr�s. E depois, a formatura.
Passaste � tangente. S� fizeste o que era necess�rio, Schrader?
- O que � que quer? - Isso pergunto eu.
N�o tenho que lhe dar explica��o nenhuma.
Este n�o � um bom come�o para uma parceria produtiva.
Quero que v�s trabalhar para o meu departamento.
O qu�?
Mas eu...
Eu candidatei-me a outro departamento o ano passado e fui aceite.
Esta candidatura?
Mas com que direito...
Estava no teu casaco.
N�o s�o meus.
Ent�o n�o haver� problemas com o teste capilar.
Acabaram-se os dias de festas. Sabes como vai ser.
Suspens�o, procedimentos disciplinares, um julgamento.
Ou juntas-te ao meu departamento.
Mulher, cerca de 20 anos, identidade desconhecida.
Atravessava um cruzamento �s 02:30. Nua.
Por que chamaram o Dept. de Homic�dios?
- Estava a ser perseguida. - Testemunhas?
Temos uma impress�o digital do homem que estava a persegui-la.
Depois de ser queimada? Como � que conseguiu a impress�o?
Do dedo. Encontrei-o no est�mago dela.
Enquanto estava a ser estrangulada, ela arrancou-lhe o dedo � dentada,
engoliu-o e conseguiu fugir.
O estado alucinog�nico dela foi provocado por drogas.
Nipolept, se � que importa.
- Um dedo nojento. - Que nos salvou muito trabalho.
Ah sim, veja isto.
Meus Deus, que tipo de pessoa faria uma coisa dessas?
- Foi volunt�rio. - Volunt�rio?
Quem � que gostaria de ter a l�ngua cortada?
Modifica��o corporal.
- Modifica o qu�? - Modifica��o corporal.
A �ltima moda.
Deveria ser poss�vel identifica-la pela l�ngua, n�o deveria?
A que tribo esta mulher pertence?
- O qu�? - Queremos saber quem ela �.
Onde deveremos procurar?
O que � que estou aqui a fazer? Deixa outra pessoa fazer isto.
Podes sempre ir embora.
Tem que ser aqui!
Consegui. �ltimo andar.
Figuras...
Estou � procura da Lynn Wilson. Ela mora aqui, n�o mora?
Sim, entre.
Inspector-Chefe Minks. O meu colega Schrader.
- S�o amigas? - Estudamos juntas.
Em Nova Iorque.
Costumam encontrar-se?
N�o, nunca.
Voltamos juntas. Quer dizer, ao mesmo tempo.
Perdemos contacto rapidamente.
Quando foi a �ltima vez que falou com ela? Antes do seu �ltimo telefonema?
Deve ter sido h� uns tr�s anos.
Talvez me possam explicar o que � que se passa aqui.
Lynn Wilson est� morta.
O qu�?
Um acidente de tr�nsito. De momento n�o sabemos mais detalhes.
N�o parece estar muito triste pela morte da sua amiga.
N�s conhecemo-nos � tanto tempo. Parece que foi noutra vida.
- Mas, n�o estou surpreendida. - Ai sim? Porqu�?
A casa de uma pessoa � suposto ser o espelho da sua alma.
Nos pr�ximos dias ser� provavelmente chamada para interrogat�rio.
Onde � que a contactamos?
Vou vos dar o n�mero da minha galeria. Deve chegar.
Tem uma caneta?
N�o te preocupes. Algu�m vai pagar por isso.
H� sempre algu�m que paga.
� como se fosse um mandamento?
Experi�ncia.
Voltar para casa vivo.
- O qu�? - Isto era um mandamento.
O �nico.
Porreiro.
Conheces os s�tios mais "in", n�o conheces? J� te cruzaste com ela?
- N�o, nunca a vi. - Chama-se Marie.
�ltimo sinal de vida foi um postal para os pais. Com carimbo "Berlin-Mitte".
H� um bom tempo atr�s. Dois anos.
- Dois anos? - O pai dela � meu amigo.
- V� se a consegues encontrar. - Uma perca de tempo.
Quando eu quiser a tua opini�o, eu pe�o-ta.
Tenta encontra-la.
O que � isto!? Larga-me!
Larga-me, idiota! Seu idiota!
Desaparece, seu tarado!
Mas o que � que se passa aqui?
- Quero falar com o Marc. - �s o Minks, n�o �s?
Est� na outra sala.
Para a pr�xima toca a campainha.
Eu toquei. Mas ningu�m respondeu.
Pois.
Oh, porra.
Que dia � hoje?
Domingo.
- Nunca vais para tua casa? - Que desarruma��o!
� assim t�o dif�cil dizer algo simp�tico?
Identificamos o dedo. Pertence ao Norbert Gunzel.
J� tinha sido acusado de danos corporais e viola��o.
Marca pessoal:
uma tatuagem em forma de cora��o no bra�o direito.
A mam� tentou.
Schrader?
Minks?
Ningu�m vai embora enquanto n�o acabarmos.
- Por que � que algu�m faria isto? - Isso importa?
Quem � que imaginaria que n�s os dois entrar�amos para os Homic�dios?
O Poscher ficou a fazer o turno da noite.
E tu? Uma semana de trabalho...
.. e j� tiraste a sorte grande.
Como � que ele �? Minks o assassino?
- Vamos nos aturando. - Ele fez ali uma cena e tanto.
- De que � que tu o chamaste? - Assassino?
N�o me digas que n�o sabes?
A mulher dele foi atropelada h� uns anos atr�s.
O condutor atropelou-a e n�o parou.
E qu�?
Claro que isto � s� um rumor...
Dizem que o Minks encontrou o condutor uns meses depois...
.. e meteu-lhe uma bala nos miolos.
E ent�o aparece aquela hist�ria com a filha dele.
N�o fiques a� parado, Schrader. Mexe-te!
Estais realmente a dar-vos bem.
Mas que confus�o!
Hei-de apanhar-te, seu desgra�ado. Podes apostar a tua vida nisso.
Minks!
- Vai para casa dormir um pouco. - Ainda n�o acabei aqui.
Foi uma ordem.
N�o deixes que a imprensa descubra sobre a cave.
Podes contar comigo!
O Schrader deixa-te em casa.
A minha mulher morreu num acidente de carro.
A Marie nunca superou a morte dela.
Acho que tamb�m n�o a ajudei muito.
Quando dei conta ela j� se tinha ido.
Nunca mais voltou para casa.
Tenho que descobrir o que lhe aconteceu.
Tens que me ajudar.
Se ela ainda... aqui estiver...
.. encontra-a!
- O jantar est� pronto. - J� vou.
O que � que procuras?
- Conhece-la? - Quem �?
J� chega. Obrigado.
Est� com �ptimo aspecto!
� a Marie, a filha do Minks. Ela fugiu h� dois anos.
H� dois anos?
Eu sei. Mas fica atenta de qualquer maneira.
Est� bem.
Ena p�!
O que foi? Sabe mesmo...
As v�timas foram identificadas.
A primeira foi dada como desaparecida h� tr�s anos atr�s,
a segunda sete meses depois, e a terceira vinte meses depois.
N�o h� um padr�o.
Ele estava sozinho?
O Gunzel. Quero dizer, ele trabalhava sozinho?
Petra?
Causa da morte?
Causa da morte?
Causa da morte?
Tenho o certeza que...
- O que � que ela disse? - O qu�?
O que � que ela disse?
Todas as v�timas foram mortas pela mesma pessoa.
Um "serial killer". Certeza absoluta.
- � da Lynn Wilson? - Ainda n�o sabemos.
Vai levar uns dias a confirmar. Estamos com muito trabalho.
Anda � procura de algo espec�fico?
Acho que n�o consigo comprar nada aqui.
Vamos dar uma volta. Estava mesmo para fechar.
� novo neste tipo de trabalho, n�o �?
Porqu�? Sou assim t�o desajeitado?
Apenas n�o parece um policia.
Mas quem � o que parece?
Sim. O que eu queria saber era...
A Lynn Wilson tinha alguma tatuagem?
Sim.
Ai sim? Era um drag�o?
Sim, mas presumo que a tenha visto.
N�o, o cad�ver dela estava queimado como carv�o.
Desde quando o Departamento de Homic�dios investiga acidentes?
Desde que descobrimos que n�o foi um acidente.
Quantos � que nos faltam?
10, 12. � s� metade do que encontramos em casa do Gunzel.
Pensei que acabaria da mesma forma como come�ou. Com o big bang.
Acho que vai ser mais com uma lam�ria.
Se soub�ssemos quem fez as tatuagens, talvez consegu�ssemos apanhar o Gunzel.
- Posso ajud�-lo? - N�o, obrigado.
O que � que se passa aqui?
Est� maluco?
Estamos � procura da estrela do filme.
- E se eu n�o souber de n�o? - Vou ter que o algemar.
Porra. N�o fa�o ideia de onde � que ele veio.
Pergunte � Martha. Ela � que o trouxe.
A mi�da tatuada... Onde � que a posso encontrar?
� o Minks.
Mandem uma equipa forense para Dante Street.
Alto!
Alto!
P�ra! Policia!
P�e as m�os atr�s da cabe�a e deita-te no ch�o!
Deita-te!
M�os para cima!
M�os para cima, ou eu disparo!
P�ra!
P�ra!
P�ra a�!
Como � que te sentes?
Tu sabes,
temos que investigar como fazemos com todos os homic�dios.
- Onde est� o Minks? - Na sala ao lado.
Fala com o teu colega primeiro. Voc�s conhecem-se.
Mais uma coisa:
N�o contes nada a ningu�m at� a investiga��o acabar.
N�o vai levar muito tempo se entrares no jogo.
Mas se me lixares, eu lixo-te a ti.
Portanto...
O que aconteceu para disparares contra o Norbert Gunzel?
Ele disparou sobre ele pr�prio, como j� deves saber.
Responde apenas �s perguntas.
Onde � que estava a arma?
Deixaste-a cair? Ele tirou-ta?
Eu estava com a arma na m�o.
Estavas com a arma na m�o?
Ele disparou contra ele pr�prio com a tua arma enquanto tu a tinhas na m�o?
Espero que te estejas a divertir.
Deixa-me dizer-te a verdade, Schrader...
n�o tens o direito de estar aqui.
Ent�o posso ir embora?
- Ainda n�o acabei de falar. - Mas acabei eu.
Estou preso? Caso contr�rio posso sair se quiser.
Sabes o vai acontecer se sa�res agora?
Nunca ser�s promovido.
Podes esquecer o Departamento de Homic�dios.
� exactamente o que eu quero.
N�o te preocupes com isso. � s� uma formalidade.
O mais importante �: Voltar sempre para casa vivo.
Eu desisto.
Faz o exame capilar se quiseres.
Assim posso demitir-me depois de me ir embora.
Se eu souber algo sobre a tua filha...
Policia! Contra a parede! Afasta as pernas!
N�o fiques a olhar! Arranja alguma coisa!
Aqui!
- Vou chamar o m�dico. - Tenho tudo o que preciso...
O que � que aconteceu? V� l�. Eu quero ajudar-te!
Mete-te nos teus assuntos!
Stefan Kreiner.
� tudo o que me resta. Preciso...
- Preciso disto para a dor. - Conta-me tudo.
N�o � o que parece.
N�o h� nada de ilegal nisto. A escolha � minha!
- Ainda melhor. - Espera! Porra!
Espera um segundo. Espera um segundo.
Sempre que estou sem dinheiro ligo para um gajo...
- Que gajo? - Um... Um advogado.
E ele marca-me uma consulta com um dermatologista.
Sim?
E...
Eu assino um contracto.
Eu assino um contracto, um contrato completamente legal.
Que diz que eu fa�o isto voluntariamente.
E que n�o posso falar de nada. Percebes?
O que � que fazes voluntariamente?
Eu vendo-lhe...
Vendo-lhe as minhas tatuagens, sabes? Vendo-lhe as minhas imagens.
Ele compra as tuas imagens?
� o neg�cio dele.
Outros tamb�m o fazem.
Qual � o nome do advogado?
- Nome? - Schoubya. Frank Schoubya.
D�-me isso. D�-mo!
- Ch�... - Bonito.
- Desculpe? - Desculpe, eu interrompi-a.
- Desculpe. - Ch� n�o, obrigado.
� bonito aqui.
Obrigado, mas n�o veio aqui por causa da vista.
Acho que me pode dar mais informa��es sobre a tatuagem da Lynn.
Com certeza...
A Lynn fez a tatuagem em Nova Iorque, certo?
Foi um mestre japon�s, do estilo cl�ssico: Hiromitsu.
Estilo cl�ssico?
A era cl�ssica das tatuagens Japonesas
foi entre os s�culos XVII e XVIII.
Os japoneses n�o se interessam muito por corpos nus.
A pureza da pele virgem n�o significa nada para eles.
As Hiromitsus.
Ele s� fez 12 tatuagens.
Esta � a Lynn.
N�mero tr�s.
S�o verdadeiras obras de arte.
A paix�o dos japoneses pelas tatuagens levou-os a colectar a pele das pessoas.
Os coleccionadores compravam fotos �s pessoas ainda vivas
e esperavam at� eles morrerem.
- Coleccionadores de pele. - Mitos, � claro.
Duvido que eles existam.
Esse Hori...
- Hiromitsu. - Sim.
Morreu.
Ent�o dever� ser imposs�vel saber quem tem as outras 11 tatuagens.
N�o, nem por isso.
Mas gostava de saber
o que � que isto tem a ver com a morte da Lynn.
Nada. S� curiosidade.
N�o � suposto eu entregar-te este material.
Visto que est�s de partida.
Sim, Eu sei. � s� para o meu relat�rio.
Que se lixe. O caso foi encerrado.
E de qualquer forma, tu tamb�m fizeste parte dele.
Irezumi!
Sim?
Sim, n�o verificaste a lista com os nomes?
S� um segundo.
Eu tenho a Lynn Wilson.
Eu preciso das outras 11 pessoas com uma tatuagem Hiromitsu.
Sim.
E todas elas est�o declarados como mortas ou desaparecidas?
Obrigado. Obrigado.
Minks?
Schrader.
Schrader!
N�o �s preciso aqui.
Dix. T�o atencioso.
Preto.
Porra!
O que � que queres? Est�s de sa�da.
- O caso Gunzel foi encerrado. - O Gunzel n�o era um serial killer.
N�o na forma comum. Ele estava a cumprir ordens.
- E n�o era s� para o Hiromitsu. - Ordens? De quem?
Algu�m chamado Irezumi.
H� v�rios coleccionadores. Gunzel foi s� a ponta do iceberg.
Existem outros...
- Schrader! - O Gunzel estava preso.
Ele n�o podia ter cometido todos estes homic�dios.
Se � que foi homic�dio!
As 12 pessoas com uma Hiromitsu est�o declaradas mortas ou desaparecidas.
V� l�.
A morte do Gunzel veio a p�blico?
- Amanh�. - Temos que impedir isso.
At� sabermos quem est� por detr�s disto tudo.
- N�s? - Sim, quero ser reintegrado no caso.
- Qual � o nome do advogado? - Schoubya. Frank Schoubya.
Trata-me pelo nome pr�prio,
j� que vamos voltar a passar algum tempo juntos.
- Vou resolver tudo com o meu superior. - Apanhei-o!
O que � que passa aqui?
Um velhote foi enterrado aqui ontem.
Na noite passada, algu�m o desenterrou e esfaqueou-o.
Andamos � procura da cabe�a dele.
As vezes n�o consigo compreender o mundo em que vivemos.
- Como � que resististe tanto tempo? - A fam�lia.
Aconte�a o que acontecer, vou para casa, e tudo fica bem.
Posso perguntar-te uma coisa?
Dizem que encontraste o condutor que atropelou a tua mulher.
Sim, encontrei-o.
Um m�sero empregado do estado, a viver numa barraca.
Entrei no quarto dele � noite. Ele estava sozinho.
Acordei-o. Queria que ele soubesse o porqu�.
Foi rid�culo. Ele chorou como um beb�.
Eu simplesmente n�o consegui.
�s vezes passo pela casa dele � noite, quando n�o consigo dormir.
Ele casou-se no ano passado. Tem um filha.
Se h� sempre algu�m que paga, quem � que pagou pela morte da tua mulher?
Fui eu.
Eu paguei pela morte dela.
Bom vamos mas � procurar o Sr. Schoubya.
Sr. Schoubya. Inspector-Chefe Minks. Meu parceiro, Agente Schrader.
Obrigado por nos receber num prazo t�o curto.
Temos algumas quest�es para lhe colocar.
Lynn Wilson, resid�ncia actual: morgue estatal. Conhece?
Desculpe, n�o.
E o Stefan Kreiner? Resid�ncia actual: desconhecida.
Um cliente habitual seu, creio eu.
Conhe�o o Sr. Kreiner.
Arranjei-lhe alguns contratos.
Que tipo de contratos?
- Contratos de venda. - Sim.
Contratos de venda do qu�?
Ou�am, n�o adianta eu estar a fingir-me de inocente.
Os contratos envolviam tatuagens.
Concordo, s�o objectos pouco comuns, mas n�o h� raz�o para nos chatear-mos.
As transac��es eram legais e assinadas por acordo m�tuo.
Ent�o Sr. negociava para uma terceira parte, um coleccionador.
Exactamente.
- Quem � o coleccionador? - Desculpe.
Quanto � que custa tirar a pele a algu�m?
Eu sou s� um homem de neg�cios.
Se pensa que consegue obter um mandato para ter acesso aos meus ficheiros...
N�o foi cometido nenhum crime.
Portanto n�o h� necessidade de revelar a identidade do meu cliente.
� um homem de neg�cios. Ent�o vamos fazer um acordo.
Uma Hiromitsu.
Se o seu cliente � t�o interessado por essas coisas, pode ficar com esta,
desde que nos fale sobre o com�rcio das tatuagens.
� pena que a tenha dobrado.
Diminui o pre�o drasticamente.
Todavia, vou ver o que posso fazer.
Sabes que isso � prova de um crime.
E eu disse que n�o era?
Ou fazemos isto juntos, Minks, ou � cada um por si.
Estou com fome. E tu? N�o vens?
At� amanh�.
Como queiras.
Estou, o que se passa?
Mas afinal qual � a urg�ncia?
Pede-me uma cerveja no bar. J� l� vou ter, ok?
Desculpe.
Desculpe... Duas cervejas, por favor.
Reconhece-la?
Encontrei-a.
A filha do Minks. Percebes?
Ela tem estado aqui desde o �ltimo domingo.
Eu n�o tinha dado conta, at� falarmos uma com a outra.
Marie? Este � o Marc, aquele amigo de que te falei.
- Sim. Ol�. - Ol�.
Arranjas-me uma cerveja?
- Tenho que falar com ela. - S� queres mesmo falar?
- E se ela n�o quiser? - O qu�?
Voltar para o velhote dela?
- Vais deixar de a chatear? - Sim.
- Deixa-la em paz? - Sim!
A Meltem disse que tu me conheces?
Sim, temos um amigo m�tuo.
Isto est� a ficar interessante.
Conhe�o o teu pai. Ele � o meu parceiro.
- Porra. - N�o te preocupes. Estou aqui sozinho.
Larga-me.
- Deixa-a ir, percebes! - Cala-te, est� bem?
- Eu n�o vou voltar. - O teu pai est� a dar em doido.
Ele nunca se preocupou comigo.
Oh, p�.
Porra.
Queres uma pastilha el�stica?
Toma... Fazem as melhores bolas.
Que tipo de pol�cia �s tu?
Um da nova gera��o.
Somos amigos dos cidad�os e n�o praticamos as brutalidades da pol�cia.
Vais me contar o que se passou?
Fiquei a saber do acidente da tua m�e.
O meu pai passou-se completamente.
N�o conseguia perceber o porqu� daquilo ter acontecido.
Havia sempre uma raz�o, um motivo.
Eu cansei-me de ouvir aquelas tretas.
Ent�o ele come�ou a vigiar-me mais do que nunca.
Ele vigiava-me secretamente no caminho da escola at� casa...
Eu n�o queria fugir de casa...
.. mas ele quase que me sufocou como seu amor.
Eu queria mago�-lo.
Agora tenho a minha pr�pria vida. E n�o confio nele.
Isto n�o tem nada a ver comigo.
Nunca teve. O problema � dele!
E agora?
Vais contar-lhe?
N�o.
N�o te preocupes.
- Cavalheiros. - O coleccionador est� aqui?
Claro.
Por aqui.
A beleza profunda de um objecto e o sofrimento de sua transitoriedade.
Aceitar a natureza passageira da exist�ncia,
entender que a transitoriedade da Cria��o � provida de valor
� a funda��o da cultura japonesa.
Muitos coleccionadores protegem as suas pe�as atr�s de vidros.
Eu prefiro deixa-las livres.
Tr�-las de volta � vida.
A nossa sociedade est� em transi��o.
Em vez de nos distanciarmos dos primitivos,
somos atirados para os prim�rdios da nossa natureza.
Uns mais que os outros.
Stefan Kreiner, o viciado.
Ironicamente, algumas das obras de arte mais valiosas
est�o nos corpos mais miser�veis.
O que � que h� ali?
Tudo o que � preciso para cuidar das tatuagens.
Tratamento de pele? Interessante.
Vamos mas � ao que interessa.
Acho que trouxe algo consigo.
A obra-prima das tatuagens.
Talvez de todas as artes.
- Totalmente impag�vel. - Por falar em pre�os...
Sim, deseja saber quem negoceia tatuagens.
N�o existem negociantes.
S� pessoas com os mesmo pensar.
Todas as transac��es s�o legais.
As tatuagens v�m dos familiares dos mortos.
Ou de vendas volunt�rias,
com o nosso amigo m�tuo, o viciado.
Tipos como ele � o que n�o falta.
E se algu�m recusar?
Sei onde querem chegar... bens ilegais.
Eu conhe�o os rumores.
Sou um coleccionador, n�o um ca�ador.
Seja o que for que andem h� procura n�o tem nada a ver comigo.
A livrar a sua pele.
Desculpem. Sei que estavam � espera de mais.
Nem por isso.
A obra-prima da minha colec��o.
Est� maluco?
Est� na posse de material roubado
e � suspeito de roubo.
O que est� a dizer?
A sua obra-prima foi roubada do Departamento Forense.
Sr. Schoubya...
Toda a minha vida esperei por um tipo como o Sr.
N�o vai conseguir nada assim. N�o com os seus meios de investiga��o.
� verdade, mas � o suficiente para conseguir um mandado de busca.
Dentro de uma hora, estar� cercado por rep�rteres.
A sua sala de divers�es aparecer�
em todos os jornais na sec��o de decora��o.
O senhor, a sua reputa��o
e todos aqueles que pensam como o senhor ser�o queimados.
Vou mete-lo num buraco t�o grande
que n�o reconhecer� mais o mundo.
Vou puxar a sua pele acima das orelhas.
Fale!
Alguns negociadores e coleccionadores
n�o simpatizam muito com o aspecto do voluntarismo.
Quem s�o eles?
Eles n�o se conhecem.
Tudo � organizado numa "chat room" an�nima,
onde as peles s�o leiloadas, sempre dispon�vel e para todos.
S� alguns escolhidos a dedo sabem o que realmente se passa.
A tatuagem da Lynn Wilson, Hiromitsu No. 3,
foi leiloada l�?
Tamb�m fiz uma aposta.
- Dois milh�es, depois desisti. - Milh�es?
O Gunzel ficou com 254,000, quem � que ficou com o resto?
Algu�m que n�o deixar� ningu�m interferir nos seus neg�cios.
Irezumi?
Quer dizer "tatuagem" em japon�s. Ningu�m sabe mais nada.
Pelo menos eu n�o sei.
- O Sr. � um mentiroso. - Fui sempre ultrapassado nas apostas.
Foi por isso que n�o resisti quando me ofereceu a Hiromitsu.
Devia ter desconfiado.
- Como � que encontrou a "chat room"? - N�o encontrei.
O Irezumi � que me encontrou.
� necess�rio um comprador ou um fornecedor para chegar at� ele.
Mas como eles s� lidam com o Irezumi e n�o uns com os outros,
s� se consegue saber a identidade deles atrav�s do Irezumi.
O sistema � perfeito. Nunca o ir�o encontrar.
Mas vamos t�-lo a si por ser um acess�rio.
Eu quero o chefe. "Tatuar" em japon�s...
Mostre-me as m�os devagar!
Mentiu-me.
Todas as suas perguntas sobre a tatuagem da Lynn.
Ela foi morta por causa da tatuagem.
E voc�?
Disse-me a verdade?
Eu pensava que s� haviam 12 Hiromitsus.
Quem me dera que fosse.
Voc�s estavam juntos?
Tu e o Hiromitsu.
Eu amava-o.
Amava-o tanto que n�o me importava
que o amor significasse algo diferente para ele.
Fomos t�o felizes.
At� concluir a sua obra-prima. Ele perdeu o interesse em mim.
Perdeu o interesse em tudo. Na vida tamb�m.
Ele suicidou-se.
Atingiu a perfei��o absoluta.
E deixou-me com uma ferida que n�o vai sarar.
Ironicamente, sou a �nica coisa que restou dele.
Ent�o a Lynn Wilson sabia da sua tatuagem?
Claro, mas ela jurou n�o contar a ningu�m a cerca dela.
Antes de acabar na cave do Gunzel.
O Gunzel provavelmente sabia da tatuagem dela
assim como as outras pessoas que trabalhavam com ele.
E tamb�m o Irezumi.
Quem � que sabe mais sobre a tatuagem?
A sua fam�lia? O seu amante?
Ningu�m.
O seu sil�ncio salvou-lhe a vida.
At� agora.
Agora voc� precisa de n�s, e n�s de si.
S� h� uma maneira de apanhar este man�aco.
- Esperem a�! - Oferecer algo.
- N�o est�s a falar a s�rio! - N�o temos alternativa.
Do que � que est�o a falar?
- Do que � que est�o a falar? - Ele quer usa-la como isco.
- Voc� o que? - � a �nica hip�tese.
N�o sou nenhum peda�o de carne.
Voc� � que veio ter connosco.
- N�o a envolvas nisto! - Ela j� est�!
- Queres resolver este caso. - N�o �s custas dela.
N�o a posso deixar ir.
- Sempre tu! - Se for a �ltima coisa que fa�a...
N�o se pode confiar em ti.
O qu�?
Aqui est� o pacote.
- Fala! Para quem �? - Para si, Inspector Minks.
De algu�m chamado Irezumi. Vou deixa-lo aqui.
Chaves de um carro e um bilhete de estacionamento.
N�o.
O que se passa?
O que se passa? Fala!
Marie.
- Marie? - Eu encontrei-a.
Eu prometi-lhe que n�o te contava.
O que � que est�s a dizer?
� a tatuagem da Marie.
N�o v�s.
N�o v�s l�!
Porra!
Schrader.
Fa�a uma busca em larga escala por H K Minks.
Sim, Minks!
Schrader.
� uma pena.
Mas tinha que terminar assim algum dia.
Pensava que ningu�m sabia onde ela estava.
Como � que eles a encontraram?
N�o est�s a falar a s�rio.
Precisamos de ver o teu rosto. S� precisamos que se pare�a com este.
Foi assim que o Gunzel entrou em contacto com o Irezumi. Vamos apanha-lo.
Ele n�o vai deixar passar esta oportunidade.
Maya, � s� uma quest�o de tempo at� te encontrarem.
Ainda n�o percebeste nada.
Vou estar de olho em ti. Nada te acontecer�.
Ontem n�o pensavas assim.
Porra... ontem!
Eu levei-o at� � filha do Minks. Tenho de encontra-lo.
E se alguma coisa correr mal?
Por quanto tempo vais ficar?
Uma semana? Um m�s?
Depois vais-te embora, e eu ficarei livre para abate.
Tu j� est�s.
Senhores...
Agora as costas.
E se ele n�o entrar em contacto?
N�o se preocupe.
Ele n�o vai deixar passar esta oportunidade.
Vai l�.
Fala com ela.
Irezumi!
Leva a mala at� ao Centro de Conven��es,
deixa-a numa carrinha com o n�mero 1969.
- Tem que l� por alguma coisa. - A tatuagem da Lynn.
A terceira Hiromitsu.
- A que horas � a troca? - � meia-noite.
Falta uma hora. Vamos.
Estou aqui.
V�s-me?
- Sim vejo. O transmissor est� ligado. - Meia-noite.
Ok, Poscher, vamos l�.
Pega na mala e sai.
V� se alguma das carrinha tem o n�mero 1969.
Encontrei-a.
Experimenta as portas.
- Est� com interfer�ncia. - Poscher?
Vou at� � traseira.
Poscher? Est�s?
Poscher, responde, por favor!
Poscher!
Arranca!
Lanterna! Lanterna!
Fica aqui.
Sen�o ainda nos matamos l� em baixo.
Porra.
Parab�ns.
Como � que algu�m consegue fazer tanta asneira numa noite?
Poscher? Morto.
A terceira Hiromitsu? Roubada.
E a Maya? Desapareceu sem deixar rastro.
O qu�?
O apartamento dela estava sob vigia.
Eles garantiam que ningu�m entrava, n�o se algu�m sa�a.
Ela tinha desaparecido quando a equipa de substitui��o chegou.
N�o estou a perceber.
Porqu� abdicar da nossa protec��o para por a vida dela em risco?
Ao in�cio tamb�m n�o percebi. At� chegar isto.
- O que � isto? - O ficheiro do Hiromitsu.
Levou algum tempo aos nossos colegas de Nova Iorque
at� descobrirem de quem era este pseud�nimo.
Ao que parece,
ele n�o cometeu suic�dio, como disse a tua namorada.
- Ent�o? - Foi assassinado.
Esfolado.
O caso nunca foi resolvido.
Os colegas acham que foi uma esp�cie de vingan�a pessoal,
porque o assassino ou os assassinos levaram alguns dias at� o esfolarem.
Agora adivinha quem deixo Nova Iorque um dia depois do assass�nio,
dias antes da imprensa descobrir.
Ela mentiu-te.
Provavelmente desde o in�cio.
Ela fez contigo o jogo do gato e do rato.
Ela lixou-te...
.. e os outros que trabalhavam com ela.
Onde � que ela est�?
- Onde � que ela est�? - Quem?
N�o. N�o. N�o...
Onde � que ela est�?
Espere!
- Onde � que ela est�? - N�o.
Por favor, n�o.
N�o.
Isto n�o vai leva-lo a lado nenhum!
Sou insignificante. N�o conseguiu nada.
Tradu��o: BreXuega
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