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Original subtitles

UM FILME DE

eXistenZ

Produ��o

Argumento e Realiza��o

eXistenZ...Escrito assim. Uma palavra...

'E' min�sculo...'X' mai�sculo,

'Z' mai�sculo.

eXistenZ.

� novo, � da Antenna Research, e est� aqui,

ao vosso dispor.

Incentivamos a lealdade do consumidor e queremos que nos ajudem

a testar o nosso produto. Somos uma equipa: a Antenna e voc�s.

Aqueles que j� vieram aos nossos semin�rios sabem

que eu costumo liderar os grupos nos nossos jogos novos,

mas esta noite n�o serei eu a faz�-lo.

Para o teste de lan�amento do eXistenZ, da Antenna

trouxemos uma l�der muito especial.

Especial, sim.

A maior programadora de jogos do mundo est� aqui, em pessoa,

para liderar o teste da sua mais recente cria��o,

eXistenZ, da Antenna.

Convosco a deusa do jogo Game-Pod, Allegra Geller!

O mundo dos jogos est� numa esp�cie de transe.

As pessoas est�o programadas para aceitar t�o pouco,

mas as possibilidades s�o t�o vastas.

O eXistenZ n�o � apenas um jogo.

� um sistema de jogo inteiramente novo.

Envolve uma s�rie de novos brinquedos que v�o ser os primeiros a testar.

Temos doze prot�tipos de Casulos de MetaCarne,

e assim, para o nosso 1� teste, precisamos de 12 volunt�rios

que se ligar�o atrav�s destas unidades

� deusa do jogo Game-Pod.

- Calminha. Mais devagar. - Ah, tem raz�o.

N�o chego atrasado, pois n�o? Perdi a liga��o?

� s� o primeiro grupo. Pode integrar o segundo.

Voc�...e o senhor a� atr�s com cabelo grisalho.

O senhor e esta senhora aqui. Venham. Obrigado.

Noel Dichter?

Levante os bra�os, tenho de o examinar.

Para ver se tenho armas?

Gravadores. H� muito dinheiro investido nestes jogos, Noel.

Os nossos assistentes v�o ajudar-vos a ligar o casulo �s vossas bio-portas

usando o novo m�todo da Antenna Research...

O que est� nesta caixa?

Trouxe o meu Game-Pod. � um original Marway.

Eu sei que � antiquado,

mas como n�o posso comprar o Antenna 15,

pensei que este m�todo de liga��o... - N�o vai precisar dele esta noite.

Eles fornecem tudo.

Como est�? Bem disposto?

- Que te parece, o m�ximo duas horas? - Duas, tr�s horas.

Dizes tr�s horas...

Est� tudo em ordem. Est�s pronta, Allegra?

Claro. � a minha parte preferida.

Podes come�ar.

Vou fazer o download do eXistenZ da Antenna Research

para dentro de todos voc�s.

Aviso-vos que vai ser uma experi�ncia transcendente,

mas, aconte�a o que acontecer, n�o entrem em p�nico.

Voltaremos a encontrar-nos dentro em breve.

Ela parece muito t�mida.

Nunca me ocorreu que uma grande estrela fosse t�mida.

Ela passa a maior parte do tempo sozinha a conceber os jogos.

Penso que preferia nunca ter de os mostrar a ningu�m.

Morte � Diaba Allegra Geller!

Morte � Antenna Research!

Leva-a daqui! Salva-a! Pode haver mais!

- Mexe-te! - Eu? Cuidar dela?

Temos inimigos na nossa pr�pria casa. N�o confies em ningu�m.

Miss Geller...vai comigo.

Eu sou respons�vel por si. Tem de vir comigo.

Que vamos fazer aqui?

Sabe o caminho? Conhece gente daqui?

N�o gente daqui. Gente dos jogos.

O campo est� cheio de gente ligada aos jogos,

coordenadores de projectos, pequenas f�bricas...

Ent�o conhece o terreno que pisa. Podemos esconder-nos.

Talvez. Parece que tenho inimigos que eu desconhecia.

"Morte a Allegra Geller."

Gostarias de ouvir algu�m armado gritar: "Morte a Ted Pikul"?

Como sabe o meu nome?

Pelo crach�.

O que � isso?

� o meu telefone.

Ted Pikul.

Que aconteceu?

Por que fez isso?

- Era a nossa t�bua de salva��o. - Era um tel�metro.

Enquanto o tiveres, eles sabem onde estamos.

- Refere-se � sede? - A qualquer pessoa.

Pikul, porque n�o tens uma pistola?

N�o est�s armado.

Disseram-me que �s o meu seguran�a, mas n�o tens armas.

Quem lhe disse isso? Eu sou estagi�rio de marketing.

Com mil raios!

Querem matar-me e mandam-me para a estrada com um Rela��es P�blicas.

Querem mat�-la!

Querem mat�-la! Valha-me Deus!

N�o te preocupes, Pikul. Eu resolvo a situa��o.

E agora...temos de parar.

Porqu�?

Para podermos ter um momento de intimidade.

Despacha-te. Tira-a duma vez!

Algu�m a mordeu?

Eu extra� isto...

� um dente.

Um dente humano.

Deixa-me ver essa pistola.

As balas s�o dentes humanos.

Este tem uma c�rie.

Essa coisa foi concebida para escapar a qualquer detector de metais.

� s� carne e osso.

As pistolas de menor calibre devem disparar dentes de crian�a.

A "Fada Dentinho" podia virar-se para o neg�cio das armas...

Onde estava agora?

Vagueava pelo eXistenZ.

Pelo novo sistema...

Gosto de estar nele.

Claro, sem outro jogador �-se um mero turista.

� frustrante.

Porque n�o me deixa contactar a Antenna?

Devem estar aflit�ssimos sem saber o que lhe aconteceu.

Claro que n�o fizemos mal nenhum...

Fugimos porque n�o sab�amos quantos eles eram.

Acho que a Antenna devia saber que est� bem

e enviar algu�m de facto capaz de a ajudar.

Al�m disso, eu n�o posso...

N�o posso continuar nisto - seja l� o que for- indefinidamente,

sem ter uma ideia do que se passa.

Que est� a fazer?

Onde est� a tua bio-porta?

N�o me digas que nunca te implantaram uma!

N�o posso acreditar.

N�o, n�o tenho bio-porta. Que lhe interessa isso?

Queres meter-te no neg�cio e nunca jogaste um dos meus jogos?

Nunca jogaste...nenhum jogo?

Ou�a...

H� s�culos que anseio por jogar os seus jogos,

mas tenho horror a que me perfurem o corpo cirurgicamente.

Sabe o que quero dizer.

N�o, n�o sei bem se sei.

Implantarem-me uma bio-porta...

N�o sei, n�o sou capaz.

� demasiado aberrante. At� me arrepia.

Fazem-te um orif�cio na espinha com uma pequena hidro-pistola

e implantam a bio-porta.

Fazem-no nos centros comerciais. � como furar as orelhas.

Pois. Com um risco �nfimo de paralisia permanente. Eu li sobre isso.

� a tua profiss�o.

Al�m disso, uma vez tendo o implante,

n�o h� limite para os jogos que podes jogar.

N�o me diga que quer jogar agora!

N�o quando � perseguida por gente louca.

Esta minha j�ia foi seriamente maltratada na igreja.

Arrancaram-lhe um dos UmbiCord�es. Arrancaram-no!

Quando se fazia o download da arquitectura do jogo

para os outros casulos.

� muito vulner�vel nessa altura.

Neste momento pode estar a implorar ajuda.

A �nica forma de eu dizer se o jogo n�o foi contaminado,

se o casulo n�o foi danificado para sempre devido � minha neglig�ncia,

� jogando o eXistenZ...

...com uma pessoa amiga.

�s uma pessoa amiga... ou n�o �s?

Claro...

Vamos jogar.

Vamos jogar j�.

Vejamos...Para um implante ilegal e n�o oficial de uma bio-porta,

pela meia-noite,

vai-se � esta��o de servi�o local, certo?

Mais alguma coisa?

Quero que verifiques as liga��es da tua bio-porta, Gas.

O qu�? As velas de igni��o?

Tu ouviste. Aqui o meu amigo precisa duma bio-porta.

Uma bio-porta...

Isso � uma esp�cie de furo na espinha, n�o �?

H� por aqui muitos parvos, mas n�o passam disso.

N�o sei por que me fala nisso.

Claro que sabes.

Allegra Geller... Tu alteraste a minha vida.

Como era a tua vida antes?

Antes?

Antes de ser alterada pela Allegra Geller.

Dirigia uma esta��o de servi�o.

E n�o continuas a dirigi-la?

S� no mais triste n�vel da realidade.

O trabalho da Geller libertou-me.

Libertou-te?

J� jogaste o jogo dela, ArteDeus? Uma palavra, 'A' e 'D' mai�sculos?

N�o tenho uma bio-porta.

"Tu, o jogador do jogo, �s Deus."

Muito espiritual. Divertido, tamb�m.

Deus, o artista...O mec�nico. Tem piada.

C� est�.

Isso est� esterilizado, n�o est�?

N�o te preocupes. Da maneira como eles fazem as coisas,

podias ser implantado num matadouro e nunca seres infectado.

Ent�o, porqu� o fato-macaco limpo?

� uma quest�o mental. Ajuda-me a concentrar-me.

� preciso � que a localiza��o n�o falhe...

- Meu Deus! - Deus...

O mec�nico.

Entra para o meu gabinete.

V�s? N�o doeu, pois n�o?

N�o esperava que doesse.

Espero � que doa a seguir.

� isso que eu espero que doa.

Ainda n�o estropiei ningu�m.

- Quantos implantes fizeste? - Tr�s.

Bem, o teu ser� o terceiro.

Acalma-te.

Que se passa, Gas?

Raios...ele est� a agir como se eu o atacasse.

Costumam pagar-me para fazer isto.

Pois. Os outros dois!

Como v�s, decidi que n�o quero a bio-porta.

N�o tens op��o.

Isto � a jaula da tua vida,

que te mant�m eternamente encurralado no espa�o mais �nfimo.

Foge da jaula, Pikul.

Foge agora.

O incha�o dura pouco tempo. Amanh� j� n�o o notar�s.

Estou a adorar.

� bestial.

Que se passa? N�o consigo mexer as pernas!

Faz parte do processo epidural.

Como quando se tem um beb�.

Fica-se paralisado da cintura para baixo. Por isso n�o te doeu.

Passa num instante.

Vou-me lavar.

Fiquem � vontade.

N�o precisamos de esperar que o incha�o passe.

Vais fazer a liga��o comigo, estando eu ainda paralisado?

N�o querias jogar o meu jogo?

Queria. Quero, mas...

Aqui? Agora?

� um momento �nico, n�o �?

Para que � isso? Sinto...

...frio.

�s vezes, as portas novas s�o um pouco apertadas.

N�o quero magoar-te.

Como � que as bio-portas n�o se infectam?

Quero dizer...

...d�o acesso ao nosso corpo.

Pensa no que dizes, Pikul. N�o sejas rid�culo.

N�o achas que podias tratar-me por Ted?

Talvez depois.

Merda!

Pikul...N�o posso acreditar! Deste cabo do meu casulo!

Deves ter dist�rbios nervosos!

Que queres dizer?

Liguei-te ao meu casulo e entraste em p�nico. Agora est� destru�do!

Isto � uma cat�strofe!

Estava nervoso, mas n�o entrei em p�nico.

Fui obrigada a confiar em ti e entraste em p�nico, descontrolaste-te

e destru�ste o meu casulo.

Podes arranjar outro.

Pikul...

...neste casulo est� a �nica...

...avers�o original do eXistenZ.

Um sistema cujo desenvolvimento custou 38 milh�es,

excluindo os custos de marketing.

E eu estou fora do meu pr�prio jogo!

N�o consigo entrar nele ou faz�-lo sair!

Falas a s�rio? � a �nica vers�o que existe?

� a �nica e est� presa l� dentro! E a culpa � tua!

Dediquei 5 dos meus melhores anos a este estranho ser.

E nunca me arrependi, Pikul

porque sabia que era a �nica coisa que podia dar significado � minha vida.

Por que � que a culpa � minha?

J� te disse que n�o tive nenhum dist�rbio nervoso.

N�o senti a menor altera��o.

A culpa n�o � tua.

O culpado sou eu.

N�o, Gas, tu n�o...

Eu n�o tentaria voltar a usar essa bio-porta,

a n�o ser para uma torradeira ou coisa parecida.

Que se passa?

Tu vales muito dinheiro... se estiveres morta.

Que conversa � essa?

Tu sabes o que eu quero dizer. Sabe-se por toda a regi�o...

Cinco milh�es de d�lares pelo cad�ver dela.

Sem quaisquer perguntas...

Mas...ela alterou a tua vida.

Pois foi. E agora, vou eu alterar a dela.

Por que me implantaste uma porta defeituosa?

Parece que h� um excelente b�nus pela destrui��o

do �ltimo jogo de Allegra Geller,

ou l� o que ele �.

Penso que foi o que eu fiz, n�o foi?

Mas �s capaz de me matar, Gas? �s capaz de matar uma pessoa?

�s capaz disso?

Esconde o meu corpo.

Contacta esses tarados.

Est�s convencido que te pagam?

Entregas-lhes o meu cad�ver em decomposi��o,

e esperas que te d�em 5 milh�es?

Tu nunca vais ao cinema?

Gosto do teu argumento.

Quero entrar nele.

Meu Deus, acho que ele est� morto.

Ele queria matar-te.

S�o duas pessoas no mesmo dia que queriam matar-te.

Nunca fui mais popular.

Allegra, precisamos de ajuda.

Tens raz�o. Temos de consertar este casulo.

CLUBE DE ESQUI

Vamos esquiar?

Olha para esse enorme insecto.

Tem duas cabe�as.

N�o � um insecto. � um anf�bio mutante.

� um misto de sapo com salamandra e lagarto.

Um sinal dos tempos.

Que acontece quando aparece aqui algu�m que quer esquiar?

Ora! Sabes que j� s� se esquia virtualmente.

N�o utilizes isso! E traz-me os tubos esterilizados.

Minha querida!

Allegra Geller.

Estou t�o contente e surpreendido por te ver aqui.

Kiri Vinokur, o meu guarda-costas, Ted Pikul.

Esteriliza-os.

Ouvi uma hist�ria absurda de uma "fatwa" contra ti.

A empresa procura-te desesperadamente.

O caso � s�rio? Corres perigo?

J� tentaram matar-me duas vezes.

� intoler�vel. A empresa tem de p�r fim a isso.

Eles devem-te protec��o total.

N�o sei se podem fazer alguma coisa. Parece que sou um alvo a abater.

Aqui, estar�s em seguran�a, garanto-te.

Vou contactar a Antenna para que mandem buscar-te.

N�o, Kiri. Ningu�m pode saber que n�s estamos aqui.

N�o sei se a Antenna ser� a minha seguran�a.

Eu compreendo.

Podes esconder-te num dos chal�s o tempo que quiseres

e velarei para que te levem toalhas lavadas.

E vela para que eu n�o perca tudo que aqui tenho.

Fica descansada.

Tira isso.

Puxa isto para tr�s.

A que te ligaste?

� bio-porta do Pikul.

A s�rio? Foi o que causou este estrago todo?

Foi um implante defeituoso. O meu primeiro.

Queimou muito tecido nervoso car�ssimo.

- V�? - Isso parece um animal.

Parece que est� a operar um c�ozinho de estima��o.

Eu disse-te, Landry, torn�mo-nos veterin�rios famosos.

P�e uma pinguinha aqui, por favor.

O casulo Game-Pod eXistenZ � basicamente um animal, Mr. Pikul.

Prov�m de ovos de anf�bios fertilizados com ADN sint�tico.

S� a Antenna Research possui isso.

Onde entram as pilhas?

Muito espirituoso.

Ele n�o est� a brincar. � um Rela��es P�blicas pateta.

Liga-se a ti. Tu �s a fonte de energia.

O teu corpo, o teu sistema nervoso, o teu metabolismo, a tua energia.

Se ficares cansado, extenuado, n�o funcionar� capazmente.

O Landry concluir� o trabalho.

Agora vamos extrair essa sua bio-porta e implantar uma nova em condi��es.

Merda...D�i.

Acho que est� infectada.

N�o est� infectada. Est� apenas excitada.

Quer ac��o.

Mas eu n�o creio que eu queira ac��o.

Eu, o portador da bio-porta excitada...

A minha j�ia j� sofreu tr�s maus tratos, Pikul.

Um na igreja,

um na esta��o de servi�o e um na mesa de opera��es.

A �nica maneira de eu poder dizer que est� tudo operacional

� jogando o eXistenZ com uma pessoa amiga.

�s uma pessoa amiga ou n�o �s?

Est�s a dizer que isso ir� buscar energia ao meu corpo?

� assim que funciona.

V�s? J� est�s pronto a entrar em ac��o.

Ora bem...

...eXistenZ. S� da Antenna!

Comecemos.

Os trunfos s�o todos teus, n�o s�o?

Como � que eu posso competir com a programadora do sistema?

Podias ganhar ao tipo que inventou o p�quer, n�o podias?

- Quer esse? - Sim, esse.

Foi incr�vel.

Sinto-me eu pr�prio.

Esta transi��o � normal? Esta esp�cie...

...de suave entrela�amento de um s�tio com outro?

Depende do estilo de jogo. Podes ser alvo de mutila��es, de golpes brutais,

de desvanecimentos lentos... passagens difusas...

Isto � surpreendente.

N�o fazia ideia.

Olha para isto... Jogos de que nunca ouvi falar.

Espera. Diz-me uma coisa...

Qual � a finalidade do jogo que estamos a jogar agora?

Tens de jogar o jogo para saberes porque o jogas.

� o futuro, Pikul.

Ver�s como a sensa��o � natural.

Olha isto.

Isto tamb�m pode ser o futuro? J� tinhas visto isto?

Isto � fr�gil. Tem de se ter cuidado.

Sim, imagino.

Cortical Systematics � o que h� de mais actual.

N�o � s� um novo jogo, � um novo sistema.

Funcionar� com uma bio-porta padr�o?

Sou D'Arcy Nader.

Bem-vindos ao Emp�rio de Jogos de D'Arcy Nader.

Posso ajud�-los nalguma coisa?

Estamos s� a ver.

Eu tenho o que procuram.

Quem vos mandou?

N�o � da tua conta.

Estamos c�, � s� o que interessa.

C�us...Que aconteceu?

Eu n�o queria dizer aquilo!

Foi a tua personagem que falou. � uma sensa��o esquizofr�nica, n�o �?

Vais acostumar-te.

H� coisas que t�m de ser ditas para definir a intriga e as personagens,

e s�o ditas, quer queiras, quer n�o.

N�o lutes. Deixa-te levar.

Mas tu dirias aquilo diante dele?

Olha para ele.

- Que est� ele a fazer? - Est� bloqueado.

N�o desbloqueia sem lhe dares a deixa correcta do di�logo do jogo.

� complicado.

Come�a por repetir a tua �ltima frase.

Inclui o nome dele para ele saber que falas com ele.

Estamos c�, D'Arcy Nader, � s� o que interessa.

Sim, tens raz�o. � s� o que interessa.

Disseste que tens o que queremos. Estamos � espera.

V�o precisar destes micro-casulos para transferir as vossas novas identidades.

Presumo que ambos t�m instaladas

as bio-portas padr�o que mencionaram.

Claro que ambos temos bio-portas.

Temos, n�o temos?

Eu presumi que t�nhamos.

No jogo, claro, podemos n�o ter.

� melhor verificarmos.

Est� posta. Parece um pouco diferente, mas est� aqui.

Sim, entendo o que queres dizer.

Sim, ambos temos bio-portas.

�ptimo.

Liguem-se e isto dir-vos-� tudo que precisam saber.

Para j�...

...vou deix�-los enquanto concluem a opera��o...

...porque n�o seria ben�fico verem-nos juntos.

Presumo que Nader � a nossa porta de entrada para o jogo.

- Pois. E � decepcionante. - O Nader?

Sim, n�o � uma personagem l� muito bem delineada.

O di�logo dele � banal... o sotaque...

Os casulos s�o t�o pequenos,

que entram directamente na bio-porta.

- Meu Deus! - Que aconteceu?

O casulo desapareceu inteirinho nas tuas costas.

Desapareceu nas minhas costas?!

Est� na minha espinha? Vai a trepar pela espinal medula?!

N�o entres em p�nico, � s� um jogo.

Ainda n�o sentes nada?

N�o, n�o sinto.

Nada. N�o sinto nada.

- Queres que eu ligue o teu? - Quero.

O que foi isso?!

N�o fui eu. Foi a minha personagem do jogo.

Eu n�o teria feito isso. Pelo menos aqui.

� �bvio que as nossas personagens devem ter um caso.

Provavelmente � uma pat�tica tentativa mec�nica

para aumentar a tens�o emocional da sequ�ncia seguinte do jogo.

� in�til lutar contra ela.

E as nossas novas identidades?

- J� sentes a tua? - Elas cuidar�o de si pr�prias.

Estou muito preocupado com o meu corpo.

Onde est�o os nossos corpos verdadeiros?

Est�o bem?

E se est�o com fome? Se h� algum perigo?

Eles est�o onde os deix�mos.

Est�o calmamente sentados, de olhos fechados.

� como se estivessem a meditar.

Sinto-me muito vulner�vel.

Desincorporado.

N�o te preocupes.

Os teus sentidos continuam a funcionar.

Se houver algum problema, abandonas logo o jogo.

Tentando lembrares-te de quem �s?

Resulta! Eu devo ser Yevgeny Nourish!

E tu, tu �s novo no Viveiro de Trutas.

Sim, sou nov�ssimo.

Disseste Viveiro de Trutas?

Sim, Viveiro de Trutas.

Para criar trutas beb� e lan��-las nos rios.

Dantes, aqui criavam-se mesmo trutas.

De fora nunca se diria que agora � uma f�brica de casulos do Game-Pod.

Parece que quase tudo j� foi outra coisa, n�o �?

Podes ser novo, mas parece que sabes o que fazes.

Surpreende-me mais a mim do que a ti.

Podes ser novo, mas parece que sabes o que fazes.

Fui treinado pelos melhores.

Tamb�m eu, meu amigo. Tamb�m eu.

Onde tencionas almo�ar?

Sou novo c�...

N�o fiz planos para o almo�o.

Posso sugerir-te o restaurante chin�s na floresta?

Toda a gente sabe onde �. Basta perguntares.

N�o vais l� tamb�m?

Infelizmente tenho outros planos para o almo�o,

mas sugiro que pe�as a especialidade da casa.

E n�o aceites uma recusa.

Est� bem. Assim farei.

Larry?

Sim?

Precisam disto nas traseiras. Perguntaram por ti.

Vi-te a conversar, Ashen. Que te disse o tipo na linha de montagem?

A vers�o do teu jogo do casulo � incr�vel! Horr�vel!

E t�o irreal!

Usar �rg�os e sistemas nervosos de mutantes como partes do casulo

� certamente exequ�vel, mas...

...tudo aqui � t�o sujo,

absurdo e...grotesco.

Vi-te a conversar, Larry Ashen.

Que te disse o tipo na linha de montagem?

Disse-me onde ir almo�ar.

Hoje temos excelentes percas. Trago percas para todos?

N�s queremos a especialidade da casa.

Ouviu, chin�s? N�s queremos "a especialidade" da casa.

A especialidade � s� para ocasi�es especiais. N�o posso servir-lha.

Mas esta � uma ocasi�o especial.

� o anivers�rio dela.

Um anivers�rio � uma ocasi�o especial.

Nesse caso, trago a especialidade da casa para todos.

Parece que a especialidade n�o � muito popular.

Parece que n�o.

Quero interromper o jogo.

O jogo pode ser interrompido, n�o pode?

Todos os jogos podem ser interrompidos, n�o?

Sim, claro. Mas porqu�? Que se passa?

N�o est�s desejoso de ver o que a "especialidade" tem de especial?

Sinto-me um pouco desligado da minha vida real.

Sinto-me a perder o contacto com a estrutura dela, entendes?

Penso que h� um elemento de psicose em tudo isto.

Boa! Isso � um excelente sinal.

Significa que o teu sistema nervoso est� a entrosar-se com a estrutura do jogo.

O eXistenZ est� interrompido!

Eu fiz isto?

Acho que sim.

Ent�o, qual � a sensa��o?

De qu�?

Da tua vida real.

Aquela por que voltaste.

� completamente irreal.

Agora est�s preso, n�o est�s?

Queres voltar para o restaurante chin�s porque aqui n�o acontece nada.

Estamos seguros. � enfadonho.

� pior do que isso.

N�o tenho a certeza...

N�o tenho a certeza que esta dimens�o onde estamos...

...seja real.

Isto parece-me um jogo.

E tu...

...come�as a parecer uma personagem dum jogo.

N�o sou com certeza.

Voltemos para l�.

A especialidade da casa para a aniversariante.

Espero que gostem muito.

Olha, � o nosso amigo bic�falo.

N�o parece muito saud�vel.

Acho que perdi o apetite.

Que pena.

R�pteis e anf�bios mutantes

proporcionam sabores novos e sensa��es inimagin�veis.

Levo tudo?

N�o.

Estamos...satisfeitos.

Muito bem.

Bom proveito.

Pikul...

...que est�s a fazer? - N�o sei.

Acho isto repugnante, mas n�o consigo resistir.

�ptimo.

�ptimo? Achas isto �ptimo?

Acho. � uma �nsia de jogar genu�na.

� algo que a tua personagem do jogo nasceu para fazer.

N�o resistas.

Estou a resistir,

mas n�o est� a servir-me de nada.

Oh, meu Deus!

Isto parece-me terrivelmente familiar.

Tens a certeza que � assim?

Sim...deve estar bem.

Tu tens uma ponte assim?

Claro que n�o. Os meus dentes s�o perfeitos.

Morte � Diaba Allegra Geller.

N�o tem gra�a nenhuma!

Desculpa.

Mas, sabes...

...sinto uma vontade enorme de matar algu�m aqui.

Quem?

Preciso de matar o nosso criado.

Isso faz sentido...

Se faz favor!

Quando ele chegar, mata-o. N�o hesites.

Tudo no jogo � t�o real que eu...

Acho que n�o sou capaz.

N�o conseguir�s evit�-lo. Talvez at� gostes.

� �bvio que o livre-arb�trio n�o � um factor importante

neste nosso mundinho.

� como a vida real. Basta pouco para a tornar interessante.

Ele � demasiado simp�tico.

N�o o farei.

Que posso fazer para tornar o vosso almo�o mais agrad�vel?

Encontrei isto na sopa e estou muito aborrecido.

N�o foi nada.

S� um pequeno mal-entendido

por causa da conta.

N�o liguem e continuem a almo�ar.

Sinto uma grande vontade de sair daqui!

Pela cozinha! Por ali!

Gostaste do prato que te preparei?

Sim...foi muito...

...revelador.

Sim, para mim, foi com certeza. Passaram o teste com distin��o.

Por que � que o criado chin�s teve de morrer?

Um criado ouve muitas coisas quando se est� a comer descontraidamente.

Um criado tem muitas oportunidades para trair.

Ele traiu-te?

Ele traiu-nos a n�s. A n�s!

Venham...Por aqui.

Venham.

Estes s�o os tanques de cria��o.

Foi aqui que pescaste a "especialidade da casa"?

Originariamente cri�vamos os mutantes

para termos sistemas nervosos para os casulos do Game-Pod.

Depois ach�mos que podiam ser bastante saborosos,

abrimos o restaurante e agora � a nossa fachada.

Mas, claro, tamb�m os criamos como componentes

para armas indetect�veis e hipoalerg�nicas.

Mesmo nas barbas dos nossos inimigos.

E a prop�sito de inimigos,

� importante que voltem a trabalhar na Cortical Systematics.

Precisamos de manter l� o m�ximo de agentes poss�vel.

O Viveiro de Trutas � propriedade da Cortical Systematics?

�. O lema da empresa ser� "Inimigos da Realidade".

Brevemente destruiremos o Viveiro e todos os Game-Pods que cont�m.

Gostamos muito de voc�s,

agora que provaram ser Realistas sinceros e dignos de confian�a.

Estaremos em contacto.

Procuro D'Arcy Nader. Ele est�?

Hugo Carlaw, o D'Arcy Nader est�?

Est� nas traseiras.

Queres v�-lo...a� o tens.

N�o devias ter morto o criado chin�s.

Porque n�o?

Ele era o teu contacto no Viveiro de Trutas.

Um excelente homem.

O c�o dele trouxe-me isto.

O Yevgeny Nourish � que nos contactou. Ele parecia saber quem �ramos.

O Nader informou-o da vossa ida; era espi�o da Cortical Systematics.

�s do movimento secreto Realista.

Sou. Fui colocado aqui para vigiar o Nader.

Se o Nourish n�o � o nosso contacto, quem � ele?

Nourish � um agente duplo da Cortical Systematics.

Trabalhava com o Nader para subverter a causa Realista

e saiu-se bem. Levou-te a assassinar o teu contacto.

Mas agora voc�s v�o acabar com ele.

Eu n�o quero estar aqui.

Anima-te. Apenas tiveste um caso de ansiedade da "primeira vez".

N�o gosto disto.

N�o sei o que se passa.

Estamos aos trope��es neste mundo informe,

cujas regras e objectivos s�o completamente desconhecidos,

aparentemente indecifr�veis ou possivelmente inexistentes,

sempre � beira de sermos mortos por for�as que n�o compreendemos.

Isso parece o meu jogo.

Parece um jogo que n�o vai ser f�cil de vender.

Mas � um jogo que j� toda a gente est� a jogar!

O empregado disse que seria um s�tio familiar.

Isso existe aqui?

A minha sec��o de montagem.

� aquilo ali?

Credo! At� para um casulo do Game-Pod � feio.

Sinto uma necessidade imensa de me ligar a ele.

E tu?

Claro...Estou ansioso por isso.

Vamos a isso. D�s-me uma ajuda?

N�o est�s a falar a s�rio!

� um casulo infectado! Se te ligares a ele...

Exactamente.

Ajuda-me.

Quanto tempo leva a infec��o a actuar?

� instant�neo.

E depois ligas-te a todos os outros casulos

e propagas a infec��o.

Que se passa?

H� qualquer anomalia!

Vou desligar-te.

N�o, n�o fa�as isso!

- D�i muito... - Vou cortar a liga��o.

N�o, tenho medo!

C�us!... Estou a esvair-me em sangue.

Sinto muito!

N�o sei que mais hei-de fazer!

Eu sei o que fazer.

Eu sei...exactamente o que fazer.

Morte ao Realismo!

Arde!

Arde, casulo infectado!

N�o!...Esporos! Esporos mortais.

Morte � Diaba...

Acho que perdemos o jogo.

Ou talvez n�o.

Allegra...estamos em casa! Volt�mos para casa!

Que se passa?

Est� aqui.

Aconteceu... Voltou connosco.

Troux�mo-la do eXistenZ.

Trouxemos o qu�? N�o entendo o que est�s a dizer.

Trouxemos a doen�a connosco. O meu casulo est� doente.

Meu Deus! Vou perd�-lo.

Vou perder o meu jogo!

Desliga-me! V�, desliga-me!

Eu vou j�. Vou j�.

Imposs�vel. Como pode um evento dum jogo passar para a vida real?

H� aqui um estranho efeito virtualidade-realidade.

N�o sei se o compreendo.

O que est� na seringa?

� um "esporicida". Os casulos podem ser infectados por esporos.

Pode resultar se for aplicado a tempo. Vamos. Vamos.

Mostra-me a tua bio-porta.

Mostra-ma!

Eu sei o que aconteceu. Foi o Kiri Vinokur, esse pulha!

- O Vinokur? - Ele n�o te deu outra bio-porta?

Meu Deus!

Deu-te uma bio-porta infectada para matar o meu casulo e o meu jogo.

Eu estou infectado? Espera a�.

O infeliz tentava dizer-nos que estava doente

introduzindo o tema da doen�a no jogo.

"O tema da doen�a"? Eu estou mesmo infectado!

Isto vai subir pela minha espinha e dar-me cabo do c�rebro?

Acalma-te. Eu tenho uma coisa que te ajudar�.

Volta-te.

Vou selar a tua bio-porta com este ressonador anti-esporos.

Utiliza a pot�ncia do Umby.

Em poucas horas vai limpar-te todos os canais de infec��o.

Ap�s a aplica��o sentir�s um ligeiro zumbido.

Claro que s� depois � que podemos jogar.

Bestial. Agora, escuta...

Ouve. Isto pode ser grave.

Disseste mesmo que o Vinokur

� um agente do... - Meu Deus!

Pikul...

...o meu casulo est� a morrer.

N�o posso ajud�-lo! N�o posso fazer nada por ele!

A insurrei��o come�ou! O mundo est� em chamas! Vamos!

T�m de sair daqui. Eles v�o procurar-vos.

O empregado? Uma personagem do jogo! Como pode estar aqui?!

Deixa esse peda�o de carne aqui. J� cumpriu a sua miss�o.

Eu tenho l� o meu jogo. N�o posso deixar morrer o meu jogo! Espera!

Allegra...ouve-me. Ouve-me!

Eu acho que continuamos no jogo.

Acho que o teu casulo est� algures, em seguran�a.

Acho que n�o faz mal deixarmos este. N�o � o verdadeiro.

Saiam todos! J�!

Por aqui. Venham! Sigam-me!

Por aqui. Vamos!

Aqui em cima!

Podem ver tudo daqui.

O que � o que vemos?

A vit�ria do Realismo.

E voc�s participaram nela.

A morte do eXistenZ... E n�s particip�mos nela.

S� h� mais uma coisa.

N�s estamos do vosso lado!

Como podem estar?

Como � que Allegra Geller, a maior programadora de jogos do mundo,

pode estar do nosso lado?

Sim, n�s sabemos quem tu �s.

N�o podes esconder-te num jogo eternamente.

H� aqui qualquer coisa errada, Allegra.

Est�s a entender-me? V�s o problema?

Tentei encontrar-te. Gra�as a Deus cheguei a tempo.

O meu c�o trouxe-me isto.

N�o chegaste a tempo.

O meu jogo est� morto.

Tu mataste o meu jogo.

N�o! Eu matei o teu casulo.

O teu jogo est� saud�vel e feliz.

Eu copiei todo o sistema nervoso do teu casulo

durante a opera��ozinha cir�rgica no chal�. Todo!

Copiaste o eXistenZ?

Allegra, vem para a Cortical Systematics.

Sim, a Cortical Systematics.

Eu abandono a Antenna, e todos os quadros importantes tamb�m.

�s um espi�o da Cortical Systematics?

Se queres voltar a ver o teu jogo, juntas-te a n�s.

V� se a convences. Seria melhor para todos.

Tu tamb�m podes vir connosco.

Que raio est�s a fazer?

Mataste-o.

Vais matar-me a seguir?!

Pikul, ele era s� uma personagem do jogo.

N�o gostava da maneira como ele me baralhava.

N�o gostavas disso e, ent�o, mataste-o?

Ele era s� uma personagem do jogo.

Allegra...e se n�s j� n�o estamos no jogo?

E depois?

Se n�o estivermos...

...mataste uma pessoa.

N�o foi por acaso que acab�mos fugindo juntos.

N�o foi por acaso?

Por isso nunca tiveste uma bio-porta. Eras um deles.

Continuo a ser um deles.

Mas agora tens uma bio-porta.

Fiz esse sacrif�cio para estar perto de ti.

Por que farias uma coisa dessas?

Para compreender o que tenho de matar.

Ent�o compreende isto.

Compreende que eu soube que eras o meu verdadeiro assassino

quando me apontaste a pistola no restaurante chin�s.

E compreende que...

...est�s liquidado.

Morte ao Dem�nio, Ted Pikul!

Ganhei?

Ganhei o jogo?

Ganhei?

Voltaram todos?

Volt�mos. Volt�mos, Merle. Mas...

...sinto que alguma da nossa gente ainda n�o se apercebeu disso.

Algu�m quer uma malga de sopa quentinha? Eu ofere�o!

Eu quero,

se garantires que tem sistema nervoso de mutantes anf�bios com o arroz.

O meu sotaque era t�o carregado que mal me percebia.

- Quanto tempo estivemos ausentes? - Cerca de 20 minutos.

Pareceu dias. � fant�stico.

Pensem bem...

...se ficassem toda a vida no mundo do jogo, podiam viver...

...sei l�, 500 anos...

As reviravoltas no final puseram-me a cabe�a � roda.

Talvez fossem demasiadas e muito r�pidas.

Eu fui p�ssimo, mas voc�s foram formid�veis.

Pessoalmente, acho que voc�s mereciam ganhar.

Ao princ�pio fiquei chateado. Fui corrido do jogo t�o depressa...

Eras fantasticamente bera. Foste assustador e alucinante.

Eu tive muito que fazer na cena da igreja,

mas achei a personagem ma�adora.

Por mais ma�adores que fossem, todos recebem um diploma.

Um diploma por nos terem ajudado e... Estou a dizer bem, Merle?

Est�s. E ter�o o direito de reservar um dos primeiros exemplares

do transCendenZ da PilgrImage auferindo de um �ptimo desconto.

V�o ador�-lo.

Lembrem-se, escreve-se assim...

...'C' mai�sculo, 'Z' mai�sculo: transCendenZ.

� novo e � da PilgrImage. 'P' e 'l' mai�sculos e sai brevemente.

Eu s� quero agradecer ao Sr. Nourish

por me dar a oportunidade de representar o papel principal.

Acho que o jogo me deu a ambi��o de ser como o senhor.

Allegra, representaste t�o bem o teu papel

que suspeito que a PilgrImage n�o tardar� a propor-te um contrato.

E talvez devas levar o teu amigo Ted, o Sr. Pikul.

Ele � excelente numa crise. E, quando se inventam jogos, crises n�o faltam.

Devem ter percebido que eu e Pikul j� t�nhamos uma rela��o.

Gostamos muito de jogar juntos.

Mas quero garantir-lhes

que a Allegra n�o iria para a cama com um seguran�a...

...se n�o fosse eu.

Que temos a dizer ao nosso brilhante criador de jogos, Yevgeny Nourish?

Tem outro vencedor nas m�os ou n�o?

Merle, eu fiquei muito perturbado com o jogo que n�s jog�mos.

Que queres dizer?

Tinha um tema anti-jogo muito forte, muito real.

Come�ou com a tentativa de assass�nio de uma programadora de jogos.

Sim? Isso � muito criativo.

Pensando bem, vejo o que queres dizer e isso deixa-me nervosa.

Pensas que essa ideia teria sido de um dos nossos jogadores?

Bem, minha � que n�o foi.

Vamos observar melhor o grupo de estudo.

Obrigado por tomar conta do meu c�o.

S� quer�amos fazer umas perguntas ao Sr. Nourish longe dos outros.

Claro. Fala.

Desde que n�o me pe�as para preencher os teus question�rios...

Jog�mos o seu jogo para, finalmente, concordarmos com os outros

que � o maior autor de jogos do mundo. Antes n�o t�nhamos a certeza.

- Muito obrigado. - Yevgeny...

N�o acha que ter� de sofrer

por todo o mal que tem feito e tenciona fazer � ra�a humana?

O qu�?

Sim. N�o acha que o maior autor de jogos do mundo deve ser castigado

pela mais impressionante deforma��o da realidade?

N�o me parece que isto...

Podem chegar aqui, por favor?!

Morte ao Dem�nio Yvegeny Nourish!

Morte � PilgrImage! Morte ao transCendenZ!

N�o, n�o! N�o precisam de me matar!

Digam-me a verdade...

...ainda estamos no jogo?

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