All language subtitles for Lynley 2025 S01E01 A Place of Hiding 720p WEB-DL HEVC x265 BONE

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Original subtitles

LYNLEY 1� Temporada - Epis�dio 1

"UM LUGAR COMO ESCONDERIJO" 04.Set.25 - Quinta-feira

Andrebavila EX�RCITO DE UM LEGENDER S�

REDES SOCIAIS linktr.ee/Andrebavila

Delegacia de Horsford

O que voc� realmente disse para ele?

Eu disse que ele n�o era bom no trabalho dele.

N�o, Barbara. Voc� disse a ele

que ele era incompetente e amador.

Seu inspetor detetive.

- Seu chefe. - Ele arruinou a pris�o!

Ent�o, pensou em humilh�-lo publicamente?

Quantos inimigos planeja fazer neste departamento?

Olha s�, eu entendo, mas...

eu quero sair da equipe dele.

N�o h� muitos lugares onde eu possa te colocar.

H� um novo inspetor detetive.

Est� come�ando.

Posso coloc�-la em dupla com ele, mas esta � sua �ltima chance.

E a�? O que aconteceu?

O que acha?

Levei uma dura e ganhei um novo inspetor.

S�rio?

- Quem? - N�o sei. Um cara novo.

Provavelmente, inexperiente.

Fui alertada a me comportar e n�o falar mais do que deveria.

Na verdade, n�o existe muita chance disso, n�o �?

Obrigada, cara.

Sabe de uma coisa?

Vou acabar como bab� de um garoto da cidade com cara de beb�

que n�o sabe somar dois mais dois.

Cuidado por onde anda.

Posso ajudar?

Inspetor detetive Lynley.

Sabe onde posso encontrar meu escrit�rio?

Voc� � o novo...

Garoto da cidade com cara de beb� que n�o sabe somar dois mais dois.

� por ali.

Sou a sargento detetive Havers. Barbara.

Obrigado.

Ali�s, eu n�o vou precisar de uma bab�.

E agora?

Disseram-me que esta � minha mesa.

Barbara, ningu�m mencionou escrit�rio compartilhado, mas...

Estou vendo que voc�s dois j� se conheceram.

Que bom.

Barbara Havers ser� sua sargento detetive.

�timo.

Uma liga��o acabou de chegar na delegacia: morte suspeita.

Ilha Salcott.

Preciso que voc�s dois v�o at� l�.

Aja numa boa, certo?

Tudo bem.

Vamos?

Eu posso dirigir. Conhe�o a regi�o.

Vamos com meu carro.

Tudo bem.

Est� brincando comigo.

Devagar, cara!

90 km/h

E ent�o? Onde trabalhava antes?

- Na MET. - Treinamento no Hendon?

- Sim. - E antes disso?

- Universidade. - Certo. Onde?

Oxford. Balliol College. E voc�?

Swaffham High. Depois, Swaffham Tech. Pois �.

Norfolk. Nascida e criada.

Algu�m mais da sua fam�lia na pol�cia?

Na verdade, somos importantes no ferro e a�o.

- S�rio? - Sim.

Minha m�e passa ferro em roupa e meu pai � palha�o.

Essa foi boa.

Belas galochas. Deixei as minhas no meu carro.

N�o tenho reservas, infelizmente.

Perd�o por isso.

- Bom dia. - Bom dia.

- Ilha Salcott. - Sim.

- Bom dia, Dev! - Tudo bem?

Sim. Temos identifica��o dele?

Homem branco chamado Brouard.

Guy Brouard. B-R-O-U-A-R-D.

- 59 anos. - Quem o encontrou?

Um observador de p�ssaro do continente.

Este � o inspetor detetive Lynley, a prop�sito.

Este � o sargento Ellis.

Sabe-se alguma coisa sobre ele?

Dono da grande propriedade na ilha.

Aposentou-se aqui h� alguns anos. O zelador veio identific�-lo.

- Quer me esperar aqui? - N�o!

- Tem certeza? - Sim. Ficarei bem. Obrigada, Dev!

Inspetor Lynley. Pode deixar que eu assumo.

Sem problema, senhor.

Golpe no cr�nio.

Muito profundo.

Talvez ele escorregou e caiu da parede do mar.

N�o. Isso pode ser feridas de defensa.

Ele est� �mido, mas n�o encharcado,

Veio parar aqui quando n�o havia mar�.

Sargento Ellis.

Preciso que ligue para o escrit�rio do legista.

Precisamos providenciar uma aut�psia.

Agrade�o gentilmente.

Onde voc� achou o "Beau Brummell"?

- Ele n�o � diferente? - Havers?

Trilha de sangue.

Precisamos dos forenses para analisarem essa �rea toda.

Talvez algu�m o atacou aqui,

e o arremessou da parede.

- � preciso isolar este lugar todo. - Pode deixar.

H� quanto tempo voc� trabalha para o Sr. Brouard?

Desde que ele veio para c�:

Onze anos. Quase doze.

E voc� � a governanta, Valerie?

Layton.

E Paul � nosso zelador.

Foi voc� quem o identificou?

Por que n�o leva isto para ela?

Ele n�o gosta muito de falar.

Existe algum nome bonito para isso.

Voc�s dois moram aqui?

Quando viu o Sr. Brouard pela �ltima vez?

Noite passada, quando estava lavando o jantar.

Cerca de 22h.

Ele n�o quis muita coisa: Lata de sopa, frutas frescas.

Eu lavei tudo r�pido e subi.

- Algu�m mais na casa? - Minha sobrinha, Cynthia.

Ela vem passar as f�rias.

Ela e eu assistimos a um filme.

Ficamos juntas o resto da noite. Paul ficou conosco.

Para quem era a bandeja, Valerie?

Por favor, sigam-me.

Sra. Brouard, voc� tem visitas.

Obrigado.

Osteossarcoma.

Talvez s� tenha uma ou duas semanas de vida.

A enfermeira vem tr�s vezes por semana.

Ela estava aqui ontem?

N�o. Paul e eu cuidamos dela nos outros dias.

Ela sabe o que aconteceu? Algu�m contou?

Eu tentei, mas...

ela n�o registrou.

Mas o filho dela sabe.

Est� vindo dirigindo da costa sul.

Ferida feia. N�o uma faca. Um objeto contundente.

Nota-se isso pela escoria��o ao redor.

Veja.

� a causa da morte?

Dif�cil dizer neste momento, mas a perda de sangue pode ser grande.

Precisarei fazer um exame interno.

Tem mais alguma coisa para n�s?

Tem isso.

Intrigante.

Estava no bolso. N�o sei o que s�o.

�cones de fam�lia. Romanos costumavam carreg�-los.

Para dar sorte.

Nenhum sinal de arma?

N�o. Nada ainda.

Provavelmente, no fundo do estu�rio.

- E quanto a suspeitos? - � uma ilha particular.

Todos chegam l� por barco. N�o h� fluxo casual de pessoas.

Mais alguma coisa, senhor?

� que estou esperando a equipe forense me informar.

Havers...

poderia esperar l� fora?

Presumivelmente, quando voc� aceitou este emprego,

voc� n�o sabia que eu havia sido transferido para c�.

Uma surpresa agrad�vel para todos n�s.

Ent�o...

vamos tentar...

reiniciar nossa rela��o?

Esquecer tudo que aconteceu entre n�s em Londres.

Porque eu poderia deixar as coisas bem desconfort�veis para voc�.

Espero que voc� d� valor a isso.

Pax vobiscum.

Estou concordando com uma tr�gua.

Lynley...

- mantenha-me informado. - Sim, senhor.

E a�? Sobre o que foi?

Nada.

Eu n�o me preocuparia com isso.

Voc� � a �nica outra pessoa que mora na ilha?

Sou dono desta fileira de chal�s. Est�o todos vazios agora.

Deve ter conhecido o Sr. Brouard muito bem.

- Ele era um bom vizinho? - Ele me parecia normal.

Dizem que fez dinheiro na cidade.

Aposentou-se aqui, na casa dos 50 anos, sortudo de uma figa.

Perd�o.

N�o deveria falar mal dos mortos.

Voc� est� com um servi�o bem trabalhoso, Paul.

H� quanto tempo trabalha aqui, Paul?

Desde que sa� da escola.

E os seus pais?

Minha m�e est� morta.

E seu pai?

Ele ficou feliz em me ver sumir.

Os Brouards s�o mais ou menos...

- Voc� sabe. - Fam�lia.

Sim.

Conhece alguma coisa de hist�ria romana?

Vamos supor que n�o.

Na �poca de Adriano, havia um vilarejo aqui.

- Certo. - Estudantes t�m trabalhado nela

fazendo escava��o.

Talvez os imperadores romanos que o inspiraram.

Inspiraram a fazer o qu�?

O imperador Tib�rio tinha um pal�cio em Capri,

Uma ilha para�so: garotas nuas correndo como ninfas.

N�o estou te entendendo bem.

Esposa morrendo de c�ncer? Ent�o, ele gostava de...

trazer pessoas para c� para entret�-lo.

Mais alguma coisa que acha que precisamos saber, Paul?

O que �?

- Eu os vi juntos. - Voc� os viu?

Sr. Brouard e uma jovem.

Estavam de m�scaras e bem vestidos.

Pode me dar uma descri��o dela? Cor do cabelo, altura.

Ela estava de m�scara, como eu disse.

E estava escuro.

E onde voc� estava?

Estava perto do port�o. S� fiquei l� por um instante.

Ele estava tocando-a e beijando-a.

Depois, entrei na casa e assisti tev� com Cynthia e Val.

- Algu�m mais que tenha visto? - N�o. Mas...

Quem era ela, Paul? Quem era a mulher de m�scara?

Ningu�m entra ou sai da ilha

sem o conhecimento do piloto do cais.

Nenhuma sa�da est� registrada aqui.

E eu sempre mantenho �timos registros.

Ent�o, ningu�m navegou para a ilha ontem?

Apenas algumas pessoas retornando.

E sa�da privadas?

Esta � a �nica rota.

E eles sempre mant�m a rampa acorrentada.

Importa-se de me emprestar esses registros?

- Leitura na hora de dormir. - N�o me importo.

Fa�a-me um favor:

traga-os de volta, tudo bem?

Eu gosto de manter tudo organizado.

Obrigado.

Voc�s acham que foi uma jovem?

Acho que est�o falando de algu�m que j� estava l�.

- Obrigado. - O vizinho mencionou algo

sobre alguns estudantes.

Temos que continuar de onde paramos, certo?

Eu vou continuar.

- Quem s�o essas pessoas? - N�o fa�o ideia.

Vou falar com eles.

Ol�. Posso ajudar?

Inspetor Lynley. Three Counties. Divis�o de Crimes Graves.

Sabe que houve uma morte na ilha?

Sim. Acabamos de saber.

Voc� est� no comando aqui?

Sim. Na verdade, � apenas escava��o de estudantes.

Mas na propriedade do Sr. Brouard.

� sobre isso que convers�vamos.

Ele � nosso benfeitor. Financiou o trabalho que fazemos,

deu alimenta��o, forneceu hospedagem.

Todos voc�s estavam aqui na noite passada?

N�o. Nem todos passaram a noite. S� eu e Sofia.

O quanto conheciam o Sr. Brouard? Socializavam com ele?

Sim. �s vezes. �amos jantar na casa.

Ele era gentil. Muito generoso.

De onde voc�s s�o, Sofia?

Somos de Cambridge. Entrando no terceiro ano.

Arqueologia? Fascinante.

Assisti a alguns document�rios na televis�o.

J� fez aquelas... Como chamam? Encena��es.

- Perd�o. O que quer dizer? - Arrumar-se, p�r m�scaras e tal.

N�o. Essa n�o � nossa �rea.

Por que perguntou aquilo?

Como assim? A testemunha o viu com uma garota.

Ent�o, pensou em contar o depoimento dele?

Viu os olhos dela? N�o olhava para n�s.

- Ela est� escondendo algo... - Nem � suspeita ainda

e nem � investigada.

Um passo de cada vez, certo? Vamos n�o nos precipitar.

Eu terminei o plantio.

Vai ficar muito lindo. Acho que voc� vai amar.

- Aqui est�, senhor. - Obrigado.

Adrian.

Sinto muito.

Carmel, bem-vinda de volta.

Ol�, Valerie.

Arrumei o quarto de voc�s. Por quanto tempo ficar�o?

S�o bem-vindos, � claro.

Precisamos conversar com os advogados primeiro, e depois

organizar um funeral.

Como est� minha m�e? Podemos ficar com ela?

Sim.

Perd�o.

- O que foi? - N�o sou burra, sabia?

- O que quer dizer? - Eu vejo as coisas.

Voc� � come-quieto, n�o �?

Prometa-me que n�o dir� nada.

Eu j� percebi o que voc� anda fazendo.

Conhece meu pre�o, n�o �?

Ol�.

Esse pacote de farinha de grama expirou h� mais de um ano.

Voc� est� dando uma limpa?

Como foi seu dia?

Nem queira saber.

"Por favor, venha s�bado. Ele realmente te quer l�.

Eu te amo. Mam�e. Beijos."

Chequei o registro da balsa. N�o havia mar�.

Nenhuma embarca��o atravessou aquela noite.

Seja quem for a mulher, ela j� estava naquela ilha.

Certo. Eu vou com voc�?

Sim. Depressa.

N�o no carro!

Esses estudantes s�o as �nicas outras pessoas na ilha.

Podem querer prender a respira��o.

Eles s�o um pouco bagunceiros.

Eles est�o usando apenas de forma tempor�ria.

Este lugar est� aqui desde a guerra.

- Como eles contataram voc�s? - Escreveram para o Sr. Brouard.

J� tivemos grupos trabalhando aqui antes.

� uma ilha min�scula.

Certamente parece ter sua parte de hist�ria.

Foi uma vila romana

e tamb�m uma instala��o militar da Segunda Guerra Mundial.

- Arriscando sua vida a�, cara. - Sim.

O que achou?

- O que est� demorando tanto? - � rid�culo.

- Quanto... - Oi, Sofia.

Obrigada por vir.

Ela est� presa?

N�o. Voc� pode sair quando quiser.

� apenas um depoimento volunt�rio.

Mas tem direito a aconselhamento jur�dico.

Meu pai � advogado, ent�o, talvez eu deva ligar para ele.

N�o. Est� tudo bem, Sam. N�o se preocupe.

- Certo, Sofia. Queira nos seguir. - Claro.

- Isso vai levar... - Sam, voc� pode esperar aqui.

Seu nome � Sofia Cullen, correto?

- Estudante de Cambridge. - Segundo ano.

Eu e Sam dividimos uma casa.

- O quanto conhecia Guy Brouard? - N�o t�o bem.

Ele nos hospedava e financiava nossa escava��o.

E qual era a natureza da rela��o de voc�s?

Amigos, eu acho.

Ele me deu um apelido: China.

� minha especialidade: cer�mica.

Eu fa�o reprodu��es de barro

e ele me deixou ver o cat�logo dele.

Pois bem.

Voc�s reconhece estes, ent�o?

Sim.

Fui eu que os fez para o Sr. Brouard.

- Voc� os fez? - Como agradecimento.

� para serem guardi�es da casa. Para afastarem o mal.

Temos uma testemunha que diz que Guy Brouard

estava �ntimo de algu�m nas horas antes de morrer.

Mas o que isso tem a ver comigo?

Vou perguntar novamente:

Qual era a natureza da rela��o de voc�s?

Isto � seu?

Uma roupa um pouco incomum.

Al�m disso, encontramos sangue nele.

Eu me cortei.

Est�o vendo? Aqui. Alguns dias atr�s.

Eu estava usando uma esp�tula velha.

Com licen�a. Tudo isso � por causa disso?

Apenas alguns pontos de sangue.

Algu�m viu isso acontecer?

N�o.

Gostar�amos que concordasse em nos fornecer uma amostra de DNA.

Se o sangue corresponder,

n�o tem nada com que se preocupar.

Claro.

- Tudo bem? - Sim.

Soube o que houve com Sr. Brouard?

Todo mundo est� fofocando.

Coroa descarado.

Isso aconteceria em algum momento.

Ele era gentil comigo.

Voc� n�o fazia o tipo dele.

- E tem outra coisa. - O qu�?

Uma coisa que prendeu nas redes.

Ele estava usando isto na noite em que morreu.

Parece que ele estava fazendo v�deos.

Acha que devemos dar aos policiais?

N�o.

E por que n�o?

O que aconteceu?

Barbara?

Gostaria de um papinho r�pido e um caf�?

- Sim. - �timo.

Entre.

Feche a porta.

Ganhei uma dessas novas m�quinas de caf� expresso.

Presente de anivers�rio da minha esposa.

S� preciso aprender a mexer nesse treco maluco.

- Como est� indo? - Era para eu me comportar.

Voc� me alertou para me dedicar.

Voc� pode falar o que quiser.

Somos s� n�s.

Ele � um cara meio arrogante, n�o �?

Ele era sua �nica op��o. Voc� sabe.

Sente-se.

Quer dizer que n�o h� mesmo outro lugar para me p�r?

Exatamente isso.

- Quer a��car? - N�o. Obrigada.

Aqui est�.

E ent�o? O que est� acontecendo?

Com o caso, quero dizer.

Temos uma suspeita. Uma estudante. Sofia Cullen.

- E a�? - Lynley n�o tem tanta certeza.

� gente como ele. Voc� sabe. Educada.

- Mas acho que ela est� mentindo. - Acha que ele reluta em prend�-la?

Talvez.

O inspetor Lynley eu j� encontrei antes, sabia?

Quatro anos na MET juntos.

S�rio?

Como posso dizer isso? Ele n�o � bem...

um "jogador de equipe".

Se ele der um passo em falso,

eu ficaria feliz se voc� vier me contar.

Biscoito?

Voc� "deu sorte" ali. Sua nova parceira: pesadelo.

- Lamento. N�o entendi. - Vai se lamentar mesmo.

Devia ter visto como as coisas terminaram com o �ltimo inspetor.

Enfim. Boa sorte, cara. Vai precisar.

Obrigada.

� uma cerveja local.

Obrigado.

Vai escrever um romance � noite toda?

Notas do caso n�o se escrevem, sargento.

Diga l�, ent�o.

- O que achou? - Sobre o qu�?

Sobre a garota. Acho que um homem como Brouard,

um homem obcecado em possuir coisas bonitas,

eu acho que ele ficaria atra�do por ela.

Sofia era a �nica mulher jovem na ilha naquela noite.

Cynthia e Valerie estavam l�, mas ambas t�m �libi uma na outra.

Ent�o, Sofia...

� a mais pr�xima que temos de um suspeito.

- Acha mesmo? - Sim! Voc� n�o acha?

Acho que, se matar algu�m e o sangue espirra,

voc� n�o enfia as roupas numa sacola de roupa suja.

Voc� as queima.

Talvez ela n�o tenha notado o sangue.

Al�m disso, pessoas ficam em p�nico e fazem burrices.

Ela n�o parece ser desse tipo.

O que isso significa?

Ela parece inteligente.

Educada em Cambridge.

Acho que sim.

Diga uma coisa: acha mesmo que pessoas finas n�o matam?

S� os plebeus?

Quer ajuda para tirar esse ressentimento de voc�?

O qu�?

Se voc� tem problema comigo, diga de uma vez.

Eu aguento.

Vamos.

V� em frente, Havers. N�o seja t�mida.

O que um cara como voc� est� fazendo num trabalho desse?

Esse papinho batido.

J� me perguntaram isso tantas vezes.

- Todo mundo precisa ganhar a vida. - N�o � resposta.

Sua fam�lia tem dinheiro.

Andou fazendo perguntas por a�, n�o �?

Alguns rapazes estavam comentando, mas...

eu s� n�o sei o que voc� est� fazendo aqui.

S� isso.

Estou fazendo meu trabalho.

Igual a todos.

Eu sou um policial de carreira.

N�o estou s� me divertindo at� alguma coisa melhor aparecer.

Cynthia?

- Ol�. - Oi.

- O que � isso? - N�o sei.

Que cheiro � esse? Estava fumando aqui?

� incenso.

N�o ponha fogo na casa.

Est� tudo bastante direto.

H� dinheiro reservado para um funeral.

Ele pediu para ser cremado

e que as cinzas fossem depositadas numa urna.

Bem greco-romano.

E quanto a propriedade?

Eu sei que ele mudou o testamento depois que minha m�e adoeceu.

Ser� vendida.

E o dinheiro ser� doado a uma institui��o de caridade.

A British Heritage.

Como �?

Al�m disso, uma grande quantia

ir� para um indiv�duo.

Est� dizendo que n�o ser� para mim?

Quanto?

Seu vermezinho!

Como conseguiu? Come�ou a cham�-lo de papai?

Vou p�r advogados grudados em voc�!

Adie!

- O que foi? - Pare!

Paul, n�o! N�o fa�a isso!

Cyn, depressa! Ligue para pol�cia!

Acha mesmo que est� � altura disso, homenzinho?

Adie! J� chega!

Pare agora mesmo!

Adie, pare com isso!

- Ele � s� um garoto! - N�o � ele.

N�o tem nada a ver com Paul.

Eu recebi uma carta da advogada.

Sou eu.

Ele me deixou uma doa��o.

Onde est� Adrian?

Na delegacia em Horsford.

Ele est� preso por agress�o.

Precisamos que voc� nos d� um depoimento.

Paul?

N�o posso.

A fam�lia dele cuida de mim.

N�o importa o que ele fez.

Cynthia?

Ol�, voc�.

Alguma ideia do porqu� ele escolheu sua sobrinha como benefici�ria?

Lamento. Estou t�o surpresa quanto qualquer um.

Senhor, preciso falar com voc�.

Com licen�a um minuto.

Espere para ver. Quem acha que � essa?

Struth.

N�s vimos o v�deo.

Voc� e Guy Brouard.

Um envolvimento sexual bem selvagem.

Bem incomum.

Quando o v�deo foi feito?

Muito bem, Cynthia.

Eu sei que isso � dif�cil.

- N�o entendo o que fiz de errado. - N�o fez nada de errado.

S� estamos fazendo perguntas.

Voc� n�o est� presa nem nada do tipo.

Preciso que voc� coopere, Carmel.

Quando o v�deo foi feito?

H� cerca de um m�s.

Ele disse que gostava de guardar lembran�as.

Ele costumava fazer piadinhas.

Que tipo de piadas?

Ele me chamava de Diana.

Ele dizia que eu era uma deusa, entende?

Ele j� tocou em voc�, Cynthia?

Mas deve ter prestado aten��o em voc�,

se disse que voc� era atraente.

Eu n�o fiz nada para ele ver dessa forma.

Sabemos disso, meu bem.

Voc� sabia que ele ia lhe deixar todo esse dinheiro?

Est�vamos em Salcott para passar o fim de semana.

Adrian precisou correr para Londres.

Ele � banqueiro de investimentos.

Eu estava na casa trabalhando no meu laptop.

- Eu sou advogada. - E depois?

Sr. Brouard sugeriu uma forma de voc�s poderem...

divertir um ao outro?

Foi um envolvimento privado entre dois adultos.

Como exatamente isso � relevante?

� relevante porque ele est� morto.

Ainda estamos tentando determinar uma motiva��o.

Guy era muito carism�tico.

Ele dizia que era o imperador Augusto,

e que a ilha era imp�rio dele.

Sim. Tudo bem.

Eu tive rela��es �ntimas com o pai do meu marido

e, sim, ele guardou um registro.

� constrangedor. Nada mais.

Eu conhe�o a lei, inspetor.

- Por que ela faria isso? - N�o pelo sexo

- ou pela aten��o. - Com certeza, n�o do sogro dela.

Seja como for, temos um segundo suspeito.

- Adrian? - Temperamento violento.

Se ele soube disso...

Precisamos provar que ele estava na ilha.

Devemos solicitar o prazer da companhia dele?

Tudo bem.

Precisamos saber os seus passos no dia 14,

dia em que seu pai foi assassinado.

E, se quiser um advogado, tem direito a um.

Voc�s acham que eu estava envolvido na morte dele?

Isso � completamente rid�culo!

Eu estava no trabalho. No banco.

Um dia normal. Fui de trem para casa, de Blackfriars.

Pela manh�, recebi a mensagem que ele morreu.

Tem algu�m que possa confirmar isso?

Carmel estava em casa.

Ela vai me confirmar.

Hora da morte eu estimaria ser entre 22h e 23h.

- E a arma? - Objeto de metal sem ponta,

usado com for�a. Algum movimento de batida.

E tamb�m h� isso.

Fragmentos de metal na ferida.

Se acharem o objeto, podemos tentar compatibilidade.

� prov�vel que ele ficou inconsciente,

foi deixado sangrando, mas a ferida n�o foi fatal.

O que me leva a isto.

Interessante.

Res�duos iguais a giz achados no est�mago dele.

Parcialmente dissolvido, mas suspeito.

Vou pedir um laudo toxicol�gico.

Onde est� o famoso chefe forense por aqui?

Eu estava tendo um dia t�o bom at� agora.

Ainda n�o te demitiram?

Sabe como �. Algu�m precisa manter este lugar funcionando.

Havers, este � meu amigo, Simon St. James.

- Ol�! - Si, sargento detetive Havers.

Meu Deus, coitada de voc� aguentando esse idiota arrogante.

Obrigada! Palavras que eu estava procurando!

Fico feliz em ajudar.

- Tamb�m � bom te ver, cara. - Sim.

E ent�o? O que te traz aqui?

Sou o novo inspetor. Three Counties.

Ent�o, voc� est� no caso Brouard?

Informe-se, querid�o.

- Veio pelas amostras de sangue? - Sim.

Estou com os resultados aqui.

Os vest�gios no vestido t�m o mesmo DNA

do sangue do falecido.

Parece que Sofia estava mentindo para n�s.

Sim. Parece mesmo.

Vai me deixar tomar a frente desta vez?

Por qu�?

Chefe novo, ansiosa para te impressionar.

Passei oito anos no CID. Eu sei o que estou fazendo.

Apenas v� com cuidado, tudo bem?

Isto foi encontrado no seu saco de roupa suja,

O sangue de Guy Brouard estava nele.

Foi confirmada compatibilidade pelo laborat�rio.

Voc� disse que o sangue era seu. Disse que se cortou?

- Eu estava confusa. - Tudo bem.

Tome um minuto e veja se consegue se desconfundir.

Porque voc� foi vista vestindo-o naquela noite.

Foi vista com intimidade com o Sr. Brouard.

Come�ou como brincadeira. Foi isso.

- O que "foi"? - Eu li sobre eles. Um tipo de...

celebra��o.

Do que exatamente est� falando?

Um bacanal.

Quer dizer como os romanos antigos? Uma esp�cie de ritual?

Sim. Ele brincou sobre isso. Ele disse...

que aquela era a ilha particular dele.

Guy Brouard te convenceu a participar de uma encena��o?

Ele disse que pod�amos fazer o que quisermos.

N�o havia regras.

Ele brincou que era o �nico deus em Salcott.

E o que aconteceu?

N�s nos arrumamos.

Eu e ele.

Trajes, m�scaras

tochas...

e vinho.

Ele me perseguiu da casa pela floresta

e depois at� a parede do mar. Foi l� onde aconteceu.

- Com licen�a. "Perseguiu"? - � um tipo de...

ca�a.

Faz parte do jogo.

Voc� fez sexo com ele?

Em voz alta, por favor, para a grava��o.

Sim.

Por qu�? Por que transou com ele?

Ele tinha idade para ser seu pai.

Ele era muito persuasivo.

Ele estava cuidando de n�s.

Isso n�o � resposta, Sofia.

Por dinheiro, tudo bem?

Eu quero fazer mestrado, e n�o consigo ter financiamento.

� muito dif�cil arranjar patroc�nio, hoje em dia.

Meus pais acabaram de se divorciar.

O dinheiro todo j� era. Eles n�o podem pagar, ent�o...

Guy ofereceu.

Mas havia a contrapartida, estou correta?

Sim. Foi muita burrice.

Eu jamais devia ter feito isso. N�o consigo...

N�o consigo imaginar o que minha fam�lia dir�.

E quanto ao seu namorado? O que ele acha?

Ele nunca soube.

Eu o deixei dormindo.

Ent�o, ap�s a rela��o sexual...

Sr. Brouard caiu e se cortou.

Ele estava muito...

b�bado naquele momento.

Deve ser o sangue que est� na minha roupa.

Tudo bem. E depois?

Ele foi embora.

Ele parecia bem.

Eu voltei para o alojamento,

tirei minha roupa, coloquei-a com as sujas,

e foi a �ltima vez que o vi na praia.

Estou sendo honesta.

- Precisamos solt�-la. - O qu�?

A Procuradoria descartaria na hora.

Acha que ela � inocente s� porque fala bonito.

N�o. Acho que dir�o que n�o h� o bastante para acus�-la.

Ela admitiu que transaram, e j� mentiu sobre isso.

Porque o namorado trabalhava ao lado dela.

Ora! Podemos coloc�-la na praia.

Temos sangue na roupa que bate com o golpe na cabe�a.

Pode ser queda, como ela disse.

Certo. E como explica os fragmentos de metal?

Nenhuma das evid�ncias � conclusiva.

Por que o interesse em ela ser culpada?

Por que seu interesse em ser inocente?

- Certo. Qual a motiva��o dela? - Sei l�.

Talvez ele foi longe demais e a atacou num dos joguinhos.

Muitos "talvez". O namorado tem mais motiva��o do que ela.

Talvez ela n�o tenha sido a �ltima a v�-lo naquela noite.

Voc� nunca segue seu instinto?

N�o.

Nem ningu�m deveria.

Oi, Sra. Brouard.

Hora de almo�ar.

Voc� est� bem?

Aqui est�.

Obrigada.

Sam?

O que est� acontecendo? O que est� fazendo?

Estou indo.

Indo para onde?

- N�o entendo. - Entende, sim.

Acha que eu ficarei aqui por mais tempo?

Voc� teve um caso com ele?

- Teve? - N�o.

Teve?

- Uma noite. - Estou indo.

- Fui burra. Uma noite. - Largue-me!

Sam, me escuta!

Isto est� bem claro.

Ela admite que estava com ele, admite que transaram.

� pouco para a Procuradoria indici�-la.

E n�o �?

N�s sabemos que ela j� mentiu antes.

No primeiro depoimento.

Algu�m j� te atualizou, senhor?

Ela n�o come�ou nos dando um falso depoimento?

Nenhum relacionamento sexual. Continue.

Ela n�o queria admitir, caso o namorado descobrisse.

Ora.

Parece que voc� precisa cavar um pouco mais fundo, inspetor.

Fa�a-me um favor, certo?

Se fizer relat�rio para o chefe, tenha a cortesia de me avisar.

Ele me fez uma pergunta direta e eu respondi.

E da�? N�o achou que seria melhor me alertar?

O que estiver havendo entre voc�s, n�o tem nada a ver comigo.

Estou vendo que ele j� te informou de todos os detalhes.

N�o. Ele s� disse que trabalharam juntos e ponto.

E pediu atualiza��o do caso. E, sabendo que ele quer me lascar,

- voc� cedeu sorrindo! - N�o foi assim.

H� uma qualidade que valorizo acima de todas, certo?

- Lealdade. - Espere!

- N�o pode questionar a minha. - Espere voc�!

- Eu te apoio desde que cheguei. - Como assim?

Eu vejo os caras rindo quando apare�o com voc�.

Eles te acham um p� no saco! Sentem pena por eu ser seu par.

- Quem? Diga nome. - Se posso te aceitar como voc� �

deveria me estender a mesma cortesia!

Ou�a a si, Lorde da Mans�o! Voc� n�o joga em equipe

e eu n�o sou sua maldita empregada!

N�o tenho certeza se faz muito sentido n�s continuarmos.

Voc� e eu, quero dizer.

Talvez seja melhor pedir transfer�ncia ap�s o caso.

- Espere! - � melhor para n�s dois.

Espere! Um instante!

- Como est�? - N�o. N�o se levante.

- Farei seu ch�. - Gostaria de v�-lo tentar.

- N�o � inc�modo. - N�o seja bobo.

Vamos sair, amor. Iremos ao cemit�rio.

- Voc� nos levar�. - Estou cansada, pai.

- � o anivers�rio. - Eu sei, mas...

Pela sua m�e.

Eu guardo � minha maneira.

Oi, m�e!

Al�?

Muito obrigada.

Obrigado.

- Bom dia. - Ol�.

Recebi uma liga��o da chefe do Adrian Brouard.

Ela est� disposta a falar.

Melhor eu ir l�, ent�o.

Certo. Cuidarei de tudo aqui e envio o endere�o.

Voc� � o ponto de contato. � melhor vir.

Achei que disse para eu pedir transfer�ncia.

Deixemos isso de lado, por ora, at� resolvermos o caso.

Isto � do dia 14. Olhe. Est� vendo?

Aqui est� o Adrian saindo.

E depois...

�s 17h01, saindo pela porta.

� tempo de sobra para ele chegar em Salcott.

Verifique as c�meras da plataforma de trem.

E a�? Como est�o indo?

Muito �til. Obrigado pelo acesso.

Era s� quest�o de tempo at� voc�s aparecerem aqui.

S�rio?

Adrian gosta de ultrapassar os limites.

Voc� n�o gosta dele?

Ele acha que o mundo deve a ele.

Voc� � t�o bom quanto seu �ltimo neg�cio,

e Adrian tem perdido dinheiro ultimamente.

- Como? - Ele queima tudo que ganha

na velocidade da luz.

Ele nos trouxe um novo esquema de t�tulos.

As pessoas n�o investiram.

Tudo muito constrangedor.

O pai dele estava no conselho por anos.

Como �? Voc�s n�o sabiam?

Adrian tentou convenc�-lo a sair da aposentadoria,

ajudar a financiar o esquema.

- E a�? - E a� que n�o aconteceu.

O pai dele se recusou a ajud�-lo,

e o deixou para se afogar.

Obrigado.

- Ent�o, ele � um lascado. - Basicamente.

Desperdi�a o dinheiro dele no banco,

tenta arrastar o pai para salv�-lo.

N�o conseguiu.

Ele precisava da heran�a mais do que nunca.

Juntando com o fato de que o pai transava com a esposa.

Com certeza, sugere coisas.

O laudo toxicol�gico acabou de sair.

Oxicodona. H� um mercado negro em alta.

Pessoas tomam para praticamente qualquer coisa.

H� o bastante no sangue para afundar um navio de guerra.

Se foi automedicado, ele foi descuidado.

Faria com que causasse insufici�ncia respirat�ria.

N�o entendo. Achei que disse que sangrou at� morrer.

Foi dif�cil determinar o que matou primeiro.

Melhor verificarmos com a m�dica da Sra. Brouard.

- Ela pode ser a fonte. - J� fiz isso.

Ela s� prescreve morfina

e n�o houve mais nada encontrado na busca na casa.

Ent�o, de onde veio?

Acha que Adrian pode ter problema com drogas?

Ele queima o dinheiro dele, segundo ela.

Sim.

- Envie-nos isso por e-mail? - Claro.

Ent�o, voc� saiu cedo do trabalho no dia em que ele morreu.

Espere.

Acha que Adrian estava envolvido, Inspetor?

Srta. Brouard, n�o interfira.

Tudo leva de volta para aquele v�deo.

Eles encontraram.

O v�deo com Guy e eu juntos. Eles sabem de tudo.

De alguma forma, Cynthia achou o DVD.

Jesus.

Voc� est� cometendo um erro, Inspetor.

Acha que meu marido estava com ci�mes?

- Olha... - Que foi crime por ci�me?

- Sra. Brouard, por favor... - Adrian sabia tudo.

Ele concordou em me deixar fazer isso.

Adrian havia perdido dinheiro.

Muito dinheiro.

Ele nos faliu.

Est�vamos completamente arruinados.

- Carmel, eles n�o... - N�o. Eles precisam ouvir isso.

Ent�o, � claro, recorremos ao Guy.

Imploramos e insistimos pela ajuda dele,

mas ele n�o ficou convencido.

Ele gostava de ter controle sobre todos.

Ele se regozijava com cada pequena fraqueza.

Ent�o, eu sugeri.

Todos sab�amos o tipo de jogo que Guy gostava.

Eu sugeri me prostituir e Adrian concordou.

- Carmel... - Uma ideia pensada entre n�s dois.

Ent�o,

a ideia de que ele o matou em um ataque de ci�mes

� absurda.

E voc� tem alguma prova para confirmar isso?

Eu o fiz assinar um contrato.

Eu mesma o redigi.

O dinheiro dele...

pelo meu corpo.

Contrato para performance de bacanal

Senhor, acabei de receber uma mensagem.

De confirma��o.

As c�meras em Brighton.

Ele pegou o trem mais cedo para casa.

- Droga! - Adrian Brouard n�o � respons�vel.

Embora possa ter pagado algu�m para matar, eu suponho.

Algu�m pode ter esperado a Sofia ir embora

e o atacou quando estava impotente.

Vamos voltar � delegacia.

Jesus Cristo!

- A que horas � a balsa? - Nesta ilha,

pode ser a qualquer hora.

- O que est� pensando? - Ainda n�o sabemos

onde ele arranjou as drogas.

Olha s� quem �.

Deixe comigo.

- Oi, Cynthia. - Ol�.

Posso fazer uma pergunta?

Voc� j� me interrogou.

Eu sei disso.

S� quero saber onde voc� arranjou a maconha?

N�o queremos te prender, certo? N�s apenas...

S� precisamos do nome do seu fornecedor. S� isso.

� s� um cara que eu conhe�o.

Tudo bem. Pode me dar o nome?

Vamos, Cynthia. De onde veio?

Voc� precisa falar com Paul.

Tudo bem.

Ele tem um pequeno esconderijo onde guarda tudo.

Obrigada.

Acho que n�o voltaremos para delegacia, no fim das contas.

Paul?

Paul!

Precisamos conversar, Paul.

Por qu�? O que houve?

Por que n�o entra? Vamos conversar.

Por qu�?

Temos motivos para crer que voc� vende drogas.

N�o. Nunca toquei em nada assim.

- N�s sabemos. - N�o sei do que est�o falando.

Por que n�o ir direto ao assunto, n�o �?

- Paul! - Paul!

- Paul! - Paul, pare!

Paul!

Vamos!

Acompanhe o passo, Havers!

Paul!

Paul!

Paul!

Paul!

Paul!

Pare!

Paul!

Pare!

Paul, n�o por a�!

N�o tem para onde ir, Paul!

Paul!

Paul!

Havers!

- Voc� demorou. - Voc� tem for�a nessas pernas.

E uma boa derrubada tamb�m.

Rugby. Era titular.

Mas � claro!

Aqui est�. N�o queremos que v� para casa

com as cal�as sujas, n�o �?

Pare de sorrir, certo?

O garoto est� sendo visto por um m�dico,

mas precisamos esperar o advogado dele vir.

E mandei algu�m averiguar o pequeno esconderijo dele.

Vamos. Depressa, p�o de mel.

Vamos lhe descolar um sandu�che.

Sabe de uma coisa? Eu n�o sei nada sobre voc�.

Como: onde mora?

Voltou para a propriedade da sua fam�lia?

Para meu velho quarto de adolescente?

N�o.

Tenho uma casa na costa. Estou alugando.

N�o dava para eu voltar para casa.

- N�o mesmo. - Isso �...

um assunto mais s�rio?

H� muito passado na minha fam�lia.

O filho mais velho deve assumir, mas...

Ent�o, qual � a sua hist�ria?

Como acabou como um... Como � mesmo?

Policial de carreira.

Eu me formei em Direito em Oxford.

Claro.

Meu tio era advogado. Do Conselho da Rainha.

Todos esperavam que eu seguisse os passos dele,

mas fiquei obcecado por criminologia.

A forma como o sistema todo est� configurado

e eu sabia que n�o queria passar minha vida num tribunal.

Eu queria estar na linha de frente.

Sua fam�lia ficou uma arara?

Sim. Eles n�o falaram comigo por um tempo.

E eu amo esse trabalho.

Ele me d� um tipo de prop�sito que eu nunca tive.

Sr. Brouard tinha opioides na corrente sangu�nea.

Acreditamos que foram um fator na morte dele.

Como os opioides chegaram na ilha, Paul?

Ela ficava pedindo um rem�dio mais forte.

E voc� conhecia algu�m que poderia ajudar?

- Que poderia lhe fornecer. - Sim.

Como Sr. Brouard se apossou deles?

Comprava um pouco para ele tamb�m?

Eu n�o fazia ideia de que ele sabia sobre isso.

Encontramos isto, Paul.

Cynthia nos falou do seu pequeno esconderijo.

O que estava fazendo com eles?

Juro que n�o sei por que guardei. Por favor, acredite. Eu os achei.

Este trip� da c�mera foi identificado

como a arma que causou as feridas na cabe�a.

Ele foi golpeado com ele. C�mera quebrada e filme destru�do.

- Sabe o que tem nele? - N�o.

A �gua deixou o filme irrecuper�vel.

As coisas n�o parecem muito boas para voc�, n�o �, Paul?

- N�o. - Em posse da arma do crime

e com drogas que estavam no organismo dele.

N�o fui eu.

Acreditem em mim. N�o fui eu. N�o tive nada a ver com isso.

Quem forneceu a oxicodona, Paul?

Rob Palmer?

A Leste do �den, de John Steinbeck

A Vida dos Doze C�sares, de Suet�nio

AUGUSTO Ap�s deificado

Oi, m�e. Ol�.

Sim. Estou. Estou bem.

E voc�?

Claro. Sim.

Ent�o, acha que pode ir entrando no meu quarto, n�o �?

Diga o que vai dizer.

Vamos.

Eu sabia que era s� quest�o de tempo.

Assim que voc� come�ou a fazer visitas,

eu sabia que ele ficaria obcecado.

Novo brinquedo.

� uma pena que n�o tenha dado certo para voc�.

Acho que vai precisar dar um beijo de adeus para tudo isso.

N�o vai?

Por favor, saia.

Tudo bem?

Sim. � que...

n�o estamos em lugar algum.

E Nies vir� babando na minha cola.

N�o sei como consegue comer essa coisa.

- O que � isso? - Isto aqui?

Figos, alimento dos deuses.

Espere.

Ele disse que era Augusto.

- Quem? - Guy Brouard.

Voc� conhece hist�ria romana? Imperador Augusto?

Um dos meus favoritos atuais.

Por que homens s�o obcecados pelo Imp�rio Romano?

N�o. Espere. Escute.

- Eu li sobre isso ontem � noite. - Naturalmente.

Augusto achou que estava sendo envenenado.

Achou que estavam tentando mat�-lo, ent�o, mudou a dieta.

Comia figos das �rvores, colhia frutas do pomar.

- Aonde esse papo vai? - Sopa enlatada.

- O qu�? - Foi o que Guy Brouard comeu.

N�o d� para adulterar uma lata. � seguro comer.

E frutas frescas!

Vemos a possibilidade

de que a comida ou bebida pode ter sido drogada.

Como precursor do assassinato, talvez.

Talvez uma maneira de acalm�-lo.

Eu j� disse que ele era chato com comida.

Geralmente, era de uma lata.

N�o � bem um banquete para Baco, certo?

E o vinho?

Ele abria uma hora antes, mais ou menos.

Depois, ficava na mesa de jantar para respirar.

Bem f�cil para drogar. Onde est� a garrafa?

Havia fragmentos de vidro perto do parede do mar.

Certo. Vamos supor, por um momento,

que foi assim que a droga entrou na corrente sangu�nea.

O respons�vel precisaria saber que a garrafa estaria l�.

Todo mundo sabia. Era a rotina dele.

Augusto.

Era assim que ele se chamava.

Ele est� indicando alguma coisa.

Tudo bem. E afinal,

quem estava tentando envenenar Augusto naquela �poca?

L�via.

E quem era ela, professor?

Sra. Brouard? Precisamos falar com voc�.

Somos policiais.

Onde est� o garoto?

Onde est� Paul?

Estamos o mantendo detido.

Ele estava lhe fornecendo drogas.

Eu n�o tenho muito tempo.

Aqui est�. Tome um gole.

Eu implorei para ele me ajudar.

E as drogas acharam um caminho at� o vinho do seu marido.

Ele foi drogado, Sra. Brouard.

Precisamos que voc� nos diga exatamente o que aconteceu.

Algu�m...

entrou no jardim

e drogou a garrafa de vinho do seu marido.

Ele sempre a abria horas antes do jantar,

paranoico em ser drogado.

Mas ele nunca bebia vinho tinto...

sem deix�-lo respirar.

Eu sabia que teria a oportunidade.

Voc�s sabem quantas noites

eu suportei...

ouvindo as vozes

e as risadas vindas dos jardins?

Eu aguentei por tanto tempo.

Eu havia adoecido, ent�o permiti.

Quando se ama algu�m, voc� quer que ele seja feliz.

Depois, tudo come�ou a sair do controle.

Ele se deitou com a esposa do coitado do Adie.

Eu os ouvia pela parede

e isso foi mais do que eu poderia suportar.

Ela n�o tem for�a para empunhar uma arma.

Estamos diante de dois crimes.

O golpe na cabe�a n�o bastou para mat�-lo, mas, com as drogas,

virou uma combina��o letal.

Paul achou que ela era a culpada.

Por isso, escondeu a m�scara e a c�mera, caso houvesse v�deo.

Mas ele est� errado.

H� mais algu�m envolvido.

Certo. E o que tentaremos? Fazer a Procuradoria acus�-la

- por homic�dio culposo? - N�o.

Senhor, um crime foi cometido.

Aquela mulher ficou deitava ali, noite ap�s noite,

sabendo que o marido estava do outro lado da parede

transando com s� Deus sabe quem.

- N�o acha que eu sei? - O que diz � verdade, Havers:

um crime foi cometido.

H� mais algu�m envolvido, est� bem?

Vamos s� esperar at� termos a vis�o geral.

Entendido?

- Bom dia. - Bom dia.

- Eu falei com Maia. - E a�?

Eu estava certo.

An�lise do cabelo.

Evid�ncia de outras drogas no organismo.

Morfina, diazepam.

Ela j� havia tentado isso em v�rias ocasi�es.

Tudo bem. E o que quer fazer?

Evitamos a pris�o

at� sabermos quem o atacou.

At� termos a vis�o geral?

O que estamos deixando passar, ent�o?

Tem alguma coisa.

Alguma coisa passou batida por n�s.

Precisamos voltar ao in�cio, Havers.

Recome�ar do zero.

Tudo bem. E essa cole��o dele?

- O que tem ela? - Voc� disse

que ele modelava a vida segundo pessoas da hist�ria antiga.

Sei l�. Diga voc�. Quem eram todos eles?

Sofia disse que tinha visto um cat�logo.

Este � o n�mero 27.

N�mero 28:

est�tua de um rapaz romano aristocrata.

Acho que este � ele.

N�mero 29: mulher nua do in�cio do s�culo XX tomando banho.

Aqui est�.

Nada atraente, n�o �?

N�mero 30: busto romano vermelho em vidrado cer�mico, Diana.

Alguma coisa ficava aqui.

O n�mero 30 sumiu?

Busto romano vermelho em vidrado cer�mico, Diana.

Diana.

Era assim que ele a chamava.

Cynthia disse este nome.

Falou que era o apelido que ele deu a ela.

O que est� acontecendo, Valerie?

Uma obra de arte do cat�logo parece ter ido dar um passeio.

Foi quebrado, senhor.

O busto foi despeda�ado.

Voc� guardou os peda�os?

Pode nos mostrar?

O rosto.

- Ela n�o parece... - Cynthia.

A m�e dela, minha irm�, Rose,

est� numa p�ssima situa��o.

Cyn tem que fazer as coisas em casa:

cozinhar, trocar os len��is da m�e

quando ela se urina.

A bebida que causa isso.

Cyn fica na faculdade na maioria dos dias,

mas, no ver�o, fica mais dif�cil para ela.

Eu disse que ela poderia ficar aqui conosco nas f�rias.

Ela fica bem no quarto dela s� ouvindo m�sica.

E a� houve essa idiotice com o busto.

S� uma coincid�ncia, mas o Sr. Brouard percebeu.

Ficava falando sobre ele, fazendo coment�rios.

Todos n�s sab�amos como ele era, mas...

quando � sua pr�pria sobrinha e voc� precisa cuidar dela.

Voc� se sentia desconfort�vel com o que ele dizia para ela.

Ele dizia que t�-la na casa

era como ter uma obra de arte viva.

Que Diana tinha ganhado vida.

Deusa na terra, uma forma divina.

Eu via a forma como ele olhava para ela.

E voc� ficou dividida:

voc� a queria aqui contigo, mas n�o o queria perto dela.

Eu me estremecia toda vez que ele dizia qualquer coisa.

Ent�o, voc� a quebrou?

� um ataque de raiva caro.

Achei que ele ficaria bravo quando eu contasse.

Ele ficou, a princ�pio, mas...

depois ele pareceu ter se esquecido.

Ele conversou com uma empresa de seguros.

Vou precisar levar esses peda�os.

Ela disse que ele n�o pareceu muito bravo.

No cat�logo, est� avaliado em cinco d�gitos.

� uma reprodu��o.

Falso.

Sim.

Foi o que eu achei.

N�o achei que os romanos tivessem piercings no nariz.

Inspetor.

- O que est� acontecendo? - Podemos ver a casa?

Precisamos ver a� dentro.

Voc�s t�m mandado ou n�o?

Podemos voltar com um, se quiser.

Imagino que queiram ver a oficina de cer�mica da Sofia.

Veja s� todas essas coisas.

� uma pequena f�brica que voc�s t�m aqui.

- Falsifica��es. - Na verdade, reprodu��es.

Se voc� diz...

Voc� sabia o que estava acontecendo?

Diga-nos a verdade, Sam.

O quanto estava envolvido nesse pequeno golpe?

Voc� n�o foi honesta conosco, Sofia.

O qu�?

Fizemos nosso dever de casa. Fomos at� Cambridge.

Vimos seu est�dio.

"China".

N�o era assim que ele te chamava?

Criando obras-primas falsas.

Voc� roubou uma obra de arte inestim�vel

da cole��o do Sr. Brouard,

substituiu-a, para que ele n�o notasse.

Mas o seu azar foi que ela quebrou.

N�o, n�o. Espere um segundo.

O que aconteceu quando ele descobriu o roubo?

Ele confrontou voc�?

Amea�ou chamar a pol�cia para voc�?

E depois houve uma espiral de viol�ncia?

Ele n�o tinha olhar, entendem?

Colecionava arte com entusiasmo, mas, na verdade,

n�o tinha conceito algum do que era bom e o que era lixo.

Aquele homem n�o era um verdadeiro colecionador.

Era uma farsa.

Ent�o, voc� pensou em alivi�-lo da obra-prima dele

e substitu�-la por uma r�plica.

Foi por isso que deixou o piercing no nariz da Cynthia?

Uma piadinha �s custas dele.

Onde est� a est�tua original da Diana?

Foi vendida para financiar sua pesquisa?

Diga-nos o que aconteceu quando ele notou que foi roubada.

Ele veio me encontrar.

Ele disse que iria me expor,

a menos que eu...

A menos que voc� consentisse com o teatrinho dele.

Ent�o...

foi por isso que voc� o matou.

Ele era degenerado.

Ele gostava de jogar os joguinhos de poder dele.

Voc� transou com ele s� para silenci�-lo.

Mas eu n�o sabia que a coisa toda

seria filmada.

E, agora, tudo que eu fiz

estar� para sempre no v�deo.

Aconteceu no momento.

Eu me senti humilhada,

me senti impotente.

Quando vim para Salcott, eu era outra pessoa.

Meus tutores disseram que eu tinha um grande futuro.

Esta ilha...

me destruiu.

� hora de irmos, Sofia.

N�o.

Sofia.

Sofia, � hora de ir.

Sofia?

N�o posso fazer isso.

Sofia, olhe para mim.

Julgamento...

e pris�o.

Esse n�o precisa ser o fim do caminho.

Voc� � inteligente

e talentosa.

O que droga isso importa agora?

- Mas importa. - N�o, Sofia! N�o!

Importa porque...

voc� foi manipulada por aquele homem.

Qualquer j�ri veria que voc� n�o planejou mat�-lo.

Voc� precisa ser forte.

Olhe para mim.

Est� tudo bem.

Eu fico com isso.

Mantenha-a pressionada.

Sofia, est� tudo bem.

Paul, precisamos tirar aquele quadro.

Tudo bem.

� venda

A propriedade est� � venda.

Que al�vio, na verdade.

Todas essas monstruosidades para leil�o.

A maior parte do dinheiro vai para caridade, mas...

Cynthia receber� uma fatia decente da torta.

O que vai acontecer com a Sra. Brouard?

A Procuradoria disse que n�o abrir� processo.

Terminamos aqui.

Brouard.

N�o havia ningu�m para par�-lo.

Para lhe dizer "n�o". Mostrar a ele onde fica o limite.

A vida � para ser uma batalha.

Esse � seu jeito de me dizer que ainda estou na equipe?

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