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Original subtitles

NETFLIX APRESENTA

Não foi culpa dela.

A engenheira graduada Isabel Nylund, aproxime-se.

Farhad Darborg, por favor, aproxime-se.

O engenheiro graduado David Daftander, aproxime-se.

CERIMÔNIA DE FORMATURA

Obrigado.

Saúde!

Saúde!

PARABÉNS, ENGENHEIROS GRADUADOS

Oi.

Estou muito orgulhosa de você.

Não acredito que acabou.

Obrigado por esperar.

Ficar indo e vindo a este buraco...

Bem, agora é sua vez de me esperar.

Você concorda?

- Com o quê? - Ir morar comigo em Estocolmo.

Sim, é claro.

Vai ser ótimo.

- Preciso ir ao banheiro. - Está bem.

CAVALHEIROS

"Skrubbsår", com Magnus Rehn, pedido por Erik para Tove.

Eles comemoram três anos juntos.

É música e romance na rádio Mix Megapol.

Agora temos outro apaixonado com um pedido especial.

Olá, meu nome é David.

Oi. Para quem você quer enviar amor?

Minha namorada, Nadja.

Desculpe, estou meio nervoso.

Tudo bem, mas se apresse. Não nos resta muito tempo.

Merda, está bem.

"Nadja, você é a melhor coisa e..."

- Qual música você quer? - Só um segundo.

"Tudo vai começar para nós, e..."

Merda, isto é estressante.

"Se você fosse um oceano,

eu seria uma onda.

Se você fosse o céu, eu teria asas."

Lindo. Essa é "Om", de Niklas Strömstedt.

Não, espere.

Nadja, você quer...

Quer casar comigo?

Droga.

Que droga.

Você é louco.

Me pede em casamento no banheiro mais imundo da Suécia.

Você...

está triste mesmo ou triste, mas feliz?

É claro que me caso com você!

Sim.

Com licença. Isso foi lindo.

Obrigado.

- Ótima notícia sobre o trabalho, David. - Obrigado.

- Agora somos você e eu. - Haja o que houver.

Tudo começa aqui.

UM ANO E MEIO DEPOIS

Puta merda!

Que merda!

Olá!

Pode me ajudar? Tenho que estudar.

Quero ser médica, não uma merda de dona de casa.

- Por que está tão brava? - Estou cansada de reclamar.

Você disse que ia consertar, mas a tampa ainda está quebrada.

Eu sei. Não tive tempo.

Mas tem tempo para jogar "Battlefreed".

O nome é Battlefield.

Tanto faz. Vou fazer.

Assim como faço todo o resto.

Eu trabalho o tempo todo. Preciso relaxar.

Então vá embora. Não faria diferença alguma.

- Vou consertar agora. - É tarde demais.

- O que quer que eu faça? - Talvez devesse pensar nos outros.

Como assim? Eu trabalho sem parar.

Tudo que faço é por nós. Foi por nós que eu...

Sim, isso deu certo.

Isso, vá. Fuja.

Você é muito bom nisso.

Uma merda de campeão.

- Tomas. - Perdão.

Não, eu é quem peço. Acho que peguei sua vaga.

- Vou desligar. - Não, posso voltar depois.

- Tudo bem. - Não.

Espere.

Você está bem?

Desculpe. Eu...

Não é gastroenterite.

Pobrezinha. O que está havendo?

Estou grávida.

- Vai ter um filho? - Não diga nada. Não contei ao David.

Não sei se nós...

devemos ser pais.

Tudo ficou tão...

O quê?

Sei lá.

Parece que tenho que fazer tudo.

O David trabalha o tempo todo, tenho que fazer tudo e...

Se tivermos um filho, vou acabar tendo todo o trabalho.

Não quero ser uma merda de dona de casa.

Dona de casa? Você?

Sim. Lembro-me de como era.

"Como posso ter um filho se sou praticamente criança?"

Ter um filho é a melhor coisa da vida.

Ao mesmo tempo, você tem medo de perder.

- Desculpe, eu não queria... - Tudo bem. Eu perguntei.

Certo.

Tenho certeza de que você e o David serão pais maravilhosos.

Você é responsável.

Tenho certeza de que fará o que achar melhor para você.

Tomas. Obrigada.

- Você é sempre muito gentil. - Vizinhos são para isso.

Certo.

Volto mais tarde.

Venha, Boris.

ENCONTRE-ME NO BANHEIRO

ENCONTRE-ME NA ESCADA

ENCONTRE-ME NO CARRO

Acha que mamãe gostará?

Fica, Boris.

Desculpe.

O que é isto?

Pensei que podíamos viajar um pouco

e passar um tempo juntos.

Vale dos Ursos?

Sim. Caminhar nas montanhas e acampar sob a aurora boreal.

- Você terá tempo? - Avisei que estou doente.

O David Daftander alegou doença?

Posso ter o melhor emprego do mundo,

mas não quero perder a melhor garota do mundo.

- Isso foi bem piegas. - Pode ter sido um pouco exagerado.

Piegas? Sou o Don Juan Daftander.

Tudo bem?

Só estou enjoada.

- Caramba. - Desculpe.

- O que está fazendo? - Calma, garoto.

- Quer que eu dirija? - Não precisa.

POSTO DE GASOLINA

Venha.

Olá.

- Posso falar com ele? - É claro.

Olá. Sim.

Sente cheiro de caça?

Também tenho cão. Um pastor alemão.

São ótimos animais.

Não. Boris, calma.

Quem é um garoto bonito?

É você, sim.

Sim! Você é um garoto bonito.

Pois é. Ótimo.

Sua garota também é bonita.

- É, sim. Obrigado. - Estou brincando.

- Aqui, venha. - Vamos.

Vamos.

Boris. O que...

Boris, o que está fazendo?

Aqui, não.

Boris, vamos. Não. Senta.

Venha aqui.

- Que merda. - O quê?

Tem uma cabeça ensanguentada de rena na caminhonete.

- Droga. - É.

Hoje terá rena para o jantar.

- Droga. - Merda!

- David. - Tudo bem. Não vão perceber.

Só vou...

- Digo a eles? - Não vão perceber.

CACHORRO A BORDO

Que diabos! Pegue.

Pronto. Vamos, garoto.

Oi.

Temos uma reserva. Daftander.

Olá?

O que há com você, mana?

O que está havendo?

Oi. Perdão pela Mona. Ela não gosta de estranhos.

Ela não é racista, mas...

Bem-vindos. Como posso ajudá-los?

Temos uma reserva. David Daftander.

Aqui está.

Bem, vamos ver.

Três noites.

- Mas não amanhã? - Não, vamos acampar e caminhar.

- Que bom. Vejam a aurora boreal. - Sim, exatamente.

Bem, não é garantido que vocês conseguirão ver.

Recebemos chineses que vêm do outro lado do planeta

com câmeras e vão embora sem ver.

Mas vocês podem dar sorte. É bonito pacas.

Mas guardem seus telefones.

A aurora boreal não é para câmeras.

É para fazer amor.

E é uma boa maneira de se aquecer.

Vou me lembrar.

Sim, mas não é brincadeira.

Precisam ficar juntos.

O frio noturno é intenso.

Mas estou apavorando vocês.

Não tenham medo. Lá é pacato.

- Certo, as chaves. - Sim. Obrigado.

Daftander.

- Mona. - Sim.

Nortistas.

Eles são...

Como se chamam as pessoas caladas?

Certo, aqui estão suas chaves.

Quarto 369. Pela porta principal, à esquerda e subindo a estrada.

E aqui tem um mapa.

É a trilha da caminhada.

Se vocês se cansarem do frio e da caminhada,

convido andarilhos ao meu chalé.

Posso oferecer cerveja gelada e uma sauna.

- Legal. - Obrigada.

Tenham uma boa noite.

- Obrigada. - Você também.

Certo, corra.

Que diabos!

PRETA A BORDO

Eles...

O que houve?

Qual é o problema das pessoas?

Se tivesse falado com eles, isso não teria acontecido.

- Querida, foi só um arranhão minúsculo. - É claro.

- Pare! - O quê?

Pare o carro!

- É deles? - Malditos racistas.

- Cadê a chave de fenda? - Deixe para lá. Por favor.

Eles podem voltar.

O quê?

Por que está aqui?

Por que está arranhando o carro?

Dane-se, racista!

Corra!

- Corra! - Dirija!

- Dirija! - Sim!

Que diabos!

Aquilo foi muito bom.

Mas foi uma boa ideia?

Um arranhão por outro. É justo.

Senta, Boris.

- Calma. - Senta.

Venha.

- Aquele... - Droga.

Olhe a cabeça.

Chegamos.

Certo.

Veja só.

- Bem-vindos, meus vizinhos! - Vão à merda!

É, vocês também!

- Boris! - Espere por mim!

- Devagar, Boris! - David!

Querida!

- Vamos parar aqui. - Aqui?

- Sim, estou exausta. - Está bem.

Vamos!

Você tem as instruções?

Dentro do meu cérebro.

David, é sério. Claro que você trouxe...

- Essas quatro... - Aqui está a quinta.

- Onde coloca isto? - Na sua bunda.

É? Mas quando pergunto...

Preciso achar onde isto...

Onde... Parece lógico que devia...

- Aqui. Depois, dobre. - Você me deixa louca.

O que foi isso?

Seu babaca.

Que diabos!

Há um lobo musical aqui nas montanhas.

Muito engraçado.

- Oi. - Não. Seu gorducho.

- David. - Não. Posso...

Só quero dizer que eu...

Estou grávida.

O quê?

Merda. Tem certeza?

Fiz cinco testes.

O quê?

Ótimo.

Então vamos ter um bebê.

Acha que devemos?

Sei que fiz...

- David. - O quê?

Certo.

Calma.

Olá?

Boris.

Olá?

Calma, Boris.

Mas... Quieto, Boris. Calma.

O que está fazendo? Vai lá fora?

- Deve ser alguma criança. - Criança? Aqui?

Vou lá ver.

Olá?

Que diabos!

De onde isso vem? Olá?

- São malditas crianças. - Aqui em cima?

Querida, está em você. Saia.

Olá! Pare!

Droga.

Olá?

- Pare! - Não tem graça!

Olá? Quem está aí? Pare!

Calma, garoto. Pare!

Olá. Pare!

- Merda! - Tudo bem?

- Sim. - Desculpe.

Pare!

Maldito assassino do laser.

Muito engraçado.

Vamos pegar nossas coisas e sair.

- Está muito tarde. - Não importa. Calma, garoto.

Calma, garoto. Certo.

- Calma, garoto. - Tudo bem, querido.

David...

- Olá? - David.

Não, Boris!

Boris!

É sério?

Boris?

Boris!

Será que...

- Temos que sair daqui. - Corra!

Que diabos!

O que é isso?

O que está havendo?

Vamos!

Corra!

Desça!

- O que houve? - Não é nada.

Não sei.

Droga.

Vamos!

Aqui embaixo.

- Você está bem? - Estou.

- Isso é doentio. - Eles são dois.

- O que diabos está acontecendo? - Não sei.

Devem ser aqueles irmãos dementes.

É o Boris!

Espere.

O que estão fazendo?

É tão doentio. O que está havendo?

Eles estão se aproximando. Temos que ir. Vamos.

- Tenho que voltar à barraca. - Temos que sair daqui.

Vamos pegar nossas coisas e chamar a polícia.

Vamos para o carro.

- Não o acharemos daqui. - Droga!

Não sabemos onde estamos.

E, mesmo assim, as chaves estão na barraca.

- Podemos fazer ligação direta. - Não sei fazer. Você sabe? Não.

Espere aqui.

Está vazia.

Telefones, tudo. Sumiu tudo.

Não entre.

Isso é totalmente doentio.

Vou matá-los.

Vou matar vocês!

Droga! Malditos desgraçados!

Silêncio! Eles conseguem te ouvir.

Não deveríamos tê-lo deixado.

O que fizemos?

Não fizemos nada.

Nada. Está bem?

Vou procurar as chaves.

Ah, merda!

Merda!

Socorro!

Nadja!

- O que eu faço? - Tire isto de mim!

- Como? - Force para abrir.

- Droga! - Vamos!

Certo.

Por favor, dê um jeito! Ajude-me! Socorro!

- Pressione! - Está bem.

- Pressione bem. - Certo.

Não olhe.

Precisa ir ao hospital.

Mas você é médica. Pode...

Daqui a quatro anos.

- Pronto. - Só arranhamos o carro.

- Ainda estão lá fora? - Não sei.

- Precisamos seguir nossos rastros. - Certo.

Onde nós estamos?

Há alguém lá.

Temos que chegar às árvores.

Vá à merda!

Um tiro.

O quê?

- Um tiro. Depois recarregam. - O que está dizendo?

A arma. Acho que a vi no carro.

É como em Battlefield.

Um tiro e você recarrega. Demora dez segundos.

É assim na vida real?

Não sei.

Da próxima vez que atirarem, correremos. Certo?

Certo.

- Vamos! - Vá!

David!

Nadja!

David!

- Nadja! - Cuidado com o gelo!

Nadja!

David!

Nadja, cadê você?

Nadja!

Cuidado com o gelo!

Nadja!

David!

Socorro!

David!

Ajude-me!

Socorro!

Vou pegá-lo!

Ajude-me!

Você foi atingido?

Tire a roupa.

Tire.

Como está?

Resgate na Montanha. Como posso ajudar?

Socorro!

A ajuda logo estará a caminho.

Tente ficar calmo, certo?

Como está?

Vai ficar tudo bem.

- Sabe o que está fazendo? - Fui reprovada em dar pontos.

Mas tenho pontadas.

- Ai! - Piada ruim.

Certo.

Como está?

Posso?

Espere.

Meu Deus.

Bate rápido. É assim?

Acho que sim.

Como um hamster.

Vamos ter um pequeno hamster? Harald, o hamster?

- Chegaram. - O quê?

Eles chegaram.

Olá!

É o irmão racista.

É um socorrista das montanhas.

Isso não pode ser verdade.

- Rápido! - Sim.

Vá!

Droga.

Vamos.

Ei!

Vamos.

Olá?

Não consigo mais.

Vamos!

Espere.

David?

Você está bem? Ei.

Vá com calma.

Respire. Olhe para mim.

Olhe para mim. Respire.

Respire.

Certo.

Respire.

O que há?

-Ele está na minha cabeça o tempo todo.

- Respire. - Você tinha razão. Deveríamos ter ligado.

Onde diabos estamos?

Veja.

Viemos por aqui. Aqui deve ser o abrigo de emergência.

Não deve ser longe da casa daquele barman.

- Você consegue? - Sim.

Está vendo aquilo?

Não o tiro da minha cabeça. Eu o vejo o tempo todo.

- Certo. - Por que não te escutei?

Não mereço ser pai.

Não diga isso.

Pare.

O chalé é para lá. Não está longe.

Vamos.

Não entende? É um sinal.

Não merecemos isso. Não podemos ser pais.

- Eu não mereço. - Não diga isso.

- Não merecemos isso. - Pare.

David, me escute. Não está longe. Vamos.

Chegando em casa, contamos à polícia.

Ainda há tempo.

Está bem?

Vamos. Levante-se.

Vamos.

Não consigo.

Não posso mais. Não consigo andar.

Está bem.

Vou ver se acho alguém para pedir ajuda.

Oi.

O que aconteceu? O que está fazendo?

Tive que fazer isso. Ele ia atirar em você. Não é?

Ia atirar em você, não é?

Venha.

David!

Deixe-me ver.

Olá?

Droga.

Levanta!

Não durma.

- Ei! Chame uma ambulância. - O que aconteceu?

Chame ajuda.

Vou ligar.

Você vai ficar bem. Não durma. Olhe para mim.

Tudo bem.

Dará tudo certo.

Sim, sou eu.

Eles estão aqui.

Obrigado. Sim.

Apresse-se.

Tudo bem.

O que está fazendo?

Espere.

O quê?

Já vão chegar.

Sente-se e espere. A ajuda já vai chegar.

O que houve?

- Temos que ir. Venha. - Esperem.

Esperem!

Já vai acabar.

Eu prometo. Já vai acabar. Nada acontecerá com vocês.

- Entre! - Já vai acabar.

O que nós fizemos?

Apenas acalmem-se.

Não quero mal a vocês.

É preciso ajudar a família.

Só arranhamos um carro!

Não sei do que está falando.

Pare!

Não aguento mais.

Nadja.

Nadja!

O quê?

Os olhos dele eram cheios de vida.

Tomas?

Não consigo parar de pensar em como ele seria agora.

Já pensou nisso?

Ele está deitado lá, no caixãozinho dele, no chão.

Onde ele está agora?

Então, o que você fez, Nadja?

Gostaria que você me dissesse.

Tomas, nós...

Diga-me.

É claro que me caso com você!

- Agora somos você e eu. - Haja o que houver.

Tudo começa aqui.

Não creio que me pediu em casamento naquele banheiro sujo.

Eu queria pedir no café, mas você desceu.

- Então foi culpa sua. - Também sei ser suja.

- Espere. Vou parar. - Dirija. É excitante.

E este cinto de castidade?

Eu sei, é duro. Não é...

O que foi aquilo?

- Meu Deus! - Não. Espere, Nadja. Não!

Que diabos!

Não!

Era um garotinho. Ele...

Ele está morto.

Era para tudo começar agora.

O que está fazendo?

Bem, acho...

Vamos dirigir um pouco e pensar no que fazer.

- Não podemos... - Temos que chamar a polícia.

Vamos dirigir.

Temos que pensar.

Podemos ligar depois.

Está tudo bem.

Não aguento. Vou ligar para a polícia e contar que fomos nós.

- Não faça nada precipitado. - Sim.

Espere. Nem sabemos se ele...

David, ele estava morto. Vi o rosto dele. Não posso viver com isso.

Ouça, fui eu. Estava dirigindo.

Serei preso se você ligar para eles.

Não.

Também fui eu.

Espere. Nós...

Não, escute-me.

Ouça.

Fui somente eu. Você não fez nada.

Polícia. Tem alguém aí?

- Espere. - Alô?

- Deixe que eu faço. - Alô?

Só me dê um tempo.

Farei isso. Prometo.

É incrível como vocês apenas superam.

Seguem adiante como se nada tivesse acontecido.

Tentei entender que tipo de gente de merda são vocês.

Veja só.

Tomas.

POLÍCIA

Você viu alguma coisa?

CHECAR DADOS DO VEÍCULO

DONO / USUÁRIO

Sabe de algo que possa ajudar?

Alguma coisa?

Não diga isso.

O quê?

- Precisa de ajuda? - Não.

- Tem certeza? - São pesadas.

Estou me mudando lá para cima.

- Fica bem na nossa frente. - É.

- Aquelas duas janelas. - Ótimo.

- Podemos acenar. - Sim.

- Oi. - Olá.

Não resisti.

"Bicicleta" não se escreve com "S".

Obrigada.

- Você é tão gentil. - Vizinhos são para isso.

Eu queria lhe dar isto.

Você foi gentil quando me mudei.

Não precisava.

Vale dos Ursos?

Não precisava mesmo.

Mas isto é... Não quer?

Não, é para você.

Vocês merecem sofrer como eu.

Sentem-se.

- Por favor... - Sentem-se!

Tomas, por favor.

Sinto muito.

Sinto muitíssimo.

Vou à polícia contar tudo.

- Tchau, David. - Por favor.

Você não é assim.

Eu também ia querer nos matar.

Não deveríamos ter ido embora, mas, sim, voltado.

O que fizemos foi imperdoável, mas...

vamos ter um bebê.

Lembra-se do que você disse?

Que...

de repente, você tem tudo...

Tudo a perder.

Bom dia.

Einar, ela acordou.

Falou com ela?

Ela não ia querer perder isso.

Einar?

Estou ligando, mas não atendem.

O telefone da minha irmã está com problema.

Que droga.

Tomas?

- Vamos, já chega. - Pare.

Este é o meu momento.

Eu ia atirar em vocês.

Mas veio a tempestade.

Foi sorte.

Tem razão, Nadja.

Matá-los não teria sentido a ninguém.

Mas por que vocês seriam poupados?

Logo agora, quando você leva algo mais valioso

do que suas vidas miseráveis?

Tomas, por favor.

Vai se arrepender.

Não ligo para mim.

Posso ser preso. Minha vida acabou.

Por favor, Tomas.

Eu entendo. Vivi com a culpa.

Não entende nada.

Mas vai entender.

Vamos começar.

Vamos, David.

Você consegue.

Talvez a mãe sobreviva.

O que você quer que eu faça?

Perfure.

Por favor.

Faça.

Por quê?

Quero compartilhar.

Quero que sinta o que sinto.

Não.

Se não fizer isso, vou atirar na Nadja.

Daí os dois morrem.

A escolha é sua.

Sim.

Cinco segundos.

- Não, Tomas. - O que está fazendo?

Cinco.

Quatro.

Três.

Dois.

Um.

Não consigo.

Está bem.

Bem, então...

Pode não ser tão poético, mas...

Tchau, Nadja.

Aqui estão vocês.

Percebe o que fez?

Chame ajuda.

Quem é você?

- Oi. Quem é você? - Chame a polícia.

- Jarmo... - Quem é ele?

- Por que está aqui? - São psicopatas.

- O que está acontecendo? - Espere.

- Chame ajuda! - Calma.

- Ajude-nos! - O que está fazendo?

Largue isso!

- Não é brinquedo. - Do que ela está falando?

Socorro!

David!

Corra!

Droga!

Não consigo!

- Não consigo. - Vamos, David.

Espere. Não dá.

Levanta!

Levante-se!

Desculpe.

É tudo culpa minha.

Não pode acabar assim.

Levante-se.

Levante-se!

Por favor.

Precisa sair daqui.

Saia daqui. Corra!

Não posso.

Tem que sair.

Faça isso agora.

Corra.

Eu te amo.

Corra.

Cadê ela?

Não foi culpa dela.

Cadê ela?

Não posso seguir fugindo.

Isso acaba agora.

Está ouvindo?

Isso acaba agora.

- Por que está sorrindo? - Você já deveria ter voltado.

Não.

Mate-me.

Por favor, me mate.

Atire!

Está tudo bem.

Você vai viver.

Quero que me mate.

Agora você sente.

Quero morrer!

Eu sei.

Não. Por favor.

Eu entendo.

Agora entendo.

Mate-me!

Não...

Nadja...

Legendas: Daniel Frazão

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