All language subtitles for 2012 REVELANDO SEBASTIÃO SALGADO

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

oh

[Música]

[Música]

p

quando o meu pai ia viajar para pra

cidade para emoresa chamava ir pra rua

né e eu encomendei um canivete então eu

era pequenininho o meu pai foi voltou no

outro dia quando chegou no outro dia

comeu canivete Olha que felicidade e a

partir daí eu acho eu nunca deixei de

ter um canivete o canivete é um grande

companheiro de viagem Inclusive a

definição de mineiro né Mineiro é todo

aquele que tem um canivete que nasceu

perto de um lugar é bem meu caso eu falo

que eu nasci em Aimorés mas na realidade

eu nasci num distrito de Aimorés chamado

Conceição do Capim no interior de Minas

[Música]

Gerais pequenininho essaa

menino eu adoro fotografar eu adoro ter

uma máquina e no meu olho adoro a

dinâmica que cria dentro do meu quadro

da fotografia a adoro encontrar soluções

pra luz encontrar soluções pra

composição encontrar organizar todos os

os as variáveis que entram dentro do meu

quadro fotográfico nesse momento eu eu

passo a viver de uma maneira muito forte

a fotografia e passo a ter um prazer

muito grande com toda a dinâmica criada

pela câmara

fotográfica essa coisa o pare ser

fotógrafo

não tinha nada assim de especial né que

fotografia PR criança é uma profissão

como as outras O que é na verdade né até

que um dia um professor que era uma

professor que eu admirava muito veio

falar comigo já era grande ter uns 12 ou

13 anos e aí o cara e

e chega para mim conversa eu sabia que

ele gostava de fotografia F Olha o meu

pai tem uma foto que pareceu no liberra

parece é que bom não mas é uma foto para

liber rason tá na capa tá na capa do

Liber rason o cara tá na na cabra mas

pera aí qual é o nome do teu pai [ __ ]

você bachou salgado falou que o quê o

grande salgado é teu pai foi aí que eu

realizei que o tão tava bombando

[Música]

né Hoje tá o frio do cão tá fazendo gra

abaixo de zero Jura é o chato é o vento

né esse vento pega que tá estando todo

mundo aqui

hoje oi oi tchão

chegou Opa valeu

como é que você tá ja tudo legal Tudo

ótimo você também tudo bom filho

beleza Onde você quer vamos lá ó um

pouco de

luz aqui

né Aqui tem essa sala

aqui sala que não ter

talvez mais uma pintura do Rodrigo aqui

são fotos de um de um senhor que foi meu

amigo que eu gostei demais dele um

fotógrafo Russo chamado Dimitri balman

Dimitri talvez tenha sido o fotógrafo

mais importante da segunda guerra

mundial ele foi fotógrafo do exército

vermelho e aqui são duas fotografias que

ele me deu da Batalha de Moscou os

alemães chegaram na periferia de Moscou

a linha de defesa dos alemães dos russos

contra os alemães eu seria dentro de

Moscou hoje

as fotografias de fotógrafos antigos

latinoamericanos essas duas fotografias

do maramb algumas fotografias do Manuel

Álvares brav e uma fotografia da Tina

mod a gente tem 35 fotografias da que a

gente também faz parte dessa que do m

visitando exposições e Muita exposição

de pintura eu gostava demais gosto ainda

hoje demais dos pintores e

e tradicionais holandeses né e eu

gostava muito da escola holandesa de

pintura das luzes da escola holandesa e

na realidade se a gente olha bem os

pintores da escola holandesa eles tem um

contorno de luz fabuloso eles tem um

efeito de luz de trás muito interessante

eu tenho impressão que me influenciou

muito a maneira que desenvolveram a luz

e uma luz que coincidia muito com a luz

que eu que eu vi quando era criança lá

no Vale do Rio Doce não é nós tínhamos

luz forte o fato de eu ser muito

branquinho eu saía no sol tinha que sair

de chapéu senão o meu nariz queimava e

feria então a gente tava sem meio na

sombra então tudo que a gente olhava era

da sombra pro pra luz

então eu acho isso desenvolveu uma uma

parte da minha fotografia que é que é

interessante eu esse domínio da Luz

contra a luz e quase toda a minha

fotografia é feita contra a

[Música]

luzar PR você ver a outra foto mar ch

coisa linda Opa tô com pé sujíssimo aqui

nós vamos ter que dar uma limpadinha

nele é porque senão vai sujar a casa

inteirinha lá deixa eu pegar

aqui banco Pera aí eu vou pegar um pano

Vou botar aqui todo mundo passa o pé em

cima pronto é assim fica

democrático Lé tá bem agasalho tá né sim

senhor che chefe é ontem você sentiu

frio Pois é por isso que hoje eu melhor

você quer que eu que eu amarro para você

na frente tá tô senti frio aa tá na

minha bolsa e daqui a pouco gente tchau

tchau daqui a pouco a gente se

vê esse buraquinho você tá com

buraquinho e o início da minha da minha

vida foi numa fazenda e depois em 1948

quando eu tinha 4 anos de idade nós

mamos mudamos pra cidade mudamos paraa

rua porque eu tenho sete irmãs e as

minhas irmãs tinham que ir para pra

escola eu fiz escola primária escola

início da escola secundária em emores e

fui paraa Vitória depois em 1960 para

fazer o que a gente chamava na época o

científico que era a segunda parte do da

escola secundária então para mim foi

muito interessante eu saí de uma pequena

cidade ir para uma cidade bem maior

Apesar que Vitória é uma cidade

relativamente pequena nos moldes de hoje

mas já era uma cidade de 120.000

habitantes

e já tinha tudo uma cidade grande tinha

sinal de tráfego que eu conheci pela

primeira vez tinha telefone que eu

conheci pela primeira vez Então são

essas coisas da vida moderna que foi

chegando para mim também que eu fui

conhecendo fiz a faculdade em Vitória aí

quando eu eu conheci a lélia eu entrei

no primeiro ano da faculdade em

1964 eu conheci a lélia a minha esposa

de toda a minha vida nós começamos 64

casamos em

67 e no início de 68 mês de janeiro de

68 nós mudamos para São Paulo onde eu

fui fazer um um mestrado em economia e E

logo depois em 69 nós vios pr pra França

[Música]

nós chegamos aqui no mês de agosto ainda

é uma época de muita luz foi um início a

descoberta nós adoramos chegar em Paris

Paris que a gente já conhecia como a

linha da mão porque a minha geração no

Brasil a gente estudou sete anos de

francês né a gente aprendia todos os

clássicos francês na escola secundária e

eu trabalhei na Aliança Francesa em cima

da minha mesa eu tinha um mapa de Paris

então eu conhecia todos as de Paris hist

ótima que a história do chá né Vai conta

aí para mim ess adora essa história que

história é essa a minha mãe era

esoterista a minha mãe tinha uns

pensamento positivo Fantástico sabe

Então ela foi em Belo Horizonte no circ

exotérico da comunhão do pensamento de

Belo Horizonte e passaram para ela um

chá um chá de abrir caminho ela tinha

que me lavar com esse chá que ela queria

esse chá para mim porque ela tinha tinha

preocupação único filho homem então um

dia ela me agarrou de força para me deu

um banho com esse chá de abri caminho

pronto ela ficou satisfeitíssima ela

tava com cedo despreocupado aí agora

minha mãe já tava velhinha um dia ela

falou com a minha irmã com a Penha Pois

é Penha eu tenho um problema de

consciência muito sério eu Forcei o

tãozinho a a tomar aquele banho de chá

de abrir caminho abriu caminho demais

ele foi embora nunca mais

voltou achei essa história

linda el tava perdendo um pouquinho cab

ele

arquitetonicamente este Edifício de

pedra e vidro é um equilíbrio Quando

cheguei em Paris não foi uma grande

surpresa foi um prazer mas logo aquele

prazer foi se transformando em falta do

Brasil falta da família falta daquela

luz do Brasil que foi apertando o

inverno Foi chegando e quando chegou

dezembro o dia terminava às 3:30 da

tarde S às 9:30 da manhã sem luz um frio

difícil primeiro ano nós não tínhamos

bolsa de estudo nós tivemos que

trabalhar eh fazer trabalhinhos para

conseguir sobreviver né com a quantidade

mínima de recurso uma repressão brutal

no Brasil que aí a repressão nesse

momento tava difícil a possibilidade da

gente voltar ao Brasil era muito pequena

muito muito pequena a gente sabia que ia

reduzindo cada vez mas porque da

atividade política da gente na França

ligado às pessoas que chegavam

torturadas aqui então a gente fez uma

opção e e foi Olha foram momentos muito

difíceis da nossa vida eu preparei um a

base de uma tese para um doutoramento de

em economia não defendi a tese porque

não sou Doutor em economia mas fiz toda

a parte teórica do curso e logo depois

em

1971 eu fui trabalhar em Londres na

organização internacional do café porque

eu era um jovem economista mais

responsável

de investimentos da organização

internacional do café em três países da

África era o o ex cono Bel o zairo rando

burundi E então fazendo viagens nessa

região eu levava uma máquina fotográfica

porque eu descobri a fotografia aqui em

Paris em

1970 a lélia comprou uma câmara para

fazer fotografia de

arquitetura e eu descobri pela primeira

vez a

fotografia é eu que fiz Nós moramos em

Londres tá começando fotografia nessa

época aí a Néa tava lendo um livro na

casa de um amigo is coisa de época

parece né mas nessa época usava vestido

longo ouam época tudo era bonito o

sapato Dona Lelinha é mas os sapatos são

assim até hoje né sapato de mulher é a

coisa mais linda que tem no planeta não

tem nada mais bonito que um sapato

quando eu voltava para Londres as

fotografias me davam 10 vezes mais

prazer do que os relatórios econômicos

que eu tinha que escrever e nesse

momento eu tomei a decisão de virar

fotógrafo e tinha que tomar decisão de

abandonar tudo e começar uma carreira

nova e uma carreira que eu eu tinha

certeza que eu gostava mas uma certeza

relativa que eu tava muito no início eu

lembro que quando eu fui pedir demissão

da organização do café o o o presidente

da organização era um brasileiro Então

eu fui conversar com Beltrão falei olha

Beltrão eu vou pedir demissão da

organização vou embora eu fi lá salgado

eu eu sabia que você ia pedir demissão

porque você teve uma proposta Eu soube

que você teve uma proposta pelo Banco

Mundial eu falei não meut trão vou virar

fotógrafo voltar para Paris para ser

fotógrafo ele me deu uma brunca falou

salgado Eu também quero ser fotógrafo a

minha mulher quer ser fotógrafo a minha

filha quer ser fotógrafo todo mundo quer

ser fotógrafo ele me achou

assim um um idiota de primeiro primeiro

nível né porque o jovem assim querer mas

eu resolvi realmente E voltei para Paris

e comecei realmente fotografia as coisas

não estavam dando muito certo pro

Sebastião e pra lélia é pro pai e pra

mãe né eles tinham tinham voltado da

Inglaterra já com projeto de virar

fotógrafo e depois de TRS meses o

dinheiro

acabou sem grana Eles mudaram para cá e

moravam num quarto

a família toda morava no quarto quando

eu nasci a gente morava em 15 M

[Música]

qu eu não sabia que tipo de fotografia

ia fazer eu tentei tudo eu

fiz n fiz paisagem fiz Esporte e um dia

sem saber porque eu terminei fazendo a

fotografia realmente que eu fui

preparado para fazer fotografia social

fotografia do os países em

desenvolvimento eu comecei a viajar pra

África e essa decisão eu não tomei de

fazer ela veio

naturalmente eu fui freelancer nessa

época porque existia um grande número de

revistas na França a gente se

apresentava vi o Sumário da revista que

eles precisavam a gente ia

fotografar e assim foi aos poucos eu fui

viajando também para pro niger fazer

fome no niger na Etiópia e aos poucos eu

fui ficando conhecido e finalmente eu

comecei a passar PR as revistas maiores

como par como Newsweek e o momento houve

uma oportunidade que eu fosse trabalhar

na Sigma que era uma agência nova que

tinha sido criada partir de uma cisão

com a agência Gama que era talvez a

maior agência e de fotógrafos de

atualidade do mundo não gostei muito aí

passei imediatamente para Gama entrei na

agência Gama onde eu fii 4

[Música]

anos não o negócio com com com bai é que

durante muito tempo para mim o tão era o

Indiana Jones não era o fato dele ser um

fotógrafo fazia fotos bonitas isso não

me tocou até até pouco tempo o que me

tocava era o que ele fazia né ele era o

cara que eh i descobrir conflito que é

ia entrevistar e fazer foto de movimento

de população e no Tad e época de

rebelião e

e entrou ilegalmente na

Etiópia E aí ele foi raptado pelo

movimento de guerrilha desapareceu

durante meses eh acabou voltando sempre

com histórias incríveis de lugares que

nunca ninguém vai né então isso para mim

que era que eu admirava do tão né que

era o fato dele ser capaz de de nesses

lugares todos que nunca ninguém ia e que

era uma coisa muito heróica né em 76

fiquei sem passaporte eu não podia mais

viajar eu não podia mais em lugar nenhum

né eu só tinha que ficar parado aqui em

Paris então a gência Gama me deu um

trabalho para fazer para fotografar o

primeiro torneio lancy Golf que era a

coisa mais jet7 mais sofisticada da

Europa que você podia imaginar Então eu

fui fotografado lá fotografando um

senhor a meu lado senhor de idade tudo e

começou a conversar ele viio meu ST

falou assim você é de que país eu falei

sou brasileiro conheço muito seu país eu

já fiz uma expedição pela Amazonas eu

puxa conheço a Amazônia inteira adoro

Amazônia e tudo e ele me perguntou e

você é fotó profissional F Sim sou uma

fotografia minha profissão virei para

ele e e qual é a sua profissão eu falou

ah eu sou o rei de todos os Belgas era o

Rei da belg no início minhas fotografias

incomodavam eu fazia uma foto o lembro

do balesteiros que é grande jogador e e

espanhol ele ia tão atacado eu fiz uma

foto ele parou e olhou para mim assim eu

fui destruído ali né mas depois que viia

Amigo do Rei Qualquer um podia bater na

bola podia fazer foto que não tinha

problema tal eu fiz todo o torneio e

tudo e o último dia do torneio tinha

Arnold Palmer que er o maior jogador de

de golf do planeta um americano

Ele foi ao segundo andar da Torre eo com

toda aquela Cúpula do Golf não é e

colocaram uma bolinha num ponto lá do

segundo andar ele deu uma tacada na bola

e onde a bola caiu fizeram um monumento

ergueram um monumento ao Golf então er

coisa então me deram a exclusividade da

fotografia o Arnoldo falei tudo bem

Arnold Tudo ótimo pode ir tal D atacada

eu faço a foto a foto Espetacular tudo

bem correndo a torre eo pego a minha

motocicletinha vou pra Gama para revelar

o filme pra gente distribuir para todos

os jornais para todos os agentes quer

fotó exclusivo aí eu começo a rebobinar

o meu filme rebobinar rebobinar

rebobinar e não sentia o aquele

barulhinho que faz o filme Quando acaba

você acaba de rebobinar falei gente tem

um probleminha entrei na câmara escura

abro não tinha não tinha filme na

máquina eu não fiz nenhuma foto e a

noite para fechar grande festa tinha uma

recepção no maior restaurante de parí

que a Tour darjan e eu o convidado para

trazer as fotografias para mostrar e

tudo eu tive que cheguei lá do tamanho

de um ratinho sabe escondendo um pouco

pelos cantos não sabendo como ia chegar

aí encontro meu amigo Rei Sebastião as

fotos eu falei assim olha seu rei teve

um probleminha eu não tinha fil na

máquina Ele morreu de rei chamou todo

mundo falou a acontece até com o

profissional não só com a gente todo

mundo esquece fotar o filme na ma aí foi

uma festa terminou em festa tudo mas

olha mas um momento difícil da minha

vida a Maria Zita me deixa Esses quados

às vezes atravessar aí eu saio acertando

ele aqui

Rodrigo são desenhos do do nosso filho

do Rodrigo que Rodrigo tem um Síndrome

de Down

mas Rodrigo é também pintor ele pinta de

uma maneira fantástica tem coisas

Fabulosas do

Rodrigo eu acho que para todas as

pessoas que tem um filho que tem

síndrome de Down é difícil no início né

e depois a partir de um momento você

começa a ver que tem uma solução sim a

solução é que não tem solução você tem

que viver com seu problema é seu é seu

filho a única coisa que você tem é afeto

a dar e a receber porque eles também

Mais e aí você passa a ter sua vida sua

vida passa ser uma vida normal

rica eu acabei de trabalhar na China

agora e levei o Rodrigo comigo nós

estamos preparando um livro sobre café

já 6 anos que Eu fotografo cada ano Eu

fotografo 15 dias para ir então como é

uma reportagem tranquila então levei o

Dio falei aqui nós podemos levar e olha

foi maravilhosa experiência com Rodrigo

nós trabalhava eu trabalho muito de 7 da

manhã 8 horas da noite o dia inteiro

Então eu saí pro campo com o meu

assistente Jaque barteli que é um

francês maravilhoso nós tivemos no sul

da China na Província de yunan e logo os

tradutores chofer enturmar com Rodrigo

sabe você dá um pouquinho pro Rodrigo

ele te devolve 10 vezes mais em afeto

Olha foi muito bem foi uma viagem

fantástica com o meu

filho eu acho que o Rodrigo

eh ajudou a nossa vida eu não posso

dizer mais só a minha mas eu l e tudo a

a vivermos de uma outra forma a

relacionarmos de uma outra forma com as

pessoas a a ter uma preocupação muito

grande

com a deficiência que estava em volta

que era ele mesmo estava dentro da nossa

casa então Possivelmente

essa convivência com o Rodrigo tem me

levado a uma a uma prática de um

trabalho social muito mais intenso

exatamente na época eu comecei a fazer

uns trabalhos com Médicos Sem Fronteira

na África que eu preparei vários livros

sobre a fome sobre sobre criança sobre

tudo então eu acho que essa

transformação da nossa vida levou a uma

outra maneira de eu fazer minha

intervenção de

fotografia Rodrigo ajudou

muito aqui

tem a foto do Eduard bub um grande amigo

fotógrafo que que hoje morreu já morreu

já tem já morreu tem uns 6 7 anos nós

fizemos uma troca de fotografias is é

uma foto feita na Holanda com muitos

anos atrás viu muitos anos só pode ter

ser feito nos anos 50 com os canais

totalmente gelados tá vendo os barcos os

canais gelados na h no inverno também

estando duas fotos do

Caon uma foto que ele ofereceu PR

Lelinha L para

mim em

1979 eu entrei na agência Magnum onde eu

passei 15 anos da minha vida foi muito

importante uma época muito importante na

minha vida porque aí eu tive

oportunidade de ter um Convívio com

fotógrafos que tinham Mega experiência

nãoé Como o George hoder foi um dos

fundadores da agência Magna Car bron

ainda tava Henrique Lessing e uma série

de fotógrafos da marg já tinham na época

mais de 60 anos que tinha uma maturidade

enorme e que me ajudaram muito na na

recentr da minha fotografia a para mim

foi um lugar onde eu aprendi muito mas

em

1994 depois de 15 anos na Magna eu saí e

nós criamos junto com a lélia uma

pequena agência de fotografias que é a

menor agência do mundo porque só tem um

fotógrafo Amazonas

imagem

proc dos

principais

[Música]

pregun hum

hum

hum cor

perfeito

soida eu tava fazendo uma uma reportagem

pro New York Times na Austrália e na

volta da Austrália eu queria voltar via

Pacífico não é via Califórnia pro pros

Estados Unidos e quando eu cheguei em

Nova York um amigo que era o editor de

fotografia do New York Times Magazine me

pediu para fazer uma uma história sobre

os 100 primeiros dias do re ele queria

que eu fotografasse eu cheguei na Casa

Branca numa sexta-feira no sábado eles

me ajudaram fiz toda a formalidade no

domingo eu já fotografei o rean que saiu

especialmente paraas fotografias mas na

segunda-feira ele tinha que fazer uma

conferência

pros presidentes de dessa empresa de

indústria de conção Americana no Hotel

Hilton de Washington e quando eu me

apresentei ao pessoal da Casa Branca

falou olha eu tem que ir falou olha

salgado a sua credencial paraa Casa

Branca tem problema nenhum aqui você

pode fazer tudo agora fora da Casa

Branca nós não depende da gente insisti

falou olha vão te dar um agente de

segurança vamos te dar um agente do FBI

que vai você vai junto eu falei então

vamos embora ele falou assim olha mas

você tem que ir no carro da segurança me

botaram dentro de um caminhão um

caminhão desses fechado um baú né e e lá

dentro devia ter uns 20 ou 30 agente de

segurança e foi muito engraçado que eles

gozaram da minha cara né meu sotaque

brasileiro de falar inglês aquela coisa

e Chegamos na casa branca com meu agente

o rean tava falando e eu fotografando e

nessa época eu tava fotografando em

corro não era um reportagem preto e

branco eu queria fazer uma foto dele na

saída do hotel ele falou só se corre

passando dentro do hotel eu falei vamos

embora aí saí correndo aí quando eu

cheguei na porta do hotel eu vi o

presidente já saindo eu tinha uma laica

uma M5 com uma lente de 50 mm eu

coloquei no olho para fazer a fotografia

que eu escutei os tiros falei você tá

acontecendo alguma coisa de grave mas eu

tava correndo eu continuei e aqueles

todos aqueles agentes que estavam

fazendo segurança eram meus colegas o

cavão estava então eles me conheceram me

deixaram entrar eu entrei no círculo do

atentado

então eu fotografei todo o atentado a

sequência que o atentado foi uma

confusão aquilo ali e quando terminou

não tinha mais uma gente de segurança os

carros sumiram os carros de segurança e

eu fiquei lá parado no meio da rua eu

não tinha um tusta no bolso nessa época

não tinha não tinha as caixas para você

trocar pegar o dinheiro né Eu eu tava

trabalhando na Casa Branca não levei

dinheiro deixei dinheiro no hotel

e eu não sabia de que lado que era Casa

Branca aí eu fui perguntando levei quase

uma hora para voltar pra casa branca a

pé e lá Eu telefonei pro New York Times

pro editor de fotografia e falou olha

seão você fez as fotografias talvez você

ten uma grande história da sua vida que

o presidente foi atingido ele tá muito

mal tá no hospital entre a vida e a

morte aí que eu me realizei realmente

que eu tinha tá dentro um atentado um

presidente dos Estados Unidos e não foi

interessante a sequência de fotografias

foi publicado em todos os jornais do

mundo eu financeiramente para mim foi

muito interessante agora é uma história

que eu não falo muito que eu não conto

muito eu não quero de forma alguma que

as pessoas me identifiquem Hoje não tem

mais esse risco mas na época que me

identificassem como o fotógrafo do

atentado do presidente R

eh essas fotografias foi publicada na

época e depois nunca mais eu tirei da

circulação quando eu comecei a trabalhar

eu não sabia realmente se era só preto e

branco ou se era cor eu eu tentei tudo é

claro que o preto e branco para mim era

mais fácil porque eu podia revelar eu

podia seguir todo o processo eu comecei

efetivamente com preto e branco na

realidade quando eu comecei fotografia

em 1970 eu tava na Cidade Universitária

aqui em Paris

e eu comecei a fotografar e a revelar

meus filmes e engraçado para você expor

corretamente o preto e branco você tem

que revelar E você tem que saber o que

que você precisa na hora de copiar em

cima do seu negativo a densidade do seu

negativo e você acaba aprendendo a espor

aprendendo a revelar a revelar em função

do do que você precisa é quase como

fazer a cozinha o pranto Preto você

acaba botando um pouquinho de sal um

pouquinho de pimenta do reino nãoé isso

um pouquinho de tempero aqui tudo você

acaba criando o seu tempero mas ao mesmo

tempo eu comecei fotografar em cor e

[Música]

a cor era muito complicado porque nessa

época a gente tinha que fazer

diapositivo a única maneira de você

copiar nas revistas apresentar nas

revistas tinha que apresentar um

diapositivo e as revistas trabalhavam a

partir do diapositivo o diapositivo

primeiro que é muito complicado para

expor diapositivo é produto final tem um

outro uma outra característica terrível

do diapositivo é

que o filme já vinha montado você

fotografava um filme de 36 posos vinha

montadinho nos quadrinhos e as fotos que

não eram você não consideravam muito

boas que não eram muito ní você jogava

fora você guardava só o o as as melhores

e você nessa brincadeira você perdia a

sequência então você não tinha mais o

histórico da sua fotografia na realidade

o histórico de um fotógrafo são as

pranchas de contato são uma sequência

que você pode seguir o que você fez não

é você vai olhando as várias pranchas de

contato você revive o que você

fotografou outra vez isso é muito

importante você ter essa essa vivência

eh eh da continuidade do que você fez as

emoções que você tem editando uma uma

sequência eh a partir de uma prancha de

contato são exatamente as mesmas emoções

que você teve no momento de fotografar

você vive as mesmas coisas e outra coisa

que me incomodava profundamente na cor

eram as saturações de cor eu tinha por

exemplo um vermelho que era

profundamente vermelho um azul que era

profundamente azul e quando eu olhava

uma foto que eu achava bonita mas eu só

olhava pro profundamente vermelho pro

profundamente azul eu não tinha aquela

Gama de Cinza que o preto branco me dava

que na realidade o preto e branco é uma

abstração mas naquela abstração eu

conseguia

ah sentir todas as Gamas de cor e ao

mesmo tempo me abstrair das cores me

concentrar

no tema que eu tava fotografando na

dignidade das pessoas não é isso na

na no no olhar eu eu conseguia me

concentrar

totalmente dando um pouco mais de Cinza

um pouco mais de preto um pouco mais de

branco concentrar no tema principal que

me interessava no esporte da fotografia

o que a cor não me permitia então aos

poucos eu fui abandonando a cor eu era

obrigado a fazer quando eu tava nas

agências de imprensa Porque nessa época

a gente tinha que fotografar a cor e

preto e branco eu tinha uma duas câmeras

com a mesma lente eu fotografava cor e

fotografa preto e branco o que hoje eu

lembro de fotografias Geniais mas estava

no lado da cor e que eu perdi quer dizer

o aquele momento decisivo às vezes

aconteceu com uma câmera às vezes

acontecia com outra então eu

perdi pelo menos 50% das oportunidades

fotográficas por causa da cor e eu só

pude viver exclusivamente do meu preto e

branco no final dos anos 80 Eu lembro

que a última reportagem em cor que eu

fiz foi em 1987 o aniversário da

Revolução Russa em Moscou foi a última

reportagem que eu fiz paraa Live

Magazine em Moscou e a partir daí eu

fotografei exclusivamente preto e

[Música]

branco eh nós ficamos fora do Brasil

muitos anos

tivemos problemas lá com a ditadura e

não dava pra gente voltar Nós entramos

numa lista de de pessoas não gratas no

Brasil não é isso eu não consegui

renovar passaporte Embaixada foi

complicadíssimo para renovar

eh eu e a lélia estvamos numa lista

negra então foi muito complicado tanto

que quando eu tomei a decisão de fazer

as fotografias sobre a América Latina

sobre outras Américas foi uma

possibilidade de eu me aproximar do

Brasil Eu lembro que eu tive uma

encomenda da anesti Internacional de

fazer fotografias no Chile e no

[Música]

Paraguai foram fotografias muito

difíceis para mim porque se eu fosse

preso no Chile que já na época do do do

pinochet ou se fosse preso no Paraguai

eu seria enviado de volta ao Brasil e aí

eu não sabia o que que podia me

acontecer que a repressão era muito

forte a tortura muito forte no Brasil

mas eu aceitei de fazer esse trabalho

Fui teria a oportunidade de eu voltar e

o pior que eu trabalhava com o inglês

que ele queria absolutamente se fazer

preso ele queria ser preso para para ele

era um currículo extremo Fantástico ser

preso no Chile ou ser preso no Paraguai

e e para mim era um medo terrível de ser

preso e ser enviado de volta ao Brasil

er brigas terríveis que eu tinha com o

inglês pro inglês se acalmar você

entende não se não se expor tanto como

ele se expunha mas enfim foi eu

trabalhando no Paraguai eu tive a

oportunidade de dar uma entradinha no

Brasil eu trabalhando em Peru Juan

cabalheiro a rua dividia com Ponta Porã

e eu pude entrar em pon Porã tomar uma

cerveja tá uma ligadinha para minha

família Olha foi um negócio assim

Fantástico e voltei várias vezes voltei

na Bolívia voltei no Equador que são na

realidade são países bastante diferente

da gente mas também com muito da gente

muito próximo é Nossa América Latina né

então foi aí que eu pude querendo voltar

próximo do Brasil criar um corpo de

trabalho fotográfico que eu acabei

fotografando oito nove países da América

Latina e depois completei com o Brasil e

fazer o meu primeiro livro de fotografia

chamado outras Américas em

1979 houve anesti

e final do ano de 79 e no dia 31 de

Dezembro de 79 eu voltei ao Brasil L

voltou 15 dias antes com os meninos que

eram pequenininhos a minha irmã e meu

cunhado me emprestaram um

Corcel e eu fiz todo o norte nordeste do

Brasil eu fui para Brasília subi a Belém

Brasília fui para Belém e vim descendo

no nordeste durante se meses entende

então eu vim me recarregando de Brasil

SA vi vendo no Brasil Outra Vez vim

vendo tantas coisas do Brasil que eu não

conhecia que eu tinha um sonho de

[Música]

conhecer isso foi a conclusão do meu

livro outras Américas que eu comecei

trabalhando no Equador Bolívia e fui

trabalhando em volta Paraguai e tudo e

consegui a conclusão no Brasil a partir

dessa época então eu pude entrar

fotografar no

Brasil nessa época eu trabalhei muito

com as comunidades eclesiásticas de base

com as fetag a Federação dos

Trabalhadores Rurais muito com o

movimento de resistência de

trabalhadores rurais no interior do

Brasil tanto que eu pude fazer um livro

depois com o movimento trabador sem

terra em

1996 onde eu utilizei muito dessas

fotografi o movimento não existia ainda

nessa época mas a base do movimento

nasceu nessa

[Aplausos]

é eu continuei voltando muito ao Brasil

viajei muito pelo interior Brasil

continuei fazendo um de trabalho a ponto

que hoje eu tenho um trabalho

considerável sobre o Brasil eu na

realidade eu sou um

brasileiro que aprendeu fotografia fora

do Brasil mas é claro que com a minha

herança cultural brasileira fez com que

a minha fotografia tivesse um toque

brasileiro muito forte sem ter a técnica

Brasileira de fotografia que eu não

aprendi no Brasil mas depois quando eu

pude voltar ao Brasil eu trabalhei e

trabalhei muito muito no Brasil

Points

vees você chega numa realidade chega num

ambiente e medida que você começa a

fotografar você começa a provocar uma

dinmica diferente aos poucos as pessoas

começam a integrar com a câmara com você

e a partir de um momento se são cinco

pessoas são 10 São 50 às vezes 100

pessoas estão todas ligadas ao seu

movimento de fotógrafo a sua fotografia

a sua aproximação delas aí você começa a

ter uma integração Total uma autorização

de todos para fotografar entende de

entrar existe uma mágica criada com com

com a lente então o ato de fotografar é

é um ato muito forte é um ato que na

realidade eh não é só o fotógrafo faz a

fotografia são as pessoas fotografadas

também que te oferece muito do que você

faz é essa relação que você mantém que

elas te dão mais ou te dão menos então é

uma coisa é uma coisa

interessante a BBC fez um filme sobre

meu trabalho e eles vieram comigo em

algumas reportagens aí o cara do bvc um

momento falou ass salgado Escuta aqui eu

tô cantando F Pois é você canta

fotografando eu não sabia que eu cantava

fotografando então quando eu tô

totalmente integrado a minha fotografia

eu canto você entende e na realidade a

canção também criava um um um ambiente

não é isso criava um movimento junto as

pessoas e criam até hoje na realidade

junta as pessoas e você consegue um um

trânsito você consegue flutuar você

consegue

e viver comidade agora é um prazer muito

grande você tem

livro salgado não eu acho que acabou

tudo os livros só tem o fot que tem

duas

salgado seada

ten em

1987 86 quando eu fui na Serra Pelada eu

tomei a decisão de fazer um trabalho

fotográfico todo em preto e branco que

se transformou num livro trabalhadores e

a Serra Pelada foi a primeira das

reportagens então com lélia nós tomamos

a decisão que eu iria fazer um trabalho

baseado na teoria do Marx sobre o o o

trabalho produtivo que me motivava

extremamente o fato de eu ter sido

economista sobre eh o fim da primeira a

grande revolução industrial focada no

trabalho produtivo um retrato do Mundo

do Trabalho antes que ele se terminasse

completamente onde que ele passasse a

ser outra coisa eu fiz o conceito de um

projeto um projeto em vários anos e fui

o primeiro projeto a longo longo prazo

que eu fiz então durante 5 anos eu ia

buscar na Índia eu ia buscar na China ou

ia buscar na Rússia parte do setor

produtivo que me interessava foi na

realidade

o primeiro grande trabalho

exclusivamente Branco e Preto que eu

fiz então eu cheguei na Serra Pelada num

Bandeirante e fiquei na Serra Pelada

mesmo eu fiquei primeiro numa

pensãozinha que tinha toda de madeira e

depois eu encontrei com padre do meu

pai que me convidou para ficar no

barraco deles então eu fiquei com eles

no barraco dormia numa

rede eu passei um mês na Serra Pelada

tive uma complicação muito grande quando

eu cheguei eu nasci em mores uma cidade

do Vale do Rio Doce

e

então o meu nome era associado ao Vale

do Rio Doce que na realidade a Vale do

Rio Doce é a proprietária de Todas

aquelas terras adjacentes e e o toda

aquela aquela região então existia uma

crença de que a Vale do Rio Doce ia

botar para fora todos os trabalhadores

exigi a saída dos trabalhadores e

explorar a mina de ouro então era a o

que se acreditava na Serra Pelada nessa

época entende o que não era verdade não

tinha nada a ver eu lembro que quando eu

cheguei pela primeira vez na beira

daquele grande buraco que devia fazer

aqui uns dois campos de futebol assim

num profundidade imensa já houve um

silêncio todo mundo trabalhando Você

entende alguém foi vendo não foi

comunicando com outro 5 minutos no

silêncio total depois uma vaia imensa

para mim eu compreendi depois quando eu

encontrei um compadre do meu pai que

falou olha tãozinho o fato ter chegado

lá de de Aimorés vem do Vale do Rio Doce

tinha similar a Vale do Rio 12 e tudo

mas aconteceu um fenômeno no mesmo dia

que foi muito interessante eu tô

fotografando o fato de hoje eu não tenho

cabelo mas na época eu tinha um cabelo

bem grande louro bigode meio Claro

marrom aquela coisa toda um soldado

falou assim gringo Cadê seu passaporte

eu falei assim eu não sou gringo eu sou

brasileiro não tem passaporte não eu

quero o seu passaporte e tal e começou a

discutir comigo eu falei que eu não

tinha eu era brasileiro e tal o cara não

facilitou paf me algemou me prendeu e

foi me arrastando [ __ ] os trabalhadores

viram que eu não era ligado à Vale do

Rio Doce nem ao poder nem a nada o cara

me prendeu E aí [ __ ] aí foi uma vaia ao

soldado e gritando xingando e o soldado

me levou quando voltei eu tava bem com

os trabalhadores também Resolve Meu

Problema partir daí eu não tive mais

problema para para trabalhar etade ali

aconteceu um negócio muito interessante

na Serra pela eh existia uma luta de

classe A verdadeira luta de classe ali

na realidade o soldado tinha um poder

porque ele representava o estado ele

tinha as armas não é impunha uma certa

ordem ali dentro e do outro lado você

tinha os trabalhadores potencialmente o

trabalhador er um milionário então ele

se sentia uma classe muitíssimo mais

alto que a Claus do soldado E o pior que

os soldados às vezes atiravam eles

matavam atiravam e tudo e aconteceu

muitos lixamentos na Serra Pelada o cara

atirava e ele tinha em volta dele 2000

trabalhadores cheio de pedra em volta

eles lapidam soldado lincham jogavam

pedra matavam a pelada bastante grande e

aconteciam vários desses conflitos

durante o dia né eu tive muita sorte

daquilo acontecer em frente de mim eu

fiz três fotografias quatro fotografi e

e tem aquela foto que aconteceu em

frente

do esse livro também foi editado no

Brasil pela companhia das letras a lélia

tem um astúcias Fabulosas para desenhar

os livros dentro das maquetes dela de

livro ela tem histórias e aqui a a

história Central desse livro é o navio o

navio na realidade Ele nasce numa mina

de carvão Ele nasce numa mina de mineral

de de de de Ferro né esse carvão e essa

esse ferro vem numa

Siderúrgica é transformado em aço e

esses esse aço ele acaba indo para e

estaleiros Navais né ISS quando a gente

começa a olhar um navio olha um navio tá

sendo criado aqui tá sendo

montado são placas de Aço nãoé todas

retas

e e aqui a gente pode ver não é as

partes do navio sendo montado né eoos

poucos vai tomando forma e um dia esse

navio

eh tem a forma perfeita e é lançado é

lançado ao mar e ele vai viajar ele vai

ligar civilizações ele vai ligar

sociedades esse navio roda o planeta

inteiro sem parar né Essas eles que

estão aqui atrás empurrando o navio e

passam de todas as águas todos os pó e

um dia esse navio perde a função ele não

é mais navio não é n ele vai morrer

então ele vem para essas praias olha

aqui o navio chega essas praias de de da

Índia do Paquistão do banglades qu tem

os grandes desmontes mundiais de navio

então ele ele é canibalizando o navio

então ele é transformado em tudo que ele

transportou até a hélice dele que é o

metal mais nobre que ele tem que é

bronze é transformado em em chaleiras

todas as chaleiras de chá do bangladesch

que são maravilhosas vem de hélice de

navio aquele escolar maravilhosos

daquelas mulheres do banglades são todos

provenientes de de de de bronze dos

navios são escolares maravilhosos e tudo

então o que é Fabuloso o navio é a

história central do sistema Industrial

Então eu acho que isso que é

interessante nesses livros de

fotografias nessas n coisas que é o

conjunto dessas coisas Não é só a

fotografia que é interessante é a

maneira de utilizar fotografia eh a

edição dessas fotografias a dedicação

total

torno da fotografia você poder criar no

fundo uma linguagem informativa completa

fotografia precisa de tradu você escreve

é universal é a verdadeira linguagem

Universal fotografia e para que essa

linguagem tem o poder de transmissão ela

tem que ser bem escrita tem que ser bem

apresentada bem feita e na

realidade você não precisa de

legenda fazendo trabadores

a ver que na realidade essa

transformação tinha sido provocada por

uma enorme revolução no mundo uma

reorganização do sistema produtivo

planetário que começou a criar

concentrações industriais por exemplo a

gente vê no Brasil São Paulo passou a

ser uma das grandes concentrações

industriais de toda a América não só da

América do Sul mas de toda a América

aquilo provocou uma deformação brutal no

Brasil um abandono um êxodos de

populações inteiras do Nordeste que

disfam para trabalhar em São Paulo do

interior de São Paulo

então uma cidade que tinha 3 milhões de

habitantes até nos anos 70 é isso passou

a ter mais de 15 milhões de habitantes

de um momento para outro né todo

provocado por essa concentração isso foi

verdade em estambul verdade na Índia em

Bombaim em Nova Deli verdade em Shangai

verdade

[Música]

então a gente tomou a decisão de fazer

um outro livro e que chamava êxodos

contando a história desse movimento de

população então é um livro que eu acho

não sei se eu ten uma cópia de jus aqui

ah tem tem uma cópia aqui

esse aqui aliás é a edição brasileira

companhia das letras do êxodos então

êxodos é exatamente essa história do do

do da reorganização da família humana

para contar essa história a gente

começou a ver a imigração do campo pra

cidade

eh a imigração entre país deslocamento

entre país grande deslocamento e um

deslocamento de de busca de de trabalho

busca de conforto busca de uma melhor

condição de vida não é isso os

trabalhadores desloc da África para

Europa da América Latina PR América do

Norte de parte da América Latina pro

Brasil imigração de

bolivianos na Ásia do Vietname em

direção a Hong Kong e por fora Fi aí e

também uma parte do deslocamento em

função de guerr

então durante 7 anos eu rodei no mundo

fotografando esse deslocamento de

população que criamos o livro

Os durante a época

que a gente tava terminando e

apresentando eu ainda tava fotografando

a gente começou a trabalhar no Instituto

terra a gente comprou a fazenda que foi

do meus pais no interior de Minas Gerais

e eu sou o único filho homem tem sete

irmãos

e meus pais queriam vender mas vender

para mim único homem PR gente PR terra

ficar na família então nós chegamos vios

aquela Fazenda completamente degradada o

que que nós vamos fazer dessa terra e

aléa teve a ideia da gente replantar a

floresta que tava lá hoje nós estamos

com 2 milhões de os plantados Sebastião

Salgado e lélia vanck salgado fundaram o

Instituto terra há 14 anos desde então

se dedicam à proteção da Mata Atlântica

o Instituto Terra promoveu o

reflorestamento de quase 6.000 ha de

Mata Atlântica em áreas desmatadas e

viabilizou o plantil de mais de 2

milhões de mudas de árvores chamamos

aqui então para receber o prêmio er os

senhores Sebastião Salgado e lel Avani

criadores do Instituto Terra bem-vindos

[Aplausos]

[Música]

[Aplausos]

parabéns nós estamos muito honrados que

o nosso no programa educacional tenha

sido premiado aqui muito

obrigado eu acho que o grande inimigo de

todo o sistema é a nossa maneira de

viver nós vivemos de uma maneira

completamente insustentável

Então essa pequena mensagem que a gente

queria passar e agradecer pela homenagem

que nós recebemos Muito obrigado então

nesse projeto Instituto Terra totalmente

ligada à natureza isso recuperação

ambiental a gente começou a ter uma

militância ecológica muito forte que

veio a ideia da gente fazer um outro

projeto fotográfico chamado Gênesis que

é o projeto que eu terminei de

fotografar agora projeto que tomou 8

anos da minha vida eu viajando durante 8

meses por

[Música]

ano consegui um conjunto de fotografias

mostrando que ainda metade do planeta

vive no dia do

gesis mostrar o planeta outra vez

mostrar o o lado puro do planeta mostrar

que nós Ainda temos a metade do planeta

que nós precisamos preservar nós

precisamos manter

[Música]

agora foi sesso foi maravilhoso porque

nós chegamos na na base da

funa ficamos uma noite e no outro dia de

manhã já tinha um grupo de zoé que foi

me levar para uma aldeia E aí nós fomos

Eles Têm umas nove ou 10 aldeias

pequenininhas os oes o grupo todo dos

oes são 270 pessoas e composto oito ou

nove aldeias e nós fomos de Aldeia em

Aldeia você entende em cada Aldeia eu

integrava vivia a vida deles Eles comem

em função da safra então época de macaco

come macaco época de porco do mato como

porco do mato época de peixe como peixe

então era época de macaco então era

muito interessante o cara escutava o

macaco gritar de um lado da manhã ali

falo quanto tempo tá olha o cara botava

a mão assim eu falei que hora que a

gente sai que hora que a gente chega lá

o cara mostrava assim o sol fazia assim

aí eu compreendia pô a gente saí à 5 hor

da manhã chegar 9 ent eram 4 horas de

marcha para você chegar nos macacos

então e andar com índio no mato não é

brincadeira não anda mesmo né e anda com

prazer e tudo e Mas você acaba se

adaptando também e andando igual índio

Então mas aí passa a ser sua vida também

n é passa aí Você rotar tás Car viver e

então o zoes para mim foi uma

experiência Fabulosa de um

povo feliz de um povo

Pacífico sem nenhuma ideia da

agressividade Caçadores

exímios eles vivem ligado àquela

Floresta ligado à água ligado à Terra

ligado às folhas ligado a tudo a

floresta como se fosse a pele deles

mesmo sabe tem uma uma simbiose Total

Então quando você vive isso um grupo é

de uma força de uma beleza é uma coisa

fantástica Então isso é muito

interessante esse Convívio com para mim

foi foi uma riqueza imensa imensa foi

com zoes que eu tive uma noção de

Paraíso realmente o

[Música]

paraíso eu acho que a gente é capaz de

se adaptar absolutamente a tudo a gente

saindo de uma condição de vida Ultra

sofisticada protegida que você quiser

você é capaz de se adaptar a uma vida

completamente ao oposto e relativamente

rápido mas para você fazer fotografia eu

acho para você que as fotografias T um

certo significado você

precisa dessa adaptação depois de uma

semana já é a sua casa não é isso

aquelas pessoas já são da sua relação

aquele ar já é o seu aquela água já é

sua você já volta para aquela comidinha

que alguém já tá fazendo aqueles cheiros

já são mais ou menos seus você se

identifica aquilo tudo passa a ser sua

Car casa eu lembro que o o ano passado

nós passamos eu passei com o Juliano na

na ilha de vangel que uma ilha que tá

bem no norte do planeta lá já dentro do

seu polar eh Ártico uma ilha difícil

linda mas um frio Infernal e nós fomos

no verão mas estava em torno de os5 mas

com um vento aquele vento entrava para

todo lado vamos fotografar Morse

fotografar o urso polar perigoso n

realidade a gente

acabou dentro de um de um contêiner

eh perto de uma praia onde estavam os

mortos rodeado de osso polar

perigosíssimo para você fazer um pipi

tinha que sair com um guarda Parque

atrás de você com a espingarda não é que

ele ia tirar nos ursos ele tem mas ele

tem bala de borracha a gente botava fogo

naquela lareiras né naquele aquecedor

Zinho levava madeira cortava enfiava ali

dentro

e aquilo ali que aquecia a gente que

fazia comida dava um vento a fumaça

voltava toda para trás no tubo daquele

negócio enchia aquele negócio de fumaça

olha era um inferno aqui troue dormia

mal entende fumia mal mas qu C dias

depois era sua casa você já voltava para

dentro daquilo com um prazer grande de

voltar sabe er um conforto de voltar

para dentro daquele buraco

[Música]

O que é Fabuloso no projeto Gênesis é de

que você encontra a toda a nossa

história a origem da nossa história

dentro dessa

fotografia eu tenho fotografado paisagem

tenho fotografado muito eh eh o mundo

vegetal o mundo animal sem ser os

animais que nós somos né os outros

animais e na realidade existe uma

maneira de se integrar com eles também

você acaba vivendo forte em torno de de

de de não só em torno de ser humano e

onde você eh Se integra também e tem um

prazer imenso fotografar não isso aqui

não pode ligar essa pode pode pode ah tá

aqui vamos lá e a gente teve essa

oportunidade de de fazer esses jacarés

os jacarés são Fabulosos

Olha tem uma fotografia do Juliano aqui

encostado no jacarés e deixa eu ver se

eu acho o jacaré se você chega

e escondido ele foge ele te vê

absolutamente ele já vai entrando na

água então você tem que chegar

e mais ou

menos aberto de preferência se colocar

de joelho PR chegar mais ou menos na

altura dele para ele não ter não ter

medo de você Você tá muito muito alto em

relação deixa eu ver se eu acha essa F

do Juliano que é uma fota interessante

para você ver a distância que a gente

pode chegar do jacaré Olha onde o

Juliano Tá vendo ele chega pertinho do

jacaré sabe jacaré Olha a distância

daqui do jacaré deve est 1 metro do rabo

desse jacaré ele tá aqui ele mas você

tem que vir na altura vem como o jacaré

você vem deitado você vem rastejando

você vem aproximando do jacaré e você

aproxima e ele tá te olhando sabe ele

fica curiosíssimo às vezes chega até

aproximar um pouquinho mais para te ver

mais de perto você tá aí vendo ele

também vem te vê você entende então é um

livro bastante grande um livro de 740

páginas um livro que terá 1 m não 50 cm

por 70 mas aberto passa a ter 1 m por

por 70 então aqui é é a sequência que a

Lele montou das fotografias que vão no

livro é isso aqui é foto feita na

Antártica é essa foto aqui também é

muito impressionante isso aqui é um um

parque nacional americano

eh muito muito muito bonito eu tive uma

sorte pegi uma tempestade de neve aqui

de de umas coisas fantástic essa outra

aqui é feita no

Canadá Parque de Glaciar no Canadá

interessante essa aqui nas ilhas

sandwich do

Sul é uma sequência que ela cri você

entende ela começa nos países do Norte

ela desce a África América Latina

Ásia nos países quentes depois ela volta

aos países frios outra vez termina com

os países frios de novo termina com os

países começa um pouco com os países do

sul os países do sul ent e depois

termina com

país

P então durante 8 anos que eu esse

projeto que eu fotografei eu tive um

grupo de revistas que me seguiram

publicando em S oit países diferentes e

que permitiu a gente obter os fundos

para fotografia nós tivemos também um

espor brasileiro para esse projeto que é

a compania V do RV e que participou

no no financiamento das reportagens e

vai ser o nosso expor pras Exposições no

mundo inteiro

aqui são as pranchas de contato isso

isso para mim é uma base do meu trabalho

não sei P uma qualquer aqui

n tem uma série isso aqui já é do

projeto Gênesis isso aqui feito no no

ano 2006 a história número 4 a prancha

de contrato

363 então aqui todas essas fotografias

que estão marcad em vermelho eu eu

copiei essas fotografias foram editadas

e depois aí aí vocês pegam aqui nessas

caixinhas aqui eu tenho as todas essas

fotografias estão aqui né foram copiadas

e e e são são essas são minhas cópias de

leitura são a minha referência do meu

trabalho

eu devo ter aqui Ness cada caixa dessa

tem mais ou menos entre 2500 e 3000

fotos cada caixa dessa aqui eu devo ter

aqui em torno de entre 400 e 500.000

fotografias copiada embaixo estão os

filmes da época que eu ainda trabalhava

com filme O que não tem muito tempo nada

porque eu parei de trabalhar com filme

há 3 anos e meio só aqui eu tenho todos

os meus filmes estão todos aqui dentro

dessas dessas dessas caixas aqui olha

esse aqui foi realizado em 1989

a história número um filme 196 então

Eh aí estão todos os meus filmes Peg uma

caixa atrás da outros são todos hiper

organizados todos aam então o digital

para mim mudou muita coisa e mudou ao

mesmo tempo muito pouca coisa na

realidade é muito mais fácil para mim

hoje fotografar com digital quando eu

viajava com a câmara de filme no início

do projeto Gênesis eu levava na mão

entre 28 e 30 kg porque eu tinha que

levar 600 rolos de filme que era uma

quantidade razoável de filme que se eu

fosse para algum local e ficasse

bastante tempo eu tinha que ter filme

então era uma briga Todas as viagens

primeiro com a segurança no aeroporto

para não passar no raio x olha eu era a

primeira pessoa a est na fila para

entrar no avião porque tinham que

Verificar meus filmes e na realidade eu

era o último a entrar no avião até eu

tiar aqueles películas todas verificar

uma por uma na mão era uma tensão

permanente então isso me facilitou muito

a vida porque hoje numa caixinha que

pesa menos de 1 kg eu levo muito mais

material do que isso você entende hoje

eu levo tudo na mão como todo mundo eu

passei a ser um cidadão normal outra vez

todo o processo de laboratório era um

processo muito sujo

muito profunda poluição a quantidade de

ácidos que você tinha que usar para

revelar os filmes depois você tinha que

jogar esse fixador revelador que são

ácidos todos no esgoto né isso caía na

rede pública isso acaba poluindo as

águas infilando no solo é é muito sujo

né isso para mim terminou mas o meu

processo quando eu falo aqui n na

realidade mudou muito e não mudou quase

nada É que eu não sei editar num

computador eu não sei olhar pra tela do

computador escolher minhas fotografias

aí eu não sei eu me perco completamente

então Eu

fotografo volto e aquelas cartas são

descarregadas aqui nos computadores e

meu assistente os assistentes fazem para

mim prancha de contato depois que eu

escolhi eles me fazem as cópias de

leitura depois me fazem 2430 me quase 30

40 do mesmo jeito exatamente do mesmo

jeito que eu sempre trabalhei na

realidade eu só mudei um suporte

plástico profundamente poluidor para um

suporte digital

[Música]

nó V copiar umas 400 mais ou menos

Pantanal para depois selecionar aqui

umas

20 e na exposição vão entrar quantas

vamos cim

mas pressas cinco fota é um trabalho de

quanto tempo Ah isso aqui uns 40 dias no

Pantanal isso aqui são os as montanhas

de arenito que tem na Serra do amolar no

fundo do Pantanal a partir logo depois

daqui já é bol o Parque Nacional do

Pantanal até

aqui por enquanto são só fotografias

aéreas e depois aí eu entro nos nos

animais

ce monsieur là Il a Il a un Visage Plus

moderne mais celui-ci Il est vraiment

ancien pe on peut garder CD Pour les 30

mais Il faut chois une seulement Pour

mais Sera Plus fac oui oui

d'accord je

vois fois mieux

Pour

oui que les autres pas du tout

TRS

jol

[Música]

fond Photo TR cette

Lumi tout Belle phot

je trve trss

beau IL

pos Il est Plus penché

[Música]

[Aplausos]

ouis vem cá deve ser difícil voltar

também né Você fica tão integrado que

vol volta não não é difícil voltar não e

na realidade você volta pra sua tribo

não é aqui é minha tribo minha mulher

minha tribo meus filhos minha tribo você

entende as pessoas com quem a gente

trabalha junto então você volta também

para um grupo Na realidade eu acho que a

história do ser humano é história da

comunidade humana

[Música]

oua

bage va écoute va bien anniversaire de t

grandre

demain

ou écoute va être demain début

d'i os meus livros as minhas Exposições

Foi a que desenhou Foi a que fez então

na realidade não é só mais a minha vida

é a nossa vida os nossos filhos o

Juliano Hoje faz filme trabalha no

cinema é também uma pessoa da imagem o

Rodrigo pinta desenha e tudo então

nós dentro da nossa vida Eu que vim num

uma família de de produtor rural que

nasci no campo passei a a criar uma

família e ter uma família hoje de

pessoas demais pessoas de comunicação

zamb é Ciência e com consciência só ter

paciência que eu chego até

lá sonó na madeira lenha na fogueira que

já vai pegar ser fogo que fica ninguém

mais apaga é apaga da Praga que eu vou

te rogar devagar sonou na madeira lenha

na fogueira que já vai pegar ser fogo

que fica ninguém mas apaga é a paga da

Praga que eu vou te rogar

eu sou é madeira em samba de roda já dei

muito nó em roda de samba sou

considerado de chinelo novo brinquei

carnaval Carnaval sou é madeira meu

peito é do povo do samb da gente e dou

meu recado de coração quente não ligo a

tristeza não fura eu sou

gente sou é madeira trabalho é besteiro

o negócio é sambá que samb é Ciência e

com consciência só ter paciência que eu

chego até

lá Son na madeira lenha na fogueira que

já vai pegar

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.