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Se eu tivesse um diário, eu teria escrito...
como foi quando deixámos nossa casa no bosque,
para irmos para o Oeste no território índio.
O pai disse que tínhamos que ir,
porque muitas pessoas vinham viver para o bosque.
e não haveria em breve mais caça.
E então podíamos morrer de fome.
A mãe disse que talvez nunca mais víssemos a avó e o avô...
assim como a tia Rubi e o tio Jorge.
Isso pôs-me triste, pois achara bom ir para um sítio...
onde nunca estivera.
Íamos para uma terra onde viveríamos muito bem, disse o pai.
Ele vendeu a casa, a terra, e a vaca.
E carregou tudo o que tínhamos no carro.
Fiquei feliz por o pai também levar o violino.
Maria estava com medo de ir,
Mas eu sabia que nada de mal nos aconteceria enquanto tivessemos o Pai e o Jack.
Jack é o meu melhor amigo.
O Pai disse que não havia melhor cão de guarda.
Haveria rios a atravessar e montanhas para subir.
e fiquei contente por ir conhecer este belo país.
Porque não temos os nossos próprios cavalos, Pai?
Sei que seria bom. Foi bom termos estes.
O que vai acontecer a estes? Um fazendeiro irá comprá-los.
Não tenhas medo. Até ao verão, teremos três cavalos.
- Vai comprar outro? - Não.
- Então vamos ter um bebé. - Certo. Vamos ter um poltro.
- Caroline, estás pronta? - Estamos prontas.
- A roupa está seca. - Bom.
- Eles parecem fortes. - E são. Foi uma boa troca.
Podemos dar-lhes nomes, Pai? - Sim, eles pertencem à família.
- Bem, a este vou chamá-lo Patty. - Patty será!
O outro vou chamá-lo de Pat. É um rapaz.
- Laura! - É bom se ela distinguir rapazes de raparigas.
- Realmente Charles! - Então, será Pat e Patty. Todos na carroça.
Aqui vamos, querida!
- Estão bem sentadas, aí atrás? - Sim!
- Tudo bem, Kansas, aí vamos nós! - Pai, aí vamos nós!
Achas que vamos passar? - Porque não?
O rio aumentou por causa das chuvas,
mas há trilhas de carroças que passaram acho que podemos atravessar.
- Mas parece perigoso. - Não te preocupes.
O carro é estável, e os cavalos estão frescos.
Vá! Adiante! Adiante!
Vá!
- O Jack não está no carro, pai. - Não posso parar agora.
Não te preocupes com ele, ele consegue! Vá, vamos! Vai para dentro.
Vai para dentro! Segura a Caroline!
Vá! Vamos!
Segura aí. Conduz tu.
Charles!
Vá! Corra!
- Estás bem? - Sim.
Podias ter-te afogado.
Pa, Jack não está aqui!
- Estás bem? - Claro, Mãe. A Carrie é que está assustada.
- Onde está o Jack, Pa? - Deve ter sido levado pela corrente.
Eu vou buscá-lo.
Faz um fogo, para acamparmos. Eu volto já.
- Não encontrou o Jack? - Não!
- Achas que ele se afogou, Charles? - Parece que sim.
Podemos ver outra vez amanhã.
Procurei no rio durante milhas. Ele se foi.
Vou sentir falta dele. Era um belo cão de guarda.
Vou ver os cavalos.
Laura, entra! Está muito quente para andares ao sol.
- Não estou quente. - Então, pelo menos põe o lenço.
O sol, vai-te queimar a pele. - Deixa-a!
É assim que é.
- As crianças estão a dormir? - Todas, menos a Laura.
- Ainda é muito longe, Charles? - Ainda não sei.
Atravessámos o Kansas há 4 dias. O que procuras?
- Saberei quando o vir. - Mas as crianças estão cansadas.
- E parece o fim das nossas vidas. - Isso passa, Caroline.
Não havia futuro onde estávamos? Vivendo de mão em boca.
Gostava de oferecer mais às crianças.
Quero que o governo me dê pelo menos 150 acres.
Quero criar a minha própria colheita e não dever nada a ninguém.
- Pai, ouvi algo. - Tudo bem, é o vento nas ervas.
Não era o vento.
É o Jack!
Ele não se afogou...
De tão longe? Como nos encontrou?
Instinto.
Amor.
Obrigado meu Deus, por nos devolver o nosso amigo.
- Desculpa, Pai. - Desculpa do quê?
Desculpa por ter pensado que não se importava do Jack se ter afogado.
Não me importar?
Culpei-me a mim próprio por não tê-lo posto no carro quando atravessámos.
Nem me lembrei de como estava cansado.
Senti-me culpado por ele se afogar.
Mas só disse que já não tinha um belo cão de guarda.
Acho que não encontrei as palavras, para dizer o que ia no meu coração.
Ei, ouves isto? - O quê, Pai?
As estrelas.
Elas cantam Aleluia.
O café da manhã está pronto!
- Vimos passarinhos. - Vamos ver mais.
- São pardais. - Pardalinhos?
Não fales à bebé. São pardais.
Eu os chamo de pardalinhos, enquanto eu quiser.
A Bíblia diz: Não se deve discutir no café da manhã.
- Isso não está na Bíblia, Charles. - Mas devia estar.
Não precisas de perder as maneiras.
mesmo que estejamos longe da civilização.
Não é como as pessoas da Independência quando as chamas de civilizadas.
Independência? Estamos tão perto?
Sim, talvez 40 ou 50 milhas.
Mal posso esperar para lá chegar.
- Não vamos lá. - Porque não?
Seria ótimo ver uma cidade e pessoas.
Não viemos de tão longe para ver uma cidade.
- O que se passa com o pai? - Ele está exausto.
Como todos nós.
Caroline! Venham cá!
Olha para isto! Olha só para isto!
Verde e suculento.
A água corre por entre aquelas árvores.
Estamos em casa, Caroline! Estamos em casa!
Aqui vem a lareira.
E aqui fazemos uma janela.
Bem, senhoras, que parece?
O que temos a fazer agora é construir.
- Anda, senta-te! - Não, está tudo bem.
Descansamos agora.
- Isto não é trabalho para uma mulher. - Mas não é nada.
E tu sózinho não levantas as paredes.
Não devia ter ido onde não tenho ajuda.
- Foi errado trazer-te para aqui. - Não é culpa tua.
Eu era o único que queria sair.
Afastei-os de casa e da família.
Isso é tolice. Minha casa é onde tu estás.
E tu e as crianças são a minha família.
Caroline Ingalls, eu amo-te.
Caroline, temos um vizinho!
- É uma família com crianças? - Não, é um solteirão.
Ele vive ao longo do rio. Amanhã ele nos ajudará na cabana.
- Simpatia dele. - É um bom homem, vais gostar dele.
Sei que vou.
- 14 pés e 3 polegadas. - Posso fazer isso também?
Não sei. Isso não é fácil sem mascar tabaco.
Experimenta. Primeiro fazes uma carga de cuspo na boca.
Faz como eu. Absorve em redor. Ok.
E depois cospe! Não baixes o pescoço.
Laura, o que estás a fazer?
- Mr. Edwards ensina-me a cuspir. - Cuspir?
- Acha que é uma habilidade importante, Sr. Edwards?
Não sei. A menos que tenha que cuspir contra o vento.
Tenho que voltar ao trabalho.
A comida era ótima, senhora.
- Ele não é civilizado. - Ele é um pouco áspero.
Não tem uma esposa que tenha uma boa influência sobre ele.
Imagino a espécie de mulheres que conhece.
Não gosto de o ver com as crianças, Charles.
Especialmente com a Laura. Ela provávelmente gosta dele.
Eu também gosto dele. É um bom homem e simpático connosco.
- Seja educada e gentil com ele. - Eu sou educada.
Mas o amigável não.
Aposto que ele nunca viu uma igreja por dentro.
Acho que não é um modo de julgar um homerm.
Muitos vão à igreja, mas pensam duas vezes antes de ajudar os outros.
Vou ver os cavalos e vou para a cama. Vens?
- Boa noite. - Vou ser amigável, mas não do coração.
Boa noite.
Não acho que seja muito pequena. E está mesmo suja.
- Quando nos mudamos, Charles? - Quando o o teto estiver pronto.
- Quanto tempo demora? - Até amanhã chega?
- Amanhã? Não podes fazer um telhado num dia.
Vou pôr a lona do carro sobre ela. Serve-te?
Sim!
Bem!
Então vou preparar a comida.
Mr. Edwards, deseja comer connosco?
- Há coelho assado com vegetais. - Isso é fabuloso, senhora.
Comigo, como carne salgada há semanas. Isso me alegrará.
Vamos ao trabalho.
- Toca violino fabulosamente, Ingalls. - Enquanto dança, Edwards.
-Toque mais um pouco, Pai. - Não, têm que ir para a cama.
- Não podemos ficar mais um bocadinho? - Não, agora é hora da cama.
Há muito a fazer amanhã. Todos precisamos de descansar.
Eu acho que tem razão. Tenho de ir embora!
Então, crianças, para a cama!
E obrigado, senhora. Não me lembro de comer um coelho tão bom.
Sem os vegetais, teria voado como um pássaro, para aquela luz.
- Obrigado. - Até breve. Boa noite.
Cuida-te! Vou tocar mais uma. - Vá em frente.
Se eu tivesse um diário, teria escrito:
Foi uma bela noite.
Mesmo que eu tivesse de ir para a cama muito cedo.
Não é tolice deixar um chão sem terra?
É o único chão que temos.
Ponho-te um chão, quando tiver tempo.
- Eu faço o que posso. - Não me quejo.
Estou preocupado com a escola das crianças.
Ainda posso ensinar algo, mas a Maria quer ser professora.
- Ela tem de ir para uma escola. - Tratamos disso quando chegar a altura.
Desculpa.
E há outra coisa.
Como as crianças crescem... sem ir à igreja?
Não vejo como elas podem estar mais perto de Deus do que estão aqui.
Não te preocupes. Tudo ficará bem.
E agora outra coisa: estamos sózinhos!
É engraçado isto!
Sozinhos?
A Patty está se sentindo melhor, Pai? - Sabes, isso é normal.
Ela está prestes a ter o seu poltro.
- Mas e se ela morre no parto? - A Patty não.
Não devemos pensar assim. Sem os cavalos estamos perdidos.
- A Patty consegue fazê-lo, Pai. - Podes contar com isso.
- Tens muita roupa para lavar amanhã. - É preciso ir buscar água ao rio.
Seria mais fácil ires lavar ao rio, como fazem as índias.
Se vivesse como uma índia, viveria numa tenda.
Essa seria a tenda mais limpa do território.
Quando veremos os índios, Pai? - Nunca, espero.
Foi o que eu disse. Não quero ver nenhum índio.
Então porque vivemos no Território dos Índios?
É tolice viver em território índio e esperar nunca ver um índio.
Se eu pudesse escrever aos avós, Charles.
- Ela deve querer saber como estamos. - Então escreve!
- Como a envio? - Envio-a quando for a Independência.
- E quando será isso? - Deixa-me ver, quando acabar os estábulos dos cavalos.
Pôr um teto na casa. Cavar um poço.
Uma lareira para que possas lá cozinhar.
Ou preferes um buraco no teto para ventilar o fumo como os índios?
Começa com o estábulo. Os cavalos ficarão a salvo dos lobos.
- Vou ver como está a Patty. - Não vais nada. Deita-te!
É hora de dormirem. Já é tarde.
Boa noite, Pai.
E para ti, e o teu amigo, a Patty vai ficar bem.
- Acreditas em mim - Sim, Pai.
Bons sonhos.
- E, então, o que aconteceu, Sr. Edwards? - Foi isso.
O urso e eu, andávamos aos círculos, como se quiséssemos dar uma espreitadela.
Circulámos... até que de repente me aborreci.
Parei, olhei-o nos olhos, disse: Urso...
Vamos acabar com isto! Sabes o que ele fez?
- O quê? - Ele grunhiu e fugiu.
Quando Mr. Edwards abre a boca até os ursos fogem.
Ei, Edwards! Preciso de uma ajuda.
- Seu Pai quer acabar depressa. - Ele faz isso por causa dos lobos.
Quer terminar a barraca antes do poltro nascer.
Isso pode ser a qualquer altura, melhor despacharmo-nos.
Exatamente.
Laura!
- Agora calma, garota. - A Patty está bem, Pai?
Ela está bem. Terá o bebé de manhã.
Laura, porque não vens para casa, para dormires?
Eu quero ver o bebé, quando nascer.
Deixa-a ficar, Caroline. É bonito ver nascer uma vida.
Porque o Sr. Edwards não volta para acabarem o telhado?
Ele precisa cuidar das suas próprias coisas.
Acho que ele não vem porque sabe que a Mãe não gosta dele.
- Não sei se não gosta. - Não gosta. E sei porquê.
- Não me digas. - Sim! Porque ele cospe.
Caroline, tem cuidado, não deixes esse vapor chegar-te aos olhos.
Só faz chorar um pouco. Tem cuidado!
Claro. Vamos, Spitz.
- Eu gostava de ir. - Talvez convença a Mãe a deixar-te ir caçar.
Toma cuidado!
Os adultos é que se divertem.
É tão tarde. Talvez aconteceu algo com o Pai.
- Não aconteceu nada! - Teu pai sabe cuidar de si mesmo.
- Charles, estava tão preocupada. - Estava assustada, Pai.
Eu não. Talvez um pouquinho.
Não se preocupem. Fui um pouco mais longe do que pretendia.
- Apanhaste um urso, Pai? - Não, não apanhei nada.
Bem, para a cama.
Vamos a dormir.
Tu também.
- Estás bem? - Sim.
- Vou-te buscar o jantar, um bom ensopado. - Parece bom.
Pus-te uns biscoitos como tu gostas...
Jack!
Lobos. Eles vão se embora, Pai?
Não parecem ter muita fome. Eles depressa irão dormir.
- Porque vieram até aqui? - Acho que me seguiram.
Digo-te o que aconteceu, se ficar em segredo.
Para não preocupar a mãe.
Aconteceu no caminho de casa.
Foi uma matilha inteira.
Vieram atrás de mim.
Fiz o que pude, mas não podia fugir em terreno aberto.
- O que fez? - Deitei fora a caça que trazia para distraí-los.
- Mas não teve medo! - Claro que tive medo.
Eu sempre pensei que o pai nunca tivesse medo.
Não se deixe enganar, Spitz. Teu pai se assusta como todos.
- Mas não tanto como a Mãe. - Sim, não tanto como a Mãe.
É por isso que temos que manter isso em segredo.
Cuspo contra o vento antes de dizer algo.
És a minha menina.
Amanhã faço uma porta decente.
A chaminé puxa bem.
Agora parece uma casa.
- Não estás arrependida de estar aqui? - Mas, claro que não.
Mas podia chorar, vendo como trabalhas.
Eu gosto disso. Só gostava de uma casa maior.
Com janelas de vidro pintadas. A sério.
Para ti nada é impossível, Charles.
Mereces o impossível.
Vamos buscar algo para cozinhar nesse fogo.
Jack, anda cá!
Nunca prendeste o Jack, antes.
- Ele não gosta. - Não quero que o soltes.
- Mas porquê, Pai? - Não quero que me siga e afugente a caça.
- Não o soltes até eu voltar, entendeste? - Sim, Pai.
Não é justo.
Laura, vem tratar de Carol, está mal disposta.
Trata tu dela. Não vou deixar o Jack, aqui triste.
Índios!
Eles podem fazer mal à Mãe.
- Não, o pai disse para não o soltares.
Ele não sabia que os índios vinham.
Ele disse para não o soltares. Não o soltes.
Olá!
Trouxeste um veado?
- Não te importas se for coelho? - Eu não!
- Eu também não! - Nenhuma de nós se importa.
- Tiveram um bom dia? - Foi bom.
Queres fumar o teu cachimbo, queres?
Não! Depois do jantar será bom.
- Não podes, os índios levaram o tabaco. - Laura!
Que índios?
Tivemos umas visitas, hoje.
Não fiques ansioso, não aconteceu nada.
A Mãe deu-lhes pão de milho, e o tabaco e foram-se embora.
Ela quis soltar o Jack, quando eles chegaram. Mas eu não a deixei.
Ias soltar o Jack quando te disse para não o fazeres?
Não quero que nunca, nunca me desobedeças a uma ordem que te dê, entendes?
Entendeste?
Laura, traz-me alguma lenha.
Não precisas de tratar assim a Laura. Quis soltar o Jack por minha causa.
Não me interessa a razão. Tem de aprender que quando dou uma ordem, é para ser cumprida.
Tem de confiar em mim.
Ela é só uma criança.
Devia ter-te dito porque queria o Jack preso.
Disseste que era para não te seguir e afugentar a caça.
Foi. Mas não foi só por isso.
Vi um par de índios no bosque, no outro dia, e temi que viessem cá.
Ele é um cão de guarda, e podia causar problemas.
A partir de agora quando eu sair, teremos de o amarrar.
É para o bem dele e nosso.
Percebes agora?
Sim! Mas podias ter-me dito, pai.
Já não sou uma bebé.
Acho que terei de me lembrar disso.
E se o formos libertar, agora?
Caroline, vem aí uma manada de gado.
- Vou ajudá-los a atravessar o rio. - Pagam-te por isso?
Melhor que isso. O que achas de um bife fresco?
Não comemos bife há séculos!
- Vais ser vaqueiro, Pai? - Vou dar o meu melhor, Spitz.
Volto antes de escurecer. Amo-te.
Boa sorte.
Está aqui escuro, com as cortinas nas janelas.
Mas é melhor do que ter todos aqueles mosquitos.
Gostava de ter janelas de vidro como na outra casa.
Eu também querida. Mas temos o que é possível.
O que foi isso?
- Cá estamos. - Deram-te uma vaca e um bezerro?
São nossos? - Sim.
Olhe para o bezerro! Não é fofo?
O bezerro foi um bónus extra, não o quiseram separar da mãe.
Agora temos leite para as crianças. E manteiga.
- Estás bem, Charles? - Nem perguntes, Caroline.
Só não perguntes.
- Pai cowboy. - Receio que não, querida.
O tempo mudou. O ar estava frio e cortante.
O Pai disse que esperássemos por inverno rigoroso.
Porque as raposas, os texugos e o castor adquiriram um pelo denso.
Charles! As cartas para a família.
- Não te esqueças de enviar. - Não me atrevia a vir para casa, se esquecesse.
Não abusem, a madeira deve chegar até eu voltar da independência.
E ajudem a mãe nas tarefas!
Faz uma boa viagem!
- Tem cuidado! - Claro.
- Vou trazer janelas pintadas. - Mas são caras.
Até para a semana!
Está ficando frio. Vão para dentro!
Embora tenhamos muito trabalho, é uma solidão sem o pai.
A Mãe estava preocupada por ele estar exposto ao tempo,
pois nem sabia se ele chegara a Independência.
Seria muito melhor, se baixasses essa coisa.
Temos peles suficientes para trocá-las por sementes?
Se não, temos que fazer assado de coelho com mais...
Tem calma.
Você fez uma construção.
- Não parece índio. - Parece francês.
- Fazes ideia do que ele disse? - Algo sobre a nossa casa.
Talvez queira entrar e sentar-se. Venha! Entremos!
- Charles! - Sejamos amigáveis.
Sente-se!
Eu vos agradeço pela sua hospitalidade.
Soldado Du Chene.
Acho que é o nome dele.
- Ingalls. - Ingalls?
Certo!
- Deseja fumar? - Obrigado.
- Bom? - Bon.
Ele é pacífico. Provávelmente tem amigos Franceses.
Parece ser chefe.
Aquilo é uma garra de urso?
Amuleto.
Que este amuleto te traga... boa sorte.
- Bom, ele se foi. - Porquê? Ele foi simpático.
- É um índio. - O que tem isso de mal?
Em pouco tempo, não haverá índios nesta área.
Porque não, Pai? - Porque estão sendo recenseados, Spitz.
- Para onde? - Para o Oeste, suponho.
- Fico feliz. - Eu não.
O Du Chene tem que ir também, mesmo que seja chefe?
Receio que sim.
Não está certo. Eles estavam aqui primeiro.
Se o Pai caçar um peru, posso ficar com uma pena para um chapéu índio?
- Não és um índio. - Práticamente sou.
Tenho um amuleto de chefe.
Deita fora essa coisa imunda!
Não é imunda. O Pai diz: "É o signo grande caçador".
E protege-me dos espíritos malignos.
Porque o Jack está ladrando?
Está a nevar!
Espero que continue a nevar até ao Natal.
Fico feliz que o Pai tenha dito ao Sr. Edwards,
que venha cá passar o Natal Ele vem, certo?
Não sei. Espero que isso não seja um nevão.
Um nevão não pára o Pai Natal.
Nem mesmo no Kansas. E ao Sr. Edwards também não.
Teremos o melhor Natal de sempre.
Será um pequeno Natal para as crianças. Para ti também.
- Fizeste o melhor possível. - Mesmo assim.
Vou ver os animais.
Está frio lá fora. Veste algo quente!
Charles, é o aniversário do Senhor. Não o nosso.
Queres um pedaço de peru?
Dá uma mordidela bem grande.
- Quando podemos ver as meias, Mãe? - Depois do jantar.
Espero que um presente seja melhor depois do jantar.
Mr. Edwards, você veio!
- Um café quente. - Obrigado.
Parece que se ia matando para um jantar de Natal.
Não foi só pelo jantar. Embora tenha sido arriscado.
Estou aqui pelo Pai Natal.
- O Pai Natal, conhece-o? - Sim, conheci-o.
Ao sair do "saloon" quando ia para o hotel em Independência.
Independência? Veio de Independência com este tempo? Deve ser louco!
Já me disserm isso antes. De qualquer forma, de repente ali estava ele.
- Ficou na minha frente com o seu burro. - Rena!
Não, aqui ele vem com um burro. É mais prático.
Reconheci-o logo com aquela barba branca e uma barriga grande e redonda.
Quando me viu, não rugiu como: ho-ho-ho!
Bem o velhote, logo que me viu, disse: Olá Edwards! Disse ele.
"Não é o chefe de três queijos, a quem dei as luvas vermelhas,
naquele Natal em Tennessee?
Mantiveram-me quente por muitos invernos, disse eu. E ele diz:
- Ouvi dizer que mora junto ao rio. - Sim!
E ele diz: Conhece as meninas de Charles Ingalls?
- E disse que sim? - Mas é claro.
Bem, para encurtar a história...
O Pai Natal disse que já lhe era difícil atravessar o rio.
Com um tempo tão mau. E ele já não é jovem.
Por isso, pediu-me para vos trazer os presentes.
É o que está no saco.
- Podemos ver os presentes agora, Mãe? - Por favor, Mãe!
Feche os olhos e ninguém pisca. Fechem bem!
Não vêem nada? Portanto, não pisque!
Pronto. Estão prontas?
Tudo bem. Aí está!
Agora cada uma tem a sua própria caneca.
- Obrigado, Sr. Edwards. - E vejam isto!
Um para ti... e um para ti.
E um para ti.
- Vou guardar o meu. - Eu não.
Senhora, pensei que isto condizia com o seu peru.
Batata doce. Há quanto tempo não tínhamos isto à mesa.
Obrigado.
Obrigado por dar às meninas um Natal tão bom.
Podemos ter as nossas meias? Já temos presentes.
Se quiserem.
Recebemos uma caneca reluzente e um rebuçado de coração.
E luvas vermelhas. Como o Sr. Edwards
como o Sr. Edwards recebeu quando esteve no Tennessee.
Esse foi o melhor Natal de sempre.
Não porque recebemos presentes tão bonitos,
mas porque a Mãe ficou a gostar do Sr. Edwards.
Chegou a primavera, e a neve derreteu.
O vento se foi, e ficámos felizes por ver o sol de novo.
O Pai arranjou um arado em "Fours Independence".
Acho que nunca vi o Pai tão orgulhoso com seu novo arado.
Meu Deus!
Põe trapos molhados!
Não pares com a água!
Caroline, leva a Carrie para o riacho! Estará a salvo.
Fica aí!
Saia! Saia!
Venha, venha! Saia!
Vai buscar mais água!
Charles!
Charles!
Tem cuidado!
Está a chover!
- Os ratos e coelhos são apanhados pelo fogo? - Não.
Eles ficam no rio, para se protegerem do fogo, Spitz.
Por sorte, não temos inmigos. Isto está bom!
Obrigado.
Sei que os índios atearam o fogo para correr connosco.
Não temos a certeza disso.
Vá lá, acabem de comer!
- Seja lá o que acontecer, ficam na casa! - Sim, Pai.
Dorme, Carrie!
Come!
Laura, segura o Jack!
Laura e Mary, no canto!
- Pare! - Não tem nada a temer.
Falo a sua língua. Dir-lhe-ei o que o chefe disser.
Comece por me explicar o que se passa aqui.
Seu povo veio caçar o búfalo.
Outras tribos escolheram, expulsar o homem branco.
Duas vezes o sol se levantou e se pôs, enquanto o chefe falava.
Ele disse, os soldados virão, e as tribos serão massacradas.
No fim reconheceu a sua sabedoria.
Poderia...
Diga ao chefe que lhe estamos muito gratos.
Ele diz: O amuleto vai trazer boa sorte.
Já trouxe. A todos nós.
Obrigado.
Acabou.
- Água. - Obrigado.
- Aqui quero passar o resto dos meus dias. - Mesmo que venham outros colonos?
Há espaço aqui para muitos.
Disseste o mesmo quando nos instalámos no bosque.
Mas desta vez é verdade.
Oh, Charles.
O que é isso?
- Temos de partir. - O quê?
Caroline. O Kansas ganhou uma petição em Washington.
Não entendo.
O governo marcou uma nova linha, e estamos do lado errado. Temos que ir.
Se o raio dos políticos não dissessem que o Kansas seria terra cultivada, não estaríamos aqui.
Eu podia ...
- O arado. - Não temos escolha. É muito pesado.
Estou muito grato.
Não tive oportunidade de te ajudar, como tu fizeste por nós.
Fica com a vaca e o vitelo e vendo-os em Independência.
- Não posso fazer isso. - Edwards, eu insisto.
Parece que estás decidido. Tudo bem.
- Esperamos que encontre o que procura. - Você também, Ingalls.
Adeus, senhora. Foi um prazer e uma honra.
Mr. Edwards, foi um amigo bom e sincero.
Quero agradecer-lhe o que fez pelas crianças. E por nós!
Não foi assim tanto, senhora.
Adeus, migalhas.
- Parece que temos de dizer adeus. - Não quero isso.
Bem, eu também, Spitz. Mas...
Nunca o vou esquecer, Sr. Edwards.
Espero que não. Não a vou esquecer.
Haverá rios a atravessar e montanhas a subir.
Mas, acima de tudo, fiquei feliz por conhecer esta bela terra.
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