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Estados Unidos.
Um exemplo de compostura e resposta � altura.
Proporciona calma e benevol�ncia ao mundo.
O que voc� faz quando a guerra
n�o pode ser vencida de forma significativa?
Bem, obviamente, voc� demite o cara que n�o est� rendendo
e contrata outro.
AFEGANIST�O
Em 2009, essa guerra foi a do Afeganist�o.
E o outro cara...
era Glen.
Est�o prontos?
Vamos vencer essa guerra.
Est� bem.
Foi isso o que eu aprendi com o general de ex�rcito Glen McMahon.
Ele nasceu em uma fam�lia de militares em Forte Leavenworth.
Formou-se em West Point em 1976.
Fez treinamento para lideran�a em combate em 1979.
Ele tinha forma��o em ci�ncias pol�ticas e hist�ria militar.
Ele era tanto um aluno exemplar quanto encrenqueiro.
Uma vez, tentou meter uma bomba acesa no rabo do oficial que o estava treinando.
Ele era amado por seus subalternos.
Vamos.
-Era pau para toda obra. -Hora da foto.
Nunca mandava sua tropa a um lugar aonde ele n�o iria.
Ele era conhecido como Rei Le�o, Glenzinho, Glenz�o
e, principalmente, o Glanimal.
Ele era uma imagem retr�.
Sua m�o tinha virado uma garra permanente,
como se estivesse segurando um charut�o dos anos 40,
mas visto que era fan�tico por fitness, n�o fumava.
FOR�A DE ASSIST�NCIA � SEGURAN�A INTERNACIONAL
Ap�s um per�odo bem-sucedido
administrando as opera��es secretas no Iraque,
Glen foi apontado l�der das for�as americanas de coaliz�o no Afeganist�o.
Uma guerra que, na opini�o dele,
n�o era vencida pois n�o estava sendo liderada.
General.
Estamos entusiasmados por t�-lo aqui. � uma honra.
Estou empolgado por estar aqui. Certo, Greg?
Com certeza, senhor. Est� muito empolgado.
De certa forma, enquanto estava no Iraque, Glen escreveu um livro sobre lideran�a:
Uma Perna por Vez, Igual a Todo Mundo.
Nele, ele escreveu: "Homens s�o criaturas imperfeitas.
Deixados sem lideran�a,
eles s� querem brincar com o pau e comer frango."
Por todas as in�meras conquistas liderando as opera��es especiais no Iraque,
acho que a maioria de n�s aqui conhecer� o general McMahon
como o homem que matou al-Zarwaqi, que acabou com a ra�a da Al Qaeda.
De nada.
Temos um her�i nos liderando, e � um prazer, senhor.
Glen era conhecido como um homem humilde.
Mas humilde do tipo: "Sou melhor que voc� por causa da minha humildade."
Ele era famoso por seu regime simples de rotina e disciplina.
Fazia uma refei��o por dia e dormia quatro horas por noite.
Ele corria 11 km todas as manh�s.
No Iraque, transformou as opera��es especiais no que ele chamava
de nega��o sist�mica da pr�tica repetitiva processual.
Ou, para os militares obcecados por acr�nimos em ingl�s, SNORPP.
Temos a It�lia aqui. Holanda.
Pol�nia, Maced�nia, Ucr�nia.
Temos a Austr�lia ali, Cro�cia, B�lgica...
Basta. Informa��es aos poucos. Vamos acabar com isso.
Est� bem.
Basicamente, ele era um monstro da organiza��o de sistemas.
Algo que ele precisava mesmo ser,
se tivesse que obter controle da alian�a de 43 pa�ses.
-Posso ajud�-lo? -N�o, termine. A guerra pode esperar.
Como posso ajud�-lo, general?
Quero tirar todos de seus escrit�rios.
Quero abrir este lugar. Vim para conversar disso com voc�.
S� tenho dez homens para liderar aqui no Afeganist�o.
Ent�o n�o faz sentido para mim estar com outras pessoas.
Entendi. Est� bem?
Mas todos t�m um motivo para n�o estar l�.
A �ustria s� tem dois caras aqui. A Isl�ndia tem sete.
Alguns n�o lutam � noite. Outros n�o lutam na neve.
Um pa�s quer fazer pol�tica antinarc�ticos. Outro pa�s, n�o.
Se estamos na mesma sala...
Cory Staggart era diretor operacional de Glen.
Cuidava dos neg�cios dele.
Ele era um ranger.
Apesar de que n�o fa�o ideia de como ele passou no curso.
�timo. Obrigado. S� temos tempo para isso.
Greg Pulver.
O general Greg Pulver se formou em West Point na mesma classe de Glen.
� interessante... Ele tem autoriza��o de seguran�a?
N�o saiu do lado dele desde ent�o.
Deixem-no entrar
assim como qualquer outra pessoa com a porra da autoriza��o!
O t�tulo oficial dele era diretor de intelig�ncia,
mas eu s� vi um cara com problemas de gerenciamento de raiva
cuja vida n�o significava nada sem o Glen.
Andy Moon era o g�nio da tecnologia de Glen,
providenciava tudo que fosse necess�rio em suporte de TI.
-Andy. -E de quem Glen sempre precisava.
-Como vai? -Bem, senhor. O senhor?
Bem. Pode vir comigo?
-Meu barbeador el�trico est�... -Sim, senhor.
...sim, quebrado.
Pete Duckman era um fuzileiro naval.
Como Pulver, ele tinha "intelig�ncia" no nome do cargo.
-O que est� acontecendo? -O chefe visitar� o presidente Karzai.
Legal. Por que t�o chique?
Ele � um l�der mundial.
Legal. Eu vou?
Sim. � seu trabalho. Maldi��o, Pete. Por que est� gordo?
-N�o estou gordo. -Eu, at� hoje,
n�o sei exatamente o que Duckman fez pelo general.
� uma mistura de intercala��o de influ�ncias...
O almirante Simon Ball era o oficial de comunica��o social do Glen.
-Colaborador, cooperativo... -Por tr�s anos e meio,
ele explicou o SNORPP � imprensa de Washington.
...com um comando centralizado,
estrutura centralizada e coisas do g�nero.
DEPARTAMENTO DE DEFESA
Matt Little era o consultor de RP civil de Glen.
N�o sei. � uma boa m�o?
-Ele era um maioral do marketing... -Straight flush. Al�?
...e um lobista que achava
que a guerra no Afeganist�o era totalmente sem sentido.
Est� de sacanagem comigo, porra? N�o vou.
At� que ofereceram muita grana para ele vend�-la.
Quanto?
E Willy Dunne.
-Por aqui, chefe. -Willy era assistente do Glen.
Coloque suas coisas aqui. Vou deixar espalh�-las.
Por que este � o meu quarto?
Este era o quarto do general Whelan. Tem um banheiro �timo aqui.
Willy lavava e passava as roupas de Glen.
Sim. Chefe?
Ele engraxava os sapatos de Glen. Sempre parecia prestes a desabar
por causa do peso das v�rias bolsas de Glen.
-Willy! -Sim, chefe?
-Ponha as minhas coisas neste quarto. -Est� bem.
Vim para lutar uma guerra, n�o para assistir � maldita TV.
Willy era a primeira pessoa que Glen via todas as manh�s
e a �ltima pessoa que ele via � noite.
Glen amava esses homens...
e o amor deles era rec�proco.
N�o sei o que parece para voc�, mas, na minha opini�o,
todos esqueceram que estamos em guerra.
Temos a porra do Pizza Kings e Burger Huts.
A base est� repleta de metrossexuais t�o b�bados que mal ficam em p�.
O general McMahon est� aqui para ver MacKinnon.
PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS
-Glen. -Pat.
� um prazer v�-lo. Conhece Dick Waddle, obviamente.
-Dick. -Glen.
Ray Canucci.
-Ray. -Glen.
Sentem-se, rapazes.
Estou usando Richard agora, se n�o se importa.
Tudo bem.
� justo. Pe�o desculpa.
-J� se acostumou, Glen? -N�o.
A quest�o de se acostumar pode ser o principal problema daqui.
Papinho furado. Eu deveria ter perguntado do tempo.
Glen, o presidente quer que voc� avalie a situa��o aqui.
Essa guerra j� dura oito anos.
O presidente Obama est� disponibilizando tropas no Iraque
para focar novamente a nossa aten��o no Afeganist�o.
Henry Whelan era um bom homem, tinha boas inten��es,
mas n�o fazia o seu trabalho.
Agora, dada a sua reputa��o e determina��o formid�vel,
nossa esperan�a � que voc� seja o homem que far� o trabalho.
Primeiro, queremos que fa�a uma avalia��o da situa��o.
Viaje pelo pa�s, converse com as pessoas.
No fim da avalia��o, nos dir� o que � necess�rio ser feito,
como o far� e do que precisa para fazer.
-Ent�o, agora... -Para tal objetivo...
-Sinto muito. -Diga.
-Achei que tinha terminado. -Diga.
-Certeza? -Diga.
-Achei que tinha terminado. -N�o.
Para tal objetivo...
provavelmente agora � uma boa hora para lhe dizer
onde se encontram as esperan�as do presidente em rela��o � avalia��o.
Obviamente, o objetivo � cumprir a miss�o.
Ent�o, como fazemos isso?
-Reduzindo a nossa presen�a? -O executivo civil.
Esses eram caras que, para o Glen, n�o tinham obtido o poder como ele,
atrav�s de trabalho duro e disciplina.
N�o sei. Mas, seja l� o que for, queremos acabar isso e ir para casa, Glen.
Mas, independentemente do que fizer,
por favor, n�o pe�a mais tropas ao presidente.
Nada de pedir mais tropas, Glen.
Estes eram homens que tinham adquirido o poder atrav�s de charme e sedu��o,
e que n�o serviram nenhum prop�sito al�m de se meter no meio de sua grandeza.
Nossa, que puta calor!
Porra!
Outra maldita avalia��o. De quantas avalia��es eles precisam?
Uma avalia��o atr�s da outra. Todas apontam � mesma dire��o.
Chame o general McMahon aqui e fa�a o que ele mandar!
Calminha, Greg. Eles s� querem participar. S� isso.
Guerras n�o s�o disputadas por na��es ou ex�rcitos.
Guerras s�o lutadas por homens.
H� dois tipos de general no ex�rcito americano.
Aqueles que acreditam que podem vencer
quando tudo demonstra o contr�rio.
E aqueles que sabem que n�o podem.
Infelizmente para o mundo,
s�o os crentes que sobem no degrau mais alto.
S�o caras como Glen que obt�m o controle de tudo.
O presidente Karzai est� ansioso para conhec�-lo.
Acho que voc�s v�o gostar um do outro. N�o precisa ficar nervoso.
N�o estou nervoso.
Porra!
Que se foda.
General, desculpe.
Estamos tentando fazer o Blu-ray funcionar.
Sabe como funciona?
Normalmente, tem os fios vermelho, amarelo e branco.
Mas este aqui parece ter s� um fio.
N�o sei onde conect�-lo na televis�o.
Sinto muito, senhor presidente.
Receio n�o entender muito de tecnologia.
Posso pedir para uma pessoa ver isso para o senhor.
Deixe para l�.
Acho que preciso de uma televis�o nova.
Sinto muito, general.
Por favor, vamos nos sentar.
Bem-vindo.
-Obrigado, senhor presidente. -Por favor, me chame de Hamid.
Desculpe.
Fique � vontade.
Eu gostava do seu antecessor, o general Whelan.
N�o tenho certeza se ele gostava de mim.
Ele n�o visitava com frequ�ncia.
Por que ele foi dispensado?
Parece que um minuto ele estava aqui...
e no minuto seguinte, sumiu.
Bem, senhor presidente,
acho que o nosso governo achou...
que era hora do nosso esfor�o mudar de dire��o.
E qual � essa nova dire��o?
O mais importante para mim � construir o Afeganist�o.
Juntos, constru�mos o Afeganist�o para que seja uma na��o livre e pr�spera,
livre de medo e conflito.
-Entendi. -Sim.
Isso me parece a velha dire��o.
N�o.
Mas talvez voc� mesmo seja uma nova dire��o.
Uma nova personalidade forte.
Uma nova energia. Um novo compromisso.
Bem, general, lhe desejo a melhor sorte do mundo.
Senhor, minha equipe e eu estamos prestes a embarcar em uma viagem pelo pa�s
para fazermos uma avalia��o
e entender precisamente o que devemos fazer aqui.
Seria uma honra se considerasse vir comigo na viagem,
assim nosso projeto pode ser um esfor�o unificado.
O compartilhamento do nosso prop�sito...
Do nosso prop�sito compartilhado.
Agrade�o o convite.
� muito generoso.
Mas...
Eu j� vi o pa�s.
Para entrar na mente de Glen McMahon,
voc� realmente precisa entender a loucura da guerra moderna americana.
Tenente-coronel Groom. Bem-vindo a Candaar.
Muito prazer. Vim para avaliar a situa��o.
Contrainsurg�ncia.
Antigamente, guerras eram travadas contra ex�rcitos convencionais de estados-na��es.
Caras fardados como nazistas e tal.
Quando, entretanto, voc� invade um lugar que n�o deveria,
acaba lutando contra gente normal que se veste com roupas normais.
Esses caras s�o os tais insurgentes.
Basicamente, eles s� pegaram as armas porque...
voc� tamb�m pegaria se invadissem o seu pa�s.
Por incr�vel que pare�a, insurg�ncias s�o quase imposs�veis de derrotar.
Ent�o, se quiser prosseguir fingindo que pode vencer,
acaba ficando sem op��o al�m de convencer o pa�s que invadiu
que voc�, na verdade, est� aqui para ajudar.
Ele est� dizendo que os americanos urinam nas ruas,
e nos chamam de filhos da puta o dia todo.
Eles nos chamam de filhos da puta o tempo todo.
Ser filho de uma puta � considerado algo muito ruim na nossa cultura.
Na nossa tamb�m.
Isto � contrainsurg�ncia. � uma competi��o de popularidade.
Voc� tenta convencer pessoas que est�o melhor com voc� do que com os insurgentes.
Basicamente, funciona assim. Voc� instala um governo local.
Oferece seguran�a �s pessoas para a democracia se estabelecer.
N�s os treinamos e os levamos para fora.
Voc� treina for�as locais para que gerem a pr�pria seguran�a.
Eles s�o legais. S�o bons rapazes. Gente boa. Se integram.
� um povo que se integra.
Eles s�o comprometidos com o...
-Mas... -Ou, pelo menos, voc� tenta.
N�o sei, senhor, s�o muito pregui�osos. Parece que n�o querem estar aqui.
Eles roubam coisas e est�o sempre chapados.
Est�o doid�es o tempo todo.
Perdoe o meu linguajar, senhor.
Voc� faz o que estiver ao alcance para estimular a economia local.
Hero�na � a �nica coisa que d� dinheiro. N�o gosto de para onde vai a grana,
mas se faz as pessoas felizes, beleza.
Eles n�o podem cultivar outra coisa?
Eles poderiam cultivar algod�o. Isso cresceria aqui.
-Por que n�o o cultivam? -Porque o congresso americano
n�o permitir� que fundos americanos sejam direcionados para o cultivo de uma safra
que vai acabar no mercado mundial concorrendo com os fazendeiros americanos.
-O que certamente descarta o algod�o. -Claro.
-Por isso estamos cultivando hero�na. -Certo.
Estamos fazendo um �timo trabalho.
Voc� constr�i infraestrutura. Estrada, escola, essas coisas.
Que tipo de presen�a o Talib� tem aqui?
-Quem? -O Talib�.
Resumindo, voc� sai e faz amizade com as pessoas.
Obviamente, sempre matando os insurgentes.
Constru��o de uma na��o. Cora��es e mentes.
Ol�, pessoal.
Deixem-me explicar assim.
Estamos na prov�ncia de Helmand h� cinco anos
e, em todo esse tempo, a �nica coisa que conseguimos proteger foi esta base.
Agora, se for para Marjah,
Lashkar Gah, s�o todos past�s.
Este � o Talib�.
N�o estamos ganhando cora��es e mentes l�.
Nem sei se ganharemos um dia. Candaar � a mesma coisa.
Posso ser completamente franco com o senhor?
Se eu fosse voc�, liberaria Helmand.
Eu me concentraria em partes do pa�s
que s�o pelo menos, de certa forma, solid�rias � miss�o,
e eu abriria m�o.
� uma causa perdida.
Toda esta prov�ncia constitui apenas 4% da popula��o do pa�s.
� estrategicamente sem sentido.
Eu abriria m�o de Helmand, senhor.
A quest�o sobre a contrainsurg�ncia � que realmente n�o funciona.
N�s tentamos no Vietn�. Viu no que deu.
Os brit�nicos e franceses tentaram com seus imp�rios decadentes.
Mas n�o deu certo.
Para mim, o motivo � claro. N�o se ganha a confian�a de um pa�s invadindo-o.
N�o pode construir uma na��o apontando uma arma.
Entretanto, para caras como Glen,
a contrainsurg�ncia n�o funcionou por um motivo.
Est� pronto, chefe?
Ningu�m nunca a fez direito.
Sim, Pete. Estou pronto, porra.
-Andy? -Sim, senhor.
-Bom trabalho. -Obrigado.
Vamos esquecer a Fox News.
N�o vai ajudar ter um bando de pervertidos gritando conosco.
-Sim, senhor. -Ent�o...
precisamos trabalhar nesta avalia��o.
-J� escrevi. -Quando?
J� escrevi. Ontem � noite.
Precisa de mais detalhes, mas a estrutura est� pronta.
Certo, e o que diz?
Greg...
Quero assumir a prov�ncia de Helmand.
Quero tomar a prov�ncia de Helmand
simplesmente porque todos parecem pensar que n�o podemos.
Se quisermos a confian�a deste pa�s,
n�o podemos aceitar que n�o podemos lidar com uma parte dele.
Estamos aqui para dar seguran�a.
Primeiro, asseguramos a parte do pa�s que todos acham que n�o podemos controlar.
Est� bem.
Eu n�o vim para gerenciar esta guerra e certamente n�o vim para termin�-la.
Viemos aqui para vencer.
Vou tomar Helmand... e depois vou tomar Candaar.
O que acham?
Certo, mais uma coisa.
Visto que � um exerc�cio de construir uma na��o...
dever�amos ter algu�m aqui
que � da na��o que estamos construindo. N�o acham?
Positivo.
Estamos aqui para construir, proteger.
N�o estamos aqui para atormentar, intimidar.
N�o estamos aqui para atirar primeiro e perguntar depois.
N�o podemos ser motivados por medo e suspeita.
Estamos aqui, acima de tudo...
para apoiar a popula��o civil.
E, para esse fim, temos que evitar mortes a todo custo.
Mortes de civis n�o podem ser vistas como resultado de um conflito.
Elas devem ser tratadas como erros de grave consequ�ncia.
Esta � a guerra que estamos lutando.
� uma guerra complexa, mas � uma guerra mesmo assim.
Vou reafirmar isso agora.
Isto � uma guerra.
Mas � uma guerra que n�o pode ser vencida
apenas com as virtudes de nossa incontest�vel for�a militar.
Esta guerra ser� vencida principalmente...
com a for�a incontest�vel e o poder de nossos ideais.
�.
�.
Quarenta mil?
-Receio que sim. -O que foi dito? Nada de tropas extras.
N�o pedir mais. O que faz? Pede mais 40 mil soldados.
Dick, a prov�ncia n�o vai se proteger sozinha.
Precisava de mais. Achei 40 mil razo�vel.
O �nico n�mero razo�vel � zero.
Esse � o n�mero razo�vel. Zero. Achei que tinha entendido.
Essa coisa de "chega de tropas" vem do presidente ou de voc�?
Obviamente, do presidente. Por que viria de mim?
Por que me importo se mandamos mais tropas para l� ou n�o?
N�o sei, Dick. S� estou tentando resolver. O presidente me deu um trabalho.
-� isso que preciso para cumpri-lo. -Droga.
Estarei a� em breve com a secret�ria de Estado.
Vamos dar um jeito nisso.
-Positivo. -Maldi��o.
Maldi��o.
A� est�.
O que eu disse? Ele j� est� no clima da aposentadoria.
A mente dele est� viajando num carrinho de golfe.
Ele n�o tem personalidade para coisas pesadas.
Obviamente est� na porra do emprego errado!
Essa coisa est� desligada, certo?
Sinto muito ter que dizer isso,
mas vamos segurar seu relat�rio at� depois das elei��es afeg�s.
Com todo respeito, senhora secret�ria, mas a elei��o � daqui a um m�s.
Eu sei disso, mas aqui uma elei��o � algo fr�gil.
� uma coisa muito delicada,
e ningu�m quer que a tranquilidade seja interrompida por um ataque americano.
Eu disse para n�o chamar mais tropas. Agora temos que repensar o plano.
Dick, com todo respeito,
voc� me disse que n�o se importava se eu convocasse mais tropas ou n�o,
-ent�o estou vendo como resolver isso. -Eu n�o disse que n�o me importava.
-Acredito que tenha dito. -N�o disse.
-Voc� disse. -N�o.
-Voc� disse, Dick. -Quem quer que tenha dito isso,
o avan�o de uma tropa e uma elei��o n�o combinam,
-ent�o � assim que vai ser. Sinto muito. -O que devo fazer enquanto isso?
Tenho uma estrat�gia. Estou pronto a execut�-la.
A sugest�o parece ser que eu fique co�ando o saco.
Com todo respeito...
Poupe-me do "com todo respeito". Est� me dando arrepios.
Acho que todos entendemos a sua frustra��o, Glen,
mas essas elei��es t�m que correr bem.
Precisamos de um aliado leg�timo no poder aqui.
Voc� precisa de um aliado leg�timo aqui.
Ent�o... s� temos que aguardar.
Por que n�o faz o neg�cio do SNORPP?
Esquematize suas coisas, informe e re�na o pessoal.
Vai ser r�pido. Deixe todos empolgados.
Voc� � o melhor do mundo nisso.
Estamos operando em ritmo alto.
Na semana passada, conduzimos seis ataques a�reos
em territ�rios previamente negados.
Tamb�m estamos na coordena��o final com o CR Sul
para desenvolver uma opera��o para unir �quela existente na fronteira provincial.
OITO ANOS DE AFEGANIST�O QUAL � O PLANO DE MCMAHON?
Voc� tem um Lexus?
N�o, temos um Prius agora. Ela tem o novo Prius.
Legal.
A minha esposa tamb�m. N�s dois temos e adoramos.
Meu primeiro carro foi um Taurus. Meu pai o comprou.
O que descobriu?
Senhor.
Aonde v�o?
Para a base da patrulha. Sasquatch.
De onde s�o?
De onde somos ou de onde viemos?
Onde estavam?
Na It�lia, senhor. Descansando.
Descansando na It�lia.
-Sim, senhor. -Bem...
Em forma��o!
Por que as caras feias? Acabaram de voltar da It�lia.
Imagino que comeram �tima comida
e viram antiguidades.
Aposto que encheram a cara e viram mulheres bonitas.
Como � l�?
Onde, senhor?
Sasquatch, filho.
N�o � bom, senhor. Sei l�. Normal.
� uma merda, senhor.
Vamos ver no que vai dar.
Que horas � o avi�o?
-Cerca de 20 minutos. -Cancele.
-Por que, chefe? -Vou para Sasquatch com os rapazes.
Eles est�o indo para uma parte in�spita do mundo.
Sou um maldito ranger, Frank.
Aqueles rapazes precisam de mim.
Passei praticamente toda semana passada...
conversando com caras que eu chamaria de intermedi�rios.
Mas voc�s est�o mais perto do trabalho sujo.
Depois de todo o bl�-bl�-bl�,
voc�s est�o no local da a��o.
Eu iria al�m e diria que voc�s s�o a �nica coisa que conta.
Se n�o acontecer aqui, n�o vai acontecer.
-Sim? -Se n�o acontecer o qu�, senhor?
A a��o, filho.
Certo, obrigado, senhor.
Algu�m sabe o que � a a��o?
Algu�m?
Algu�m?
Proteger a �rea, senhor.
Para proteger as pessoas do inimigo para que elas sigam suas vidas.
Est� bem. Obrigado, sargento.
Mas n�o consigo distinguir as pessoas do inimigo.
S�o todos parecidos.
Tenho certeza de que s�o a mesma pessoa.
Sei que pode ser dif�cil, filho, mas esse � o trabalho.
Tenho outra pergunta.
Soube que agora est�o dando medalhas por conten��o heroica.
Isso � verdade?
Conten��o corajosa.
E � verdade.
N�o quero ser grosseiro, senhor,
mas n�o entendo que porra isso significa.
Significa, filho, que �s vezes, quando est� lidando com uma insurg�ncia,
n�o vai ter 100% de certeza de quem � o inimigo.
Voc�s se encontrar�o em situa��es em que estar�o com medo,
mas ter�o que tomar uma decis�o.
Pois, como o sargento Ortega corretamente apontou,
sua miss�o � proteger as pessoas, n�o as matar.
N�o podemos ajudar e matar ao mesmo tempo.
N�o � humanamente poss�vel. Entendeu?
Na verdade, n�o, senhor.
O que reluta em entender?
Parece que estamos todos aqui armados e tal,
tentando convencer essas pessoas que, no fundo, somos os bonzinhos.
N�o sei como fazer isso quando a cada segundo um deles
ou um ter�o ou um d�cimo deles est� tentando me matar, senhor.
Pois sou um fuzileiro. Somos fuzileiros.
Parece que est�o distribuindo medalhas por heroicamente n�o ser um fuzileiro.
S� estou dizendo que estou confuso, senhor.
Ent�o vai ter que se desconfundir.
VOTA��O
No dia das elei��es gerais afeg�s,
que Glen aguardou com tanta paci�ncia,
Badi Bassim uniu-se � equipe.
Cory n�o me disse onde o encontrou.
Estou fazendo o seu trabalho!
Ele disse que o encontrou pela lista telef�nica.
Largue a bolsa.
Achei que era uma brincadeira.
Meu nome � capit�o Badi Bassim. Vim para trabalhar com o general McMahon.
-Quem? -McMahon.
-McMahon? -Sim.
Por que n�o est� fardado?
Minha farda est� na bolsa.
� muito perigoso us�-la para sair de casa e vir para c�.
Abra.
Abra a bolsa.
Minha farda.
-Por que veio aqui a p�? -Por que trabalho aqui?
Vir a p�! Por que veio a p�?
Caminhar.
Eu gosto de caminhar.
Badi! Venha.
Pessoal, este � meu novo ajudante de campo, Badi Bassim.
Ele � um soldado e erudito.
Esta � a face do novo Afeganist�o.
Greg, voc� conhece. Esse � o Cory. Voc� conhece o Cory. Pete Duckman.
E...
E temos pessoas aqui da Espanha, It�lia e...
-Sabe, lugares assim. -Est� bem.
-J� votou? -Eu queria falar com o senhor antes.
-Voc� n�o votou? -N�o.
Pode votar aqui.
Temos uma cabine na esquina.
Est� bem.
-Dia de elei��o. � entusiasmante. -�.
VOTE AQUI
Isso � importante, Badi.
Essa fila enorme de homens, essa lentid�o,
� a lentid�o na dire��o da liberdade.
Os passos s�o pequenos, mas sua import�ncia...
� como pisar na Lua.
Um pequeno passo, um grande salto.
Est� ciente do pouso na Lua, filho?
-Sim. -� como a porra do pouso na Lua.
Sim, senhor, concordo. � muito importante.
-�, sim. -�.
-Qu�? -Vamos ter outra elei��o.
N�o podemos ignorar alega��es de fraude. Est�o vindo de todas as partes
e tudo aponta para uma vit�ria rid�cula de Karzai.
Tudo isso parece burrice.
Claro.
Claro, haver� irregularidade �s vezes.
Mas certamente um resultado � a melhor consequ�ncia poss�vel.
O posto de vota��o, aquele perto de onde voc� est�...
tem 367 eleitores registrados e 1.200 votos contados.
� uma piada. Vamos ter segundo turno.
Conte para eles o que voc� me disse!
-Sobre o qu�? -Sobre as elei��es.
Todo o conceito das elei��es neste pa�s.
Bem, eu estava s� observando, senhor,
que as pessoas n�o entendem as elei��es.
Eles veem que o presidente est� vivo, que est� tudo bem.
-E qual � o problema? Por que uma elei��o? -�.
Voc� tem uma elei��o de qualquer forma, as pessoas votam como os l�deres mandam.
�.
Eles n�o querem ser decapitados.
Entende o que eu digo?
Eu agrade�o.
Sinto muito. Vamos ter segundo turno.
Meu Deus.
A Casa Branca vai segurar meu relat�rio at� depois das elei��es.
N�o posso fazer nada at� o presidente aprovar as minhas recomenda��es.
E agora est� me dizendo que n�o vai acontecer at� mais uma maldita elei��o?
Voc� precisa de um aliado leg�timo, Glen. Karzai n�o � esse cara.
Voc� tem que entender,
o que estamos tentando fazer � como criar um filho.
E uma crian�a precisa do pai e da m�e.
Dois pais que a amam e que se amam muito.
Acima de qualquer coisa, � disso que precisa.
Bem, ent�o a sua esposa, Sra. Karzai...
Suponho que voc� seja o papai deste relacionamento metaf�rico.
Suspeitamos que a sua esposa, Karzai, seja uma viciada em drogas.
Ele eliminou seu chefe oponente espalhando um boato homossexual maldoso,
e temos certeza de que o irm�o dele � um d�spota criminoso.
Qual �, Pat!
Fica sempre com essa ladainha.
Voc� n�o gosta dele por algum motivo. E sem brincadeira...
Enfim, quero saber, Washington � diferente disso?
S�rio! Me diga!
Sim.
N�o sabe me dizer.
Na p�gina 74 de Uma Perna por Vez, Igual a Todo Mundo,
Glen escreveu e eu cito:
"Um bom l�der vive sob v�rias regras.
Um �timo l�der sabe quando viol�-las."
Bom dia.
-Bom dia a todos. -Senhor.
-Bom dia. -Bom dia, senhor.
Bom dia, rapazes.
-Bom dia, senhor. -Chefe.
Matt. Voc� acordou cedo.
Temos um problema.
Seu relat�rio vazou. O Post tem uma c�pia.
N�o.
-Algu�m o deu para Bob Woodward. -Woodward? N�o.
Ah, meu Deus do c�u. Achou a fonte?
Senhor, a fonte?
P�ssimas not�cias. Ouviu isso? Vazaram as informa��es da avalia��o.
-Terr�vel. -Terr�vel. Chocante.
-Chocante. -Chocante.
-Terr�vel. -Chocante.
Sim, bem...
Acho que n�o interessa quem vazou a avalia��o.
A quest�o � o que fazer a respeito. Quero fazer a entrevista do 60 Minutes.
Como seu oficial de comunica��o social, aconselho a n�o fazer isso.
Seria imprudente.
N�o acho que seja hora de chamar aten��o da m�dia.
Est�o alegando
-que o senhor mesmo fez o relat�rio vazar. -Estou abra�ando o vazamento.
N�o parece que estou tendo progressos. Sabe o que quero dizer?
Temos um presidente que parece n�o estar ciente
que os EUA est�o em guerra e ele � o comandante dela.
-Estou precisando de progressos. -Voc� precisa superar os obst�culos.
Exatamente. Preciso ter caminho livre.
Posso cuidar disso, senhor.
Desculpe. Sem querer ofender, Simon, como vamos fazer isso?
Vou fazer a poeira abaixar.
Repito, sinto muito, n�o quero come�ar uma briga aqui.
E perd�o por falar em seu nome, senhor.
Mas o general n�o me contratou para abaixar a poeira, certo?
O senhor � muito bom no seu trabalho,
mas esse trabalho � basicamente escrever comunicados � imprensa.
Eis a quest�o sobre os comunicados.
Ningu�m os l�, est� bem?
Eles s�o chatos. S�o uma bobagem. E todos sabem que s�o besteira.
Corrija-me se eu estiver enganado, fui contratado para fazer alarde.
O alarde certo. O nosso... alarde.
Pete.
-Chefe. -Ponha os ve�culos � direita.
Quero garantir que os tanques estejam vis�veis.
-Positivo. -Eles os est�o bloqueando.
-Este? -Os dois.
Tirem-nos da�. Tirem e basta!
Como est�o indo aqui? Bem?
-�timo. -�timo. Est� bem.
-Acho que estamos pr�ximos. -� entusiasmante.
N�o quero interromper.
Eu sei que voc� tem milh�es de perguntas a fazer.
Pode pensar em perguntar ao general...
quanto tempo ele teve com o presidente desde que assumiu o cargo.
Est� bem.
Caso fique sem assunto e tal.
De nada.
Sim, foi lament�vel ter vazado. N�o h� como negar.
� lament�vel.
Pensa-se sempre em ponderar esse tipo de coisa
com a calma sensata de locais tranquilos.
Mas esta guerra � dura. Guerra � dif�cil.
E o presidente tem que tomar decis�es dif�ceis.
Quantas vezes falou com o presidente?
Desde que estou aqui? Liderando a ISAF?
Sim.
Falei uma vez com o presidente. Por videoconfer�ncia.
Falou com o presidente uma vez em 70 dias?
Exato.
Voc� � o l�der do ex�rcito americano no Afeganist�o,
e s� falou uma vez com o presidente?
-Sim, senhora. -Por que isso?
N�o sei.
Acho que ele � muito ocupado.
Provavelmente.
Qual diabos � o seu problema, Glen?
Uma hora est� lidando com o que vazou e na outra est� na TV
colocando o presidente contra a parede.
Sinceramente acho que a sua miss�o pessoal � me foder.
Dick, eu s� respondi �s perguntas que me fizeram.
-Achei que era justo. -N�o � quest�o de justi�a.
Que diabos estava fazendo na televis�o?
Por que estou vendo voc� na televis�o?
Agora temos que consertar isso.
Temos que abafar o inc�ndio.
E voc� s� o ati�ou! Entendeu?
-Entendi. -Aqui � onde vamos come�ar.
Ligue para Bob Gates...
Espere, Dick. Est� cortando. Voc� est� me ouvindo?
Estou ouvindo. E pare de me chamar de Dick!
Merda. Tem algo errado. N�o ou�o nada.
Deixe-me tentar.
-Est� me ouvindo agora? -Sim.
Tem algo errado. Espere um minuto, Dick.
-Meu Deus. -Andy, venha j� aqui!
-Sim, senhor. -Estou com um problema.
N�o consigo ouvir. Ele me ouve, mas eu n�o ou�o.
-Pode nos ouvir agora? -Estou ouvindo.
-E agora, Sr. Dick? -Sim, estou ouvindo!
Sinto muito.
-Sinto muito, Dick. -Ah, meu Deus!
N�o estou ouvindo nada.
Andy vai ter que arrumar isso imediatamente!
-Sim. -Isso � inaceit�vel, porra.
-N�o, precisamos conversar. -Falo com voc� mais tarde, Dick.
Precisamos terminar isso antes.
Muito bem.
-Obrigado, senhor. -Muito bem.
Senhoras e senhores, o presidente dos Estados Unidos.
Obrigado.
Hoje quero falar sobre o nosso trabalho no Afeganist�o.
� uma honra para mim fazer isso aqui em West Point,
onde homens e mulheres se prepararam para cuidar da nossa seguran�a
e representar o que h� de melhor no nosso pa�s.
Como seu comandante-chefe, devo a voc�s uma miss�o que � definida...
-Sim. -...e merecedora de seu servi�o.
E foi por isso que insisti em revisar a nossa estrat�gia.
Como comandante-chefe,
determino que seja de nosso interesse nacional
enviar mais 30 mil soldados americanos para o Afeganist�o.
Ap�s 18 meses, nossas tropas come�ar�o a voltar para casa.
Eu n�o tomo esta decis�o facilmente.
Estamos em guerra h� oito anos a um enorme custo em vidas e recursos.
Debater sobre o Iraque e terrorismo
arrasou a nossa unidade sobre quest�es de seguran�a nacional.
Tendo vivenciado a pior crise econ�mica desde a Depress�o,
o povo americano est� focado
em reconstruir a economia e colocar pessoas para trabalhar aqui no pa�s.
Senhor.
Conseguiu as suas tropas.
O amigo aqui acabou de anunciar
a todos do Afeganist�o que estamos prestes a ir embora!
� como dizer aos vil�es para esperarem mais 18 meses
e depois iremos embora!
Ele disse a um audit�rio repleto de jovens soldados americanos
que a guerra que est�o lutando nos �ltimos oito anos
n�o passou de uma perda de tempo fenomenal.
Aquele foi um discurso idiota pra caralho!
Obrigado, Greg.
Voc� ouviu o que ele disse.
Ele n�o vai nos dar 40 mil. Vai dar 30 mil.
Falei com o Secret�rio de Defesa. Teremos o resto com os parceiros da coaliz�o.
Pelo jeito vamos para a Europa, rapazes. Fa�am as suas...
N�o sei! Levem o que eles usam na Europa!
Sunguinhas e tal! Willy.
O palco mundial.
Sempre achei engra�ado como um homem pode passar de um mapa,
sei l�, da prov�ncia de Helmand,
a se encontrar na Europa tentando persuadir amigos e aliados
de que seu sonho louco � o sonho louco deles tamb�m.
-Bonjour, general. -Obrigado.
Ol�.
Amanh� � tarde voc� tem a apresenta��o para a L'�cole Militaire.
Amanh�, jantar com o ministro da defesa.
A prop�sito, � um jantar de gala.
S� um aviso para se preparar. � dos grandes.
Reuni�es no dia seguinte. Temos a noite livre.
-E depois vamos para Berlim. -�.
Veja s�. Obama est� em Copenhague hoje.
Est�o perguntando se voc� tem tempo para encontr�-lo no For�a A�rea Um amanh�.
O presidente quer um cara a cara.
Agora ele quer um encontro cara a cara, porra. Idiota do caralho.
Pode fazer isso, chefe?
Podemos ir para Copenhague �s 6h.
O presidente vai estar na pista �s 8h30.
Voc� cuida da minha agenda. Me diga se consigo.
Podemos lev�-lo de volta a Paris no in�cio da tarde,
dependendo do tempo que precisar. Posso mudar as suas reuni�es.
Est� vendo aquilo? Anoiteceu.
Fim do hor�rio de trabalho.
Chefe, posso beber?
Claro. N�o estamos trabalhando. Voc�s mereceram.
Conseguiu falar com a sua esposa? Ela chegou de manh�.
Ela o aguarda no seu quarto.
Merda. Certo, � melhor eu ir l�.
Qual � o meu quarto mesmo?
-� o 517. -Qu�?
-Cinco-sete-um. -Cinco-um-sete.
-Parem. Diga. -Cinco-um-sete.
Cinco-um-sete.
-Oi, chefe. -Oi, Willy.
-Oi, meu bem. -Oi.
Oi.
Sinto muito, eu me atrasei.
O presidente quer um tempo comigo amanh�,
e estamos tentando avaliar se conseguiremos satisfazer o pedido dele.
Vou deixar voc�s a s�s. Estarei no quarto ao lado.
Obrigada, Willy.
Bem, estamos em Paris.
Sim, tomara que d� para ver pontos tur�sticos.
Vou pedir para o Cory esquematizar.
-Sim. -Est� bem.
-Fa�a o que tiver que fazer. Vim por voc�. -�?
-Como est� o Tim? -Ele est� bem.
-Ele mandou um abra�o. -Est� bem.
Ele est� com uma namorada nova.
Sim, eu gosto dela.
O pai dela � professor do ex�rcito em Leavenworth.
Sim, ela � um amor. Vai gostar dela.
Bem...
Bem, acho �timo que voc� vai ver o presidente.
Voc� deve estar muito entusiasmado.
Ei, Glen.
Espero que n�o se importe de eu ir junto.
Preciso ver o presidente. Falaram que voc� estava indo para l�.
Tudo bem, Pat. Meu avi�o � seu avi�o.
-Fique � vontade. -Obrigado, Glen.
Dependendo de quanto durar a reuni�o,
podemos lev�-lo de volta a Paris �s 14h e depois para a L'�cole Militaire.
Minha farda estar� amassada depois de tantos voos. Vou precisar tomar banho.
Estou separando quatro horas com o presidente.
Se durar menos, podemos ir ao hotel.
Estou apenas planejando a possibilidade de estarmos com a agenda apertada.
-Podemos adiar a L'�cole Militaire? -N�o.
Depois temos o jantar de gala. N�o h� margem para mudan�as.
Use a farda de servi�o. O general, direto do campo de batalha.
N�o precisa de banho. Vai direto da luta.
-�timo. -�.
Gostei.
Pe�a para o Willy preparar minha farda.
T�picos para o presidente.
Como vai, Glen?
Este � dureza, certo?
Nada na guerra � f�cil, Pat.
� isso a�.
Mas estou pensando, no fundo, voc� era mais feliz no Iraque.
Um soldado liderando soldados.
Soldados acima de voc�, abaixo de voc�. Uma linda bolha de soldados.
Algo ordenado. Certo? Pois tem que ser assim.
A guerra � um caos, ent�o o ex�rcito tem que ser o oposto.
Agora voc� est� no mundo real,
lidando com civis que n�o fazem sentido.
N�o fazer sentido � um luxo que n�o me posso dar.
Vidas dependem disso.
-N�o, claro. -�.
Com certeza.
E n�o pode viver para sempre na bolha.
Tem que subir de acordo com o seu talento.
O que voc� quer, Pat?
Como acha que isso termina?
� simples. N�s vencemos ou perdemos.
N�o sei.
Acho que vou dizer que isso � besteira.
Ganhamos tudo nos primeiros seis meses.
Desde ent�o, estamos fazendo um caos. � o que sempre foi.
Voc� n�o est� aqui para vencer.
Est� aqui para limpar a bagun�a.
Voc� ter� os seus 40 mil soldados.
Meta bala. Prepare a sua apresenta��o em PowerPoint.
Aumente o n�vel.
Mostre os gr�ficos apontando na dire��o certa.
� s� isso que tem que fazer.
Essa � a forma que terminar� melhor para voc�.
Fa�a belos gr�ficos.
Ou fa�a gr�ficos mais bonitos do que os �ltimos.
Fa�a isso ou ser� demitido.
Assim poder� dizer "eu te disse" quando der merda
ou malograr... seja l� como isso terminar.
N�o h� desfile no fim disso.
� bom conversar.
Pessoal. Como est�o?
Bom dia. Sim, � bom v�-lo novamente.
-Que bom v�-lo. Bela gravata. -Obrigado.
Est� bem. Como vai?
-Bom dia, senhor. Que bom v�-lo. -Cuide-se.
-Que bom v�-lo. -At� mais.
-Senhor presidente. -Que bom v�-lo, general.
Sinto muito, estamos com a programa��o atrasada.
Eu gostaria de conversar pessoalmente, mas tenho um voo agora.
Ent�o... tudo bem.
Sorria para as c�meras.
Est� bem.
Cuide-se.
-Pat. Vamos embora. -Sim, senhor.
Est� bem, falo com voc� em breve. Est� bem?
Pode dizer que o principal motivo que certos generais gostam tanto de guerra...
� porque s� na guerra eles se sentem realmente relevantes.
Somente na guerra eles se sentem pr�ximos ao centro do poder.
Somente na guerra eles sentem o brilho quente da aten��o alheia.
Boa noite, senhor.
A aten��o de pessoas como eu.
Quer saber? Voc�s dois est�o lindos.
De verdade.
Senhor, antes de ser arrastado para o meio do caos,
quero apresent�-lo para Sean Cullen.
Ele � da Rolling Stone. Est� fazendo a mat�ria sobre o senhor.
Ele vir� conosco.
Obrigado por me receber, senhor. � um privil�gio.
-Rolling Stone? -Sim, senhor.
Lembre-se de me colocar na capa.
Bem, est� entre o senhor e a Lady Gaga.
Coloque-me na banheira com ela. P�talas de rosa. � um prazer compartilhar.
Glen, pare de brincadeira.
N�o estou brincando. Coloque-me na capa.
Eis a nossa mesa. O chefe se senta aqui. Ali fica a esposa do chefe.
Aquele � meu lugar. Aquele � o seu.
Onde eu fico?
Acho que est� em outra mesa. Continue procurando.
Est� falando s�rio?
-Sinto muito. -Sim?
Com licen�a. Acho que est� no meu lugar, senhor.
Ol�. Sinto muito. � um prazer conhec�-lo.
Querida.
Obrigada. Oi.
General. Tom Howard, senhor.
Sou o adido do departamento de defesa americana aqui em Paris.
Prazer. Esta � a minha esposa, Jeanie.
Prazer em conhec�-la. Est� gostando de Paris?
Sim, muito. � ador�vel.
N�o �? Conseguiu visitar algum museu?
-O Louvre? -Acho que estaremos ocupados para ir.
Mas dei uma volta enquanto Glen estava em reuni�es...
e, nossa, � ador�vel.
Achei que deu certo com a L'�cole Militaire.
N�o pude me apresentar l�.
Mas havia pessoas muito interessantes l� hoje.
Eu adoraria contar quem � quem se tiver tempo na sua agenda...
-Eu agrade�o, mas a agenda est� apertada. -Claro. Entendo completamente.
Eu poderia apresent�-lo a algumas pessoas aqui hoje.
N�o, acho que eu e minha equipe j� sabemos quem � quem. Obrigado.
Cory, onde est� Badi?
N�o sei. Ele estava aqui antes. Deveria estar sentado ao seu lado.
Achei melhor se n�s aproveit�ssemos esta oportunidade para conversar, ent�o...
eu troquei de lugar com o seu colega. Sua agenda est� muito apertada.
Como � seu nome mesmo?
Tom Howard, senhor.
Qual acha que � o objetivo deste jantar, Tom Howard?
General, este jantar � para homenage�-lo.
Errado. Este jantar � pelo Afeganist�o.
Estamos aqui hoje porque estamos em guerra no Afeganist�o.
Voc� teve a aud�cia de expulsar o �nico afeg�o aqui
da minha maldita mesa?
-Sinto muito. -Vou dizer o que vai fazer.
V� se sentar onde diabos sua bunda devia estar sentada
e quero que diga a Badi para vir sentar a bunda dele aqui!
Que tal, Tom Howard?
Sinto muito, senhor.
Senhora.
Pe�o perd�o pelo meu linguajar.
-Est� tudo bem. -Chefe?
Tenho certeza que o embaixador do Afeganist�o aqui � afeg�o.
General.
-Senhor. -�timo.
N�o quero que este jantar seja constrangedor para o senhor, general,
ent�o direi agora que temos a inten��o de dar ao senhor
nossa por��o das tropas que solicitou.
Os alem�es n�o ser�o f�ceis.
Acho que eles est�o propensos a se retirar completamente.
E devo acrescentar que
eu odiaria que pensasse que a Fran�a � f�cil.
Este deve ser o momento final, certo? N�o podemos ficar no Afeganist�o para sempre.
N�o podemos.
� por isso que vou vencer a guerra.
Obrigado.
Isso foi estranho.
Escrever uma biografia � algo... a que pode estar aberto? Ou...
Claro. Estou aberto a isso.
Um assunto fascinante. Sem querer ofender, o livro se escreveria sozinho.
Podemos ter um problema para chegar a Berlim amanh�.
O vulc�o na Isl�ndia... Est�o cancelando os voos por causa de uma nuvem de cinzas.
Temos um avi�o.
A nuvem � grande. Nada est� decolando. Fecharam o tr�fego a�reo.
Temos a noite livre hoje, certo?
Qual � o plano? Me digam que vamos beber.
Hoje � meu 30� anivers�rio de casamento com a Jeanie e...
Vou lev�-la para jantar fora.
S� voc�s dois?
Sim.
-N�o importa, querido. Eu me diverti. -�timo.
Voltaremos quando tudo estiver normal.
Claro.
Estamos juntos.
-�. -Isso � muito especial.
Dia desses eu estava calculando o...
Descobri que passamos menos de 30 dias juntos por ano
nos �ltimos oito anos.
E...
Eu estava pensando que � realmente interessante
a forma como as coisas acontecem.
Se n�o tiv�ssemos ido para a guerra...
se o 11 de Setembro n�o tivesse acontecido,
se n�o tiv�ssemos sido atacados e ido � guerra,
eu provavelmente estaria fazendo churrasco no quintal agora.
Mas o 11 de Setembro aconteceu.
Sim, eu sei e eu sinto muito.
-N�o disse isso para se sentir mal. -Por que est� pensando nisso?
Juro que n�o estou pensando nisso.
Est�, sim. Est� calculando dias.
Voc� disse que um dia se sentou com um calend�rio e calculou dias.
Sim, eu sei. Mas s� fiz isso porque estava orgulhosa de voc�, querido.
Eu tamb�m estou orgulhosa de mim.
Sim, eu tamb�m tenho orgulho de mim.
Sabe?
Ah, querido.
N�o, querido, olhe para mim.
Vai ficar tudo bem.
Eu sei.
Sim... Tudo...
Est� tudo bem.
�.
Obama n�o � um l�der.
Ele � um orador.
Ele martelou o mundo todo com o papo: "Sim, n�s podemos."
Na verdade, �: "N�o, n�s n�o podemos."
N�o podemos ficar no Iraque.
Ele foi claro que n�o podemos ficar no Afeganist�o.
Nem usar Guant�namo.
Onde mais vamos p�r todos esses desgra�ados?
Ele � um excelente orador.
Ele nos persuadiu com um duplo negativo.
Sim, n�o podemos fazer coisas.
Sabe? Ou isso � um duplo negativo?
N�o, mas entendi o que quer dizer.
Vejam quem chegou!
-Oi. -Ol�, Sra. Chefe.
O chefe e a Sra. Chefe.
-Beba a�! -N�o.
-Beba! -Vire a�.
Senhor, quero repetir que � um privil�gio.
Deve ter muito orgulho.
-Deve ter muito orgulho dele. -Sim.
-� isso a�! -�!
Vamos, Pete!
Vamos! Venha comigo!
Sempre amei esse cuz�o!
-N�o vamos para Berlim amanh�. -Qu�?
-N�o vamos para Berlim amanh�. -Qu�?
N�o v�o nos autorizar a ida para Berlim.
EUA! Todos juntos!
EUA!
Isso � bobagem. Basta uma liga��o.
"Al�, n�o nos deixam decolar. Pode dar um jeito?"
"Ah, n�o, monsieur. Grande vulc�o. Ningu�m decola."
"Mas estamos falando do general McMahon."
"General Glen McMahon.
Eu n�o sabia. Por que n�o disse antes? Perd�o, claro que podem decolar."
-� dif�cil fazer isso? -Fiz liga��es.
Somos o ex�rcito americano, caralho.
N�s praticamente inventamos tudo!
Agora um idiota em Bruxelas est� dizendo que n�o podemos voar com o nosso avi�o
por causa de um vulc�o na Groenl�ndia. O que vamos fazer?
Ficar sentados esperando que cesse a erup��o?
N�o sei, Greg. Nunca passei por isso.
Certo, um pouco de paci�ncia. Posso ter resolvido o nosso problema.
VIAGENS QUE DIVERS�O
N�o sei por que esses caras ficaram t�o folgados na minha frente.
Ou por que Glen os deixava t�o � vontade.
Acho que era excesso de arrog�ncia.
Eles se achavam os caras mais importantes do mundo...
com os trabalhos mais importantes.
Talvez achassem que eu achava que eram t�o incr�veis quanto pensavam.
O que est� escrevendo?
Voc� est� sempre escrevendo. N�o gosto disso.
Talvez achassem que poderiam fazer o que quisessem.
Sou escritor.
Eu escrevo.
� bom que eu goste do que est� escrevendo.
Digamos que h� dez insurgentes.
LIBERAR - CONTROLAR - CONSTRUIR
Suponhamos que mataram dois deles.
Quantos insurgentes sobraram?
Voc�s diriam oito, obviamente.
Oito. Certo?
Certo?
Errado!
Neste caso, dez menos dois � igual a 20.
Digamos que os dois insurgentes que acabaram de matar...
cada um tinha seis amigos ou irm�os e tal,
que est�o questionando se entrar�o para a insurg�ncia.
Eles est�o com o lance da insurg�ncia na cabe�a.
"Parece interessante. Mas, por um motivo ou outro, n�o � para mim."
Ent�o, voc�s v�o l� e matam o amigo deles.
Agora acabaram de faz�-los decidir.
CONTRAINSURG�NCIA
Esses amigos que estavam na d�vida agora s�o membros de corpo e alma do inimigo.
�.
Ent�o, na matem�tica da contrainsurg�ncia,
dez menos dois...
� igual a 20.
Sim, senhora?
General, os EUA invadiram o Afeganist�o
por causa do ataque da Al Qaeda no 11 de Setembro.
-Correto? -Sim.
Est� falando conosco h� 45 minutos...
Onde est� o... Obrigado.
Obrigada.
Est� falando conosco h� 45 minutos
e em todo esse tempo s� mencionou a Al Qaeda uma vez.
Seu pr�prio vice-presidente defendeu
uma abordagem menor e mais simples de antiterrorismo
para incapacitar o que � estimado ser
pouco mais de 100 combatentes da Al Qaeda que ainda est�o no Afeganist�o
para repensar no que deu in�cio a esta guerra.
Sua an�lise de insurg�ncia
sugere que n�o h� um Talib� monol�tico.
O senhor est� espalhado por todo o pa�s.
Est� lutando mil batalhas isoladas com pessoal local
cuja posi��o ideol�gica principal
parece ser que n�o querem soldados em seu vilarejo.
Mas saiba, general, que nunca vencer� essa guerra.
Com todo respeito, senhora.
Devo discordar.
Eu acredito piamente
que, ap�s ter ido a todos os cantos do pa�s,
ter falado com todos os tipos de pessoas...
que o que essas pessoas querem � a mesma coisa que n�s queremos.
Liberdade, seguran�a, estabilidade, empregos.
Progresso est� sendo feito. Progresso de verdade.
Mas os desafios permanecem.
Entendo tudo isso, general.
E vou dizer com sinceridade
que eu n�o questiono a bondade da sua inten��o.
Estou ouvindo o senhor a manh� toda e...
acredito que o senhor seja um bom homem.
Acredito.
O que eu questiono �...
sua cren�a no seu poder para executar as coisas que descreve.
Questiono a sua cren�a no poder de seus ideais.
Bem...
O que estou tentando dizer
e pe�o desculpa se parece falta de educa��o,
mas questiono o que pensa de si mesmo.
N�o, est�... tudo bem.
Agrade�o o seu coment�rio.
Sim.
Mas eu tenho um trabalho a fazer.
Entendo. E tamb�m tenho um trabalho a fazer.
E estou tentando fazer o meu.
Como representante dos alem�es,
meu trabalho � garantir que as ambi��es pessoais
dos que servem aos povos fiquem sob controle.
O senhor dedicou a sua vida toda � luta na guerra.
E esta situa��o no Afeganist�o, para o senhor,
� o �pice de todos esses anos de treinamento,
todos os seus anos de ambi��o.
-Este � o grande momento da sua vida. -Bem...
Entretanto, � compreens�vel que tenha
um fetiche por conclus�o para obter seu momento de gl�ria.
O meu trabalho, entretanto, � garantir que as suas ambi��es pessoais
n�o sejam totalmente ilus�rias
e n�o transportem com elas um pre�o inaceit�vel a todos os outros.
-Querido, tudo bem? -Estou bem.
Por favor, n�o se feche.
� o nosso �ltimo dia juntos.
Fique aqui comigo.
Um segundo. Obrigado.
Acabei de receber um e-mail de Gates. H� boas e m�s not�cias.
Falei com o ministro da defesa alem�o... Vamos receber as tropas.
Mas aquela megera maluca... Ela foi apenas uma voz triste
no ermo.
A m� not�cia � que o pessoal deles n�o pode sair da base.
Seja l� o que isso significa.
Mas eles v�o nos dar as tropas. Ent�o acho que o trabalho aqui est� feito.
Chefe?
Eu achava que homens ficavam grisalhos por causa de seus trabalhos estressantes
e por decis�es estressantes que devem tomar.
Agora, acho que acontece quando os homens sentem na pele
que seus grandes momentos podem n�o ser t�o grandes quanto esperavam.
Quando o mundo real come�a a se infiltrar.
O que separa crentes como Glen de todas as outras pessoas �...
sua habilidade de bloquear o mundo real.
Algumas pessoas chamam isso de insanidade.
Bem-vindos � Opera��o Moshtarak.
Vamos tomar a prov�ncia de Helmand, senhores.
Moshtarak ser� a maior opera��o conduzida desde o in�cio desta guerra.
Ent�o, nem � necess�rio dizer que � uma opera��o importante.
Essa prov�ncia foi um p� no saco desde o primeiro dia.
Ent�o, este ser� um teste definitivo para solucionarmos.
E ele come�a aqui em Marjah.
Se infiltramos equipes aqui e aqui hoje, podemos definir nossos postos de bloqueio,
esperando abrir espa�o para os fuzileiros.
A previs�o diz que � hoje. Sen�o, teremos de esperar mais uma semana.
Quero que Karzai autorize. Ligue para ele.
Positivo.
E por que estes lugares?
A Intelig�ncia diz que estes locais s�o onde ainda h� movimenta��o.
Estamos supondo
que todos que n�o s�o bandidos tenham se mudado ou se escondido.
Deixamos claro para a cidade fazer isso.
-Posso fazer uma pergunta? -Diga!
Sei que isto � Marjah, mas n�o entendi
por que est� mandando rapazes para Nawzad e Musa Qala.
N�o tem nada l�.
N�o entendo o que quer controlar l�.
Al�m de nada.
Est� vendo este mapa, Frank?
Este.
Isso aqui � a bagun�a que tenho que limpar.
Fomos gentis o bastante para planejar esta opera��o de forma
que n�o pare�a que estamos aqui para fazer o que voc�s n�o conseguiram.
Mas � o que est� acontecendo.
Ent�o, Frank...
mesmo valorizando a sua contribui��o...
De verdade.
N�o quero que pense que n�o � valorizada. Porque �.
Eu tamb�m gostaria que voc� desse uma boa recuada
e me deixasse resolver isso.
Sim?
-O qu�? -N�o consigo falar com ele. Est� gripado.
-Falou do que se tratava? -N�o exatamente.
-Eu disse que era importante. -Nossa.
-Ligue de novo. Eu falo. -Positivo.
Obrigado. Contemos com isto. Darei carta branca assim que puder.
-Sim, senhor. -General McMahon est� na linha.
Al�, com quem falo? Aqui � o general McMahon.
Preciso falar com o presidente Karzai urgentemente.
Entendo, mas precisamos conversar. Ele est� acordado?
�timo. Passe para ele. Ponha-o na linha.
Ele n�o tem uma linha? Que l�der mundial n�o tem telefone no quarto?
Ele tem celular?
-J� tentou? -Caixa postal.
O qu�?
Bem, diga para ele ligar o celular. Por favor!
Isso �... N�o posso...
Porra! Estou indo a�.
Vou fazer isso agora. Estou marcando o compromisso.
Sim?
-General, por favor, entre. -Senhor presidente.
Por favor, sente-se aqui.
Por favor, sente-se.
-Como vai? -Tudo bem, senhor.
-Andei tentando entrar em contato. -Sinto muito. N�o estou me sentindo bem.
Entendo, senhor.
Eles n�o avisaram que era urgente?
Sabe como s�o as coisas com o presidente, general.
Todos t�m assuntos urgentes sobre tudo o tempo todo.
Tudo � importante, mas nada �.
N�o h� nada que n�o possa esperar at� a manh� seguinte.
Isto � importante, senhor.
Esperamos lan�ar a Opera��o Moshtarak hoje � noite,
e preciso do seu consentimento oficial.
-S�rio? -Sim, senhor.
-Por qu�? -� a sua miss�o.
-�? -Sim, senhor.
Ningu�m nunca me pediu para aprovar uma miss�o.
Isso precisa mudar. Esta miss�o precisa do seu consentimento.
Para ganhar a confian�a da prov�ncia de Helmand, deve ser visto como projeto seu.
N�o quero ser rude, senhor presidente,
mas � essencial que comece a assumir a lideran�a aqui.
N�o podemos vencer isso sozinhos.
Sem o seu envolvimento,
nossa presen�a aqui nunca ser� algo al�m de uma ocupa��o estrangeira.
Esta � a sua guerra. Para o seu pa�s. Seu povo.
Novamente, sinto muito, senhor...
mas precisa se comportar como um l�der.
Mas estou me comportando como um l�der.
Estou indispon�vel.
Estou t�o indispon�vel para voc� quanto seu pr�prio presidente.
Tem a minha autoriza��o, general.
Ambos sabemos que eu nunca tive o poder para tal. Mas...
agrade�o por ter me convidado a participar do teatro de tudo isso.
E boa sorte.
Eu lhe desejo muito sucesso.
Boa sorte hoje, Glen.
Quem lhe disse sobre esta noite?
Digo...
seja l� o que for fazer hoje � noite,
boa sorte.
V� se foder, Pat.
Glen?
O que foi?
S� quero pedir desculpas.
Lembra quando eu disse que n�o teria um desfile depois disso tudo?
Eu estava enganado. N�o fui sincero.
S� achei que era uma forma direta para acabar com a conversa.
Haver� milhares de desfiles.
Milhares por todos os Estados Unidos.
S� que nenhum deles ser� para voc�.
Isso tamb�m foi direto, mas verdadeiro.
V� se foder!
Positivo.
O que foi isso?
Nada. Vamos para Candaar. Temos que conquistar uma vit�ria.
Certo, ou�am.
Isso vai ser dif�cil.
Vou ser claro e ir direto ao ponto.
Isso vai ser dif�cil.
Essa vai ser a miss�o mais dif�cil que vivenciar�o.
Essa � a realidade.
Marjah � o marco zero do Talib�.
Ter� explosivos por toda parte.
Ser�o os melhores soldados deles.
E eles estar�o preparados.
Eles sabem que vamos atacar, senhores.
H� semanas sabem disso. Ent�o n�o se iludam.
A coisa vai ficar feia.
Teremos baixas.
N�o vou mentir sobre isso. Teremos baixas.
Mas se ficarem sempre alerta,
se botarem f� na sua habilidade,
se botarem f� na habilidade dos homens ao seu lado,
sair�o vencedores!
Eu tenho f� em voc�s!
Eu sei quem voc�s s�o!
Voc�s s�o membros da for�a de combate mais fodona
deste mundo.
Levem esse conhecimento com voc�s!
Levem-no com orgulho! Est�o entendendo?
Est�o me entendendo?
Certo.
Se creem, pedirei ao capel�o para fazer uma ora��o para n�s.
Obrigado, capit�o.
Vamos rezar!
Deus Todo-Poderoso, enquanto os fuzileiros se preparam para a batalha,
pedimos que o seu Esp�rito Santo os guie.
Assim como derrubou os muros de Jeric�,
como imp�s sua ira sobre os filisteus,
como derrubou os hititas
e puniu todos os inimigos dos justos,
que a Sua m�o poderosa esteja com estes homens e lhes garanta vit�rias.
Esteja com eles, Deus Todo-Poderoso...
Vamos nessa.
O que acha que vai acontecer?
Vamos ver como se desenrola.
Um problema sem solu��o.
Se algu�m pode solucionar isso � voc�.
Voc� vai detonar.
�.
Voc� � uma m�quina letal.
� o ca�ador de terroristas.
Lembra-se disso?
Voc� � o Glenz�o.
Voc� � o Glanimal.
Obrigado, general.
Quem est� com fome? Quero comer aquele desgra�ado.
Minha nossa, cara.
Farrenberg.
Ande.
-Avante! -Andem! Contra a parede!
-Farrenberg. -N�o t�o perto. Saiam da parede. Agora!
-Porra! -Ali, � frente!
Cole!
Ele n�o � um combatente at� eu enxergar a arma.
Porra! Acha que o cara est� na corrida matutina?
Certo. Vamos para aquela casa l�.
Vamos dar um jeito nisso. Cutter. Voc�, Song, Carroll e Trey,
v�o para l� e nos ajudem a entrar. Vamos dar cobertura para voc�s.
Preciso que os soldados afeg�os v�o antes.
Trey! Leve os dois primeiros caras com voc�. Entendeu?
Voc�s dois! Levantem! Levantem, porra!
Entrem.
Vamos logo!
Liberado.
Empunhe a arma agora.
Estamos nos preparando para andar.
Vamos!
Vamos. Mexam-se, porra!
Za, za, za, seu porra!
Seu gordo do caralho!
Mexam-se, porra!
Andem!
� direita!
-Liberado! -Muito bem!
Liberado!
Certo. Farrenberg, vamos!
Ande. Para dentro.
Est� bem.
Ou�am. Vamos para o telhado para ver qual � a situa��o.
Cutter, Cole, voc�s v�m comigo.
-O resto de voc�s fica aqui. Positivo? -Positivo.
Subindo!
Temos movimenta��o � frente.
Cerca de 300 metros, dois caras no telhado.
-Est�o armados? -N�o sei.
� uma pergunta simples. Voc� v� uma arma?
Negativo. Voc� perguntou se est�o armados.
-A resposta �: "N�o sei." -Obviamente est�o.
Por que est�o correndo?
N�o sei. N�o entendo essa gente.
Precisamos ver armas.
-Voc� foi atingido? -Porra!
-Fui atingido! -Onde?
Nos olhos.
-Consegue abri-los? -O que est� acontecendo?
-Estamos bem. Ele foi atingido nos olhos. -Ei, pessoal!
-Cutter, venha aqui, porra! -Porra!
� s� �gua.
Me d� a 203.
-Trey, fique parado! -Me d� a porra da sua arma!
Ortega! O que est� acontecendo a�? Que porra est� acontecendo?
Cobertura!
Porra.
Errou feio, cara!
De novo!
-Errou! -Eu sei.
Mais um!
� isso a�!
Bom trabalho, Cole.
Mandaram bem, rapazes.
-Farrenberg, foi atingido? -N�o.
-Foi atingido? -Estou bem. Merda.
-Que se foda! -Cole, aonde voc� vai?
-Aonde voc� vai? -V� se foder!
-Cabo, o que est� acontecendo? -Aonde vai?
-Cale a porra da boca! -Espere, Cole!
-Cole! Volte aqui, Cole! -Cole!
Cole, mas que diabos? Aonde vai?
Aonde vai, cara?
-Porra, Cole! -Volte, Cole!
Cole!
Eles est�o rastejando. Est�o em uma �rea cheia de explosivos.
Os pelot�es est�o encurralados
e o segundo est� prestes a pedir refor�os.
-Me diga algo bom. -Estou tentando. N�o tenho informa��es.
N�o quero ver "bagun�a do caralho" no notici�rio de amanh�.
N�o se preocupe com as manchetes.
Temos baixas de civis.
Temos baixas de civis na parte sudeste da cidade.
S�o os caras de Sasquatch.
Cutter, descubra quem s�o. Quero saber quem diabos s�o.
Como?
Pe�a pra algu�m do ex�rcito afeg�o falar com eles.
Os desgra�ados falam past�. O ex�rcito afeg�o n�o.
N�o sei. D� um jeito.
Que porra...
Cutter est� fazendo merda l� fora.
-Qual � o problema? -Ele n�o conhecia os bandidos.
Requisitaram a casa dele. Ele n�o podia fazer nada.
Isso � bobagem. Entregamos folhetos e tal.
Ele n�o deveria ter ficado aqui. Qual � o motivo para ficar aqui?
Ele n�o tinha pra onde ir. N�o tem esposa. Estava preocupado em deixar as cabras.
Ele diz que est� dizendo a verdade. Vasculhe a casa dele. N�o achar� armas.
Espere.
Farrenberg!
-Sim, estou aqui! -Venha aqui!
Vamos dar dinheiro para ele.
-Est� falando s�rio? -Sim.
Me d�... Abre a maldita bolsa.
-O que � isso, dois e meio? -Sim.
Me d� um desses.
Meu nome � general McMahon. Em nome das for�as de coaliz�o,
quero pedir perd�o pelas perdas que sofreram hoje.
O dinheiro recebido do sargento Ortega n�o traz suas fam�lias de volta.
Mas esperamos que possa ajud�-los a reconstruir, pois essa � a nossa miss�o.
E oferecer a seguran�a de que precisam
para viver uma vida longa e pr�spera.
Estradas, escolas e empregos,
para poderem criar suas fam�lias e p�r comida na mesa.
O Talib� n�o lhes dar� empregos.
O Talib� n�o est� aqui para ajud�-los. Somente n�s podemos ajud�-los.
Temos um ditado nos EUA...
"N�o se faz um omelete sem quebrar alguns ovos."
Entendo que �s vezes pode ser dif�cil ver uma m�o que ajuda,
com todas essas armas, caras estranhos, caos e tal.
Mas eu lhes garanto que � uma m�o que ajuda.
Esta � a m�o que ajuda.
�.
Ele diz que gosta de estradas e escolas, mas quando voc�s forem embora,
n�o significar� nada. Ser�o deixados em um caos.
E cada dia que passarem aqui, pior ser� quando forem embora.
Ent�o, por favor, v�o embora.
Por favor.
Entendo as suas preocupa��es. De verdade.
� por isso que estamos fazendo tudo para trazer a paz,
e treinar as suas pr�prias for�as afeg�s.
Para que possam manter a seguran�a...
no futuro.
Por favor, v�o agora.
Lib�lula, aqui � Espartano Dois. Estamos prontos para ir embora.
Acabem com a ra�a deles, rapazes!
Matem esses desgra�ados! Comam-nos vivos!
EXCEL�NCIA
O MITO E A MAGIA DO GERENCIAMENTO MODERNO
Minha nossa, Willy. Que horas s�o?
Sou eu, chefe.
Desculpe acord�-lo.
Temos um problema.
Publicaram o artigo na Rolling Stone e n�o foi bom.
Diz que estamos insultando o nosso presidente.
E o nosso vice-presidente.
Que n�o temos apoio dos parceiros da coaliz�o.
E que enchemos a cara por toda Europa.
Basicamente foi uma viagem de cacha�ada. Por toda Europa.
Nem sei o que a lei diz sobre isso.
Nada que ele diz � falso.
Vou ligar para o editor
e ver o que podem fazer. N�o sei se podem fazer algo.
Resumindo, a coisa vai ficar feia.
Isso vai feder. Estamos em controle de dano agora.
Pessoal... Isso � t�o ruim assim?
Claro que � pitoresco, mas...
� a Rolling Stone, est� bem? � moderna.
E voc�s... Voc�s s�o os operadores.
Est�o em campo
e cumprem a miss�o de forma n�o convencional.
-Sim, � ruim, Little, idiota do caralho. -Sempre foi uma m� ideia.
Por que voc� chamaria aten��o assim...
-Simon, pode calar a porra da boca? -N�o vou calar a boca.
Esta bagun�a � sua.
Voc� a criou.
Voc� convidou Cullen sem nem me consultar!
Eu n�o o consultei? Est� brincando? N�s tivemos uma conversa.
Me d� o n�mero dele.
-De quem? -Do porra do Cullen. Me d� o n�mero dele.
-N�o vou dar o telefone dele. -Por qu�?
Est� dando uma de louco! Est� agindo como um lun�tico!
Acha que isso � loucura?
Acha que isso � loucura?
-Peter! Calma! -Acalme-se voc�, porra!
Duckman!
Se n�o se acalmar, eu vou acabar com a sua ra�a.
Quero ver, velhote. Me bata, porra!
Calma, pessoal.
Acho que � o meu fim.
Ent�o...
me fa�am um favor e...
sejam am�veis uns com os outros.
-Senhor. -Sim, senhor.
LADY GAGA CONTA TUDO
GENERAL DO OBAMA POR QUE ELE EST� PERDENDO A GUERRA
Dick.
Glen.
O presidente quer v�-lo em Washington.
Precisa pegar um voo hoje � tarde.
-Est� bem. -Est� bem.
Andy.
Badi.
Certo. Vamos, Willy.
Dispensados.
-Precisa de algo, chefe? -N�o, obrigado, Willy.
Tem certeza de que n�o precisa que eu v� com o senhor?
Estou bem, Willy.
Obrigado.
Glen finalmente conversou cara a cara com o presidente.
Ser demitido provavelmente n�o era a conversa que ele queria,
mas, bem,
acho que pode-se dizer que foi um marco na hist�ria.
Isso foi bem entusiasmante para mim.
Infelizmente, eu gostaria de pensar
que a minha hist�ria fez diferen�a, mas n�o fez.
Tornou-se mais uma hist�ria de celebridade que perdeu a reputa��o.
Teria sido legal se a conversa depois
tivesse sido sobre o fracasso da contrainsurg�ncia,
ou por que parecemos t�o desesperados para estar sempre em guerra,
ou se o que estamos fazendo est� gerando somente mais inimigos,
tudo em nome de manter os EUA seguros.
Seria legal se tivesse feito algu�m importante perguntar
o que isso diz sobre n�s.
Mas, a �nica pergunta que quiseram fazer foi:
"Que diabos Glen McMahon estava fazendo falando com um rep�rter da Rolling Stone?"
IDEAIS DE LIDERAN�A
Bem, isso � uma boa pergunta.
Enfim, na aus�ncia de um exame completo dos motivos,
o que fazemos?
Bem, obviamente demitimos Glen e contratamos outro cara.
E esse outro cara...
foi o Bob.
Resync: SynysteR
INSPIRADO NO LIVRO THE OPERATORS DE MICHAEL HASTINGS
Legendas: Carla Alessandra Prado
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