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[Fundo musical] *** Subpack: dougsan ***
[Madeira crepitando]
Muitos de voc�s...
nem eram nascidos quando chegamos a este deserto.
Se n�o sabem de onde v�m,
como poder�o saber para onde est�o indo?
H� muitas gera��es, Deus fez uma promessa ao nosso povo...
de que nos tornar�amos uma grande na��o,
t�o numerosa quanto as estrelas do c�u.
Mas n�o uma na��o que fica dando voltas pelo deserto.
Ele nos prometeu uma terra que mana leite e mel!
S� que essa promessa tem uma condi��o:
temos que crer e obedecer � Sua voz.
[Fundo musical]
A hist�ria da nossa liberta��o
come�ou antes que nosso l�der, Mois�s, viesse a esse mundo.
Quando os filhos de Israel chegaram ao Egito,
eram apenas dezenas,
mas se tornaram t�o numerosos que o fara�,
temendo uma rebeli�o de escravos,
baixou um cruel decreto, e, a partir de ent�o,
todo beb� hebreu do sexo masculino
deveria ser morto.
[Fundo musical]
[Gritos]
[Beb�s chorando]
[Fundo musical]
[Gritos]
N�o!
[Guarda] Vem logo, venha!
- � uma menina! - E uma menina!
Me soltem!
[Fundo musical]
Ah! Ai, ai!
M�e!
N�o, mam�e.
Joquebede.
J� estou bem. Miri�, corre e chama o seu pai, vai!
[Fundo musical]
[Beb�s chorando]
[Fundo musical]
[Beb�s chorando]
[Fundo musical]
[Soldado] Mais for�a, vamos!
[Fundo musical]
[Ofegante] Pai... pai...
Miri�, perdeu o ju�zo, menina? O que voc� t� fazendo aqui?
Gra�as a Deus.
Gra�as a Deus, voc� t� bem.
Hoje, foi por pouco, eu achei que nosso beb� fosse nascer.
M�e!
Est� tudo bem, filha, a Maya j� sabe de tudo, � de confian�a.
- N�s precisamos sair daqui. - Para onde?
Para algum lugar onde essa crian�a possa nascer em seguran�a.
Eu n�o vou suportar ver um filho meu sendo morto.
[Chorando] Eu n�o vou suportar ver um filho meu sendo morto.
[Choro de beb�]
Ent�o?
Deus mandou um lindo menininho.
Ai, meu Deus.
Como Rams�s est� grande, forte, bonito.
E guloso.
N�o h� ama de leite que d� conta.
- Pois contrate mais amas. - N�o �, meu filho?
Quantas forem necess�rias para alimentar o futuro rei do Egito.
Rams�s, meu filho, amado de Amon-R�,
que cres�a poderoso e invenc�vel,
que encontre favor entre todos os deuses
e reine absoluto, como o pr�prio deus.
Que H�rus o proteja.
Adonai, o �nico deus em que eu confio...
eis aqui o meu filho, eu consagro a Ti, ele � Seu.
[Fundo musical]
H�!
Por que tanta pressa, escravo?
Para onde est� levando a sua fam�lia a essa hora da noite?
[Choro de beb�]
Pegue o beb�.
N�o!
Ningu�m vai encostar no meu filho!
Fujam, fujam!
Escravo maldito, vai morrer junto com ele.
Ah!
[Fundo musical]
Isso que a senhora vai fazer?
Deus vai cuidar dele por n�s agora, filha. Creia nisso, Miri�.
Cuide dele, meu Deus.
[Fundo musical]
[Som das �guas]
Yunet, voc� pode pegar os �leos, por favor?
Sim, senhora.
[Choro de beb�]
- Ouviu isso? - Ouvi. Parece um beb� chorando.
O choro vem dali. Pegue o cesto, por favor, Yunet.
Ai, que beb� mais ador�vel.
Meu amor, n�o chora.
Viu coisa mais linda, Yunet?
J� reparou no manto dessa crian�a, senhora?
Sim, � um menino hebreu, com certeza.
Ent�o, entregue o beb� ao seu pai, senhora. E o melhor a fazer.
Se eu entregar o beb� ao meu pai, ele vai mandar mat�-lo.
Esse beb� foi enviado a mim pelos deuses,
eu n�o vou deixar que nada de mau lhe aconte�a.
Ele ser� chamado Mois�s, porque das �guas o tirei.
Sssh, calma, acabou.
- Senhora, se me permite...? - Mas de onde voc� saiu, menina?
Eu estava andando pela beira do rio e eu ouvi a conversa...
Como ousa se dirigir � filha do rei?
Yunet, est� tudo bem, deixe a menina.
0 que ia dizer, querida?
Quer que eu v� buscar a ama hebreia para alimentar a crian�a?
Voc� conhece esse beb�?
N�o, n�o conhe�o, mas ouvi ele chorando.
Deve estar com fome.
Ent�o, v�, v� depressa,
e pe�a para a ama me procurar no pal�cio.
Sim, senhora.
Pode esperar aqui.
Voc� � uma menininha muito corajosa.
Obrigada por isso, filha.
Agora, vai, o Mois�s est� esperando.
Mois�s.
Eu quero que crie esse menino para mim,
que o amamente e cuide dele com amor, como se fosse
seu pr�prio filho. Eu vou lhe pagar um bom sal�rio,
para que nada falte a voc� nem � crian�a.
Eu nem sei o que dizer, senhora.
Eu vou cuidar dele com muito amor.
Tenho certeza disso.
[Fundo musical]
Vamos, crian�as!
[Josu�] Mois�s � criado por sua m�e, na companhia de seu irm�o, Aar�o,
e de sua irm�, Miri�.
Bom dia, Sra. Joquebede.
Bom dia. Veio cedo dessa vez.
A filha do rei, princesa Henutmire,
deseja que a senhora e o menino Mois�s a encontrem no pal�cio
imediatamente.
[Fundo musical]
Voc� se tornou um menino lindo.
Obrigada por ter cuidado t�o bem de Mois�s,
ele est� forte e com sa�de.
Gra�as � ajuda da princesa.
O menino j� est� grande, j� desmamou,
n�o precisa mais de uma ama.
Eu quero que o Mois�s venha morar no pal�cio.
A partir de agora, ele ser� meu filho.
Senhora, por favor, deixa o menino comigo.
Deve ter se apegado a ele, compreendo.
N�o, na verdade...
Na verdade, Mois�s � meu filho.
Seu filho?
Eu lamento muito, Joquebede, voc� tem outros dois filhos e...
eu s� tenho Mois�s.
Se n�o fosse por mim, ele n�o estaria vivo.
Serei eternamente grata � senhora por isso,
mas, por favor, n�o separe uma m�e de um filho.
A senhora teve piedade de Mois�s quando o encontrou naquele cesto,
poderia t�-lo entregado ao fara�, mas, n�o, o poupou.
Poupou sua vida por compaix�o, princesa.
Se ele ficar comigo, sua vida ser� salva mais uma vez.
Mas n�o ter� o amor de sua m�e.
Ter� o meu amor.
Guardas.
[Fundo musical]
N�o, por favor.
- Peguem o menino. - N�o, n�o, por favor.
N�o, Mois�s, n�o! Meu filho, n�o!
Mois�s, n�o!
- M�e! - Mois�s! Me larguem!
Me larguem!
[Joquebede chorando]
N�o, n�o!
N�o.
Mois�s! Me larga!
Me larga!
[Choro]
[Fundo musical]
Vamos, Rams�s, vamos.
[Fundo musical]
[Soldado] Vamos, levante esse escudo!
N�o para!
Aaah!
Vamos!
Ah!
Rams�s!
Mois�s!
Aaah!
[Gritos]
A verdade � que eu estou apavorada, amiga.
Mois�s n�o vai sossegar enquanto n�o encontrar o que procura.
Mas de onde Mois�s tirou essa ideia de procurar a fam�lia?
- Pelo amor dos deuses! - Eu n�o sei.
Eu s� sei que eu estou morrendo de medo que Mois�s descubra tudo,
quem � a m�e de sangue, descubra que eu menti...
Eu tenho tanto medo de perder o meu filho por causa disso.
N�o fique assim, princesa. A senhora � a m�e de Mois�s,
ele jamais a abandonaria por causa da outra.
- Ser�? - Claro que sim.
Mois�s a ama tanto.
Vamos,
n�o deixe que essas l�grimas estraguem seu lindo rosto.
Mas o que � isso, Yunet?
S�o beb�s hebreus sendo jogados no Nilo para morrerem.
Rec�m-nascidos, todos meninos.
Mas isso n�o pode ser, n�o pode.
Os hebreus estavam crescendo muito em n�mero,
o rei teve receio que se juntassem aos inimigos do Egito.
Para manter a paz no reino, Set� baixou um decreto'.
todo hebreu menino que nascesse devia ser morto.
Voc� nunca foi abandonado, Mois�s, a �nica coisa
que seus pais de sangue fizeram foi tentar salvar a sua vida.
Voc� deve ter muito no que pensar.
Boa noite.
[Josu�] Moises descobriu que haviam mentido para ele durante anos
e certamente continuariam a mentir.
Ele precisava encontrar quem lhe contasse toda a verdade.
Foi ent�o que procurou pelos hebreus que viviam no pal�cio
como eg�pcios.
Algum problema, pr�ncipe?
� verdade que na �poca em que eu nasci, o rei baixou um decreto
ordenando que beb�s hebreus fossem mortos?
Estou esperando, Hur, existiu esse decreto?
Existiu, e voc� s� escapou porque foi adotado pela princesa.
Ela enfrentou o rei por sua causa.
N�o sei se eu fiz bem em contar.
Voc� fez muito bem.
S� n�o entendo por que ela n�o me contou a verdade.
Ela disse que eu fui abandonado!
N�o contou por medo de te perder. Certamente ela vai sofrer muito
se o pr�ncipe retomar a busca por suas origens.
Com licen�a. O Uri j� foi?
J�, est� esperando por voc�s no quarto.
Bom, ent�o, boa noite.
Espera!
- Voc� n�o � a Leila? - Sim.
- E � hebreia? - Sou.
Ouviu dizer dos beb�s mortos pelo decreto do rei?
Mataram os beb�s, m�e?
Pr�ncipe, perd�o, mas esta conversa
n�o � aconselh�vel na presen�a de crian�as.
Tem raz�o.
N�o estou entendendo nada, meu sogro.
- Nem eu. - Ele descobriu tudo.
- Tudo o qu�? - Que o tal decreto existiu.
Quer saber tudo sobre a sua fam�lia hebreia.
- Sua m�e de sangue est� viva. - Est� viva?
E o senhor tamb�m tem um pai...
um irm�o, uma irm�, sobrinhos,
uma fam�lia inteira que sofreu muito quando te perdeu,
mas que nunca deixou de te amar.
Por que nunca me procuraram?
Sua m�e tentou mais de uma vez, mas foi o que eu lhe disse,
ela estava sendo amea�ada. Joquebede sofreu muito
todos esses anos separada de voc�.
- Joquebede. - O nome da sua m�e.
- E o meu pai, como se chama? - Anr�o.
Anr�o... Anr�o...
Um homem muito respeitado por todo o nosso povo,
de muita for�a, muita f�.
O senhor pode se orgulhar de ser filho dele.
Pelo visto, eu � que sei muito pouco ao meu respeito.
Eu espero que encontre todas as respostas que procura.
[Fundo musical]
Leila! Leila!
- Eu quero ver meus pais. - O qu�?
Eu quero ver meus pais, meus irm�os, minha fam�lia toda.
- Quero ir agora. - Agora?
N�o seria melhor que o senhor esperasse que o dia amanhe�a?
N�o, n�o h� mais o que esperar, Leila.
Eu s� preciso que voc� me arrume um disfarce
e mostre onde eles moram. Ser� que Hur ou Uri n�o teriam
uma roupa de hebreu? Eu n�o posso correr o risco
que ningu�m me reconhe�a.
Eu acho que isso eu posso arrumar para o senhor.
Mas tem certeza que deseja mesmo fazer isso?
Mais do que qualquer coisa. E ent�o, vai me ajudar?
[Fundo musical]
[Batendo � porta]
[Fundo musical]
Mois�s.
Mois�s.
Mois�s.
Anr�o e Joquebede, eu acho que eu sou filho de voc�s.
[Risos]
Claro que �.
Baruch Adonai...
bendito seja Deus.
Essa � sua irm�.
Mois�s.
[Fundo musical]
Mois�s, meu filho amado.
- Voc� volta, n�o volta? - Claro que sim, minha m�e.
Eu ainda n�o sei como ser�, mas certamente as coisas ir�o mudar.
N�o � justo que eu viva no luxo e no conforto do pal�cio
enquanto meu povo e minha fam�lia ficam na mis�ria.
[Risos]
Desculpe, eu n�o quis ofender.
N�o, n�o, voc� disse "meu povo".
Meu pai, minha irm�, minha m�e, meu povo... meu povo.
- Meu filho. - Meu povo.
[Fundo musical]
[Josu�] Agora, tudo parecia diferente aos olhos de Mois�s.
N�o eram mais apenas escravos ali, eles eram o seu povo.
O que t� acontecendo aqui?
Se afastem! Voltem ao trabalho.
N�o d� aten��o a esse imprest�vel.
[Chicotadas] Levanta, infeliz!
Por que bate nele, soldado? O homem est� machucado.
Perd�o, meu pr�ncipe. Mas esse eu conhe�o muito bem,
� um pregui�oso que faz tudo para largar o trabalho.
T� insinuando que ele se feriu de prop�sito?
Ele estava atrasando os outros.
O que o pr�ncipe queria que eu fizesse?
Com pena dos escravos, pr�ncipe?
Estou revoltado com tanto desperd�cio!
Chicotear um escravo n�o vai recuperar os tijolos
que ele deixou cair.
Seu hebreu imundo!
[Fundo musical]
[Chicotadas]
Nojento!
[Fundo musical]
Covarde miser�vel!
Voc� est� bem?
Eu te conhe�o?
Sim...
Somos irm�os.
Quando eu vi aquele sujeito a�oitando aquele escravo hebreu
com tanta crueldade, eu s� pensei em mat�-lo.
Agora, voc� realmente foi longe demais, Mois�s.
E tem mais, o escravo era meu irm�o.
- Seu irm�o? - E, mas eu s� vi depois, Rams�s,
n�o foi por isso que eu reagi. Eu n�o aguento mais ver meu povo
ser tratado como ra�a inferior.
Bem, voc� � um guerreiro, j� matou muita gente.
N�o creio que esteja abalado por ter matado um oficial eg�pcio.
Matava inimigos do Egito em batalha, Rams�s.
Como voc� acha que o rei reagir� quando souber um hebreu matou
um oficial eg�pcio? Ainda mais um hebreu que ele sempre quis
se livrar. Ainda mais nas circunst�ncias agora,
que n�o s�o nada favor�veis.
A situa��o � complicada.
� tudo o que o rei precisa para se livrar de mim de vez.
[Rams�s] N�s temos que dar um sumi�o no corpo e apagar qualquer vest�gio.
[Mois�s] N�s enterramos o sujeito.
[Rams�s] Onde exatamente?
Foi aqui! Foi aqui que a gente enterrou o corpo.
Como � que eles ficaram sabendo que foi voc� que matou o homem?
N�o sei. S� est�vamos eu e Aar�o.
Voc� contou o que fez para algu�m do pal�cio?
N�o... Contei.
Mas essa pessoa nunca me entregaria.
Mois�s, aquele que vem l�... n�o � Rams�s?
N�o tenha medo, pai.
Ainda bem que eu te encontrei antes dos outros.
O rei j� sabe de tudo.
Eu n�o vou abandonar a minha fam�lia.
Eu preciso voltar ao pal�cio e assumir o que fiz,
antes que o rei se volte contra eles.
Voltar ao pal�cio?
Voc� n�o ouviu o que eu falei? Se voltar, ser� condenado � morte,
e eu n�o vou poder te ajudar dessa vez. Todos j� sabem
que voc� matou um eg�pcio, e o rei est� encarando essa quest�o
como uma amea�a � seguran�a do reino.
Prefiro morrer a deixar que a minha fam�lia...
Nada impede que, ap�s a execu��o, o meu pai se volte contra
a sua fam�lia hebreia.
Morto, voc� n�o vai poder ajudar ningu�m, Mois�s.
Para com bravatas e foge enquanto h� tempo.
[Anr�o] Quando eu penso em tudo o que aconteceu...
N�s te tivemos aqui, para que voc� nascesse em seguran�a,
e c� estamos n�s novamente, numa situa��o muito parecida.
Eu n�o entendo.
Do que serviu tudo o que passamos para nos reencontrarmos
e, agora, sermos afastados novamente?
Sabe, meu filho, algumas pessoas perdem a f�
diante das dificuldades da vida, acham que foram abandonadas
por Deus, que nada do que fazem d� certo
e que tudo � sempre dor e sofrimento sem fim.
Depois que eu vi o quanto meu povo sofre com a escravid�o,
eu acho que eu posso entender que algu�m pense assim.
Voc� est� vendo isso aqui? E uma semente de tamareira.
Caso ela pudesse olhar para si mesma,
talvez ela se achasse pequena e in�til, mas, mesmo assim,
ela n�o questiona a vontade de Deus e cumpre
o que lhe foi reservado.
Olha, voc� sabia que, se n�s plantarmos uma muda dessa �rvore,
logo, logo, ela vai estar dando frutos, mas, se n�s usarmos
a semente, ela pode levar muitos anos at� frutificar, sabia?
- N�o. - Mesmo assim, ela n�o se importa.
Ela simplesmente se deixa brotar na terra,
ela brota e se torna aquilo que ela deve ser.
E, como a semente de tamareira, Mois�s, n�s devemos continuar
acreditando, continuar at� que a gente se torne aquilo
que Deus planejou para cada um de n�s.
Se � assim, qual � o plano de Deus para mim?
Emun�, emun�! Tenha f�. Deus vai acabar lhe dizendo.
Enquanto isso, seja paciente...
assim como a semente de tamareira.
[Fundo musical]
Bem, eu volto daqui, sen�o acabo fugindo tamb�m.
Acho melhor n�o chorar.
Tem raz�o, podemos chorar depois.
- Vai ganhar um presente. - Um presente?
- E o que �? - Abra.
Ganhei da minha m�e quando voltei da minha primeira batalha.
Nunca usei, estava esperando uma data especial.
Essa data chegou, mas � voc� quem vai usar.
"Volte para n�s". Obrigado.
- � um belo anel. - E valioso.
Se precisar vender ou trocar, n�o hesite.
Quer comprar?
Servir� tamb�m para n�o permitir que voc� esque�a do seu irm�o.
Irm�o? Que irm�o?
Vamos acabar logo com isso.
[Fundo musical]
[Ovelhas balindo]
[Fundo musical]
[Garota] Como � que eu ia saber que o v�u n�o era meu?
Porque o seu j� estaria rasgado faz tempo.
De que v�u voc�s est�o falando?
Eu n�o sei para que tanta discuss�o.
- Por causa de um v�u bobo? - O v�u era meu,
eu n�o admito que peguem as minhas coisas.
Ainda mais uma sonsa feito ela!
Bet�nia, eu n�o fiz de prop�sito, voc� sabe disso.
[Z�pora] Chega!
Voc�s fazem mais barulho que as ovelhas.
Voc�s vieram para trabalhar ou para grasnar que nem patas?
[Fundo musical]
[An�bal] Tire suas ovelhas daqui, mulher!
N�o ouviu o que eu falei?
[Fundo musical]
Deixe-as em paz.
[Fundo musical]
[Burburinho]
[Jetro] Meninas.
- Por que voltaram t�o cedo? - Um eg�pcio, pai.
Os pastores n�o queriam deixar a gente usar o po�o.
E ele os enfrentou, e foram todos embora.
Era muito forte e tinha uma espada.
N�o, n�o, n�o estou entendendo nada.
Adira, do que elas est�o falando?
Sim, pai, quando chegamos ao po�o,
uns pastores nos perturbaram, e a� esse eg�pcio nos defendeu.
Depois, ele tirou a �gua e deu de beber ao nosso rebanho.
Mas, para variar, ao inv�s de agradecer,
Z�pora foi rude com o homem.
E onde est� esse salvador?
- Ficou no po�o. - Por que o deixaram l� no po�o?
O que foi? Papai, o senhor acha mesmo que dev�amos trazer
um estranho aqui pra casa?
V�o buscar o eg�pcio e o convidem para vir comer de nosso p�o.
[Mois�s] Espero que n�o o tenha chocado com minha hist�ria.
[Jetro] Ela � realmente surpreendente,
mas tenho visto tanta coisa nesta vida, Mois�s, n�o se preocupe.
Bem, senhor, j� est� tarde e n�o quero incomodar,
agrade�o a hospitalidade.
Por favor, n�o posso deix�-lo ao relento depois do que fez
-por minhas filhas. - N�o foi nada de mais.
Eu insisto, Mois�s. Quero lhe oferecer meu teto e meu p�o.
Se amanh� quiser seguir viagem, � um homem livre,
mas permane�a em minha casa pelo tempo que desejar.
Obrigado. � muita generosidade sua.
[Madeira crepitando]
[Barulho]
[Fundo musical]
[M�sica] Cansado de esperar
Errar e de em v�o tentar
Uma voz eu ouvi
Uma voz eu ouvi
Farei do teu deserto um jardim
Abra�a-me
- Assim, eu te torno minha esposa. - Assim, eu te torno meu marido.
Lutar, sacrificar
- Mazel tov! - Mazel tov!
Vencer, recome�ar
[Fundo musical]
- Abra�a-me - Abra�a-me
Contigo irei ao altar
Lutar, sacrificar Vencer, recome�ar
[Josu�] Os anos se passaram e aquele que tinha sido criado
como um pr�ncipe eg�pcio se tornou um pastor de ovelhas.
Enquanto isso, no Egito, o sofrimento dos hebreus
s� aumentava.
Ap�s a morte do seu pai, Rams�s foi coroado fara�.
Ele se julgava um deus.
E por todo o Egito eram erguidas constru��es em seu culto.
[Aplausos]
E os escravos pagavam o pre�o pela soberba do rei.
[Aar�o] Isso n�o � maneira de se tratar nem mesmo um animal.
[Miri�] O povo n�o aguenta mais, pai.
Estamos esperando esse libertador h� tanto tempo.
Eu era crian�a quando ouvia essa promessa,
e o nosso povo j� sofria.
Agora, tanto tempo depois, e nada mudou.
Ou melhor, mudou... mudou para pior.
Por que, pai? Por que Deus permite tanto sofrimento?
Ser� que ele esqueceu de n�s?
A resposta para essa pergunta continua sendo a mesma,
minha filha. N�o foi Deus que se esqueceu do Seu povo,
Ele tamb�m n�o nos abandonou! N�s � que nos afastamos d'Ele...
e nos desviamos de Seu caminho.
E se... e se n�s...
pedirmos socorro?
Ele vai nos ouvir.
Ent�o, � isso, pai, vamos unir o nosso povo.
Vamos clamar todos numa s� voz.
Senhor, meu Deus, n�s precisamos de Ti.
Envie um libertador!
No que est� pensando?
As estrelas, elas me fazem lembrar da promessa de Deus
e da minha �ltima...
Quer dizer, quase �nica conversa que tive com meu pai de sangue.
�s vezes, eu ainda me pergunto se eu sou como a semente,
que leva anos antes de dar frutos,
se eu me torneio aquilo que eu devia ter me tornado.
Por mais que eu me esforce, eu n�o consigo entender
por que as coisas aconteceram daquele jeito.
Eles se sacrificaram por mim, eu os reencontrei
e tive que deix�-los.
Mas � como seu pai disse, meu amor:
n�o se deve questionar a vontade de Deus.
Nos proibiram de nos reunir em nossas casas,
mas nada disseram quanto a buscarmos o nosso Deus
com as estrelas por testemunha.
Senhor, querem calar o nosso pranto, Senhor,
mas o Senhor tudo ouve e tudo v�.
Querem que nos curvemos diante de um mero homem,
mas s� a Ti tememos e adoramos.
Nos prendem com grilh�es, nos humilham,
mas jamais escravizar�o a nossa ess�ncia,
porque ela Te pertence, Senhor.
Nos perdoe, Senhor, todas as vezes que duvidamos do Teu poder,
mas, hoje, aqui, prostrados, reconhecemos
que dependemos de Ti, Senhor,
e, por isso, tem miseric�rdia de n�s, Senhor,
ouve O NOSSO pranto
e escuta o nosso clamor. Somos ovelhas e Teu rebanho, Senhor!
N�o nos deixe s�s!
[Fundo musical]
Gugi!
Aonde � que essa ovelha se meteu dessa vez?
Gugi.
[Balido de ovelha]
[Fundo musical]
Acha divertido me fazer subir at� aqui, Gugi?
[Deus] Mois�s.
Mois�s, n�o se aproxime mais.
Tire as sand�lias dos p�s, porque o lugar que est� pisando
� terra santa.
Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abra�o,
de Isaque e de Jac�. N�o tenha medo.
Tenho visto a afli��o do meu povo no Egito,
e o clamor dos filhos de Israel chegou at� mim.
Sei que est�o sofrendo e sendo oprimidos.
Por isso, desci para livr�-los das m�os dos eg�pcios.
Chegou a hora de voltar, Mois�s.
Eu te enviarei ao fara� para tirar o meu povo do Egito.
Mas, Senhor, assim que eu voltar para o Egito, eu serei morto.
Aquele que desejava a sua morte j� n�o vive mais.
Aar�o atravessar� o deserto e vir� ao teu encontro.
Est� bem, farei como o Senhor ordenou.
Mais uma coisa. Saiba que, apesar de todo o poder
que demonstrarei atrav�s de voc�,
o cora��o do fara� continuar� endurecido
e n�o deixar� o povo ir. Ent�o, repetira minhas palavras a ele:
"Assim me disse o Senhor, Israel � meu filho,
meu primog�nito, se recusar a libertar meu povo,
eu matarei o teu primog�nito...
V� e cumpra a vontade de seu Deus.
Vai demorar muito pra voltar?
N�o sei, mas eu prometo que estaremos juntos novamente.
0 senhor vai para o Egito e, depois, vai levar nosso povo
para a Terra Prometida. Pai, como pode ter certeza que vai voltar?
Voc�s sabem o que � isso aqui, n�o sabem?
� a semente de tamareira do av� Anr�o.
%,
Quando eu a ganhei de meu pai,
eu estava confuso, cheio de d�vidas,
mas ele me disse para ter paci�ncia e nunca perder a f�.
Que um dia Deus revelaria os planos que tinha para o senhor.
- E ele revelou, l� na montanha. - Exatamente.
E, sabem, eu tenho certeza que os meus pais nunca perderam a f�.
Eles est�o aguardando que eu volte um dia tamb�m.
O que eu pe�o a voc�s dois � que confiem em Deus
e tenham essa mesma f�.
- Vou sentir sua falta. - Eu tamb�m.
Amo muito voc�s. Muito.
[Fundo musical]
[Choro]
Eu te amo muito, Z�pora, muito.
Cumpre essa miss�o e volta pra mim, por favor.
Volto.
[Fundo musical]
Mois�s.
Aar�o.
Estava esperando por voc�, meu irm�o.
[Fundo musical]
Desculpa, eu n�o queria atrapalhar sua concentra��o.
Eu estava t�o distra�do que nem vi voc� chegando, Aar�o.
Nunca tinha visto algu�m escrever.
- As formas s�o t�o bonitas. - E a nossa l�ngua, hebraico.
J� esculpi formas e desenhos na pedra...
mas jamais aprendi a escrever.
Pois eu vou te ensinar a escrever.
Eu aprendi ainda adolescente, no pal�cio.
E o que voc� est� escrevendo que foi capaz de lhe roubar o sono?
A minha hist�ria. A hist�ria do nosso povo.
Desde a chegada dos irm�os de Jos� ao Egito
� maneira como o nosso povo se multiplicou.
Como nos tornamos escravos ap�s a morte de Jos�,
o decreto do rei, ordenando que os meninos hebreus fossem mortos.
Pode ler um trecho pra mim?
"Um homem da tribo de Levi
casou-se com uma mulher da mesma tribo,
e ela engravidou e deu � luz um filho.
Vendo que era menino, ela o escondeu por tr�s meses,
quando j� n�o mais podia escond�-lo,
ela pegou um cesto feito de junco e o vedou com piche e betume,
colocou nele o menino e deixou o cesto entre os juncos,
na margem do Nilo.
A irm� do menino ficou observando de longe,
para ver o que lhe aconteceria."
Isso soa familiar?
Muito.
Por que resolveu fazer isso agora?
Alguma coisa dentro de mim est� me levando a escrever, Aar�o,
para que a nossa hist�ria n�o se apague
e todas as gera��es futuras saibam como Deus libertou
nosso povo, como Ele usou de todo o Seu poder
para fazer de n�s uma grande na��o.
[Aar�o] Belas palavras. S�o ainda mais belas
quando voc� as diz como se tudo j� tivesse acontecido.
[Mois�s] Porque � o que vai acontecer, meu irm�o.
[Fundo musical]
N�o vai me dar um abra�o, m�e?
[Josu�] Aquela foi a primeira vez que viu o homem escolhido por Deus
para libertar nosso povo.
Por que � que voc�s est�o t�o euf�ricos assim?
[Risos]
Essas. . . essas coisas. . .
De quem � esse cajado?
Estou de volta, meu pai.
Mois�s! Meu filho!
[Fundo musical]
Voc� a guardou!
Eu pensei muito em tudo o que me disse durante todos esses anos e...
esperando que Deus me revelasse a Sua vontade...
E, agora, voc� se tornou aquilo que o Senhor havia planejado.
Soberano, com sua licen�a.
Mas o que � isso, lkeni?
Como ousa aparecer diante do seu deus-rei sem ser anunciado?
Perd�o, senhor, mas � urgente.
Que assunto o fez pensar que poderia me importunar?
O Pr�ncipe Mois�s... se encontra nos port�es do pal�cio!
O qu�;
Senhor... o rei quer v�-lo.
[Fundo musical]
[Henutmire] Imagino que deve estar muito cansado, meu filho.
[Mois�s] Sim, bastante.
� que l� em Midi� costumamos dormir bem cedo.
N�s temos uma bela cama esperando por voc�.
Obrigado, meu irm�o, mas eu vou dormir na vila.
N�o... pretende ficar conosco, no pal�cio?
� que, depois de todos esses anos levando uma vida simples, eu...
A verdade � que eu me desacostumei de...
de luxo, de conforto, eu creio que...
Luxo e conforto s�o duas coisas com as quais nos acostumamos
muito r�pido, Mois�s.
Em dois dias estar� curado da pobreza.
[Risos]
Eu n�o ia falar, mas eu vou falar logo.
Vou nome�-lo meu conselheiro, meu principal conselheiro.
Magn�fica ideia! Quanto ao cabelo, � barba,
roupas novas, joias, deixem comigo, que eu cuido de tudo.
E daremos uma grande festa, o ressurgimento do Pr�ncipe Mois�s.
Eu agrade�o de cora��o o carinho de voc�s,
com grande emo��o, mas est�o me esperando na vila,
e n�o quero deixar ningu�m preocupado, Rams�s.
Mas amanh� podemos conversar mais.
Assunto para conversa n�o vai faltar.
[Aar�o] No lugar deles eu tamb�m pensaria que voc� ia ficar no pal�cio.
Pois �, foi muito dif�cil ver a alegria e o carinho
com que me receberam
sabendo que amanh� a hist�ria vai ser bem diferente.
J� pretende mostrar os sinais ao rei?
Quero fazer logo o que Deus mandou.
N�o quero mais que as pessoas que eu amo permane�am iludidas.
Minha m�e eg�pcia, por exemplo, ela... Eu sei que ela ainda
tem esperan�as que eu volte ao pal�cio, o pr�prio Rams�s...
Eles precisam saber o real motivo do meu retorno.
E amanh� voc� vai comigo.
[Fundo musical]
Por que n�o veio sozinho? Temos muito que conversar privadamente.
- Aar�o veio comigo porque... - Pai...
vim buscar o senhor para o treino.
Mois�s, este belo rapaz � meu filho, Amenhotep.
Muito prazer.
0 senhor n�o disse que ele era um pr�ncipe?
Por que est� com essa roupa?
Ele veio disfar�ado hoje, meu filho. Ande, v� para a sala
de treinamento com lkene, eu te encontro l� mais tarde.
Antes, era voc� que treinava comigo, agora, � meu filho.
Mas voc� estava me dizendo por que veio acompanhado.
O Deus dos hebreus nos encontrou, Rams�s...
Falou comigo e depois com meu irm�o.
Deus? Um deus invis�vel,
sem rosto, sem corpo, que n�o se pode tocar.
Mas Ele � real, podemos ouvi-Lo.
E o que disse esse Deus?
Assim disse o Senhor, Deus de Israel:
"Deixa ir o meu povo para o deserto,
para que me celebre uma festa para mim".
- Que brincadeira � essa? - N�o � brincadeira, Rams�s.
E quem � esse Senhor para que eu lhe d� ouvidos?!
N�o conhe�o esse Deus e tampouco deixarei seu povo ir
a lugar algum!
[Rams�s] A partir de agora, os eg�pcios n�o dar�o mais palha
ao povo hebreu para a fabrica��o de tijolos, como antes.
Os escravos ter�o que plantar a pr�pria palha,
assim como ter�o que manter a mesma cota de fabrica��o di�ria.
Se est�o com tempo para pensar em ir ao deserto adorar
ao Deus sem rosto, � porque est�o ociosos.
Ocupados, n�o dar�o mais ouvidos a palavras mentirosas.
Apuki.
Deram conta da tarefa de hoje?
N�o, n�o chegaram nem perto disso.
[Risos] J� sabe o que fazer.
[Chicotadas]
[Mois�s] Senhor, por que permite que isso aconte�a com Seu povo?
Por que me trouxe de volta se desde que me apresentei ao fara�
para falar em Teu nome, ele tem maltratado nossa gente?
Por que o Senhor ainda n�o intercedeu por n�s?
[Deus] Mois�s...
Agora, ver� o que farei ao fara�!
Pelo poder da minha m�o, ele os deixar� partir.
[Fundo musical]
O rei queira me perdoar,
n�o sabia que estava dando uma recep��o,
ou teria vindo outra hora. N�o quero incomodar.
O que o traz � minha presen�a novamente?
Um novo recado do seu Deus pra mim?
Aar�o, jogue seu cajado no ch�o.
[Cobra sibilando]
Isso � rid�culo!
Os meus sacerdotes s�o capazes de muito mais.
Paser!
Eu n�o disse, era apenas um truque.
[Cobras sibilando]
Mas como?
[Fundo musical]
Diga ao seu Deus que, se quiser mesmo me impressionar,
ter� que realizar milagres maiores.
- E agora saiam da minha presen�a! - Farei como o soberano ordenou,
mas antes gostaria de lhe falar um momento a s�s.
[Rams�s] Por que isso tudo, Mois�s?
Escute, estou tentando alert�-lo para o seu bem, de sua fam�lia,
de seu povo! Reconsidere, e evite uma trag�dia, Rams�s.
O que vem por a� � algo terr�vel e est� fora do meu controle.
S� voc� pode mudar o rumo dos acontecimentos.
Quanto a mim, n�o h� nada que eu possa fazer
para salvar o Egito.
[Fundo musical]
[Rams�s] Ent�o, vai continuar me desafiando.
Ningu�m est� te desafiando. E muito simples.
O Senhor, o Deus dos hebreus, me enviou para dizer
que deixe ir o Seu povo para servi-Lo no deserto,
mas voc� n�o tem ouvido.
O povo � minha propriedade, assim como tudo o que existe no Egito.
Basta! Voc� conseguiu estragar o meu dia.
Vamos embora!
Assim disse o meu Deus, Rams�s:
"Nisto saber� que eu sou o Senhor: com este cajado,
ferirei as �guas do rio, e se tornar�o em sangue.
Os peixes morrer�o, o cheiro ser� terr�vel,
os eg�pcios n�o poder�o mais beber de sua �gua."
Quer que eu acredite nisso?
Fa�a-me o favor! Seu povo n�o vai a lugar nenhum!
Tome o teu cajado, Aar�o, estenda a tua m�o sobre as �guas
e haja sangue por toda a terra do Egito.
[Fundo musical]
[Josu�] Toda a �gua do Egito se transformou em sangue...
[Fundo musical]
Durante sete dias, o povo eg�pcio sofreu com a sede...
[Fundo musical]
Por �sis!
[Gritos]
[Josu�] Mesmo diante de tamanha demonstra��o de poder
do Deus de Israel, o fara� n�o cedeu.
Deus ent�o ordenou que Aar�o apontasse o cajado para o rio,
e vieram as r�s, milhares delas.
[Fundo musical]
[Gritos]
Agora, voc�s j� repararam que aqui elas n�o entraram?
N�s somos hebreus...
� isso! Essa praga s� atinge os eg�pcios.
L [Mois�s] A o S� depende de voc� evitar o sofrimento do teu povo.
Se n�o mudar de ideia, mais pragas vir�o.
Eu n�o tenho medo das suas amea�as.
� mais uma praga, princesa.
Est�o todos infestados no pal�cio.
Todos, menos os hebreus.
� impressionante ver como o Deus de voc�s os protege.
[Fundo musical]
[Zumbido]
[Fundo musical]
Eu lamento muito tudo isso e, como j� disse v�rias vezes
e repito, n�o est� em minhas m�os deter as pragas,
s� depende de voc�. Se n�o deixar meu povo partir,
� certo que vir� outra.
- Qual? - N�o sei.
A conversa acaba aqui, v� embora.
[Fundo musical]
[Cavalos agonizando]
[Fundo musical]
Karoma, o que � isso no meu rosto?
Ah!
[Gritos]
[Fundo musical]
[Josu�] Nada fazia com que o fara� cedesse.
Ent�o, Deus enviou uma praga terr�vel.
O Egito temeu. Tinham perdido suas planta��es, seus rebanhos,
passaram sede, fome e, agora,
o c�u estava prestes a cair sobre suas cabe�as.
[Fundo musical]
[Trov�es]
[Fundo musical]
Amenhotep est� assim t�o assustado?
Nunca o vi assim desse jeito. Eu tentei acalm�-lo, dizendo
que isso era apenas uma chuva, mas n�o � s� isso, �?
Os deuses nos abandonaram, � isso?!
Eu n�o deveria ter enfrentado o Deus dos miser�veis, � isso?
Devia ter cedido �s amea�as de Mois�s?
Calma, meu amor, vai ficar tudo bem.
Eu n�o vou ceder! N�o vou! Eu sou o H�rus-Vivo.
J� resistimos a seis pragas, resistiremos a mais essa!
N�o vou ceder! N�o vou!
[Trov�es]
[Gritos]
[Fundo musical]
[Trov�es]
[Explos�es]
[Fundo musical]
[Explos�es]
[Fundo musical]
[Trov�es]
[Fundo musical]
O [Josu�] Muitos pereceram por causa da intransig�ncia de seu rei,
que teimou em n�o libertar os escravos.
O Egito sucumbia diante dos olhos do fara�.
Mas ele continuou desafiando o Deus �nico,
fazendo seu pr�prio povo sofrer.
[Fundo musical]
[Rams�s] N�o h� acordo algum.
Os escravos ficam no Egito e reconstruir�o
o que o seu Deus destruiu.
Pois, se recusa deixar o meu povo partir,
amanh�, gafanhotos invadir�o todo o seu territ�rio
e cobrir�o toda a face da Terra. Eles comer�o o que restou
da chuva de pedras e toda �rvore que cresce no campo.
Eles encher�o as tuas casas, as casas dos teus oficiais
e de todos os eg�pcios como nunca viram teus pais
e nem os teu antepassados at� hoje.
[Fundo musical]
Maldi��o!
[Gritos] Corre, corre!
Vem, vem!
A praga seguinte abalaria enormemente os eg�pcios.
Eles temiam a noite, porque acreditavam
que somente sob a luz do sol tinham a prote��o de Amon-R�,
sua divindade mais cultuada.
Que R� nos proteja.
[Fundo musical]
[Josu�] Era uma treva t�o espessa que podia ser tocada.
Durante tr�s dias,
os eg�pcios ficaram na mais completa escurid�o.
M�e!
Mas o Senhor protegia Seu povo, e n�o faltou luz aos hebreus.
Impressionante o poder de Deus.
[Fundo musical]
Mas o que significa isso? Avisei que morreria se viesse novamente.
Como permitiu que ele entrasse, oficial? Exijo explica��es.
- Soberano, eu... -lkeni foi prudente.
Ali�s, muito mais do que o rei tem sido ultimamente.
Se acha que pode falar comigo nesse tom,
� porque est� mesmo disposto a perder a vida.
Saiba que eu n�o fazia quest�o nenhuma em v�-lo novamente,
Rams�s, mas, lhe garanto, n�o haver� outra vez.
Essa ser� a �ltima praga que anuncio.
Devo dar cabo dele, senhor?
Diga logo o que tem a dizer e v� embora!
Assim diz o Senhor: "Por volta da meia-noite, passarei pelo Egito
e todo primog�nito morrer�, inclusive o herdeiro do trono,
at� mesmo o filho mais velho da serva,
e todas as primeiras crias do gado...
Acha que pode vir � minha presen�a anunciar a morte
de meu filho? Ningu�m pode amea�ar a vida do futuro rei!
Eu n�o vim amea��-lo, vim apenas repetir as palavras do meu Deus.
Entenda de uma vez por todas a import�ncia deste alerta, Rams�s.
Tudo isso pode ser evitado a um �nico comando seu!
Seu Deus se engana se pensa que vai me intimidar!
Resisti at� agora, nada vai me fazer mudar de ideia!
Nem a morte do herdeiro do trono, do seu primog�nito, Rams�s?
- Deveria mat�-lo, como prometi! - Pois ent�o reconsidere,
ou haver� grande luto em toda a terra do Egito,
como nunca houve antes e nem jamais haver�!
Por�m, contra os filhos de Israel, desde homens at� animais, Rams�s,
nem sequer um c�o rosnar� para que saiba
que o Senhor far� distin��o entre os filhos de Israel e os eg�pcios.
Fora daqui, volte para seu povo imundo!
E avise a todos que jamais deixar�o de me servir!
E que � a H�rus-Vivo, ao Amado de Ptah,
que eles devem temer!
Est� cometendo o maior erro da sua vida, Rams�s...
o maior erro da sua vida.
[Josu�] Mois�s contou ao povo o que Deus havia dito
e o que deviam fazer.
No dia 10 daquele mesmo m�s,
as fam�lias deviam se reunir numa ceia,
onde serviriam um cordeiro e usariam o seu sangue
para pintar as vergas e ombreiras de suas portas.
Todos que seguissem as instru��es do Senhor e se entregassem a Ele
teriam seus primog�nitos salvos, n�o importando se eram eg�pcios
ou hebreus.
Havia uma escolha a ser feita.
[Mois�s] Haver� grande dor e luto essa noite em todo o Egito,
mas n�s n�o devemos crer no Senhor
apenas nos momentos de perigo ou morte,
mas em todas as circunst�ncias, boas ou m�s.
Existe um s� Deus,
e eu acredito que isso est� mais do que provado.
Todos t�m que decidir, eg�pcios... e hebreus,
se v�o crer nesse Deus ou n�o.
Porque crer nele significa basear toda a sua vida sobre essa f�.
Esse dia ser� um memorial que n�s e nossos descendentes
celebraremos como festa ao nosso Senhor.
Essas ervas amargas servem para nos lembrar
as anos amargos em que vivemos aqui no Egito.
Este p�o sem fermento
� para nos lembrarmos de que Deus
se agrada da verdade e da sinceridade.
O que significa que temos que ser por fora...
O que somos por dentro.
[Fundo musical]
Estamos aqui protegidos n�o porque somos melhores
do que os eg�pcios, n�o,
mas porque a vida desse cordeiro est� tomando nosso lugar
e nos redimindo dos anos em que vivemos afastados
do nosso Deus.
[Fundo musical]
Bendito �s Tu, Adonai, nosso Deus.
[Josu�] Durante os anos de escravid�o,
muitos do nosso povo haviam se afastado de Deus
e se recusavam a deixar sua vida no pal�cio,
para desespero de suas fam�lias.
Outros, que tamb�m haviam esquecido sua f�
e adotado h�bitos e cren�as pag�s, retornaram ao Senhor.
Mesmo o desespero da rainha, temendo por seu primog�nito,
o herdeiro do trono, n�o foi capaz de amolecer
o cora��o do fara�, e ele confiou a vida de seu filho
aos deuses eg�pcios.
O dia chegou e aqueles que ouviram o Senhor
pintaram suas portas com o sangue do cordeiro.
Quando o anjo destruidor passasse pela terra do Egito,
as casas que possu�ssem aquela marca seriam poupadas.
[Mulher] Meu filho...
N�o, meu filho...
O que � isso?
Ande, vamos, saia daqui!
[Fundo musical]
Eu sou o H�rus-Vivo na Terra, o primog�nito de Os�ris e �sis!
Ordeno que saiam do meu pal�cio, saiam!
Como soberano do Alto e do Baixo Egito, ordeno
que voc�s v�o para bem longe do meu reino!
Para al�m da fronteira do Egito! Fora daqui! Fora!
[Fundo musical]
N�o!
N�o... n�o.
N�o!
Meu filho n�o!
N�o meu filho!
N�o! Meu filho n�o!
Meu filho n�o!
[Fundo musical]
[Rams�s] V� chamar Mois�s e Aar�o.
N�o ser� preciso, senhor.
[Fundo musical]
Mois�s, se aparta do meu povo e siga com o seu para o deserto.
V� servir ao seu Deus, como tem me pedido.
Levem seus rebanhos e tudo o mais que lhes pertence.
Como �ltimo pedido...
Pe�o que...
me aben�oe.
Que Deus o aben�oe, Rams�s.
Nunca desejei o seu mal... nunca.
E saiba que eu sofro com a sua dor.
Adeus, Mois�s.
Adeus.
[Fundo musical]
[Josu�] Os eg�pcios queriam tanto nos ver longe
que nos entregaram ouro, armas, como se finalmente estivessem
pagando pelo nosso trabalho escravo por s�culos.
Vieram hebreus de todas as partes do Egito,
e finalmente nos tornamos um s� povo.
Eg�pcios se juntaram a n�s. Eram milhares de pessoas
que deixavam centenas de anos de escravid�o para tr�s.
[Mois�s] Filhos de Israel, lembrem-se deste dia,
o dia em que deixamos o Egito, a terra da escravid�o.
O Senhor cumpriu a Sua promessa,
nos tirou daqui com Sua m�o forte
e nos guiar� rumo � Terra Prometido.
[Fundo musical]
E agora, meu irm�o, para onde vamos?
Deus mostrar� o caminho.
[Fundo musical]
N�o tenham medo.
O Senhor vai cuidar de n�s, m�e.
[Fundo musical]
Obrigado, Senhor, obrigado.
Deus nos guiar� rumo � Terra Prometida!
Avancem!
[Fundo musical]
Meu amor...
- Eu sei que voc� deve... - Eu quero o Mois�s morto.
Ele matou o meu filho!
N�o me interessa mais nada, eu quero vingan�a, Rams�s!
N�o seja fraco, Rams�s.
Voc� tem raz�o, Mois�s deve morrer.
Todos eles t�m que morrer.
[Fundo musical]
[Barulho de carruagens e cavalos]
[Fundo musical]
Atacar!
[Gritos] Vamos!
[Fundo musical]
Matem-nos!
[Gritos]
[Fundo musical]
Ah! Vamos!
Vamos!
[Fundo musical]
Vamos, vamos!
[Fundo musical]
N�o tinha sepulcro o suficiente no Egito, n�o �, Mois�s?
Por isso, nos trouxe para morrer no deserto!
Por que nos tirou de l�?
A gente avisou que isso ia acontecer, Mois�s.
Cansei de falar para nos deixar em paz!
� melhor ser escravo no Egito do que um cad�ver no deserto.
Fiquem calmos e vejam o livramento que Deus dar�.
Os eg�pcios que hoje est�o vendo nunca mais tornar�o a ver,
Deus lutar� por voc�s.
[Fundo musical]
[Trov�es]
[Fundo musical]
[Trov�es]
[Cavalos relinchando]
[Explos�es]
[Fundo musical]
[Deus] Levante o cajado e estenda a m�o sobre o mar.
[Trov�es]
[Fundo musical]
Marchem!
Vamos, marchem! Vamos!
Marchem! Vamos, marchem, avancem!
Vamos!
Est� seco.
Continuem. Vamos.
[Fundo musical]
[Trov�es]
Marchem!
Avancem!
[Fundo musical]
Ataquem!
Vamos, vamos!
Vamos, ataquem!
[Fundo musical]
Vamos!
Eu sou o H�rus-Vivo, eu sou mais poderoso.
[Fundo musical]
L�!
[Fundo musical]
[Deus] Estende tua m�o sobre o mar novamente.
[Fundo musical]
[Gritos]
[Fundo musical]
Mois�s!
O Senhor nos tirou do Egito com sua m�o forte,
Deus estava forjando uma na��o livre e soberana,
cumprindo � risca a Sua promessa, Sua parte da Alian�a...
Falt�vamos cumprir a nossa.
Desde ent�o, Ele vem testando nossa f�,
dando provas e mais provas do Seu amor, de Sua benevol�ncia...
nos apontando o caminho e zelando pelo bem do povo.
Deus supriu todas as nossas necessidades. . .
Transformou �guas amargas em doces...
n�o nos deixou passar sede ou fome.
[Burburinho]
Ele nos enviou carne...
[Pintinhos piando]
Fez o p�o cair do c�u...
[Fundo musical]
At� nas guerras o Senhor lutou por n�s, salvando o nosso povo
dos povos inimigos...
Ah!
[Gritos]
Durante meses, seguimos pelo deserto sob a Sua prote��o...
Passamos momentos tristes, claro...
[Fundo musical]
Outros felizes...
[Fundo musical]
Mois�s intercedia pelo povo e Deus nunca nos abandonou...
S� que, depois de centenas de anos tendo vivido no Egito,
o nosso povo precisava aprender a obedecer ao Senhor.
Foi ent�o que Ele nos deu Suas leis, e a n�s
caberia segui-las.
Eu subirei ao monte para falar com Deus, Aar�o.
Tome conta do acampamento enquanto eu estiver ausente.
Fique tranquilo, meu irm�o. Eu cuido de tudo por aqui.
Voc� vem comigo, Josu�, e me acompanhar� at� parte da subida.
[Fundo musical]
Me espera aqui, Josu�,
n�o sei quanto tempo demorarei para retornar.
Estarei aqui, aguardando o senhor.
Certo.
[Fundo musical]
[Josu�] o Quarenta dias depois, a f� do povo se enfraqueceu.
Mesmo ap�s todas as maravilhas que presenciaram,
alguns ainda duvidavam.
[Fundo musical]
O que �, Apuki?
O tempo passando e nada de Mois�s.
Eu sei... e da�?
Da� que voc� pediu uns dias, e esse dias j� se passaram.
O povo est� impaciente, Aar�o, se sente abandonado por Mois�s...
e por Deus.
Esse mesmo povo se recusou a ouvir Deus!
Foi essa gente que pediu que meu irm�o os representasse
e agora se sentem abandonados?
N�o sei mais o que eles querem.
Eles querem um pouco de conforto.
O que sugere?
[M�sica alta]
[Risos]
[Deus] Mois�s...
Guarde as palavras que te darei
porque com elas fa�o alian�a
contigo e com o povo de Israel!
Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito,
da casa da servid�o.
Esse � o Deus que nos tirou do Egito
e vai nos levar � Terra Prometida!
[Deus] N�o teras outros deuses diante de mim.
[Fundo musical]
N�o far�s para ti imagem de escultura.
N�o tomar�s o nome do Senhor, teu Deus, em v�o.
Lembra-te do dia do s�bado, para o santificar.
Honra a teu pai e a tua m�e.
N�o matar�s.
N�o adulterar�s.
[Fundo musical]
N�o furtar�s.
N�o dir�s falso testemunho contra o teu pr�ximo.
N�o cobi�ar�s a casa do teu pr�ximo...
a mulher do teu pr�ximo, nem coisa alguma
que perten�a ao teu pr�ximo.
[M�sica alta]
Eu estava preocupado.
Ou�o uma gritaria, um alarido de guerra vindo do acampamento.
N�o � alarido dos vencedores nem dos derrotados, Josu�...
mas � o barulho de uma grande festa.
Vamos.
[Fundo musical]
[Estrondo]
[Respira��o ofegante]
O que esse povo fez para que
voc� permitisse que ca�sse sobre ele tamanho pecado?
N�o te enfure�a, meu irm�o.
Sabe muito bem como esse povo �...
propenso para o mal.
Pediram que eu fizesse deuses para lhes servir de guia,
pois n�o sabiam...
n�o sabiam onde voc� estava.
Pedi que trouxessem ouro...
joguei no fogo...
e surgiu esse bezerro.
Meu irm�o, tem ideia do que fez?
Desde que sa�mos do Egito,
o Senhor nos agraciou em tudo que prometeu!
Ele nos deu �gua doce de uma fonte amarga...
Ele nos deu carne, p�o que caiu do c�u...
�gua da rocha...
Mas ele estabeleceu uma alian�a conosco!
Como � que voc�s puderam se esquecer t�o rapidamente
das leis que ouviram do Senhor?
N�o queremos mais fazer s� o que pede, Mois�s!
Podemos dar um rosto para esse Deus, por que n�o?
Porque � a lei!
E foi estabelecido que n�o se deve adorar a outros deuses
e nem cultuar imagens!
Deus s� ir� proteger e aben�oar
aquele que fizer parte da alian�a!
Agora, por causa dessa infra��o, todo o povo poder� perecer.
- Isso � uma bobagem! - Isso � a lei!
E � para ser cumprida!
Ou todos pagar�o pelo erro que cometeram.
Eu cansei, Mois�s, pra mim, chega!
Me perdoa, meu irm�o.
[Fundo musical]
Chega uma hora em que temos que decidir...
se vamos obedecer ou n�o...
Aquele que for de Deus venha at� mim!
[Fundo musical]
Se vamos nos submeter a Deus ou ao nosso pr�prio orgulho...
[Fundo musical]
Muitos resistiram a Deus, e, por mais doloroso que fosse,
tivemos que fazer uma escolha.
Vamos embora.
[Fundo musical]
Ou nos junt�vamos a eles ou elimin�vamos a todos.
E foi isso que os levitas fizeram.
Naquela noite,
pereceram todos os que se negaram a seguir o Deus de Israel.
[Fundo musical]
O l [Josu�] Mois�s passou todos esses anos andando pelo deserto
com o povo de Israel.
Aos 120 anos, ele morreu.
Agora, 40 anos depois,
estamos �s portas da Terra Prometida,
que � nossa por direito!
Mas, para que a conquistemos,
precisamos escolher obedecer a Deus...
n�o nos desviar, nem para a direita,
nem para a esquerda. Essa � a nossa parte na promessa.
Quem est� comigo, disposto a obedecer?
[Gritos]
Ent�o, � a hora de conquistarmos o que � nosso.
Israel... marche!
[Gritos]
Ah! *** Subpack: dougsan ***
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