All language subtitles for The Frankenstein Syndrome 2010 DVDRip.XviD

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Original subtitles

CIRURGIA ACESSO PROIBIDO

FECHADO

FECHADO

Meu Deus!

Doutora Barnes!

2 ANOS DEPOIS

- J� pode trazer sua irm�. - Muito bem.

Bom dia, Srta. Barnes. Agente especial Wollestonecraft.

Agente especial Godwin.

Gostar�amos de come�ar seu depoimento imediatamente.

T�PICO 1: ELIZABETH BARNES

Sra. Barnes, por favor diga seu nome completo para a c�mera.

Dra. Elizabeth Julia Barnes.

E em que �rea � seu doutorado?

Doutorado em biologia molecular.

Obrigado.

Srta. Barnes, em 2007,

se uniu a um grupo de pesquisa

financiado pelo Dr. Walton, "Projeto Prometeu".

O Dr. Walton e sua organiza��o est�o sob investiga��o

por tr�fico de corpos e de �rg�os humanos

e por conduzir pesquisas m�dicas ilegais,

nas quais voc� participou.

Por favor nos diga

em que circunst�ncias ocorreu sua associa��o com o Dr. Walton.

Eu era considerada uma das pesquisadoras

de c�lulas-tronco mais jovens do pa�s.

e Walton sabia. Ele tinha c�ncer.

Por isso recrutou pesquisadores do mundo todo

para sua pesquisa particular.

O Dr. Walton est� pronto para atend�-la, agora.

Walton promovia os tratamentos experimentais.

Era humanit�rio, mas tinha um lado obscuro.

Um que o meio m�dico nunca conheceu.

Dr. Walton, Elizabeth Barnes.

Barnes, prazer. Sente-se.

Dr. Walton, posso tomar sua press�o arterial?

N�o, estou bem. Pode se retirar.

Conhece a est�ria de Prometeu?

Receio n�o conhecer muito de mitologia grega.

Prometeu foi o deus que roubou o fogo de Zeus

para d�-lo aos mortais.

Os eruditos cr�em que o fogo da est�ria

representa o poder e a sabedoria divinos.

E eu sou o Prometeu moderno, Elizabeth.

Tenho buscado esse fogo minha vida toda.

Walton acreditava que um soro regenerativo de c�lulas-tronco

seria como...

Como ter o poder divino numa seringa.

No dia seguinte, fui ao centro de pesquisa.

Antes de dizer-lhes o que ocorreu l�,

saibam que n�o me orgulho de tudo o que fiz.

Tive minhas raz�es e o orgulho...

O orgulho foi uma delas.

Mas acredito que sou boa pessoa

e que minhas inten��es eram boas.

Ainda que, como podem ver,

j� paguei o pre�o.

Ol�.

Ol�...

- Dra. Elizabeth Barnes? - Sim. Ol�.

- Identifique-se, por favor. - Claro.

Certo. Um momento, por favor.

- O Sr. Grone j� vem. - Muito bem.

Voc� n�o � muito jovem para ser m�dico?

Voc� n�o � muito grande para ser duende?

N�o subestime o tamanho da boa sorte.

David Doyle era

um guarda de seguran�a de Marcus Grone.

Que fun��es ele tinha?

Ele e os demais guardas deviam proteger nosso trabalho

e sua confidencialidade.

Mas n�o cumpriu nada bem, n�o �?

- Srta. Barnes. Marcus Grone. - � um prazer conhec�-lo.

O prazer � meu. Por fim a conhe�o em pessoa.

Obrigado. O Dr. Walton a recomendou muito.

Queria apresent�-la a seus colegas

e depois mostrar-lhe as instala��es. Est� bem?

- Muito bem. - Excelente. Obrigado, David.

Quais eram as fun��es de Marcus Grone?

Obrigado.

Para manter a confidencialidade,

devemos acatar certas normas.

Normas que conhecer� mais tarde.

Por enquanto a mais importante � sobre o por�o.

Por enquanto est� estritamente proibido entrar nesse n�vel.

S� a Dra. Travelle e eu entramos l�.

O que tem ali?

Eventualmente a incluiremos nesse c�rculo,

mas at� � est� estritamente fora de limite.

Entendido.

Antes de apresent�-la ao resto do grupo,

h� algo que queria dizer-lhe.

Seja o que for que a trouxe aqui,

voc�, Srta. Barnes, correu um risco enorme,

que cremos que surge de sua devo��o pura � causa.

Asseguro, Srta. Barnes, que fez o correto.

N�o estaria aqui se n�o acreditasse nisso.

Excelente. Nesse caso,

bem-vinda ao Projeto Prometeu.

Por favor.

Ol�.

Apresentem-se, por favor.

Come�aremos pelo fundo. William.

William McKinnan. Antes de unir-me ao projeto,

fiz minha resid�ncia no Johns Hopkins.

Sou o cirurgi�o-chefe e t�cnico do laborat�rio.

Me encarrego das amostras de tecidos,

assegurando-me de sua integridade.

- Estou feliz por trabalharmos juntos. - Igualmente.

Sou o Dr. Neeraj Sahir. Trabalho com a Dra. Travelle.

Conduzo a fase prim�ria do projeto.

Lemos sua publica��o, Dra. Barnes,

e nos impressionou muito sendo t�o nova na �rea.

Sua investiga��o das anomalias regenerativas

nas c�lulas fertilizadas embri�nicas

nos fez reexaminar nossas t�cnicas.

Estou feliz em trabalhar com voc�.

Igualmente. Obrigado.

Ira Gorman, t�cnico em sistemas operativos.

Me encarrego do processamento de dados

e do suporte de nossa rede privada.

Sou sagit�rio.

Eu gosto passear no parque e sou al�rgico a amendoim.

Basta. Basta. Obrigado, Ira.

Victoria.

Dra. Victoria Travelle.

Fiz meu est�gio com o Dr. Walton

ao me graduar em Columbia.

Sou a chefe de projeto desde sua cria��o

e em um m�s, completo dois anos inteiros nisso.

Uma pergunta, Srta. Barnes.

- Claro. - A investiga��o n�o controlada

de c�lulas-tronco est� proibida.

Todos n�s sabemos que o que fazemos � ilegal.

Arriscamos nossas vidas, reputa��es e liberdade,

por crer que nosso trabalho poder� beneficiar a humanidade.

Cremos que esse ideal anula nosso risco pessoal.

Sem d�vida alguma.

E por isso estamos aqui.

Por favor, diga-nos por que est� voc� aqui.

N�o irei a um maldito centro de tratamento experimental

para que me metam agulhas e me abram.

Mam�e, os m�dicos do Centro Antic�ncer Walton

s�o brilhantes e foi dif�cil conseguir lugar.

Ent�o voc� vai.

E como sabe, paguei as d�vidas e gastos m�dicos de sua m�e.

N�o vou, Elizabeth. N�o fa�a nada por mim.

Vai sim.

Por Deus, mam�e.

- N�o, estou bem. - Deixe-me fazer isso.

Por favor, deixe-me fazer isso por voc�.

O que esse Walton quer que fa�a por ele?

Est� preparada para cumprir sua parte do acordo?

- Estou preparada. - Excelente.

E quanto �s minhas raz�es pessoais,

perdoe-me, mas s�o isso, pessoais.

O fato � que poderemos curar os doentes,

erradicar as doen�as, e sei que este trabalho

poder� me excluir desta �rea, para o resto da vida,

mas estou disposta a arriscar-me,

porque acredito que conseguiremos coisas assombrosas.

E como todos voc�s,

decidi que esse fim justifica tais meios.

- De acordo, Srta. Barnes. - Vou gostar de trabalhar com voc�.

Diria que sua rela��o com ela foi tensa desde o principio?

Tensa?

Como se relacionou com os demais colegas?

Se estava de acordo, tinha que conviver com eles.

Era como viver numa morgue.

Mas o Dr. McKinnan foi muito am�vel.

Me fez sentir-me em casa.

H� mais de 300 quartos. Parece um labirinto.

Walton as reformou todos nos anos 60.

Vai se perder, mais cedo ou mais tarde.

Sei que � bi�loga molecular e n�o cirurgi�,

mas aqui Walton come�ou com seus transplantes.

Por que est� me mostrando?

N�o experimentaram com seres humanos, ou sim?

- N�o exatamente, n�o. - Entendo.

E onde Marcus obt�m as amostras embrion�rias?

Essa � a �nica pergunta que n�o se deve fazer.

A resposta estar� no por�o?

N�o acredito que permitam que des�a l�.

N�o at� que saibam que � de confian�a.

Ent�o sou uma prisioneira at� o momento?

N�o � nenhuma prisioneira.

De fato, voc� ter� mais liberdade como investigadora aqui

que em qualquer outro laborat�rio.

Mas n�o se trata s�

da fonte da juventude do Dr. Walton.

H� projetos como este no mundo todo.

A primeira equipe que criar um soro universal

baseado em c�lulas-tronco de cura regenerativa

ganhar� bilh�es.

Perguntei se experimentavam com seres humanos

e voc� me disse "n�o exatamente".

O que isso significa?

Acompanhe-me.

Chamamos isso de "A Cela". Aqui come�ou o projeto.

Aplicaram o soro a chimpanz�s que tinham aqui.

Tem certeza de que n�o sou uma prisioneira?

Voc� n�o � uma prisioneira,

mas isso n�o significa que n�o deva ter cuidado.

Voc� est� bem, Srta. Barnes?

Desculpem. Onde estava?

Calma. N�o vai acontecer nada.

Nosso registro cronol�gico.

Se familiarize com ele totalmente para que possa nos dar assist�ncia.

Qual � o status do projeto?

Manipula��o celular indiferenciada,

c�lulas-tronco fertilizadas com DNA estranho,

com resultados alentadores em tecidos mortos e doentes.

Defina "alentadores".

Alentador vem de alentar, que significa fomentar,

animar ou motivar.

Aconselho a ler antes de fazer mais perguntas

sobre nosso progresso, Srta. Barnes.

Obrigado.

"Sou Victoria Travelle, chefe do projeto."

"E estou com o dedo enfiado no rabo".

Victoria, espero que n�o espante esta tamb�m.

Ela ter� que merecer ficar.

Naturalmente.

Tenho uma ideia para mudar de dire��o.

Preciso de amostras frescas imediatamente.

- H� um doador pronto? - Sim.

Dra. Travelle, � um prazer v�-la aqui novamente.

T�PICO 2: KIMA

N�o est� nada mal, Bill.

Quem � nosso primeiro concorrente de hoje?

Charlie, aqui est�,

a bela Gretchen Hansen, de Green Bay, Wisconsin,

na maratona do dinheiro f�cil n�mero 14.

Kima, o m�dico veio a fazer a extra��o.

Coloque isso, por favor.

Este � o meu segundo.

O �ltimo ficou doendo depois.

Este tamb�m vai doer?

Ser� a mesma coisa.

Deite-se na mesa quando terminar, por favor.

Algumas das garotas dizem que fazer isso demais

vai me machucar por dentro e n�o poderei ter filhos.

Mas s� lhe devo mais um depois.

Logo vou embora.

Poderei ir depois?

Pronto. Vai parar de sangrar logo, logo.

Sabia que os embri�es usados nos experimentos

eram obtidos no local?

N�o, Marcus tinha fugitivas,

drogadas, meliantes.

As inseminava artificialmente

para produzir embri�es para sua investiga��o.

Cada garota devia produzir tr�s amostras

para pagar a d�vida com Marcus.

Kima.

Voc� me ama?

Muito.

O beb� que acabam de tirar...

n�o era deles.

Era seu.

E n�o quero mais viver.

Srta. Barnes, poderia, por favor,

pular a parte do desenvolvimento do soro

e o problema relacionado com David Doyle.

Como se atreve a escrever esta informa��o?

Os per�odos de gesta��o s�o muito lentos.

As c�lulas perdem impulso. � preciso acelerar o processo.

Voc� arruinou completamente um ano de trabalho.

O trabalho seu e de Neeraj � vital,

mas estamos estancados.

Voc� n�o contribuiu com uma �nica teoria v�lida.

Sabemos que certas c�lulas se clonam sozinhas

e outras se transformam em c�lulas bem diferentes

ao serem expostas a DNA externo,

mas sua separa��o nos tem freado.

� preciso criar uma c�lula que fa�a ambas as coisas.

- Victoria. - O que?

- Fazer o que ela diz � poss�vel? - N�o.

Sim, se isola a crosta do DNA de ambas a��es

e as combinam, e o soro resultante

logo poder� regenerar �rg�os inteiros,

substituindo tecidos mortos por vivos.

E a a��o � progressiva, sem regress�o nem deteriora��o.

Processamento diferenciado. Uma c�lula curadora universal.

Sim.

A codifica��o necess�ria para isolar as crostas de DNA

� um trabalho colossal.

Eu sei. Podemos processar esses dados?

- Com redes inteligentes, acredito que sim. - V�o em frente.

- O qu�? - V�o em frente.

Desenvolver as c�lulas h�bridas n�o foi t�o f�cil como pensei.

Minhas amostras de tecidos come�aram a sofrer regenera��o.

Mas entraram em decomposi��o bem depressa.

Trabalhei sem descanso, dormindo pouco.

De noite, se estava ansiosa, corria pelos corredores,

repassando minhas notas, buscando falhas.

Marcus me deixou trabalhar com muita liberdade,

mas me vigiava de perto.

Me concentrei em um soro

muito promissor, de c�lulas card�acas.

Preparei uma demonstra��o formal do soro.

Foi um fracasso completo.

Me senti humilhada.

Envergonhada.

Victoria usou meu fracasso para coloc�-los contra mim.

Havia muita tens�o.

Senti que havia fracassado, mas segui adiante,

usando meus erros para reorientar.

Dormindo menos e trabalhando mais.

Esqueci os guardas armados que me vigiavam,

j� que era prisioneira de minha pr�pria obsess�o.

Isso foi quando consegui um grande avan�o.

Clamei a equipe para demonstrar novamente.

Desta vez, diante do pr�prio Walton.

Dr. Walton, nestas duas semanas,

estabilizamos um soro de c�lulas h�bridas

com tipos opostos de DNA.

As provas com cultivos de c�lulas mortas

foram t�o extraordin�rias que o aplicaremos hoje.

Decidimos usar o cora��o de nosso cad�ver,

o �ltimo �rg�o essencial que nos resta,

para ver se o soro repara o tecido card�aco

e restabelece a habilidade das c�lulas card�acas

de bater e se contra�rem.

Vamos.

Dr. Walton, nos permite

apresentar-lhe seu soro curador universal?

A Srta. Barnes aparentemente vale seu peso em ouro.

D�-lhe autonomia total no projeto.

Poder� fazer o que quiser.

E Victoria? Ter� que se retirar?

N�o, ela fica. Que continuem discutindo.

A competi��o � m�e da inventividade.

� parte do seu trabalho saber disso.

- Est� a� h� mais de uma hora. - Sai daqui.

Kima! Kima, saia da�!

Vamos, vamos, vamos. Voc� � um dos m�dicos?

Por que estou costurando uma morta, Elizabeth?

O que est� sugerindo n�o � nada �tico.

Depois do que vi,

o �nica coisa �tica seria tentar reviv�-la.

Isso � rid�culo.

Rid�culo? N�o fa�a isso. Vou falar com Marcus.

O que est� acontecendo aqui?

- Uma de suas garotas se suicidou. - Calma.

- O que est�o fazendo a�? - Estamos costurando ela.

- Por que? - Para testar o soro.

O que?

Que mal pode causar? Ela j� est� morta.

Que mal?

Sim. Que mal?

Se alguma coisa der errado, vou responsabiliz�-la.

Vamos fazer isso, ou n�o?

Traga o soro.

Voc� disse que teve um interesse menor no projeto,

mas mudou de repente.

Acreditava que era algo que revolucionaria a medicina.

Foi intoxicante.

Mas foi um erro.

O soro era demasiado forte. Funcionou r�pido demais.

Enchemos a pobrezinha com todo o soro que t�nhamos.

E esperamos para ver o que iria acontecer.

E ent�o?

Era uma fera selvagem.

Seus intestinos estavam sendo ro�dos.

Cheios de um l�quido f�tido e negro.

Lutamos para mant�-la amarrada na mesa.

O per�odo de gesta��o foi demasiado r�pido.

Tivemos que provocar o coma e deixar que o soro agisse.

- Coma? - Coma induzido.

N�o acha que ela estava al�m do coma?

T�nhamos que permitir que o processo se completasse

antes de reanim�-la.

Esta b�lis � t�o �cida. Sinto que estou queimando.

N�o p�de antever nada parecido, certo?

Sabe que pod�amos test�-lo primeiro.

Tudo, menos aplicar um soro n�o testado.

Vai me colocar a culpa?

J� basta.

Ivan, est� ouvindo? D� uma olhada na garota.

Estamos a caminho, Marcus.

O que ele quer que fa�amos com ela?

N�o sei.

Por ali.

- Marcus, temos problemas. - Encontrem-na.

Maldita!

Saia, querida. Onde est� se escondendo?

Onde estar�?

Tentamos sed�-la quando matou o vigia.

O soro era mais forte que todos os sedativos.

Era perigosa.

A jaula era a �nica op��o.

Foi um fracasso colossal.

Vou por um fim nisso.

Ela est� morrendo.

Temos que acabar com seu sofrimento.

- Agora. - Temos cianureto.

Vamos trat�-la.

N�o, nada de cianureto. Eu me encarrego disso.

Marcus, por favor, deixe-me tentar trat�-la.

Escute... Por favor, pode ter algo a�.

N�o sabemos. Pode ter algo.

Alguma coisa. Deixe-me tentar.

Por favor.

Voc� tem cinco minutos.

Achei que podia faz�-la falar,

se pudesse mostrar que restava algo humano nela,

Marcus a deixaria viver.

Precisa dizer algo.

Confie em mim, eu posso te ajudar.

Mas precisa dizer algo.

Diga alguma coisa!

Qualquer coisa! Diga algo!

D�i.

Marcus, n�o!

Lamento, mas...

n�o posso continuar com isso.

Trabalhei quase um ano e meio com Victoria.

Um ano e meio e nem sequer se despediu de mim.

Precisa injetar o soro nela. � um ser humano sem vida.

- Neeraj... - William, escute-me.

Curar um doente � belo e nobre,

mas lembre-se que tudo o que vive deve morrer.

� parte da evolu��o da vida.

Tudo deve morrer. � a �nica verdade absoluta.

O que aconteceu ontem � noite foi imperdo�vel.

E algum dia sofreremos as conseq��ncias.

Sugiro que v�o embora enquanto Marcus permite.

Adeus.

O Dr. Sahir continua desaparecido.

Tem ideia do que possa ter acontecido com ele?

Meu Deus! Posso imaginar.

- Est� em ponto morto? - Sim, por que?

Conte-nos o que a levou a continuar com seu trabalho.

Seus intestinos est�o todos desintegrados,

mas, fora os intestinos,

os demais �rg�os est�o intatos.

Pede ser uma defici�ncia nutricional.

Uma atividade celular t�o r�pida exige energia.

Talvez seja por isso que os intestinos ficaram ro�dos.

Ter�amos obtido melhor �xito

se tiv�ssemos testado com um combust�vel.

Pod�amos ter aprendido de esse erro.

Vamos coloc�-la no gelo por enquanto.

Kima n�o est� em seu quarto. Que diabos aconteceu?

- N�o pude fazer nada. - Como que n�o?

Nunca havia visto nada t�o espantoso.

Kima adoeceu e Marcus ordenou que fosse eliminada.

- E o que isso significa? - Marcus a matou.

- Marcus fez que? - A matou a sangue frio.

- O que? - Lamento. Lamento.

- Queria me ver, Doyle? - Precisamos conversar.

T�PICO 3: MARCUS GRONE

Que est� acontecendo, David?

Pode falar com meu advogado, n�o?

Sr. Grone.

Ol�, sou Paul Fitcher, advogado do Sr. Doyle.

Meu cliente quer falar da situa��o no edif�cio.

Parece que ele se envolveu involuntariamente

em algum tipo de atividade ilegal.

- S�rio? - Aparentemente,

est�o sendo conduzidos experimentos que envolvem

tr�fico de corpos humanos.

O Sr. Doyle n�o sabe

exatamente o que ocorre,

J� que n�o foi informado, � claro.

Paul.

V� direto ao ponto, por favor. Quanto o seu cliente quer?

Como o Sr. Doyle n�o tem nada contra voc�,

nem contra o Dr. Walton, ou a organiza��o,

achamos que um acordo m�tuo

ser� conveniente para evitar...

- Quanto? - ...para n�o denunci�-los.

Filho da puta!

Voc� matou meu filho por nascer e � mulher que eu amava.

Isso n�o tem pre�o.

Mas voc� vai me pagar de qualquer maneira,

ou queimarei voc� e este lugar at� os alicerces,

entendeu isso? - Quinhentos mil.

Parece que realmente amava �quela cadela.

Sente-se. Sente-se.

Disse para sentar.

Sente-se.

Antes de contrat�-lo e antes de Walton contratar-me,

vendi �rg�os no mercado negro

da Cor�ia do Sul, Singapura e Brasil.

Outras tr�s vezes tentaram o mesmo comigo.

Sabe como me encarreguei deles?

Como?

Maldito novato.

Tive problemas com David e seu advogado.

Iam nos meter na cadeia pelo resto de nossas vidas.

Mas me encarreguei deles.

Agora temos que ver como lidar com esta situa��o.

- Quero v�-los. - V� em frente.

Voc�s ficam.

Bom,

parece que temos um problema para resolver.

E suponho que se o denunciamos,

se veria obrigado a fazer o mesmo conosco.

Muito bem,

acredito que � conveniente a todos n�s que solucionemos isso.

Quero que prestem aten��o ao que estou dizendo,

por mais estranho que possa parecer.

Mas acredito que devemos seguir com nosso trabalho.

Esses homens est�o mortos.

Sob um regime mais cient�fico,

poder�amos regenerar seus tecidos,

talvez reanim�-los e em certo sentido,

purgar o que Marcus nos diz

que ele... teve que fazer.

Victoria, se lembraria...

de algo?

Pense, Marcus.

Voc� explodiu quase todo o c�rebro deles. E bem de perto.

Ainda que, com a regenera��o cerebral total,

ficaria at�nita se pudessem respirar,

muito menos vingar-se de voc�, Marcus.

Interessante. Suas sugest�es, por favor.

Mas antes de comentar

sobre a proposta da Dra. Travelle,

entendam, por favor,

que a situa��o mudou dramaticamente.

Sei tudo o que tem para saber sobre todos voc�s.

Os problemas legais de seu irm�o,

sua m�e doente.

Sei por que est�o aqui,

ent�o vamos deixar de fingir que temos outra op��o.

Muito bem.

Queria me ver, Dr. Walton?

Marcus tem mais problemas com sua equipe.

O enviarei a Phoenix para estabilizar as coisas.

- Por quanto tempo desta vez? - Indefinidamente.

Querem me ajudar a assessorar a perda de tecidos?

Dos dois, David � o melhor candidato.

Seu estado f�sico � o mais ideal. William?

Acredito que sim.

Nada como por � prova uma ideia.

Temos que planejar bem.

Ira, consiga um primeiro plano da ferida.

- Deste lado? - Sim.

- Pronto? - Sim. Com cuidado.

Temos que fazer isso por etapas,

come�ando pela estimula��o arterial com uma bomba

e coma induzido com pentabarbitol.

Isso deve evitar a anima��o prematura.

Temos que restaurar a fun��o vital, n�o a vida,

at� que seja o momento.

Vamos vigiar a regenera��o do tecido celular,

administrando as prote�nas necess�rias.

Precisamos um eletroencefalograma.

Ao receber um sinal el�trico,

contanto que os demais �rg�os estejam est�veis,

retiramos o pentabarbitol.

- E depois? - Depois, vemos o que acontece.

N�o h� sinal de rigor mortis, palor mortis, livor mortis,

algor mortis, ou decomposi��o.

Mas liguem o respirador artificial para qualquer eventualidade.

Seus tecidos est�o num estado �nico.

N�o est�o nem vivos nem mortos.

Isso sim � �nico. Suas �ris...

n�o s� parecem extremadamente s�s,

mas est�o vibrantes.

Est�o vendo?

Tentamos reviv�-lo ou vamos ver se apodrece?

Estava farta e queria sair dali.

Aonde pensa que vai?

Ent�o, sua participa��o foi involunt�ria?

Sim.

Victoria! Para a cirurgia!

Est� vivo.

Abram as vias respirat�rias. N�o pode respirar.

D�em-lhe �gua. V�o. Pronto, pronto.

Depressa!

T�PICO 4: VICTORIA TRAVELLE

Beba, beba, beba. Assim est� bem. � o suficiente.

Maldi��o!

Deixem-no descansar.

Est� bem, recostem-no. Cuidado, cuidado.

Segurou?

- E agora? - N�o sei.

Vou chamar o Dr. Walton amanh� de manh�.

- Acho que � melhor esperamos. - Ele est� vivo, n�o est�, Victoria?

Temos que fazer testes cognitivos.

Ainda que esteja vivo,

n�o sabemos se funciona o c�rebro.

Seria inapropriado declarar a vit�ria

sem saber se ajudamos o paciente.

E � um paciente, n�o se esque�am.

� um homem de uns 32 anos

recuperando-se de uma grave les�o cerebral.

Poderia possuir pouca ou nenhuma funcionalidade.

Temos que estar preparados para tudo.

Tome, David.

Est� com fome?

Experimente. Abra. Excelente.

Muito bem. Abra.

N�o? Tudo bem.

Muito bem, David. Muito bem.

Muito bem.

Obrigado.

Ol�, David.

Vamos tentar caminhar outra vez?

Pegue a outra m�o.

Eu j� volto.

Pegue a sua maldita m�o.

N�o � como um beb�.

De alguma modo, �, mas se desenvolve mais r�pido.

Tampouco se lembra de coisa alguma.

- E ent�o? Ele faz m�micas ou o qu�? - N�o.

Est� aprendendo.

Rapidamente.

O que foi, David? Tragam uma bandagem.

Est� bem, est� bem. Venha sentar-se.

Calma, calma.

- Est� doendo. - O que foi que disse?

Est� doendo.

Traga hidrocodona e �gua.

Calma. Vou lhe dar um medicamento.

Calma, calma.

Elizabeth, diminua a luz. Pode ser uma enxaqueca.

Calma.

O que?

Responda.

Muito bem, David.

Fa�a alguma coisa.

N�o, David, n�o.

N�o fa�a isso.

Sente-se.

Isso mesmo.

Calma. Calma.

Calma. Calma.

Em que aula aprendeu

a fugir de um paciente emocionalmente expressivo?

Espera que fique vendo ele fazer isso?

Espero que se comporte de maneira objetiva

para que n�o sofra uma regress�o emocional.

Ele me d� medo, Victoria.

- O que voc� disse? - Que ele me d� medo.

Cale-se, William. Como se atreve?

Voc� faz parte disso.

Est� assim por causa do trabalho que voc� mesma come�ou.

- � nossa responsabilidade. - N�o, � sua responsabilidade.

Dev�amos denunciar Marcus e sair daqui.

E passar o resto da vida na cadeia?

Acho que n�o.

A cadeia � para criminosos.

Somos m�dicos. Escolhemos a vida.

Ol�, David.

Abra.

Feche. Feche.

Bom.

Engula.

Abra.

Muito bem. Feche.

Est� bem?

N�o � que ela n�o goste de voc�.

Ela s� n�o o conhece.

N�o, calma. N�o, n�o fa�a isso.

N�o fa�a isso, por favor. Por favor, n�o fa�a isso.

N�o fa�a isso.

Tudo bem, tudo bem. Tudo bem.

A, B, C, D,

E, F, G,

H, I, J, K,

L, M, N, O, P,

Q, R, S,

T, U, V,

W, X,

Y, Z.

Agora conhece o abeced�rio,

da pr�xima vez, quer recit�-lo comigo?

T�PICO 5: DAVID

O gato...

subiu correndo...

a colina.

Agora voc�.

O cachorro...

perseguiu...

o gato.

Muito bem, David, muito bem.

"Ao nascer seu segundo filho, sete anos menor que eu,

meus pais abandonaram a vida errante totalmente,

para se estabelecerem em seu pa�s natal.

T�nhamos uma casa em Genebra".

Onde fica Genebra?

- � uma cidade na Su��a. - E onde fica a Su��a?

Vamos ver isso em outro livro. Tudo bem?

"E uma granja em Belrive, na margem oriental do lago,

a mais de uma l�gua da cidade.

Resid�amos principalmente ali

e meus pais viviam reclusos".

Parece uma esponja, J� leu todos nossos livros

e se digo o n�mero de uma p�gina,

ele a recita palavra por palavra.

� mais que uma mem�ria fotogr�fica.

� outra coisa, �...

� um milagre.

S�rio? Quando injetaremos em meu c�rebro esse tro�o?

- Ol�, David. - Ol�.

- Como se sente hoje? - Estou bem.

Muito bem.

E as enxaquecas?

- Est�o bem. - O hydrocodone funciona.

O hydrocodone me d� sono.

Entendo.

Lembra-se de que falamos de lembran�as e o que s�o?

- Sim, me lembro. - Pensou a respeito?

- Sim e n�o. - E o que isso quer dizer?

Tive algumas lembran�as, mas n�o s�o minhas.

De quem s�o?

- Suas. - Como �?

- Eu penso o que voc� pensa. - Descreva essa ideia.

Ou�o as palavras em sua cabe�a.

E acredita que pode ler minha mente?

Sim.

Muito bem, David.

Diga em que cor estou pensando agora.

Est� pensando em algo chamado chartreuse.

- Um telepata? - Sim.

Que testes voc� fez para apoiar essa teoria?

- E esta? - Dama de copas.

- E esta? - Dois de ouros.

Nessas poucas semanas passou de

quase um beb� � comunica��o total.

Mas agora, ele afirma que pode...

ouvir o que pensamos.

- E? - Sim, pode.

At� onde sei n�o consegue avaliar a emo��o

nem ler seq��ncias inteiras de id�ias, ainda,

mas se penso numa palavra ou num objeto,

ele consegue descrever.

N�o s�o lembran�as de adulto, ele absorve de n�s.

Por isso perdeu o sotaque.

Seu c�rebro n�o se desenvolve como o nosso.

O seu faz algo totalmente diferente.

O que sugere que seja?

Temos que parar com a thorazine para ver o que acontece.

O que foi, David? O que voc� tem?

D�-lhe a p�lula! Descreva a dor.

Est� profundamente dentro de mim.

Calma. Onde est�?

Calma, acalme-se.

O que foi, David?

- Sinto cheiro de algo. - Diga-me que cheiro est� sentindo.

O que �?

� algo quente.

- Tem alguma coisa queimando? - Sim, algo est� queimando.

Deixe-me ver seus olhos.

- Por que n�o? - Porque d�i!

Vamos, David, tome.

N�o quero!

Venha.

Venha.

O que?

Deixe-me ver isso.

E a ferida?

Desapareceu.

Sente-se.

Tome, David.

N�o quero thorazine, William.

Leve daqui.

S� queremos o melhor para voc�.

- Sim, mam�e. - N�o seja grosseiro.

O que � isso?

- O qu�? - A carta na parede. O que �?

- O Juramento de Hip�crates. - Que � isso?

O juramento do m�dico sobre a �tica de sua profiss�o.

Acha que devem quebr�-lo. N�o � mesmo?

Fique fora de minha cabe�a.

- N�o me toque. - Que diabos foi isso?

O que?

Por que disse a ele que tinha que quebrar o juramento?

N�o disse isso.

S� pensei.

Meu Deus!

"Juro observar, conforme minha capacidade e meu ju�zo,

este juramento".

Muito bem, David.

Onde diabos voc� estava, David? O que est� fazendo aqui?

ADVERT�NCIA CAUSA QUEIMADURAS

Ivan desapareceu.

N�o est� em lugar nenhum.

Onde David estava ontem � noite?

- Trancado em seu quarto. - Tem certeza?

Totalmente.

Talvez tenha sido esperto, e escapou.

Me�a suas palavras, William.

Chega, William.

O Dr. Walton n�o vai gostar disso.

Sabe que um homem desapareceu ontem � noite?

- Como podia saber? - Voc� sabe muitas coisas.

S� sei o que voc� me ensina.

� uma l�stima. N�o posso ensinar-lhe tudo.

- N�o fa�a isso. - Como?

Estou com sede.

Tem �gua a�.

N�o quero �gua.

Quero ponche de frutas.

N�o temos ponche. Temos �gua.

Vamos tentar de novo.

Acho que precisa outra radiografia.

Tem um tumor maci�o no l�bulo frontal.

Est� dizendo que seu prod�gio transformou �gua em vinho?

N�o, em ponche.

Vamos, Victoria. � imposs�vel. Voc� se enganou.

N�o, o tumor apareceu ap�s a radiografia inicial,

isso explica a enxaqueca.

Tamb�m explica sua conduta err�tica,

os cheiros estranhos que sente e possivelmente outras coisas.

Como o detemos?

William far� uma biopsia cir�rgica.

Ol�, David. Como est� se sentindo hoje?

Deixe-me v�-lo.

- Por que est�o fazendo isso? - Injete.

Injete.

- Maldi��o. - Eu injetei.

Voc� est� bem, William?

Calma, acalme-se.

Com cuidado.

Em que tipo de circo estamos?

T�PICO 6: IRA GOREMAN

Elizabeth.

Acreditou naquela da �gua e o ponche?

N�o sei, n�o estava l�.

J� sabe o que significa.

De que est� falando?

De �gua a ponche.

De �gua a vinho. Qual � a diferen�a?

Que quer dizer, Ira?

Escute.

E se estiver certo o conto b�blico?

E se Deus, ou a natureza, criou um homem

que convertia a �gua em vinho e curava os doentes?

Basta.

E se fizemos o mesmo?

Tomamos o poder divino

e criamos algu�m ou algo perfeito.

Algu�m que usa os 92% do c�rebro que os outros n�o usam.

Imagine as possibilidades.

Talvez o milagre

n�o esteja dentro de ele.

Talvez seja ele.

� um tumor, Ira.

Nada mais que isso.

Ira tentou nos convencer que David era mais que humano.

Mas ao ver que ningu�m acreditava nele...

foi direto a David.

David.

David.

David, sou eu, Ira.

Ou�a,

voc� pode fazer coisas com a mente, n�o �?

Sim, posso fazer coisas com a mente.

Estou doente.

Doente?

Tenho uma doen�a.

Que tipo de doen�a voc� tem, Ira?

Esclerose m�ltipla.

E � incur�vel.

Pode me curar como curou a m�o de Victoria?

Pode acabar com a minha dor?

Por favor.

Obrigado, David.

N�o, David!

A VIDA � DOR

EXTINTOR

David matou o pobre.

Est� morto.

Deixem-no.

Deixem-no.

- Deixe-me d�-lo. - N�o, n�o.

- Sim, sim. - N�o o fa�a.

Farei isso. Ajude-me, ajude-me.

- N�o o fa�a. - Basta. Basta.

N�o me diga que n�o.

- Basta. - Vou consertar.

N�o o fa�a. Ele est� morto. Deixe-o em paz.

Podemos arrumar isso, voc� sabe.

N�o est� satisfeita, maldito monstro?

Tente reviver Ira. Tente.

Mas n�o ser� Ira.

Entendido?

N�o ser� Ira.

E a n�o vamos continuar imitando a Deus.

Est� terminado.

Vamos atr�s de Marcus.

Victoria.

Como podem me olhar assim?

Eu n�o pedi isso.

N�o pedi ser seu porquinho da �ndia.

Estou sofrendo gra�as a voc�s.

Por que o matou?

Porque me pediu.

Me implorou acabar com sua dor, ent�o o fiz.

Sinto a vida

atrav�s de este corpo.

E escuto as palavras em suas cabe�as.

E conclu� que a vida n�o � nada al�m de dor.

Assim que fiz o que ele me pediu que fizesse.

E acabei com seu sofrimento.

Voc�s me v�em e me temem,

mas tudo o que sou � o que tomei de voc�s.

O que aprendi de voc�s.

Porque dentro de mim n�o tem nada sen�o escurid�o.

E como pode ser

que a pessoa com o cora��o mais frio

� a �nica que me tem compaix�o?

Mas n�o sou seu filho...

Victoria.

E jamais serei seu filho,

porque n�o sou ningu�m.

E sempre serei ningu�m.

Me ouviu, Marcus?

Eu... sou...

ningu�m!

Ningu�m!

T�PICO 7: POST MORTEM

Vamos bloquear o edif�cio todo.

Contei ao Dr. Walton o que aconteceu

e ele tem um plano para limpar tudo isso.

A boa noticia � que ao irmos todos,

n�o poder�o vincular o lugar a nenhum de voc�s.

Mas antes de irmos,

preciso de informa��o detalhada do projeto.

Uma biopsia do tumor de David com amostras do soro

e todas suas anota��es.

Ele vai transferir seu trabalho � equipe europ�ia.

Ningu�m vai embora at� terminar isso.

Victoria.

O Dr. Walton quer falar-lhe em particular.

Espere ao telefone em meu escrit�rio.

Dr. Walton?

Como far� para extirpar a parte inferior do tumor?

Atrav�s do rosto.

- O que est� fazendo? - J� terminei.

Costure-o.

De que diabos est� falando? Marcus vai inciner�-lo.

Fa�a isso.

Voc� � um m�dico. Aja de acordo.

Costure-o.

Pronto, Victoria. Ele est� muito melhor.

Lamento tanto.

Lamento, meu Deus. Lamento tanto.

Realmente acreditou que Marcus permitiria que fossem embora?

Estava t�o entontecida que n�o receava nada.

Antes de ir,

tenho um presentinho para voc�.

Sempre gostei de manter um di�rio.

Use-o para registrar seu trabalho. Cada detalhe.

Muito obrigado.

Agrade�a-me, Srta. Barnes, me trazendo o soro.

Em meu �ltimo dia ali,

escrevi ao Dr. Walton em meu di�rio,

lembrando-lhe de uma coisa, do relato de Prometeu.

Vamos, amigas.

� direita.

Ainda que Zeus quisesse torturar Prometeu eternamente,

por roubar a ess�ncia da vida,

ap�s um tempo, o her�i H�rcules

salvou Prometeu da crueldade de Zeus.

Mas n�o tem her�is em nosso relato.

E no final passaremos a eternidade

sendo torturados por Zeus.

FECHADO

FECHADO

Est�o prontos, mas...

Seja como for, fa�a o favor de cuidar disso, Cyrus.

Ser� dif�cil passar com o carrinho pela porta trancada.

Como?

S� voc� pode iniciar a clausura.

Entendo, mas eu n�o o fiz.

- N�o foi voc�? - N�o.

Fa�a-me um favor, Cyrus.

Leve os corpos ao dep�sito e v� � sala de controle.

- Est� bem. - Obrigado.

- O que est�o esperando? Est�o livres. - N�o sei. N�o quer abrir.

Imbecis, est� trancado. Esperem aqui.

Agora a quem vai extorquir, gordo maldito?

Que � isto?

N�o � poss�vel.

ACESSO NEGADO

Doutora Barnes!

Doutora Barnes!

"Estimado Dr. Walton.

O homem que ressuscitamos me aterroriza."

�Ele � repulsivo".

Sou repulsivo agora?

Responda! Sou repulsivo agora?

Gosta deste rosto?

Quero ter o seu rosto. Corte-o por mim.

Fa�a. Fa�a.

Vou arrancar seu bra�o.

Use o bisturi, Elizabeth,

ou corto seu nariz para mutilar sua cara.

Queria recitar algo.

Algo que voc� deve ter esquecido,

com toda sua impetuosidade.

Algo que acho que voc� ignorou por toda minha distor��o.

"Juro observar, de acordo com minha capacidade e meu ju�zo,

este juramento".

"Sempre recordarei

que tem arte na medicina, al�m de ci�ncia".

"Que a cordialidade, a compaix�o e a compreens�o

podem ser mais importantes que o bisturi

ou o medicamento do qu�mico."

J� sei!

"Mas sobretudo,

devo ser cuidadoso nos assuntos de vida ou morte."

"Mas tamb�m poderei ter o poder

de tirar uma vida."

"Esta incr�vel responsabilidade tem que ser encarada

com grande humildade e consci�ncia de minha debilidade."

"Mas sobretudo, n�o devo imitar a Deus".

- Continuo? - Basta! J� entendi!

Devo continuar?

Ou te repugna meu rosto novo?

Ajude-me! Ajude-me!

Por que?

M�e, pode me ajudar?

Sim, meu filho. Eu posso ajudar.

Srta. Barnes,

tem ideia do por que a Dra. Travelle fez isso?

Soube que a Dra. Travelle teve um filho

que sucumbiu � leucemia quando tinha sete anos.

Ela n�o ia permitir que voltasse a suceder.

David usou o bisturi

para cortar-me a medula espinhal.

Depois o usou para me arrancar o rosto.

Creio que basta por hoje, Srta. Barnes.

T�PICO 8: DR. WALTON

O PRESENTE

A Igreja n�o pode apoiar sua investiga��o, Victoria,

n�o importa como a apresente.

A Igreja se op�e ao que est� sugerindo.

E os benef�cios de nossa causa, Padre?

Isso � perigoso.

A Igreja n�o comprometer� suas cren�as,

n�o importa o resultado.

Padre,

�s vezes, o fim justifica os meios.

"Dr. Walton. O fim justificou os meios.

Atenciosamente, Dra. Travelle".

Preciso de provas.

David.

Mostre a ele.

Meu Deus!

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