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Esta é minha pilhagem, meu sítio e meu saque!
Você nunca falou disso!
Você desapareceu de Bonaco da noite para o dia!
Eu não tenho que explicar nada para você, porra.
Nós éramos sócios!
Diga isso ao maldito do seu amigo,
que levou três barcos meus depois de Tabasco!
De que diabos está falando?
Você me bate na frente do meu pessoal
e agora me acusa de roubar?
Está me chamando de mentiroso, seu desgraçado?
Se tivesse nos dito aonde você ia,
nada disso teria acontecido.
Agora é tarde demais, os homens estão eufóricos.
Vocês acabam de estragar uma festa inesquecível.
Imbecis.
Vamos deixar você decidir os percentuais.
Sr. Agramonte, você é a justiça em pessoa.
Claro que vou decidir as porcentagens!
E as condições, também!
O que tem aqui que te interessa tanto?
Ouro...
prata, joias...
O mesmo que em toda essa droga de continente.
Vamos juntar todo o saque em um lugar,
eu escolho minhas joias.
Três quintos para vocês, o resto para mim.
-Oferta ruim! -Feito.
E você ainda me deve uma, não se esqueça.
E o que vem agora?
Se é que você planeja nos contar...
Sitiar esta maldita cidade.
Ninguém entra, ninguém sai,
até termos tirado todo o ouro de Veracruz.
Do pescoço de Montezuma às mãos de Cortês.
Forjado pelos antigos, manchado com o sangue deles.
Ele descansou no fundo, despertou o nahual.
Voltou no tempo, cruzando o Anahuac.
Pronto, Julián?
Vamos lá, camaradas! Que não fique casa sem saquear!
Que não fique soldado sem matar!
Vamos!
Assim é mais fácil, imbecil!
Bucaneiros!
Droga. Isso vai complicar tudo.
-Vamos nos preparar para lutar. -Eles são muitos.
Temos que nos apressar,
eles estão fechando todas as entradas da cidade.
Nos apressar? Aonde vamos?
Para a floresta. É o único lugar seguro.
Tania e Guevara estão na casa, temos que resgatá-los.
Não há tempo.
Não vou deixar meu pessoal para trás.
Vamos lá.
-Franco! -Tania!
Temos que sair daqui logo.
Não, os piratas queimaram nosso barco, Guevara viu.
Não, esqueça o barco, temos que salvar nossas vidas.
Vamos.
Para a floresta, rápido.
Vamos.
Ainda sinto náuseas.
Senhorita Inés, o que acha que vão fazer com a gente?
Eu não sei, Carmela.
Só sei que me odeio.
Lorenzo enganou todos nós.
Tão culto e tão gentil que ele parecia...
Não se culpe, senhorita, ninguém podia imaginar
que, sob essas boas maneiras, estava oculto o mal em pessoa.
Calma, senhorita, sua vez de ficar
debaixo dos meus lençóis chega já.
Talvez esse momento chegue antes do que se esperava.
Não! Me larga!
Me larga!
Me larga!
Não tem outro lugar para cruzar?
Tem, mas fica longe demais.
Tonahuac, Chicahua, Tania,
podem cruzar, nós damos cobertura.
-Vá você, eu te cubro. -É uma ordem, Moro!
Agora!
Capitão!
Vamos, capitão!
Onde está?
Piedade...
Piedade...
Piedade...
Cada segundo a mais que demora a falar,
é um segundo a mais de diversão para mim.
Onde está?
Não sei.
Eu juro pelas minhas filhas que eu nunca vi esse colar.
É impressionante.
Impressionante... Você está nesse estado,
e ainda assim continua mentindo...
Isso é tenacidade, Julián...
ou estupidez.
Deus!
Deus! Piedade!
Recentemente trazido das Antilhas.
E como vocês podem ver,
ele não só tem braços e pernas fortes,
mas também todos os dentes.
Ei, quanto custa esse escravo?
-200 ducados para você. -É demais.
Eu quero ver tudo.
Eu esperava algo mais.
150 ducados.
40 ducados.
100 ducados, e pode ficar com o mestiço.
Só o preto.
Eu não sustento párias.
Está com fome?
Você está mais magro que um girino.
Pegue, coma.
Eu não posso continuar viajando pelos mares com você.
Não querem você nem de graça.
Você não foi pago para me vender,
foi pago para cuidar de mim.
Maldito mestiço...
Pai, olhe!
Você gastou meu dinheiro nisso?
-Sabe tocar? -Não.
E daí? Você é um imbecil!
Me dê aqui.
Pelo menos servirá para cozinhar.
-O que está fazendo? -Quanto quer por ele?
35 maravedies, mas o menino vai junto.
Eu tenho 40, pode ficar com o troco.
Vendido.
Girino, vá com o seu senhor.
Girino!
Deixe-o tocar, ele não pertence mais a você.
Continue tocando, meu filho.
O comerciante, em vez de cuidar de León,
o vendeu como escravo.
Eu cometi o erro de confiar em um ignorante.
Quando vi o comerciante novamente,
confessou que ele tinha vendido o menino para um cozinheiro,
e logo depois ele morreu.
Ainda tenho o sangue dele na minha faca...
Estamos condenados.
Sem barco, sem tripulação, sozinhos e a pé.
Eu não vi barcos bucaneiros no porto de Veracruz,
provavelmente desembarcaram em outro lugar,
como sempre fazem.
Você espera no mar e eles atacam por terra.
Se os bucaneiros têm barcos, então vamos pegar um barco.
Você tem outra ideia?
-Roubar um barco deles? -Sim.
O problema é como chegar à praia sem nos perdermos.
Esta floresta parece interminável.
Parece a cor do sol.
É apenas cabelo, assim como o seu.
É bonito.
O espanhol é seu pai?
Não, mas é como se fosse.
Ele te ensinou a lutar assim?
Ele é um bom professor.
Estou com ele desde criança.
Ele me salvou quando Laki explodiu.
E onde fica isso?
No norte, onde a terra se transforma em gelo.
Vocês ainda estão aqui?
Você...
Você era o único que podia me ver na floresta...
Espero que esses piratas destruam Veracruz
e todos os espanhóis,
e que morra esse maldito governador mata-índios.
Os espanhóis
salvaram a sua vida.
E eu também a deles.
Eu não os quero aqui!
Eles só vão ficar até se organizarem.
Assim você vai aprender a tratar bem as pessoas.
Dizem que são os mesmos bucaneiros
que sitiaram Tabasco.
Lá, eles não deixaram mulher sem desonrar, e as crianças...
Múrcia, chega! Pare de dizer essas coisas.
É o que dizem, senhorita.
Tem que comer alguma coisa, Inês.
Eu só quero saber onde está nosso pai.
Os homens estão trancados na casa de Valenciaga.
O que estão esperando?
Como assim esperando?
Os piratas sempre pedem o mesmo:
ouro, pilhagem, resgate...
Eles não pediram nada.
Chaval deve estar pensando em algo, você vai ver.
Não...
Não, me solte!
Deixe minha irmã!
-Venha! -Me larga, animal!
Você é uma pessoa importante, uma pessoa de berço,
não vai acontecer nada com você.
Não tente adoçar meu ouvido, Valenciaga,
nós dois sabemos que estes piratas
não distinguiriam entre um burro e um elefante.
-Desculpe, eu não queria... -Abram a porta!
Levem todos, exceto monsieur Dupont.
Vamos lá!
Agora se lembra de mim, monsieur Dupont?
Você tem um rosto difícil de esquecer.
É um dos piratas que sitiaram Campeche.
Viu, Barbas?
Monsieur Dupont e eu somos velhos conhecidos.
Por favor.
Já tiraram tudo de mim, o que mais querem?
Eu quero que você deslize essa caneta no papel...
Do que está falando?
Você vai escrever uma carta de resgate.
Se alguém quiser você vivo em Campeche, vai ter que pagar.
É claro.
Escute.
Por meio da presente
certifico que estou sob a custódia
de Michelle de Gramond,
que solicita uma remuneração de 5.000 ducados
pelos serviços de cuidado, dentre os quais...
Não há essa quantia de dinheiro em Campeche.
Você está louco, se pensa...
Escreva o que eu disser, porco maldito,
se não quiser que eu te envie para Campeche neste barril.
Tonahuac.
Espero que seja a última vez que te vejo.
Para irmos, precisamos saber qual é o caminho mais seguro
para a praia onde a frota dos bucaneiros desembarcou.
Vamos tentar pegar um barco.
Você pode perguntar ao meu pessoal.
Dizem que ninguém conhece essas terras melhor que você.
Nós estamos aqui,
a praia fica aqui,
os bucaneiros vieram por aqui.
Quando vão partir?
Você deixou bem claro que quer que vamos embora.
Não devem andar pela floresta depois do pôr do sol.
Não vá além da cruz.
O que tem de especial essa cruz?
Faça o que eu disser.
E se houver lua cheia, rodeie a floresta.
Eu não temo a noite, Tonahuac.
Deveria temer a noite, mais que tudo.
Parado! Parado!
Aqui. É um pedido de resgate por Dupont.
-Leve isso até Jalapa. -E onde diabos fica isso?
Umas 30 léguas, atravessando a floresta.
Vou demorar três dias para chegar lá.
Para isso tem o cavalo, imbecil.
Nos alforjes você tem comida e água pra viagem.
E por que você não vai, idiota?
Porque o chefe quer que você vá.
Não volte sem uma resposta.
Mas não atravesse a floresta, é melhor dar a volta!
Me larga!
-Me larga, animal! -Seus desejos são ordens.
Besta! Animal!
Você está bem?
Onde está meu pai?
Onde está meu pai?
O que você fez com ele?
Relaxe.
Seu pai está bem.
Um porco assado por dia é mais do que suficiente.
Por que está fazendo isso?
Por que não pega o saque e sai da nossa cidade?
Não é tão simples.
Todo esse tempo, simulando ser uma pessoa distinta,...
mas não passa de um criminoso.
Nunca menti para você.
Meu nome é Lorenzo Jácome.
O que eu não consigo entender é como uma pessoa tão refinada
pode ser o pirata Lorenzo, saqueador do Caribe todo.
No entanto, eu costumava ser outra pessoa.
Todos nós mudamos de pele, no final.
Somos todos um pouco cobras.
Não tente me confundir com palavras.
Você me ofereceu um lugar em seu barco
para ir com você para a Espanha.
Você precisa de algo?
Roupas, um instrumento...?
-Um banho, talvez? -Qual era seu plano?
Me exibir como uma escrava por todo o Caribe,
saqueando a torto e a direito?
Se tivesse subido a bordo do meu barco,
eu a teria levado pra Espanha.
Mentira!
Como tudo o que você disse.
Eu pensei que você fosse diferente.
Eu já disse que não minto.
Não quero nada de você.
Só quero que nos deixe em paz.
Isso não depende de mim.
Eu posso interceder com meu pai.
Posso pedir-lhe para te dar todo o ouro da cidade,
títulos de propriedade, parcelas,
tudo que você quiser, é só pedir.
Nesse mundo, tudo isso fica sobrando.
Se precisar de algo mais,
além de implorar pela vida de seu pai, é só pedir.
Me digam se este mestiço não é maravilhoso?
Pelo amor de Deus!
Ele toca como os próprios deuses!
Sente-se, filho, divida a mesa comigo.
Ei! Você já conhece a rotina.
Nós te agradecemos, Senhor,
pelo prato de comida que colocou na nossa mesa,
e te agradecemos porque mais um dia
a pousada esteve lotada.
Te agradeço pelo León,
pelo talento que você deu a ele.
Amém.
Seu garoto teimoso.
Por que não agradece ao Senhor? Deus ouve a todos.
Devagar, coma devagar.
Embora você diga o contrário, a arte que você faz na cozinha
é muito maior do que a minha música.
Se quiser, eu posso te ensinar.
Sério?
Nada me daria mais prazer.
Isso está feito.
Sim.
Se você olhar, fica suave.
Parece gostoso!
O peixe combina muito bem com estas ervas.
Cheira...
Agora o outro, cheira agora. Fecha os olhos.
Agora feche seus olhos. Qual...? Não, cara.
Este aqui. Cheira bem.
Cheira bem, certo?
Bem distribuído. Isso é. Devagar...
Então, é isso.
Os meses continuaram passando,
e o León se tornou um excelente cozinheiro.
Até que um dia, toda aquela felicidade
que lhe permitira esquecer sua infelicidade,
mais uma vez foi manchada pela morte.
Piratas! Piratas atacam Portobello!
Ataquem, bucaneiros!
Não, não, por favor, não...
Tudo vai ficar bem, filho.
Você o matou?
Sim!
É um pirralho corajoso.
Levamos ele para a quilha?
Leve-o para o navio.
Tenho planos melhores para ele.
Foi assim que o pequeno León teve que escolher
entre viver ou morrer.
E o que ele escolheu?
Ele escolheu viver.
Eu vou fazer um colar com ele.
Obrigado por salvar a vida da Tania.
Espero que tudo isso acabe logo
e que os espanhóis nunca encontrem vocês.
Já aprendemos a ser invisíveis para eles.
Lamento não poder dizer adeus para o Chicahua.
Ele foi pra cidade, como sempre.
A cidade...
Chicahua é um filho do Novo Mundo.
Diga-lhe que eu sempre vou me lembrar dele.
Vamos lá, capitão.
Sei que você está aí.
Boa sorte.
Água...
Julián?
Ele está fraco demais.
Se você o quer vivo, ele precisa beber e comer.
Suficiente.
Chega!
Desça-o.
-Para onde vai levá-lo? -Desça-o.
Como estão te tratando, cachorro?
Vejo que encheu o balde com excremento.
Maldito bastardo, o que você quer de mim?
Eu não sou um político nem sou rico,
não tenho nada para lhe dar.
Damián!
O que você fez?
Se não quer que eu deixe as suas costas marcadas
como as dele, me diga onde está.
-Que coisa? -O colar da cobra!
Eu não sei do que você está falando.
Você quer que eu comece a te mutilar lentamente?
Nada me daria mais prazer do que isso.
Eu não sei de que colar você está falando, já te disse.
Você está no lugar errado.
Vou deixar você com o seu governador,
para que resolvam o assunto.
Não podemos resolver o que não sabemos, Lorenzo.
Quando eu retornar, quero uma resposta
e se não tiverem uma...
vão pagar.
Relaxe.
Senhorita, está bem? Eles fizeram alguma coisa?
Estou bem.
Sabe quanto tempo mais vamos ficar aqui?
O ódio daquele homem não será fácil de aplacar.
Lorenzo Jácome...
não é outro senão o pirata Lorenzo.
Aquele que atacou o Caribe? Impossível!
O pirata Lorenzo é um enorme monstro de olhos azuis.
É verdade, dizem que ele tem dentes afiados
para devorar seus prisioneiros,
e que ele usa um olho de diamante.
Já vê por que não pode acreditar em fofocas?
Você o viu?
Pôde lhe perguntar sobre o nosso pai?
Eu só sei que ele está vivo. Só isso.
Por que não lhe entregam o ouro para que eles vão embora?
Desta vez eles não vieram pelo ouro.
Então por que vieram?
Eu não sei.
Ele está escondendo algo que não me contou ainda.
-O quê? -Eu não sei, Carminia!
Se tivesse a resposta, eu te diria.
Eu não entendo porque reage assim.
Estou tão preocupada quanto você.
Desculpe.
É só que notei algo familiar nos olhos dele.
Familiar? Nós não temos nada a ver com ele.
Do que você está falando?
De nada.
Não tem importância.
Não se despediu dos estrangeiros.
Eles não são meus amigos.
Sua generosidade só fala de sua posição e seu poder,
e você sabe.
Irmão, pode dizer-lhes para parar de fazer isso
toda vez que me veem?
É a obrigação dele, eles te respeitam.
Chicahua,
embora você goste de servir aos malditos invasores,
seu sangue é nobre e eles sabem disso.
Podem ir, eu quero falar com o meu irmão.
Nossos antepassados estudaram os deuses da guerra por nós.
Leve isso com honra.
Para, para, para.
Veja se minhas armas estão prontas.
Chicahua seria um grande chefe.
Ele tem outra missão.
Você é um grande chefe,
você tem o coração de pedra verde.
Pena que você seja tão bravo.
Eu nem consigo proteger nosso próprio povo.
Vivemos escondidos como se fôssemos intrusos, Xochiel,
em nossa própria terra.
Eu não sei por que eles me escolheram como chefe.
Eles são muitos, não podemos avançar sem sermos vistos.
Foi uma ideia estúpida vir pra cá.
Talvez devêssemos atraí-los e matá-los aqui mesmo.
Nós precisamos de uma isca.
Um de nós os distrai e os outros
avançam pela retaguarda para atacá-los de surpresa.
Ninguém fará nada, é inútil, são muitos mais que nós.
Precisamos de um barco, Franco, eu vou.
Porra, Tania.
-Retirada, retirada! -Vamos lá.
Vamos lá! Tania, capitão, se protejam.
Retirada!
Já falou com alguém sobre o que vimos na floresta?
-Não. E você? -Também não.
Eu não quero parecer um covarde.
Somente alguém que viu o que nós vimos lá, entenderia.
Sabe se vamos ficar muito tempo nesta cidade?
Eu não sei.
E menos agora que há confusão entre os chefes.
Sim, foi estranho encontrar o Lorenzo aqui.
Acha que Van Hoorn e Agramonte sabiam disso?
Que eles sabiam que ele estava aqui?
Eu só quero que eles encontrem o que vieram buscar
e cair fora desse maldito lugar.
Você o tem.
Você tem o maldito colar! Diga a ele onde está!
Ele vai nos matar, de qualquer maneira.
Os piratas são selvagens,
mas eles têm códigos e nunca quebram uma promessa.
Ele te prometeu alguma coisa?
Assim que ele encontrar o que está procurando...
nossas cabeças vão rolar.
Vem cá.
Quem eram aqueles?
Eles devem ter fugido do sítio. Está vendo eles?
Nós os perdemos.
Por ali!
Temos que voltar para os índios.
Ataque.
Você deve aprender a controlar a sua raiva.
Se acalme. Pense antes de agir.
Tente novamente, girino.
E o colar?
Dizem que ele nunca saiu de Veracruz,
mas quem sabe...
E vale tanto assim quanto dizem?
É valioso para aquele que sabe o valor que ele tem.
Para quem não, é apenas maldição e morte.
Obrigado pelo rum.
E eu pensava que Lorenzo estava com raiva de nós...
Agora eu entendo porque ele desapareceu da noite pro dia.
Maldito bastardo.
-Ele foi buscar aquele colar. -Ele o quer só para si.
E se fez isso, ele enganou à gente.
Lorenzo não costuma mentir, mas nunca falou disso.
Deveríamos ir para Veracruz, não acha?
Procurar aquela droga de colar.
Vou pegar algo para beber.
Não demore.
Senhor Miguel, está aí?
-Senhor Miguel! -Chicahua?
Sim, sou eu, está bem?
Me escute bem.
Tem umas chaves na gaveta do meu escritório,
pegue-as e tente abrir a porta.
Aqui estão.
Droga.
Rápido, criança!
Droga, índio inútil, abra a porta!
Não fale assim, seu imbecil!
Ele está nos ajudando e você o insulta.
Não o maltrate.
Não dá certo, senhor.
Os piratas devem ter ficado com elas.
Senhor, eu não posso ficar aqui.
Chicahua, me escute bem.
Você tem que ir a Jalapa chamar o exército,
nossa vida depende de você.
Sim, senhor, eu volto logo, sim.
Eu não gosto deste lugar.
Eu também não, Guevara,
mas não falta muito para chegar aos índios.
Sangue!
Droga...
Temos que pensar em algo, Damián.
Talvez se pudermos convencê-lo
de que o colar não existe...
Não seja covarde, Chaval!
Honre a posição que eu lhe dei.
E então?
Têm algo para mim?
Esse colar que você está procurando...
não existe.
Como assim não existe?
Claro que existe!
Eu o tive em minhas mãos, e você me ajudou a guardá-lo.
e depois me perseguiu
e me jogou do campanário
e me deixou para morrer.
León!
León Oviedo...
Não...
Meu nome não é León.
León está morto.
Meu nome é Lorenzo.
Não...
Observe muito bem,
porque isso faz parte da minha doce vingança.
Não, não, não...
Não, não.
Piedade, senhor.
Piedade!
Não sei onde está! Eu não sei onde está o colar!
Não sei onde está o colar! Misericórdia, senhor!
Isso é que acontece com os mentirosos.
Deus! Deus!
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