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O Edu foi parado numa blitz. Estava dentro do carro dele.
Pra que fazer registro, levar isso adiante?
Você não acredita quem teve aqui ontem.
Uma policial.
Vera. Ô, Vera, acabei de saber que você foi no GV.
Que tragédia essa história da Ana.
O tio Edu vai fazer uma festa bem bonita amanhã pra você, tá? Tá.
Caraca.
O que? Foi esse cara que me prendeu.
Foi ele.
Foi você que me pegou no carro. Seu merda. Dias, você me conhece? Por favor,
vamos parar isso. Na minha profissão não se conhece ninguém.
O senhor está preso.
Preso? Nós vamos indiciar o Edu.
O juiz concedeu a minhas corpos. Vamos embora. Estou fornocente. Não vou lhe
manter como suplente.
Mas você conta comigo que eu estou do resto.
Oi, gatinha.
Oi. Onde é que você está?
Fica longe de casa que eu vou te ligar assim que acabar aqui.
Tá bom.
Beijo. Vou começar por você.
Edu.
Me sustou.
Edu.
O que você está fazendo, Edu? Tira isso.
O que você está fazendo?
Te olhando.
Estou te olhando.
Edu, você está estranho. Edu!
Dias, eu estou exausto. Eu preciso dormir. Mas eu vou entrar mesmo assim.
Tem certeza que você não quer saber os próximos passos?
Conseguiu a preventiva? Não. A situação da minha casa está insustentável.
E eu vou contar tudo para a Celina.
Dias, o nosso assunto é o Edu, não é a Celina.
Bom, só queria que você soubesse.
Vamos ao Edu.
Posso pegar um whisky?
Por favor.
Fora a preventiva, o que mais poderia ter acontecido nessa última meia hora
disso?
Passei para a imprensa.
Mandei levantar a ficha médica de todas as vítimas.
Vamos ver se a gente consegue pegar algum material biológico que permita um
exame de DNA.
Nossa, muito bem pensado.
Tem mais alguma coisa nas suas investigações que eu não saiba, Vera?
Vamos botar as cartas na mesa, né?
Não é hora de a gente esconder mais nada um do outro.
Impressões, como você mesmo diz, são só suposições.
Nada realmente que vai te interessar.
Mesmo.
Ok.
Amanhã cedo eu vou mandar intimar o Edu e pedir um mandado de busca pra casa
dele.
Tome bem.
Oi, tudo certo pra hoje?
Tá, meio dia, no shopping.
Tá bom, te encontro lá.
Beijo.
Pai, avisa pra minha mãe que eu tenho um treino depois da aula, tá? Não vou
voltar cedo. Beijo.
Bom dia pra você também, Tati.
Celina, a Tati tá entrando de folha hoje depois da aula.
Celina, deixa eu te falar uma coisa.
Aquele dia que eu dormi fora de casa. Hoje não, foi trabalho.
Mas aquele dia eu fui pro apartamento da... Celina.
Você bebeu demais.
Celina, eu só tô querendo ser verdadeira.
Celina.
Celina, abre essa porta. Celina.
Celina, abre a porta, por favor.
Alô, Edu.
Me liga quando ouvir esse recado, tá? Eu tô preocupada com você.
Me liga.
Tá, um beijo.
Olha só, você viu isso aqui? Já viu?
O que é isso?
Vou ver.
Mentira.
Mentira, ele tava aqui comigo. Tá escrito aqui. Acordei com ele aqui no
quarto. Como é que ele tá detido?
Mentira.
Mentira, isso aí.
Como é que é?
Edu agredindo prostituta.
Ah, e tem mais, ó. A polícia acredita que o suspeito pode estar envolvido em
outros crimes.
Isso é uma ação.
Está na cara.
Eu sabia, viu, que essa proximidade com o Otto Veiga não ia dar certo. Eu não
falei que ia dar problema?
Eu não cansei de falar que ia dar problema? Pronto, está aí.
Estela, eles estão achando que ele seria o killer.
Estela, beija, eu não quero nem ouvir isso. Para.
Isso é o Otto Veiga querendo jogar os podres dele para cima do menino.
O Edu é muito inocente, muito confiante.
O Edu...
Ele não imagina um terço do que a humanidade é capaz de fazer.
Eu acho que você desiste.
Eu desisto de você?
O possível.
Você sabe que você é muito especial para mim, sabe?
Sei.
Sabe?
Talvez. Talvez? Talvez.
Para com isso. Oi.
Oi.
Agiliza essa história do cadastro, Nelson.
Nós já pedimos o nome do comprador para todas aquelas lojas.
Pediram, mas não mandaram ainda.
Eu preciso que você pressione. Não cai na burocracia desses caras. A gente
precisa de mais alguma coisa para garantir uma provisória. Eu quero que
pessoalmente. Corre a essas lojas. A caminho.
Intimei o namorado da Cassina também e todo o pessoal do turno do Edu no JV.
Dias, eu acho que o nosso problema é que as nossas perspectivas de vida ainda
são muito diferentes.
Você precisa de garantias, de planos a longo prazo.
Eu não sei lidar com garantias e com planos a longo prazo.
Ei!
Dona Celina mandou, doutor.
Qual delas eles acharam aqui?
Adivinha?
A que você queria tanto ver das portas.
Cassiana.
Eu não estou ireditando.
Eu sei tudo sobre a Serautilha. Ah, é?
Onde é que acharam ela?
Você não confia em mim?
Ó, tô até pulindo.
Para, para, não faz isso.
Vem pra cá.
E a sua brincadeira favorita, qual era?
Nada relacionado a infanto.
Ah, então você é fresquinha.
Não, eu não sou fresca.
Tem medo de inseto.
Mas qualquer pessoa tem medo de infanto.
E eu não tenho medo de inseto.
Se aparecer um, eu te salvo. Fechado?
Fechado.
Vem, por aqui.
Olha lá.
Olha, querido.
Que susto.
Vem.
Olha.
Que irado.
Que irado é esse aqui, ó.
Graças a Deus.
Graças a Deus.
Pra que ela morreu?
Quer saber como não morreu?
Eu só fui com a corda.
Apertando.
Já levaram a intimação?
O que essa barricada tá fazendo aqui?
Lício, leva isso tudo pro meu carro e põe na mala.
Doutor, o carro a dona Celina levou.
Como é que é?
Ela levou.
Não, não, não. O carro fica comigo.
Não, o carro fica comigo.
Não, não quero saber.
Você vai precisar do carro.
Eu também vou precisar do carro. É, eu vou precisar do carro.
Aliás, para onde você vai todas as noites, você não precisa desse carro,
disso?
Não é verdade?
Vai para o inferno. Vai para o inferno!
Celina!
Celina!
Esse cadastro não foi comprado no Rio. Talvez em São Paulo. Estão averiguando.
O que houve?
Nada, não.
Obrigado.
Uma pedra.
Muito cruel.
conseguindo falar com o Edu.
Olha só, saiu mais coisa, olha.
A polícia acabou de publicar a data que aquelas mulheres desapareceram. Todas as
datas. O que que é?
Agora a polícia tá fazendo isso. Também. Agora pra polícia o Edu é o tal do
serial killer. Não, não. Ninguém tá falando claramente que foi ele, mas
deixando no ar que talvez seja, Rai.
Rai, dá uma olhadinha aqui, vai, verifica os horários, vê as datas, vê se
consegue lembrar de alguma coisa, vai. Lembrar de quê?
Lembrar de quê?
relação com o Edu, mas você não vai conseguir não. Eu tentar estragar sua
relação com o Edu? O que é isso?
Você tá sozinha? Não, não acredito que eu tô ouvindo isso. Para!
Para com isso!
Você fez a minha cabeça pra eu denunciar o Edu? Ai, pelo amor de Deus! Se isso
tudo for verdade, será que você consegue avaliar o risco que você tá correndo,
que a Lala tá correndo?
Você não vai me perdoar nunca por uma traição dessas, nunca.
Alô?
Se ferra! Alô?
Sozinha, tá? Se ferra sozinha. Estou esperando, me liga.
Vocês estão fazendo um negócio.
É, vim pegar mesmo.
Se for ele mesmo, por que ele viria ficar aqui com a gente, trabalhar do
lado, correr esse risco?
Pra se deleitar, Helda.
Não tente encontrar uma motivação pro psicopata baseada nas coisas que você
sente. Um psicopata não pensa como você, ele não sente como você.
Você entende tudo do corpo humano, dos ossos, das veias, das entranhas, das
fibras.
Agora a mente humana é muito mais misteriosa, muito mais complicada.
Consciência, moral, essas coisas não saem em radiografia, não se apal.
Eu te pedi um favor.
Posso?
Uhum.
Será que você pode me dar uma
apologia?
Uhum.
É uma obra de arte.
Eu comprei hoje cedo lá pra casa.
Mas eu não quero deixar lá, porque está sob um monte de coisa.
Pelo menos vai ter que levar embora.
Está tranquilo, eu guardo para você.
Você sabe que eu não pediria isso para o pessoal, sabe?
É que isso é muito importante para nós.
Ótimo.
Como é que é?
Meu amor, por que eu escondi de você?
Claro que não.
Só estava com saudade de você e queria te ver.
Te olhar.
Você viu na internet?
Estão falando coisas horríveis de você.
Sai uma coisa e acusa, a outra coisa é prova.
É claro que pode ficar tranquilo, meu amor.
Eu vou passar na sua casa, tá?
Deixa eu terminar de trabalhar aqui.
Beijo.
Beijo, te amo.
Não é possível isso, Dias. A prostituta reconheceu, a namorada denunciou, o
isqueiro dele estava lá onde a Angela foi sequestrada. O que mais você quer? A
gente precisa demais, Vera.
Algo que liga ele a outro crime, sem ser esse ataque da prostituta. A gente
precisa demais.
Eu queria entender por que você... Aí, chegou a resposta.
Mandado de busca?
Escuta, o juiz autorizou, escuta.
Não, você agiria isso rápido para mim, por favor.
Chefe, chefe.
O cara está no campo desde ontem, já.
Boa.
Você tinha me convidado para conhecer a sua casa e eu resolvi aceitar.
Meu reino.
Silencioso, né?
Muito.
Eu também gosto de silêncio.
Quantos livros, Edu?
É impressionante como nós somos parecidos, Vera.
Estamos aqui, nós estamos... Juntos.
Era para eu ficar tenso com todas essas acusações.
Era para você estar tenso.
Nós estamos aqui como se não houvesse amanhã.
É assim que pode se ver.
Pera, eu não tenho nada a ver com essa história.
Nada. O que o Dias tem pra me acusar desse jeito?
Nada.
Tem coincidências.
Só isso.
Aquela história do isqueiro.
Uma das vítimas ser cliente do Gabi. Só isso, mais nada.
A polícia não gosta de coincidências, mas elas existem na vida real.
Coincidência.
Gosta de arte, Edu?
Sim. É.
Gosto muito.
Agora eu vou na cozinha e já volto.
Obrigado.
O que foi?
Nada. Por quê?
Você está há horas trancada nesse quarto.
Você não vai perguntar de novo.
Mãe, eu já falei que eu estava no shopping.
Não teve treino, eu fui para o shopping.
Está certo.
Eu tomei uma decisão em relação ao seu pai.
Mãe, deixa eu resolver uma coisa minha primeiro, por favor.
Tá, depois você não diz que eu não tentei conversar com você, está certo?
Você pode me dar um tempo, por favor? Para, Carlos. Só um tempo.
Só um tempo.
Só um tempo. Só um tempo. Só um tempo.
Só um
tempo.
Obrigado. Nos artísticos, muitos livros de arte.
Você realmente gosta, hein?
Eu fiz vários cursos de arte, mas nunca fui muito meu forte.
Sempre achei que se você não pode ser o melhor naquilo que faz, a melhor coisa é
mudar de ramo.
É daí que eu vou ficar de hobby.
Não vai tomar seu suco verde, Vera?
Claro que eu vou.
Não tem nada dentro.
Pode confiar em seu suco.
Eu não estou duvidando, Edu.
Por que a gente não troca?
Vera, me diz uma coisa.
Como é que você me enxerga?
Um minuto.
Já volto.
Eu tenho um mandato de busca, Du.
Assim a gente clarece todo tudo isso.
Bem -visita.
Você está louca. O que você está fazendo aqui? Eu vim aqui checar uma intuição
de... Uma intuição, Vera.
E deu certo.
Deixa eu te mostrar o que eu... Pronto, governador.
Pois não, excelente.
O governador está ligando pessoalmente para o Dias.
É uma aberração o que estão fazendo com esse rapaz. O Dias está fazendo a
espuma, Otto. Ele não tem nada para fundamentar uma prisão. Ele faz a espuma
dele, mas em cima de mim?
Ele está determinado a me atingir? É isso?
Não, não, senhor. Não existe nenhuma animosidade para com o senador.
Olha que excelência marcada no seu gabinete.
Começou a pressão.
É difícil trabalhar pensando em política também.
O Arthur tá pressionando pra me tirar do comando. Se a gente não fecha esse
caso, ele consegue.
Vera, não tinha nada naquele suco verde, era... Élda,
eu sabia que já tinha visto essa imagem em algum lugar.
Eu peguei esse livro na casa do Edu, é a mesma imagem, Élda.
Obrigado.
Vou abrir, hein?
Vá!
Dá uma olhada nisso aqui.
Aquela mancha de sangue não é nada.
Isso aqui sim vai dar um bom dinheiro.
Leva isso aqui pra análise e eu eduto a interrogatória.
Pode. Olha pra aí, Nelson.
Vem aqui.
Leva isso aqui.
Vou levar isso aqui pro outro.
Vou fazer ele botar o pé no freio.
Boa.
Boa, garotão.
Tá comigo.
Cátia, alguém pode me explicar o que uma família inteira, três cachorros e dois
gatos estão fazendo na minha casa?
Morando. Se venderam pra eles. Como assim, venderam a casa?
Venderam.
Júnior, você disse que só chegava amanhã. Olha só, eu só vou subir pra
minha volta.
Não, não, não entendo.
Quem tá aí, Cátia? Aquele delegado.
Mãe, você escutou o que eu falei? Mãe! Ela tá nervosa hoje.
Mas venderam pra quem a casa, Cátia? Não sei.
Será possível que nessas suas investigações todos os caminhos levem a
Começou tratando de me acusar. E agora é coisa do meu suplente. E não é pessoal.
Não vamos tratar de um caso policial como um caso político, senador.
Então prove que não é político. Prove! Se você me deixar falar... Você não deve
ter tido o menor contato com ele para realmente acreditar que ele é capaz de
sair por aí tentando dar calote em prostituta. Não foi só uma prostituta. É
menino educado, fino, sensível. Eu estou aqui como amigo. Você está aqui porque
o governador foi claro com você.
E eu também vou ser claro.
Estou pressionando para limarem você disso.
E eu vou conseguir.
Fizemos uma busca na casa do Edu.
Eu trouxe isso aqui para você.
Sangue. A maioria das vítimas tinha lesão na cabeça.
Elas foram atacadas provavelmente por alguma coisa compatível com isso.
Dentro de algumas horas, Otto.
Eu vou ter o resultado do DNA.
E aí? Eu fecho esse caso.
Otto, eu sei muito bem o que você fez por mim. Eu sou muito grato, mas por
favor, me ouça como um amigo.
Desligue o seu nome do nome desse rapaz. Se preserve, porque ele é culpado.
Se antes nós tínhamos indícios, agora eu tenho a prova.
Tinha.
de destruir uma prova do crime. Destruir nada, não destruir prova nenhuma. Aqui
tinha alguma prova, Otto?
Eu vou responsabilizar você por isso. E você vai ter que responder.
Experimente. Experimente o que será a sua palavra contra a nossa.
Você... Você me espanta, Silvio. Eles que arrumam um outro Cristo pra
crucificar. O Edu não, ele não.
Você está apaixonada por esse capaz, é isso?
Seu filho chegou.
Aplique pra ele porque foi que você vendeu a carta.
Cadê a lasca do bastão?
Estão com dificuldade pra poder recolher o sangue da boa terra.
Eu só fiz uma grande burrada.
Doutor, delegado!
Doutor, vocês estão prendendo um inocente, deixando o assassino na rua!
Deixa eu me superar aí, não me toca! Vamos embora, vamos embora, vamos
delegado, eu quero falar com o bem, para!
Me chama aí, me chama!
Eu achei o isqueiro do Eduardo no mesmo lugar do sequestro.
Ele foi roubado na mesma noite pelo mesmo cara que levou a Ângela.
Nós fizemos um retrato falado juntos.
Eu vi o sequestrador da minha janela. Eu vi o cara. Não era o Eduardo.
O cara foi sempre super solidário comigo.
O cara me ligou o tempo inteiro pra saber o cara que tava em pé, como é que
tava me sentindo.
Ele me deu uma bíblia de presente.
Ele me ligou como psicólogo especializado em luto.
O que tá acontecendo ali dentro é um erro.
Isso é um absurdo. Não foi o Eduardo.
Pode conversar com você, Rainha?
Eu já te falei que eu menti.
Eu tava com raiva, Edu.
Eu fiquei tentando de mulher e denunciando marido, namorado. Por que
atrás dela? Não é importante.
Eu saio aqui de maluca, não.
Abre pra mim aqui, por favor.
O Edu foi pra delegacia e dessa vez ele vai ficar.
Eu não sei por que vocês estão fazendo isso com o Edu.
Edu não tava com prostituta nenhuma, não.
Ele tava aqui na minha casa, comigo.
Vamos deixar essa história da prostituta de lado. Vamos falar sobre as noites em
que o Edu não estava com você. As noites em que o Edu não dormiu com você.
Ah, mas mesmo quando a gente não está junto, a gente se fala o tempo todo.
Eu sei o que ele está fazendo, ele sabe o que eu estou fazendo.
Você não conhece o Edu.
O Edu é incapaz de fazer mal para uma música.
Não existe ninguém mais sensível nesse mundo do que o Edu. Com bicho, com
Com todo mundo.
O outro, ele sabe quando uma pessoa tá precisando de ajuda, sabe?
Ele sabe quando uma pessoa tá vulnerável.
Pode passar de gente, mas ninguém vai lá. Ele vai, ele saca, ele vai lá e
Então, Rayane não é Ray, tá? Por favor, não chama de Rayane não. É Ray.
Realmente, já havia me dito no corpo.
Ray, essas pessoas, elas usam máscaras de normalidade.
Pra desaparecerem no meio de todo mundo.
E essas máscaras são geniais, porque são absolutamente perfeitas. Eles conseguem
enganar todo mundo. Eles enganam a polícia, os especialistas, todo mundo.
tá falando de máscara, mas tu não usa máscara nenhuma.
A gente olha pro Eduardo e a gente sabe o que ele tá pensando. Ele não engana
ninguém, não.
Bom, se você tá tão certa disso, então por que você não responde algumas
perguntas minhas e me convence também?
Vocês estão brincando comigo, não estão?
Como é que eu posso explicar uma gota de sangue numa bota velha? Você quer
sangue?
Já foi pra perícia?
Já colocaram reagente pra saber se é sangue de verdade?
Não, né?
É claro que não.
Já começaram blefando.
Quer ver o lado do... Não.
Até porque eu não vou aceitar o lado nenhum de vocês.
Eu tenho direito a uma perícia particular, Dias. E eu vou pedir.
O jogo acabou, Edu.
Nem começou pra gente.
Mas você não pode me manter aqui.
Principalmente se é mandado de prisão contra mim.
Com o que nós achamos na sua casa, eu tenho direito de te interrogar, sim.
E eu tenho direito a um advogado.
Pode chamar o advogado. Tem alguém pedindo de ligar para o advogado aqui.
Eu preciso fazer uma ligação.
Os telefones já voltaram a funcionar.
Pois é, rapaz.
Deu pano geral.
Você tem algum celular aí, Edu?
Tenho.
E se você desligar o bloqueador?
Isso você me acha capaz de cada coisa.
Bom, enquanto não estabilizam os telefones, eu acho que a gente pode
conversando.
O sangue no bastão.
Você tem alguma explicação?
Nunca.
Nunca me senti ameaçada por ele.
Nunca, nunca levantou a voz pra mim.
Nem quando eu me descontrolo.
Falando sobre descontrole, por exemplo, o pessoal do GAV comenta comigo que teve
uma vez que teve uma cena na rua, que ele não quis conversar com você, ele não
quis te atender.
Foi isso?
Que que nem?
Que que tem que isso prova que nem sempre você sabe onde o Edu está.
Que nem sempre você está em comunicação com o Edu.
O que você quer de mim? O que você quer?
Eu quero que você pense.
Eu quero que você pense em você.
Nessas mulheres que estão sendo assassinadas. Na sua filha. Você tem uma
mulher.
E tem o seu testemunho.
Sem esconder nada.
Está escondendo o que? Não estou escondendo nada.
Eu não estou querendo dizer que você esteja escondendo.
25 anos.
19 anos.
Não quero ver isso não.
Por favor, guarda.
Não quero ver isso não. Não quero ver isso.
Mas elas vão continuar morrendo.
A gente não vai fazer nada. Depende da gente.
Tira isso da minha sala.
Vou tirar, desculpa. Eu sei que isso é pesado, eu sei que essas fotos são
fortes, mas eu quero que você entenda o que eu vim fazer aqui. Eu preciso que
você pense nisso tudo.
Essas mulheres tinham sonhos também, como você tem, como eu tenho.
Elas tinham filhos, pai.
Independente da gente prender esse assassino, senão essas mulheres vão
sendo assassinadas.
Eu não quero tomar seu tempo.
Eu vou deixar aqui meu cartão.
Para você saber como me encontrar.
Por favor.
Nada.
Nada.
Pra falar do bastão, não tem explicação.
Quem tem que explicar o porquê eu tô aqui é você, Dias, não eu.
Ok.
Ok.
Nós vamos pedir um teste de DNA.
Negativo.
Eu conheço bem os meus direitos.
Eu não sou obrigado a criar prova contra mim mesmo. Eu não vou fazer.
Eu vou te dar um tempo pra você pensar se não é melhor a gente acabar com essa
queda de braço.
Aproveita esse tempo pra pensar em como vai se defender na corrigidoria.
Vamos embora, Nelson.
Eu preciso te mostrar umas coisas. Eu espero que você tenha uma boa explicação
pelo que você fez hoje. Pode acordar que valeu o resultado. Dias, eu preciso...
Eu vou dar uma olhada na sala de escuta.
É importante... Como é que tá aí?
Por enquanto, nada.
Tô saindo aqui do gato, Flora.
Chego pra jantar, sim.
Quer que eu leve alguma coisa?
Não, moça. Vem logo pra cá.
Muito obrigatório.
Só pra avisar que eu já cheguei em casa.
Tati. Ai, fica tranquilo. Que eu tô cuidando...
Filha da puta Olha aqui
Filha da puta Olha
pra mim
Por que você não vai ver, seu desgraçado?
Por que você não vai ver,
seu desgraçado?
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