All language subtitles for T1E12 - Episódio 12 - Dupla Identidade online no Globoplay

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Original subtitles

Eu tô colhendo a sua mochila, tá? Tchau. Tchau.

Desgraçado envolveu a Tati.

É minha!

Solta! O que tem nessa bolsa, Tatiana? Pode ser um explosivo.

Tem uma na cabeça.

O jogo acabou, Vera.

Ele envolveu minha filha nessa história.

Você disse que precisava falar com você.

Eu posso te dizer todos os dias que as mulheres foram assassinadas. Eu te

garanto que ali não estava a porta.

Mas graças a Deus você chegou.

Todo dia que Edu não estava aqui, que Edu sumiu, que não atendeu o celular,

aconteceu tudo pela policial, né? Não.

Mas amanhã eu vou contar.

A gente conseguiu coletar o DNA do sangue da bota do Edu. É de uma das

Você está preso, Edu.

Então, pegamos o homem.

Governador, eu vim aqui pedir o meu afastamento do caso.

Você sabe que eu não fiz nada do que eles estão me acusando. Você sabe disso.

Eu não vou deixar eles sacrificarem você.

Elas estão exatamente na mesma coisa.

Eu preciso mesmo disso?

O movimento...

Deseguiram?

Eu não quero ninguém passando pelo portão.

Todo mundo para trás. Para trás.

Eu quero um carro blindado e um colete à prova de balas.

Ou então estouro a cabeça dela.

Se acontecer alguma coisa comigo, vai ser pior para você, Edu.

Helena,

o que a gente pode fazer comigo?

Tira meu direito de ver TV.

Como é que foi que ele deixou isso acontecer?

Ele está aqui comigo. Eu falo com ele.

O serial killer pegou a Vera como refém. Está lá com uma arma apontada para a

cabeça dela e ameaçando atirar.

Pode ser a sua governadora. Resolve isso, Jeff.

Vai resolver isso.

Anda.

Coloca o gelo e me dá a chave.

Peraí. Calma. A chave.

Rápido, Vera.

Calma, Edu.

Calma.

Como é que vai ser?

Já decidiram, rapaziada?

Ela vive ou morre?

Tem que segurar essa imprensa lá fora. Isso não pode vazar.

Quem foi o imbecil que tirou o gema dele?

A doutora que mandou, gente. Que doutora, rapaz? Se essa mulher morre

dentro, eu tô liquidado, pô.

Valeu, valeu, valeu. Lucas, Lucas, não vai dar pra entrar hoje, não. Olha só a

confusão. Eu mando um bilhete pra ela mesmo. Você tem que saber que eu tô com

ele. Eu sei que eu não matei o cara. Eu sei, eu sei.

Por esse menino. Ele salvou a vida dessa caceta. Não foi uma vez só, não, viu,

gente? Não foi uma vez só. Porque ela só queria se abafar com ele. Ela confiava

nele, gente. Eu conheço ele.

Que bom.

Que bom. Fico muito feliz por isso, viu?

Muito feliz que você não esteja com cargo.

De verdade.

Vai ser ainda melhor com você aqui.

Posicione o pessoal.

Sim, senhor.

Prepare os atiradores de elite.

A ordem foi dada. Não vão esperar nenhum meu sinal.

Assim que tiverem chance, eles vão dar fogo nele. O governador está ciente

disso? Eu não entendo com o governador. A responsabilidade é minha. Se ele não

for abatido, quem morre é a Vera.

Alguma notícia do Edu?

O Assis deve estar entrando com a liminar.

Silvia, você viu o meu revólver? Ele não está aqui. Eu mandei limpar.

Limpar? Limpar onde?

Como? Desde quando você manda limpar revólver? Bom, você não pretende atirar

ninguém por esses dias, pretende?

Você escondeu minha arma.

Achou que eu ia tirar em quem?

Silvia! Mãe!

Mãe! Mãe!

Mãe!

Mãe! Mãe, abre a porta!

Fica quieta! Seu pai já tá vindo aí pra conversar com vocês! Eu não quero

conversar com ninguém!

Abre a porta!

Eu vou denunciar vocês!

Eu vou denunciar vocês! Isso, tá?

Denuncia! Denuncia mesmo!

Aproveita que o delegado já tá vindo aí!

Denuncia! Mãe!

Abre a porta!

Atende o telefone, Dias!

Atende o telefone, pelo amor de Deus!

Pra que dois coletes?

Basta o meu.

Cadê meu carro?

Eu quero ele na porta.

Colado no portão.

E quero que a imprensa fique também.

Quero que eles documentem a minha saída.

Não,

ele não está mentindo. Muita gente

chegando agora querendo ver de perto o Eduardo Barra. Nesse momento acontece

movimentação estranha aqui na porta do presídio. Houve reposto no policiamento.

E isso por desespero.

Para não morrer lá dentro.

Ontem já tentaram me matar.

Eu não queria que vocês estivessem presenciando isso.

Eu peço perdão por isso.

Acontece que o delegado tem que apontar um culpado para poder ser secretário de

segurança.

Não é isso, delegado?

Tem muita coisa que vocês não sabem.

Você não sabe do meu envolvimento com a filha dele, por exemplo.

O delegado implantou uma cabeça destepada dentro de uma mochila que eu

a filha dele, para poder me incriminar.

Isso você não mostrou para eles, não é, Guilherme?

Essa cabeça foi encontrada ontem, dentro do carro dele.

Eu não quero ninguém me seguindo durante uma hora.

Nem um helicóptero no ar.

Rastrei o carro.

Vamos dar vantagem pra ele.

Até completar uma hora, ninguém segue.

É a chance da Vera.

Tá tendo um lance com a filha do delegado, é isso mesmo?

Não, lance é pouco, minha filha. Tá escrito aqui envolvimento, aí dito por

mesmo. Não, não, não, não.

Envolvimento pra mim não é lance, não, é namoro.

Bem que a Vera não quis me falar nada, ficou me enrolando.

Melhor ainda.

Que agora eu vou lá e eu vou detonar ele.

Com muito mais vontade.

Eu vou lá e vou falar tudo que eu sei. Vou acabar com esse cara agora.

Corre. Corre.

Levanta.

Encontraram o carro na espada do Capitão Félix de Andrade.

Mas a saída é perto da BR -201.

Nenhum sinal da Vera.

Faça olhar o terreno em volta.

É ali por perto nada.

Agora pior se tivesse encontrado alguma coisa, né? Isso não é nada bom. Ele já

deveria ter liberado a Vera.

Passaram duas horas e quinze, Nelson.

Não é melhor mandar o helicóptero fazer a varredura? Não, não vamos partir para

nada muito ostensivo. Para não precipitar nenhuma ação desse

Vamos usar o drone.

A imprensa está toda aí.

Os parentes das vítimas, a ONG, a oposição.

O circo está armado.

Eu só quero a imprensa no auditório.

É verdade.

Nós encontramos a cabeça de uma mulher dentro de uma mochila que ele

maldosamente plantou no meu carro.

E sobre esse namoro dele com a sua filha? Não existe namoro nenhum.

A minha filha não tem envolvimento nenhum nessa história.

Aliás, ela nem conhece esse rapaz. Não, não, não, não. A minha filha não tá nem

no país.

Não, nós não temos nada, nada pra falar com a imprensa.

Nada.

Estamos falando de um serial killer perigoso e violento.

É mentira! É mentira! Não tinha cabeça nenhuma ali dentro.

Meu pai que botou ali pra poder incriminar o Edu. Porque ele odeia o

Não posso falar nada do sequestro pra não comprometer as investigações.

O senhor considera a hipótese dele matar a Vera?

É isso, gente. Eu tenho certeza que vocês entendem que a polícia tem muito o

fazer agora.

Desculpa.

Acredita que a imprensa está dividida? Tem sites apoiando o Edu. E está rolando

uma petição na internet a favor dele.

E quem encabeça? O namorado da Angela. Parece que ele tem uma especialidade em

atrair inocentes úteis.

Fecharam as sedes pelo mar também. Obrigado.

Já falo com você.

Eu sou namorada do Edu.

Ele não estava comigo quando aconteceram aqueles crimes.

Professora, eu vou tomar um depoimento. Imprime e traz pra mim aquela tabela dos

dias. Tá já.

Por favor.

Pode sentar.

Eu soube que ele enganou a sua filha também.

A minha filha nem conhece esse rapaz.

Aliás, nada que ele falou ali é verdade.

Não?

Ele pediu pra você guardar alguma coisa na sua casa.

Não, nunca.

Você conhece algum lugar que ele possa ter guardado alguma bagagem, algum

algum familiar?

Não, não conheço nenhum amigo do Edu.

Sei que tem a mãe dele, que é viciada em crack, está até internada.

Nós não encontramos nada quando revistamos a casa dele.

Só um minuto.

Cícero.

Quando a gente não quer que ninguém encontre, erra.

Guarda no lugar que ninguém procura.

Ele fez contato?

Certo, certo.

O Edu fez contato?

Não, não. Certo, certo.

Eu já articulei tudo.

Também.

Não,

ele não fez contato nenhum.

Você está falando com o Assis.

O que foi que você já articulou?

Você vai usar a confiança do Edu no advogado para entregar ele, é isso?

Eu vou fazer o que for melhor para mim.

Para mim e para a minha candidatura que já está ameaçada o suficiente.

Parece que você não se dá conta disso.

Otto.

Se matarem o Edu, se alguma coisa acontecer com ele, eu vou

você. A mim?

Quem foi que indicou o dito para secretário de segurança? Você.

E que podia ter puxado o tapete dele e não puxou, mesmo sabendo que ele usa o

Edu para atingir você.

Você queria que eu me colocasse contra a investigação? É isso?

Você queria que eu batesse de frente com a opinião pública em plena campanha

eleitoral? Não é hora de desmando, Silvia.

Por favor.

Vem cá.

Por que ela está se doando tanto assim por causa desse Edu, hein?

Parece que ela criou expectativas.

Um cantinho, um violão.

Esse amor, essa canção.

Pra ser feliz.

Acho que é isso, né?

Tem tanto tempo que eu não canto.

E eu que era triste Descrente desse mundo

Ao encontrar você eu conheci

O que é

felicidade, meu amor Eu

nunca fui muito bom cantando, Vera.

Impressionante. Esse não é meu dom.

Uma fogueira, um violão.

Bom demais, hein?

Há quanto tempo você não acampa, Vera?

Perdão.

Perdão.

Ah, senhor, você não pode falar, né?

Abre a boca só um pouquinho.

Edu, vai ser muito mais fácil de você fugir me deixando aqui.

Eu vou levar muito tempo para conseguir me soltar e até eu encontrar alguém.

Perfis criminais.

Procura -se um cara que tem problema com a família, que sofreu bullying na

escola.

Ah, Vera.

Eu penso igual Ted Bundy.

Vocês ficam tão preocupados em traçar um perfil pro serial killer... Que não

enxergam e não tem um ali.

Bem diante do seu nariz.

Isso é uma confissão?

E se fosse?

Você ia fazer o que com ela?

Esse cara te pegou direitinho, Ivera.

Usou a sua principal arma contra você.

Que arma?

A sua vaidade.

Você disse que ia pegar ele pela vaidade.

Mas ele usou a sua vaidade para te pegar.

Ah, Vera.

Toda vez que ele vinha com um desafio, você respondia com um desafio maior

ainda.

É como você mesmo diz.

A vaidade é a porta de entrada para todos os pecados.

Você acha que ele pegou mais mulheres do que o que a gente encontrou?

Pode apostar que sim.

Onde elas estão?

Ai, como é bom você não...

Não sei.

Chega.

Está na hora.

Agora você quer saber o que se passa na cabeça do serial killer.

Quer saber como ele se sente, como ele age.

Você também não tem curiosidade de saber como é sentir uma vítima, né?

Tem.

Tem, não tem?

O fone dele tem o pescoço da sua caçadora de mentes nas mãos.

Você acha que ele torce o pescoço dela?

Acho.

Eu não acho nada.

O que eu decidi a ele?

Coloca na sua garganta.

Isso é bem baixinho.

Devagarzinho, devagarzinho.

Até cravar no seu crânio.

Cravar no seu crânio.

O que é isso?

Sem você o jogo acaba, Nero.

Não tem graça nenhuma.

Obrigado por conceder a mim, senador.

Não é só você que está sendo acusado. Pela nossa proximidade, eu também estou

mira. Fique longe até que essa configuração mude. Ah, eu diria que não

no caso. Isso saltava as contadas.

É doente ter algumas roupas pra você, um celular e as outras coisas que você me

pediu. Obrigado. Leve esse dinheiro pra você em cima dela.

O piloto tem a chave e o endereço onde você vai ficar. É o que o senhor faz

para. Eu dei foto aos caseiros e mandei mostrar os suprimentos. Já está na

garagem. Eles não podem andar na rua. Não há retraso. Está sendo deslocado em

toda parte.

O senhor como faz para mim?

Eu não acredito que você foi lá e não fez depoimento.

O delegado disse que o Edu não conhece a filha dele. Não teve nada com a filha

dele. E daí?

Graças a Deus. E daí? Você sabe que o Edu não estava com você no dia dos

Você sabe o que ele fez. Eu não sei de nada, não. E você também não sabe de

nada. Você não estava lá no dia que as meninas morreram para saber se foi ele.

Desconfiar, Dina, não é saber.

Eu tenho medo de estar sendo injusta com o cara. Ah, está com medo de estar

sendo injusta. Tem isso aqui. O que é isso? Dá uma olhada nisso aqui. O que

significa? O que? Está todo mundo... mundo interessado nisso aí.

Inclusive o Edu que tá estudando isso pro projeto dele.

Ah, não. Você não acredita mais nisso, Rai. Ah, chega!

Chega, para com isso.

Chega que você tá me deixando louca, tá me deixando confusa e eu não sei mais o

que eu penso.

É claro que se você soubesse, você tava no psiquiatra, né? Tava tentando se

tratar, controlar esse seu transtorno. Você acabou? Você acabou? Você acabou?

Ao invés de viver a vida do Edu. Você acabou? Não, eu não acabei, Rai. Me

aqui, olha só. Eu vi você enjoando ontem, tá?

Só faltava estar grávida agora. Você tá grávida? Tô enjoada mesmo. Tô enjoada de

você. Tô enjoada desse circo todo. Tô muito enjoada. Eu tô muito enjoada. Vai

embora que eu tô enjoada.

Se dana sozinha, tá? É ela.

Ele fecha todas as saídas na cidade, não tem como ele escapar, tá?

Um dia ele vai continuar matando.

Se ele não for pego, ele vai continuar matando.

Ele tá se sentindo muito poderoso.

Com a fuga, esse passo, o caminho que eu tô dando pra ele.

Se ele não for pego, ele vai continuar matando. Essa sensação aumenta com a

possibilidade por matar.

A gente precisa pegar ele, senão ele vai matar alguém de novo.

Descansa.

Deixa que a gente cuida dele, tá?

Está bombando na net, cara.

Espercalhar. Agora a onda cresce contra o dia.

Certo que eu mesmo me referi a isso.

Entre gritos de agora à noite? Não, não. É melhor ignorar isso. Vamos aguardar

um pouco para ver como repercute.

Alguma notícia?

Não.

Nada. O Nelson, da localização dos ônibus.

O médico já está vindo para te dar alta.

Sabe o que eu estava aqui me lembrando?

Do tempo que eu fiquei com ele e das coisas que ele me dizia.

O Edu é uma máquina de matar.

Ele tá perdendo o controle.

Ele tá totalmente tomado pela compulsão.

Quem cruzar o caminho dele agora tá correndo muito perigo, muito.

Ele chegou a me lembrar o Whiskey Gay.

Um dos serial killers mais cruéis.

Ele dizia que serial killers falam por falhas.

Podem ficar observando as pessoas.

Mas quando escolhem a vítima, é aquela vítima.

Oi. Oi.

Eu? Não.

Não? Encontrei aqui na sua porta.

Ai, tadinho.

Ele deve estar com fome. É, acho que tá. É uma gracinha, né?

Eu adoro bicho. Acho que vou ficar com ele pra mim, então.

Pena que eu tô indo pro Rio de Janeiro. Será que ele aguenta esperar pra comer

lá? Ah, imagina. Entra aqui. Eu dou um leitinho pra ele.

Pode entrar.

Tá bom.

não é daqui, né? Você vai pedir em algum lugar.

Já, sim.

Só que eu te olho azul.

Edu?

Edu, que número é esse, Edu?

Edu, onde é que você tá?

Você não pode falar por quê?

Eu queria tanto estar aí com você.

Ficar lá, lá.

Eu tenho pensado muito na nossa família, Flora.

Muito. Edu, só me diz uma coisa.

Isso aí que a polícia tá dizendo que você fez.

Com essas garotas.

É verdade, Edu.

Tem muita coisa que eu quero te contar, muita.

Principalmente pra você entender o que eu passei na minha infância.

Foi sempre a coisa mais importante que aconteceu na minha vida.

Edu? Alô?

Alô?

Edu?

Por favor.

Você pode me dizer onde é que é a estrada que leva pro Rio de Janeiro?

Ah, eu tenho um mapa aqui, peraí, vou pegar.

Por favor.

E hoje, com a máxima transparência, afastei o Edu até que tudo se esclareça.

polícia até agora não me convenceu. E o Dias, e não explicou ainda a ninguém

essa história da cabeça antecipada. Então quer dizer que você está tendo um

com esse cara?

Iniciativo. E se ele é ateu, qual é a sua crítica?

Mano, ela pode explicar uma coisa. Eu não me lembro mais do que ser olhada

uma mulher.

Pai, eu só sou um outdoor de campanha. Aliás, há muitos anos eu só sou um

outdoor de campanha. Eu nunca passo pela sua cabeça que esse cara pode estar

sendo realmente culpado por tudo que estou falando por aí. Não, nunca me

pela cabeça.

Eu conheço as pessoas.

Se tem uma coisa que eu aprendi com a convivência com a política é conhecer as

pessoas. Eu não me engano com ela.

E eu posso lhe dizer que o Itu é um rabaturo.

Muito diferente do seu pai e dessa corja que o rodeia. E pelo visto de mim

também, né?

Você já tem idade suficiente pra resolver esse seu rédito, não?

Aconteceu alguma coisa aí?

Estados Unidos.

Só porque eu te deixo no posto.

Melhor do que a terra.

Tá bom.

Obrigada. Imagina.

Sempre esqueço de encher o tanque do carro.

Eu também tenho essa mania.

O que é isso ali?

Isso aqui?

Alvema. Pra que você tem isso?

É um truque. Um amigo meu que é mágico me ensinou.

Se você colocar, eu tiro sozinho.

Verdade. Quer testar?

Quero. Como vem?

Vem.

Adoro mágica. Você gosta?

Gosto, com certeza.

Tá.

Mas e agora?

Qual que é o truque?

O truque?

Vamos ver o que a gente vai achar.

Olha lá, o cara vai dirigir bêbado.

Vamos abordar.

O que é que eu vou fazer? O que é que eu vou fazer?

O que é que eu vou fazer?

É, apesar de você não ter me dado seu novo endereço, eu... Isso não é meu novo

endereço, Celina.

Eu estou aqui.

Eu vim pra te lembrar que você tem uma filha.

E eu não estou dando conta dela sozinha.

Celina, o Dias acabou de me trazer do hospital. Eu não perguntei pra você,

É isso.

me entender com a Tati.

Deus vai nessa.

Fala, Nelson.

Pegaram?

Onde? Já está próximo do Rio. O que você apurou? Onde é que ele estava?

Não se apurou nada.

Ele repetiu que só fala em juízo.

Mas ele não vai demorar a falar, não.

A oitiva das testemunhas estava marcada para sexta -feira. E o juiz manteve a

data. Eu quero uma nova perícia na casa do Edu, Nelson.

Eu quero entrar naquele tribunal muito, muito bem armado para condenar esse

desgraçado. A gente já viu o golo.

Tudo, amiga. Mas tá faltando a pesquisa de saque.

Escutou, né?

Ai, o Edu foi preso.

O Jeff comentou que você esteve com ele e assumiu que não estava com o Edu.

Eu devo ter me confundido.

Às vezes eu me perco na minha agenda.

Eu pedi pra promotoria incluir o seu nome no rol das testemunhas. Eu?

Testemunhas de quê? Eu não sou testemunha de nada. Eu só estou pedindo

contar o que sabe. Eu não estou pedindo pra você mentir.

Você não consegue prender o Edu? Não vem atrás de mim, não.

Porque eu não sou polícia, eu sou namorada dele.

Para de se esquivar, Rai.

Chega.

Eu fui pesquisar.

A primeira vez que o Edu esteve na delegacia foi exatamente no mesmo dia

você foi lá reconhecer o corpo da Mariana.

Você sabe o que isso significa?

Que vocês não se conheceram na praia, vocês se conheceram na delegacia. Você

está muito enganada porque eu nem vi, dona, aquela delegacia. Você não viu o

Edu, Raimai, se ele te viu.

E ele não só te viu, não.

Ele te seguiu.

Aquele encontro na praia não foi por acaso.

Foi o quê?

É claro que ele se interessou por você, mas não foi só isso.

Eles são sádicos, manipuladores. Ele deve ter ficado te observando, ouvindo o

que você estava dizendo.

Ele se aproximou de você com segundas intenções. E também não adianta a gente

ficar procurando lógica, porque eles não pensam como a gente. A lógica deles é

diferente.

É só isso.

Três mulheres foram assassinadas na cidade onde ele foi encontrado.

Você não acha muito coincidência onde quer que ele esteja, mulheres são

assassinadas?

Pensa nisso quando for depor.

Não adianta me chamar, que eu não vou.

Me fala um pouco de você, quero te ouvir.

Eu me separei logo depois que a Larissa nasceu.

Aí eu vim de Terezópolis pra cá, comecei a trabalhar com produção de moda.

E eu tô nessa.

Até hoje.

E você?

Eu? Eu sou advogado, estudante de psicologia.

Daqui a alguns anos eu vou ser governador do Rio e mais alguns

República.

Não acredito.

Você está falando sério? Sério.

Desculpa.

Você ouviu falar da história do menino que foi encontrado hoje? Ouvi alguma

coisa assim.

Estou conhecendo.

Visita pra você, hein?

Brian.

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