All language subtitles for The Housemaid (2025) por

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Original subtitles

Uau.

A EMPREGADA

Oi, Millie!

Olá, Sra. Winchester!

Prazer em conhecê-la.

Me chame de Nina.

Preparei chá e uma tábua de frios.

Está cedo pra frios e queijos?

É o que os europeus comem no café da manhã.

Uau, você...

Isso é...

Eu... eu...

Olha, acho que você é qualificada demais para a vaga

com a sua experiência e um diploma universitário.

Eu sei.

Eu percebi que gosto de ser empregada.

Gosta?

Para as famílias certas, é claro.

Tá. O que a trouxe de volta a Nova York?

Saudade.

Eu adorava a Nova Inglaterra, mas senti falta da cidade grande.

Mas você sabe que é preciso morar aqui, certo?

- Mencionei no anúncio, não? - Ah, sim.

Sim. Não, claro, eu sei.

Ah, que bom.

Sinto falta de estar perto, não na cidade em si.

É meio louco.

É. Eu concordo totalmente.

Tá, o trabalho é principalmente organizar, limpar,

cozinhar, se estiver disposta.

Eu adoro cozinhar.

Ótimo.

E me ajudaria com a minha filha. Ela...

Ela se chama Cecelia, Cece.

Ela tem 7 anos e é incrível.

Mal posso esperar pra conhecê-la.

Que bom. Tá.

Quer fazer o grand tour

para ver no que está se metendo?

Claro.

E... a cozinha.

Meu marido, Andrew, projetou a casa toda, cada canto.

Ele é arquiteto?

Não, trabalha com tecnologia.

Mas é minucioso com os detalhes.

Olha, essa escada é meio estranha, eu sei.

O Andrew diz que qualquer dia vou me matar aqui.

Sou muito distraída.

Eu deveria desenhar meu corpo no chão pra acabar logo com isso.

Tem outro lance de escada do outro lado da casa

que é menos Guggenheim,

se você curtir isso.

É basicamente o canto do Andrew

mas você pode usar quando quiser, é claro.

Você fará parte da família,

o que significa que terá que ouvir o discurso dele

sobre como Barry Lyndon é uma obra-prima incompreendida.

Aqui é a sala de estar superior

que nós mal usamos, pra ser sincera.

Tem certeza de que precisa de uma empregada?

Bem, na verdade, eu estou grávida.

Então, não terei tanto tempo para manter tudo tão perfeito.

Mas, não conte ao Andrew porque está no começo

e quero ter certeza, antes de contar.

Ah, parabéns.

Obrigada.

Aqui é o quarto da Cece.

O Andrew fez uma miniatura da nossa casa para ela.

- Não é adorável? - Uau.

Então, a lavanderia é no porão.

Aquele seria o seu banheiro,

e você ficaria lá em cima.

Vai achar um pouco pequeno,

mas terá bastante privacidade,

e nós achamos que é a coisa mais importante.

Mas é bastante iluminado.

Pode fazer o que quiser, é claro.

Pode pendurar pôsteres e colocar plantas.

Pode escutar música bem alto

porque não conseguimos ouvir lá embaixo.

O que acha?

- É perfeito. - Que bom.

Maravilha!

Ainda estou entrevistando, mas espero me decidir em breve.

Aqui está.

- Ah, não. Não precisa. - Não, eu insisto.

Gastou tempo, energia, e combustível pra vir aqui. Por favor.

Eu agradeço.

Estou com um bom pressentimento, Millie.

- De verdade. - Eu também.

Eu entrarei em contato.

Ela não vai entrar em contato.

Foi a última vez que pisei naquela casa.

Ao checar meus antecedentes, ela vai ver que tudo no meu currículo é mentira.

Eu nem uso óculos, só quero transmitir confiança.

Sou uma idiota.

- Aqui está. - Obrigada.

- Me dá uma ficha de emprego? - Sim.

ESTAMOS CONTRATANDO

- Prontinho. - Obrigada.

Eu sabia que ela não ia ligar.

Por que imaginei que tinha alguma chance ali?

Bem, pelo menos consegui 20 dólares.

Não sei o que vou fazer.

Abaixe o vidro.

Não pode dormir aqui.

Me desculpe.

Estava voltando da casa da minha mãe e fiquei com sono,

eu encostei e cochilei. Me desculpe.

É ela ligando. Posso atender? Ela deve estar muito preocupada.

Não mande mensagens dirigindo.

Pode deixar. Prometo.

- Alô? - Oi, posso falar com a Millie?

Sou eu. É ela.

Aqui é Nina Winchester.

Estou ligando para lhe oferecer o emprego. Se ainda estiver interessada.

- Deve ter milhões de ofertas de emprego. - Não.

Digo, sim, sim, eu adoraria.

Quando quer que eu comece?

Minha nossa.

Assim que puder.

- Que tal esta tarde? - Quer saber?

- Seria ótimo. - Ótimo.

Enfim, preciso ir. Tchau, Millie.

Boa!

Oi!

Oi, sou a Millie.

Você trabalha para os Winchester?

Estou tentando entrar, mas não sei o código.

Nina?

Nina, é a Millie.

Nina?

Millie? Millie, Millie!

- Bem-vinda. Oi. Desculpe. - Ei.

Era pra ter deixado o portão aberto.

Precisa de ajuda pra tirar as coisas do carro?

- Ah, não, é só isso. - Ótimo.

- É. - Uau.

As outras coisas estão num depósito.

Tudo bem. Vou deixar isso no seu quarto.

Preciso escrever um discurso pra reunião de Pais e Mestres

- que arrase. - Certo.

Vou estar no escritório,

mas os produtos de limpeza estão naquele armário, e...

Cadê seus óculos?

Eu não uso o tempo todo.

Lentes de contato.

Você fica melhor sem eles.

- Pois é. - Tá legal.

Estarei lá em cima.

Vai ser divertido, Millie!

Não pode subir nos móveis.

Oi. Olá.

Você deve ser a Cece.

Eu sou a Millie.

Olá.

- Oi. - Oi!

Já conheceu a Millie.

Oi, filha.

A Millie vai morar com a gente,

e vai ajudar com a cozinha e a limpeza,

e sabe o que mais?

Talvez ela jogue Candy Land, se você pedir com jeitinho.

Ela vai morar com a gente?

Sim, Andrew, eu te disse.

Falei que ela ia morar no quarto do sótão.

A casa não está incrível? Olha só.

Obrigada.

Bem, Millie, bem-vinda.

Obrigada.

Está com fome? Onde comem 3, comem 4.

Não, eu vou subir e organizar minhas coisas.

Tem certeza?

Eu desço depois e arrumo tudo.

Sim, acomode-se. Fique à vontade.

Estamos felizes com você aqui.

Se mudar de ideia é só avisar.

Obrigada.

Pediu no restaurante italiano errado de novo.

Toc-toc.

Oi.

A janela não abre, infelizmente,

mas o quarto é bem ventilado e não vai se sentir sufocada.

Trouxe seu jantar.

O Andrew sempre exagera.

Coloquei água no frigobar, você viu?

Sem querer ser chata,

mas será que é possível tentar abrir a janela...

Seria bom ter ar fresco aqui.

É, eu concordo. É uma ótima ideia.

Vou falar com o faz-tudo sobre isso.

Que bom. É o cara que está lá no jardim?

Não, aquele é o Enzo. Ele é jardineiro.

Não ligue pra ele.

E se puder me dar a chave da tranca...

Ai, meu Deus, sim. A tranca.

Que horror.

Aqui era o depósito de arquivos do Andrew, tá,

mas, ai, meu Deus...

Janela vedada, tranca.

- Que tipo de monstros nós somos? - É...

Eu vou dar um jeito nisso.

Ah, antes que eu me esqueça!

Isto é pra você. Um presente.

Eu vi que o seu celular é muito antigo

e queria que ficasse com esse porque já tem o cartão de crédito

para pagar as compras e o combustível.

Eu vou cuidar bem dele. Obrigada.

Sinceramente, estou muito feliz por você estar aqui com a gente.

Obrigada.

Posso te dar um abraço?

Obrigada, Millie.

Obrigada. Tá legal.

Me avise se precisar de algo mais.

Merda.

Não, não, não.

Não, não, não.

Nina?

- Cadê? - Cadê o quê?

Minhas anotações para a reunião desta noite!

Estavam aqui na bancada e agora sumiram.

- Cadê? - Eu não vi nada.

Mentira!

Onde estão?

- Ei. Ei! - Nina, não tem...

Ei, o que está...

A Millie jogou minhas anotações pra reunião de hoje no lixo!

Onde estão?

Por que não procuramos no escritório?

Tenho que fazer um discurso diante de todo mundo

e agora não tenho nada.

- Nina! - O quê?

Você tem uma cópia

no seu computador?

Eu escrevi à mão!

Droga!

Sempre penso melhor quando escrevo à mão.

Onde estão as anotações?

Tudo bem, venha aqui. Venha.

Está tudo bem.

Respire fundo, tá?

Respire, respire, respire.

Venha no meu colo.

Está tudo bem.

Vamos fazer o seguinte.

Eu vou levar a Cece para a escola, e você...

vai tomar um banho quente.

Vai tomar um longo café da manhã

e terá o dia todo para trabalhar no discurso,

e ainda poderá ir ao salão para retocar.

- Vai ter tempo para retocar as raízes. - Eu te amo muito.

- Eu te amo. - Eu te amo.

Precisa ter mais cuidado da próxima vez.

Estragou o meu dia inteiro.

Sinto muito.

Sinto muitíssimo.

Não se preocupe com isso.

Não sei o que está acontecendo com ela ultimamente.

Ela está numa montanha-russa emocional.

Provavelmente é...

mercúrio retrógrado.

Não achei que fosse ligada em astrologia.

Culpada.

Vou ajudá-la a limpar.

- Está uma bagunça. - Não.

Deixa comigo. Vá se arrumar.

Não quero que se atrase para levar a Cece.

Obrigado.

Amanhã será melhor.

Vai ser melhor, eu prometo.

Tá.

É.

Cece, vamos nessa!

O que está fazendo aqui?

Eu trabalho aqui.

O que está fazendo aqui?

Você...

Eu não me encaixo muito bem com as mães da APM.

Acho que não percebi como eu estava estressada.

Provavelmente são os hormônios te deixando louca.

Eu não diria nada ao Andrew.

Saia!

Preciso tomar banho.

E cuide do jantar hoje.

Tá.

O cheiro está incrível.

É filé de frango ao limão.

Comprei isso para a Cece.

Fantástico. Ela vai adorar.

Alguém esqueceu o lanche dela hoje, e ela é uma bailarina faminta.

Por que não vai servindo o dela, e eu já desço?

Tá.

Oi, Cece.

Como foi a aula?

Quer tomar suco ou água?

Suco. Mas este copo está sujo.

Sério? Acabei de tirar da lava-louça.

Suco é um privilégio.

Não algo que se toma em um copo sujo.

Claro que não.

Parece delicioso.

Não é, Cece?

Bem melhor do que nuggets de dinossauro.

Ei, Millie...

por que não come com a gente?

Não, eu já comi.

Fazemos questão.

Não é, Cece?

Espero que gostem.

ÓTIMA NOITE NA FESTA PARA NOVAS VOZES DA TECNOLOGIA

MINHA PRIMEIRA BAILARINA FAVORITA!

Pode entrar.

Oi.

Oi.

Desculpe incomodar.

Trouxe uma coisa para você. A Cece insistiu.

- Ela é uma graça. - É.

Não, não, não.

De jeito nenhum, porra.

Meu Deus.

Quero que se sinta segura aqui.

Eu me sinto.

Da sua porta, como pediu.

Obrigada.

Como foi ontem à noite? Com o Andrew?

Bom.

Fiz filé de frango ao limão.

Ele é um sonho, não é?

Finge gostar de tudo que faço pra ele, mesmo que odeie.

É muito bacon, Millie.

Está tentando nos matar?

Aonde você vai?

Tenho folga aos sábados.

Não foi o que combinamos?

Não, não posso liberá-la hoje.

Perdi meu horário no salão

porque você jogou minhas anotações no lixo.

Lembra?

Tenho uma reunião que não posso faltar.

Você tem uma reunião?

Reunião pra quê?

Só preciso de duas horas, eu volto logo...

Millie, de jeito nenhum.

- Amor? Querida? - Não posso... O quê?

Está tudo bem. Ela pode ir.

- Mas, Andy, é o seu dia de folga. - Exatamente.

É por isso que vamos ao parque para soltar pipa.

Esperou a semana toda.

Vamos comer rosquinhas, empinar pipa e depois balé.

Vá. Aproveite a folga.

- Tchau, mamãe. - Tchau, filha.

Divirta-se.

Obrigada.

SERVIÇO SOCIAL - LIBERDADE CONDICIONAL ATENDIMENTO A CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Oi. Como vão as coisas?

Tudo bem.

Ainda escreve no seu diário?

Sim, você quer ler?

Não, obrigada. Já tenho muita merda pra ler.

Você saiu do emprego no Charlie's?

Bem, essa vaga de empregada meio que...

caiu no meu colo.

E eu moro lá, então economizo uma fortuna com aluguel.

Tá, que bom.

Anotei aqui o novo endereço e o número de telefone.

A família é incrível.

Tive muita sorte.

Mas vai ser difícil conhecer novas pessoas...

tendo que morar com a família.

É o que a gente imagina, né?

Mas já conheci um monte de babás legais.

Alguma babá homem?

Quer saber sobre minha vida amorosa, Pam?

Se eu uso o Tinder, ou se estou passando o rodo em Great Neck

- porque não transo há 10 anos? - Não.

Não, conexões humanas são importantes.

Sem dúvida.

Mas fique firme neste emprego, Millie.

E na moradia.

Vai precisar de ambos, ou voltará a Bedford

para cumprir os 5 anos restantes da sua sentença.

E eu não quero isso pra você.

Não quero isso pra mim também.

Oi, Nina. Eu só...

Preciso que pegue a Cece no balé.

Às 13h45. Não se atrase.

Tá, onde é?

Nina?

O quê?

Escola de balé...

Aula de balé.

Criancinhas...

Porra.

Tendu à direita.

Reverência e abre à esquerda.

Pé para trás.

Excelente, e encerra na primeira.

Aula fantástica hoje. Obrigada.

Peguem as bolsas e sapatos.

Gostei de ver.

Oi, quem está procurando?

Cece. Cecelia Winchester.

É a nova contratada da Nina?

Sim. Oi, sou a Millie.

Oi.

Oi!

Cece! Oi, eu vim te buscar.

Vou dormir na casa da Emma.

Combinamos há semanas. Ela trouxe as coisas dela.

Não, não, não.

A Nina ligou e me pediu pra pegá-la. Deve ter mudado de ideia.

Tudo bem, vou checar.

Nina!

Oi, é a Patrice.

A mocinha está aqui, e insiste que tem que levar a Cece...

Eu sei.

Eu sei.

Não, não tem problema nenhum.

Está dificílimo achar gente de confiança.

Gostaria de confirmar?

Divirta-se.

Tudo resolvido.

Está bem, cuide-se. Tchau.

São lindos mesmo.

Que bom que poderemos usar, Sra. Winchester.

O desenho é vintage, é claro.

Millie.

Eu avisei que a Cece ia dormir fora hoje.

Não precisava fazer uma cena.

Permite que a criadagem se vista assim na sua casa?

Esta é a mãe do Andrew, Sra. Winchester.

Ela vai para uma casa menor, então nos deu as louças da mãe dela.

- Sim. - Não é adorável?

Não é?

- Sim. - Eu sei.

O Andrew adora estes pratos.

Quero que você guarde em um lugar seguro

porque a Nina é capaz de tropeçar no próprio pé e quebrar todos.

Essa sou eu.

Andrew!

Mãe.

Andrew, onde está sua gravata?

Eu sei, estou muito informal. Me desculpe.

- Seu cabelo está fabuloso. - Obrigada.

Nenhuma raiz branca. Isso...

- É o que estou pensando? - É, sim.

Mal posso esperar pra comer nesses pratos.

Relíquias de família.

- É bom tê-los de volta. - É mesmo.

Maldita janela...

Os pratos ainda estão na pia.

Sim, eu sei. Estou deixando de molho.

Estão de molho há três dias.

Bem, sabe...

Em casa, com todos fora...

Vou perguntar mais uma...

Não vou perguntar o que você vende.

Vou no Patsy, está bem?

Ah, Family Feud.

Me desculpe.

Não consegui dormir.

- Vou sair daqui. - Não, não. Sente-se, por favor.

Imagine.

Por favor, fique.

Adoro esse programa.

Eu também.

Só assisti ao do Steve Harvey.

- Sério? - É.

Esse é um clássico. Com Richard Dawson.

Ícone da moda.

- Um craque. - É?

- As costeletas são espetaculares. - Com certeza.

Minha família arrasaria neste programa.

São uns abutres. Principalmente a minha mãe.

E você?

Seus pais gostam de jogos?

Eu não falo muito com eles.

Sinto muito.

Deve ser difícil.

Nem tanto, não.

Mesmo que nos falássemos, eles, certamente,

não iam curtir isso.

Eles são o oposto de diversão.

Então, olha só...

Você pode ficar no nosso time.

Seria eu, você...

Nina e a minha mãe.

Os pais da Nina não estariam?

Eles morreram quando ela era criança.

- Que triste. - É.

É uma história maluca, na verdade.

Morreram num incêndio doméstico.

Ninguém sabe como começou.

A Nina conseguiu sair, os pais não.

Por muito tempo, a polícia achou que ela...

Pode imaginar...

viver com isso a vida toda?

- Seria horrível. - O que seria horrível?

Olha ela aí.

Ei!

Fale o nome de uma ave de desenho animado.

O que faz acordada?

Como assim? Posso perguntar o mesmo a você.

Estou vendo Family Feud.

- Às 2h da manhã? - Quer assistir?

Um pouco de Dawson? Quer um pouquinho do Dawson?

Não, estou bem.

Amor, são 2h da manhã.

Tá.

Vou pra cama.

Me conte como termina.

Muito bem.

Boa noite.

- Eu já subo. - Tá.

Ave de desenho animado, pequena Katie.

Três respostas restantes.

- Patolino. - Patolino.

Vamos ver se acertou.

Está tarde. Acho melhor ir dormir.

Não está funcionando.

- O quê? - Isso não está funcionando.

Então, eu quero que arrume suas coisas

e vá embora cedinho, antes que a Cece acorde.

Para ela não se chatear.

Não, Nina...

Não achei que teria alguém aqui.

E você disse que eu poderia usar o cinema...

Quero que devolva o celular também.

Por favor, Nina.

Eu faço o que você quiser, eu prometo.

Pode me dar...

mais uma chance?

Está bem.

Uma semana.

Tá?

Mas terá que se vestir

adequadamente por aqui, de hoje em diante.

Sim, claro. Sinto muito.

Ah, Millie...

Fica longe do meu marido, porra.

Minha babá só fala do cachorrinho dela que morreu.

E eu não quero ser F-D-P,

mas desde quando eu sou psicóloga para luto canino?

Enquanto isso, a Emma está atrasada para a escola.

Eu perdi minha ioga.

- Sabem o que a ioga significa pra mim? - Tudo.

- Lamento muito. - Obrigada.

Bem, nós vamos precisar de uma babá, em breve.

Meu Deus, Nina! Você está grávida!

- Nina! - Eu sabia.

Não. Ainda não.

Estamos planejando.

Consultamos um excelente especialista em fertilidade na cidade.

Legal.

O Andrew insiste em não economizar nisso,

é claro. Então, sim.

- Que maravilha. - É.

Vamos achar a melhor babá do mundo para você, prometo.

- Com certeza. - Obrigada.

É o pediatra da Cece.

Eu já volto.

Sirva mais chá.

Ai, meu Deus, foi mal. Achei mesmo que ela estava grávida.

Eu sei, nós também. Mas você viu a pele dela?

E o tamanho da raiz?

Ela deveria se cuidar melhor para o Andrew.

- Ele é muito gostoso. - É mesmo.

Principalmente por terem um acordo pré-nupcial super-restrito.

Pois é.

Ela não tinha um centavo quando se casaram.

Ela vai dormir na rua se não se cuidar.

Cece? Ele ficaria com a custódia, considerando...

É claro. Depois do que ela fez.

Quantos meses ela ficou naquele hospital psiquiátrico terrível?

- Nove. - Nove.

- Nove. - Nove meses.

Meu Deus, não sei como ele consegue suportá-la.

Porque é um santo.

- É. - Um santo gostoso.

Santo Andrew Gostoso. Meu Deus.

O que eu perdi?

Estamos falando do chá beneficente da primavera.

Salve a gente com uma ideia de tema.

Pare de bisbilhotar.

Essas mulheres tinham razão sobre uma coisa.

O Andrew é definitivamente um santo por ficar com a Nina.

Não acredito que ela mentiu sobre a gravidez.

Tudo o que ela me disse é mentira.

Não eram os hormônios que a enlouqueciam, ela é louca mesmo.

Coitado do Andrew.

Assim que economizar o suficiente, eu me mando daqui.

Hoje não foi um desastre absoluto.

Obrigada.

Preciso que cuide da Cece no próximo sábado.

Andrew e eu temos um compromisso na cidade

e sei que é seu dia de folga, mas creio que não será um problema.

A gente vai se divertir.

Que bom.

Haloperidol.

HALOPERIDOL PODE TRATAR PSICOSE AGUDA

Psicose aguda, cacete.

Ei, Lexi, é a Millie. Escute.

Tô precisando de uma grana extra pra poder largar esse emprego.

Pode perguntar ao seu primo se tem uma vaga no armazém?

Faço qualquer coisa. Posso limpar, organizar caixas, lavar banheiro.

Eu só preciso dar o fora daqui.

Você vai embora?

O quê?

Não, não, não.

Vou preparar seu almoço.

O que está a fim de comer?

Um sanduíche de mortadela?

Tá.

Você disse que precisava dar o fora daqui, no celular agorinha.

Não. Você ouviu mal.

Saindo um sanduíche de mortadela.

Como foi na escola essa semana?

Aprendeu algo divertido ou interessante?

É escola. Nada é divertido ou interessante.

E os garotos?

- Tem algum paquera? - Eca, não. Que pergunta é essa?

Só estou tentando puxar assunto.

Esquece.

Estou sem fome mesmo.

Tá.

Não precisa ser minha amiga, sabia?

Não faz parte do seu trabalho.

Eu gostaria de ser.

Por quê?

Porque eu gosto de você.

Não gosta, não.

Quer suco ou água?

Suco, por favor.

Não derrame. Suco é um privilégio.

Tá bom.

- Foi ao salão hoje? - Sim.

- Está muito bonita. - Obrigada.

Cece, quer nugget de dinossauro com ketchup?

Ketchup faz muita sujeira.

Faz mesmo.

Cece, onde achou esse troll?

Esteve no meu quarto?

Cece, este troll é muito especial pra mim.

Não quero que entre no meu quarto, entendeu?

Precisa ficar longe do sótão.

Você também.

Ei.

Ei, Cece, pode brincar no seu quarto um pouquinho, por favor?

O que aconteceu?

Insuficiência ovariana prematura.

Estamos tentando há anos.

Agora, nós sabemos.

Lamento.

Cara, eu só queria muitos filhos.

Um time de futebol completo.

Eu e Nina somos filhos únicos como você.

- Ao menos vocês têm a Cece. - Claro, sim.

Sei que parece egoísmo.

Eu amo a Cece.

Mas eu queria um filho meu com a Nina.

Não percebi...

A Cece, com certeza, é minha filha.

Só não é minha filha biológica.

Você é um pai incrível.

Olha, eu não sei como ela vai lidar com isso.

Ela anda tão fragilizada.

Acho que ela não vai dar conta dessa decepção.

Mas ela tem você.

Não acho que sou suficiente.

Não é justo! Fiz tudo o que eu pude!

Nina, não é culpa sua.

Você estaria melhor sem mim.

Não! Espere! Nina, não!

- Olá? - Não, não!

Andrew, você está bem?

O que foi?

Meu Deus.

Andrew, você está bem?

O quê? Ouviu aquelas vadias da APM dizendo que sou louca.

Que não mereço meu marido?

Que eu deveria estar num hospício?

Andrew?

Solte isso.

- Coloque isso na sua mão. - Obrigada.

Com vida e bem.

Dei um jeito na bagunça de ontem à noite.

Desculpe, não fui sincera sobre o bebê.

Acho que estava...

tentando pensar positivo.

Ou algo assim.

Tudo bem, eu entendo.

Não sei como vou encarar a mãe do Andrew.

Enfim...

percebi que preciso desapegar de coisas e começar do zero.

Então, tudo isso é praticamente novo, e eu quero que fique com você.

Não posso.

Não, sério, eu ia levar para doação.

Vai ficar incrível em você.

Millie, aceite.

Obrigada.

O Andrew levou a Cece pra comer panqueca,

então não precisa preparar o café da manhã hoje,

mas eu preciso de um favor.

Preciso que compre ingressos para um musical chamado "Showdown".

O Andrew está doido para ver,

e eu quero fazer algo para alegrá-lo.

Claro.

Este sábado.

Se você conseguir.

E um pernoite em um hotel chique,

gaste em uma suíte, algo romântico...

E a Cece ficará na casa de uma amiga.

Vou organizar para ela...

ficar fora de casa,

e você terá o fim de semana todo de folga.

Parece ótimo.

Vou ver o que posso fazer.

Você é uma salvadora, Millie.

Não sei o que faria sem você.

Você trabalha para os Winchester, né?

Sim.

Trabalho para os Leighton.

- Suzanne? - Sei.

A Cece não é muito boa, né?

Não se preocupe. Ninguém liga pra isso.

Não depois de tudo o que ela passou.

Como assim?

É sério? O lance da mãe psicopata.

Sei que ela passou um tempo num hospital psiquiátrico, mas...

Nina Winchester tentou afogar a filha na banheira.

O quê?

É, as vadias da APM só falam disso.

Quando era bebê, Nina a colocou na banheira com a torneira aberta,

depois tentou se matar se entupindo de remédios.

Por sorte, o marido se apavorou quando não conseguiu falar com ela,

chamou a polícia para uma verificação de segurança.

É muito bizarro, né?

Ótimo trabalho, bailarinas. Obrigada.

Peguem seus pertences.

CAIXA DO BALÉ

Seu carro fede a chulé.

Obrigada.

Oi.

O que sabe sobre essa família?

- Desculpe, não falo inglês. - Mentira.

Sei que não deveria estar aqui.

Por quê?

Deixe ele em paz.

Não tem o que falar com o Enzo.

O que é isto?

Os ingressos da Broadway e a reserva do hotel.

- Para sábado? - Sim.

Mas por que eu pediria para comprar ingressos

bem no dia que levarei a Cece para o acampamento em D.C.?

- Por que eu faria isso? - Não sei, mas você pediu.

Não, não pedi.

Presumo que não tenha reembolso, a esta altura.

Nina, eu fiz o que você pediu.

Está bem. Vou descontar do seu salário.

Sinto muito por isso, mas o erro foi seu

e terá que cobrir os custos.

Eu não tenho como pagar isso.

Não me importa!

O erro foi seu. Vai ter que pagar.

É mais do que eu economizei.

Ei.

- Olá. - Oi.

Tinham acabado de limpar a floricultura. Eu teria trazido mais.

Qual é o problema?

Ela comprou ingressos não reembolsáveis para um fim de semana

que não poderemos usar,

e ela vai ter que pagar por isso, lamento.

Não, não vai. Tudo bem.

Vamos ligar pra empresa de cartão de crédito e cancelar.

Não acho que seja possível.

É possível, sim.

Não precisa pagar nada.

Obrigada.

Desculpe.

Querida?

Tudo isso para uma semana?

Não quero que ela sinta falta de casa.

Desculpe. Merda.

Desculpe.

Mil desculpas. Normalmente, eu me visto antes de sair.

Não, foi minha culpa.

Eu ia só confessar uma coisa.

Queria te contar que não consegui o reembolso dos ingressos.

- Que chato. - É.

Então, acho que deveria usá-los, ir com uma amiga

e ficar no hotel, consumir o que quiser.

Pedir comida no quarto.

Quero que se divirta.

Isso é...

muita generosidade sua, mas...

eu não posso. Nem tenho quem levar.

Tem que ter alguém.

Bem que eu queria, mas não tenho.

Tá. Então...

e se eu for com você?

Podemos voltar à noite. Eu posso...

Posso melhorar a proposta.

Incluir uma pizza e sidra quente.

Eu falo pra Nina

que troquei os ingressos para levá-la na semana que vem.

Não posso deixar que faça isso.

Nós dois precisamos de uma noite de folga. De verdade.

Por que não?

E dizem que o espetáculo é ótimo.

Está bem.

Ótimo. Então, vamos.

Belo vestido.

Obrigado por vir.

- Estou com fome. - Eu também. Eu comeria algo.

- É? - É.

Não tinha pizza no pacote?

- Tinha, sim. - É?

Mas sabe de uma coisa? Tenho uma ideia melhor.

Caramba. Aquilo foi incrível.

Foi mesmo, né?

- Sim. - Sim.

Este lugar é muito chique.

Bem, é charmoso...

estilo Nova York antiga.

É.

Eu não faço ideia do que devo pedir.

E se pedirmos o cardápio todo?

- Todo? - Todo.

- Não podemos fazer isso. - Podemos, sim.

Gosta de martíni?

Acho que sim. Não sei.

- Acho que vamos descobrir. - É.

A novas aventuras.

Saúde.

Você é engraçada, é atenciosa. É ótima com crianças.

Não entendo por que trabalha limpando a casa dos outros.

Deveria estar vivendo sua melhor versão.

Nunca pensa sobre...

o que quer fazer com seu tempo nesse mundo?

Não sei. Não, na verdade, não.

Por que não?

E você?

Está aproveitando a vida fazendo...

Não sei o que você faz.

Dirijo a empresa de processamento de dados que herdei do meu pai.

Basicamente, eu ganho muito dinheiro para fazer coisas muito chatas.

Entendi.

Tudo o que eu sempre quis foi me casar e ser pai, sinceramente.

É muito fofo.

E você? Quer ter filhos?

Quero.

Um dia.

Com a pessoa certa, é claro.

Sinto que tirei a sorte grande com a Nina

e que eu deveria achar que vivo a minha melhor versão.

Mas não acha?

Eu amo minha esposa.

De verdade.

Mas parece que ela está sempre zangada, e eu não sei por quê.

Toda conversa que temos termina em um ataque verbal.

Se serve de consolo, comigo também.

Ela era tão diferente.

Ela era...

carinhosa, gentil e generosa.

Ela era afetuosa.

Tudo o que eu quero é fazê-la feliz

e eu, de verdade, não sei como.

Andrew, o problema não é você.

Eu não devia ter dito isso.

- Desculpe. - Não, tudo bem.

Eu vejo como ela te trata, e odeio.

Odeio.

Acho que estou te decepcionando.

Não está.

Tenho quase certeza de que tem uma pista de dança ali.

- Você quer dançar? - Vamos nessa?

Sim.

Vamos dançar.

Imagino que não esteja em condição de voltar dirigindo.

Não estou, não.

Acho que temos um problema.

Tudo certinho.

Não são conjugados, mas ficam no mesmo andar.

Obrigada.

Merda. Estou sem bateria.

Pode levar.

- Obrigada. - Imagina.

- Aproveitem a estadia. - Obrigado.

Te vejo amanhã.

Boa noite.

Não destrua sua vida.

CHAMADA PERDIDA: NINA LIMPE QUARTO DA CECE

TIRE LIXO PAREDES DA COZINHA IMUNDAS

MILLIE, CADÊ VOCÊ? ATENDE!

Merda.

SE NÃO DER NOTÍCIAS EM 10 MIN, DÊ O FORA!

SEM SEGUNDA CHANCE! ESTÁ DEMITIDA!

Essa não.

Oi.

O que houve?

Não é pra valer.

- É, sim, Andrew. - Vou falar com ela.

Millie, venha aqui. Entre.

Ela quer destruir a minha vida, e eu não sei por quê.

Ela não quer, não. Vou falar com ela.

Sei que acha que posso fazer coisa melhor, mas eu preciso deste emprego.

Não posso perdê-lo. Eu não quero voltar.

Voltar para onde?

Não vai perder seu emprego.

Vai dar tudo certo.

Eu te prometo, tá?

Não chore. Tudo bem.

Vai ficar tudo bem.

Tire o meu vestido.

A Nina vai chegar cedo em casa.

Temos que chegar antes.

É melhor irmos logo.

- Tá. - Tudo bem?

Isso vai soar meio brega...

Eu não achava que alguém pudesse acordar tão bonita.

A Nina nunca pode saber.

E isso nunca mais pode acontecer.

Eu queria muito que as coisas fossem diferentes.

Queria ter te conhecido antes.

Eu também.

Você está bem?

Sim.

Nina?

Nina!

Eu vou me trocar.

Vou começar a fazer o almoço, assim se ela chegar...

Que se dane.

Olá!

Tem alguém em casa?

Oi.

Bem-vinda.

Obrigada.

O almoço está quase pronto.

Olha só!

- Oi. - Oi, querida.

Oi! O que estava fazendo?

Estava consertando o ralo do banheiro de hóspedes.

Está meio entupido.

Sabia que ia tentar consertar.

Falei que o encanador vem na terça.

Eu sei. Estou me sentindo mais viril hoje.

- Então, tá. - É.

Como foi a viagem? E a Cece?

Ela está bem.

Olha só...

Sinto muito por ontem à noite.

Eu dirigi um tempão.

Estava muito cansada.

Eu não durmo bem em hotéis. Novidade...

E eu não deveria ficar a sós com meu telefone.

Então, já aprendi a lição.

É um novo dia. Aceitem minhas desculpas.

Tudo bem.

- Me desculpe. Mil perdões. - Tudo bem.

Tá na hora de comer.

- É. - É!

- Ei. - Oi.

- Tá com uma cara ótima! - Tá, sim.

Ei, Millie.

Como foi a noite de folga?

Minha melhor amiga, Lexi, me levou no Peter Luger.

Ela tinha um cupom. Foi muito legal.

Comi muitos acompanhamentos.

Eu não como carne.

- Isso está incrível. - Obrigada.

Não sei por que minha quiche nunca fica boa.

Estou pra te perguntar... você aprendeu a cozinhar na prisão?

Ela passou 10 anos na prisão,

antes de vir trabalhar para nós.

Não é?

É corajoso da sua parte

buscar um recomeço em uma cidade nova.

É bom poder fazer parte da sua jornada.

Temos que repor as coisas que a Cece gosta antes que ela chegue.

Você tem deixado a desejar nisso.

E será que poderia...

Desculpe.

Poderia passar a usar meu carro pra resolver essas coisas

até poder comprar um melhor?

O seu está virando...

motivo de comentários desagradáveis.

- Você entende, né? - Sim.

Você está bem?

Sim.

Eu entendi tudo errado.

Nina nunca foi uma daquelas mulheres que seguem seu instinto. Ela sabia.

Ela sempre soube que eu precisava do emprego e não podia ir embora,

mesmo que ela infernizasse a minha vida.

Que tipo de gente faz algo assim?

LISTA DE COMPRAS

Obrigada. Tenha um bom dia.

Olá, Millie.

Oi.

Esse é o modelo novo?

O que achou da câmera?

É...

o máximo, né?

Não faço ideia. Só uso pra trabalhar.

Você confia muito nos outros.

Como assim?

Fofa, a maioria das babás não aceita o celular

porque não querem que suas mensagens, ligações e localizações sejam rastreadas.

Mas você não tem o que esconder, então...

Que bom pra você!

E foi quando eu percebi que a Nina sabia de tudo.

- Millie Calloway. - Sim?

Mãos no carro, por favor.

O quê? Por quê?

Eu mandei pôr as mãos no carro.

O que foi que eu fiz?

Esse carro consta como roubado.

O quê? Não.

O carro é da minha patroa.

Oi.

Oi. Desculpe.

Obrigado.

Imagine. Sem problema.

Desculpe.

Desculpe não ter contado a verdade sobre a prisão.

Eu estava no ensino médio, foi um erro e...

Não precisa explicar nada.

O passado ficou para trás.

Andrew, ela sabe.

Eu sei.

Nina!

Nina, desça aqui.

Que teatrinho foi aquele?

Sei que a levou para a cidade.

Sei que dormiu no hotel

e sei que transou com ela.

Está imaginando coisas de novo.

- Claro que estou. - É.

Eu imagino...

que sua oficial de condicional vai gostar de saber

que você não tem mais emprego.

Ou um lugar para morar.

E que roubou milhares de dólares em roupas do meu armário.

Disse que eu podia ficar com elas, que não queria mais.

E vai para a prisão de novo.

Basta!

Nina, eu não sei...

quem você é.

E, francamente, sua crueldade...

me dá nojo.

Sinto muito, Nina, mas eu quero que...

Quero que vá embora.

O quê?

Não vou ficar aqui vendo você destruir a vida desta pobre garota.

Não permitirei.

Por favor, saia da minha casa.

Nossa casa.

A casa é minha.

Esta casa é nossa.

Minha...

casa.

Não pode fazer isso.

Agora!

Por favor, saia agora.

Quer ajuda para arrumar suas coisas?

O quê?

Quer ajuda para arrumar suas coisas?

Vai se foder.

Como estamos?

Quero que saiba que não é culpa sua.

Isso já vem de algum tempo. Tá?

E a Cece?

Não se preocupe.

Vou falar com meus advogados amanhã

e vamos trazê-la para cá,

para garantir a segurança dela.

Vou começar a procurar

um emprego novo.

Do que está falando?

Minha condicional tem exigências.

Faz muito tempo que não me sentia assim por alguém,

acho que nunca senti...

E, de verdade, eu quero ajudar você.

Quero ajudar como eu puder.

Quero que fique aqui comigo.

Eu também quero.

- Uau, que bela higiene bucal. - É.

"Beleza é poder.

Um sorriso é sua espada."

É a citação favorita da minha mãe.

Ela é obcecada por esse sorriso.

- É meio brega. - É.

O que você quer?

Millie, você está bem?

Droga.

- O que houve? - Eu ia levar o café da manhã na cama

e vi o maldito jardineiro me encarando pela janela.

Cansei desse otário.

Ei! Ei.

Venha aqui.

Pegue suas coisas e dê o fora daqui, tá?

Não precisamos mais de você.

Está demitido.

Demitido.

Entendeu?

Dane-se aquele cara, certo?

Nunca entendi porque a Nina gostava tanto dele.

Nunca suportei ele.

Desculpe. A louça da sua mãe.

Tudo bem. Venha aqui.

Não quero que se preocupe em limpar ou cozinhar,

ou nada do gênero.

Pode tentar me convencer.

Não jogue nada no lixo, tá?

Tá.

Conheço um cara que conserta.

Ele é ótimo em grudar tudo de volta.

Me desculpe.

Tudo bem.

Você vai aprender.

Bem-vindo.

- Ei. - Oi.

Os pratos ainda estão sujos.

Não queria me cortar lavando.

É.

Também não quero isso.

- O jantar está com um cheiro ótimo. - Está, né?

- Sim. - Que tal atrasarmos um pouco o jantar?

- Acho ótimo. - É?

E que tal um pouco de...

champanhe?

Aqui? Sério?

Sim. Vai ser acrobático.

Bolhas, bolhas.

Tá.

Pronta?

- Saúde. - Saúde.

Que tal?

- Gostou? - É muito borbulhante.

Andrew?

Andrew, estou presa.

Andrew, pode abrir a porta?

Andrew, está me ouvindo? Me deixa sair?

Vou deixar.

Mas ainda não.

Como assim?

Do que está falando, Andrew? Me deixa sair.

Andrew, qual é? Isso é um jogo?

Queria que fosse.

O quê?

Do que está falando? Andrew, abra a porta.

Andrew!

Abra a porta, Andrew!

Andrew, me deixa sair daqui!

Me deixa sair daqui!

Ai, meu Deus.

Meu Deus.

Meu Deus, vamos dar o fora daqui.

Vai se foder, Andrew!

Vai se foder!

Querida Cece,

se você está lendo isso,

é porque estou morta ou você completou 18 anos.

De qualquer forma, queria que soubesse que sua mãe era uma grande idiota.

Ponto final.

O que esperar de uma garota cujos pais morreram quando ela tinha 8 anos

e que passou o resto da infância em lares adotivos de merda?

Eu não tive nada a ver, como Andrew gosta de insinuar,

com o incêndio que os matou.

Eu amava meus pais mais do que tudo no mundo

e por muito tempo, eu queria ter ido embora com eles.

Mas eu não fui.

Então, eu tive que continuar vivendo.

Problemas de abandono? Problemas de confiança?

Problemas de autoestima? Eu completo a cartela do bingo.

Não sei ao certo se foi milagre

ou pura sorte eu ter sobrevivido à infância, mas...

eu acabei entrando na faculdade de Direito com bolsa de estudos,

e quase cheguei ao outro lado.

Quase.

Mas aí, um professor casado

me engravidou.

Ele não quis nem saber da gente.

Às vezes, eu penso no curso de Direito que abandonei,

se teria feito alguma diferença.

Te amo. Obrigada.

Nina, traga as planilhas do Grady.

Indo.

Há algum jeito de tirar dinheiro dela?

Pergunte-se: "Essa arbitragem algum dia vai terminar?"

- Finalmente. - Oi.

Jesus Cristo!

Nina...

vá se limpar.

Deus!

- Sério? - Desculpe.

Que porra é essa, né?

É incrível o que abrimos mão

para ter o doce alívio do plano de saúde e creche.

E foi naquele exato momento

que ele entrou na minha vida.

- Oi. - Me desculpe pelo Lynch.

O cara é muito babaca.

Por isso ele é meu advogado.

- É. - Você está bem?

Não, eu sinto muito. Sim, estou bem.

Fiquei mal com o que aconteceu e eu adoraria levá-la para almoçar.

Não se incomode com isso.

Eu quero.

Naquela época,

eu o achava tão encantador,

humilde, lindo.

Com um sorriso espetacular.

Eu pensei que poderíamos sair um dia desses.

Minha mãe adora crianças, ela poderia cuidar dela.

Ou, é claro, sua filha poderia ir conosco.

Eu adoraria.

- É? - É.

Demorou seis dias para ele me levar pra cama

e seis semanas para pedir a minha mão.

- Não entendo nada disso. - Meu Deus. É sério?

- Andrew, não acredito. - Claro que eu teria aceitado

na metade do primeiro almoço.

Como eu poderia resistir a um príncipe encantado?

A casa deveria ter entregado.

Um reino de conto de fadas que ele construiu

para uma misteriosa noiva chamada Kathy que o largou.

Eu devia ter perguntado o que houve com ela,

mas não perguntei.

Azar o dela, eu pensei.

Uau.

O cheiro está incrível. O que é?

Acho que é do bolo de baunilha e cardamomo

que eu fiz pela primeira vez, e você será a cobaia.

Eu vou adorar.

Odeio dar a notícia, querida,

mas suas raízes estão querendo aparecer.

Ainda bem que eu marquei hora no salão com o Mark,

e ele vai acabar com elas hoje.

Eu adoro o Mark.

Querido, cheguei! Desculpe o atraso.

Tudo bem.

Parei no restaurante tailandês que você gosta.

- Vou preparar um drinque. - Olha ela aí.

- Oi. - Oi.

Alguém foi bobinha e esqueceu de retocar as raízes?

Fiquei presa no parque com a Cece antes de deixá-la na casa da Lana.

Desculpe.

Vou remarcar.

Vou pôr isso na mesa.

Ei, antes disso,

pode me ajudar com uma coisa?

O quê?

Tenho uma reunião de última hora com o conselho

e fiz anotações, que não consigo achar.

Acho que estão lá em cima no depósito.

- Agora? É? - É. Pode me dar uma mão?

Claro.

Obrigado.

Vou acender a luz.

Eu já subo.

Tá.

Amor, não tem arquivos aqui.

Eu sei.

Amor?

Andy?

Andy?

Estou aqui.

Andy, está trancada.

Estou muito decepcionado, Nina.

Do que está falando?

Seu cabelo é um privilégio

e precisa ser cuidado.

Meu cabelo?

Está ciente como é vergonhoso

ter a esposa andando por aí com as raízes aparecendo?

Vou marcar outro horário. Eu já disse.

Preciso que seja melhor.

Por nós dois, de verdade.

Andy, eu vou retocar a droga das raízes, tá?

Então, pode me deixar sair daqui agora, por favor.

Eu vou deixar.

Mas ainda não.

Você tem que aprender as consequências dos seus atos.

Do que está falando, porra?

Vou passar um envelope por baixo da porta.

Agora, escute com muita atenção, por favor.

Preciso que você

arranque 100 fios

do seu couro cabeludo com as raízes intactas.

- O quê? - Nina,

preciso ver os folículos.

Tá, amor, você me pegou!

Essa foi boa.

Me pegou!

Por favor, me deixa sair.

Quando terminar,

por favor, coloque no envelope e passe por baixo da porta,

e aí podemos discutir sua liberdade.

Andy!

Isso não tem graça!

Andy?

Eu não vou mais fazer isso.

Por favor, me deixa sair dessa droga de quarto!

Eu sinto muito.

Andy?

Eu te amo muito.

Amor?

Amor?

Andy?

Andy!

Cece! Andy, por favor!

Porra!

Quem é esse homem com quem eu me casei?

O que foi que eu fiz

para merecer isso?

Sem comida.

Três garrafinhas de água.

O único banheiro era um balde no armário.

Pensei em quando éramos só nós duas, Cece.

Eu não fazia ideia de como éramos felizes.

Mesmo estando sempre à beira da falência.

Agora, a minha única opção

era obedecer esse otário

se eu quisesse te ver de novo?

Andrew!

Eu fiz tudo que você pediu.

Pode me deixar sair, por favor?

Um dos fios está sem o folículo,

então terá que começar de novo.

O quê? Andrew. Andrew, por favor.

Tenha mais cuidado desta vez.

Andrew, por favor!

Por favor, Andrew, por favor!

Andrew!

Ai, porra!

Isso foi para o seu próprio bem.

Se você deixar, irei te ajudar a se tornar uma pessoa melhor.

Cece!

Cece?

Oi, filha. Oi, venha aqui.

Vem.

Cece!

Cece!

Se eu fosse da polícia, talvez tivesse pensado a mesma coisa.

Que eu tinha drogado e tentado afogar minha filha.

Que eu tinha me entupido de remédios e tentado me matar também.

Ninguém acreditaria que meu marido era um monstro sádico e cruel.

Como um homem tão lindo, tão bem-sucedido,

tão amado, poderia não ser um santo?

Não tem nada no sótão além de caixas e papéis, Nina.

Quando se tem delírios, eles parecem muito reais,

mesmo quando não são.

Enquanto me enchiam de antipsicóticos, antidepressivos,

eu só conseguia pensar em você.

Depois de nove meses,

percebi que o único jeito de voltar para você

era admitir o que eu tinha feito.

Então, eu cedi.

Confessei tudo e implorei pela minha liberdade.

Vamos ser muito felizes, Nina.

Basta seguir as regras.

Mas àquela altura,

eu entendi que nunca seria livre.

Não importava o quanto eu tentasse provar

que eu era a esposa mais feliz e perfeita

do mundo inteiro,

o Andrew tinha convencido todas as adoráveis

víboras que só têm merda na cabeça

que eu era louca, perigosa, incapaz de criar minha própria filha,

e ele foi coroado "o marido do ano"

por ficar ao lado da esposa desequilibrada.

É claro que ele queria um bebê dele,

mas não tinha nenhuma chance de eu deixar ele plantar

a semente do mal dele em mim.

Dei uma escapada até a cidade, coloquei um DIU.

Com o mesmo médico que acabei subornando para mentir

e dizer ao Andrew que eu não tinha óvulos viáveis.

Qualquer coisa era motivo para me trancar.

Deixar as luzes acesas,

quando derramava suco na mesa do café da manhã...

E toda vez que eu reagia,

ele fazia questão de me lembrar que era ele quem dava as cartas.

Enzo era minha única ligação com o mundo exterior.

O único que acreditou em mim.

Ele tentou nos ajudar a fugir.

Ele arrumou passaportes falsos, mas o Andrew achou na minha gaveta,

e eu fui internada de novo.

Estava tudo no nome dele.

Eu não tinha dinheiro, nem crédito, nem família, nem amigos.

Era figura carimbada da ala psiquiátrica, sem chance de ter sua custódia.

Se eu tentasse fugir,

o Andrew iria me caçar, me arrastar de volta

e todos iam chamá-lo de herói.

Eu estava encurralada.

Não havia nenhuma chance

de ele permitir que eu saísse do casamento viva.

E se eu morresse,

o que seria de você?

O que foi que eu fiz

quando trouxe esse homem para a sua vida?

E foi aí que eu me dei conta.

O Andrew tinha uma fraqueza.

A necessidade de ser adorado.

Então, eu comecei a criar um plano.

- Você foi embora de novo. - Eu sei.

E agora eu voltei.

O Andrew achou os passaportes.

Eu conheço um cara que pode ajudar.

Acho que só ia piorar as coisas pra mim.

Eu poderia ajudá-la.

Precisa ficar fora disso, Enzo...

Preste atenção no que vou dizer, tá?

Eu perdi uma irmã pra um cara como o Andrew

e não vou deixar isso acontecer de novo.

Agora, vá. Arrume sua mala,

pegue a Cece, e saiam agora mesmo.

Eu vou cuidar do Andrew.

Não.

O Andrew vai me deixar.

Como?

A Millie era exatamente o tipo do Andrew.

Bonita, inteligente,

loira, sozinha no mundo.

Alguém que ele ia querer salvar.

Deserdada pelos pais, demitida do último emprego,

sem grana e sem amigos, morando no carro...

e a cereja do bolo:

em liberdade condicional, depois de cumprir

dez anos de uma pena de 15 anos.

E não foi por drogas, dirigir bêbada

ou alguma outra idiotice de adolescente.

Ela cumpriu pena por homicídio.

Meu plano era contratar uma garota bonita para me substituir,

mas quando conheci a Millie,

eu tive uma ideia melhor.

Enzo me implorou para achar outro jeito e deixar a Millie fora disso,

mas eu sabia que era o único jeito de me livrar de vez do Andrew.

Fiz ele prometer não interferir.

Era ela, ou a Cece e eu.

Ele relutou em aceitar, mas disse que ficaria de olho nela.

Espero que não chegue a ler isto, mas se acontecer...

fico feliz que saiba da história toda agora.

Eu só queria que você soubesse que não sou má pessoa.

Contratar a Millie era o único jeito

de proteger você e libertar a gente.

Se nós tivermos a sorte de conseguir a nossa liberdade.

E achei que se havia alguém capaz de cuidar dessa situação,

era ela.

Millie.

Millie, por favor, pare.

Por favor.

- Abra a porta. - Não posso fazer isso.

- Por que não? - Eu vou abrir.

Mas ainda não.

Andrew, o que você quer, porra?

É insubstituível, Millie.

O quê?

Minha avó trouxe aquela louça lá de Londres.

E a minha mãe...

serviu todas as ceias de Natal nela.

E nunca sequer lascou.

E aí, você deixou cair.

Como uma criança estabanada.

Você deixou cair.

E, pra piorar,

você nem lavou.

Foi um acidente, Andrew.

Relíquias de família são um privilégio, Millie.

Agora, uma das minhas está em 21 pedaços

e você nem lavou.

Me deixe sair daqui, seu psicopata!

Vou deixar você sair, mas, antes, precisa se redimir.

Então, o que você vai fazer é...

pegar esta peça que está na minha mão

e fazer 21 cortes na sua barriga.

Uma para cada peça que você quebrou.

Quando terminar,

podemos discutir sua liberdade.

Se...

você não fizer direito,

terá que fazer de novo,

então sugiro que faça certo da primeira vez.

Vai sonhando, porra.

E eu preciso que sejam cortes longos e profundos.

E passe a peça por baixo da porta quando terminar.

Vou observar.

Andrew!

Andrew!

Andrew!

Andrew!

Agora, ficou claro que a Nina sabia tudo sobre mim

desde que entrei na casa dela.

É curioso.

O garoto que motivou minha prisão era muito parecido com o Andrew.

Ridiculamente rico, bonito

e adorado por todos.

Um santo.

Eu não pretendia matá-lo,

mas não lamento por isso.

Millie, o que você fez?

Meu Deus. O que você fez?

Eu tentei fazer uma coisa boa,

mas minha colega de quarto negou tudo.

Não sei por quê.

Todos acreditaram nos riquinhos, não na garota com bolsa de estudo.

Nem os meus pais.

A única opção era me declarar culpada e fazer um acordo.

Homicídio culposo, 15 anos.

Saí em liberdade condicional após cumprir 10.

A transição para o mundo real não foi fácil.

Acho que não lido bem com crápulas.

Não encoste nela, seu crápula!

Nina estava procurando uma saída de emergência.

E me achou.

Sorte a dela, eu acho.

Agora, eu sou a borboleta na caixa.

Durante aqueles anos todos, eu resisti.

Eu sobrevivi.

Eu reagi.

Mas, no fim, só há uma saída para garotas como eu.

Render-se e torcer pra acontecer o melhor.

Andrew, eu terminei!

Andrew, me deixa sair agora!

Faltavam dois dias.

Eu sei...

mas nós temos que ir.

- Para onde? - Vamos achar um lugar novo pra morar.

Só nós duas.

Estamos livres.

O quê?

O que foi?

E a Millie?

A Millie vai... ficar com o papai.

Acho que devemos levá-la com a gente.

A Millie sabe se cuidar.

Bom dia, dorminhoca.

Como você está?

Estou bem.

Eu quero muito ter uma vida com você.

Quero mesmo.

Você só precisa aprender que há consequências

para o que você faz.

Pense nisso.

Você terá tudo o que sempre quis.

Estudo,

estabilidade financeira,

uma bela casa.

Uma família.

Não é o que você quer?

Eu quero essas coisas.

Eu também.

Só que não com você, babaca.

Deus!

Desgraça!

- Não, por favor! - Millie, venha aqui!

Não, Millie! Não! Millie.

Porra!

Millie!

Abra essa porta já!

Eu vou chamar a polícia...

e você vai apodrecer na prisão!

Abra a porta, porra!

CÂMERA 1 SÓTÃO 10H 35M 34S

Porra!

Me deixa sair!

Preciso de um sanduíche.

Abra a porta!

Eu quero sair daqui, porra!

Porra!

MÃE

JÁ ENTROU COM O PEDIDO DE DIVÓRCIO?

Millie?

Millie.

Millie, você está aí?

Estou aqui.

Sinto muito, Millie.

Eu pisei na bola.

Eu fiz uma coisa horrível.

Eu tenho um gênio muito ruim, às vezes.

Mas eu quero melhorar.

Eu sei que posso melhorar.

Quero que você me ajude a melhorar.

Preciso que alguém me ajude.

Pode abrir a porta, por favor?

Estou com tanta sede.

Pode abrir a porta para eu poder beber água?

Vou abrir.

Vai?

Sim.

Mas ainda não.

Quero que faça uma coisa pra mim antes.

O que você quer que eu faça?

Quero que arranque seu dente da frente.

- O quê? - Acho que seria bom pra você

ficar sem esse sorriso

que faz todas as vadias do bairro

caírem no seu feitiço tóxico.

Ficar sem esse sorriso que a mamãe ama tanto.

Millie, não vou fazer isso.

Pensei que quisesse a minha ajuda e estou aqui oferecendo,

mas se você não quer, eu vou nessa.

Você enlouqueceu.

Eu não vou arrancar meu dente.

Sabe, Andrew, eu fiquei trancada num quarto,

e o papo das consequências

não me sai da cabeça.

Millie, deixa eu sair, porra!

Tá legal.

E se eu tornar isso mais interessante?

Sabe aquele bule?

O que está fazendo?

As louças da relíquia da mamãe Winchester

são muito, muito legais mesmo.

Millie, pare com isso!

Millie, pare!

Estas xícaras parecem de casinha de boneca, Andrew.

Millie, pare com isso agora!

- Parece de boneca! - Pare já com isso! Millie, pare!

A Cece ia adorar tomar suquinho nisso.

Millie, por favor, pare!

- Pare! Pare, Millie! - O que... Isso é pra molho?

Eu adoro molhos.

Não sabia que isso existia.

Por favor, Millie. Millie! Millie, pare com isso!

Por favor, pare! Pare, Millie, por favor.

Pratinhos, hora de quebrar.

Pare com isso agora mesmo, Millie!

Millie, o que você quer? Eu te dou qualquer coisa.

Você quer dinheiro? Eu te dou dinheiro!

Espero que o cara que conserta pratos seja fera!

O que você quer, porra?

Já estamos barganhando. É um ótimo sinal.

Mas o que eu quero que você faça, Andrew...

é arrancar o seu dente!

Eu vou te matar.

Não se eu te matar antes.

Vai se foder.

Então, a Nina não te contou

por que eu fui presa, né?

Eu cumpri pena por homicídio.

O que está fazendo, Millie?

Millie, o que está fazendo?

Millie.

Millie.

Tá legal! Millie, pare!

Pare, pare, pare!

Tá legal! Eu vou fazer. Vou arrancar.

Espere aí. Eu quero ver.

Tá.

Ponha esse bração pra trabalhar.

Eu arranquei.

Millie, me deixe sair.

Passe por baixo da porta.

Pronto.

Por favor, me deixe sair.

Eu volto de manhã.

O quê?

O quê? Não, Millie, volte!

Não, Millie! Millie, deixa eu sair!

Deixa eu sair!

Ele quer fazer o mesmo que eu!

...com meu médico ou mandar o cozinheiro

temperar meu omelete com arsênico?

Quais as chances, senhores,

de eu viver para ver o Sr. Barry pendurar...

Crônica de São Tiago: "Morreu no spa do rei..."

Nos aproximamos do forte,

e eu pulei do muro primeiro.

Meus companheiros pularam em seguida.

Deveriam ter visto a cara dos franceses

quando 23 demônios raivosos...

...como se fossem balas de canhão.

Mais tarde, recebemos a visita do nobre Príncipe Henry.

"Quem foi o homem que fez isso?"

Dei um passo à frente.

"Quantas cabeças você decepou?"

"Dezenove", eu disse.

Millie?

Oi, é a Nina.

Você está bem? Vou tirá-la daí.

Nina, que porra está fazendo?

Senti tanto a sua falta.

Ai, meu Deus!

Você sabia que ela faria isso comigo, né?

Porra!

Millie!

Vem cá, Millie. Vem.

O que você vai fazer, Millie?

Millie!

Desgraçada!

Millie!

Millie!

Vem, amorzinho. Qual é, Millie!

Que porra é essa?

Millie!

Millie?

Aparece, Millie.

Aparece, amor!

Millie?

Será que os seus olhos...

Vão olhar para os meus?

Quer aparecer logo, Millie?

Vem, amor.

Preciso de você, Millie! Millie!

Millie, apareça de uma vez!

Deixe ela em paz!

Millie, que saudade de você!

A Millie foi embora.

Então, eu acho que...

você voltou à toa.

Acho que sim.

É. Lamento.

Olhe para nós.

Eu pisei na bola,

estraguei tudo.

É.

Eu admito quando erro, você sabe disso.

Vamos varrer isso para baixo do tapete, e...

recomeçar do zero.

Fingir que isso não aconteceu. Por favor.

Me desculpe.

Eu ainda te amo.

Sabe, você ainda é...

a secretária fofa e indefesa que eu vi...

lá naquele escritório

com os peitos vazando.

Você era tão fofa.

Eu só tentei te ajudar.

Tentei ajudá-la a criar...

aquele bebê nesse mundo, quando não havia esperança de futuro.

Nem nada.

Ai, Deus.

Você pode... O que você vai...

O que vai fazer... por aí?

Você não pode, Nina. Não vai ter isso.

Talvez eu ache.

Na sua idade?

Acho que não, amor.

Basta uma ligação pra Millie apodrecer na cadeia.

Uma semana por aí sozinha, e você vai me implorar...

para te aceitar de volta.

Então, fique de uma vez.

Por favor.

Fique logo.

Querido...

Tudo o que você tem é mentira.

Ganhou sua carreira do papai de mão beijada.

Sua filha nem é sua.

Você tem uma esposa que te odeia.

E todos esses anos, eu vi você se exibir feito um palhaço

só pra ter uma migalha de afeto da vagabunda da sua mãe!

E quer saber? Eu quase sinto pena de você.

Mas prefiro morrer...

a passar mais um dia com você, seu monstro.

Será um prazer.

O prazer é todo meu.

O que vai fazer?

Ele caiu tentando trocar uma lâmpada.

Você sabe como ele era.

Tudo tinha que ser perfeito.

Fuja!

Não volte.

Você não matou ele. Fui eu.

Ninguém vai acreditar que ele caiu trocando uma lâmpada, Nina.

Acho que vamos ter que descobrir.

Vá.

Você não merecia nada disso.

Nem você.

Ações têm consequências, Andrew.

Enzo, acabou.

Vou precisar da sua ajuda na limpeza.

LEGISTA CONDADO DE NASSAU

Deve ter sido um choque.

Você disse que chegou em casa esta noite,

depois de visitar sua filha no acampamento.

E a empregada tirou a semana de folga?

Isso mesmo. É.

Faz ideia por que seu marido

decidiu trocar a lâmpada no meio da noite?

Eu...

Eu acho...

Ele gostava que as coisas

fossem de uma certa maneira.

Tudo perfeito.

Ele tinha um corte profundo no pescoço.

Geralmente, isso não acontece numa queda.

Na verdade, eu conhecia um pouco seu marido.

Ele foi noivo da minha irmã, Kathleen.

Kathy.

Certo.

Há 8 anos, ela apareceu na minha casa no meio da noite,

e nunca mais foi a mesma, desde então.

Sinto muito por isso.

Deve ter sido uma queda muito violenta.

Muitos impactos.

A pele se rompe,

os ossos quebram.

Os dentes quebram.

Me parece que foi um daqueles acidentes domésticos bizarros.

Às vezes, coisas ruins acontecem com pessoas boas.

Estamos reunidos hoje aqui

para lamentar o trágico falecimento de Andrew Winchester.

Filho devotado,

marido e pai dedicado,

respeitado líder empresarial,

um verdadeiro pilar da comunidade.

Sua morte prematura

deixou todos nós muito chocados,

ao ver que um homem tão gentil e relevante

pode, de repente, ser levado do nosso convívio.

Temos dificuldade, em momentos assim,

de entender o plano de Deus.

E é natural questionar o poder de Deus em tempos de sofrimento.

Mas nunca devemos perder a nossa fé

- no amor de Deus. - Oi.

Obrigada pela presença. Obrigada.

Oi.

Nina, sinto muitíssimo.

Tem certeza de que ainda vai vender a casa?

O que vão fazer sozinhas lá na Califórnia?

Acho que vamos nos virar.

Sinto muito pelo seu filho.

Que acidente terrível.

Ele tinha um belo sorriso, não é?

- Lindo. - Me disseram

que ele estava sem um dente,

quando foi encontrado.

- Meu Deus! - Meu Deus.

Sim. Você sabia disso?

Sabia?

Que estava sem um dente?

Se não cuidarem dos dentes,

vocês perdem o privilégio de tê-los

porque

dentes

são um privilégio.

- Meus sentimentos. - Cuide-se.

É assim que permite que ela se vista para o funeral do pai?

Ei.

Com licença.

Eu te disse pra fugir.

Não posso fugir.

Estou em condicional, lembra?

Construa uma vida pra você.

CHEQUE AO PORTADOR US$ 100.000,00

Me fale sobre você, Millie.

Bem, definitivamente, eu não planejei ser empregada.

Apenas...

caiu no meu colo

e eu percebi que gostava.

Para as famílias certas, é claro.

Nina Winchester deu ótimas recomendações suas.

Ela...

Ela sugeriu você,

na verdade.

Foi um prazer trabalhar para a Sra. Winchester.

Eu...

Eu tenho que te alertar...

Meu marido é...

um homem difícil de agradar.

Então, você acha que pode ajudar?

Quando quer que eu comece?

BASEADO NO LIVRO DE FREIDA MCFADDEN

A EMPREGADA

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